Comentários:
De Ricardo a 23 de Março de 2013 às 14:56
Ok Miguel, e não quer mais nada? Não quer também que se publique uma morada e o número de telemóvel da senhora? E já agora uma fotografia também dava jeito, ou não?
Tal como ela, eu também vivi bastantes anos no Alentejo. Felizmente nem todo o alentejano é aficionado e a minha família escapa com apenas algumas ovelhas negras nesse aspecto. Mas compreendo perfeitamente o que a Maria Engrácia passou pois vi-o acontecer a vizinhas e outras conterrâneas (no feminino, porque os aficionados são tão bravos que só atacam mulheres e crianças).
Existe uma clara correlação entre a frequência de touradas e comportamento violento para com os mais fracos. Não é preciso ser um génio para chegar a esta conclusão. Aposto que se cruzasse-mos uma lista de agressores domésticos com os frequentadores do campo pequeno encontraria-mos correspondências suficientes para provar esta afirmação.
Se Portugal fosse um país onde a lei fosse cumprida, onde as vítimas fossem a prioridade das forças da lei, onde não existisse um claro lobby tauromáquico que têm raízes fundas no poder instalado, talvez aí fizesse sentido dar a cara neste caso. Mas não é assim que Portugal funciona pois não?
Miguel, a Maria Engrácia é apenas uma das milhares de vitimas (humanas) da tauromaquia. Ela conseguiu libertar-se minimamente da influência da corja aficionada, mas muitas há que ainda vivem em medo, subjugadas por um bando de cobardes que acha que atormentar mulheres, crianças e animais indefesos prova algo da sua masculinidade.
Sendo a Maria alguém que presumo se encontrar a viver perto de aficionados, se ela decidisse revelar o nome dos seus agressores, quem acha que lhe chegava primeiro? Todos nós sabemos como o aficionado funciona: agem em grupo (pois só assim é que se atrevem) e detêm uma solução universal para todos os seus problemas: a violência. Insinuar que este testemunho é fruto da imaginação de quem quer que seja prova mais uma vez a fraca inteligência e falta de argumentos aficionada. Dá me ideia que nem se dão ao trabalho de pensar sequer!
A minha esperança é que este testemunho sirva como ponto de viragem para que mais e mais mulheres ganhem coragem e saiam da sombra para mostrar ao mundo quão cobarde e desumana a tauromaquia é.
De Isabel A. Ferreira a 23 de Março de 2013 às 15:41
A resposta ao comentário do Ricardo, está no seguinte link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/251854.html

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