Terça-feira, 27 de Abril de 2010

A IGNORÂNCIA

 

 

 

Para mim, o bom é estar à sombra de uma frondosa árvore, quando faz sol

 

 

De pequenino se começa a ser grande

 

Neste capítulo, a primeira ideia que proponho para nela reflectirem é a de que a ignorância é a maior inimiga do ser humano, porque gera medos, enganos, incompetências, violência, males sociais infinitos...

 

Penso que a ignorância será mesmo um dos maiores cancros da sociedade. É a mãe da falta de respeito, por isso, é importante que se combata este mal, e que se dê a devida importância ao Ensino e à Educação.

 

E é de pequenino que se começa a ser grande. Nenhum ser humano nasce ensinado. O cavalinho, sim. Mal deixa o ventre da mãe, intui que as pernas foram feitas para andar, e anda, sem precisar de ajuda. À criança tem de se lhe ensinar a dar os primeiros passos, e depois dizer-lhe que aqueles membros, com os quais se desloca de um lado para o outro, se chamam pernas e servem para isso mesmo: para andar.

 

Por isso é importante aprender. E como aprendemos?

 

Umas coisas são-nos ensinadas pela família, pelos professores, pelos amigos, pelas nossas próprias experiências: se pusermos as mãos no fogo, para saber o que acontece, queimamo-nos. E a dor é insuportável. Então, através dessa dor aprendemos que não devemos pôr as mãos no fogo.

 

Outras coisas, devemos aprender por iniciativa própria. A escola não nos ensina tudo. Morremos sem aprender tudo, porque o tudo é infinito, e ninguém assimila o infinito, pois nem imaginamos o que isso é.

 

É aconselhável , todavia, aprendermos tudo quanto pudermos, para vivermos sabendo das coisas, o que somos, quem somos, o que queremos, o que não queremos, para onde vamos, o que é bom e o que é mau para nós e para os outros, mas principalmente para que saibamos ser humanos e viver em sociedade. Harmoniosamente.

 

Todos estes saberes variam de pessoa para pessoa. Para mim, o bom é estar à sombra de uma frondosa árvore, quando faz sol. Para outros, é ir tostar a pele estirados na areia, debaixo de um sol escaldante.

 

O importante é que na desigualdade de cada um, o nosso saber sirva para servir o outro. Inteligentemente.

A propósito, sabem porque não devemos espetar um prego na cabeça de um cãozinho, feito de carne e osso e sangue como nós e que tal como nós, também sente a dor, chorando até às lágrimas?

 

As respostas podem ser múltiplas. Tantas quantas as pessoas que há no mundo. Tantas quanto o ser, o e o querer de cada uma.

 

Se, contudo, me fazem a pergunta a mim, respondo simplesmente: «Porque não espetaria nunca um prego na minha própria cabeça».

 

 

in «Manual de Civilidade» de Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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