Sábado, 26 de Setembro de 2015

CARTA ABERTA À ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESÁRIOS TAUROMÁQUICOS

 

APET.jpg

 

"Empresários" tauromáquicos:

 

Li este comunicado e pasmei.

 

Não que me surpreendesse que ele viesse a público, pois num país onde a selvajaria tauromáquica é permitida, e a crueldade e a violência e a maldade, nuas e cruas, têm uma legislação própria, tudo é possível.

 

Pasmei apenas pelo desplante de se arvorarem em “empresários” e entenderem que podem insultar, assim, despudoradamente, a inteligência dos portugueses.

 

O PAN (Pessoas – Animais – Natureza) é um partido político com legitimidade para solicitar à Assembleia da República que clarifique por via legislativa e de forma incontestável, as atribuições municipais à proibição de actos de violência contra animais, incluindo touradas, sabem porquê?

 

Porque os Touros e os Cavalos, utilizados nessa actividade primitiva e bárbara, a que vocês chamam obtusamente “cultura”, são ANIMAIS, não sabiam? E o que fazem a esses animais nas touradas são actos de violência extrema proibidos por lei.

 

Por isso, todos os portugueses, sejam militantes de partidos ou apartidários, têm toda a legitimidade de não só exigirem que a lei seja cumprida, como de questionar essas leis tortas que são a vergonha dos legisladores, e que existem apenas para que duas dezenas de “empresários” da tortura de seres vivos vivam à tripa forra à custa dos dinheiros públicos. À custa dos nossos impostos.

 

E isto é ilegítimo. É imoral. É roubar o povo.

 

E mais. Os fundamentos em que se baseia o PAN para fazer valer os Direitos dos Animais (de todos os Animais) consignados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, ratificada pelo governo português, que descaradamente nunca cumpriu esse compromisso, são a mais incontestável verdade.

 

E quem é a APET para não consentir “atropelos” à liberdade cultural dos aficionados garantida pela Constituição no seu artigo 78, que consagra a todos o direito à «fruição e criação cultural»?

 

Por acaso sabem o que é criação cultural? Não sabem. Se soubessem estavam caladinhos, para não fazerem esta má figura.

 

Aprendam alguma coisa sobre Cultura e Civilização abrindo este link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

 

Os torturadores de bovinos passaram séculos a transmitir ignorância de geração em geração, e a chamar “cultura” à tortura de seres vivos, para divertir sádicos, mas agora, simplesmente CHEGA! Porque a época da ignorância já passou. Agora só é ignorante quem quer. Só se é ignorante por opção.

 

Hoje, essa ignorância está limitada a um punhado de aficionados que se recusam a ver o óbvio e a evoluir, com o aval de um governo também ele aficionado e culturalmente paupérrimo.

 

Vocês até poderiam ter razão se estivessem a referir-se à criação cultural propriamente dita.

 

Mas a tauromaquia não passa disto:

 

VENAL ARTE.png

 

A APET não tem legitimidade nenhuma de relembrar em parte alguma ao Estado Português o que quer que seja.

 

Os interesses da APET são meramente económicos, e baseados na venal arte de torturar e matar animais em público, para divertir sádicos. Portanto, o que pretendem é ganhar dinheiro á custa do sofrimento de seres vivos indefesos, e a isso não se chama criação cultural. A isso chama-se carnificina.

 

E se não sabem o que é um sádico, deixo aqui a definição oficial, para que não digam que estou a insultar: «Que ou quem gosta de fazer sofrer ou humilhar = MAU»

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

http://www.priberam.pt/dlpo/s%C3%A1dico

 

 

 

Ora os aficionados gostam de ver sofrer e de fazer sofrer e humilhar inocentes, inofensivos e indefesos bovinos. Vejam:

 

 

E isto não é criação cultural, em parte alguma do Universo.

 

E por fim, a tauromaquia poderia eventualmente ter sido de norte a sul, parte integrante do “património da cultura popular portuguesa” mas apenas do povo bronco, porém jamais o foi do povo instruído, do povo culto, do povo erudito.

 

Mas isto FOI em tempos idos. Num tempo coberto pelo negrume da mais cavernosa ignorância.

