Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016

«O SONHO DO TOIRO ANTES DE MORRER»

 

Belíssimo texto, escrito por um ex-aficionado de touradas, que nos traz a esperança de que no mundo do Homo Horribilis nem tudo está perdido.

 

Há os que já nascem velhos, e vivem toda uma vida mergulhados no passado, num tempo velho, que não é o deles, e há os que nascem destinados a ser velhos, mas conseguem libertar-se, para viverem uma vida plena, no tempo em que lhes coube nascer… 

 

E isto faz toda a diferença…

 

TOURO1.jpg

TOURO2.jpg

 

O SONHO DO TOIRO ANTES DE MORRER

 

Texto de Ricardo Silveirinha

 

A minha família não desgostava de touradas. Não que se babassem por ir ver o Tito Capristano à Moita ou o Nelo Cagarras a Santarém, mas lá em casa, se passava uma Corrida, a malta ficava a ver. Nas férias andaluzes, chegados ao apartamento ainda com o sal mediterrânico a temperar o corpo, o meu Pai punha na TVE e até ao jantar sorvíamos a cantilena espanhola dos comentadores especialistas e 8 ou 10 toiros de morte a acompanhar o presunto, o queijo e a ensaladilla rusa.

 

Lá e cá víamos aqui e ali. Não éramos aficionados mas gostávamos de ver. Do espectáculo. Da arte do matador. Da faena. Da orquestra. Do tribalismo. Só não podíamos ver os cavaleiros. Gajos de jaqueta brilhante montados num cavalo a espetar farpas que se transformavam em bandeirinhas que acenavam ao público. Degradante. O cavaleiro é o cobarde da tourada, é o puto que insulta e depois foge. Tínhamos, eu e o meu Pai, uma visão para a festa: unir a Ibéria numa só tourada: matadores espanhóis, forcados portugueses. Os cavaleiros passariam a alisar a areia, a limpar os estábulos e a dar água aos toiros.

 

Vejo na televisão o canal público a passar tourada. Aquelas mesmas caras de sempre, de olhar bovino. Caras de gente laranja, de bigodes falsamente aristocráticos, as famílias da "tradição", os betos e os que querem passar por betos, as calças caqui, os penteados, as patilhas, uma portugalidade meio bizarra que parece advir de promíscuas relações entre primos e irmãos. Esta gente que ali está atrás das tábuas funde-se com as vacas em noites de Inverno: por isso aquele bovino olhar, a mansidão das carecas reluzentes, a lhaneza.

 

Pai, eu já não posso continuar a ver isto. Custa questionar as coisas que enquanto crescemos nos eram naturais, mas talvez seja por isso que os anos passam sobre nós e sobre o mundo. Já não enforcamos pessoas, não as queimamos em grandes fogueiras, a escravatura já lá vai. Tradicionalmente, temos de evoluir.

 

Mas claro que é difícil quando confrontamos hábitos que vivíamos junto aos que amamos. O meu Pai gostava de ver e eu via e também gostava porque gostava dele. Vamos continuar a ir aos nossos sítios a que íamos sempre juntos. Vamos a Moledo, a Ceuta, a Sevilha, a Mijas, ao Forte de Peniche, às Caldas do Luiz Pacheco, a Vilarelho ouvir o Maestro Coca-Cola Killer ensinar Bach às gentes do campo, vamos continuar a ir ao Estádio da Luz e a abraçarmo-nos dentro dos golos do Benfica, mas, Pai, a TVE para mim acabou. As corridas RTP também.

 

Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano. Porte imponente, músculos fortes, cornos pontiagudos, nobreza de carácter, mas os olhos. É nos olhos do toiro que nós vemos a sua ingenuidade. Uma criança perdida no meio da multidão.

 

O animal sorve a vida de forma natural. Passa anos a comer ervinhas, a ver pores-do-sol, a esfocinhar amorosamente com outros animais. Vive a vida em liberdade, em campos abertos de luz, por onde pode correr, parar, dormitar, ficar só a ver. Ficar só a viver. Recebe arco-íris com uma chuvinha que lhe molha a língua e as dentolas, afasta borboletas e mosquitos com um espirro, ressona e acorda os pássaros da árvore onde está encostado. O animal não reflecte sobre o mundo, mas vive-o.

