Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

LI NO JORNAL QUE AO TODO SÃO 17 PARTIDOS QUE CONCORREM ÀS ELEIÇÕES EUROPEIAS

 

 

Também li: «Campanha eleitoral já está nas ruas. Saiba quem são os candidatos ao Parlamento Europeu e o que defendem».

Bem, então li a notícia para saber quem são e o que defendem.

Ora bolas! Li que são 17 partidos que concorrem às eleições europeias (aliás, mais legislativas do que europeias), e os partidos que a notícia apresentou foram: PS, PSD, CDS, CDU, BE e PDR, apenas aqueles que actualmente têm assento no Parlamento Europeu.

Quem são os outros?

Destes, eu já lhes conheço de cor e salteado os discursos rotos, de tão gastos.

Estou interessada em ouvir os OUTROS.

Quem são os OUTROS ONZE, além do PAN?

 

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É preciso sentar neste Parlamento gente NOVA , que traga ideias NOVAS.

 

Origem da notícia e da imagem:

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/campanha-eleitoral-ja-esta-nas-ruas-saiba-quem-sao-os-candidatos-ao-parlamento-europeu-e-o-que-defendem-443639

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Segunda-feira, 29 de Abril de 2019

«A TAUROMAQUIA É A ACÇÃO DE UM PSICOPATA ACTIVO PARA DELEITE DE PSICOPATAS PASSIVOS»

 

No dia 25 de Abril, a Assembleia da República celebrou, hipocritamente, o derrubamento da ditadura fascista, que sempre teve nas touradas o seu circo maior.

 

No dia 26 de Abril, a mesma Assembleia celebrou a iniquidade tauromáquica (introduzida em Portugal pelos monarcas filipinos espanhóis) ao aprovar o voto de pesar pela morte do torturador de Touros, Ricardo Chibanga, como se torturar Touros e Cavalos, nas arenas portuguesas, fosse uma actividade humana e louvável.

Com políticos destes, dificilmente Portugal avançará para a Civilização.

 

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A proposta de tal voto de pesar, por alguém que fez aos outros o que não gostaria que lhe fizessem a ele (ainda que esses outros fossem não-humanos, animais como ele) só podia ter partido do partido troglodita CDS-PP e, por incrível que pareça, o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista «Os Verdes» (que se dizem anti-tourada), abstiveram-se, bem como o deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira. PS, PSD e PSP, votaram a favor, e o único voto contra foi o do PAN.

 

Homenagear torturadores de Touros na Assembleia da República (ou será Assembleia da Monarquia, dos Marialvas, dos Trogloditas?) é uma Vergonha Nacional, e os Partidos políticos que para isto contribuem também são uma Vergonha Nacional.

 

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A Assembleia da República, reunida em plenário, apresenta sentidas condolências à família, mulher, filha e neto e aos amigos e admiradores de Ricardo Chibanga”, refere o voto dos democratas-cristãos.

 

Fonte Vergonha Nacional:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/2782900828419221/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

REJEITADO O VOTO DE CONGRATULAÇÃO DO PAN PELO FIM DA PRÁTICA BÁRBARA ESPANHOLA DO “TORO DE LA VEGA”

 

Fiquei completamente PERPLEXA! Porque o torneio do “Toro de la Vega” era uma prática absolutamente crudelíssima, indigna da mais vil de todas as criaturas, quanto mais de seres que são designados como seres humanos.

 

«Era um voto simples: de congratulação ao Estado Espanhol pelo fim da tortura de animais no torneio do Toro de la Vega. Mas o CDS-PP e o PCP votaram contra e o PS e PSD abstiveram-se. Resultado: REJEITADO. (Considera o PAN).

 

Que grandes trogloditas, para recusarem este voto! (Considero eu).

 

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«Poderemos presumir, então, que estes partidos continuam a validar a violência?

 

Nesta celebração, os touros eram perseguidos até às margens do Rio Douro, recebendo golpes violentos de lanças pontiagudas até à sua morte em público, provocada pelos ferimentos infligidos durante longas horas!

 

Em Maio de 2016, a Junta de Castela e Leão tinha aprovado um Decreto de Lei no qual se proibia a celebração do Toro de la Vega nestes termos, não permitindo nem os golpes desferidos com as lanças nem a morte dos animais neste ou noutros eventos semelhantes, documento validado pelo Tribunal Superior de Justiça desta Comunidade Autónoma. Respondendo a um recurso interposto pela Cidade de Tordesilhas contra a decisão, o Supremo Tribunal espanhol validou finalmente o Decreto de Lei em questão, apresentando a seguinte fundamentação: "a tradição não é um argumento para justificar a persistência de certos ritos que a actual sensibilidade social pode rejeitar. (...) Não é necessário citar aqui tradições de tempos passados cuja admissão agora é impensável".

 

Esta resolução e a sua fundamentação vêm não só confirmar o posicionamento dominante de cidadãos e Organizações Não Governamentais que, seguindo o princípio da evolução civilizacional em curso, reivindicam que a tradição não pode mais justificar práticas de violência.

 

Mas o Parlamento deve continuar a achar que a Península Ibérica está bem assim. Não entendemos. Até quanto?

 

Consulta do voto completo aqui: http://bit.ly/2HNhldI

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANaveiro/photos/a.873331856086636/2129051310514678/?type=3&theater

***

Não, não entendemos. Ninguém, no seu juízo perfeito, entende.

 

E sim, podemos concluir que o CDS/PP, o PCP, o PS e o PSD continuam a validar a violência. Em nome de quê, é algo que ultrapassa a racionalidade humana.

 

Meus amigos, votar nestes partidos é votar na BRUTALIDADE.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019

«PAN LISBOA PEDE FIM DAS TOURADAS NO CAMPO PEQUENO»

 

«Por iniciativa do Grupo Municipal do PAN debateu-se ontem na Assembleia Municipal de Lisboa o futuro da Praça de Touros do Campo Pequeno. O PAN alertou mais uma vez para os contornos pouco claros que envolvem a gestão do terreno e do edifício do Campo Pequeno, bem como para as questões relacionadas com o sofrimento animal.»

 

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Inês de Sousa Real, deputada municipal do PAN, por Lisboa, durante a sua intervenção…

 

De acordo com o Comunicado do PAN à imprensa «apesar de alguma controvérsia que marcou o debate, Fernando Medina assumiu que está disposto a desobrigar a Casa Pia da realização de corridas de touros na Praça do Campo Pequeno.»

