Sábado, 30 de Agosto de 2025

Manifesto pelo Touro

 

Manifesto pelo Touro - 2.PNG

 

O Touro não é um brinquedo.
Não é um número de circo, não é uma sombra para entreter multidões sedentas de sangue.
O Touro é terra, é vida, é força sagrada.
É a respiração da natureza materializada em músculo e olhar.

Os seus olhos carregam milénios.
Olhos que viram o homem nascer, cultivar, erguer templos, rezar aos céus.
Olhos que guardam segredos que nós já esquecemos, porque trocámos a sabedoria do silêncio pelo ruído da vaidade.

O Touro foi símbolo de deuses e guardião de colheitas.
Foi desenhado em cavernas, venerado em templos, celebrado em danças.
Não como vítima, mas como espírito.
Não como espectáculo, mas como essência.

Quando um Touro corre livre, a terra treme em festa.
É a dança da vida bruta, da alegria sem máscara.
É poesia em movimento.
E quem já o viu sabe: não há espectáculo humano que iguale a beleza de um Touro em liberdade.

Mas nós, que devíamos proteger o que é sagrado, aprisionamos o sagrado na arena.
Transformamos força em ferida.
Transformamos dignidade em espectáculo.
Transformamos vida em tragédia.

E depois dizemos que é tradição.
Como se a dor tivesse direito de se mascarar de cultura.
Como se a morte pudesse vestir-se de aplausos.

O Touro é muito mais do que isso.
É resistência. É paciência. É um mestre silencioso.
Só ataca quando provocado. Vive em paz até que a violência o arranque dela.
No fundo, ele é mais humano do que nós.

Olha bem para um Touro.
Olha a imponência dos seus chifres, a nobreza da sua postura, a calma da sua respiração.


Aquilo não é um animal para matar.
Aquilo é uma lição para aprender.

O Touro ensina-nos a dignidade.
O Touro ensina-nos a força.
O Touro ensina-nos a liberdade.

E talvez um dia, quando já não houver arenas nem gritos, apenas campos e silêncio, possamos finalmente perceber:
O Touro não nasceu para morrer no espectáculo humano.
Nasceu para viver na poesia da terra.

 

Fonte do texto:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2755293237997019&set=a.120862091440160

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2025

Pela construção de um mundo melhor – Fim das touradas no Sagres Campo Pequeno | Brew a Better World – End Bullfighting at Sagres Campo Pequeno

 

Sagres.PNG

[PT | EN]

Este é o momento!

Por favor, peça à Sagres/SCC/Heineken que exija o fim das touradas no Sagres Campo Pequeno. Sendo a patrocinadora principal do espaço multiusos, tem poder suficiente para o conseguir. O fim das touradas em Lisboa poderá servir de exemplo para outras localidades.

Use a mensagem abaixo, colocando o seu nome no final da versão em inglês ou, se preferir, escreva o seu próprio texto.

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Assunto: Pela construção de um mundo melhor – Fim das touradas no Sagres Campo Pequeno | Brew a Better World – End Bullfighting at Sagres Campo Pequeno

Para:

relacoes.institucionais@centralcervejas.pt; scc@centralcervejas.pt; GCU@heineken.com; pressoffice@heineken.com; investors@heineken.com; dolf.vandenbrink@heineken.com; janwillem.vosmeer@heineken.com

Cc.:

marinhenses.antitouradas@gmail.com

---

Mensagem bilingue sugerida | Suggested bilingual message 

 

Exmos. Responsáveis pela Sagres/SCC/Heineken.

 

Na qualidade de pessoa consumidora de Sagres, venho manifestar a minha preocupação com a associação da marca às touradas, através do patrocínio do espaço agora chamado Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

Na mais recente tourada, realizada em Agosto, um forcado de 22 anos morreu, um espectador de 73 também faleceu, um cavalo foi colhido, e oito touros, cujo bem-estar foi completamente desrespeitado, foram feridos na arena e abatidos muitas horas depois. É inaceitável, do ponto de vista da ética e da responsabilidade social, que a marca Sagres esteja ligada a este tipo de eventos violentos e amplamente rejeitados pela sociedade.

Creio que a associação da Sagres às touradas não só mancha a reputação da insígnia, como contradiz os compromissos assumidos pela Heineken, no âmbito da sua estratégia Brew a Better World 2030 e no seu Responsible Marketing Code, que afirma respeitar as pessoas, o ambiente e o bem-estar animal.

