Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Índia, país que tem de ser penalizado pelas violações dos direitos humanos perpetrados nomeadamente contra crianças e jovens mulheres

 

Hoje, estou revoltada.


Hoje, vou dedicar as minhas páginas às crianças a quem o homem-predador não deu oportunidade para celebrarem o Dia dos Namorados, com felicidade, num futuro que não existirá para elas...  

 

 

Isto é absolutamente inadmissível num mundo habitado pelo HOMO SAPIENS SAPIENS    

 

Onde é que esses “SAPIENS” estão que nada fazem para banir do Planeta Terra tamanha maldição, que ataca crianças indefesas e mulheres oprimidas por leis retrógradas e machistas?

 

***

 

- Violação colectiva de jovem ordenada por conselho local na Índia - Uma jovem de 20 anos foi violada por 12 homens, como castigo por manter um relacionamento com jovem de outra comunidade.

 

- Turista dinamarquesa violada por oito homens na Índia  

 

- Morreu a menina violada e queimada viva na Índia  

 

- Jovem indiana violada e agredida por dez homens

 

- Turista britânica hospitalizada após tentativa de violação na Índia  

 

- Violência fez desaparecer 25 milhões de mulheres na Índia» 

 

- Fotojornalista violada na Índia   

 

- Turista suíça violada na Índia diante do marido

Ler notícias aqui:

http://expresso.sapo.pt/violacao-coletiva-de-jovem-ordenada-por-conselho-local-na-india=f852147

 

(origem da foto)

http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/viola%C3%A7%C3%A3o-coletiva-na-%C3%ADndia-indigna-habitantes-que-exigem-respeito-pelas-mulheres

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:04

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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

AO CÍNICO E HIPÓCRITA CIDADÃO DO NADA, FRANCISCO MOITA FLORES, ADEPTO DA VIOLÊNCIA TAUROMÁQUICA

 

Como a cegueira mental estrangula a capacidade de discernir de um aficionado.

 

E dizer que Moita Flores já pertenceu à Polícia Judiciária e não aprendeu nada com a violência que lhe passou pela frente…

 

 

«Uma imagem vale mais que mil palavras para descrever o seu júbilo ao ver um animal ser torturado»…

Bem Prega Frei Tomás ou Melhor Moita Flores

 

Moita Flores, escreveu um artigo no jornal “Correio da Manhã”, datado de 16 de Junho,  intitulado “Matança”.

 

O artigo é um ataque à escalada de violência a que todos assistimos hoje em dia. É um facto que vivemos numa sociedade cada vez mais violenta e é um facto que essa violência deve ser analisada em todos os contextos. Um deles, é o do machismo e marialvismo que é inerente a todos que são aficionados.

 

Esse machismo, que se traduz não só na dominação das mulheres mas também dos animais, é sem dúvida responsável pela sociedade violenta que temos hoje em dia.

 

Três afirmações de Moita Flores e que destacamos a negrito, mostram a hipocrisia de alguém que ataca a violência, mas que propositadamente se esquece que uma das causas dessa violência, se deve ao facto de continuarmos a permitir a tortura de animais para entertenimento de alguns.

 

Primeira: “As mulheres propriedade, as mulheres com dono eterno, as mulheres sem direito aos seus direitos.”

 

Na realidade, essa é a sina de muitas mulheres que são namoradas, casadas ou vivem em união de facto quer com toureiros quer com aficionados.

 

Segunda: “Nuno Crato, tão pressuroso em reformas, há muito que deveria ter percebido que é na escola que se exercem as primeiras palavras que podem expurgar esta violência maldita vinda do Portugal primitivo.”

 

Ora nem mais, é a escola que educa e que forma as crianças a serem adultos responsáveis e não violentos, mas quando um país permite que tauricidas invadam as escolas para formatarem essas crianças a serem violentas, então não podemos esperar que a violência maldita seja expurgada!!!