 

Esta é uma grande conquista do PAN, que já em Julho do ano passado tinha apresentado uma Recomendação que foi reprovada pela Assembleia Municipal e que pedia precisamente que a Câmara Municipal de Lisboa, à luz dos imperativos éticos do nosso tempo, esclarecesse a Casa Pia, I.P. e a sociedade no seu geral que não há qualquer imposição por parte da edilidade para que ali decorram obrigatoriamente touradas, devendo as mesmas serem abolidas dos usos afectos aquele espaço.

 

A Deputada Municipal Inês de Sousa Real acredita ser "possível a Casa Pia prosseguir com a sua actividade realizando outros eventos e espectáculos sem sofrimento animal".

 

O terreno do Campo Pequeno foi cedido pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) à Casa Pia para a realização de espectáculos tauromáquicos, espectáculos gimnodesportivos e “fogos de vistas”, mas também para outro tipo de espectáculos com a condição de o terreno voltar para a posse da CML caso a finalidade do terreno fosse outra ou caso o terreno fosse cedido pela Casa Pia a outra entidade, o que aconteceu já por duas vezes.

 

Durante o Debate, o PAN esclareceu que a Casa Pia, cedeu os direitos do terreno à empresa Tauromáquica Lisbonense, e mais tarde à Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP, S.A.), sociedade, ENTRETANTO, já dissolvida e em liquidação, com uma dívida que ascende aos 90 milhões de euros, mas que estranhamente continua a exercer actividade e a organizar corridas de touros.

 

Tudo isto demonstra um claro incumprimento das condições de cedência impostas pela CML aquando da constituição do direito de superfície, aspecto para o qual o PAN tem vindo a alertar a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal e voltou a alertar neste debate.

 

O PAN referiu ainda que a Praça de Touros do Campo Pequeno beneficia de uma isenção do Imposto Municipal sobre os Imóveis no valor de nove milhões de euros, a que ao somar a isenção dos espaços comerciais existentes na Praça, este valor ascende aos 12 milhões de euros por ano. Legalmente quem tem direito a beneficiar de tal isenção é a Casa Pia por ser entidade pública e não uma sociedade lucrativa que indirectamente beneficia assim desta isenção.

 

A Deputada Municipal do PAN durante o debate deixou o desafio a Fernando Medina: “A realização de espectáculos que promovam o sofrimento animal não pode ter a chancela de duas entidades públicas como a Câmara Municipal e a Casa Pia de Lisboa, pelo que pedimos a esta Assembleia, mas sobretudo à Câmara Municipal na pessoa do seu Presidente que acompanhem o PAN e que envidem esforços para que este espaço, em pleno coração de Lisboa, deixe de acolher touradas.”

***

Sobre o Partido Pessoas-Animais-Natureza – PAN, uma alternativa aos já esgotados PS, PSD, PCP e CDS/PP que apoiam esta prática cavernícola:

 

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza é um partido político português inscrito junto do Tribunal Constitucional (TC) desde 13 de Janeiro de 2011. É uma iniciativa de transformação da consciência da sociedade portuguesa que trabalha para erradicar todas as formas de discriminação humana, o especismo e o antropocentrismo. Defende uma transição económica, social e cultural baseada na ecologia profunda, na sustentabilidade de todos os ecossistemas e no respeito pelo valor intrínseco de todas as formas de vida. Nas suas primeiras eleições legislativas, em 2011, o PAN obteve um total de 57.995 votos (1,04%). Desde então, tem participado em todos os actos eleitorais realizados em Portugal e já elegeu 1 deputado para a Assembleia da República (Outubro 2015, 75.140 votos), 2 deputados para a Assembleia Municipal de Lisboa – Miguel Santos e Inês de Sousa Real (Outubro 2017), tendo também vários outros representantes a nível local.

 

Nas últimas eleições legislativas foi o partido que mais cresceu.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019

«COMEÇOU A ÉPOCA DA BESTIALIDADE, DA BOÇALIDADE, DO ATRASO E DA NOSSA VERGONHA»

 

«Começou a época da bestialidade, da boçalidade, do atraso e da nossa vergonha. Pelos magníficos seres, que vão ser torturados por bestas acéfalas, pouco podemos fazer, a não ser protestar e protestar e votar de acordo. Entretanto desejo que os Touros que vão morrer de qualquer das formas, se defendam com tudo o que têm e com muita pontaria»

(Maria Do Carmo Tinoco)

 

Faço minhas as palavras da Maria do Carmo. E já sabem:

NÃO VOTAR PS, PSD, CDS/PP e PCP, partidos que apoiam esta selvajaria.

 

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«A temporada tauromáquica 2019 ainda agora começou e já fez muitas vítimas inocentes. Esta imagem é da 2ª tourada realizada este ano em Portugal (praça de touros da Granja) e mostra a violência e crueldade desta anacrónica e indefensável tradição. O segundo episódio de uma temporada que deixará um rasto de sangue e de violência em vários pontos do país, bem como milhares de animais mortos ou feridos, que seriamente contestamos

(Plataforma BASTA)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2289229617774498/?type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:35

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Sábado, 2 de Fevereiro de 2019

ENTREVISTA DE FRANCISCO GUERREIRO (PAN) AO “VOZES AO MINUTO”

 

"Queremos mesmo sentar o Planeta no Parlamento Europeu"

Porque para VOTAR é preciso CONHECER.

Neste momento, o PAN parece-me uma óptima alternativa. Tem visão de futuro e não se verga a lobbies. E os Portugueses já estão fartos de “invertebrados” do tempo pré-histórico.

Manter no Poder os que já demonstraram incompetência governativa é passar um atestado de idiotice a si próprio.

Temos de mudar o rumo do Poder, porque o Poder está na mão do Povo, não está na mão dos governantes. (Isabel A. Ferreira)

 

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© PAN

 

Francisco Guerreiro, dirigente do PAN - partido Pessoas - Animais - Natureza, e cabeça de lista nas eleições europeias de 26 de Maio é o entrevistado de hoje do Vozes ao Minuto.

 

Entrevista de Melissa Lopes

 

«É vegan e tem como hobby recolher lixo nas praias e florestas do país. Francisco Guerreiro, militante do PAN desde 2012, é candidato pelo partido às eleições europeias do próximo 26 de Maio.

 

Europeísta convicto, mas não acrítico, Francisco tem como ambição “sentar o Planeta no Parlamento Europeu”. Está convencido de que “nunca é tarde” para lutar pelo ambiente, sendo um acérrimo defensor de que “pequenas mudanças fazem realmente a diferença”.

 

Em entrevista ao Notícias ao Minuto, Francisco critica a falta de coragem para romper com modelos vigentes e a incapacidade de tomar decisões económicas tendo em conta consequências ambientais calculadas. E o "depois vê-se”, lamenta.