Peço que essa organização faça o que é certo: que exija o fim das touradas no Campo Pequeno ou, se isso não for possível, que retire o nome Sagres do espaço e cesse a associação da marca à tauromaquia.

Na expectativa de que este meu pedido seja compreendido e considerado com a seriedade que merece, por uma marca que afirma valorizar e ouvir os seus consumidores,

Com os melhores cumprimentos,

Isabel A. Ferreira
  
***

Dear Madams and Sirs 

As a Sagres consumer, I wish to express my concern about the association of the brand with bullfighting, through its sponsorship of the venue now named Sagres Campo Pequeno, in Lisbon.

In the most recent bullfighting event, held in August, a 22-year-old forcado (a member of the traditional Portuguese bullfighting team) died, a 73-year-old spectator also passed away, a horse was injured, and eight bulls — whose welfare was completely disregarded — were injured in the arena and slaughtered many hours later. It is unacceptable — from an ethical and social responsibility standpoint — for the Sagres brand to be associated with such violent events, widely rejected by society.

I believe that the association of Sagres with bullfighting not only damages the brand’s reputation, but also contradicts the commitments made by Heineken, under its Brew a Better World 2030 strategy and its Responsible Marketing Code, which states respect for people, the environment, and animal welfare.

I ask that the organization do what is right: demand an end to bullfighting at Campo Pequeno, or, if this is not possible, withdraw the Sagres name from the venue and end the brand’s association with bullfighting.

Trusting that this request will be understood and considered with the seriousness it deserves, by a brand that claims to value and listen to its consumers, 

Sincerely,

[Name, City, Country | Nome, Cidade, País]

Isabel A. Ferreira

Portugal

 ***

Publicada por Marinhenses Anti-touradas - à(s) 12:51  

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Fonte:

https://mgranti-touradas.blogspot.com/2025/08/pt-en-este-e-o-momento-por-favor-peca.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2025

Divagações ao redor da morte de (mais) um jovem torturador de Touros. Até quando esta matança vai continuar com a cumplicidade do Parlamento Português, ainda tão cheio de trogloditas?

 

As touradas são uma prática tão bárbara, tão cruel, tão absurda, tão nojenta, que não há como segurar o sentimento de repulsa por quem as pratica, as aplaude e as apoia.


Não é da natureza humana divertirem-se com o sofrimento de um animal indefeso, inocente e inofensivo. Daí ser natural que os ânimos aqueçam quando se trata de falar sobre os cobardes, metidos a valentes, quando atacam um Touro moribundo. É inevitável.

A tourada é uma prática selvática, sangrenta, primitiva. Basta olhar para esta imagem:

 

Rosto que persofica a tourada.png

Falar de um torturador de Touros é o mesmo que falar de pedófilos, violadores e gente quejanda.

 

Não podemos premiar esta gente, com a nossa benevolência, só porque morreram.

 

Também não podemos aplaudir a morte dos maus, de nenhum mau, ainda que sejam os Bid Ladens do mundo ou um hediondo traficante de drogas, assassinos...

 

Estes criminosos estão para nós, como os cobardes forcados e tauricidas estão para os Touros, seres vivos indefesos, inocentes e inofensivos, animais como nós, com um ADN maioritariamente semelhante ao nosso, que sofre a dor, o medo, a angústia da arena, tal como nós.

Não devemos aplaudir a morte dos cobardes torturadores de Touros moribundos, mas é um pouco demais elogiar o que eles fazem na arena, num dos mais cruéis actos da criatura humana.

No entanto, eles são aplaudidos na arena, pelos sádicos e psicopatas e trogloditas quando um Touro moribundo, motivado pelo ataque cobarde de um forcado, investe contra ele,  e ele morre. Os aplausos enchem a arena.

 

A tauromaquia é o resultado de uma doença do foro psiquiátrico, comprovada pela Ciência.

 

Além disso, é um costume bárbaro, de sádicos e psicopatas, introduzido em Portugal pelo alienado Rei Filipe I de Portugal, II de Espanha.

 

O falecido forcado escolheu estar na arena. O Touro foi forçado a ir para arena, e defendeu-se com toda a legitimidade. Eu faria o mesmo.

Aplaudir a morte do forcado, nós que combatemos a tauromaquia, deixamos para os seus comparsas, e elogiar sub-repticiamente a actividade dele, não é da racionalidade.

