Terça-feira, 23 de Agosto de 2016

CANCELADAS TOURADAS EM BAIÃO

Baião era a vergonha do Norte de Portugal.

 

Numa arena amovível, que não cumpria o RET, torturavam-se Touros para sádicos satisfazerem os seus desejos mais mórbidos.

 

Mas este ano, devido às muitas denúncias que se fizeram, foram canceladas as touradas.

 

E assim como em Baião, todas as outras arenas amovíveis não cumprem as regras do RET, por isso, ATENÇÃO IGAC, há que cancelar todas as touradas. Inclusive as que se realizam nas arenas fixas, quase sempre contra a lei.

 

Ou para que servirão as regras e as autoridades?

 

BAIÃO.jpg

Origem da foto:

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685.58389.215151238518447/1228278593872368/?type=3&theater

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Domingo, 14 de Setembro de 2014

PONTE DE LIMA, UMA DAS MAIS OBSOLETAS VILAS PORTUGUESAS, VESTE-SE HOJE COM AS CORES NEGRAS DA IMBECILIDADE PARA APLAUDIR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

TOLERÂNCIA ZERO!

Já não bastava a mais que estúpida e cobarde prática da Vaca das Cordas, agora repescam outra idiotice: a tourada.

 

É só somar.

 

E o presidente da Câmara Municipal, que tem visão curta, restringe à moda fascista uma manifestação anti-tourada, que está consignada na Constituição Portuguesa, ao contrário da selvajaria que, a realizar-se, não cumprirá todos os requisitos do RET, como é habitual.

 

 

Foto: Luís Rodrigues S/Vaca das Cordas

 

Veja-se a cobardia dos broncos limianos que  brincam aos parvos, com um bovino indefeso, embolado e atado pelos cornos sem possibilidade de fuga.

 

E chamam a isto “evento cultural”.

 

Quanta ignorância! Quanta incultura! Quanta imoralidade!

 

Ponte de Lima, é mais uma viloriazinha classificada Abaixo de Lixo

 

TOLERÂNCIA ZERO!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:30

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Domingo, 7 de Setembro de 2014

VITÓRIA! GANHÁMOS! UMA VEZ MAIS A ILEGALIDADE SOBREPÔS-SE À LEGALIDADE EM VIANA DO CASTELO

 

A realização da selvajaria tauromáquica, aliás, UM GRANDE FIASCO, provou que o que reina em Portugal é a ILEGALIDADE, porque nada foi legal nesta selvajaria.

 

Estaremos cá para exigir responsabilidades.

Consulte-se o RET aqui:

https://dre.pt/pdf1sdip/2014/06/11100/0308003096.pdf

 

Nenhum requisito do RET foi cumprido e será cumprido no final.  

Quem estará lá para fiscalizar?

ooo

 

HOJE ALGUMAS AUTORIDADES PORTUGUESAS ESTIVERAM NA BERLINDA EM VIANA DO CASTELO

 

Nada, a partir de hoje, será igual a ontem… Nada…

 

Legalmente não houve autoridade que tivesse a hombridade de cancelar a realização desta selvajaria que se realizou fora da lei.

 

Sem licenças, sem taxas pagas e devidas à autarquia, sem autorização (excepto a da montagem do recinto dada pelo tribunal num tempo recorde???), e com os avisos, e mesmo assim aconteceu…

 

Isto não configurará um crime grave?

 

Os organizadores da selvajaria tauromáquica foram avisados pela entidade competente - ver link da noticia

 

http://www.tvi24.iol.pt/103/sociedade/viana-do-castelo-tvi24-ultimas-noticias-tourada-cdos/1570931-4071.html

 

que o que em Darque  iria passar-se seria ILEGAL. Contudo, a selvajaria realizou-se.

 

Também aqui dissemos que se a selvajaria avançasse, todos nós, cidadãos portugueses, teremos, a partir de hoje, legitimidade para fazer o que quisermos, sem licenças, sem pagar taxas e sem que as autoridades possam intervir.  

 

O exemplo tem de vir das próprias autoridades.