 

Acolhido pela família europeia dos Verdes, se lá chegar, o PAN quer trabalhar no reforço da agricultura biológica, na transição energética e no apoio humanitário. No fundo, levar para Bruxelas a influência que o partido tem tido no Parlamento português.

 

Está preparado para ir para Bruxelas?

 

Este é um desafio a vários níveis, não só para o partido como para o paradigma que nós queremos explicar aos cidadãos e implementar. Felizmente, temos tido essa oportunidade nos últimos três anos dos quatro para os quais fomos eleitos. Acho que há esse reconhecimento da sociedade civil, de que temos, com poucos meios, trabalhado bastante e apresentado propostas válidas. Tanto é que nunca se debateu tanto questões ligadas aos direitos sociais, ambientais, animais. E isso faz com que os outros partidos se queiram posicionar. Isso para nós é positivo.

 

 Somos europeístas convictos, mas não somos acríticos.

Não somos nem melhores nem piores do que os outros partidos, somos diferentes. Acho que os cidadãos conseguem perceber, hoje em dia, essa diferença. É surpreendente como é que um deputado, em 230, às vezes consegue passar propostas por larga maioria ou unanimidade, como foi o caso da aprovação da tara recuperável para embalagens plásticas e que depois vai ser alargada para metal e vidro. Medidas muito concretas direccionadas para o bem-estar das populações e do meio ambiente que conseguem ser feitas com a vontade de construir pontes. Muitas vezes não é a primeira proposta, a inicial...

 

é a proposta trabalhada posteriormente.

 

Também é para isso que cá estamos. As pessoas compreendem que não há um governo PAN e que nós também votamos proposta a proposta, programa de Governo, Orçamento, tudo muito bem contextualizado. E o desafio das europeias vai um bocado nessa senda. O trabalho que temos feito no Parlamento nacional, gostaríamos também de o fazer no Parlamento Europeu.

 

Qual o nível de europeísmo do PAN?

 

É total. Somos europeístas convictos, mas não somos acríticos. Há obviamente sectores que têm de se alterar, especialmente no modo como a Europa gere os seus recursos, não só os dinheiros, mas também o modo como produz e distribui a sua economia.

 

Temos, por exemplo, a PAC (Política de Agricultura Comum), que é uma fatia substancial do peso do orçamento comunitário continua a direccionar-se muito para indústrias muito poluentes, nomeadamente para a agro-pecuária intensiva. Gostaríamos que esses recursos fossem alocados para modos de produção e distribuição de alimentos mais positivos, não só para a saúde humana como para os ecossistemas, nomeadamente no reforço da estratégia de agricultura biológica nos Estados-membros.

 

Em Portugal, temos feito esse caminho, temos sido largamente ignorados, infelizmente. Mas achamos que é uma visão a longo prazo que a comunidade europeia também deve ter.

 

Lá, como cá, há interesses instalados que não permitem esses avanços?

 

Sim. E o modo como sempre se fez as coisas é o mesmo, apenas se tem refinado e não se tem alterado. O modo como olhamos para a produção de alimentos, para o modo de os distribuir.

 

Não nos questionamos, é isso?

 

Não nos questionamos. Mesmo em relação ao impacto que tem estarmos a fazer comércio internacional, muitas vezes a custo de direitos humanos, direitos sociais e ambientais... Temos de repensar o modo como fazemos esses acordos.

 

E qual é a sugestão do PAN? Que objectivos quer perseguir?

 

Somos europeístas ao ponto de acharmos que é fundamental termos trocas comerciais, como é óbvio. Mas essas trocas devem valer os valores que nós achamos fundamentais: direitos humanos, protecção do meio ambiente, uma justaposição de forças, justaposição muitas vezes para países que estão em desenvolvimento e que precisam de um apoio extra e não propriamente quase um dumping de determinado tipo de mercadorias.

 

E é importante perceber que ainda temos um impacto muito grande na emissão de gases de efeito de estufa. Queremos promover também a transição energética dentro dos Estados-membros. Tentar, ao máximo, que sejam independentes energeticamente, para não estarem dependentes de países como a Rússia, países africanos e países do Médio Oriente, através de gás e de petróleo. Isso para nós é fundamental. Um dos nossos objectivos, um lema que temos é que queremos mesmo sentar o Planeta no Parlamento Europeu.

 

Não está neste momento?

 

Achamos que a ecologia é sempre secundarizada. Ou seja, olhamos para políticas económicas e depois vemos os efeitos hipotéticos ou secundários ou terciários que elas têm no ambiente. E vamos tentando colmatá-los, de modo mais profícuo ou não. E não pensamos ao contrário.

 

O que vemos é que Portugal, por exemplo, segundo a WWF, consome 2,2 planetas por ano, ou seja, nem chega a Agosto e já estamos a crédito.

 

Antecipando os problemas ambientais antes de tomar decisões económicas?

 

Exactamente. Não pensamos como é que conseguimos representar uma sociedade com estes valores que representamos – o altruísmo, a solidariedade, a dignidade humana, o bem-estar animal, a protecção ambiental – tendo em conta o longo prazo.

 

O que vemos é que Portugal, por exemplo, segundo a WWF, consome 2,2 planetas por ano, ou seja, nem chega a Agosto e já estamos a crédito. Qualquer país europeu é insustentável do ponto de vista da gestão dos recursos. Se não metermos esta linha condutora nas políticas públicas europeias será muito difícil depois conseguirmos construir um projecto de futuro.

 

Temos também de reduzir a quantidade de bens que consumimos, temos de pensar a forma como esses bens são reutilizados. Não basta só dizermos que somos a favor de uma economia circular se depois ela não se operacionaliza. Se continuarmos numa espiral de consumo de bens é depois difícil gerir esses resíduos.

 

De que forma podem ser combatidos os fenómenos populistas que crescem na UE?

 

Os fenómenos populistas contrariam-se com mais e melhor debate político, transparência, participação cívica e educação. Acresce o papel fundamental dos meios de comunicação que não podem ceder à tentativa de imediatismo económico e devem garantir os seus princípios deontológicos no tratamento e disseminação de informação. Isto tudo sem nunca esquecer o papel fundamental da não violência como eixo condutor de toda esta dinâmica. Não é com extremos ideológicos que se transita de modelo social.

 

Se for eleito, o PAN será acolhido pela família dos Verdes europeus. Terá assim mais força?

