Domingo, 21 de Dezembro de 2025

Boas Festas a todos os que por aqui passarem... e até 2026!


... e que 2026 seja o ano em que a Racionalidade possa vencer a violência, a estupidez e a ignorância que tomaram conta do mundo...

Isabel A. Ferreira

 

NATAL 2025.png

ANIMANATURALIS.png

BOAS FESTAS MARINHENSES.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:01

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Sábado, 20 de Dezembro de 2025

Carta Aberta aos candidatos à Presidência da República Portuguesa/2026

 

Assunto: a aplicação ilegal e inconstitucional do AO90, matéria que nenhum dos candidatos se atreveu, até ao momento, a expor publicamente, nos debates televisivos e não só. 

 

 Minhas Senhoras e meus Senhores.

 

É com tristeza que assinalamos a mediocridade dos nossos órgãos de Comunicação Social (OCS), salvo raríssimas excepções, coniventes com a destruição da Língua Portuguesa, na Educação degradante, na subordinação a interesses obscuros e ao alheamento dos temas a cargo dos órgãos democraticamente eleitos (Assembleia da República e Governo).

 

Em causa está a deslealdade de todos os que se renderam ao AO90, perante a Constituição da República Portuguesa (CRP), nomeadamente, perante o Art.º 11.º, que trata dos símbolos nacionais e Língua oficial:

 

A Bandeira Nacional (que anda por aí usurpada indevidamente)

 

O Hino Nacional (por enquanto intocável, apesar de já ter havido uma tentativa de o desvirtuar)

 

A Língua Oficial de Portugal – a Língua Portuguesa (que está a ser espezinhada nas Escolas Portuguesas, lugar onde deveria ser posta no pedestal da nossa Identidade como um Povo livre e soberano, e anda por aí a rastejar, como a mais indigente das Línguas).

 

É sobre este símbolo nacional – a Língua Portuguesa – que a finalidade desta carta se centra, e que muito resumidamente aqui se expõe.

 

A Língua Portuguesa, nos termos que a definem, actualmente está legislada pelo Decreto-Lei n.º 35 228, de 8 de Dezembro, que aprovou o Acordo Ortográfico de 1945, aplicado e usado com exemplos literários notáveis, em Portugal Continental, Insular e Ultramarino, o qual continua de jure em vigor, uma vez que não foi revogado. Alguns dos novos Estados, de Língua Oficial Portuguesa, não promulgaram, nem ratificaram o AO90, continuando a cumprir o supracitado Decreto-Lei.

Para ilustrar esta afirmação, aqui deixamos uma imagem da capa do livro que o Embaixador Carlos Fernandes escreveu, provando a ilegalidade do AO90, e um seu parecer.

EMBAIXADOR CARLOS FERNANDES.png

 

O AO90:  «O projecto nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal» in Jornal «O Diabo», num artigo de investigação, sob o título O Negócio do Acordo Ortográfico ,  artigo que recomendamos a Vossas Excelências, como candidatos à Presidência da República Portuguesa, bem como  a leitura do livro do Embaixador Carlos Fernandes, porque pensamos que o que falta a quem escreve segundo o AO90 é informação.

A Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, recomendou [não obrigou, porque só uma Lei obriga] a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) em Portugal.  Uma resolução do Conselho de Ministros não faz Lei, portanto, não havendo Lei, ninguém em Portugal é obrigado a usar a grafia brasileira, proposta no AO90.

 

O Decreto-Lei n.º 35 228, de 8 de Dezembro, que aprovou o Acordo Ortográfico de 1945, não foi revogado, pelo que existe uma RCM que se sobrepõe a um Decreto-Lei, e isto é inconstitucional.

 

Para esta ilegalidade, que já destruiu a educação das gerações pós 2011, e tende a fazer desaparecer a Língua Portuguesa, contribuíram:

 

Presidentes da República

Presidentes da Assembleia da República

Deputados na Assembleia da República

Governos

 

Um Acordo Internacional é entre Estados soberanos. Este AO90 não foi ratificado por Angola, nem Moçambique, nem Guiné-Bissau, nem Timor-Leste, pelo que não pode ser cumprido por Portugal, um Estado de direito democrático (Art.º 2.º da CRP).