 

Quando estas PREVARICAM, perdem toda a legitimidade para cobrar dos cidadãos comuns o que quer que seja.

 

É a rebaldaria a reinar…

 

O que aconteceu hoje em Viana foi GRAVE, muito grave, mas foi também uma GRANDE VITÓRIA contra a tauromaquia.

 

Se não vejamos:

 

Se a realização da selvajaria fosse travada, venceria a legalidade.

 

Como tal não aconteceu, venceu a ILEGALIDADE, e isso dá-nos a FORÇA e o DIREITO de avançar com uma denúncia.

 

E então veremos o que acontece…

 

Os desventurados Touros, que hoje foram torturados para cerca três centenas de bárbaros (foram "vendidos" 350 bilhetes para um barraco de 3500 lugares... Por cada meia dúzia de churros, mal amanhados, noutra barraca, faziam a oferta de um bilhete... E nem assim conseguiram encher o recinto da tortura) em Viana do Castelo, não vão morrer em vão.

 

Morrerão (não dentro das cinco horas previstas na Lei e assistidos por um veterinário) para que a justiça que lhes é devida dê um gigantesco passo em frente.

 

«A Câmara Municipal de Viana do Castelo fez TUDO quanto a lei permite. As taxas e licenças NÃO foram pagas nem pedidas. Aquilo NÃO existe. A CMVC emitiu comunicados oficiais para todas as entidades envolvidas ilibando-se de qualquer responsabilidade. As entidades têm que fazer o que lhes compete.»

 

Quem foi o director de corrida, que verifica a documentação legal antes da tortura)? Alguém poderá dizer-nos?

 

Bem… isto abriu grandes portas aos abolicionistas para AGIREM em conformidade com a balbúrdia que aconteceu.

 

E terminarei, por hoje, com um comentário que apanhei algures numa notícia… e que diz TUDO acerca da bandalheira que aconteceu, hoje, em Viana do Castelo:

 

«Dada a sua vergonhosa e humilhante condição de charlatães; sempre de trastes às costas, vagueando de terra em terra, sempre contestados; melhor seria tentarem outro "modus vivendi ", que lhes permitisse fazerem parte integrante de uma franja social digna e respeitável, deixando assim a zona marginal em que se encontram».(Jerónimo Augusto)

 

Exactamente, Jerónimo Augusto.

Exactamente.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:51

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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

UMA COISA É TER AUTORIZAÇÃO PARA MONTAR A ARENA DA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA, OUTRA COISA É REALIZAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA EM VIANA DO CASTELO ILEGALMENTE

ATENÇÃO IGAC! ATENÇÃO ASAE! ATENÇÃO ORDEM DOS VETERINÁRIOS! ATENÇÃO GNR!

 

ATENÇÃO AUTARCAS VIANENSES!

 

JOSÉ MARIA COSTA NÃO FOI DERROTADO

 

SÓ É DERROTADO QUEM NÃO TEM RAZÃO

 

 

A MONTAGEM DE UMA ARENA EM DARQUE (VER IMAGEM) NÃO OFERECE AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A REALIZAÇÃO DA BARBÁRIE

 

FISCALIZAÇÃO PRECISA-SE NO LOCAL!

 

 

 

QUEM ASSINOU ESTE "DOCUMENTO" QUE VEIO A PÚBLICO?

 

Este despacho, com a devida vénia, não se encaixa no Regulamento do “Espectáculo” Tauromáquico (RET), nem em parte alguma...

 

O que os bárbaros do sul chamam de “autoritarismo” da CM de Viana do Castelo não é mais do que o CUMPRIMENTO DA LEI.

 

ATENÇÃO AUTORIDADES!

 

A entidade que despachou a autorização para a instalação de uma arena não deu razão a quem quer que seja, apenas permitiu a um grupo que VIVE à custa da tortura de bovinos, MONTAR UMA ARENA (sabe-se lá porque carga d’água!). Monta-se a arena… e faltará TUDO O RESTO, PREVISTO NO RET…

ATENÇÃO FISCALIZAÇÃO!