Um dos nossos grandes desafios – e é também por isso que estamos na família dos Verdes europeus – será trazer o ambiente para o Parlamento Europeu. Achamos que Portugal tem um défice de foco ecológico nos 21 representantes que lá estão e gostávamos de ter esse contributo. Num universo de 740 eurodeputados, sensivelmente, o nosso poder de influência será reduzido por si. Por isso é que ficamos numa família europeia.

 

Sobre o combate à expansão dos microplásticos e ao uso de plásticos, por exemplo, há uma estratégia que foi lançada o ano passado que aponta já algumas metas que são positivas mas temos de envolver a indústria, os cidadãos, tem que haver uma aposta na educação ambiental. Temos de partir do pressuposto que é geracional.

 

Escasseiam essas políticas de educação ambiental?

 

Se não tivermos políticas de educação ambiental não conseguimos construir esta identidade colectiva de visão a longo prazo. Vemos que a nossa biodiversidade está a ser posta em questão. Há uma usurpação do próprio interesse democrático dos interesses dos cidadãos em preservar as suas democracias que vai além do simples voto. As pessoas estão realmente preocupadas com a sua perspectiva de futuro, com a biodiversidade, com a qualidade dos rios, com a poluição generalizada, com uma alteração de estar na sociedade, de como consumimos, de como produzimos os nossos bens, qual é o impacto que tem, por exemplo, estarmos a trazer bananas do Equador.

 

O mundo despertou agora para esses problemas todos, já em cima deles, digamos assim. Não vamos tarde?

 

Achamos que nunca é tarde. É por isso, também, que estamos na política. Não é tarde e sentimos que há cada vez mais apoio às ideias e aos valores do PAN por isso mesmo. As pessoas estão cansadas dos partidos que olham para o mundo da mesma maneira.

 

De uma maneira que é egoísta, não planeando a longo prazo?

 

De uma maneira bastante restritiva. Consideramos que é uma visão que está adaptada ao tempo de cada partido. Se olharmos para estes partidos, conseguimos ver que têm a mesma visão que tinham há décadas. Há pequenas evoluções, óbvio, mas [a visão] está muito circunscrita à ideologia vigente daquele partido. Daí a emergência do PAN e de partidos como o PAN.

 

Os problemas existem e as soluções também. Muitas vezes vemos que há uma falta de vontade de romper com o paradigma vigente porque é fácil fazer como sempre foi feito e é difícil assumir que há mudanças a fazer, como partidos, como sociedade, como cidadãos e que temos que de arregaçar as mangas e encarar isto de modo positivo. Mostrando o problema e apontando soluções que são, muitas vezes, mais fáceis do que imaginamos. Obviamente que vamos contra sectores que estão instituídos. Um dos nossos objectivos é tentar mostrar uma transição que tem de ser rápida, mas efectivamente concretizável.

 

Muita da legislação que vem da UE já vem condicionada pelo lobby das grandes indústrias.

 

Não basta dizer qual é o problema, temos de apontar soluções e concretizá-las a nível económico. Uma das nossas bandeiras vai ser trabalhar, dentro da família dos Verdes europeus, para que o orçamento seja o mais exequível possível para apostar nestas transições que são muito importantes, fomentando uma economia verdadeiramente circular, olhando para esta questão do poder que a Europa tem como um só como algo positivo, sem esquecer as questões soberanas.

 

Em Portugal, tivemos e temos oportunidade de fazer algo muito bom, muitas vezes, porque há directivas europeias, algum discurso político tem a tendência de apontar o dedo sempre a Bruxelas quando nós próprios temos dificuldade em equilibrar os nossos orçamentos, em fazer apostas em infra-estruturas públicas que tenham realmente mais valias para todos nós, que se façam os investimentos que sejam benéficos para o Estado português.

 

 As pessoas sentem-se distantes dos partidos tradicionais.

 

E não é justo apontar o dedo a Bruxelas?

 

Não nos parece de todo viável apontar só o dedo a Bruxelas e dizer que os tecnocratas é que gerem tudo. Muitas das directivas que aplicamos são muito positivas. Achamos também que é fundamental pensar nas singularidades de cada país, mas tentando ver linhas em comum, porque consideramos que é muito mais o que nos une – e os problemas comuns são globais - do que propriamente o que nos separa.

 

As pessoas sentem-se distantes dos partidos tradicionais porque não apresentam soluções positivas. Achamos que a democracia deve ser o mais participativa possível, que se devem criar mais ferramentas para a participação cívica para que as pessoas percebam a importância de estarem na Europa e de construir uma Europa global com uma influência positiva no mundo.

 

Mas temos de ver os factos. Muita da legislação que vem da UE já vem condicionada pelo lobby das grandes indústrias e ela, muitas vezes, são contraproducentes para as reais necessidades das populações.

 

O lobby das grandes indústrias irá ser um grande adversário no Parlamento Europeu?

 

Cremos que sim. Têm um lobby muito forte, têm uma presença constante em Bruxelas, são opinion makers, são criadores de legislação, muitas vezes é um combate muito desigual, não só em termos de recursos, mas também em termos de influência.

 

Mas acreditamos que empoderando mais os cidadãos, mais possibilidades estes têm de se manifestar contra determinadas políticas e visões. Obviamente que vai ser um caminho difícil, mas que tem de ser traçado e os desafios que temos são muito prementes, ou seja, estamos mesmo num pré-colapso da nossa biodiversidade global e os sinais estão à vista: alterações climáticas, poluição generalizada, e não temos um discurso catastrofista.

 

É preciso uma responsabilização nossa e dos agentes políticos e tem de haver um combate no sentido de uma apresentação de propostas muito concretas e assertivas no quadro europeu e passa, também, por chamarmos à equação quem tem um peso muito negativo na nossa economia e sociedade. Também queremos mostrar que essas indústrias têm a mais a ganhar se se juntarem a esta corrente.

 

Falou nas directivas positivas de Bruxelas. Lembro-me de uma que Portugal não está a cumprir e que se prende com o transporte de animais vivos para o Médio Oriente (Bruxelas diz que o transporte não deve exceder as 8 horas. Portugal faz transportes de oito dias).

 

No que concerne ao bem-estar animal, temos muitas directivas que mostram que estamos a anos luz.

 

E neste caso concreto, o negócio iniciou-se em 2015… não foi assim há tanto tempo. Não foi nos anos 80, por exemplo.

 

Lá está, o princípio economicista que tem repercussões no bem-estar animal. Numa abordagem filosófico-ética, existem limites ao nosso economicismo e o transporte de animais vivos é uma realidade muito dura e crua que só agora está a ser exposta. Como disse, temos matrizes muito positivas e que depois não seguimos.