 

Hoje, essa “cultura dos broncos” está restringida apenas a um punhado de criaturas que já nasceram velhas, com raízes podres, enterradas num passado tão remoto, tão remoto, que já se perdeu no tempo…

 

E para que saibam, a tauromaquia não é um “espectáculo cultural”. Nunca foi, nem nunca será. É simplesmente um costume bárbaro herdado de espanhóis bárbaros . E nada mais do que isso. A tauromaquia é uma actividade nauseabunda.

 

Só têm razão numa coisa: a tauromaquia é uma prática legal, o que não significa que seja moralmente admitida numa sociedade humana e civilizada.

 

E hoje, mais do que nunca, ela é uma prática inconstitucional.

 

Quanto à IGAC é uma inspecção que não cumpre a função para a qual foi criada, porque permite que se façam touradas completamente ILEGAIS em Portugal.

 

Isto é público. Isto é vergonhoso. Isto só acontece porque existe um governo cuja governação é submissa ao lobby tauromáquico.

 

As denúncias destas ilegalidades caem em saco roto, e todos nós sabemos muito bem porquê.

 

Por isso, “empresários” tauromáquicos, este vosso comunicado não tem qualquer razão de ser. É simplesmente ridículo.

 

No entanto, nós sabemos que foi escrito com a única intenção de “avisar” os 226 deputados da Nação, eleitos para darem cobertura à tauromaquia (os restantes 24 rejeitam este costume bárbaro) que estarão “atentos” a qualquer movimentação contrária ao vosso “desejo”.

 

Mas não pensem que isto vai durar muito mais tempo.

 

Tudo o que nasce morre. É a lei natural.

 

E a tauromaquia já resistiu demasiado tempo, está demasiado velha, carcomida, apodrecida, a cheirar mal, e no tempo que corre, está a escorregar lentamente para o abismo onde será para sempre enterrada.

 

Disso podem ter a mais absoluta certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 1 de Julho de 2015

AFICIONADOS DA ILHA TERCEIRA (AÇORES) RECUSAM-SE A EVOLUIR

 

Quando se passa uma vida inteira a ouvir mentiras, a venerar a incultura, e a considerar a selvajaria tauromáquica “tradição”, “cultura”, “arte”, “identidade de um povo”, “património” as mentes cristalizam e o resultado é catastrófico.

 

Prova disso são estes três comentários que mostram a profunda escuridão nas mentes destes terceirenses que, incapazes de entender o óbvio, de raciocinarem, recusam-se a evoluir e insistem, insistem, e tornam a insistir numa ignorância datada de tempos obscuros… apesar de lhes darmos todas as oportunidades para progredirem… todas as informações para se instruírem…

 

15534996_1WBRQ[1] AÇORES.jpg

 

Os broncos divertem-se assim, na Ilha Terceira (Açores) - Isto será um “divertimento” civilizado ou um “divertimento” perverso, primitivo e parvo? Alguém com sensibilidade e bom senso que responda.

 

***

Eis os comentários:

 

Beatriz Lima, deixou um comentário ao post VIVA A ILHA TERCEIRA (AÇORES) PELA ESTUPIDEZ DE UM “DIVERTIMENTO” PERVERSO, PRIMITIVO E PARVO! às 22:41, 2015-06-30.

 

Comentário:

Broncos são vocês é assim, essa tradição já existe à anos, voces (ja que nos chamam nomes) cambadas de idiotas, não percebem, e porquê? porque nao vivem cá, obvio né! e se estamos a difamar os açores deixa difamar, existe pelo o mundo tanta coisa pior do que a largada, tanta gente pelo mundo a ser morta so porque lhes apetece, tanta coisa muito pior que isso, e so sabem é criticar isso como fosse a pior coisa do mundo! recusamos a evoluir? olha se prestasses mais atenção irias ver que isso é mentira! porque estamos a evoluir imenso otária! nao podemos dizer para prestares atenção as noticias, porque para as noticias os açores nao existem.. somente aparece mortes e assaltos e o governo nas noticias.. mas pronto! mas ouve, e corrida a cavalo, nao falas? apesar de nao estarem a magoar os humanos estão a a magoar um animal! mas claro nesse caso caga no animal e vamos mas é para a corrida à praça né? nem vale a pena continuar com isso, beijos dos broncos para você otáriazinha :*

 

***

Repare-se nos “argumentos” desta Beatriz Lima: pretende justificar a estupidez com estupidez.