 

Porque de facto a educação para a cidadania passa pela compaixão e essa compaixão passa por ensinar as crianças a serem sensíveis com o seu próximo e com os animais. Ora quando se ensina a uma criança que torturar animais numa tourada é fixe e é aceitável, então, não estamos a expurgar a violência mas sim a fomentá-la.

 

Terceira: “E enquanto não for assim, continuaremos a produzir putativos doutores da violência, do analfabetismo e do terror. Pois a ignorância é a maior inimiga da dignidade humana, a crueldade assassina o mais grave sinal deste primitivismo boçal que faz do País um caldeirão de sangue e morte.”

 

Sr. Moita Flores, com essa afirmação, tirou-nos as palavras da boca e sabe porquê, porque V.Exa., descreve na perfeição o porquê de termos um primitivismo boçal, porque quando uma minoria da qual o senhor faz parte, pretende impingir a este país uma forma de estar na vida que passa por rejubilar com a tortura de animais numa praça de touros, então, está aberta a porta para a crueldade assassina.

 

Você melhor que ninguém sabe que um criminoso não nasce criminoso, forma-se. Tal deve-se não só ao meio em que foi criado mas também à educação que lhe foi dada. Se educamos as futuras gerações a serem insensíveis ao sofrimento animal, rapidamente se tornarão insensíveis ao sofrimento humano, daí até se tornarem assassinos é meio caminho andado.

 

Porque o senhor sabe, tal como nós sabemos, que violência gera violência e que alguém educado sob o signo da violência se tornará violento e que o mundo que você tanto admira e defende, ou seja o mundinho aficionado, é um poço de violência.

 

Prótouro

 

Pelos touros em liberdade»

 

http://protouro.wordpress.com/2013/06/17/bem-prega-frei-tomas-ou-melhor-moita-flores/comment-page-1/#comment-1432

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:45

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Sábado, 23 de Março de 2013

«EXISTE UMA CLARA CORRELAÇÃO ENTRE A FREQUÊNCIA DE TOURADAS E COMPORTAMENTO VIOLENTO PARA COM OS MAIS FRACOS»

 

(Este texto foi publicado no âmbito de uma estratégia para desmascarar a prótoiro que, utilizando o nome da Ganadaria Palha, entregou-me pistas preciosas para chegar ao mundo imundo da tauromaquia)

 

 

***

 

A propósito do testemunho da corajosa Maria Engrácia, sobre os horrores por que passam os Touros antes de irem para a arena

 

 

 

 
A covardia da marcação de bezerros

 

 

Miguel Pereira, deixou um comentário ao comentário A ENGORDA DOS TOUROS NAS GANADARIAS VIOLA AS NORMAS SANITÁRIAS DA DIRECÇÃO-GERAL DE VETERINÁRIA E NÃO EXISTE FISCALIZAÇÃO às 23:51, 2013-03-22.

Comentário:

 

«Boa Noite

 

Se a Maria Engrácia não é fruto da imaginação da Isabel Ferreira porque é que não é dito o nome do ganadero? E o nome do tal toureiro e matador tio da outra senhora? Se elas já se identificaram há da parte da Isabel A. Ferreira a obrigação de dar a conhecer o nome dos dois intervenientes

 

***

 

Eu a este Miguel já respondi, esta manhã, com a cabeça a mil:

 

Sabe, Miguel Pereira, nem todos se chamam Miguel Pereira, ou seja, parvo.

 

Se tivesse um pouco de massa cinzenta no cérebro, entenderia por que estas senhoras não dizem (E FAZEM MUITO BEM) o nome dos carrascos ganadeiros e matadores.

 

Sabe o que lhes acontecia? O que o Miguel Pereira está com vontade de fazer: ESGANÁ-LAS.

 

O que interessa é que TUDO O QUE DISSERAM É VERDADE, porque todos nós sabemos que é.