 

Foi o André Silva que fez o convite ao Francisco para ser cabeça de lista às europeias?

 

Não. Foi auto-propositor. É definido em sede de comissão de política nacional, mas creio que também é exemplificativo do trabalho que tenho vindo a fazer no partido. Tenho também trabalhado junto do André na assessoria, não só política, mas também na área do ambiente, tenho responsabilidades municipais, sou coordenador na secretaria da comunicação. Dedico muito tempo do meu livre a tentar aproximar a ideologia, filosofia e a prática do partido às pessoas. Foi uma escolha natural e consensual. É um grande desafio, sem dúvida, a nível familiar e profissional.

 

E qualquer que seja o resultado [das eleições] vai ser muito importante. Até porque podemos ver claras diferenças em relação à candidatura de há cinco anos para agora. Não só pela exposição e responsabilidade que temos, mas também pelas expectativa que as pessoas têm do PAN. E no fundo vamos tentar fazer uma campanha diferente, que seja mais próxima dos cidadãos.

 

E que combata a abstenção, que é elevadíssima nestas eleições.

 

Sim, acima dos 60%, para nós é assustador. Queremos chamar as pessoas a esse nível. Mais do que votar no PAN, acima de defender o nosso projecto político, queremos defender a democracia. E defender a democracia é defender que as pessoas leiam os programas, as ideias, e escolham entre as várias opções. Parece-nos muito difícil que, entre 20 e tal partidos, não haja um ou outro que se aproxime à sua sensibilidade. Há programas políticos que se vão relacionar com qualquer cidadão.

 

Se o cidadão se disponibilizar a ‘consumir’ essa informação.

 

Mas lá está, as redes sociais podem ajudar nisso. Temos o bom e o menos bom das redes sociais e o que nós vemos é que no nosso caso tem vindo o melhor ao de cima. As pessoas comentam, criticam, nós respondemos, sentimos o apoio directo. Como não temos muita cobertura nos meios convencionais, na televisão, as redes sociais são uma ferramenta para informarmos os cidadãos e de nos aproximarmos destes. A partir daí, fazem as suas escolhas. Longe de nós pensarmos que todas as pessoas que seguem o PAN votam no PAN, mas, pelo menos, ficam esclarecidas. Mostramos que é possível fazer possível fora deste espectro dicotómico Esquerda-Direita, fora do paradigma economicista e produtivista.

 

 Os políticos enchem muito a boca a falar da valorização do Interior.

 

Esse paradigma economicista reflecte-se em que maus exemplos, na prática, em Portugal?

 

Não podemos, por exemplo, estar só a olhar para o PIB quando há toda uma abrangência para além do que produzimos e consumimos. Questionamos e somos muito críticos das super culturas intensivas no Alentejo, queríamos que fosse feito um estudo para saber qual o impacto que tem no ambiente e nem isso foi aprovado. A biodiversidade (lagartos, abelhas, etc.) desaparece quando temos monoculturas intensivas. Gostamos de abordar que 80% do consumo água em Portugal vai para a agro-pecuária e para a agricultura, mas depois as campanhas de sensibilização são essencialmente para o ser-humano tomar banhos mais curtos, fechar a torneira enquanto lavam os dentes, o que é importante, mas corresponde a cerca de 20%. Reflecte um bocado uma falta de perspectiva do Governo e dos partidos convencionais a curto prazo. O Alqueva, que foi uma grande aposta, tem desperdícios que rondam os 40% e agora vai fazer-se investimentos para melhorar.

 

É desperdiçada como?

 

Devido à questão do regadio. A água é dispersa, não há sistema gota a gota. Depois há falhas no sistema. É aquilo que vemos sempre: primeiro faz-se e depois percebe-se. Como a questão do aeroporto do Montijo, não faz sentido quando já temos um aeroporto construído em Beja, com a possibilidade de se expandir. Bastaria melhorar a linha férrea e a infra-estrutura rodoviária.

 

Os políticos enchem muito a boca a falar da valorização do Interior, quando aqui tínhamos uma aposta muito clara na melhoria das condições de vida, para trazer pessoas, investimento e PME’s para esta zona. E vai-se construir um aeroporto no Montijo, com os impactos claríssimos no ambiente e que não tem possibilidades de expansão, e que vai trazer mais ruído, mais poluição, mais especulação.

 

 

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Francisco Guerreiro é militante do PAN desde 2012© DR

 

Sobre o aeroporto no Montijo, António Costa já afirmou que não tem plano B caso o estudo de impacto ambiental seja negativo.

 

Não tem se não quiser. Porque existem soluções. O primeiro-ministro diz que foram estudadas 'n' soluções ao longo destes anos. Mas uma opção muito clara é Beja.

 

E foi estudada?

 

Nem sequer é considerada. O aeroporto (de Beja) já está construído. E, se é só uma questão de melhorar as infra-estruturas, é mais do que válida. O problema é que os acordos são sempre feitos com uma vertente muito unidireccional – os agentes mais interessados negoceiam e os restantes ficam sempre à margem das negociações. Fazer pré-acordos com a ANA sem fazer estudos de impacto ambiental, sem haver um debate público generalizado sobre a matéria, parece-nos muito curto. E, mais uma vez, estamos a centralizar tudo na área metropolitana de Lisboa. Podia haver uma aposta no aeroporto de Beja que trazia não só uma melhoria na qualidade de vida das pessoas do Baixo Alentejo, como uma melhoria das infra-estruturas. Havia um investimento a longo prazo e não sobrecarregávamos o Litoral.

 

A opção Montijo não é uma solução a longo prazo?

 

Numa perspectiva das alterações climáticas, em que o nível médio das águas tende a subir, construir um aeroporto à beira de um rio… parece-nos uma visão a curto prazo. Diz-se que é uma visão a longo prazo, mas não é.

 

É, portanto, uma má solução?

 

É uma clara má solução, a nosso ver. A linha directiva é a mesma, primeiro constrói-se e depois percebe-se.

 

O primeiro-ministro está confiante de que o estudo de impacte ambiental vai permitir a construção.

 

Deve saber alguma coisa que nós não sabemos. Mas o que vemos é que em casos em que são mesmo negativos, a APA (Associação Portuguesa do Ambiente) serve de validação. Vemos isso através das dragagens do Sado, em que claramente que não se conhecia o impacto nas espécies, que não se percebia que espécies seriam afectadas, que o único ponto forte seria a melhoria, que não havia benefícios em termos ambientais e que o único ponto forte seria a melhoria económica daquele porto, quando temos o porto de Sines mesmo ao lado, a APA veio dizer que sim, desde que se faça isto e aquilo. Vemos que o ambiente está em segundo ou em terceiro plano. Não é a base de onde tudo emana, é ao contrário.