 

Sobretudo, sente-o. Os elementos da natureza são-lhe prazenteiros. É-lhe natural ir beberricar aquela água, mastigar este molhinho de ervas, cagar ou mijar onde lhe apetecer. O céu é-lhe natural, as nuvens e o Sol, os caminhos de terra, as plantas, os pássaros. Aquela brisa que vem em Agosto com cheiro a cereais. Ele levanta a cabeça, fecha os olhos e sente-a. Não pensa sobre ela, mas sabe-a.

 

De repente, uma arena! Um cubículo de areia com milhares de pessoas e vozes e urros! De repente, o horror. Chamam-no, assustam-no, dão-lhe palmadas na cabeça, espetam-lhe ferros frios no lombo. Encosta-se às tábuas, sente a madeira, procura um caminho para voltar para o campo. Está cercado. Cornetas, luzes, gritos. Rios de sangue escorrem-lhe pelo corpo. O peso das bandarilhas coloridas enquanto corre. Não entende aquilo, não sabe o porquê. Cansado, ofegante, em pânico, investe contra o carrossel de homens e cavalos que o rodeiam.

 

Baixa a cabeça, com as patas tenta furar o chão como se pudesse abrir um alçapão que o fizesse cair da arena para um prado onde corresse e lambuzasse as bochechas de outro toiro. Um campo aberto a céu aberto. Sem cornetas, sem pessoas, sem gritos, sem bandarilhas coloridas, sem bigodes quase aristocráticos, sem ferros frios no lombo, sem rios de sangue pelo corpo, sem maldade. O último sonho do toiro antes de morrer.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/ricardo.silveirinha/posts/1219867841370610

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Terça-feira, 10 de Maio de 2016

AFICIONADOS DE LUXO OU LIXO SOCIAL?

 

Francamente, esta “gente” acha que ser aficionado dá estatuto social a “individualidades” que se divertem à custa do sofrimento de seres sencientes. Só isto demonstra a falta de lucidez e de carácter dos intervenientes.

 

E, obviamente, não é lá por uns quantos colunáveis serem aficionados, que a selvajaria tauromáquica vá ser considerada algo moralmente, culturalmente e socialmente admissível.

 

AFICIONADOS DE LIXO.jpg

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.175438099165520.37999.175436649165665/1139111489464838/?type=3&theater

 

Esquecem-se de que o divertimento à custa da tortura de seres vivos  pertence ao foro dos sádicos. Está mais do que provado.

 

Também está mais do que provado que um curso superior, um cargo político superior ou uma profissão superior não faz ninguém ser moralmente e mentalemente superior.

 

Recorde-se que os mais bárbaros e cruéis assassinos, sádicos, ditadores, usurpadores, torturadores, psicopatas, empaladores da História da Humanidade, desde tempos remotos, saíram das classes altas, de imperadores, de políticos, de governantes, de monarcas, de indivíduos que frequentaram cursos superiores e exerceram os mais altos cargos políticos e sociais.

 

É que só existe uma superioridade: a superioridade mental, e esta não se aprende nas universidades, nem se ganha ocupando cargos de relevo.

 

E definitivamente, estas personagens, que vão para uma arena aplaudir a tortura de um ser vivo, são moralmente, socialmente, culturalmente, intelectualmente e mentalmente de muito baixo nível e com graves desvios comportamentais e de carácter. Está mais do que provado cientificamente.

 

Portanto, não venham falar em aficionados de luxo, porque não passam de lixo social, assim como lixo é a tauromaquia.

 

«A tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relacção entre o Homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura.» Esta é uma verdade universal, seja lá quem a proferiu. Uma verdade irrefutável.

 

E quem não percebe isto, rasteja na lama da ignomínia, achando que a selvajaria tauromáquica é um diploma que se tira numa qualquer universidade.