 

Mas estas coisas ditas na primeira pessoa, por quem VIVEU os acontecimentos, têm mais IMPACTO.

 

E é isso que vos incomoda.

 

Vão plantar batatas, e deixem os animais em PAZ.

 

***

 

Isto foi o que me ocorreu escrever logo pela manhã.

 

Agora, que já almocei, vou apenas acrescentar um pormenor que me escapou: engana-se Miguel Pereira. A Isabel A. Ferreira NÃO TEM OBRIGAÇÃO de dar a conhecer o nome dos dois carrascos denunciados, pelos motivos que o Ricardo explica, e muito bem.

 

***

 

Ricardo, deixou um comentário ao comentário A ENGORDA DOS TOUROS NAS GANADARIAS VIOLA AS NORMAS SANITÁRIAS DA DIRECÇÃO-GERAL DE VETERINÁRIA E NÃO EXISTE FISCALIZAÇÃO às 14:56, 2013-03-23.

Comentário:

«Ok Miguel, e não quer mais nada?

 

Não quer também que se publique uma morada e o número de telemóvel da senhora? E já agora uma fotografia também dava jeito, ou não?

 

Tal como ela, eu também vivi bastantes anos no Alentejo. Felizmente nem todo o alentejano é aficionado e a minha família escapa com apenas algumas ovelhas negras nesse aspecto. Mas compreendo perfeitamente o que a Maria Engrácia passou pois vi-o acontecer a vizinhas e outras conterrâneas (no feminino, porque os aficionados são tão bravos que só atacam mulheres e crianças).

 

Existe uma clara correlação entre a frequência de touradas e comportamento violento para com os mais fracos. Não é preciso ser um génio para chegar a esta conclusão.

 

Aposto que se cruzássemos uma lista de agressores domésticos com os frequentadores do campo pequeno encontraríamos correspondências suficientes para provar esta afirmação.

 

Se Portugal fosse um país onde a lei fosse cumprida, onde as vítimas fossem a prioridade das forças da lei, onde não existisse um claro lobby tauromáquico que tem raízes fundas no poder instalado, talvez aí fizesse sentido dar a cara neste caso.

 

Mas não é assim que Portugal funciona pois não? Miguel, a Maria Engrácia é apenas uma dos milhares de vítimas (humanas) da tauromaquia. Ela conseguiu libertar-se minimamente da influência da corja aficionada, mas muitas há que ainda vivem em medo, subjugadas por um bando de cobardes que acha que atormentar mulheres, crianças e animais indefesos prova algo da sua masculinidade.

 

Sendo a Maria alguém que presumo se encontrar a viver perto de aficionados, se ela decidisse revelar o nome dos seus agressores, quem acha que lhe chegava primeiro?

 

Todos nós sabemos como o aficionado funciona: agem em grupo (pois só assim é que se atrevem) e detêm uma solução universal para todos os seus problemas: a violência.

 

Insinuar que este testemunho é fruto da imaginação de quem quer que seja prova mais uma vez a fraca inteligência e falta de argumentos aficionada. Dá me ideia que nem se dão ao trabalho de pensar sequer!

 

A minha esperança é que este testemunho sirva como ponto de viragem para que mais e mais mulheres ganhem coragem e saiam da sombra para mostrar ao mundo quão cobarde e desumana a tauromaquia é.»

 

***

 

Nem mais, Ricardo. Não é preciso acrescentar mais nada.

 

Estes aficionados/ganadeiros/tauricidas/torcionários/forcados etc., pensam com o cérebro da cabeça do dedo mindinho do pé, e é nisto que dá.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

«COMO SE O DESTINO DOS TOUROS NÃO FOSSE JÁ HORRÍVEL QUE CHEGASSE…»

 

 

(Este texto  foi publicado no âmbito de uma estratégia para desmascarar a prótoiro que, utilizando o nome da Ganadaria Palha, entregou-me pistas preciosas para chegar ao mundo imundo da tauromaquia)

 

 

 

 

 

Ricardo, deixou um comentário ao post A ENGORDA DOS TOUROS NAS GANADARIAS VIOLA AS NORMAS SANITÁRIAS DA DIRECÇÃO-GERAL DE VETERINÁRIA E NÃO EXISTE FISCALIZAÇÃO às 20:42, 2013-03-22.