E estão a “evoluir imenso”…

Quanta incultura!

E não sou eu que o digo. São os sábios com quem aprendi.

 

***

Samuel Toste, deixou um comentário ao post VIVA A ILHA TERCEIRA (AÇORES) PELA ESTUPIDEZ DE UM “DIVERTIMENTO” PERVERSO, PRIMITIVO E PARVO! às 23:21, 2015-06-30.

 

Comentário:

Vou ser breve nas palavras... Quero apenas relembrar que para quem diz ter uma Licenciatura em Letras, ter trabalhado na Área de Jornalismo e o MAIS TRISTE na Educação... Dever saber que, apesar de ter todo o direito de se exprimir contra esta "Tradição", nada lhe dá o direito de ofender deliberadamente qualquer pessoa que participe ou não nesta "Tradição". Deixa que me diga que após ler este... chamemos "texto"... deixa muito a desejar sobre as suas capacidades enquanto profissional.

 

***

O Samuel Toste confunde OFENSAS com EVIDÊNCIAS.

Divertir-se com o sofrimento físico e psíquico de um animal (seja não humano ou humano) é uma particularidade de psicopatas.

E não sou eu que o digo. São os sábios com quem aprendi.

 

***

Ana, deixou um comentário ao post VIVA A ILHA TERCEIRA (AÇORES) PELA ESTUPIDEZ DE UM “DIVERTIMENTO” PERVERSO, PRIMITIVO E PARVO! às 00:38, 2015-07-01.

 

Comentário:

Boa noite, acho que a sua critica à cultura Terceirense esta muito mal fundamentada, afinal cada zona do mundo tem as suas culturas e devemos primeiramente respeitar, e posteriormente tentar conhecer, caso que pelo seu post não foi nem um pouco realizado. Visto ter uma licenciatura em historia devia estar mais aberta à historia dos sitios que não conhece e não estar empenha em deitar a sua cultura abaixo. Caso nao goste de toiradas está na seu direito mas por favor primeiro informe-se e só posteriormente faço comentários absurdos como os que aqui fez.

 

***

Esta Ana, não sabe que divertir-se com a tortura de animais é um acto cruel e primitivo, impregnado de uma ignorância que nada tem a ver com CULTURA, nem tradição, nem arte, nem História, mas tão-só com a estupidez no seu estado mais puro.

 

E não sou só eu o digo. São os sábios com quem aprendi.

 

***

Pois então, pela enésima vez, aqui deixo umas “dicas” para que as Beatrizes, os Samuéis e as Anas da Ilha Terceira possam EVOLUIR.

 

Em primeiro lugar vamos aprender o que é Tradição, Cultura, e Arte (e esta definição não é minha, é dos sábios com quem aprendi):

 

Tradição, Cultura e Arte são o que o Homem cria para tornar a Humanidade mais sensível, mais inteligente, mais civilizada, mais evoluída, mais bela…

 

Algo que não se encaixa naquilo que vemos nas imagens aqui publicadas.

 

Violência, crueldade, tortura, sangue derramado, ou seja, tudo o que humilha e desrespeita e esvazia a Vida Animal da sua essência primordial, jamais, jamais poderá ser considerado Tradição, Cultura e Arte, em parte alguma do Universo.

 

A Ilha Terceira está à beira do abismo da incivilidade.

 

***

E para que não digam que a má da fita sou eu, vou retirar do comunicado da Associação Amigos dos Animais da Ilha Graciosa (portanto, gente sábia açoriana) redigido por ocasião da pretensão de elevar a selvajaria tauromáquica a Património Cultural e Imaterial do Município, palavras bem elucidativas daquilo que não só eu, mas todo o mundo civilizado pensa do “divertimento” perverso, primitivo e parvo que os broncos terceirenses (isto não é um insulto, é uma evidência) querem, porque querem, que seja um entretenimento civilizado e culto.