 

É muita pretensão dos bárbaros do sul dizerem que o Dr. José Maria Costa é DESMASCARADO pelo tribunal.

 

Não, não é. Muito pelo contrário.

 

Isto só demonstra outra situação que todos nós sabemos qual é, mas não dizemos em público.

 

AGORA CABE ÀS AUTORIDADES COMPETENTES REPOR A LEGALIDADE,  OU SEJA, FAZER CUMPRIR O TAL REGULAMENTO DO “ESPECTÁCULO” TAUROMÁQUICO E FISCALIZAR O LOCAL DA SELVAJARIA

 

PORQUE A LIBERDADE NADA TEM A VER COM ILEGALIDADE E COM MANOBRAS “CURIOSAS”…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:02

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Domingo, 24 de Agosto de 2014

O MAIS INTRIGANTE É COMO ESTA ARENA DE TORTURA FOI MONTADA ILEGALMENTE, SEM AUTORIZAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO

 

 

 

Arena de tortura em Viana do Castelo, montada ILEGALMENTE, para a selvajaria tauromáquica que os bárbaros do sul queriam realizar HOJE, e só não concretizaram este “sonho”  porque a Câmara Municipal de Viana do Castelo CUMPRIU A LEI.

 

E que a LEI se CUMPRA no dia 7 de Setembro.

 

Esta espelunca não reúne as condições EXIGIDAS no RET (regulamento do “espectáculo” tauromáquico).

Verdade?

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=695981800482160&set=np.66936920.100000123032483&type=1&theater&notif_t=notify_me

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:14

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Sábado, 23 de Agosto de 2014

UM RECADINHO PARA O JOSÉ CARLOS DURÃES (VIANENSES PELA LIBERDADE)

 

José Carlos Durães, porta-voz dos “Vianenses pela Liberdade” (leia-se bárbaros do sul), metam a violinha no saco, e vão para MARTE realizar a vossa selvajaria tauromáquica.

 

Em Viana do Castelo, nem no dia 24 de Agosto, nem no dia 7 de Setembro, nem NUNCA MAIS.

 

O povo MINHOTO não é IDIOTA, nem gosta de idiotices, e muito menos de IDIOTAS.

 

ooo

COMUNICADO DOS FALSOS VIANENSES OU A ANEDOTA DO ANO

 

CORRIDA DE VIANA DO CASTELO ADIADA PARA 7 DE SETEMBRO

 

«Devido a problemas administrativos criados pela CM de Viana do Castelo este Movimento vem comunicar o adiamento da corrida de Viana para o dia 7 de Setembro, no mesmo local (Darque, junto à antiga seca do bacalhau), à mesma hora (17h), com o mesmo cartel.

 

Os bilhetes já vendidos são válidos para esta nova data. Quem pretender a

devolução dos dinheiro do bilhete deve fazê-lo no local onde realizou a compra.

 

O presidente da CM de Viana do Castelo continua a agir de má-fé, a cometer ilegalidades e a atacar os direitos e liberdades dos cidadãos de Viana do Castelo, envergonhando a cidade de Viana. A legalidade e a liberdade serão repostas e no próximo dia 7 de Setembro com a terceira corrida da Liberdade.

 

Movimento Vianenses pela Liberdade»

 

***

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo não fez mais do que CUMPRIR A LEI, como é de seu DEVER.

 

No dia 7 de Setembro não vai haver selvajaria, porque se não houver FISCALIZAÇÃO OFICIAL, haverá FISCALIZAÇÃO OFICIOSA À ARENA AMOVÍVEL, e depois agir-se-á em CONFORMIDADE.

 

Ou o RET é cumprido na ÍNTEGRA, ou a SELVAJARIA terá de voar para o Planeta Marte.

 

Entretanto, o Comandante da PSP de Viana do Castelo diz que «não estão reunidas as condições para realizar a tourada após a rejeição liminar, pela Câmara Municipal Vianense, do licenciamento de uma praça amovível, por incumprimento formal do processo», por não apresentarem cópia da apólice de seguro de acidentes pessoais, um elemento fundamental, exigido por lei. MAS HÁ MUITO MAIS a apresentar e a CUMPRIR.

