Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

É POR EXISTIREM “PRODUTORES” COMO O PAULO E LEIS QUE NÃO PASSAM DE LETRAS MORTAS E AUTORIDADES PERMISSIVAS QUE PORTUGAL É UM PAÍS EMBRUTECIDO

Atentem nas palavras deste que se diz “pai”.

 

paulo (IP: 85.243.228.213) disse sobre EXISTE UMA LEI QUE PROÍBE CRIANÇAS MENORES DE SEIS ANOS DE FREQUENTAR TOURADAS na Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013 às 16:17:

 

 «Minha senhora, não sou um produtor, sou um pai, preocupo-me com ele e com o seu bem estar, não lhe imponho nada, desde clubes, a desporto ou actividades deixando ele escolher, não lhe admito faltas de respeito quer as pessoas quer a animais, e acredite que tenho muitos, agora também não o vou privar de ver algo que ele gosta.

 

Também não entendo essa lei, não entendo, mas também não entendo a falta de bolinhas vermelhas na maioria de programas que a nossa televisão transmite diariamente, mas fico feliz por para o ano já poder levar a meu filho a uma tourada dentro da lei, e sem bofetadas porque ele nunca foi obrigado. Mas também leis mal feitas dá em incumprimento, proibir crianças de ir a circo é acabar com o circo, mas também o circo não é cultura, tudo o que tem animais não e cultura para os protectores dos animais.»

 

 ***

INACREDITÁVEL!

Pobres crianças, que tiveram a infelicidade de nascer em abismos de ignorância!

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:22

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Comentários:
De José Dores a 27 de Dezembro de 2013 às 13:26
O Sr. Paulo diz-se um pai preocupado com o bem-estar do seu filho e ao mesmo tempo diz que a lei é mal feita. A existência de pais como este é que levou à criação de CPCJ's, porque ser pai não confere conhecimentos acerca de desenvolvimento infantil e juvenil, nem torna a pessoa numa autoridade acerca de bem-estar do seu filho. Sr. Paulo você não manda na vida do seu filho, aliás deixe-me reformular, você manda porque vive em Portugal, um pais sem talho nem maravalho, caso não vivesse você perceberia qual o papel do pai (que eu também sou), somos apenas e só os tutores de uma pessoa que não tem idade ou capacidade para decidir sobre determinados assuntos na sua vida. Estamos aqui para zelar pela existência de todas as oportunidades para o seu desenvolvimento saudável. O que é um desenvolvimento saudável não cabe ao Paulo decidir, cabe a quem entende de desenvolvimento. Como técnico de saúde posso afirmar que os 6 anos são desadequados, deveria ser aumentada a idade interdita a estes espetaculos, porque assistir a uma tourada reduz a capacidade de uma criança em gerar empatia pelo sofrimento alheio, seja ele de um animal não humano ou humano, coisas que ultrapassam o Paulo, julgando pelas suas afirmações.
Quanto ao aspeto da tradição, como alentejano orgulhoso digo-lhe que a tourada faz parte das tradições da minha terra, da minha familia, mas existem tradições culturais que pela força da evolução dos conhecimentos cientificos e das carateristicas sociais das populações são para estar num museu e em mais lado nenhum. A tourada é uma representação cultural de outros tempos, tempos em que a vida tinha um significado e um valor diferente, hoje a vida é respeitada e preservada, rituais que envolvem a morte e o sofrimento estão condenados à incompreensão da generalidade da população, uma vez que se educa para respeitar esse precioso bem que é a vida.
Paulo, enquanto o seu filho é educado a rir, bater palmas e dar vivas perante o sofrimento e a morte, as minhas filhas serão educadas a chorar e a revoltarem-se perante o mesmo... veremos quem estará enquadrado na sociedade do futuro.

Cpts e Bom Ano 2014... algum ano será o ano do fim da tourada!
De Isabel A. Ferreira a 27 de Dezembro de 2013 às 15:27
Brilhante, José Dores.

Vou aproveitar este seu texto, para apresentá-lo na minha defesa, quando iver de ir à Polícia de Investigação Criminal, responder a um processo, por ter DENUNCIADO às autoridades portuguesas precisamente esta situação que considero um crime cometido contra a integridade moral e emocional das crianças.

Veremos o que me tem a dizer quem me constituiu arguida sem ter ouvido sequer uma palavra da minha boca.
De Carlos Ricardo a 27 de Fevereiro de 2014 às 00:51
Se o "tal pai" fôr um pai a sério, matutará nas palavras de José Dores e recuará na sua falsa abertura aos desejos do filho. Porque se assim não fôr, terá que compreender que essa tal liberdade de escolha que dá ao filho (neste caso assistir ás touradas), vai fazer com que ACEITE TAMBÉM que o seu filho se META NA DROGA por "ser algo que ele gosta" !!!
De Isabel A. Ferreira a 27 de Fevereiro de 2014 às 09:14
Ora nem mais, Carlos Ricardo.
Disse tudo.
Esperemos que este Sr. Paulo entenda.

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