 

Com o crescimento do partido, houve uma exposição mediática do PAN devido a temas polémicos como é o caso da tauromaquia. Como acompanhou a recente polémica que se gerou à volta do fim da tauromaquia, que começou com a questão do IVA?

 

Com naturalidade. Nós também fomos eleitos para incomodar. Tem sido uma matriz constante. Recebemos feedbacks e vemos reconhecido esse esforço e capacidade de mexer com sectores intocáveis, incómodos, de não termos barreiras intransponíveis.

 

A questão das touradas foi um processo natural. Fomos mais moderados do que os moderados. Quisemos que menores de 18 anos não pudessem participar em espectáculos tauromáquicos, foi rejeitado, quisemos acabar com o financiamento público das touradas, também foi rejeitado, questionámos a relação entre a Câmara Municipal de Lisboa e a praça de touros do Campo Pequeno, também não tivemos resposta. Há uma série de factores de que vamos falando e em que somos hipermoderados, dentro do tema, mas que nem isso é acompanhado.

 

Costa é uma pessoa com visão. Sabe que a tauromaquia tem os seus dias contados.

 

Nem nas questões de justiça fiscal conseguimos. O nosso objectivo foi trazer à sociedade um tema que muitos portugueses desconheciam. Mesmo quem não desgosta de touradas não acha justo que os artistas tauromáquicos sejam equiparados a médicos com isenção do pagamento do IVA. É surreal. Foi um momento que catapultou esta ideia de que o PAN é incómodo e que fala de sectores que até agora são intocáveis.

 

É positivo para nós o caminho que se fez, mesmo dentro do PS, a abstenção de alguns deputados do PSD. É positivo ver que há temas que têm de ser trazidos à sociedade e ao debate para os próprios partidos se posicionarem. É um trabalho que queremos continuar a ter no seio do Parlamento Europeu através de todos os mecanismos possíveis e imagináveis.

 

Foi surpreendente a posição de António Costa na carta aberta a Manuel Alegre?

 

António Costa é uma pessoa com visão, sabe, tal como muitas pessoas dentro da política sabem – que a tauromaquia tem os seus dias contados. E, então, posicionou-se, com todo o respeito que se deve ter. Percebeu que tendencialmente se deve caminhar para este lado. Agora, dando a liberdade de voto dentro do próprio partido, as propostas acabaram por não passar, mas foi um processo interessante, mesmo históricos do partido vieram, e muito bem, defender abertamente aquilo em que acreditam. É importante [que o façam], em vez de estarem escondidos. Só assim se constrói a democracia, falando abertamente dos temas, dos prós e dos contras.

 

E em relação ao envolvimento da ministra da Cultura que ao dizer que se tratava de algo civilizacional, foi criticada…

 

Não podemos dizer que a tauromaquia não tem violência, é uma acção violenta extrema e gratuita. E a ministra posicionou-se tendo as suas consequências políticas, mas também fez com que se debatesse se é ético, se não é ético, se é civilizacional, se não é, os custos que tem ou não. É uma posição que à ministra diz respeito, mas para nós foi positivo.

 

E quanto tempo faltará para o Parlamento aprovar o fim das touradas?

 

Está para mais breve do que se calhar é esperado.

 

O crescimento do PAN e a natural mediatização já trouxeram alguns incómodos ao partido. Na reportagem da TVI sobre o IRA ultrapassou-se a linha daquilo que deve ser o escrutínio público aos partidos?

 

Extravasou porque fez uma reportagem tendenciosa. Não houve um critério jornalístico e uma linha que se baseie na deontologia. Fazer uma reportagem de investigação tendo em conta um vídeo de sátira parece-nos bastante fora do que são os critérios jornalísticos. As pessoas compreenderam que não foi uma peça isenta, não foi uma peça com o objectivo de esclarecer o público e que descredibilizou o papel que o jornalismo deve ter num mundo cada vez mais bombardeado de notícias falsas. E isso não é positivo para as nossas democracias. Acho que isto resulta do facto de estarmos a crescer, e é normal. Mas há aqui um papel de responsabilização da classe jornalística em se readaptar às exigências.

 

Foi um dos piores momentos do PAN até agora?

 

Foi um momento mediático menos positivo, mas nós gerimo-lo com a maior sensibilidade possível.

 

Receberam mensagens de apoio?

 

Sim, curiosamente. E vimos que as pessoas questionaram muito. Viram a reportagem e depois questionaram-nos e compreenderam. Foi num momento muito específico, em que estavam em debate questões da tauromaquia. Recebemos um apoio generalizado e, aliás, as últimas sondagens mostram que não só não tivemos nenhum impacto como subimos. Vimos que a sociedade ficou alerta e que, através da nossa resposta, viram que não tinha qualquer sentido aquela reportagem e os exemplos que seguiram do canal também não foram os melhores.

 

Não nos furtamos a que haja investigações, mas tem de haver limites.

 

Quais?

 

Os eventos que a TVI vai tendo nesta guerra das audiências. Vão acabando por mostrar que, se calhar não vale tudo. É um debate que devemos ter é até onde é que devemos ir para ser líderes de audiências. São critérios jornalísticos e editoriais que cabe mais ao sector do que propriamente a nós.

 

Mas, isso [as fake news] condiciona. E nós não nos furtamos a que haja investigações e análises – o jornalismo serve para isso mesmo, para tocar em todos os sectores da sociedade, sejam eles quais forem -, mas tem de haver limites e o código deontológico tem de ser essa bússola que deve guiar todos os profissionais. Podemos ganhar no curto prazo em audiência, mas perdemos, a longo prazo, na nossa democracia.

 

Com o aproximar de eleições estão à espera de mais situações deste género?

 

É expectável. Mas só podemos continuar a trabalhar, mostrar do que é que somos feitos e aguentar. Não temos nada que não possa ser escrutinado. Que o jornalismo faça o seu trabalho e nós cá estaremos.

 

O PAN tem oito anos. Está no partido desde sempre? Como é que se ‘conheceram’?

 

Praticamente. Um amigo meu mostrou-me um clip em que o Paulo Borges (presidente na altura) falava dos valores do PAN. Identifiquei-me. Nunca tinha estado ligado à política, e apesar de ter votado sempre (à excepção de uma vez), era muito desalinhado. Não me revia nos partidos tradicionais, no modo como olhavam para a sociedade, para o sistema, como viam o mundo, como projectavam a construção desse mundo.