 

E espero que as Beatrizes, os Samuéis e as Anas da Ilha Terceira entendam, de uma vez por todas (para não andarmos sempre a repetir o mesmo), as palavras que se seguem, que não são minhas (as minhas são apenas as que estão sublinhadas):

 

«Nenhuma tradição que se alicerce na crueldade e sofrimento de seres sencientes, como o são todos os animais, porque sentem e sofrem como nós, é aceitável, quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista ético e moral. Urge que os nossos políticos se consciencializem de que qualquer incentivo à crueldade contra animais é também um incentivo à criminalidade contra pessoas.

 

Os Touros são animais muito pacíficos que passam a maior parte da sua vida nos pastos; são sujeitos a uma situação de extrema brutalidade que não só lhes inflige muito sofrimento, mas também os obriga a comportarem-se de uma forma muito diferente da habitual (pois têm todo o direito de se defenderem dos seus algozes), o que lhes dá a falsa reputação de “bravos”.

 

É inegável que os Touros sofrem antes, durante e após as touradas (sejam de que modalidade forem). Desde a deslocação do animal do seu habitat natural, a sua introdução num caixote minúsculo no qual não se consegue mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres (a sangue frio) e as agressões de que é vítima para o enfurecer, a perfuração do corpo, tudo isto representa sem quaisquer dúvidas (e não é necessário ser-se muito culto, qualquer analfabeto sensível sabe disto) um sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível.»

 

Este “divertimento” perverso, primitivo e parvo é pois «incompatível com a Declaração de Reserva Biosfera, com o respeito pelo meio ambiente e pelos animais, no marco de uma sociedade que se pretende em equilíbrio com o entorno natural.

Ademais, a tauromaquia não conta com o apoio da maioria da sociedade açoriana, dizem as petições, e é incompatível com a sociedade do século XXI (da era cristã)

 

Todos os governantes (desde os mais inferiores aos mais superiores na hierarquia governativa) devem «cuidar do bem geral da sua população e da manutenção dos seus valores (morais, culturais, sociais e humanos) e não de espectáculos cruéis, rejeitados pela (esmagadora) maioria da sociedade» (e por todo o mundo civilizado).

 

(No que respeita à sustentabilidade das touradas, nenhum evento tauromáquico, nos apenas oito países do mundo que ainda mantém este “divertimento” perverso, primitivo e parvo, é auto-suficiente, tal como comprovam os excessivos apoios públicos à tauromaquia.)

 

«As “tradições” que causam sofrimento e humilhação não devem ser preservadas, ao contrário das boas tradições que deverão perdurar. A corrida de Touros (a tourada à corda, a largada de Touros, ou seja lá o que for que use e abuse dos Touros) é uma luta desigual e cobarde. É fácil de entender que este ritual ao invés de elevar o homem, bestializa-o e de forma alguma poderá considerar-se cultura, arte ou património, muito menos aceitar que fundos públicos, já tão escassos para áreas carenciadas como a Educação, a Saúde, a Protecção Social e a Cultura possam ser usados no financiamento da tauromaquia, que em nada engradece os Açores, os governantes, o povo e a Humanidade…

 

***

Entenderam, aficionados terceirenses?

Ou precisam que eu faça um desenho?

As palavras dos vossos compatriotas cultos da Ilha Graciosa falaram por mim.

Espero não ter de repeti-las neste Blog, já tão repetitivo nesta matéria.

Mas é que não estamos a lidar com gente normal, que apreende o óbvio logo à primeira…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

link do post | Comentar | Ver comentários (41) | Adicionar aos favoritos
Domingo, 26 de Abril de 2015

As tragédias do Nepal

 

Sei que posso chocar-vos, mas isto acontece no Nepal: sacrifício brutal de animais.

Em nome de quê?

 

f_279369 Sacrifício de animais no Nepal.jpg

 

f_279370 NEPAL.jpg

Foto: Roberto Schmidt/AFP

in: http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/?id=100000722641&

 

Então ocorre-me pensar algo terrível, que não devia pensar.

Mas é preciso saber ler os sinais que as forças do Universo nos enviam, todos os dias.

 

TERRAMOTO NEPAL.jpg

Um cismo de grande magnitude dizimou milhares de nepalenses

 

O mundo anda de olhos vendados e não sabe interpretar estes avisos da Mãe Natureza. É que somos todos (animais humanos e animais não-humanos) filhos dessa mesma Mãe.