 

Nenhum escritor, político, artista plástico, governante, presidente da república, professor universitário, seja lá quem for, fugirá ao estigma de sádico, quando vai a uma arena aplaudir a tortura de um ser senciente indefeso.

 

Estas “individualidades” esquecem-se de que ficarão no caixote de lixo da História. Não nos pedestais. Não perpetuados em estátuas de pedra ou de bronze para toda a eternidade.

 

E mais… terão de enfrentar, inevitavelmente, a infalível Lei do Retorno. Mais tarde, ou mais cedo.

 

O jornal i pôs a nu as fraquezas mentais de alguns aficionados a que chamou de “luxo”

 

No próximo dia 1 de Junho o tema da selvajaria tauromáquica será levado (uma vez mais) à Assembleia da Republica, onde se encontram de atalaia bastantes aficionados a ganhar salários pagos com o nosso dinheiro, para, quase exclusivamente, defenderem a tortura de seres vivos, desprestigiando, de um modo aviltante, aquele órgão do Poder.

 

Diz o “i” que Jorge Sampaio e Vera Jardim, dois aficionados assumidos, nados e criados entre a barbárie, viajavam até Madrid para assistir a touros de morte. Não esqueçamos que Jorge Sampaio, enquanto presidente da República, levou os “touros de morte” para Barrancos, uma das mais atrasadas localidades portuguesas, talvez para não ter de ir tão longe satisfazer os seus mais mórbidos instintos. 

 

Moita Flores, Elísio Summavielle, Maria Alzira Seixo, Marcelo Rebelo de Sousa, Gabriela Canavilhas, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, João Soares, Daniel Oliveira, entre outros “colunáveis”, desde pequenos assistem à tortura de Touros. E quando tal desgraça acontece na vida de uma criança, enraizasse nela os maus instintos, a apetência para a crueldade e, quando crescem, tornam-se sádicos, ávidos de ver sangue e sofrimento, sem o menor escrúpulo, sem a menor compaixão. Típico da síndrome da apetência para a crueldade que neles se desenvolve.

 

Todos eles, uns mais, outros menos, perdendo o sentido crítico e a noção do ridículo, do bom senso e da auto-estima, devido à patologia de que sofrem, assumem que gostam da “festa brava”, com a mesma naturalidade que dizem adorar ir ver um concerto da Maria João Pires, estando-se nas tintas para o prestígio que perdem, para as críticas de que são alvo, para o epíteto de sádicos que recebem e para a exposição pública da patologia deles.

 

E isso é já uma demonstração da total alienação mental que uma infância vivida em antros tauromáquicos (como Vila Franca de Xira, Moita, Santarém entre outros) lhes provocou. É inevitável.

 

Todos aqueles que cresceram a ver torturar Touros e Cavalos criaram uma carapaça de insensibilidade e incompaixão pelo outro, transformando a crueldade em algo normal, plausível e praticável, não concebendo outra alternativa, e esses, mais do que outros, são os mais arreigados aficionados de selvajaria tauromáquica.

 

Contudo, há uns que nascem com genes evolutivos e evoluem, independentemente do meio onde foram criados. Outros, nascem esvaziados desses genes e não conseguem ultrapassar a linha do horizonte que lhes é mostrada.

 

Ainda recorrendo ao jornal “i”, este referiu que andando Jorge Sampaio em campanha eleitoral para a Presidência da República, em Vila Franca de Xira (um outro antro de selvajaria tauromáquica) um jornalista perguntou-lhe se gostava de touradas. Os que o rodeavam esperaram dele uma resposta politicamente correcta, mas Sampaio deixou falar mais alto a sua carga genética involutiva e os seus instintos mais mórbidos e disse “Gosto muito e só tenho pena de não poder assistir mais vezes.” Esta resposta realmente diz bastante da fragilidade mental de alguém que, por incrível que pareça, já ocupou o mais alto cargo político da Nação.

