Comentários:
De Rafael a 25 de Janeiro de 2013 às 13:55
Boa tarde,

Antes demais a senhora que escreve este artigo de opinião, revela um completo desconhecimento do que é um processo de montaria e pelas palavras, desconhecimento do que é a caça em geral. A caça faz parte da nossa história, da nossa cultura e da nossa identidade. Resume-se a mais, aliás, muito mais do que burgessos (gostava de responder a letra mas recuso-me a baixar ao nivel da senhora autora) com uma carabina ao ombro e á classificação de desporto, classificação essa que me custa aceitar enquanto caçador.
Como diz, penso que hoje em dia muito pouca gente, no nosso pais claro, mata para comer. Como eu próprio, nao mato para comer mas como o que mato. E se para muita gente e mais facil ir a um talho e comprar carne, podendo escolher se quer vaca, porco ou aves, sem ter de enfrentar o processo para obter aquela carne (muito mais facil, menos impressionante e hipòcrita nâo é??) ja eu tambem tenho o direito de comer uma especie bravia que em condiçoes ideiais nasceu, viveu e em ultima instancia morreu livre. Será que com os produtos cárneos de compra é assim??
E depois claro, existe um apelo, algo interior, que nos impulsiona a sair para o campo, geralmente bem cedo, para caçar. E acredite senhora autora, que caçador que se prese, tambem sai muitas vezes para caçar sem espingarda, para tratar de comedouros, bebedouros e fazer «obra» e prole da caça procedendo á tão famigerada conservação, que em muitos locais, senão fossem os caçadores, já teria levado ao desaparecimento de algumas especies dos bonitos recantos do nosso país.
Ainda a convido, para sair da selva de betão, e vir passar um dia ao campo e tentar sentir algumas das coisas que lhe conto de um ponto de vista mais informado, pode ser que venha a compreender algumas coisas que a vida ainda nao lhe proporcionou. Acredite, eu faço o mesmo sempre que posso e faz de mim uma pessoa muito melhor.

Rafael M. Ribeiro, amante da natureza, estudante de medicina Veterinária e CAÇADOR!!!!
De Isabel A. Ferreira a 25 de Janeiro de 2013 às 16:16
A resposta a este comentário está no seguinte link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/222448.html
De Rafael M. RIbeiro a 26 de Janeiro de 2013 às 01:07
Boa noite,
Vou (dando me ao trabalho) responder aos pontos que tambem a mim me colocou, sendo que estou um bocado em choque com a incoerencia e maneira de pensar explanada na resposta que me dirigiu, assim como a confiança que tomou da minha parte sem que eu alguma vez lha tenha dado.

Em primeiro lugar o conhecimento profundo que que refere permite me inferir sobre o nivel de conhecimento de duas pessoas nesta matéria. Da autora e o seu.

Em segundo lugar, a estratégia recorrente de juntar tauromaquia e tourada no mesmo pouso já começa a ficar cansada, e embora a campo possam andar de mãos dadas, são ramos evolutivos completamente diferentes pelo que, deixaremos para outras calendas o assunto tauromaquia porque daí a baixo eu nao caio.

Terceiro as ideias pré concebidas (o preconceito) é uma coisa feia, e a maneira como fala de caça literalmente, ou seja, do acto venatório é de quem nunca viu mas sim... imagina que seja assim. E sabe isto é muito vago para quem esta a expor uma opinião num espaço pùblico que pode ser lido por pessoas menos informadas e que tomem a sua «verdade» como a verdade.

Quarto, SIM, HISTÓRIA, CULTURA E IDENTIDADE. não se limite apenas ao seu pequeno meio e tente compreender o que é a cultura ibérica e essencialmente portuguesa. Portugal á bem pouco tempo atràs, rumou as cidades no litoral, mas antes as vivencias eram bem diferentes nos meios rurais, que pessoas como a senhora aparentam desconhecer e pelos vistos se recusam a conhecer sedeados em falsos ecologismos.

Sexto, Não, infelizmente nao como o que quero, como muita coisa que nao quero. sabe o que por exemplo? carne de vaca de animais que viveram dentro de parques de engorda, muitas vezes em condições desadequados e aos quais lhes foi tirada a vida sem , metaforica mas as vezes literalmente lhes tenha sido possivel ver a luz do sol. Conheço muuuuuuuuuuuitos... sabe que isto de ser estudante de veterinária e ser «de fora» tem muito que se lhe diga, faz nos ver muiiita coisa.

Sétimo, da minha vida sei eu. conheço médicos veterinários caçadores. Muitos. aliás se calhar a maioria das pessoas não faz a ideia da quantidade de MV que caçam. E digo-lhe conheço Grandes médicos veterinários que são grandes caçadores e grandes homens.

(Um VERDADEIRO MÉDICO VETERINÁRIO não é CAÇADOR. São duas coisas absolutamente INCOMPATÍVEIS.
É como ser MÉDICO OBSTETRA: ou bem que deixa nascer as crianças, ou bem que as mata logo à nascença.))

Por ultimo, sim dei o nome e o nome verdadeiro e nao me ia esconder em anonimato por uma unica razão, porque não tenho razão para me esconder. Sei os meus valores, sei o fundamento e a REALIDADE da actividade que pratico, que é aliás legislada, regulamentada e taxada, ou seja, perfeitamente licita e MORAL.

Leia, informe-se, vá ao campo, veja com os seus olhos, senão tiver quem o faça por si, contacte me que tenho todo o gosto em lhe mostrar algumas coisas e contribuir para que possa abrir um pouco a mente, conhcer um pouco mais a realidade e ter pelo menos um ponto de vista informado. E ISTO É A SÉRIO E NÃO CONVERSA FIADA. O tolo é tolo até aviso ter, depois é tolo quem quer.

Rafael M. Ribeiro

cumprimentos






De Isabel A. Ferreira a 28 de Janeiro de 2013 às 10:29
Vou dar-me ao trabalho de lhe responder, Rafael M. Ribeiro.

Ser estudante de veterinária e/ou veterinário é uma coisa.

Ser MÉDICO VETERINÁRIO é outra coisa. E este não é pela MORTE, MAS SIM PELA VIDA. Só em casos extremos, de grande sofrimento para o animal, ele alivia-lhe a dor, com uma injecção letal.

Tantas palavras, para nenhum conteúdo.
Tantas palavras, para nenhuns argumentos convincentes. Você não os tem, e NUNCA os terá.

Tudo o que disse, espremido dá ZERO.
Pobre animal que cair nas mãos de um veterinário.

O PRAZER DE MATAR Rafael M. Ribeiro, não é compatível com o SER HUMANO.

Apenas o animal humano predador é portador desse sentimento cavernícola.

E não sou eu que o digo. Antes de mim, mentes muito mais iluminadas e brilhantes já o disseram.

Só que uma boa parte da população planetária ainda não evoluiu.

Lamentamos muito.

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