 

Vossas Excelências decidiram não cumprir a Lei vigente, e seguir uma simples RCM que não faz lei, e a tal não eram obrigados. Como candidatos continuam a escrever incorretamente [saibam que este vocábulo, segundo as regras da Gramática Portuguesa, lê-se incurrêtâmente] a Língua Oficial de Portugal, e além de a escrever incurrêtâmente, pronunciam-na também incurrêtâmente. Esperava-se – e continua a esperar-se – que como candidatos à Presidência da República assumam, desde já, o compromisso de anular o ilegal e inconstitucional e abominável (para milhares de Portugueses Pensantes) AO90. Portugal merece! Os Portugueses merecem.

 

 A Educação, o Ensino e a Cultura, pilares de um País que se quer civilizado, evoluído e culto, estão fora dos debates, como se estas matérias não tivessem importância alguma para as gerações mais novas, às quais estão simplesmente a passar diplomas de analfabetos funcionais.

 

Porém, não podemos falar de Educação, nem de Cultura, nem de Identidade Portuguesa, sem primeiro garantir a integridade do seu maior pilar: a Língua Portuguesa. E a Língua Portuguesa anda por aí de rastos, estando a ser ilegalmente aplicada nas Escolas, instituições públicas, órgãos de comunicação social, empresas, e por demais pessoas que talvez não saibam o que andam a fazer, e por que o fazem.

 

Precisávamos desta linha de pensamento. Necessário se torna, pois,  concretizá-la.

 

Por fim, e contra o AO90, destacamos dois valiosos depoimentos: o do conceituado escritor   e crítico literário brasileiro, Paulo Franchetti, e o de Vasco Graça Moura, então Director do Centro Cultural de Belém, escritor e tradutor português, onde se comprovam o valor da Cultura e a relevância da verticalidade dos Homens:

PAULO FRANCHETTI.png

VASCO GRAÇA MOURA.jpg

 

Esperando que Vossas Excelências acolham com simpatia estas nossas palavras, apresentamo-vos os nossos melhores cumprimentos,

 

P’lo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes   

(Clicar no link para ter acesso aos nomes dos subscritores)

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2025

Alerta de Acção: todos os anos, o uso de pirotecnia sonora provoca sofrimento evitável a milhares de animais em todo o país

 

ACÇÃO 1.PNG

ACÇÃO ANIMAL 2.jpeg

🧨ALERTA DE ACÇÃO
🖊️ Subscreva a carta aberta da ANIMAL aqui:
https://forms.gle/P4zZNRcArev5etMi8
📲 Instagram: link na bio (Linktree)
📌 Stories com link directo

Todos os anos, o uso de pirotecnia sonora provoca sofrimento evitável a milhares de animais em todo o país.

O impacto é conhecido e amplamente documentado pela ciência: medo extremo, desorientação, fugas, ferimentos e mortes.

Em vários países e municípios europeus, esta realidade já levou à adopção de restrições e de alternativas mais seguras.

Em Portugal, continuam a faltar políticas públicas claras, responsáveis e consistentes.
Por isso, a ANIMAL dirigiu uma carta aberta aos municípios portugueses, apelando à regulamentação do uso de pirotecnia sonora e à adopção de soluções que protejam os animais, a saúde pública e a convivência nas comunidades.

👉 Leia, subscreva e partilhe.

Ao subscrever esta carta, está a reforçar politicamente este apelo e a dizer aos municípios que celebrar não tem que significar causar sofrimento.

Pedimos também que partilhe este apelo.
Quanto mais subscrições reunirmos, maior será a pressão para mudar.

Um mundo mais justo também se constrói nas escolhas colectivas que fazemos.

Contamos convosco. Os animais contam convosco.

ANIMAL #EmDefesadosDireitosdeTodososAnimais desde 1994 
publicado por Isabel A. Ferreira às 17:49

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025

«Bicadas do meu Aparo»: “Noite cerrada, frio intenso”, por Artur Soares

 

Eis um texto que diz do significado real do Natal, e não daquele natal consumista, alheio à verdadeira essência natalícia.