Comentário:

 

«O mostro revela a barriga...

 

Os meus parabéns à Maria Engrácia primeiro que tudo. A sua coragem é de louvar e vai com certeza inspirar muita gente. Este testemunho é muito forte e confirma aquilo que todos nós temos vindo a afirmar há muito tempo: os ganadeiros e os lordes das touradas (não os aficionadozinhos que os seguem como cães amestrados) estão-se a marimbar para a "cultura", "tradição" ou qualquer noção retorcida de valentia.

 

O mais importante para eles é, e sempre foi, o lucro monetário. Parvos são os forcados e todos os idiotas que defendem esta prática. Só estão a garantir que esta gentinha continue a encher os bolsos à conta dos nossos impostos.

 

Como se o destino dos touros não fosse já horrível que chegasse, ficamos agora a saber que estes desgraçados nem são poupados enquanto crescem.

 

Lá se vai por terra a teoria do "vive que nem um rei" que os aficionados gostam muito de atirar ao ar. Ao contrário dos argumentos aficionados, a Maria Engrácia apresenta provas concretas das suas afirmações: o estado em que o rabo do touro está quando entra na arena.

 

Quero ver que desculpas irão eles agora inventar para justificar isto. Desde que vi aficionados a dizer que a Maria Engrácia e a Graziela são fruto da imaginação da Isabel, eu já espero de tudo daquelas mentes putrefactas.

 

É a chamada estratégia da avestruz: quando as provas são demasiado fortes para contestar, restam-lhes enterrar a cabeça na areia e rezar para que as coisas se resolvam por si próprias

 

 ***

 

Boa, Ricardo.

 

A sua análise completa a essência macabra e doentia da tauromaquia.

 

E eu, sempre tive uma imaginação fértil, mas não tenho aptidão para imaginar tamanhas crueldades.   

 

A Maria Engrácia existe e viveu uma vida de horrores como mulher de um ganadeiro.

 

Nem todas são aficionadas. Nem todas são doentes mentais como os maridos.

 

A hora da libertação chegou.

 

Espero que a Maria Engrácia seja um exemplo para muitas mais mulheres dizerem de sua justiça e libertarem-se da escravidão tauromáquica.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 22:17

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Terça-feira, 19 de Junho de 2012

«Vinho, Touros e Mulheres»...

 

Um estudo assente numa troca de palavras com tauricidas, quando, certa vez, decidi tomar-lhes o pulso, nas páginas deles, no Facebook, não estava ainda bloqueada. Depois disto, bloquearam-me, mas o estudo ficou feito. E o resultado é o que aqui apresento.

 

 

Cena do filme «Matador», de Almodovar

 

Por vezes deambulo pelas páginas dos tauricidas, no Facebook, para lhes “tomar o pulso”.

 

Quando me permitem, provoco-os, porque “a alma não tem segredo que a conduta não revele”, e é precisamente nessa revelação que podemos conferir o carácter dos tauricidas e dos aficionados.

 

É que é extremamente importante conhecer a mente deles, para avaliarmos da legitimidade que dizem ter para cometer o tauricídio, e aquilatarmos da permissividade e cumplicidade dos estéreis intelectos das autoridades deste nosso País.

 

Quase sempre sou bloqueada nessas páginas, talvez pelo modo nu e cru como digo as coisas que os outros também dizem sob uma capa dourada e bem cozinhadas. Ou apenas porque o que digo é dito por uma mulher. E os machistas torcionários odeiam que as mulheres os afrontem.

