Comentários:
De Vitor a 14 de Julho de 2013 às 04:30
Sra Isabel A. Ferreira, admiro a maneira como defende o que é falado aqui e fico contente por saber que não sou o único a achar uma palhaçada o que fazem aos bovinos.

Cumps
De Isabel A. Ferreira a 14 de Julho de 2013 às 11:16
Fico triste, mas fico mesmo muito triste, por ter de dizer o que digo, por ter de vir defender os Touros e Cavalos, que caem nas mãos de quem nada sabe sobre a VIDA, deste modo nu e cru.

Não gosto do mundo assim.
Seria bom que os governantes compreendessem que estão no caminho errado.

Os aficionados, infelizmente, nada mais conseguirão aprender. Têm o cérebro cristalizado.

Mas brevemente, tudo irá mudar.
De Fábiol Silva a 15 de Julho de 2013 às 11:53
Senhora Isabel Ferreira, não lhe vou falar como aficcionado, porque não o sou. Também não começarei o meu texto empregando frases como <
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Senhora Isabel Ferreira, não lhe vou falar como aficcionado, porque não o sou. Também não começarei o meu texto empregando frases como <<sou um avõ de (...), um pater familias>>, tentando elevar-me a um estatuto de senioridade merecedora de respeito e consideração porque, na verdade, não o sou. Não utilizarei, como recurso, frases inteiras em letras maiúsculas como uma tentativa de impregnar as minhas palavras com um significado mais profundo, impactante. Falo-lhe, sim, como um residente, nascido e criado, de Vila Franca de Xira. Confesso-lhe, igualmente, que discutir consigo sobre tauromaquia seria tão infrutífero quanto debatermos sobre o casamento homossexual, aborto, eutanásia ou, até mesmo, Deus (não me atrevo a relegar-lhe um papel inferior em termos de importãncia social comparativamente a estas temáticas que referi, pela possibilidade de ser votado ao anátema por um dos muitos e ávidos defensores dos direitos dos animais). Não utilizarei frases como "DEFENDER A VIDA E O BEM-ESTAR DE UM ANIMAL COMO EU", como se estivesse a propagar um preceito dogmático quando, na verdade, foi um pensamento completamente antagónico que elevou e permitiu o prosperar do ser humano. Foi, precisamente, o "Homem acima da Natureza", o primeiro passo para domesticarmos os animais e "controlarmos" a terra, criando um meio eficiente de produção de recursos- a agricultura. Com isto, foi possível a tribos nómadas de caçadores-recolectores criarem assentamentos que, por sua vez, deram origem a grandes cidades que germinaram em poderosos impérios. Como vê, sem esta mudança de pensamento, sem esta evolução, emancipação, não estaríamos na Idade Média, período esse que acusa 99,9% dos vilafranquenses de se encontrarem, como se do limbo se tratasse, retardando a evolução. Estaríamos, isso sim Sr.ª Isabel Ferreira, na Idade da Pedra.
A nossa pátria sofreu mudanças de dimensões incomensuráveis: da monarquia, autocracia, do totalitarismo à sociedade democrática que, apesar dos paradigmas e defeitos intrínsecos, longe da panacéia ou Santo Graal civilizacional, constitui-se, indubitavelmente, como o regime adequado para o Homem e Mundo contemporâneo. O livre-arbítrio e a liberdade de expressão são dois dos direitos fundamentais da democracia, os chamados "direitos inatos". Este último permite-lhe escrever, com total imponência e imunidade à censura. O primeiro foi o que guiou, infelizmente, o muito estimado Fernando Rocha à "zona de perigo"(embora me seja impossível deliberar se o fez, ou não, de plena consciência dos riscos). Foi um enorme infortúnio, que lamento profundamente. Contudo, para cada acção, uma reacção. Para cada acto, uma consequência.
Para terminar, não me deixarei levar pelas emoções como os meus conterrãneos que impugnaram as suas palavras através de insultos (o que me oponho veementemente mas, no fundo, percebo, visto que nos pintou como um misto entre apologistas do sofrimento e violência gratuíta e seguidores dos rituais pagãos de adoração a Dionísio, ou Baco, da civilização grega e romana, respectivamente). Deixá-la-ei, não com um aviso mas, sim, com um conselho. Se decidir, novamente, classificar toda uma cidade e habitantes, utilizando os seus critérios, generalizando, extrapolando, exacerbando a realidade... peço-lhe que se recorde, cara amiga, que nem sempre tudo é o que parece, que a vida não é vivida a preto e branco e que, desculpe-me a ironia, o mundo nem sempre foi redondo.

