Segunda-feira, 1 de Julho de 2013

«PENSEM NO QUE É UNICAMENTE PORTUGUÊS: FADO, VINHO E O FORCADO»

Esta frase diz tudo. Resume a mentalidade dos que vivem ao redor do mundo patológico da tauromaquia.

 

O fado, o vinho e o forcado.

 

Nada mais em Portugal é português.

 

 

Eis uma demonstração da covardia de uma parcela da população portuguesa, que de modo algum representa os Portugueses, Portugal, e muito menos é um Símbolo Nacional. Estávamos de rastos, se tal fosse verdade.

 

A propósito do texto «Forcados, um Símbolo da Vergonha Nacional» a Prótouro (autora do texto) e eu (que comentei o texto) recebemos para cima de um milhar de comentários de aficionados e forcados, e namoradas e mulheres de forcados, e outros a fingir que não eram, mas são, a defender o indefensável, com uma parouvela própria de quem não tem a mínima instrução ou educação, transpondo para quem denuncia a aberração que é a tauromaquia, tudo o que eles na realidade são.

 

Mas entre todos os comentários (99,9% dos quais impublicáveis) apareceu-me este do Francisco Oliveira, que resume na perfeição tudo o que os outros disseram, cheios de prosápia e impropérios.

 

Este, pelo menos, foi genuíno. Fenomenal. Por isso merece destaque.

 

Francisco Oliveira, deixou um comentário ao post «FORCADOS, UM SÍMBOLO DE VERGONHA NACIONAL» às 06:19, 2013-06-27.

Comentário

 

«Opiniões como a sua é que revela o verdadeiro nacionalismo de algumas pessoas...E é dessa forma que me mostra o porque da situação económica do nosso país. quando existem pessoas como você que não acreditam, investem ou se preocupam com o que é "nosso" no que é português. Pare de afirmar coisas cujas quais não tem dignidade para falar, pense realmente no que é UNICAMENTE português: FADO, VINHO e o FORCADO»

 

***

 

Poderia ficar por aqui, porque quando lemos um comentário destes, não é preciso dizer mais nada.

 

Porém, vou acrescentar mais uns detalhes, para memória futura, sobre a verdadeira FACE do mundo dos forcados.

 

Para terem a noção do que é esse mundo alucinante dos tauricidas, um forcado, do alto do seu "simbolismo nacional" disse que a tauromaquia é «uma tradição de nível mundial».

 

E a estúpida sou eu.

 

Nesses comentários (impossível de publicar) recebi ameaças de todo o género (de morte, de pancadaria, de queixas à Polícia e à Segurança Social), pragas, e votos de me verem morta inclusive ao meu filho.

 
Além das ameaças, tive “mimos” com todos os palavrões mais ordinários que existem no jargão dos marginais, e que deixei um para amostra, abrindo uma excepção no blog.

 

Com tudo isto, penso que ficou mais do que provado o que toda a gente já sabe: o mundo tauromáquico é feito de gente de baixo nível moral, cultural, educacional e intelectual.

 

E pior do que isso: vão todos à missa.

 

***

 

Para finalizar deixo aqui um recado a todos os que continuam a enviar comentários ordinários e a dizer sempre a mesma lengalenga: podem continuar a enviá-los, porque são livres para tal.

 

Mas não os publicarei, por motivos óbvios.

 

Se não entenderam o teor desta publicação, o problema é vosso.

 

A vossa intenção de desmoralizar-me surtiu o efeito contrário: só me motivou ainda mais para continuar a dar voz aos Touros e Cavalos, para que se livrem, o mais depressa possível, de gente tão cruel, tão bronca e tão  ignorante.

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:07

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Comentários:
De Luis Soares a 2 de Julho de 2013 às 16:39
Bom dia! Estou de acordo com este senhor. O nosso vinho, o fado, e a tourada, (em que claro, o forcado está inserido, e é um dos mais apreciados numa arena), definem sem dúvida alguma o nosso país. Isso e a palavra \"saudade\". Tudo isto é um misto de magia, arte e emoção que está inserido na nossa gente. Quererem negar isso, como a Isabel tanto quer, é querer tirar a identidade deste país. Com isto, e conhecendo os posts e capacidade (ou falta dela), de argumentar acredito que irá fazer uma qualquer analogia ao bebedo e à violência... Blá blá blá. Olhe para a imagem do \"zé povinho\". Somos um país em crise, na banca rota. Mas somos ricos em tradição e cultura. E não podemos perder isso. Pois então não teremos nada. O que vale é que nenhum de nós, e os políticos (no meio de tantas asneiras, fazem uma coisa acertada), não vos damos ouvidos. Embora às vezes fique perplexo com alguns dos vossos argumentos. Parece me que esta vossa \"luta\" é uma coisa de moda.
Com os melhores cumprimentos,
De Isabel A. Ferreira a 2 de Julho de 2013 às 18:15
Sabe Luís Soares, o seu comentário fala da pobreza de espírito , da mentalidadezinha do povinho português que não evoluiu.

Mas se não conhecem mais nada, nunca saíram da terra, nunca viajaram, viram a civilização, foram à ópera, a um concerto ouvir Mozart, ver o Lago dos Cisnes ao Bolshoi, como não achar a tourada a coisa mais linda do mundo?

O pior é que os TOUROS não são objectos. São seres vivos, animais tal como o Luís Soares.

Vá comprando lenços, terá muito que chorar, brevemente.