 

O “i” acrescenta ainda que João Gabriel, assessor de imprensa, confessou que, naquele momento ficou “gelado” e correu atrás dos jornalistas para tentar desvalorizar a revelação feita pelo futuro presidente da República. Não haverá aqui algo incongruente? Então a tourada, para eles, não é considerada “arte”?

 

Se a tourada fosse “arte” e “cultura” estudá-la-íamos nas disciplinas de História de Arte e Cultura Portuguesa, nas Universidades. Fiz estas duas disciplinas e jamais, nem de passagem a tourada nelas foi abordada.

 

Quanto a Elísio Summavielle, actualmente presidente do Centro Cultural de Belém (para vergonha de Portugal) e ex-secretário de Estado da (in)cultura, como o avô era da Moita, um dos maiores antros tauromáquicos portugueses (e estaria tudo dito), ele “desde muito cedo” começou a frequentar as arenas de tortura na Moita e em Vila Franca de Xira, e diz sem pejo algum: “Toda a vida vi corridas e toda a vida vivi com as pessoas ligadas à festa brava.”

 

Pois… O contacto com a violência e a crueldade praticada contra indefesos Touros moldou-lhe um carácter totalmente desprovido de sensibilidade e compaixão, desvirtuando-lhe a noção dos valores humanos, ao ponto de se embevecer com o combate (desigual) de vida e morte entre um cobarde torturador (vulgo toureiro) e um Touro indefeso, e considerar esta barbárie como “património cultural”, não podendo ser abolido por decreto.

 

Se não for por decreto, esse impatrimónio incultural será abolido pela evolução.

 

Fará este aficionado a ideia do descomunal disparate que diz? Pensará este ex-governante que todos os Portugueses são idiotas?

 

O mesmo acontece com Moita Flores que desde “puto” está enfronhado na prática da violência e da crueldade, e o seu carácter também foi moldado pela selvajaria tauromáquica, ao ponto de, enquanto presidente da Câmara de Santarém, ter esbanjado mais dinheiros públicos com a tortura de seres vivos, do que com as infra-estruturas necessárias à terra.

 

É que, para estes aficionados, pode faltar tudo, excepto o cheiro a sangue, a urina, a bosta e a álcool que uma tourada proporciona, para satisfazer o prazer mórbido deles, através da masturbação mental.

 

Refere ainda o jornal “i” que Daniel Oliveira, comentador e ex-dirigente do BE, confessou que a grande maioria das pessoas com quem convive acha “inacreditável” que ele goste de ir a corridas de touros.

 

Será “inacreditável” para alguns, porque para a maioria dos portugueses não é, pois esta patologia aberrante da selvajaria tauromáquica apanha indivíduos de todo o género, enfronhados nas trevas, desde os ditos de direita e esquerda, aos monárquicos, a professores catedráticos, escritores, pintores, enfim… e o que os torna iguais é o terem tido uma infância perversa e vivida a louvar a crueldade e a violência como ladainhas a santos. Sim, porque a igreja dita católica tem aqui uma culpa indesculpável.

 

Diz ainda o “i” que todos recusam o rótulo de “agressores” dos animais. Moita Flores diz, sem ajuizar o alcance do que diz: “Eu tenho animais. Tenho a maior estima pelos animais. Não reconheço a ninguém autoridade para me dizer que gosta mais de cavalos ou touros do que eu”.

 

Esta afirmação já diz da alienação mental de quem a profere. Ninguém mais do que ele gosta de Touros e de Cavalos e, no entanto, aplaude vê-los ser torturados barbaramente numa arena? O que seria se não gostasse deles!...

 

Aliás, para os aficionados, os Cavalos e os Touros nem animais são. São apenas coisas que se podem espetar como se fossem almofadas de alfinetes.

 

São tão alienados que perdem totalmente a noção da realidade e acabam por não saber o tamanho das parvoíces que proferem.

 

Só nos resta que este governo, dito de esquerda, esteja à altura de políticas evolutivas, retire o pé que tem especado num passado que vem desde a monarquia, dê um salto para o futuro e coloque Portugal no caminho da evolução.