 

Ser bloqueada não é coisa que me incomode, nem pouco mais ou menos.

 

Contudo, desta vez, talvez por ser a página de um evento («Eu vou defender a festa», da "prótoiro"), e não poder bloquear-se ninguém (não sei se é possível, o facto é que não fui bloqueada), consegui ficar ali a “picá-los”, utilizando as palavras como “bandarilhas” (a palavra é a arma com que vou para as “guerras” que travo com os homens predadores do nosso Planeta, e não são só com tauricidas, e nem só com os portugueses).

 

E obtive resultados magníficos, precisamente os que esperava ter.

 

Entretanto já havia esgrimido com os torcionários limianos, devido à minha intervenção contra a “Vaca das Cordas” (um ritual também primitivo e irracional que me chocou) os quais me atulharam de matéria-prima, para este “estudo de carácter” a que me propus.

 

As conclusões a que cheguei resumem-se à frase que deu título a este texto, saída da boca de um forcado (mais do que uma vez) que tem o maior orgulho de o ser, como se pegar um Touro já exaurido, moribundo, mas ainda com um forte instinto de defesa, fosse a maior proeza e a suprema honra do mundo.

 

Descobri que «vinho, Touros e mulheres» (por esta ordem, segundo o tal forcado) é o lema dos tauricidas, forcados e aficionados, e de todos os que gostam de divertir-se à custa da tortura de Touros, seja em que modalidade for (há muitas variantes do arcaico ritual taurino), tendo sido utilizado várias vezes, por vários indivíduos.

 

Primeiro é-lhes servido o vinho, pois sem ele não teriam “coragem” de ir para uma arena enfrentar um Touro, ainda que já meio depauperado, pela tortura preliminar a que é sujeito, nos bastidores. O que chamam a “bravura” do Touro na arena é simplesmente o instinto de defesa comum a TODOS os animais, humanos e não-humanos. Podemos comparar o que se passa numa arena entre um Touro e um tauricida, com o que se passava nos circos romanos entre os homens e os leões esfomeados, ou entre dois gladiadores, onde o instinto de sobrevivência dos intervenientes humanos e não-humanos era o que fazia a diferença entre viver e morrer.

 

Já com o vinho a correr-lhes nas veias, mais do que o sangue, lá vão eles para a arena, de fatinho justo, a marcar-lhes a formas do corpo, e collants cor-de-rosinha, demonstrar toda a selvajaria de que são capazes, mascarando aquelas caras com expressões diabólicas e grosseiras (existem várias fotos que o demonstram), ao mesmo tempo que desvendam o verdadeiro sentido do que os leva ali: a busca da  “virilidade” que não têm.

 

Depois de torturarem o Touro e o Cavalo (quando o tauricídio o requer) com requintes de malvadez, deixando os animais num estado absolutamente deplorável, em extrema agonia, o que lhes acende a chama da tal “virilidade” que buscam desesperadamente, os tauricidas deixam a arena, com ares de heróis bonifrates, a bambolearem-se, tal como aqueles “machos” dos filmes mexicanos de má qualidade.

 

Saem da arena, com florzinhas nas mãos, e vão para os braços das mulheres, porque só depois do vinho e de descarregarem sobre o Touro toda a imbecilidade que lhes corrói as entranhas, conseguem o que normalmente não lhes é acessível...

 

Pobres mulheres, aquelas que são casadas! É a única ocasião em que podem ser mulheres...

 

(Atenção! Isto não sou eu que o digo. São elas).

As outras, bem... lá sabem...

 

Posto isto, consegui chegar a muitas outras conclusões, bem patentes nos comentários que se seguiram às “bandarilhadas” que lhes mandei, na tal página do Facebook, e noutras onde consegui infiltrar-me, sem que eles se dessem conta de que estavam a ser “toureados”.