Obrigada, Artur Soares, por nos ter trazido o NATAL, pois o que andam por aí a festejar hipocritamente é o apelo ao consumismo, esquecendo-se da fome do mundo, que os mais ricos poderiam mitigar, não fosse a ganância do TER, mais do que do SER.

E já quase ninguém sabe o que está a festejar no dia 25 de Dezembro.

Isabel A. Ferreira

Presépio-de-Natal-uma-tradição-portuguesa-696x4

Noite cerrada, frio intenso

Por Artur Soares

“Também José se deslocou a Belém para se alistar com sua esposa Maria que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz o seu filho primogénito e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio, porque não havia lugar para eles na hospedaria, a não ser a manjedoura testemunhada pelos pastores dos arredores e pelos reis magos que vieram do oriente”.

Segundo o presente texto – da Bíblia – o Rei de todos os reizitos terrenos, nasceu pobre e despercebido, porque nenhuns valores atribuíram “àquela gente”.

 

Nasceu numa manjedoura, logo, não era casa de um, de dois ou de quatro andares, onde tal acontecimento se verificou e se adorou; não era um prédio com alcatifas, de elevador, luz eléctrica ou de aquecimento central, onde “isso” se testemunhou; não era tão-pouco uma casa para remediar, que os preocupados procuraram ter e onde houvesse o cuidado mínimo de comodidades para “o fim em vista”, mas que qualquer humano procura para tais circunstâncias. Não foi também um estábulo limpo, seco, de paredes pintadas, de palhas especiais ou de um burro bem escovado e bem tratado que (Eles) procuraram.

 

Era um estábulo antigo, de terras antigas, de gente paupérrima, de paredes grosseiras, de pavimento emporcalhado, malcheiroso, de tecto com traves e, quem sabe, talvez ardósias, o qual tinha como luz a escuridão e como limpeza a manjedoura onde o dono desse estábulo – à última hora – dispôs o feno e a aveia. Eis o local e o anunciado estábulo onde nasceu o Único puro de uma pura mulher.

 

E começou o Natal!

 

Noite cerrada, frio intenso, estrelas que brilhavam, corações preocupados, outros raivosos e, a verdadeira paz – ali bem perto – era apontada por uma estrela mais forte, que ensinava a partir desse momento, que o Mundo ia ser abalroado, transformado e que um calor sobrenatural havia de ser ateado entre os homens que se deixassem aquecer por ele!

 

O menino nasceu: os homens adoravam-no; outros procurariam matá-lo. E os únicos que tinham paz seriam o burro e o boi, pois os restantes escolhidos de Deus haviam-se apercebido da necessidade de seguir, porque uma revolução começaria com o objectivo de derrubar Aquele que possuía como arma a inocência e mais tarde a humildade e o amor ao seu povo.

 

O menino nasceu: fez-se homem entre os homens; é o Homem que vem para sofrer, amar e morrer nas mãos das grandes feras, que vivendo nas trevas, têm como nome homens.

 

O menino nasceu: vem para ensinar, servir e não possuir a matéria, o poder e a glória oca dos homens que naqueles tempos já se procurava. Cristo não vem para isso. Vem para quem tenha dois capotes que dê um a quem não tiver nenhum; vem para dizer ao faraó do Egipto que os monumentos não se erguem com carne humana, com a opressão, com a miséria dos próprios homens. Cristo vem para dizer aos homens que só o amor edifica e não o ódio, que, pelo contrário, destrói.

 

O menino nasceu: e Deus ao enviá-lo, manda-o para que transforme os animais em homens e os homens em anjos; manda-o para que transforme o reino da terra em Reino dos céus e para que transforme o ódio e a loucura em amor e santidade. Mas Cristo nunca viria para transformar as pedras em pão nem a matéria em outra matéria.

 

Começa o Natal!

 

E o menino continua a nascer para que o seu coração fale aos corações. Cada ano nasce sublime e procura sublimar: com espírito puro, procura purificar espíritos; com alma grande, procura dilatar as pequenas almas abandonadas pela miséria, opressão, servidão e fome, impostas por desonestos e por políticos incompetentes e rapaces.

