Quarta-feira, 3 de Abril de 2013

«O TOURO DE LIDE PODE TRANSMITIR MOMENTOS DE TERNURA, EMOÇÃO E BELEZA»

 

Ora vejam:

 

 

 

***

Luis Soares disse sobre VEJAM PARA QUE SERVEM OS DINHEIROS PÚBLICOS PARA ALÉM DE APOIAREM TOURADAS… na Quarta-feira, 3 de Abril de 2013 às 13:26:

 

«E que tal perderem um pouco de tempo a lerem sobre o touro de lide e as suas orimaisE que tal perderem um pouco de tempo a lerem sobre o touro de lide e as suas origens? 

Se não é um animal bravo, porque é que nao foi usado para o trabalho no campo??? No entanto foi usado em guerras, para expulsar os espanhóis. Querem defender o touro. Que o façam...

 

Mas nao lhe tirem virtudes e qualidades que o faz ser um animal nobre! E bravo!

Com os melhores cumprimentos,
Luís Soares»

 

***

 

Luís Soares, nós, os que defendemos os direitos de TODOS os animais, sabemos o que é um TOURO DE LIDE e qual a sua origem, uma origem fabricada, pois touros de lide ou touros bravos NÃO EXISTEM NA NATUREZA.

 

O Luís Soares NÃO SABE, porque o seu pai já não sabia, o seu avô, também não sabia, o seu bisavô, também não, o seu tetravô também não… E por aí adiante.

 

O Luís Soares nasceu e cresceu num ambiente onde lhe foram transmitidas informações ERRADAS sobre touros e touradas e tauromaquia, e viveu-as como se fossem certezas, e esse é o seu MAIOR problema.

Então se o Touro é um animal NOBRE, porquê torturá-lo até à morte? Isto faz algum sentido?

 

Obviamente, não admira que venha dizer o que disse.

 

Mas veja o primeiro vídeo. Já fica com alguma noção.

 

Não sei se sabe castelhano. Mas tente perceber o que o Zoólogo Jordi Casamitjana diz sobre o Touro de lide, neste excelente vídeo.

 

E esta é que é a VERDADE SOBRE O TOURO DE LIDE.

 

Mais nenhuma.

 

O que lhe transmitiram está ERRADO.

 

Aproveite esta oportunidade para aprender de uma vez por todas que um touro é um BOVINO MANSO, como outro qualquer.

 

O que o faz BRAVO, ou seja, ENRAIVECIDO, é a tortura que sofre desde a nascença, e a caminho da praça.

 

Quando o pobre bovino entra na arena, já está completamente despedaçado psicologicamente e fisicamente.

 

Mas veja este vídeo, e tente compreender e APRENDER.

A linguagem é bastante acessível.

Mas se não conseguir entender, diga-me. Tentarei traduzi-lo, em exclusivo, para o Luís Soares.
   

 

A verdade sobre o touro de lide, por Jordi Casamitjana (Zoólogo)

 

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:09

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Comentários:
De Max Mandrax a 3 de Abril de 2013 às 23:35
Antigamente também havia escravos de luta, gladiadores, etc.. E eram «apurados» para esse fim. Oh que pena terem sido extintos... (IRONIA)!
De Isabel A. Ferreira a 4 de Abril de 2013 às 09:37
Esses eram apurados, treinados, quase bestializados para enfrentarem outros iguais a eles ou mais fortes.

Os desgraçados trouros são "fabricados" e vilipendiados para serem torturados por COVARDES, numa luta desigual, onde um tem armas, e ao outro cortam-lhe as únicas armas que tem: os cornos.

Max, este mundo da tauromaquia é só lixo, do princípio ao fim.
De José Dores a 5 de Abril de 2013 às 17:11
Luís,

Perca você um bocadinho do seu tempo e leia acerca de senciência animal. Sabe, eu já passei uma infância rica em experiências tauromáquicas.

Quando era criança e nos primeiros anos da adolescência vivia intensamente tudo aquilo que me pede para ler, aquilo que levei para o infantário no primeiro dia, para ter uma referência de casa foi um barrete de forcado e um touro de brincar que se vendia à porta das praças (tinha 2 anos quando fui para o infantário). Via todas as touradas na Tv, ia a muitas, não pagava bilhete, o meu idolo era o Antonio Ribeiro Teles, nos forcados era um que chamavam "loirinho", julgo que era dos amadores da Moita ou Santarém, lembro-me da alternativa do João Salgueiro, com o pai e avô, lembro-me do cavalo célebre do Bastinhas que ele usava para o par de bandarilhas, que urinava na praça. Fui anos e anos seguidos às largadas de Vila Franca de Xira, onde me sentava em cima do muro que dá para linha e ver os touros passarem rente ao muro direitos à praça. Lembro-me de viajar horas até Santarém para depois voltar para trás por a praça estar alagada, tristissimo por ter perdido o que poderia ser um espetáculo fabuloso. Lembro-me de ir à Moita ver as largadas e depois as Touradas, com pelo menos um toureiro a pé, que era fora do vulgar. Lembro-me de ir à Feira da Santarém e ficar na bancada da largada. Lembro-me das bancadas da praça de Évora serem minusculas, as pessoas encaixavam os ombros entre os joelhos das pessoas na fila de cima, chamavam aquilo de "galinheiro". Lembro-me dos nomes dos toureiros, ganadeiros, forcados, bandarilheiros, cavalos, etc. Tinha em casa, em miúdo, bandarilhas verdadeiras com um bocado de cortiça na ponta, que vendiam às portas das praças, adorava aquilo.

Depois de tudo isso perdi o meu tempo a aprender o que eram os animais, o que se passava ali realmente, vi com os meus olhos que, ao contrário do que diziam, o touro sofre e o intuito é ganhar dinheiro e mais nada.

Por isso a mim não me falta ver nada da tauromaquia, falta-me acabar com ela!
De Isabel A. Ferreira a 8 de Abril de 2013 às 12:07
A resposta ao comentário do José Dores está no seguinte link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/260469.html

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