Com os melhores cumprimentos, Fábio Miguel Silva

Vila Franca de Xira
De Isabel A. Ferreira a 15 de Julho de 2013 às 16:34
A primeira coisa que me ocorre dizer é que esta sua prosa, apesar da tentativa de mostrar “saber” peca por fugir ao tema principal.

Depois é um erro crasso dos ditos “homens”, dizer, nos tempos que correm, que «o homem está acima da Natureza». Já não se pensa assim.

Esse foi sempre o GRANDE ERRO dos ditos humanos.
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Nenhum homem está acima da Natureza. Nenhum homem controla as águas, os ventos, o fogo, os vulcões, as tempestades, os furacões… Diante das forças da Natureza o homem é tão insignificante quanto uma formiga.

Depois, esse homem não tem, de todo, o direito de dominar nem os outros homens nem os outros seres vivos, muito menos TORTURÁ-LOS para seu bel-prazer.

Como em Vila Franca de Xira se tortura seres vivos, por prazer, é evidente que o seu povo se encontra num estado evolutivo muito primitivo. E quando digo o seu povo, obviamente que não é TODO o povo. Existem excepções.

Quando se diz que os portugueses saem à rua, para chamar gatunos e corruptos aos governantes, temos aqui duas situações: primeiro não são TODOS os portugueses que saem às ruas (muitos não vão); segundo, nem TODOS os governantes são corruptos ou gatunos, e na impossibilidade de se individualizar, colectiviza-se. Sempre foi assim, e quem não compreende isto, não adianta fazer grandes retóricas.

Para terminar se me fala em democracia e em direitos e liberdades… meu senhor, saiba que em democracia, NÃO SE TORTURAM ANIMAIS EM HIPÓTESE ALGUMA.

E os Direitos e liberdades de uns, acabam quando começam os direitos e as liberdades dos outros (por exemplo, dos animais não humanos).

Vila Franca de Xira não vive em democracia, nem respeita os direitos e as liberdades de TODOS os seres que vivem no município. E é sim, a capital da vilanagem (um termo que tem vários sentidos), e o pior de tudo, é que não vejo da parte de nenhum vila-franquense VONTADE de transformar a cidade, numa cidade CIVILIZADA, essencialmente por parte de quem tem os destinos do município nas mãos.

A retórica é muito bonita, quando falamos de filosofia, de ideias, de ideais, de opiniões.

Mas quando se trata de TORTURA… todos esses “castelos” construídos com palavras deslocadas da realidade, não fazem qualquer sentido.

Os meus melhores cumprimentos.

Isabel A. Ferreira
De Fábio Miguel Silva a 16 de Julho de 2013 às 12:07
Se as minhas palavras transpareceram uma tentativa de transmitir "saber", uma "prosa" como assim classificou, não era, de todo, a intenção ou objectivo pretendido. Contudo, a razão porque o meu texto "peca por fugir ao tema principal" resume-se apenas a uma diferença acentuada em termos de panoramas, prismas. Essencialmente, devido à divergência incontornável de opiniões. Gostava, ainda, de acrescentar que interpretou, erroneamente, o meu texto em determinados aspectos em que me sinto na obrigação de explicitar. Em nenhuma parte do meu texto encontra que o Homem é o senhor da Natureza. Seria uma afirmação falaciosa da minha parte. Aliás, seria totalmente incompreensível. Como disse: "Nenhum homem controla as águas, os ventos, o fogo, os vulcões, as tempestades, os furacões", é certo. O "Homem", no entanto, construiu casas para se proteger das tempestades. Edificou diques e baragens para "controlar" a força das águas, evitando cheias ou abastecendo zonas agrícolas, residenciais. Aprendeu a utilizar esta última e os ventos para produzir energia. Desenvolveu uma panóplia de instrumentos e ferramentas com o intuito de prevenção no que diz respeito a vulcões e furacões. Uma capacidade extraordinária em termos profiláticos que se explica, simplesmente, como instinto de sobrevivência. Sobrevivência da geração presente e da sua posteridade. Como vê, partindo de uma premissa errada obtém-se, inevitável e irremediavelmente, uma conclusão errada. O que encontra no meu texto, contudo, é um passo fulcral em termos evolutivos- a distinção entre a nossa espécie e as restantes. Estas últimas que não podem ser, utilizando as regras da lógica, dedução e, fundamentalmente, do bom senso, equiparadas ou colocadas num patamar ou condição equivalente à nossa. Não compreendo, pois, o seu argumento democrático; "os Direitos e liberdades de uns, acabam quando começam os direitos e as liberdades dos outros (por exemplo, dos animais não humanos)". Está, seriamente, a dizer-me que estes "outros" possuem direitos da mesma ordem de grandeza que os meus? que os seus?
Onde o seu texto peca, cara senhora, é exactamente neste aspecto. A atribuição de direitos humanos a "animais não humanos". É preciso manter a coerência.
Penso que deveria optar por outros caminhos para censurar tais práticas porque, acredite, tais argumentos de direitos, inexoravelmente ligados à
sensibilidade e compaixão "humana", são facilmente decompostos. Aqui lhe envio um meio muito mais viável e dificilmente refutável
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/touros-sem-subsidios-milhares-euros-vindos-da-europa