 

Neste estudo, está incluída para cima de uma centena e meia de pessoas de ambos os sexos, ligadas ao tauricídio (portuguesas e espanholas), com quem tive oportunidade de esgrimir ao longo destes dois últimos anos.

 

Afinal, qual o perfil de um tauricida e dos aficionados, na sua generalidade?

 

Todos têm algo em comum: pouca ou nenhuma instrução. Mesmo aqueles que se dizem “licenciados”, não demonstram qualquer tipo de saber. O que sabem é resumidamente isto: «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar, porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade...» enfim, uma lengalenga aprendida em criança e que os seguiu até à fase adulta, sem terem questionado o que quer fosse, porue lhes falta a massa crítica.

 

Da Cultura Culta estão a anos-luz de distância.

 

Não têm noção alguma do que é a civilidade, a lucidez, o bom senso, e o QI deles é do nível mais baixo.

 

Possuem uma “coltura” tosca, pobre em pensamentos, palavras e obras. Vivem num mundo redondinho, fechadinho, que não vai além do quintalinho ou das quintas muradas, onde passam os dias. Os horizontes não estão ao alcance deles.

 

A mentalidade é extremamente rude e enlatada. Cristalizada. Naquelas cabeças não entrará mais nada. Nasceram e cresceram a ouvir que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo, ta ta ta, ta tat ta, ta ta ta...» e vão morrer com essas ideias impingidas logo à nascença.

 

Não sabem que o Touro é um animal como eles, porque eles também não sabem que são animais. Pensam que são outra coisa. O quê? Não conseguiram explicar.

 

Sabem também que o Touro nasceu para ser linchado com “honra”, numa arena, porque, dizem eles, é disso que ele (o Touro) gosta. Uma conclusão bem patente nas expressões dolorosas que qualquer pessoa lúcida pode ver na fisionomia dos desventurados animais, no fim da lide, à excepção dos tauricidas, que nem sequer conseguem distinguir um Touro vivo de um Touro moribundo ou morto.

 

Não conseguem fazer um raciocínio lógico, a partir do mais simples tema.

 

Não sabem argumentar, nem sequer conseguem alcançar o significado de determinadas palavras.

 

Misturam alhos com bugalhos, e andam ali às escuras e às voltinhas, sem darem com a saída.

 

Não são capazes de seguir um discurso que tenha mais do que meia dúzia de vocábulos.

 

Justificam o injustificável, com insultos, muitos deles dos mais ordinários e violentos que existem, o que não admira, pois condizem perfeitamente com a própria “coltura” deles.

 

Enfim, demonstram uma incultura crassa, que diz da pobreza do sistema político português que, desde o tempo da ditadura salazarista e do pós-25 de Abril, também combato.

 

Não interessa aos governantes portugueses um povo culto, instruído, educado. Um povo que saiba raciocinar e que tenha massa crítica. Um povo que saiba separar o trigo do joio (é por isso que temos os governantes que temos).

 

Um povo culto é, naturalmente, insubmisso. O que não convém aos governantes.

 

Um povo submisso não lhes faz frente. É mansinho. Diz que sim a tudo. E é disso que os governantes gostam.

 

Por isso, o nosso sistema de ensino é a pobreza que se vê. Não se ensina para pensar, mas para dizer Ámen.

 

Por isso, a ignorância e o vil metal são as palavras-chave de toda esta hipocrisia que anda ao redor do tauricídio, uma “tradição” degradante, envolta em rituais primitivos, cruéis e sanguinários, que colocam Portugal entre os países menos civilizados do mundo.

 

Lidar com esta gente não foi fácil, mas mais difícil é fazer com que os governantes portugueses (quase todos senhores doutores e engenheiros) e a Igreja Católica portuguesa (que abençoa os tauricidas) consigam fazer um raciocínio lógico e acabem, de uma vez por todas, com algo que está alicerçado na ignorância e (pasmemo-nos!) no vinho...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:35

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