 

Diz quem sabe (não sou eu que o digo, porque nada sei) que o tempo do ajuste de contas já chegou, e pelo que está a acontecer por todo o mundo, acredito nisso plenamente.

 Fonte:

https://www.facebook.com/UNFFT/photos/pcb.10152951203419825/10152951201509825/?type=1&theater

 

Sejamos então humildes, e reduzamo-nos à nossa insignificância.

É que nada mais somos do que simples grãos de poeira cósmica...

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sábado, 11 de Abril de 2015

SE QUEREMOS LIBERDADE, PORQUE A NEGAMOS AOS OUTROS?

 

LIBERDADE ANIMAL1.jpg

 

Lei da causa e feito, acção e reacção, esse é o motivo do nosso sofrimento, num mundo de tão baixo nível espiritual.

 

O que proporcionamos aos animais é de uma monstruosidade, que muitos de nós não se deu conta de que faz parte disso, que promove isso e compactua com isso.

 

Todo o tipo de cobardia que promovemos contra os outros, com certeza retorna a nós, não sabemos quando e nem como, o que sabemos de facto é que o mal gera o mal, e o bem gera o bem, e assim segue a roda universal de leis que regem todo o Universo.

 

É tudo macro, porém, a nossa micro visão impossibilita-nos de ver o quanto prejudicamos e seremos, com esses actos, prejudicados.

 

Jota Caballero

#DireitosdosAnimais

 

Fonte:

https://www.facebook.com/355082971183779/photos/a.355087811183295.102124.355082971183779/1127093147316087/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:09

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

OS “WALKING DEADS” DA TAUROMAQUIA

 

Eles não sabem que já estão mortos. Deambulam por aí. Sedentos de sangue e de carne trespassada. Embriagados pelo cheiro da morte.

Eles não sabem, mas quando aparecem em público e na televisão, é assim que os vemos…

 

Horrendos. Desintegrados. Hediondos.

WALKING DEAD Zonbies-On-Walking-Dead-zombies-32977Fonte da imagem: http://mkalty.org/walking-dead/

 

 

Eles não sabem que morreram no dia em que nasceram com aqueles maus instintos, que os impedem de ver a luminosidade do Sol, que se debruça delicadamente sobre todas as criaturas vivas do Universo.

 

Eles não sabem que a fealdade que transportam nas suas já putrefactas entranhas se reflecte na fisionomia deles, quando olham com olhos, que ficaram num passado longínquo, toldados pela nuvem do pó dos tempos, as vidas que são destruídas diante deles…

 

Eles não sabem que da boca deles, disforme e descarnada, escorre a baba dos sôfregos por sangue de seres vivos, que lentamente sucumbem á tortura atroz a que são submetidos para deleite deles.

 

Eles não sabem que estão mortos, porque desprezam a Vida com a força dos raios.

 

Eles não sabem que são os walking deads da tauromaquia.

 

Monstros horrendos que aplaudem a morte, simplesmente porque estão mortos por dentro…

 

TOURO COMPLACENTE.jpg

 

Eles não sabem que o Touro moribundo os olha complacente, por ser de uma espécie muito superior à deles…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

A DITADURA DA prótoiro AFUNDOU-SE NO SEU PRÓPRIO LODO – A TORTURA DE BOVINOS VAI SER SUBSTITUÍDA POR UM GRANDIOSO FESTIVAL AO GOSTO DOS VERDADEIROS VIANENSES

 

Para quem ainda não sabe, um grupo que dá pelo nome de “vianenses pela liberdade” não é mais do que a prótoiro a agir com um nome falso, para enganar os broncos… E apenas os broncos… 

 

  

Vamos fazer o ponto da situação:

 

- Os verdadeiros vianenses abominam touradas.

 

- Viana do Castelo declarou-se cidade Anti-Tourada, em 2009.

 

- Em Viana do Castelo mandam os vianenses e o Presidente da Câmara Municipal, Eng.º José Maria Costa.

 

- Os de Braga, os de Lisboa, os falsos vianenses que dão pelo nome de prótoiro, não mandam nada em Viana.

 

- O costume bárbaro de torturar bovinos e cavalos para divertir psicopatas, sádicos e bêbados não fazem parte de nenhuma tradição vianense. A tortura nunca foi tradição em parte alguma do Universo.