Ps: Quando afirma que o,1% dos vilafranquenses são cultos, relegando os restantes 99,9% à barbaridade... parece-me um pouco mais do que uma mera colectivização, não concorda?

Com os melhores cumprimentos, Fábio Miguel Silva
De Isabel A. Ferreira a 16 de Julho de 2013 às 16:03
Fábio Miguel Silva,

Vou começar por lhe pedir um favor. Não é que não goste de ler a sua prosa, mas como deve calcular, não tenho tempo para ler todos os comentários que me chegam.

Os que começam com uma frase ajeitada (como é o seu caso) ainda lhes dou atenção.

Mas quando começam com palavras amontoadas, nem os leio.

E então se têm dois metros, ainda menos.

Por isso o meu pedido vai para que seja sucinto nos seus comentários, para que eu possa dar conta de todos os meus recados.

Posto isto, vou copiar a frase que me enviou e que despoletou o «quid pro quo” que nos distanciou: «Foi, precisamente, o "Homem acima da Natureza", o primeiro passo para domesticarmos os animais e "controlarmos" a terra, criando um meio eficiente de produção de recursos…» etc., etc., etc.

Veja bem o «Homem acima da Natureza»… Nunca.

O que diz sobre as “proezas” do homem, podia eu ripostar-lhe com as proezas dos animais não humanos, que são tão habilidosos ou mais (porque nenhum deles têm mãos livres) e fazem coisas absolutamente notáveis, que homem nenhum é capaz de reprodizir.

Além disso, o que os animais não humanos constroem para a sua sobrevivência, não destroem com mísseis, e bombas e outras coisas letais.

Mas isto daria para um Blog inteiro.

Quanto aos direitos e liberdades, meu caro, em tempos que já lá vão, nem as mulheres, nem os escravos, nem os negros, nem as crianças tinham direitos. Não eram gente. Nem sequer tinham alma.

Mas as mentalidades mudaram. E os homens do Iluminismo deixaram-nos a Luz para construirmos um mundo mais adequado à essência humana.

Só que… essa evolução ainda não aconteceu. Ou poucos são os que atingiram essa Luz e progrediram, em relação aos milhares que não evoluíram.

E claro, não atribuo aos animais não humanos, direitos humanos. Atribuo-lhes os direitos deles, à vida deles, conforme a natureza deles. Isso, penso, é mais do que óbvio. Ou não será?

Quanto ao link que me enviou está desactualizado.
Há novidades mais fresquinhas a esse respeito. E se quiser dar-se ao trabalho de dar uma voltinha pelo meu Blog, verá muitas mais novidades que lhe darão uma outra visão sobre o que aqui faço.

PS: Quanto a esta questão dos 0,1%, não é o que parece. Se 99,9% dos vila-franquenses fossem cultos, há muito que Vila Franca de Xira teria saído do rol dos municípios onde se apoia e pratica a crueldade.

Com os meus cumprimentos,
Isabel A. Ferreira
De Tiago Santos a 17 de Julho de 2013 às 06:03
Li atentamente os comentários desta publicação, e consequentemente, vou ser o mais breve possível já que a Sra. Isabel tem mais que fazer do que ler comentários de pessoas que sabem ter uma conversa com "pés e cabeça".

Claramente que esta situação se trata de uma divergência de ideias relativamente à ética animal.
Como antiga estudante de filosofia deverá saber (mesmo parecendo que não) o significado de "relativismo cultural".