De antonio a 3 de Julho de 2013 às 10:11
boa tarde.
isabel. vc é uma pessoa genial. gosto de vir ver o seu blog pela liberdade de opiniões que se pratica. ja lhe deixei 2 ou 3 comentarios e nenhum deles foi sequer publicado. não entendi porque. nao disse nem um palavrão, mas adiante.
os anti touradas sao conhecidos por afirmarem a liberdade de expressão e a liberdade de opinião... maaaas CAAALMA... É A OPINIÃO DELES... a dos outros não serve. seja a tauromaquia obsoleta ou la o que lhe quiserem chamar, é (la vai a velha lengalenga) importante para o nosso país. socialmente, economicamente, e historicamente. outro dia li algures ou no facebook ou num site destes que a tauromaquia ja foi abolida 4 vezes em portugal,! ok, e?? se não fizesse falta nao tinha sido restabelecida esta tradição.
a tauromaquia é arte, é tradição, é fonte de receitas, é emprego de milhares, é sustentabilidade de uma raça autocne, é importante.
compreendo que nao goste, eu tb nao gosto de praia por exemplo, por isso nao vou... e no entanto as praias estão cheias, pessoas a poluir o mar e os areais, em risco de apanhar um cancro de pele, é ridiculo não é...

é com eu a vejo a si. mas nao fiz um blogue, tenho mais que fazer.

na realidade a sua fixação e falta de nivel é excesso de tempo livre. arranje ocupação. um namorado um part time, um jogo qq, vai ver que ate vai ser uma pessoa menos amargurada e revoltada, nao vai querer tirar a liberdade aos outros so porque a opiniao deles não vai de encontro com a sua.
De Isabel A. Ferreira a 3 de Julho de 2013 às 10:39
António, vou dizer-lhe por que nem todos os comentários que são "educados" não são publicados: simplesdmente porque são ESTÚPIDOS.

E CHEGA DE ESTUPIDEZ.

Parece que se juntaram dois ou três aficionados ou forcados, para fazerem comentários IGUAIS, às centenas, com nomes diferentes e anónimos.

Que falta de imaginação!

CHEGA!
Mudem o disco. Este já está riscadíssimo.

E não pensem que mudam alguma coisa por encherem a minha caixa de correio electrónico com os vossos disparates.
De Ricardo a 3 de Julho de 2013 às 23:55
Forcados? Símbolo nacional? Então por essa ordem de ideias também devíamos incluir o pastel de nata, as tripas à moda do Porto e os pauliteiros de Miranda.
Meus senhores, na lista de actividades ou produtos que distinguem o nosso país dos restantes, a tauromaquia (e forcados incluídos como é óbvio) nem sequer se encontram. E porquê? Porque são actividades que, além de minoritárias, denigrem o país e passam uma imagem de eterna labreguice à qual a grande maioria dos portugueses não se identifica.
O fado é único. O vinho nem por isso (ao contrário do fado, muitos países possuem excelentes vinhos) mas é dos melhores do mundo. Eu não gosto de fado mas compreendo quem goste. Mas gosto que este seja usado como cartão de apresentação de Portugal. Mostra que nós somos um país de gente com sentimento, criatividade e personalidade marcante. Já o vinho mostra que além de um clima propício, possuímos a destreza e a habilidade para criar um produto de alta qualidade. E as touradas? O que é que uma actividade altamente contestada pela maioria da população mostra? Isso mesmo! Que vivemos num país corrupto, em que a vontade da maioria é repetidamente ignorada para beneficiar uma minoria corrupta. Mostra ainda que não temos qualquer respeito pela natureza e retiramos prazer do sofrimento alheio. E quanto aos forcados? Queremos mesmo vangloriar um bando de terroristas que primam pela falta de educação, respeito e coragem? Ninguém com um Q.I acima de 20 pode concordar com esta descrição do povo português. Mais do que injuriosa e prejudicial, é FALSA! Aplica-se apenas a uma minoria não representativa e destinada à extinção.
O português que anda lá fora, ao qual esta descrição é invariavelmente aplicada, é um português educado, respeitador e normalmente inteligente.
Estes são os portugueses que interagem directamente com outras culturas e pessoas, e consequentemente serão prejudicados por uma associação implícita a uma actividade que abnegam. Deve haver aficionados no estrangeiro mas duvido seriamente que tentem sequer aprender outra língua, quanto mais criar amizades (o português já eles esquartejam cada vez que tentam escrever, quanto mais o inglês ou outra língua).
O grande problema é que os aficionados raramente visitam outros países. E quando o fazem nunca se tentam sequer integrar nessas sociedades (seria cómico, no mínimo). Se o fizessem, rapidamente se dariam conta da má imagem que Portugal têm lá fora à conta da tauromaquia. Rapidamente se veriam cercados de todos os lados por pessoas a tentar compreender como é que eles se podem comportar assim (um pouco como já acontece em Portugal). Se calhar pensam que os estrangeiros que todos os anos são enganados a entrar na praça de touros de Albufeira e Campo Pequeno vão publicitar esta "arte" nos países de origem? Os aficionados são muito nacionalistas mas não pensam duas vezes antes de fechar as portas ao investimento estrangeiro. São tão desprovidos de inteligência que devem achar que conseguem abater a dívida pública com meia dúzia de touradas de "beneficência".
De Isabel A. Ferreira a 4 de Julho de 2013 às 09:25
Obrigada, Ricardo, pelo seu comentário politicamente correcto.

Eu já não consigo.
Estou farta da estupidez desta gente. FARTA.
E não me ocorre mais nada senão chamar os bois pelo nome.

Pode ser que aquilo que o Ricardo diz aqui, e que eu já disse milhares de vezes, deste modo correcto, seja OUVIDO pelos que ainda não acordaram para a realidade.

Eles estão obececados, e só têm um objectivo: derrubar-me.

Desconhecem que sou um ZÉ SEMPRE EM PÉ.

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