 

O comando distrital já foi informado da decisão da autarquia.  

 

O comandante distrital da polícia referiu que neste tipo de evento «é obrigatória a presença de um elemento das forças de segurança para que o director da corrida, nomeado pela Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) possa dar início à “espectáculo” (leia-se selvajaria tauromáquica, espectáculo é outra coisa, não implica tortura de seres vivos).

 

Uma vez que não há autorização da autarquia, a PSP não irá comparecer no local. Será apenas destacado um dispositivo, por razões de alteração da ordem pública, já que está marcada para aquele local, uma manifestação anti-touradas.

 

As manifestações anti-touradas são pacíficas e como diz o Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário (o único em Portugal que se bate pela causa da abolição desta selvajaria):

 

«Um BRAVO SOLIDÁRIO a quem tem a possibilidade de se manifestar contra a exploração e massacre de animais e o faz, por exemplo, contra a tauromaquia

 

 Comprova consciência, compaixão, sentido de ética, convicção, coragem, frontalidade, espírito de missão, disponibilidade.

 

Se não conseguir convencer ignorantes ou empedernidos, aficionados e outros, talvez os faça pensar e demonstra ali a quem passa e aos MEDIA, ao país e ao mundo, que se está contra esta tortura.

 

Manifestações são ponto de encontro de gente solidária e generosa e fortalecem e elevam o espírito de missão.

 

Contribuem e muito para o despertar de consciências e para a evolução de mentalidades »

 

José Vieira da Cruz, responsável da PSP de Viana do Castelo adiantou que vai continuar a aguardar pelo desenrolar deste processo uma vez que admitiu que a organização da tourada possa vir a «desencadear diligências com vista à legalização da tourada».

 

Ora a selvajaria tauromáquica não poderá realizar-se, porque é completamente IMPOSSÍVEL cumprir TODOS OS REQUISITOS EXIGIDOS no RET.

 

Aliás, em Portugal, todas as iniciativas tauromáquicas são ilegais. Não cumprem os requisitos OBRIGATÓRIOS, mas são licenciadas com a CUMPLICIDADE DO IGAC e afins…

 

(Esta é uma questão para denunciar a uma autoridade competente).

Sim, porque até para TORTURAR há regras que NUNCA SÃO CUMPRIDAS.

 

Esta decisão da Câmara Municipal de Viana do Castelo terá de ser comunicada à Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC), à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), PSP, ASAE e ao Ministério da Administração Interna e Secretaria de Estado da Cultura, para que estas entidades, de acordo com a legislação, façam cumprir a decisão».

 

FAÇAM CUMPRIR A DECISÃO E FISCALIZEM O LOCAL.

 

SE AS AUTORIDADES COMPETENTES NÃO O FIZEREM, HAVERÁ A FISCALIZAÇÃO OFICIOSA, QUE DARÁ CONTA DAS ILEGALIDADES COMETIDAS POR UNS… (OS QUE PREVARICAREM AO REALIZAR A SELVAJARIA) E POR OUTROS… (OS QUE NÃO FIZEREM CUMPRIR A LEI).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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Terça-feira, 8 de Julho de 2014

ACTIVISTAS CRITICAM A CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO POR ESTA DESISTIR DO COMBATE ÀS TOURADAS NA CIDADE

 

Um grupo de activistas vianenses, que reivindica o fim das touradas em Viana do Castelo, critica a Câmara Municipal por esta não ter aprovado o Regulamento de Protecção de Animais, que contou com milhares de assinaturas, e o qual poderia ser uma mais-valia à proibição da tortura de bovinos no concelho.

 

 

 

«Estamos, novamente, no ponto zero no que diz respeito às touradas", refere Ana Macedo, porta-voz do Movimento Cívico «Touradas em Viana? Não obrigado» numa carta aberta publicada no Facebook, dirigida ao presidente da Câmara, José Maria Costa.  