 

Vai ser Natal, é Natal e, finalmente, o Menino nasce para ensinar os homens que o reino da terra é falso e, esse, variável; que os homens deixarão de estar divididos em amos e escravos, passando a ser “um só”; que deixarão de ser uns mais ricos e outros menos pobres… uma vez que o seu Reino é muito diferente do reino dos homens.

 

“E tu, ó eterna Mãe, ó Mãe divina; Que foste o tabernáculo sagrado; de Deus vivo… uma dor cruel, ferina; Tua alma cortará de lado a lado; A tal martírio Deus te predestina; Que por espadas sete alanceado; Teu coração sensível, maternal; Sentirá uma dor mais que mortal”.

 

Meu Menino Jesus: passaram-se mais de dois mil anos após o teu nascimento e de convivência entre nós. Homens, burros e bois se ajoelharam confiadamente perante Ti, a adorarem-Te. Os animais, como sempre, continuam mansos uns e outros não. E os homens, meu Menino, melhoraram?

Artur Soares

(Feliz Natal e Ano Novo para todos)

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)


publicado por Isabel A. Ferreira às 16:12

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025

O AO90 é um tabu tão grande que nenhum jornalista tem permissão de fazer perguntas sobre essa enorme ameaça à Soberania de Portugal, nos debates presidenciais, e, por sua vez, os candidatos nem se atrevem a tocar no assunto

 

Porquê?

E isto é tão verdade que na apresentação do livro «Gouveia e Melo - As Razões», uma iniciativa da Porto Editora, os possíveis (e)leitores foram convidados a fazer perguntas ao candidato Gouveia e Melo, mas... que grande MAS se entrepôs...

Este foi o repto:

PORTO EDITORA.png

Como não pude estar presente, ousei enviar uma pergunta, via e-mail, seguindo a propaganda da editora, conforme imagem acima, publicada na página do Facebook, não querendo perder a oportunidade única de participar na entrevista, ainda que à distância, feita pela autora do livro, Valentina Marcelina... 

 

Esta foi a minha pergunta:


Correspondendo a este repto que a Porto Editora lança aos eleitores que terão de escolher o próximo candidato a Presidente da República Portuguesa, em Janeiro de 2026, eis a pergunta que gostaria de ver respondida:

Vossa Excelência, Senhor Almirante Henrique de Gouveia e Melo, cumpriu e fez cumprir, nas instituições da Marinha, o acordo ortográfico de 1990, porque a tal, naturalmente, foi obrigado – uma vez que as Forças Armadas obedecem ao poder político. Porém, o Candidato à Presidência da República Portuguesa/2026, cidadão Henrique de Gouveia e Melo terá de obedecer a essa imposição ilegal e inconstitucional, comprometendo o juramento que terá de fazer ao assumir o cargo, caso seja eleito como o próximo Presidente da República Portuguesa, ou cumprirá de facto e de jure a Constituição da República Portuguesa, depois de proferir estas palavras: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», algo que os últimos presidentes da República não cumpriram?

A cidadã portuguesa Isabel A. Ferreira

 

***

A partir daqui, troquei alguns e-mails com a Porto Editora, que não posso divulgar, porque é estritamente proibido o uso, distribuição, cópia ou qualquer forma de difusão não autorizada das mensagens e respectivos anexos.

Mas contarei em duas penadas o seguimento desta minha ousadia.

 

A Porto Editora recebeu a minha pergunta e informou-me de que as respostas seriam filmadas e partilhadas.

 

Aguardei a partilha das respostas, que não encontrei em parte alguma.

Entretanto voltei a perguntar e informaram-me de que receberam muitas questões  para pôr ao Almirante, e a sessão alongou-se e foi impossível dar resposta a todos, e nesses todos estava eu e a minha questão, mas também a questão de um amigo que me informou que também tinha participado com a seguinte pergunta sobre o mesmo tema:

O candidato Gouveia e Melo vai cumprir a CRP, defendendo a Língua Portuguesa. Disso não restam dúvidas.