 

- Os invasores bárbaros, uma vez mais, impelidos por um sentimento nazista, quiseram impor a Viana do Castelo a sua ditadura da estupidez. Recorreram até a um tribunal (e nós sabemos porquê?). Apelam a uma lei ilegítima. Mas 2012 já lá vai. Estamos em 2013. O que passou, passou. Não torna a passar.

 

- A autoridade competente para rejeitar o que os vianenses não querem no seu território, o Eng.º José Maria Costa, tem toda a legitimidade para impedir a tourada, que um bando de fora quer realizar em Darque.

 

- Acontece que o local escolhido não tem as mínimas condições para acolher um evento, numa tenda amovível. Até porque a lei é bem clara quanto às condições de segurança para esse género de evento. Logo este não pode realizar-se, a não ser que haja MAROSQUICE por parte da prótoiro e dos seus apoiantes…

 

- O autarca de Darque não foi consultado sobre esta questão. E o autarca de Darque tem toda a legitimidade para dizer NÃO a algo que ele próprio e o seu povo não quer nas suas terras.

 

- Afinal, quem manda em Darque? Quem manda no município de Viana do Castelo? Para que serve a autoridade dos autarcas? Para constar, apenas?

 

- Enganam-se aqueles que entendem que em Viana do Castelo mandam os de fora.

 

- Além disso, se o Eng.º José Maria Costa é um HOMEM LIVRE não tem de seguir leis ilegítimas, injustas e discriminatórias como a lei que NÃO PROTEGE os Touros e os Cavalos, que estão excluídos do Reino Animal. Uma medida iníqua de legisladores que não sabem o que fazem.

 

- Esta lei parva, em nenhum país democrático que se preze, ou num Estado de Direito é honesta ou tem validade.

 

- Além disso, quem estiver conivente com esta lei injusta e completamente idiota, não pode dizer que tem bom senso.

 

***

Eng.º José Maria Costa, o senhor tem o queijo e a faca na mão. Não se deixe levar por artimanhas de gente que quer desautorizá-lo, no seu próprio município.

 

Mantenha-se firme.

 

Não é a prótoiro, nem um tribunal, nem os de Lisboa que lhe retirarão a autoridade que lhe foi conferida democraticamente.

 

Os Vianenses estão com V. Exa.

 

E a esmagadora maioria dos Portugueses também. Apenas os broncos não estão (uma minoria).

 

Basta ver todas as sondagens (SÉRIAS) que se realizaram por esse Portugal fora.

 

Este é o lema:

 

TOURADAS EM VINA DO CASTELO NUNCA MAIS!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:14

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

A RAZÃO SEPARA OS SERES HUMANOS DOS SERES DESUMANOS

 

Eis um comentário que vou responder com um texto que escrevi, no meu livro Manual de Civilidade, e espero que o Tomás Tudela entenda que não é o dono do mundo, mas simplesmente uma pequena partícula do Universo, que se a Mãe Natureza quiser esmagar, esmaga sem que ele nada possa fazer.

 

Nem sei como é possível existir alguém que pense como o Tomás Tudela, nos tempos que correm… É de PASMAR!

 

 

Tomás Tudela, deixou um comentário ao post FEIRA MEDIEVAL NA FREGUESIA DE SÃO PEDRO DE SINTRA às 19:04, 2013-07-28.
 
Comentário:

A Isabel insiste em confudir seres humanos com os restantes animais e em colocá-los no mesmo patamar. Na comunidade internacional, a DUDA não tem o mesmo valor que a DUDH, e o mesmo se passa no nosso país e em muitos outros países. A DUDH é foi proclamada e aprovava pela ONU, com o apoio do nosso País. A DUDH consagra um conjunto de princípios que se impostos a todos os países pela comunidade internacional e está consagrada na nossa Constituição. Portugal não assumiu compromisso nenhum relativamente à DUDA. Eu não tenho o mesmo valor que um animal, por isso não faz sentido a Isabel tentar comparar a minha vida à vida dos animais. Os seres humanos não podem usar cavalos para o Hipismo, nem burros ou póneis para o trabalho? O entretenimento de crianças, neste caso, é o trabalho do dono do burro ou do pónei. Podemos ter cães em casa, ou isso é uma crueldade e um atentado à liberdade dos cães? Os animais não nascem com direitos invioláveis, dotados por qualquer entidade divina. Isabel, o facto de os animais nascerem selvagens ou livres não significa que tenham que o ser. Não significa que os seres humanos não os possam utilizar. Senão o ser humano também não podia utlizar as florestas, os campos, os mares ou os rios. Qual é o propósito desssa coisas? O propósito dessas coisas, tal como dos burros e dos póneis, é aquele que os seres humanos quiserem que seja. Os seres humanos são um fim em si próprios. Os animais têm o fim que os seres humanos lhes atribuam. A Razão separa-nos.