Segundo os Relativistas Culturais a moral é diferente em cada sociedade, e portanto não é mais que um termo de conviniência para designar os hábitos socialmente correctos. Os hábitos que a moral aceita são os bons hábitos e entre várias sociedades não se pode dizer que um hábito seja melhor que outro. Por isso é que se fala em relatividade cultural, porque sociedades diferentes têm hábitos diferentes, logo há uma moral diferente para cada sociedade.

Talvez se fosse uma habitante de Vila Franca de Xira e tivesse crescido neste ambiente, não teria a opinião que tem.

Exemplo: As tribos esquimós abandonam os filhos à nascença. Nós, enquanto europeus, achamos tal acto uma barbaridade. No final, quem está moralmente correcto? Quem define o que está moralmente correcto ou errado?

Para além de apoiante do relativismo cultural e do subjectivismo moral, concordo com algumas teorias antropocêntricas, antagonista do teocentrismo (este sim) da idade média.

Acho que o ser humano teve a sorte de ter a virtude que mais nenhum ser tem, a capacidade de pensar.
Com esta virtude, somos nada mais nada menos que o MAIOR predador à face da terra. Com isto, os outros seres não têm outra hipótese senão sucumbirem ao nosso ENORME poder. É a verdade nua e crua.

Não vale a pena discutir porque a opinião da Sra. Isabel será sempre a mesma opinião, a opinião do Sr. Fábio não irá mudar e a minha opinião assim permanecerá.

Despeço-me dizendo que o Sr. Fábio apresentou argumentos muito mais convincentes e menos falaciosos do ponto de vista filosófico, ao contrário da Sra. Isabel que insiste em invocar falácias Ad hominem sem qualquer sentido lógico.

Cumprimentos,

Tiago Santos
De Isabel A. Ferreira a 17 de Julho de 2013 às 09:34
Tiago Santos, o seu cinismo, não me atinge.

E para não estar aqui a filosofar, porque não estamos a falar de filosofias, o que vocês nunca entenderão é que a TORTURA, seja praticada em seres não humanos ou em seres humanos, é um acto absolutamente reprovável à luz da Ética, da Razão, da Evolução, da Lucidez, do Humanismo, enfim, é INCONDICIONALMENTE CONDENÁVEL. Ponto final.

Nada, mas absolutamente nada, justifica a TORTURA. É disso que estou a falar.

Os municípios que apoiam tal ignomínia nunca serão considerados civilizados enquanto mantiverem este costume bárbaro.

Esse tempo já passou.

É difícil de entender isto?

E isto não tem nada a ver com o que penso, ou com o que gosto ou não gosto.

Isto tem a ver com ESSÊNCIA HUMANA, que é o que falta a 99,9% dos vila-franquenses e da população de outros municípios que preferem passar fome, do que abdicar do PRAZER DA TORTURA.

O que vocês não entendem é que não sou eu que detenho a verdade. São vocês que estão completamente ERRADOS.

É nunca ninguém vos tinha confrontado com a REALIDADE da TORTURA.

Agora já sabem. Mas ainda assim insistem em NÃO QUERER VER.

A isso chama-se CEGUEIRA MENTAL.
De andre oliveira a 27 de Julho de 2013 às 07:43
Sr.Isabel,
Estive a ver os seus comentários anteriores, e não vou mais longe do que isto, grande parte dos touros que são criados, já para não dizer todos eles, já são criados com este intuito...para touradas, largadas, etc... O que quer apostar aqui comigo, que sem tauromaquia, os touros seriam uma especie, que num \"abrir e fechar de olhos\" se extinguia?
De Isabel A. Ferreira a 29 de Julho de 2013 às 12:33
Mas que grande novidade, André Oliveira!

Quer apostar comigo?

Pois então apostemos.
Eu aposto tudo o que tenho, como o André Oliveira se extingue mais depressa do que os BOVINOS.

As touradas vão acabar, e os BOVINOS continuarão por milhares de anos mais, se entretanto o HOMEM PREDADOR não der cabo do Planeta Terra.

Esses touros, de que fala, são BOVINOS NÃO CASTRADOS. BOVINOS. BOIS.

São massacrados desde que nascem até morrerem, para serem “touros de lide”. E é tudo.

O TOURO DE LIDE não existe na Natureza, por isso NÃO SE EXTINGUIRÁ, quando as touradas forem ABOLIDAS.

Não sabia, pois não? Mas agora já sabe. Portanto, não volte a repetir essa parvoíce.

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