Os dois últimos PRs, neste tema tão importante, NÃO cumpriram a Constituição, pois mantiveram a ilegalidade e a inconstitucionalidade.

Pode o próximo Presidente da República garantir a reposição da legalidade?

M. Figueiredo

 

Entretanto, recebi da Editora duas perguntas e respectivas respostas de Gouveia e Melo, e mais nada, nem sequer onde estariam partilhadas todas as restantes perguntas e respostas. Então decidi responder o seguinte:

Agradeço o envio destas duas amostras de perguntas feitas ao Almirante Gouveia e Melo.

Pergunto: só houve tempo para fazer estas duas perguntas, ou há mais? Se há mais onde posso encontrá-las?

Fui ao Facebook da Porto Editora, e não vi lá nada.

Mais: quero acrescentar que quando enviei a minha pergunta, já sabia que ela jamais seria respondida, ainda que fosse a única pergunta apresentada. O tema que abordei, é dos mais importantes para um candidato a presidente da República responder, porque mexe com  a violação da Constituição da República Portuguesa, com a ilegalidade e inconstitucionalidade de um acto governamental e com a perda da nossa soberania, bem como com a destruição do símbolo maior da Identidade Portuguesa.


E agradeci uma resposta, que até hoje não veio, e jamais virá, porque a questão da Língua Portuguesa é uma questão menor para os candidatos, infelizmente, todos acordistas, para os actuais governantes e para os jornalistas que fazem perguntas nos debates presidenciais, nas televisões.

 

A campanha eleitoral para as eleições presidenciais/2026 é uma coisa estranha.

Nos debates NÃO se discutem as competências de um Presidente da República, mas competências de primeiros-ministros e afins, e, por vezes, incompetências de políticos de meia-tigela. Passam muito tempo a insultarem-se uns aos outros, o que faz baixar o nível dos debates presidenciais.

É preciso ter em conta que estas eleições são eleições presidenciais, não são eleições legislativas.

 

Nenhum candidato a Presidente da República devia estar pendurado em partidos políticos, porque levam para os debates os VÍCIOS da política partidária, que devem estar fora do cargo da Presidência da República.
 

De modo que, apesar da lista de candidatos ser longa, para mim, não há nenhum que, para já, me encha o olho, a não ser que se comprometa publicamente, com juramento por alma da Mãe, «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», lugar onde estão todas as competências do cargo, para que possamos abandonar a designação da República DOS Bananas, sendo os bananas-mor gente que eu cá sei, e que não fizeram mais do que INCUMPRIR a CRP no que à Identidade e Soberania portuguesas diz respeito, consentindo que nos impusessem uma grafia ilegal e inconstitucional. 

 

Por isso, o meu destino será votar em branco, lamentando que a percentagem dos votos em branco e da abstenção (que vislumbro elevada) não possam corresponder a cadeiras vazias, no Parlamento.

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2025

O que espero de um Presidente da República Portuguesa ainda não encontrei em nenhum destes candidatos presidenciais às eleições de 2026, e esse é o grande tabu dos debates

 

 

Candidatos Presidenciais.png

Nem destes, nem de nenhum dos outros candidatos.

 

Nenhum deles sabe escrever correctamente a Língua Oficial de Portugal na sua grafia em vigor, de jure: a de 1945.

E quem não sabe honrar o símbolo maior da Identidade Portuguesa, NÃO serve para ocupar o maior cargo da Nação.

 

Como cidadã portuguesa, livre pensadora, com deveres e direitos consignados na Constituição da República Portuguesa (CRP), entre eles, o direito de voto, tenho o direito de exigir determinados requisitos para que o próximo presidente da República seja digno de ocupar o trono do Palácio de Belém.

 

O que espero?

 

1 - Espero que o próximo representante da República Portuguesa, cumpra escrupulosamente e acima de tudo, o que, no acto de posse, irá jurar, perante todo o País:

 

«Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido, e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa» [CRP].