 

***

 

PRIMEIRA NOÇÃO: O RESPEITO

 

«Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti»

 

A primeira noção a reter é a do respeito.

 

O que é o respeito?

 

É a consideração pelo outro. Quem é o outro? É tudo o que existe à nossa volta. Tudo o que faz parte do nosso mundo, da nossa vida: pessoas, animais, plantas, águas, ar, terra, enfim, todas as coisas, o que é nosso, por exemplo, a chávena por onde tomamos o leite, e o que não é nosso, ou seja, a chávena por onde o nosso irmão toma o seu leite.

 

O Respeito está na base do equilíbrio de todo o Universo. Se o Sol não respeitasse a Lua, se a Lua não respeitasse as estrelas, se as estrelas não respeitassem os planetas, se os planetas não respeitassem o Sol, o Sol talvez não respeitasse a Terra e provavelmente morreríamos queimados, num dia em que ele – o Sol – acordasse mal disposto.

 

A noção de Respeito está intimamente ligada ao princípio: «não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti». 

 

Repara:

 

Se não gostas que te rasguem as carnes com um punhal ou com outra coisa qualquer, deves rasgar as carnes de outro ser com um punhal ou com outra coisa qualquer?

 

Se não gostas que cuspam no teu prato de sopa, deves cuspir no prato de sopa de quem contigo come à mesma mesa, ou na mesa ao lado?

 

Todas as pessoas têm Direitos. Todas as pessoas têm também Deveres. Só podes exigir que respeitem os teus direitos, se respeitares os direitos dos outros. E esse respeito que deves aos outros é apenas um dos teus muitos deveres.

 

Terás o direito de exigir respeito, se não respeitas o tudo que te rodeia?

 

Lembra-te de que não és a única criatura do mundo. Há os outros seres, com quem tens a obrigação de partilhar o Planeta, que não é apenas teu. Tu não és a medida de todas as coisas. O erro maior do homem foi um dia julgar-se o centro do mundo.   

 

Todavia, o homem não passa de mais uma criatura entre milhares de outras criaturas, que antes dele já existiam.

 

O equilíbrio do Universo depende também do teu equilíbrio.

 

Primeira condição para saberes respeitar: começa por te respeitar a ti próprio, dizendo: «Sou uma pessoa, não importa se feia, se bonita. O que importa é que sou uma pessoa, e devo respeitar o que sou, para ser digno de mim mesmo e, a partir daí, digno de todos os outros seres».

 

A noção de respeito aparecerá muitas vezes ao longo deste Manual, porque o respeito é a medida de todas as nossas atitudes.

 

in «Manual de Civilidade» © Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Julho 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

«Práticas para quem está ...

OS ANIMAIS NÃO-HUMANOS NÃ...

O QUE É PRECISO É CRIAR D...

NA SECÇÃO DE “CULTURA”, D...

A MINHA HOMENAGEM A STEPH...

A RAZÃO SEPARA OS SERES H...

O UNIVERSO AUTÁRQUICO E P...

A “TORADA”, O “TORO” E O ...

NÃO PODE EXISTIR ESCLAVAG...

Ofício da DGAV a propósit...

Arquivos

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Direitos

© Todos os direitos reservados Os textos publicados neste blogue têm © A autora agradece a todos os que os divulgarem que indiquem, por favor, a fonte e os links dos mesmos. Obrigada.
RSS

Acordo Ortográfico

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

Comentários

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação. Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. Em resumo: comente com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o seu comentário seja mantido.

Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt