Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

ESCUTA ESSA VOZ QUE VEM DE DENTRO...

 

A Internet, sendo bem utilizada, é um caminho para o conhecimento. Através dela, podemos viajar até onde nunca sonhámos ir. Comunicamos com o mundo inteiro, num “clicar” de teclas. Conhecemos pessoas, recebemos mensagens, enfim, esta é a parte boa da Internet. Da má não falarei. Não vale a pena, até porque cada um fará o que bem entender do seu tempo. Isto para dizer que recebi de um amigo longínquo, o texto que passo a transcrever, de autor desconhecido, e que nos faz reflectir. Gostaria de partilhar com os leitores do Arco de Almedina essa reflexão.
 
 
ESCUTA ESSA VOZ QUE VEM DE DENTRO...  
 
A felicidade não vem dos outros. Vem de ti. Só tu tens o dom de transformar a tua vida. Se esperas que as outras pessoas mudem, ou façam algo, ou laborem para a tua felicidade, vais esperar eternamente, porque a felicidade é obra somente tua.
 
Tudo o que é valioso vem de dentro. A pérola está dentro da concha. O ouro está guardado dentro da terra ou dentro da água. O valor do livro está dentro das páginas. O tesouro está protegido dentro do cofre. Por que o reino do céu está fora? Fora de nós? O reino do céu está dentro de nós.
 
Buscas ser feliz externamente. Queres aquela carreira profissional. Queres aquele homem ou aquela mulher. Desejas possuir um belo físico. Almejas o carro do ano, o mais moderno do que o dos teus amigos. Queres a roupa mais vistosa e, se possível, com marca famosa. Fazes de tudo para seres o mais popular entre os amigos... Buscas a felicidade fora de ti. Por isso és tão infeliz. Ninguém pode fazer o outro feliz. Só ele mesmo.
 
Não faças promessas impossíveis, do género: far-te-ei muito feliz! É muita responsabilidade. Podemos partilhar felicidade com outra pessoa e não laborar dentro dela, porque isso é obra individual. Nem Deus interfere com o interior do homem. Cada criatura é um universo único.
 
Não queiras ser igual ao outro. Não queiras copiar o outro: o que ele veste, o que ele faz ou o que ele fala. Sê tu mesmo. Não copies.
 
Não te prendas com as opiniões dos outros. Se tu achas que é assim diz: «eu acho assim». Não te preocupes com as opiniões que vêm de fora, preocupa-te com a tua própria opinião – aquela que está dentro de ti.
 
Claro que se fizeres algo errado ou que ofenda ou fira o outro, procura corrigir-te. Há leis que temos de respeitar, leis humanas e naturais. Sê sincero, se não queres ou não gostas de algo, diz: «não gosto». E se ouvires algo de que não gostas, não te sintas infeliz. Não ligues. Não ligar é não te deixares ofender, magoar. Não foi o outro que te magoou, foste tu que te deixaste magoar ou ofender.
 
Tu é que escolhes o que vais sentir e não a outra pessoa. Os outros não interferem com os teus sentimentos. Apenas tu. Eles estão fora, tu estás dentro. Não te envergonhes daquilo que sentes. Sentir é humano. Só as pedras não sentem raiva, orgulho, vaidade, amor, alegria... Procura conhecer o grau dos teus sentimentos e, desse modo, sê senhor deles, e não escravo. Não reprimas os sentimentos que te envergonham. Educa-os. Reprimir um sentimento é reprimir todos. A repressão adoece a alma.
 
Assume os teus erros e perdoa-te a ti próprio. O erro leva-nos ao acerto e o acerto leva-nos à ascensão.
 
Outra coisa importante é sobre o apego. Não te apegues às coisas, às pessoas ou a situações. Um dia as coisas serão transferidas para outros “donos”, as pessoas partirão e as situações modificar-se-ão. Nada está parado no Universo. Os que param, detém-se. Mudança é progresso. As pessoas nascem solitárias, morrem solitárias e solitárias viajam pela eternidade. Não fiques na dependência do outro, deixa o outro livre para crescer também. Cada viajante carrega a sua própria mala, e esta mala chama-se experiência. E a experiência é individual.
 
Não fiques preso às coisas exteriores. Ouve a voz que te chama, e ela está no teu universo interno. Essa voz convoca-te para entrares dentro de ti e pergunta-te: quem és? Tens de saber a resposta.
 
Alia-te a ti antes de te aliares às outras pessoas. A solidão que reina em toda a Humanidade, nos dias actuais veio, justamente, para facilitar esse conhecimento. Quando estás em harmonia com os teus amores, amigos e família, não tens tempo para entrar no teu universo interior. O tempo urge e a urgência do teu auto-conhecimento é para fazer-te nascer. E o nascimento faz-se de dentro para fora. Conhece-te a ti mesmo.
 
Quem és, de onde vens, para onde vais?
São essas as questões fundamentais.
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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