 

Isabel A. Ferreira

Fonte:

http://www.ionline.pt/509784

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

O PAPA FRANCISCO ABENÇOARÁ O PADRE FRANCISCANO VÍTOR MELÍCIAS QUE ABENÇOA TORTURADORES DE TOUROS?

 

10372010_741585202550804_1524417168098318590_n[2].

... e excomungado seja tal padre franciscano…

Origem da foto

http://farpasblogue.blogspot.pt/2014/06/famosos-ontem-em-santarem-i.html#links

***

 

Esta “bênção” foi efectuada a 8 de Junho de 2014, pelo padre franciscano Vítor Melícias, numa sessão prática de selvajaria tauromáquica realizada em Santarém, que juntou um amontoado de “famosos” sádicos parados num tempo antes da existência dos humanóides (que à beira destes vips do século XXI da era cristã era gente muito civilizada).

 

É algo que D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, poderia debater com o Papa Francisco, aquando da sua deslocação a Roma, no próximo Sábado, para receber o barrete cardinalício.

 

***

 

Entretanto não é descomedido lembrar que a Igreja Católica, oficialmente condena a prática da selvajaria tauromáquica.

 

A Bula do Papa Pio V

 

A 1 de Novembro de 1567, o Papa Pio V publicou uma bula denominada “De salute gregis dominici”, que a dada altura impõe:

«(…) Nós, considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas, na medida das nossas possibilidades, com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição (…) a celebração destes espectáculos (…)».

 

Fonte:

Bullarum Diplomatum et Privilegiorum Sanctorum Romanorum Pontificum Taurinensis editio”, tomo VII, Augustae Taurinorum, 1862, pág. 630-631.

 

***

Esta “proibição” foi decretada em 1567, e como não foi revogada por nenhum Papa desde então, mantém-se em vigor, isto é, deveria manter-se em vigor, mas a igreja católica faz vista grossa a esta bula.

 

Porquê?

 

O que faz a igreja católica, em 2015, quanto a esta matéria?

 

São perguntas quer gostaria de ver respondidas, e que já as fiz, mas não obtive resposta.

 

Porquê fazer tanto “mistério” ao redor de algo que nada tem a ver com a misericórdia e com a piedade cristãs?

 

Para mais esclarecimento sobre o tema A IGREJA CATÓLICA E A TOURADA sugiro este link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/201627.html

 

 

***

Entretanto, Sua Eminência Reverendíssima D. Manuel Clemente poderia levar este assunto ao Santo Papa Francisco, pois todos temos a certeza de que condenará todas as iniciativas de festejar Santas e Santos católicos com a abominável selvajaria tauromáquica, e excomungará todos os padres católicos aficionados de tortura de seres vivos.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:53

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Sábado, 14 de Junho de 2014

LINGUAGEM DE UMA “PROFESSORA” AFICIONADA, NATURAL DE ELVAS

 

  

No seu Trabalho e Formação no FB consta: Gustavo Eiffel; IAE Gustavo Eiffel; Técnica de Segurança e Higiene do Trabalho (Santarém); IPT. Instituto Politécnico de Tomar (página oficial) (Tomar);Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento (Entroncamento, Santarém, Portugal)

 

Vou transcrever algumas frases (as mais significativas) retiradas do Facebook, onde ela esgrimia com anti-touradas, a propósito de uma largada de Touros a realizar hoje em São Vicente (Elvas)

 

(Peço desculpa pela grosseria da linguagem, mas faço questão de publicar estas frases, no original, para mostrar aos governantes portugueses o tipo de gente que eles apoiam com as suas leis irracionais)

 

 

 

*** Trata o toiro como um animal de estimação.... se conseguires dou te um louvor!!!!! Hehehehe

 

*** Pff vê se mesmo que nem ou não leste bem o evento ou estas a inventar... fica a saber que faz se muito dinheiro porque somos muitos

 

*** Por isso é que os forcados e cavaleiros estão calados vocês n tem argumentos e por isso misturam as coisas.... pfffffff. N alimento mais esta bacurada... haaa e não comam carne de animais.... coitadinhos!!!! Apareçam se tem coragem. .

