Terça-feira, 18 de Junho de 2013

MOVIMENTO CÍVICO ABOLICIONISTA DA TAUROMAQUIA DOS AÇORES (MCATA) MANIFESTA QUE AS TOURADAS NÃO TRAZEM NENHUM BENEFÍCIO ECONÓMICO

 

 

Esta imagem mostra a “cultura” açoriana. Muito civilizada, não?

 

 

Comunicado

 
Muitas vezes é afirmado que as touradas são uma mais-valia económica para a ilha Terceira, por movimentar um importante volume de negócio no sector da venda de comidas e bebidas. Mas a verdade é que estes benefícios, que favorecem  um sector económico certamente bastante reduzido, não dependem realmente da realização de touradas e sim da realização de qualquer tipo de festividade, como fica demonstrado pela idêntica vitalidade que este sector experimenta nos eventos e festividades sem nenhuma relação com a tauromaquia ou também nas numerosas festas, sem touradas, que acontecem nas outras ilhas.


E se olhamos para o produto mais consumido durante as touradas, a cerveja, vemos que, sendo este um produto importado, produzido fora da região, o seu consumo não traz nem produz nenhuma riqueza. Antes pelo contrário, é dinheiro que sai da região.


Falando propriamente das touradas, estas apresentam muitos aspectos económicos puramente negativos. Para começar, como acontece com qualquer tipo de espectáculos, as touradas não são uma actividade produtiva. Economicamente não produzem nenhuma riqueza nem recursos, unicamente os consomem.


Consomem, por exemplo, o dinheiro que durante as festas do Espírito Santo deveria ser destinado à solidariedade, à partilha, à oferta aos mais carenciados da sociedade, e que no entanto acaba por ser gasto maioritariamente nos touros. É portanto um dinheiro que, longe de respeitar o significado tradicional das festas, longe de ajudar as pessoas necessitadas da freguesia, cada vez mais abundantes nas atuais circunstâncias, é gasto no efémero espectáculo dos touros, sem proveitos, e que ainda acaba por levar algumas pessoas feridas para o hospital.


Consomem também o dinheiro das autarquias, como a de Angra do Heroísmo, que oferece cada ano 150 mil euros só para a realização de touradas de praça. E também consome muito dinheiro que o governo regional deveria destinar a políticas sociais muito mais necessárias mas que acaba, no entanto, por ir parar a futilidades como os 75 mil euros gastos num fórum tauromáquico ou os 150 mil euros gastos num monumento ao touro. Todo somado, o dinheiro público mal gasto no espectáculo das touradas dá uma elevadíssima quantia anual que a ilha, no actual contexto económico, não pode permitir-se desperdiçar por mais tempo.


E ainda podemos falar dos efeitos negativos para a economia que a contínua realização de touradas, mais de uma por dia, acaba por ter na produtividade dos terceirenses. Ou também das pastagens, públicas e privadas, destinadas actualmente para a cria de gado bravo e que não são aproveitadas para a produção de riqueza. Ou também do efeito negativo que as touradas têm sobre o turismo, quando os turistas estrangeiros procuram principalmente um turismo de natureza, oposto ao maltrato animal que é repudiado e considerado ilegal nos seus países.


Assim, para o MCATA fica claro que as touradas são na realidade um enorme buraco negro para a economia da Terceira e que a ilha só ganhava reduzindo o seu número ou mesmo acabando, no futuro, definitivamente com elas.

 

Açores, 17 de Junho de 2013

 

A Equipa do MCATA

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:09

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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

TODA A VIDA ESTÁ RELACIONADA. RESPEITA-A! RESPEITA-TE!

  

Esta é para todos os governantes portugueses (incluindo a Igreja Católica) que no Parlamento e nas autarquias e nos altares dos templos teimam em manter a ignorância e a estupidez activas, ao apoiarem a carnificina de animais não humanos em todas as modalidades carniceiras que o homem predador criou para satisfazer o seu ego sádico.