 

«Aparentemente Viana não quer ser cidade antitouradas. É muito triste porque sabemos quantos milhares de assinaturas recolhemos para sustentar o regulamento municipal e nem discussão pública foi feita», assegurou Ana Macedo,  à Lusa.

 

Inexplicavelmente, o presidente José Maria Costa recusou-se a prestar declarações, sobre esta polémica, que surgiu na sequência da decisão da autarquia de atirar ao lixo o Regulamento de Protecção dos Animais, devido à publicação do novo RET que, hipocritamente, autoriza a tortura de bovinos, “salvaguardando” o bem-estar animal, como se espetar bandarilhas no corpo vivo de um animal lhe proporcionasse algum bem-estar!

 

«Perante isto, o nosso regulamento municipal deixava de ter sentido, já que há um regulamento nacional para estas actividades", esclareceu José Maria Costa, na passada semana, no final da reunião ordinária da Assembleia Municipal, acrescentando que o decreto-lei n.º 89/2014, publicado em Diário da República a 11 de Junho, veio «clarificar de uma vez por todas» o regime de realização de touradas.

 

Como se um regulamento anulasse o outro.

 

Isto é de quem não sabe o que anda a fazer no mundo.

 

Mas o autarca ainda disse mais: «Está finalmente definido que é à Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) e às Câmaras Municipais que compete, em paralelo, licenciar e autorizar a realização de espectáculos tauromáquicos em cumprimento das respectivas condições técnicas, sanitárias e de segurança».

 

Estas “condições técnicas” nunca foram acauteladas, e só por isso, nenhuma tourada poderia ter sido realizada em terras vianenses, se realmente a lei fosse cumprida.

 

Ora se é para não cumprir as leis, porquê a autarquia de Viana do Castelo, sendo anti-tourada, tem de vergar-se a uma minoria inculta que invade a cidade, como se lá não houvesse lei nem autoridade?

 

Deste modo, o grupo de activistas contesta: «Até agora não foi possível evitar as touradas e não vai ser agora com uma lei que protege as touradas que vamos conseguir. Ou Viana se assume como antitouradas ou então desiste. Continuar a alegar que somos e não fazer nada nesse sentido não pode ser".

 

Não pode ser, nem faz qualquer sentido.

 

Ana Macedo defendeu que o documento rejeitado (o Regulamento de Protecção aos Animais), «poderia dar mais força à autarquia» e considerou que quem aconselhou o presidente da Câmara sobre a suficiência da lei geral «aconselhou mal».

 

Lembrou ainda Ana Macedo que «Entreguei na CMVC fotocópias das assinaturas recolhidas até à data da reunião, que teve lugar em Junho de 2013. Após isso a recolha de assinaturas continuou acabando por ser mandadas para o lixo bem como o esforço de muitos voluntários...»

 

«Não acredito que seja o próprio presidente da Câmara a tomar uma decisão destas. É lógico que ele tem que seguir conselhos de alguém. Parto do princípio que esses conselhos sejam de juristas que trabalhem para a Câmara. Agora, realmente não funcionam há três anos», referiu Ana Macedo.

 

Acrescente-se que, em Maio, um pequeno grupo intitulado de “Vianenses pela Liberdade” anunciou a data de 24 de Agosto para a realização de uma tortura de bovinos em Viana.

 

Ora em 2009, o anterior executivo, presidido pelo Dr. Defensor Moura, aprovou uma deliberação camarária (uma lei municipal) recusando a realização de touradas no concelho, elevando Viana do Castelo a município anti-touradas.

 

Em 2012, desafiando as leis locais e o querer da esmagadora maioria do povo vianense a prótoiro (que só se atreveu a tal, por ter as costas quentes, como todos sabem) conseguiu por meios travessos e através do tribunal administrativo de Braga, realizar touradas, não cumprindo qualquer ponto do dito regulamento tauromáquico, o que só por si, dava para anular o ritual bárbaro em dois tempos.