 

Li num comentário de uma aficionada que as touradas não são para fazer sofrer os animais. Não são para outra coisa. Ela que sinta nos seus costados aquelas farpas, o sangue a escorrer, a dor nas carnes esfaceladas. É preciso lembar que um Touro é um a animal como NÓS: sente dor, fome, sede, sono, urina, defeca, tem órgãos internos tal como nós...  

Os aficionados, sádicos e psicopatas, que assistem às touradas, aplaudem com grande regozijo quando os torturadores de Touros são mortos na arena. Isto não incomodará ninguém? Eles gostam de ver sangue e morte, seja do animal não-humano, seja do animal humano, sim, porque somos todos animais. Eles babam-se de delírio, chegando mesmo ao orgasmo. Isto não sou eu a dizer. São eles que o dizem em público.

 

O mundo da tauromaquia é asqueroso em todos os sentidos

 

A morte desse forcado, de 22 anos, no campo pequeno, em 23 de Agosto de 2025, foi consequência do acto hediondo que estava a cometer. Era jovem, era. Deixou família sofredora, deixou. Poderia morrer de uma maneira mais digna, poderia.
 

Mas foi educado para torturar cobardemente Touros moribundos.

E é isto que tenho a lamentar.

A morte dele poderia fazer dele um herói se estivesse a combater incêndios, a doar órgãos, a dar sangue, a salvar outra vida, como diz o Pedro Almeida, no Facebook, e muito bem.

Mas não estava. Estava a torturar um Touro que sangrava por dentro e por fora, em grande sofrimento.

A morte dele foi aplaudida pelos sádicos e psicopatas que assistiam a esta prática bárbara.

 

Desses aplausos ninguém fala? Não incomodam os hipócritas?

 

Essa gente adora a morte de Touros, Cavalos e tauricidas nas arenas.

Meu comentário nesta publicação:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1190226359795398&set=a.593419102809463

 

Touro a sangrar com farpas.jpg

 

Dorso de um Touro a sangrar com as farpas com que trespassaram as suas carnes. Isto não dói? Então os torturadores de Touros experimentem. Afinal são também animais. Se não dói num, não deve doer no outro.

"Se há algo inequívoco é que, nos próximos anos, o comboio do progresso arrasará as demências sangrentas que ainda persistem. Porque fazer sofrer e fazer espectáculo disso não tem, não pode ter, justificação ética." (Alexandra Reis Moreira)

 

in: https://www.facebook.com/share/1Gb4oH56fk/

***

 

 Carta de uma Criança Levada à Tourada

 

O que vão ler é muito triste, mas é a realidade dos filhos dos aficionados.
É isto que fazem às crianças da comunidade da selvajaria tauromáquica, e as CPCJ (otas) nada fazem, apesar das muitas denúncias que fazemos.

Esta carta é uma acto de reflexão para os que podem acabar com esta barbárie moral, social e cultural.

 

Criança na tourada.png

 

Queridos adultos,

Vocês dizem que a tourada é bonita.
Dizem que é cultura, que é tradição.
Mas eu só vi sangue.

Vi um touro entrar forte e sair ferido.
Vi um cavalo tremer, com medo nos olhos.
Vi pessoas baterem palmas enquanto eles sofriam.

E eu não entendi.
Porque sempre me disseram que não se deve magoar os animais.
Que os cães e os gatos lá de casa merecem carinho.
Então por que é que, na arena, o sofrimento vira festa?

Eu fiquei confuso.
Se a dor deles é motivo de aplauso… será que a dor não importa?
Se todos riam e gritavam felizes… será que a crueldade é normal?
Vocês chamam-lhe tradição, mas para mim parecia pesadelo.

À noite, quando fechei os olhos, não pensei em cultura.
Pensei no touro a sangrar.
Pensei no cavalo a tentar fugir.
Pensei que talvez um dia alguém também ache bonito ver-me sofrer.

Queridos adultos, eu só sou uma criança.
Quero crescer a acreditar que a vida é sagrada, que a empatia é força, que o respeito é caminho.
Mas como posso acreditar nisso se me ensinam aplaudir a dor?

Vocês dizem que querem dar-me futuro.
Então dêem-me futuro sem arenas de sangue.
Porque na tourada não morre só o touro, nem sofre só o cavalo.
Na tourada, morre também a minha inocência.

