Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

Declaração Universal dos Deveres dos Governantes

 

Infelizmente, aos nossos governantes e aos governantes do mundo falta este sentido de DEVER e de ÉTICA...

 

 

Preâmbulo

 

Considerando que o reconhecimento da Dignidade dos Governantes e os seus alienáveis Deveres constitui o fundamento de um país livre, justo, e pacífico;

 

Considerando que o desconhecimento e o desprezo pelos Direitos do Homem, pelos Direitos da Criança e pelos Direitos dos Animais conduzem a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, que já evoluiu, e que o advento de um mundo em que todos os seres vivos sejam livres, libertos da miséria, do terror e da crueldade foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;   

 

Considerando que é essencial a protecção dos Direitos do Homem, dos Direitos da Criança e dos Direitos dos Animais, através de um regime de direito, para que não sejam compelidos a viver uma vida adversa;

 

Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações pacificadoras e solidárias entre todos os seres vivos que habitam o Planeta Terra;

 

Todos os cidadãos evoluídos do Mundo proclamam a presente Declaração Universal dos Deveres dos Governantes, como um ideal comum a atingir por todos os que pretendam exercer o cargo de governação de Nações e de Municípios, a fim de que todos os seres vivos possam viver em dignidade e em direitos, num Planeta que é de todos, e não só de alguns.

 

Artigo 1º

 

Todos os governantes devem ser dotados de razão, de sabedoria, de consciência, de equilíbrio, de virtude, de ética, de honestidade e de noção de justiça.

 

Artigo 2º

 

Todos os governantes devem cumprir os deveres éticos e observar as regras de boa conduta moral e cívica, para que possam aprimorar a democracia e construir o futuro com coerência e equidade, com base na generosidade, na moralidade, no auto-sacrifício, na integridade, na bondade, na austeridade, na mansidão, na não-violência, na paciência e em conformidade à vontade do povo que já evoluiu.

 

Artigo 3º

 

Todos os governantes devem actuar em prol do bem-estar de todos os seres vivos (homens, mulheres, crianças e animais não-humanos), sendo que a segurança económica do Estado é um dos deveres básicos das administrações responsáveis. 

 

Artigo 4º

 

Nenhum governante deve matar, roubar ou mentir. É preciso que os governantes mantenham um elevado padrão de moralidade, para poder merecer o respeito e a confiança dos povos, garantir-lhes a felicidade e prosperidade, e dar o bom exemplo, uma vez que a raiz das adversidades das Nações está nas deficiências morais dos governantes.

 

Artigo 5º

 

Todos os governantes devem levar às últimas consequências a generosidade que abre mão de tudo em benefício dos seres vivos que têm sob a sua governação.

 

Artigo 6º

 

Todos os governantes devem ser incorruptíveis no cumprimento dos seus deveres públicos e serem honestos e sinceros nos relacionamentos pessoais. Devem viver e governar por meio da verdade, que é a adequação perfeita entre Palavras e Natureza.

 

Artigo 7º

 

Nenhum governante deve iludir ou enganar o povo, seja como for, pois será um demérito para o cargo e também uma ofensa moral à humanidade.

 

Artigo 8º

 

Todos os governantes, no exercício das suas funções, devem ser bondosos, ou seja, terem a coragem de se preocupar com todos os seres vivos. Ignorar os problemas daqueles que não têm voz, para exigir os seus direitos, será mais fácil do que atender com sensibilidade as suas necessidades e direitos, mas retira dignidade ao acto de governar.

 

Artigo 9º

 

Todos os governantes devem aceitar as suas responsabilidades e ousar agir segundo o ditame que faz do governante a força dos que não têm esperança.

 

Artigo 10º

 

Todos os governantes devem ter hábitos simples, exercer o autocontrolo e praticar uma disciplina espiritual.

 

Artigo 11º

 

Todos os governantes devem desenvolver a verdadeira paciência e a não-violência que os fará lidar de modo sábio e generoso com as imperfeições e provocações vindas de pessoas a quem eles poderiam esmagar impunemente. Os bons governantes sempre vencem a má vontade com a benignidade amorosa, vencem a maldade com a virtude, a mesquinharia com a generosidade, a mentira com a verdade.

 

Artigo12º

 

Todos os governantes devem governar em conformidade à vontade do povo, pois a legitimidade desses governos vem do consentimento do povo, que terá o direito de caçar esses mandatos, caso deixe de confiar na capacidade de quem elegeu, para atender aos interesses mais prementes das comunidades.

 

Artigo 13º 

 

Todos os governantes devem construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza, a marginalização e as desigualdades sociais; promover o bem-estar de todos os seres vivos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, religião, idade e espécie, ou quaisquer outras formas de discriminação.

 

Artigo 14º

 

Todos os governantes devem orientar-se pelos princípios da responsabilidade, do respeito pelo outro (seja de que espécie for esse outro) e do primado de leis justas, adequadas à Vida, o bem mais sagrado e inviolável de qualquer ser vivo.

 

Artigo 15º

 

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver, para qualquer governante, o direito de alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os Deveres aqui enunciados.

 

Planeta Terra, 12 de Dezembro de 2012

  

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:48

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Comentários:
De Arsénio Pires a 12 de Dezembro de 2012 às 11:07
Excelente Declaração! Onde está o país cujos governantes assinaram e cumprem tais deveres? Eu emigro JÁ para lá!
Onde está?! Ah! Já sei! É Portugal! A Troika "Passos-Gaspar-Relvas" já nos convenceram disso. E de muito mais! Por isso estamos em silêncio sabático!
Xiu!
De Isabel A. Ferreira a 12 de Dezembro de 2012 às 11:51
A ideia, Arsénio, é espalhar ao máximo esta declaração e enviá-la para os lugares-chave para que estes DEVERES possam cair em mãos benignas e a sua assinatura seja uma realidade num futuro breve.
O que me diz?
Já hoje vou começar a enviá-la para governantes.
De Arsénio Pires a 12 de Dezembro de 2012 às 12:26
Acho óptima a ideia.
No entanto, eles já têm a Constituição que não cumprem e enchem-nos de promessas que rasgam após serem eleitos!
Não se esqueça de que os políticos, salvo raras excepções que dificilmente conseguimos ver, são herdeiros dos sofistas: A força deles está nas palavras com que nos ludibriam. A verdade para eles é a mentira com que nos manobram.

Falar de ética aos políticos é como pregar aos peixes no deserto!
Nunca me revi tanto no anarquismo como hoje.
O poder é a origem de todos os males!

Prefiro um "déspota iluminado" a este simulacro de democracia!
(Desculpe mas hoje estou que nem posso! Nem vê-los... quanto mais ouvi-los!)
De Isabel A. Ferreira a 12 de Dezembro de 2012 às 14:10
Não deixo de lhe dar razão Arsénio.

Mas tenho esperança de que no nosso Planeta haja uma alminha poderosa que seja boa gente e que possa pegar nesta Declaração e validá-la.

Sobre os políticos tenho a mesma opinião do Arsénio.
Já não posso vê-los nem ouvi-los. Nem os de cá, nem os do mundo. São todos feitos do mesmo barro bolorento.

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