 

Mas enfim… quem manda, nem sempre tem coragem de fazer o que tem de ser feito…

 

Texto baseado na seguinte fonte:

http://www.noticiasaominuto.com/pais/245618/movimento-critica-camara-de-viana-por-desistir-de-travar-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:25

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Sábado, 28 de Junho de 2014

NOVO REGULAMENTO TAUROMÁQUICO ESTABELECE NORMAS DE BEM-ESTAR ANIMAL? ISTO SÓ PODE SER UMA PIADA DE MAU GOSTO…

 

A Jus Animalium - Associação de Direito Animal tornou público um texto onde diz esta coisa absurda: «Inédito em Portugal! Novo Regulamento Tauromáquico estabelece normas de bem-estar animal.»

 

 

São estas as normas do bem-estar animal que vemos na imagem?

 

Uma tourada será sempre uma tourada com tortura de um ser vivo. Nada poderá mudar essa triste realidade. Nenhum RET torná-la-á menos bárbara. Nunca!

 

 

Primeiro: inédito, inédito, em Portugal, seria a Abolição da Tauromaquia, o único caminho que levaria ao bem-estar animal.

 

Segundo: o novo Regulamento Tauromáquico estabelece, no artigo 51, unicamente o modo cruel com que há-de torturar-se os bovinos.

 

Terceiro: nenhum organismo, que seja verdadeiramente defensor dos Direitos dos Animais, poderá estar de acordo com um regulamento que não reconhece os Bovinos e os Cavalos como seres sencientes, pertencentes ao Reino Animal, e elabora umas tantas regras para os torturar.

 

Diz a Jus Animalium:

 

«O recente DL n.º 89/2014, de 11 de Junho, aprovou o novo Regulamento do Espectáculo Tauromáquico (RET), que entrará em vigor no dia 11 de Agosto de 2014 (60 dias contados desde a data da sua publicação).

 

Esse diploma procede à revogação expressa do actual RET, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º 62/91, de 29 de Novembro, diploma este que, em quase 23 anos de vigência, não sofreu qualquer alteração, apresentando-se desfasado da necessária composição de interesses e sensibilidades que hoje permeiam a sociedade; sintomático é o facto de praticamente não conter normas de protecção animal e omitir por completo o sofrimento infligido aos animais utilizados nesses espectáculos

 

***Até aqui nada de extraordinário a apontar a não ser o que sublinhei, porque basta existir um regulamento tauromáquico, para que não haja a mínima hipótese de não fazer sofrer os animais. O tal RET, só por si, é já um prenúncio de tortura.

 

E a Jus continua:

 

«Da análise que empreendemos ao novo RET, concluímos que, pela primeira vez em Portugal, um regulamento tauromáquico elege a defesa do bem-estar animal como princípio geral de interesse público a salvaguardar.»

 

***Como é possível, alguém dizer uma barbaridade destas? Um regulamento tauromáquico nunca em tempo algum elege a defesa do bem-estar animal como princípio geral de interesse público a salvaguardar, SE na prática permite a tortura do Touro espetando-lhe bandarilhas (que só os estúpidos acham que não dói), e do Cavalo, que não nasceu para ser vilipendiado num jogo adulterado e cobarde.  

 

E lê-se mais:

 

«Recorde-se que a observância do princípio geral da protecção do bem-estar animal decorre do artigo 13º do Tratado de Funcionamento da União Europeia (TFUE) a que Portugal está vinculado. Assim, entendemos que o legislador nacional andou bem (e que não devia ter andado de outra forma), ao acolher expressamente esse princípio a que está obrigado

 

*** A única obrigação do legislador é proteger os direitos inalienáveis de todos os animais sem excepção, o que não está consignado neste Regulamento falacioso. Muito pelo contrário.

