Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013

Juan José Padilla é o protótipo do tauricida psicopata, que deveria ser internado numa clínica psiquiátrica junto com os governantes que permitem tal barbárie

 

Toureiro tortura e mata dois touros e decepa as orelhas de um deles na Cidade do México

 

 

O toureiro Juan José Padilla comemora, do alto do seu sadismo, ter mutilado as duas orelhas de um dos animais que matou na tourada do último domingo. Foto: Mario Guzmán/EFE

 

"Espetáculo" da barbárie

 

Toureiro tortura e mata dois touros e decepa as orelhas de um deles na Cidade do México

06 de fevereiro de 2013 às 6:00

 

Por Robson Fernando de Souza (da Redação)

 

«Não bastasse ser toureiro, o espanhol Juan José Padilla foi além das covardias comuns intrínsecas ao ato de “tourear”. Além de ter esfaqueado o touro com seis farpas, ele decepou as orelhas de sua vítima. O ato bárbaro aconteceu na 16ª Tourada da intitulada “Grande Temporada 2012-2013″, na Plaza de Toros México, na Cidade do México, no último domingo.

 

O toureiro Juan José Padilla comemora, do alto do seu sadismo, ter mutilado as duas orelhas de um dos animais que matou na tourada do último domingo. Foto: Mario Guzmán/EFE

 

No “espetáculo”, Padilla matou dois touros. Sua primeira vítima foi o bovino chamado Botón de Plata, morto com uma estocada por trás. O segundo animal morto por ele foi Nenito, que, segundo o jornal mexicano Excelsior, em informação repassada pelo R7, o sádico “castigou bastante [...] com um abate completo’”, enfiando seis farpas nas costas do animal.

 

Num esforço de autodefesa, mas já muito ferido, Nenito conseguiu que o seu algoz sofresse uma forte queda, embora não tivesse conseguido chifrá-lo. A queda enfureceu o assassino, que, num golpe rápido, mutilou as orelhas do animal e causou a sua morte.

 

O público, insensível ao sofrimento dos animais, vibrou com o sadismo de Padilla, que comemorou com os espectadores. Ele se tornou o “vencedor” da tourada porque, ao contrário do seu rival Fermín Rivera, mutilou não uma, mas duas orelhas.

 

 

 

Mesmo ferido, o touro Nenito ainda conseguiu esboçar defesa, derrubando seu algoz, antes de ter suas orelhas barbaramente mutiladas. Foto: Mario Guzmán/EFE

 

Além do sadismo do toureiro, chamou negativamente a atenção a forma como o portal R7 falou do ocorrido, sem qualquer ética de respeito à vida nem preocupação com a integridade dos animais assassinados no “espetáculo”. São destacáveis, na insensibilidade do redator responsável pela notícia, frases e expressões como “O toureiro espanhol Juan José Padilla foi do inferno ao paraíso…”, “…se tornar o campeão do dia”, “…não deu muitas chances para o toureiro cortar suas orelhas ou rabo, um dos objetivos da tourada”, ”…castigou bastante o animal com um ‘abate completo’ (sic)”, “…levando o público ao delírio” e “…conseguira cortar apenas (sic) uma orelha em seu desafio”.

 

Essa postura do portal se torna ainda mais absurda quando lembramos que a Rede Record de Televisão, da qual o R7 é uma espécie de extensão online, já há alguns anos vem denunciando em diversos de seus programas televisivos ações de crueldade contra animais e aparentemente defendendo, junto à opinião pública, sua abolição.

 

Comportamentos assim no meio jornalístico, de naturalização de atividades cruéis como touradas e também rodeios, cada vez mais atraem o repúdio dos telespectadores e internautas, já que não é mais aceitável, como era no passado, o favorecimento de ações óbvias de maus tratos contra animais. Matérias jornalísticas que favorecem as touradas, na legislação brasileira, podem até mesmo ser interpretavelmente caracterizadas como apologias ao crime, segundo o Artigo 287 do Código Penal, já que crueldade óbvia contra animais é crime segundo a Lei de Crimes Ambientais brasileira.