 

Obrigatório ver.

 

 

Quem não demonstrar respeito até pelo menor ser da criação, seja animal ou vegetal, não demonstra respeito por si próprio.

Temos todos a mesma Mãe Vida.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

AFINAL AS CÂMARAS MUNICIPAIS PODEM VIOLAR LEIS, À EXCEPÇÃO DA OBTUSA LEI DAS TOURADAS

 

 

Bem podemos lançar as leis portuguesas às hienas, que elas estão ansiosas por devorá-las...

 

 

NOTÍCIAS DA SIC - HOJE

 

Há câmaras municipais que estão a violar a Lei dos Compromissos para poderem garantir refeições nas escolas e o transporte dos alunos. Em Leiria, a autarquia assume que se cumprisse a lei, o ano lectivo não poderia arrancar.

 

Ouvir a notícia aqui:

 

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/08/29/camara-de-leiria-obrigada-a-violar-lei-para-garantir-inicio-do-ano-letivo

 

***

 

No mesmo noticiário ouvi esta:

 

O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro afirma que as Finanças (a Autoridade Tributária) têm agido muitas vezes de forma desproporcionada com os contribuintes, desrespeitando até muitas vezes a Constituição.

 

Ouvir aqui:

 

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/08/29/fiscalista-diz-que-autoridade-tributaria-age-de-forma-desproporcionada-e-inconstitucional

 

E ainda mais esta:

 

Nem aqui a lei está a ser cumprida, diz o advogado:

Vai começar em Setembro o julgamento de um sem-abrigo acusado de furto simples. O homem tentou roubar chocolates no valor de 14 euros. O processo vai custar ao Estado 1500 euros.

 

Ouvir aqui:

 

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/08/28/julgamento-de-sem-abrigo-que-tentou-roubar-chocolates-vai-custar-ao-estado-1500-euros

 

Isto tudo para dizer que um pouco por todo o lado, em Portugal, as LEIS NÃO SÃO CUMPRIDAS se houver JUSTIFICAÇÃO, ou mesmo que não haja.

 

No que respeita à DISPARATADA LEI DAS TOURADAS os autarcas e a prótoiro escudam-se nessa LEI, e aqui-d’el-rei, que esta tem de ser cumprida, chova pregos ou canivetes.

 

Afinal onde está a coerência legislativa?

 

Regressemos a Viana do Castelo.

 

Se o autarca entendeu que NÃO DEVIA LICENCIAR A TOURADA porque a cidade proclamou-se ANTI-TOURADA, tinha uma justificação para quebrar a LEI PARVA.

 

Se os autarcas de Leiria não vão cumprir a lei, para não prejudicar o bom andamento do início das aulas; se a própria Autoridade Tributária  NÃO CUMPRE A CONSTITUIÇÃO; se o advogado do homem que roubou chocolates para comer, diz que a lei não está a ser cumprida, por que carga de água, quando se trata das TOURADAS, se a lei geral (que é uma grande aberração e uma vergonha para os legisladores portugueses), não for cumprida cai o Carmo e a Trindade?

 

O que é que isto significa?

 

Significa que aqueles autarcas que SUJARAM O NOME DAS LOCALIDADES do Norte do país, ao permitirem a tortura de Touros e Cavalos nos seus domínios, estavam feitos com o lobby tauricida.

 

Aconteceu alguma coisa aos autarcas da Maia e de Chaves por terem se negado a licenciar tal aberração?

 

Não consta nada.

 

Em Viana do Castelo, já se sabe por que motivo a tourada aconteceu: o Tribunal Administrativo de Braga, ultrapassando a vontade de um povo, que vivia pacificamente com os Touros e Cavalos, deixou-se levar também pelo lobby tauricida.

 

E se uma lei é injusta, não é uma lei (Santo Agostinho).

 

Se é lei injusta não tem de ser obrigatoriamente cumprida (Mahatma Gandhi).

 

Só os cegos mentais é que não vêem o que os sábios sabem.

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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