 

E a Jus Animalium continua na sua saga interpretativa:

 

«Por outro lado, o princípio geral da proibição da violência injustificada contra animais tinha sido já consagrado pelo legislador nacional, designadamente, na Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro (Lei de Protecção dos Animais), a qual excepciona "as touradas autorizadas por lei" (cf. artigo 1º, n.ºs 1 e 3, alínea b), reconhecendo, assim, o legislador nacional que estes eventos causam sofrimento aos animais envolvidos, como tal devendo ser minimizado dentro do possível

 

*** Não saberá a Jus Animalium que a tourada, ao ser autorizada por lei, está a autorizar a tortura? Está a legislar a morte e o estropiamento dos torcionários? Como pode minimizar-se a tortura, se a tortura começa logo à nascença dos animais e acaba com a retirada deles do seu habitat para os lançar numa arena para mais tortura? Que legislação falaciosa é esta que dá uma no cravo outra na ferradura, e os Touros e os Cavalos saem das arenas com ferimentos tais que têm de ser abatidos? Basta retirá-los do habitat natural para que o medo, a agonia, o stress e um sofrimento psicológico imenso os maltratem.

 

E continua a Jus, a entender que o que se segue é algo que minimiza o sofrimento dos Bovinos e dos Cavalos, como se eles fossem para arena pastar erva verdinha e beber água fresca das fontes…

 

«A salvaguarda do princípio geral da protecção do bem-estar animal é assumidamente anunciada no preâmbulo do novo RET, cujo teor, apesar de não ser vinculativo e não produzir efeitos jurídicos, é indicativo quanto à motivação que presidiu à elaboração do diploma.

 

O enunciado princípio concretiza-se em diversas normas do novo RET, que visam reduzir o sofrimento dos bovinos envolvidos nesses espectáculos, designadamente:

 

1) A occisão imediata dos mesmos nos curros das praças fixas, quando não se destinem ao consumo humano; de realçar que o abate em curro é da competência de um médico veterinário ou técnico indicado pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), sendo os respectivos custos suportados pelo promotor do espectáculo. Ou seja, os espectáculos que utilizem animais que tenham que ser abatidos nos curros, terão que contar com dois médicos veterinários (o delegado técnico tauromáquico e o responsável pela occisão dos animais).

 

2)- Quando os animais lidados se destinem ao consumo:

 

a)- serão imediatamente sacrificados em salas de abate (a instalar nas praças que sejam construídas após a entrada em vigor do RET e naquelas que sofram obras que não sejam de mera conservação ou de manutenção);

 

*** Note-se o termo utilizado: sacrificados, que significa imolados, massacrados…

 

b)- caso não exista sala de abate (praças fixas construídas anteriormente) ou se a praça for ambulante, serão encaminhados para matadouro e obrigatoriamente abatidos no período máximo de 5 horas a contar do fim do espectáculo.

 

3)- O reforço da intervenção do médico veterinário, cujo elenco de competências e funções é alargado e discriminado (o que não se verifica no RET ainda em vigor), aí se incluindo, nomeadamente, a obrigação de lavar e tratar os animais, diretamente ou sob sua orientação e supervisão, antes de seguirem para o matadouro.

 

4)- A instalação de curros nas praças de touros ambulantes (recorde-se que os animais permanecem actualmente nos camiões de transporte, sujeitos, nomeadamente, a elevadas temperaturas e confinados a área mínima); essa obrigação deverá ser cumprida no prazo de 2 anos a contar da data da entrada em vigor do RET (ou seja, até 11-08-2016).

 

5)- Proibição da utilização das reses no espectáculo a que se destinam se o meio de transporte não possuir compartimentos individuais e ventilação adequada, sem prejuízo da aplicação da correspondente contra-ordenação.

 

6)- Maiores exigências nas operações de descarga, encaminhamento e alojamento dos animais nas praças de touros, cujas condições são devidamente especificadas; o diploma sublinha que o objectivo é "evitar sofrimento e ferimentos das reses".

 

7)- A idade dos bovinos foi aumentada de mais de 3, para mais de 4 anos, no toureio a cavalo realizado nas praças de touros de 1ª categoria.

 

*** Até agora o que se leu foi legislação acerca da morte dos animais, que têm o direito à vida, e não a ser torturados e mortos cobardemente para divertirem uns poucos (cada vez mais poucos) paspalhos. E toda a gente lúcida sabe que o toureio a cavalo, é o modo mais cruel de tourear. Isto a Jus não diz.

