Segunda-feira, 17 de Novembro de 2025

Imigração: esta não é uma questão de números, mas de pessoas. Prefiro pagar um pepino a oito Euros, do que pagá-lo a um euro, sabendo que é fruto de tráfico humano ou de exploração laboral...

 

Manuel da Rocha enviou-me o seguinte comentário acerca do texto da autoria de José Moreno, que ontem publiquei sob o título «A mentira conveniente: “A nossa economia precisa de imigrantes”...».  

Manuel da Rocha comentou o post A mentira conveniente: «A nossa economia precisa de imigrantes»... às 19:52, 16/11/2025 :

Atenção é a outras coisas... 100%, dos emigrantes, não fazem entregas, de comida, em casa. Você estaria disposta a pagar 8 euros, por 1 pepino, 17 euros, por 1 tomate e 22 euros, por 1 Alface? Sim, estes preços, seriam baseados nos 60000 euros, de salário médio anual, dos portugueses. Além de que, 95%, das estruturas produtivas, agrícolas, deixaram de ter funcionários. Porque ninguém vive, no interior, a 150km, da auto-estrada, mais próxima e sem algum carro de 70000 euros. E o produtor, não pode pagar 60000 euros, a cada um, dos 1600 a 4500 trabalhadores, que precisa, para produzir. 89,16%, dos emigrantes, trabalham na agricultura e pecuária. É isto que o Chega, não lhe deixa saber... para eles 5000000% dos emigrantes, vivem em Lisboa, Porto e Setúbal e fazem 100000 horas, anuais, a fazer entregas, de comida. Ninguém questiona porque é que o Chega, anunciou 20 milhões de "ilegais a viver em Portugal", e a nossa população, migrante, pouco passa de 1 milhão e 320000 estão cá, ao abrigo de vistos Gold ou por descendência, de cidadãos portugueses até 5 geração. É isto que devia ser explicado... e não os "20 milhões de imigrantes". Além de que, há outra coisas estranha: Vemos 68,4%, dos nossos emigrantes, na Europa (41,4% no resto do mundo) a votar, no Chega. Não se lembram que foram viver, para outro país, pelas mesmas razões, e passaram por vários bloqueios, até se conseguirem legalizar. Seria interessante que pensassem no porquê de querem 5000000% dos migrantes expulsos, que se lhes tivessem feito, o mesmo, não teriam a vida que têm.

 

 

Porque este é um tema quente, actual e fracturante, decidi publicar a minha resposta ao Manuel da Rocha:

 

Caro Manuel da Rocha, penso que fui clara na minha introdução ao texto da autoria de José Moreno: aqui não há extremos, nem de direita, nem de esquerda. E eu, sendo suprapartidária, não vou atrás da treta de nenhum partido, por isso escusava de chamar para aqui o Chega. Não me diz nada. Além disso esta NÃO é uma questão de números, mas de PESSOAS.



Além disso não fui eu que escrevi o texto, mas concordo com ele, porque sou da área de História, mas nem precisava de ser, para saber que Portugal NÃO é, nem nunca foi um país de Imigração, com i. Sempre foi e continua a ser um país de Emigração com E, desde o tempo da Expansão Marítima.

 

E porquê?

 

Porque Portugal é um país territorialmente pequeno, é pobre, continua a ter milhares de pobres, mas a maior pobreza está na mente dos nossos governantes que não têm políticas para fixar os Portugueses no seu próprio País, para o fazer crescer em todos os aspectos, à excepção territorial, porque já não estamos em tempos de expansões.



Portugal também é um País com milhares de vadios, de parasitas, de preguiçosos, que preferem viver à custa de subsídios, e não estão dispostos a trabalhar no que é preciso, para fazer crescer Portugal. Nem todos podem ser doutores, pelos motivos mais óbvios, embora, à partida, todos devessem ter as mesmas oportunidades de singrar na vida, mas nem sempre é possível, porque na maioria das vezes depende da genética e do percurso de vida e das escolhas de cada um.

  

Ah! Mas Portugal é um país de idosos, não há mão-de-obra, precisa de Imigrantes blábláblá...

 

Treta! Falácia!

 

Precisa de imigrantes para quê? Para andarem por aí aos caídos, sem fazer nada, ou a receber migalhas e a dormir no chão dos tugúrios que os empresários agrícolas lhes oferecem como “casa”? Mão-de-obra barata, para que eu não pague um pepino a oito Euros? Não, obrigada! Prefiro pagar um pepino a oito Euros, do que pagá-lo a um euro, sabendo que é fruto de tráfico humano ou de exploração laboral.



Para não falar nas milhentas lojas de bugigangas, seguidinhas (só aqui num espaço de uns 200 metros, nem tanto, são umas 12, com um indivíduo (chinês, indiano, bengali) à porta a “zicar” num telemóvel, e as lojas vazias, que nem as moscas lá entram. Sabemos o que isto significa, não sabemos? E é isto que queremos para o nosso País?


Portugal precisa de Imigrantes para  isto?

 

Apenas alguns têm privilégios já pré-concebidos, por acordos políticos de má catadura, se é que me faço entender.


Temos de pôr os olhos na realidade, sem palas, sem ideologias políticas a distorcer essa realidade.


E a realidade é esta: não precisamos de Imigrantes, porque somos um País POBRE, sem nada para oferecer, que valha pena! Agora, nem sequer a tranquilidade e a segurança de outrora!!!!



Do que precisamos é de políticas que ponham os vadios, os parasitas (por exemplo, os da tauromaquia), os preguiçosos e todos os que vivem à custa dos nossos impostos, até dos impostos dos mais pobres (vilania das vilanias! e eu conheço tantos!) a trabalharem no que é preciso, e dar condições aos portugueses que Emigram, para que possam fixar-se no seu País de origem. Nos tempos que correm SER EMIGRANTE é dar um salto no desconhecido. E só se emigra por necessidade, não por gosto, ou por motivos de trabalho qualificado, contratado, ou porque se quer viver num País rico e  civilizado, para EVOLUIR.



Quanto aos Imigrantes, os países mais RICOS deviam ajudar os países mais POBRES, acabarem com as guerras, com as ditaduras, e dar condições, para que os que precisam de imigrar possam viver tranquilamente nos seus países de origem.



E mais: é preciso acabar com as invasões de imigrantes com segundas intenções. Ou ainda nenhum dos paridos políticos com assento na Assembleia da República Portuguesa,  reparou nisso?



Apenas os que vêm por BEM para Portugal são bem-vindos.

Para mafiosos, já basta os que cá temos de origem portuguesa.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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