 

E através dos valores do partido, consegui perceber que era ali que me identificava. Tivemos grandes desafios no processo. Antes éramos partido pelos Animais e pela Natureza. A ideologia era a mesma, mas as pessoas na primeira abordagem não percebiam e perguntavam ‘Então e as pessoas?”.

 

E ainda hoje perguntam?

 

Ainda perguntam, mas já é menos, felizmente [risos].

 

Passei por esse processo todo. Fui candidato às autárquicas em Coimbra, em que não ficámos em último. E agora voltei a ser por Cascais onde tivemos 5,4%, foi o melhor resultado dentro do partido. Foi um processo natural. Acabei por dar muito tempo voluntariamente ao PAN, na comunicação, a reestruturar o partido, na fundamentação das nossas posições, a criar pontes e estrutura. Nunca me imaginei a concorrer a um cargo de eurodeputado, ou qualquer tipo de cargo político, mas tem sido muito orgânico e as coisas vão acontecendo. O convite para trabalhar como assessor do André também surgiu. Tenho aprendido muito e vejo que há uma dissociação da compreensão colectiva do que realmente se faz no Parlamento e é muito trabalho, muitas informações, muitas horas de comissões, debates, reuniões.

 

É um trabalho que não ‘passa’ para fora?

 

Às vezes é mal interpretado o sentimento colectivo do “não fazem nada”.

 

Generalizações.

 

Generalizam por maus exemplos, claro. Mas não podemos cair no ridículo de achar que não se trabalha e trabalha-se muito e em muitas temáticas. Basta ver o site do Parlamento que tem informação de tudo e mais alguma coisa. Queremos mesmo cativar as pessoas a serem mais activas e a pressionar os partidos políticos.

 

E desilusões na política?

 

Será mais uma desilusão pessoal do panorama nacional e internacional de como é que problemas tão graves são tão desconsiderados. Olhamos para a natureza como algo muito eufemístico, algo que não é palpável. Os problemas que temos são gravíssimos. A minha mãe é bióloga, sempre vi a BBC Vida Selvagem, sempre tive uma relação muito directa com a questão da biodiversidade, preservação do ambiente e das espécies e do envolvimento do ser humano.

 

E é disso que nasce o hobby recolher lixo nas praias e florestas?

 

Sim, desde sempre que recolho lixo.

 

Esse lixo que recolhe é cada vez mais ou tem vindo a reduzir?

 

Tenho a percepção de que é cada vez mais. Infelizmente é cada vez mais, mas também mais pessoas se andam a mobilizar.

 

Até já é um desporto ('plogging').

 

Não entro nisto por desporto porque é algo que surge com a necessidade de fazer algo pela comunidade. É o meu modo de ajudar a comunidade. Passei muitos Verões no Algarve e sempre que passava e via lixo, ia apanhando. Já nem sei as toneladas de lixo que recolhi. Mas sempre foi algo natural, faz mesmo confusão comportamentos que são tão fáceis de ser alterados. Por exemplo, atirar beatas para o chão.

 

Que agora vai ser punido em Lisboa ...

 

Pelo menos em Lisboa. Mas mais do que a punição, que é importante, é tentar explicar os impactos que têm esses comportamentos. Para mim, é natural. É como a reciclagem: já não penso.

 

Na reciclagem as pessoas desconfiam que depois o lixo que separaram vai todo para o mesmo lado, na hora da recolha.

 

Muitas vezes é falta de informação, há sistemas de distribuição diferentes.

 

Mas isso acontece? De o lixo acabar por ser todo misturado?

 

Mesmo que aconteça, depois voltam a separar. É ineficiente. Mas são casos muito pontuais, até hoje nunca vi nenhum facto que o provasse. Acho que é mais uma desculpa para não o fazer do que propriamente algo concreto. Não educarmos faz com que tenhamos taxas de reciclagem que são uma vergonha a nível europeu, não cumprimos nem as metas mínimas. Deve haver aqui uma consciência colectiva de que o desperdício que faço não me afecta só a mim, mas tudo o resto.

 

Isto de recolher o lixo é a minha boa acção constante, fora da política. Ainda no período do Natal recolhi cerca de 200 litros de lixo, na lagoa de Santo André. Isto reflecte o nosso alheamento dos problemas da sociedade. Pequenas mudanças fazem realmente a diferença.

Que outros contributos individuais dá ao ambiente?

 

Sou vegan, é um contributo que é muito pessoal, não sou um promotor do veganismo para os restantes. A mim faz-me todo o sentido levar a ecologia ao mais profundo acto também de compaixão e de responsabilidade para com os outros seres do Planeta, com o ser humano e com o Planeta. É tão comum como separar o lixo. Tenho a felicidade de ser casado com uma pessoa fantástica que cozinha maravilhosamente bem, o que também ajuda [sorriso].

 

Tem filhos?

Tenho uma filha de 11 anos.

 

E é vegan também?

 

Está na transição.

 

Não lhe impuseram esse tipo de alimentação?

 

De modo algum, é uma escolha dela. Prefere ser vegetariana. Respeitamos as decisões, tudo o que ela faz. Gosta de mostrar que tem um sinal positivo ao mundo. São alterações que são escolha dela, respeitamos e apoiamos.

 

Fonte:

https://www.noticiasaominuto.com/politica/1181854/queremos-mesmo-sentar-o-planeta-no-parlamento-europeu

 

(Aviso: este texto foi corrigido para a grafia portuguesa em vigor (a de 1945), via corrector automático, visto a aplicação do AO90 ser ilegal, em Portugal, e este Blogue não pactuar com ilegalidades).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019

EM ANO DE ELEIÇÕES: POR QUE NÃO DEVEMOS VOTAR PS, PSD, PCP e CDS/PP

 

Existem muitos motivos diferentes para cada um destes partidos, porém existem dois motivos que são comuns a todos, e que dizem tudo da ausência de VALORES ÉTICOS no seio deles, e que nos envergonham a todos enquanto Seres Humanos, por isso, não merecem os votos de quem tem um mínimo de Ética e de Empatia (o sentimento mais nobre do Homem) pelo outro, seja esse outro humano ou não-humano.

 

Comecemos por este vídeo, que mostra um descomunal atraso civilizacional ainda vigente em Portugal:

 

 

Os partidos acima referidos, estão unidos a favor das touradas que, nos tempos que correm, já deviam estar extintas, por constituírem uma prática assente no mais abjecto obscurantismo medieval. Não estando extintas, devem manter-se no lugar que ocupam na sociedade, ou seja, na lixeira social, se bem que uma lixeira da exclusiva lavra do Parlamento Português, até que os portugueses decidam por uma mudança radical.