 

8)- Os cartazes publicitários desses espectáculos têm que, entre outros elementos, conter a indicação de que podem "ferir a susceptibilidade dos espectadores”.

 

*** Quanta hipocrisia! Quem vai ver a tortura de bovinos não tem sensibilidade para ser ferida. E hoje em dia, apenas os que ainda não nasceram, não sabem o que é uma tourada. Até uma criança sabe que «uma tourada é uma coisa para fazer sangue a um boi», como já ouvi.

 

E agora vem as competências que nunca foram nem nunca vão ser postas em prática. E as coimas, que também nunca se cobraram ao longo de todos estes anos, e as prevaricações são mais do que muitas. Isto é só para constar, nem a actual lei de Defesa dos Animais é cumprida, nem nunca será enquanto não houver HOMENS E MULHERES a governar a sério.

 

9)- A atribuição à DGAV da competência para garantir o cumprimento de todas as normas em matéria de bem-estar animal, em articulação com a IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais).

 

10)- É introduzido um novo e mais severo regime contra-ordenacional (…)

 

De realçar que a IGAC tem a competência para instruir e decidir os processos de contra-ordenação e está obrigada a comunicar a decisão final dos mesmos à entidade que elaborou o auto de notícia ou a participação (para além da própria IGAC, são entidades fiscalizadoras as entidades policiais e a DGAV; segundo entendemos, os médicos veterinários municipais, no âmbito das suas competências gerais, também podem, e devem, participar às autoridades competentes infracções de que tenham conhecimento).

 

*** A IGAC tem a competência, mas nada faz. Nada tem feito. Os policiais têm competência mas nada fazem também, bem como a DGAV, que devia demitir-se em bloco.

 

(…)

 

Embora o novo RET configure um avanço inegável na perspectiva da redução do sofrimento dos bovinos envolvidos e da assunção da responsabilidade do Estado pela salvaguarda do bem-estar animal (aquele que é possível, considerando a natureza do evento em causa), não podemos deixar de referir dois aspectos que nos parecem altamente censuráveis:

 

*** Como é que um organismo que diz defender os animais pode dizer que houve avanço inegável na tortura? Porque afinal a tortura é tortura e continua lá.

 

(…)

 

«Em suma, aplaudimos as novidades introduzidas pelo novo RET em matéria de bem-estar dos bovinos envolvidos, mas entendemos que mais pode, e deve, o legislador regular no sentido de minimizar o sofrimento de todos os animais utilizados nesses eventos.»

 

*** O quê? Aplaudem as novidades e entendem que se deve legislar ainda mais para minimizar a tortura? Quando deviam pugnar pela abolição total de tamanha barbárie, desadequada aos tempos modernos, e que desprestigia a Humanidade!

 

Que Associação de Direito Animal é esta?   

 

Fiquei completamente abismada. Minimizar o sofrimento de todos os animais utilizados nesses eventos? Mas que raça de interpretação é esta?

Isto é um absurdo, é uma traição aos animais, é uma contradição. Como pode haver melhoria de bem-estar se existe o artigo 51?

 

Isto não é evolução. É tapar o sol com uma peneira. São manobras de diversão dos governantes, para ludibriar os pacóvios.

 

Estou bastante decepcionada com esta associação.

 

Devia bater-se pela abolição total, pois todos nós sabemos que nada disto vai cumprir-se na prática, como já não cumpriam o outro famigerado RET. Os regulamentos tauromáquicos não são para cumprir, neste País onde se fazem leis para beneficiar apenas os prevaricadores e os poderosos.

 

***

 O novo RET está acessível em:

http://dre.pt/pdf1sdip/2014/06/11100/0308003096.pdf

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=820805601264570&set=a.728662620478869.1073741828.556393181039148&type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014

ISTO É DE UMA ELEVAÇÃO CULTURAL AO NÍVEL DOS SIGNATÁRIOS DO CERTIFICADO MEDIEVAL DA TORTURA DE BOVINOS (VULGO RET)

Confirmem, por favor.

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:48

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