 

*** People estes filhos da puta dos anti taurinos nunca vão acabar com aficion.... deixem nos falar!!!!! É para saber que eu também sei ofender... depois de Três dias de conversa isto já cheira mal!!!! Somos muitos muitos.... a adicionar é uma cultura é tradição que já dura à anos e está gentinha de merda nunca vai acabar com isso aposto que são daqueles anti taurinos que comem carne de boi!!!! E nem sabem como ele foi morto.... mas aficionados eu ontem no batizado tinham um porco no espeto e não comi porque coitadinho deve ter sofrido muito....

 

*** Estou xeinha de medo

 

*** Cada um escreve como quer....

 

*** Deiam a cara

 

*** va estudar como eu digo aos meus alunos

 

*** Anti taurinos são só merda.... merdas e da grande!!! Começaram e agora estão se a sentir ofendidos temos pena.... freguesias vamos rebentar c eles..... basta por um toiro à frente

 

*** Aí filho.... anda cá k eu ñ te aleijo

 

***

A frase que mais me chamou a atenção foi «va estudar como eu digo aos meus alunos».

O que terá esta “professora” aficionada para ensinar aos seus alunos?

 

É esta a "coltura" que está consignada na irracional lei da tauromaquia.

 

Mas quem fica mal, no meio disto tudo, são os governantes, que perderam a vergonha… e a dignidade.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:40

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Segunda-feira, 9 de Junho de 2014

CASA CHEIA… DE VENTO, NA TORTURA DE BOVINOS, ONTEM, EM SANTARÉM…

 

A quem querem enganar os tauricidas quando dizem que a tortura de bovinos está de boa saúde?

 

 

Origem da foto:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2014/06/entrevista-de-sommer-ao-naturales-agita.html

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:55

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Terça-feira, 30 de Julho de 2013

JOAQUIM GRAVE É MANDATÁRIO PARA O ENTERRO DA TAUROMAQUIA EM SANTARÉM

 

Quem não tem vergonha na cara e está a ver que o poder lhe escapa das mãos, usa destes estratagemas para angariar votos numa terrinha com um atraso civilizacional acentuado, onde ainda existe uma fatia de povo que não sabe distinguir um boi de um palácio.

 

 

Se isto não fosse GRAVE, poderia dar para rir…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

OS TAURICIDAS TÊM BOAS RAZÕES PARA SE DESMOTIVAREM, PORQUE DESTA VEZ É A SÉRIO: AS TOURADAS ESTÃO MORTAS E NÃO HÁ COMO VOLTAR ATRÁS

 

Um texto que diz da derrapagem da tauromaquia… Uma aberração em franca decadência

 

 

«Qualquer dia é como a foto o documenta: um espectador por corrida e mesmo assim não irá a todas...»

 

«Soluções para a crise: existem?

 

«Miguel Alvarenga - A corrida de domingo na Moita terá desmotivado uma das nossas primeiríssimas Figuras, António Ribeiro Telles, levando-o mesmo a equacionar a possibilidade de parar, como outros já o fizeram. É a solução? Penso que não. Nem acredito que António o faça. É natural o desânimo, é natural o seu estado de espírito, tendo em conta que é um toureiro que vive de tourear - e precisa de receber.

 

Não houve dinheiro na Moita, dizem. A culpa é do empresário? "Nené" leva mais de trinta anos de carreira profissional - séria. De um momento para o outro deixou de ser sério e deixou de pagar? Claro que não. Os toureiros também têm culpa? Claro que têm. Anunciando-se em todo o lado, como pensam levar gente às praças? Se os artistas que vêm, por exemplo, ao "Rock in Rio", andassem a cantar todas as semanas em todas as terras, alguém os ia ver? Podem os toureiros exigir elevados cachet's às empresas quando não têm força de bilheteira para levar gente às praças? Não podem.