 

De um lado, o México mostra que ainda tem muito a andar no rumo ao amadurecimento ético da relação entre a maior parte dos seus habitantes e os animais não humanos, caminho esse que implicará a abolição e criminalização de todos os ditos “esportes” que envolvem crueldade e exploração contra animais. Do outro, parte da imprensa brasileira mostra que não dá a mínima para a ética jornalística nem está sintonizada com a mudança ética da forma como as sociedades modernas, inclusa a brasileira, encaram a relação entre os animais humanos e não humanos.

 

Os brasileiros pouco podem fazer para contribuir com a abolição das touradas no México, mas podem ao menos protestar contra a forma insensível como o R7 divulgou a tourada mencionada, enviando reclamações ao formulário da página Fale com o R7.

 

Fonte:

http://www.anda.jor.br/06/02/2013/toureiro-tortura-e-mata-dois-touros-e-decepa-as-orelhas-de-um-deles-na-cidade-do-mexico

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:59

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Comentários:
De Fred Policarpo a 21 de Outubro de 2013 às 12:42
Na verdade tirar as orelhas do Touro é um prêmio para o Toureiro que tourear muito bem. É um tipo de troféu, se o cara for bom ele pode levar: uma orelha, duas orelhas ou as duas orelhas e o rabo. Isso já está na tradição das touradas, é 'normal'
De Isabel A. Ferreira a 21 de Outubro de 2013 às 13:50
O que me ocorre dizer é que isso é "normal" para os ANORMAIS.
De Rui a 14 de Maio de 2014 às 10:14
Apenas a notícia é enganadora e está escrita de forma errada. Ele não cortou as orelhas como forma de vingança nem para satisfazer o sadismo como é mencionado. Ao menos se for para noticiar as coisas e provocar alguma onda de protesto, que tem todo o direito de o fazer diga-se, escreva as coisas como elas são e não crie uma história à volta do que se passou de facto? Eu também sou contra, mas repudio este tipo de textos usando excesso de demagogia. A luta não pode ser feita se nos rebaixarmos a esse nível pois precisamos sim de credibilidade!
É a minha opinião e com certeza será contra ela, mas tudo bem.
Cumprimentos.
De Isabel A. Ferreira a 14 de Maio de 2014 às 18:48
Deixe-se de manobras de diversão!

O torcionário ficou estropiado e vai para a arena com uma cara diabólica, cheia de ódio, de raiva por ter sido um Touro a desfigurá-lo.

É evidente que a partir desse episódio, que ele próprio buscou (ninguém o mandou ATACAR um touro já debilitado), cortar orelhas e rabos é feito com o ódio da vingança, e não como triunfo sobre o animal.

O torcionário voltou às arenas para se vingar. Apenas isso.

E isto não é demagogia.

É a verdade, que ninguém gosta de ouvir.

O que pretendem com estes comentários é que eu deixe de dizer as verdades e a chamar os bois pelos nomes.

Mas estão enganados.

Aqui, e neste momento, sou a guerreira. Noutras circunstâncias serei poeta.

Mas não me mandem fazer poesia a partir da tortura de seres vivos e da crueldade de torcionários.

E quem não perceber isto… paciência!
De Rui a 15 de Maio de 2014 às 14:18
Ok. É a sua opinião e terei de a aceitar, continuo porém a achar que floreia demasiado as coisas o que não traz qlq tipo de crétito à causa.
1) eles não cortam nada, quem corta as orelhas e/rabo é outra pessoa mediante a prestação do toureiro em praça. É a sua "recompensa", no entanto não são eles q o fazem;
2) quanto ao voltar às arenas como forma de vingança, aí até estou de acordo consigo;
3) em algum lado lhe disse para não chamar as coisas pelos nomes ou deixar de dizer verdades? Só lhe sugeri (porque o blog é seu e faz dele o que bem entende) que não publicasse este tipo de textos fantasiosos pq quem conhece como as coisas são, sabe que isto é demagogia pura. E a culpa não é sua, é do site que publicou a notícia originalmente. Eu já estive "do outro lado" quando era miúdo e cresci num ambiente de touros, mas cresci e livrei-me disso. Como tal, sei que este tipo de textos só faz com que apareçam comentários do género "Esta gente não sabe o que diz e manipula tudo!" . Acho que temos de ser um pouco superiores a isso porque com bons argumentos, e válidos, quem defende a festa tauromáquica não tem qualquer tipo de resposta e sabe que não tem razão para continuar.
Não precisa de se exaltar tanto. Não estou a atacá-la nem a contrariar as suas ideias, penso eu, para me dar um tipo de resposta deste género...
Resto de bom dia.
De Isabel A. Ferreira a 15 de Maio de 2014 às 15:03
Rui, veja bem, poderia colocar aqui vários textos onde se diz que o TOUREIRO CORTA AS ORELHAS E O RABO AO TOURO.