 

Funções que, apesar de juradas, até agora não foram cumpridas fielmente pelos investidos, nesta função. Foi o caso do ainda presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no que à questão da Língua de Portugal diz respeito.

 

2 - Espero, especificamente, e porque esta é uma das minhas bandeiras, que mantenha intacto, um dos maiores símbolos da identidade portuguesa: a sua Língua, que foi vendida como uma mercadoria menor a um país estrangeiro  cuja única motivação é uma desmedida e insultuosa apetência para espezinhar a Língua de Portugal e fazê-la desaparecer do rol das Línguas cultas indo-europeias.

 

3 - Mas não só. Existem motivos políticos obscuros que estão a destruir, intencionalmente, a Língua de Portugal.

 

Espero que o próximo presidente da República não permita que este linguicídio vá avante, até porque a aplicação do AO90, que o governo português impôs ao funcionalismo público, incluindo os que deveriam ser os primeiros a rejeitar tal imposição, os professores de Língua Portuguesa, é ilegal e inconstitucional, de acordo com abalizados juristas, não estando, deste modo, a ser nem defendida nem cumprida a CRP, por quem de direito.

 

4 - Espero igualmente, que o novo Presidente saiba honrar, com dignidade, a Cultura Portuguesa (a minha outra bandeira) da qual não faz parte a crueldade e a violência contra seres sencientes. Algo que não enobrece um Povo que se quer civilizado, evoluído e culto. Mas também a História de Portugal, que está a ser reescrita ignorantemente, espezinhando a CRP descaradamente.

 

5 - Finalmente espero o que todos esperamos que um Presidente da República faça pelo país que representa, no que respeita à governação do País, à corrupção reinante, às injustiças e desigualdades sociais, enfim, o que todos nós já sabemos, por não ser tabu.

 

Posto isto, como cidadã portuguesa, livre pensadora, com deveres e direitos, só me resta desejar que o próximo Presidente da República não me desiluda, como me desiludiu Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto Presidente da República, como me desiludiu como cidadão comum e como professor universitário com responsabilidades no Ensino, Educação e Cultura Culta.

 

Se o próximo Presidente da República me desiludir, não me terá nunca como uma inimiga, porque a minha genética não permite germinar, dentro de mim, inimizades, mas ter-me-á, seguramente, e com todo o respeito, como uma grande pedra no sapato.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:57

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2025

«75 Seminários» é um texto interessantíssimo, da autoria de Manuel Alte da Veiga, e como o Saber não ocupa lugar, recomendo que o leiam...

 

Manuel Alte da Veiga.png

 

Aos 11 anos, entrei no seminário dos Jesuítas, conhecido por «Escola Apostólica». Por si, um nome a aprofundar. Nessa altura, só conhecia mais um seminário – dos Salesianos. Achava mais que suficiente. E fiquei baralhado ao saber de seminários por toda a parte. Mais: haver seminários nas universidades, empresas e sei lá que mais.

 

Felizmente, o meu seminário inicial preparou-me para não fugir de coisas que não percebia. A pôr pelo menos entre parênteses, como ainda hoje faço com o problemático e até abusado conceito de dogma (que materializa ou racionaliza o que está infinitamente acima quer do material quer do racional). À medida que me debatia com diversos cursos superiores, foi-se revelando o sentido profundo, utilidade e abertura de horizontes, nessas reuniões em que um ou diversos peritos dialogavam com os mais novos, levando a sério perguntas até aparentemente simplórias, mas talvez por isso observações com a clareza, autenticidade e o valor da dimensão humana, dando a importância devida aos sentimentos em todos os problemas.

 

Os seminários passaram assim a ser o processo ideal para autêntica «educação» – ou «extracção» da riqueza de cada qual. Para que os vários ângulos de visão sejam todos eles tidos em conta, apontando assim os temas de maior consenso e sem denegrir os de menor consenso ou mesmo isolados. A verdade não depende de «maiorias» nem «minorias». Depende de nunca deixarmos de a procurar e facilitar uma pesquisa e decisão honestas.

 

75 seminários? Quantas vezes 75?