 

Há uma crise económica - todo o mundo sabe. Mas há, na tauromaquia, uma assustadora crise de valores. As praças não podem encher quando se anunciam sempre os mesmos toureiros.

 

E há novos que despertem o interesse do público? Também não há. Que fazer, então?

(…)

Continuar como está - não dá. Corridas a toda a hora e sempre com os mesmos toureiros? Viu-se domingo na Moita: o público não vai, não pode ir. Santarém no próximo domingo é outro teste importante: oxalá não seja outro "buraco". Na próxima semana, Rouxinol, por exemplo, toureia três ou quatro corridas seguidas: é a Figura do momento, o toureiro imparável no que a triunfos diz respeito. Mas ir vê-lo dias seguidos, acham que o público vai? Rui Bento tem carradas de razão quando diz que a gestão dos toureiros devia ser mais cuidada. Mas essa não é a única solução para fazer frente à crise.

Organizem-se, reúnam-se, tomem decisões. Mas não passem a vida a perder tempo, a discutir apenas e só o sexo dos anjos. Assim não se chega a lado nenhum.»

Fonte:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2012/05/solucoes-para-crise-existem.html

 

***

Tauricidas, deixem-se de sonhar com impossíveis.

 

A tauromaquia já era. É coisa que passou.

 

Hoje em dia, ninguém mais está interessado em andar a ver TORTURAR Touros e Cavalos, e passar por primitivos e broncos, e serem mal vistos na sociedade.

 

Pertencer ao meio tauromáquico, nem que seja apenas como espectador, é coisa de gente de baixo nível cultural e moral. Cheia de traumas, de complexos, de frustrações, de melindres. Gente sem alma. Sem cultura, que ficou presa a uma herança que lhe deixaram os antepassados broncos.

 

Hoje em dia, pertencer à tauromaquia é ser o rebotalho da Humanidade.

 

Poucos serão aqueles que quererão ser ignorantes e estúpidos na era de todas as evoluções, e de todas as informações sobre o que é a realidade da tauromaquia.

 

Rendei-vos às evidências.

Mudai de vida, enquanto o ano de 2013 não acaba. Depois, será demasiado tarde para recuperarem o prestígio perdido.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:32

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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

TORTURA DE TOUROS EM SANTARÉM - PERVERSÃO, POBREZA, E DESMORALIZAÇÃO...


 

 

Uma demonstração de covardia, em terras de Santarém...

 

 

Em terras onde reina Francisco Moita Flores, começou ontem, 18 de Março de 2012, a Época da Covardia.

 

Com dinheiros públicos, torturaram-se cruelmente Touros inocentes, e pretendese continuar a torturar.

 

Contudo, poucos foram aqueles que assistiram a tal anormalidade.

 

Não que hoje em dia, as pessoas começam a despertar para uma realidade mais do que evidente: a tauromaquia é apenas para gente com mentalidade doentia.

 

Ora não fica bem, a gente de bem deslocar-se a uma arena para aplaudir a tortura de Touros. Só desqualifica a quem lá vai.

 

Continuam a assistir a esse acto sangrento apenas os ignorantes, os sádicos, os mentalmente cegos, os que não conseguem, por impedimento intelectual, perceber que torturar Touros nem é arte, nem cultura. É simplesmente um macabro tauricídio, que não condiz com a modernidade.

 

É uma coisa antiga, mofosa, cruel, sanguinolenta, baseada em princípios falsos de que o Touro não sofre. Não sofre pouco. Essa é que é a verdade. Mas eles, os covardes que o torturam, não sabem, porque não têm capacidade para mais.

 

Enfim, Santarém é governado por alguém que tem manifesto interesse nesta manifestação de alienação colectiva, e lá continua com a pobreza, com a desmoralização, com a perversidade, sujando-se desse modo o nome de uma terra, que não deve ser visitada enquanto imperar a prática do tauricídio.

 

Já tudo foi dito sobre a tauromaquia, que como todos já sabem, uma vez que é considerada “arte”, é a arte da covardia.

 

E eles não conseguem apreender nada do que é óbvio.

 

Por que será?...

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:32

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