Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

A TRAGÉDIA DO HAITI

 

(Origem da foto: Internet)

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2010

 
 
 
A HUMANIDADE NÃO PODE FICAR INDIFERENTE
 
Não posso deixar de aqui expressar toda a minha mágoa pelo que está a passar-se no Haiti, e dirigir a todos os sobreviventes uma palavra de solidariedade, pelo horror que estão a viver.
Não mereciam isto.
Um povo já de si tão pobre, tão desprotegido, tão frágil, tão sem governo, não merecia mais esta provação.
Mas o que é o homem diante da poderosa Natureza?
É nada. Absolutamente nada.
Onde estão os governantes haitianos num momento destes? Se estão mortos, não há nada a dizer senão paz à sua alma. Mas se estão vivos, o que estão a fazer para apoiar o seu povo? Vergonha das vergonhas.
A Humanidade não pode ficar indiferente a esta tragédia, que se adivinha ainda mais trágica dentro de dias.
As descrições que nos chegam sobre o que lá está a passar-se parecem tiradas de um filme de terror, bem como as imagens.
Homens que governam o mundo: ponham os olhos nestas imagens e reflictam. Não podem deixar um povo chegar ao fundo do abismo, desta maneira.
Vêm-se pessoas a deambular pela cidade, rodeadas de mortos, como se passeassem num jardim. O que fazer? Devem sentir-se perdidos no vazio. O que esperar?
Os mortos estão mortos. Os feridos, sem uma ajuda imediata, aumentarão o número dos mortos. Os que se encontram, ainda vivos, debaixo dos escombros acabarão por morrer de dor, numa solidão indescritível, lentamente. Os vivos, sem água e alimentos morrerão também.
É horrível toda esta conjectura.
O mundo deve unir-se para ajudar os haitianos.
É preciso que não haja dúvidas: os que conseguiram sobreviver aguardam ajuda, aquela ajuda que muitas vezes fica pelo caminho, transviada por mãos criminosas.
Espero que esta tragédia não tenha acontecido em vão: é preciso urgentemente que os povos mais ricos ajudem os povos mais pobres, para que numa situação destas a fatalidade não tenha a dimensão da do Haiti.
Esta é na verdade a tragédia maior.
publicado por Isabel A. Ferreira às 18:39

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Comentários:
De elmanofilo a 16 de Janeiro de 2010 às 08:57
É de facto uma calamidade tão grande que às vezes me interrogo, como faria Madre Teresa de Calcutá: «Porquê, meu Deus, esta pobre gente, este pobre país, esta humilde comunidade»
Será «fúria divina?», se não é, então Deus poderia ter minorado este desastre e não o fez. Pecou por omissão! Tribunal com Ele! Já!!!
De Isabel A. Ferreira a 16 de Janeiro de 2010 às 15:14
Caro elmanofilo, obrigada pelo seu comentário.
Há alguns anos eu também me interrogava: onde está Deus num momento destes? E ficava indignada. Porém, por defeito (ou virtude) sempre procurei avidamente respostas lógicas para as minhas questões mais prementes. Foram longos anos até encontrar um meio de entender estas coisas que escapam aos nossos sentidos. E cheguei a uma conclusão: Deus não tem nada a ver com as coisas terrenas, nem Deus nem os santos. Se existe um inferno, esse inferno é aqui na Terra. Quem tem de pagar faltas graves das vidas passadas (acredito na reencarnação, porque não vejo outra forma de chegar à lógica da vida) paga-as aqui, no inferno das catástrofes naturais, nas doenças, nas aflições, nas fomes, nas sedes, no vazio da vida. A Terra é um ser vivo, dinâmico, tem vontade própria. Porquê o Haiti? Porquê o Siri Lanka? Porquê a Etiópia? Porquê outros lugares assim? Neste momento, Deus deve estar a sofrer com o sofrimento das gentes que escolheram estar onde estão para redimir as suas faltas. Será isto?

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