 

É claro: cada seminário tem o seu modo de agir e de organização. Até a mesma instituição, por muito notável que tenha vindo a ser, é 1 seminário por cada ano que passa e, muito importante, 1 seminário PARA CADA ANO.

 

O Seminário de Santa Joana tem sido imprescindível farol que avisa sobre as situações com maior ou menor perigo, pondo à disposição de quem quiser «o mapa mais completo possível da vida humana». 75 aventuras – para todos os que se serviram das diversas riquezas dessa instituição. Como outros seminários, alertou para trajectórias egoístas, fraudulentas, destruidoras… que desumanizam mestres e discípulos.

 

E cada família ou cada grupo de amigos ou conhecidos não poderão formar um seminário? À volta da mesa, num jardim… até os sonhos têm lugar e se discute informalmente e com amizade tudo o que nos sai do coração: «Mas por que queres isso? Achas que podes? Bem, pelo que dizes… E se gostas tanto do que dizes, não achas que poderias vir a ser um bom padre – ou uma boa freira?… E não faltam duras aventuras!»

 

Seminário virá de semente? Assim pensava e com alguma razão: no séc. XIV, seminarium designava terreno apto para fazer crescer novos vegetais, ganhando o significado de fonte, causa… No séc. XVI, já tinha o sentido actual. Vale ainda a pena referir que na época clássica ganhava o estatuto de «princípio vital de um fenómeno». Guarda o sentido de semente (sémen em latim) para uma profissão. Pouco a pouco, designou o edifício próprio para seminários.

 

 *******

Do radical indo-europeu SE, provêm semear (latim serere, inglês sow), disseminar, inseminar… e o inglês season, que apontava a «estação do ano» mais favorável para o trabalho agrícola – como o francês saison e vários termos agrícolas portugueses:  sazão, sazoado, sazonar, sazonado…

 

A agricultura tem profunda representação simbólica no processo educativo em geral. Os exemplos dados têm todos o sentido alargado de agradável, oportuno.

 

Por tudo isto: LAUDATO SI’ !

 

Quem diria que os nossos campos eram seminários! E tantos com muito mais do que 75 sazões!

2025.11.16. Manuel Alte da Veiga.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:30

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2025

Já se aplicava uma taxa de IVA de apenas 6% na compra de bilhetes para touradas. A partir de 2026, passa a ser possível deduzir parte deste valor em sede de IRS (????????)

 

BENEFÍCIOS TOURADAS.jpg

A minha primeira reacção a esta notícia bizarra foi esta:

Não acredito nisto. É demasiado surrealista e estúpido para ser verdade. Só pode ser mentira, porque não sendo, Portugal bateu no fundo.

 

Depois que os Marinhenses Anti-touradas me confirmaram que isso é mesmo verdade, a minha reacção foi esta:

Isto só desprestigia Portugal, e confirma que o governo português não quer saber da Cultura Culta para nada. Para os governantes portugueses trogloditas, porque os há não-trogloditas, mas são poucos, apenas a barbárie tauromáquica conta como "cultura". E isto é absolutamente REPUGNANTE!

Comédia tauromáquica.PNG

 

Isto é mais para a tragédia, do que para a comédia!!!!!

Quase sinto vergonha de ser portuguesa, só não digo que sinto completa vergonha, porque Portugal NÃO tem culpa nenhuma dos INCULTOS que o governam e não representam a totalidade dos Portugueses, mas apenas uma fatiazinha do povinho português que ainda NÃO evoluiu, e pior, NÃO tem intenção nenhuma de evoluir. Pudera! O mau exemplo, para esse povinho, vem de cima, a selvajaria tauromáquica está legislada, e a Cultura Culta – Cinema, Teatro, Concertos, Circo SEM Animais, e todas as outras verdadeiras Artes musicais, pictóricas, enfim, a ARTE, para essa gente, é tida como coisa menor, por isso os bilhetes para se assistir a espectáculos de ARTE, não recebem a benesse de deduções no IRS.

Mas para ver isto:

Touro em Sofrimento 1.PNG

tem-se dedução no IRS.

Que ASCO me dá tal coisa, senhores governantes! Quanto ASCO!!!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:34

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