Deixo-lhe apenas esta:

«Se o toureiro matar o bicho com sofrimento, o público vai reclamar. O bom toureiro acaba com a história com uma estocada. Quando gostam do espectáculo, os assistentes acenam com lenços brancos ao presidente da tourada, que decide como será a premiação e se o toureiro pode cortar a orelha do animal. O auge é cortar as duas orelhas e o rabo e em seguida sair da Plaza carregado pela multidão.»

In:

https://sites.google.com/site/blogasviajantes/espanha/tourada-a-tradicao-mais-polemica-da-espanha

Portanto não FLOREEI. Limito-me a citar o que leio em textos que abordam o assunto, escritos por gente que sabe mais do que eu.

Em relação a este torcionário, acrescentei-lhe o ódio, que é bem visível na expressão facial dele.

E eu não me exaltei consigo. Apenas fico furiosa quando vêm para aqui com este tipo de comentários. O que escrevo sobre touradas tem por detrás grandes leituras válidas.

Então para quê vir para aqui falar em DEMAGOGIA, logo a mim, que ABOMINO DEMAGOGIAS?

Tenham um resto de boa tarde.
De Rui a 15 de Maio de 2014 às 16:44
Certo. Não estando por dentro das coisas, é normal que se vá basear em textos alheios. Todos nós o fazemos :)
Então só para terminar, e por mera curiosidade, a origem desta mutilação é pq antigamente o "prémio" era a carne do touro, então para evitar trocas era cortada uma orelha e dada ao toureiro. Agora o prémio passou a ser apenas a orelha e a carne normalmente penso q seja doada para instituições de caridade. Pelos menos era...
Bom, posto isto, só censuro quando se escreve isto no artigo do jornal "A queda enfureceu o assassino, que, num golpe rápido, mutilou as orelhas do animal e causou a sua morte.". Isto é mentira e nunca seria permitido. A orelha é cortada apenas qd o animal já está morto. No meio disto tudo, ao menos é menos esse sofrimento.
Bom, não nos alonguemos :) Obrgd pela sua resposta e pela troca de ideias. Sei q pode parecer q estou a defender alguma coisa, mas n se iluda!! Eheh Já há muitos anos q não me identifico com este tipo de tratamento aos animais... É chocante.
Cumprimentos
De Isabel A. Ferreira a 15 de Maio de 2014 às 17:37
Mas claro, Rui. Tento informar-me das coisas que não sei. Neste caso, transcrevi um artigo, que está assinado e se alguma coisa está mal, a responsabilidade não será de todo minha.

Sei desses “prémios” que se dão aos torcionários, e que considero uma imoralidade, como aliás, tudo na tourada.

Se a carne de um touro torturado numa arena, vai para instituições de caridade, é uma “caridade” muito sangrenta e desapropriada. Dar carne de boi flagelado aos pobrezinhos… é algo macabro.

Bem, foi útil esta troca de palavras.

Continuação de uma boa tarde.
De Fábio F. a 24 de Março de 2014 às 20:36
Fred Policarpo, você poderia estender o seu raciocínio:

1) Para o criminoso cometer o delito é "normal".
2) Para o assassino matar é "normal".
3) Para o torturador é "normal" torturar.

E por aí vai.


De Anónimo a 9 de Junho de 2021 às 00:23

Me encantó el debate ... muy bien explicado por ambos lados ... Aprendiendo para mí ... Gracias a los polemistas

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