 

Não devemos votar nestes partidos políticos porque depois de a Ministra da Cultura ter considerado, e muito bem, não nivelar a tortura de Touros pelos espectáculos das Artes Maiores, até porque torturar Touros não se encaixa em nenhum espectáculo civilizado, o assunto devia ter sido considerado encerrado. Mas não foi. Os partidos acima referenciados puseram a tortura ao nível das Artes, e passaram ao Parlamento um atestado de inferioridade moral, e desconsideraram a Ministra da Cultura. Eu ter-me-ia demitido.

 

Passemos a estes vídeos, que  nos mostram as preocupações do PAN, do BE e do PEV rejeitadas pelos PS, PSD, PCP e CDS/PP:

 

 

 

Não devemos votar no PS, PSD, PCP e CDS/PP, porque estes partidos pugnam pelo maus-tratos aos animais, que são transportados vivos para o estrangeiro, sem as mínimas condições de bem-estar. Se não pugnassem, não teriam chumbado os diplomas do PAN, PEV e BE que visavam restringir o transporte de gado vivo para exportação, para abate, e regular o transporte com medidas que garantissem o bem-estar animal.

 

Estes partidos servem os interesses de lobbies, não servem os interesses de Portugal. E se não servem Portugal, pugnando pela sua evolução, não merecem o voto dos Portugueses.

 

Há que pensar muito antes de votar. Votar em partidos, como se fossem clubes de futebol, não faz avançar Portugal.

 

Não queremos mais do mesmo, para pior, queremos?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

«RETRATO DE PORTUGAL, POR GUERRA JUNQUEIRO HÁ MAIS DE 120 ANOS…»

 

… mas de uma espantosa actualidade, o que significa que, em 123 anos, Portugal manteve-se quase estagnado, no que que respeita à evolução de mentalidade.

 

Um fabuloso texto, numa escrita portuguesa escorreitíssima.

 

Qualquer semelhança com a actualidade portuguesa (2019) não é mera coincidência, é a realidade mais pura, mais dura, mais vergonhosamente vigente...

 

JUNQUEIRO.png

 

 

«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [...]



Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.



Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.



A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.


Dois partidos
(***) sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.



Guerra Junqueiro, in 'Pátria' (1896)»

 

Fonte:

https://portugalglorioso.blogspot.com/2014/04/historia-de-ontem.html

 

(***) Leia-se (à luz da actualidade) PS e PSD (PSD/CDS) que, alternadamente, se  mantêm no Poder, mantendo Portugal em banho-maria, e o povo, entorpecido com as mentiras que lhe  são contadas com um ar tão sério, tão sério que até passam por verdades.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:24

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Sábado, 5 de Janeiro de 2019

MAIS UMA NÓDOA NEGRA MANCHA O PARLAMENTO PORTUGUÊS COM VOTO DE PESAR PELO TORTURADOR DE TOUROS E CAVALOS, JOAQUIM BASTINHAS

 

Obrigada PAN, por ter votado contra.

"Louvar" alguém que passou a vida a TORTURAR seres vivos para se divertir e divertir sádicos não é algo digno de uma Assembleia da República.

O falecido nada fez em prol da Sociedade, da Cultura, da Ética. Foi apenas um torturador de Touros, Cavalos e Bezerros, o qual desonrou a espécie humana.

E colocá-lo ao mesmo nível dos que deixaram uma obra em prol da Humanidade, ou que foram ÚTEIS à sociedade, só diz da pobreza moral e cultural dos deputados da Nação, que aprovaram este voto de pesar, algo que devia ter ficado no seio da família e dos tauricidas e aficionados.

Quantos cidadãos honrados, que já entraram para a História como gente válida, foram esquecidos pelo Parlamento!

Esta é mais uma VERGONHA para Portugal, a juntar a tantas outras.

Bestinha.jpg

Torturar Touros era a sua profissão, uma profissão que não dignifica a Humanidade.

 

 Movimento Não À Vaca das Cordas

 

O touro é um animal, não é um robot, o cavalo é um animal, não é um robot. No entanto fazem com eles o que querem impunemente!


Profundamente desapontados com o governo PS e com todas as bancadas que votaram a favor e se abstiveram para homenagear um mero homem comum que tinha um emprego como qualquer outro, com a particularidade de esfaquear, matar, espetar animais com farpas e colocar os cavalos em perigo de vida e sofrimento atroz.



Apenas o #PAN votou contra, um voto cheio de bom senso.

Pode agora o #PAN contar com os votos de todos nós! Obrigado!

O Bastinhas não fez nada por Portugal, não supriu necessidades básicas de ninguém, não lutou pela liberdade, não se dedicou a causa alguma, etc.. Em Espanha batia palmas aos touros de fogo, apenas se dedicou a esta actividade - a tourada e pelos seus bolsos cheios por todos nós, esta homenagem é um ultraje a cada pessoa que morre seja ela um lixeiro ou um médico a quem o governo não faz votos de pesar, esperamos que quando morrer um matador de um matadouro que o governo faça um novo voto de pesar igualmente.

(...)

 

Aqui está a biografia de Bastinhas para que todos possam ver o que fez na sua vida e se isto é alvo de uma homenagem em assembleia?


Link: http://joaquimbastinhas.blogspot.com/p/biografia.html

 

Movimento Não à Vaca das Cordas

Fonte:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1525920147510606&id=1247201205382503

 

Não podia estar mais de acordo, com o Movimento Não à Vaca das Cordas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:25

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2018

DEPUTADOS PRESENTES EM REUNIÃO DA “Prótoiro”

 

Texto publicado por Prótouro Pelos Touros em Liberdade

https://protouro.wordpress.com/2018/12/04/deputados-presentes-em-reuniao-da-protoiro/

 

A “prótoiro” realizou no passado dia 29 uma reunião para discutir a estratégia para a tauromaquia e para a qual não convidou a imprensa tauromáquica.

 

REUNIÃO.jpg

 

Mas na dita cuja pasmem-se estiveram presentes representantes dos partidos que apoiaram a descida do IVA na Assembleia da República, ou seja deputados do CDS, PSD, PS e PCP.

 

O não terem convidado a imprensa foi propositado já que não queriam os mesmos revelassem o que foi discutido e postassem fotos dos deputados, portanto, sem fotos não sabemos quem foram os canalhas.

 

Os alarves que estiveram presentes não têm um pingo de vergonha na cara já que para além de terem votado para apoiar o lobby tauromáquico, agora também participam nas reuniões da “prótoiro”!

 

E se participam nessas reuniões é caso para perguntar em que outras coisas da “prótoiro” participarão?

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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