Assinado,
Uma criança que nunca devia ter visto aquilo

 

 in: https://www.facebook.com/photo/?fbid=24552748791003141&set=a.183245025046857

 

***

Ninguém deveria morrer numa arena

A tauromaquia é, por definição, um exercício de violência. Uns escolhem estar ali, outros não. Nenhum ser deveria ser exposto à dor, à humilhação ou à morte por entretenimento.

Rita Silva

Presidente da ANIMAL. Co-fundadora e co-coordenadora da Rede Internacional Anti-Tauromaquia.

 in Jornal PÚBLICO

 

***

 

Perante o recente acontecimento de um forcado morto, numa situação que ele próprio escolheu, e na sequência do que a jornalista Tânia Laranjo publicou no seu mural sobre o assunto, partilho, aqui, o texto comentário que lhe enderecei:

 

"Tânia Laranjo, por favor leia este meu texto que lhe dirijo: Já que nunca assistiu a uma tourada, desloque-se ao espaço onde ela vai decorrer.

 

-- Veja, com olhos de ver, os touros descarregados e encarcerados para, no dia seguinte ou horas depois serem torturados;

 

-- Acompanhe a tourada e ouça, com ouvidos de ouvir e veja com olhos de ver (não esqueça os do coração) - constate os gritos de horror dos touros golpeados até aos pulmões, veja o sangue a jorrar na terra, receptáculo de dor, que fica, para sempre, guardada.

 

-- Veja e ouça os gritos dos cavalos horrorizados com o medo, eles próprios sujeitos à dor. Muitos perecem na arena com ataques cardíacos. Todos estes gritos são abafados pela música que embebeda espíritos propícios ao gozo perante a tortura; 3- No final, sim, no final do GRANDE ESPECTÁCULO DE TORTURA, dirija-se aos curros e sinta os touros agonizantes com as farpas ainda cravadas nos seus dorsos e assista à retirada das farpas LONGAS, com uma faca e, claro, a sangue frio. Muitos morrem ali mesmo. Outros seguem para o matadouro. Tânia Laranjo, é uma mulher corajosa, VÁ! VEJA! SINTA!"

 

Madalena Oliveira, in Facebook

Publicação de Tânia Laranjo, que deu origem ao texto de Madalena Oliveira:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=24551344831148907&set=a.688151524561572

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:27

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2025

José Gomes Ferreira: «Os incêndios em Portugal interessam e dão de comer a muita gente»

 

Como é possível o governo português não tomar qualquer medida eficaz e definitiva contra este crime ambiental, perpetrado ano após ano, (e 2025 foi dos piores), nas barbas das autoridades, sem tomar medidas concretas, que possam dissuadir os incendiários de cometer tal crime? Ficam-se por penas de pintassilgos, quando deviam ir para a cadeia os 25 anos (escassos) atribuídos a crimes graves. Atear fogo a florestas, matando animais e, por vezes, pessoas (estou a lembrar-me do fatídico ano de 2017, mais de cem pessoas mortas) e queimando casas e os bens das pessoas atingidas por esses fogos postos a mando de negociantes não será um crime gravíssimo?

É bem verdade que há muito mato seco que não foi cortado. A floresta não foi limpa. Ainda se houvesse guardas florestais, cantoneiros, profissões que já não existem e fazem falta. Vigilância. Fiscalização. E pena máxima de 25 anos para os incendiários e seus mandantes, talvez  houvesse esperança...

O Norte de Portugal está NEGRO, e milhares de animais foram mortos. E casas, culturas agrícolas, pomares, hortas, pastos, tudo, tudo queimado. E os governantes a banhos!!!!


Talvez os governantes acordassem para esta desgraça, se algum dia estivessem na situação de atingidos pelos criminosos fogos postos! A falta de empatia pela desgraça do povo, por parte de quem nos governa é algo que me incomoda, como cidadã portuguesa.

Isabel A. Ferreira

 

Incêndio.PNG

Incêndio de Arouca, em 29 de Julho de 2025/ Foto: ESTELA SILVA

 

José Gomes Ferreira dá série de soluções para acabar com os fogos

 

 José Gomes Ferreira,  director-adjunto de Informação da SIC, acredita que há uma “indústria dos incêndios”, que colapsaria se não existissem incêndios todos os anos. «As evidências estão aos olhos de toda a gente», diz o jornalista, que dá exemplos do que pode ser feito para contrariar o problema.

Como em todos os Verões, os incêndios estão a atingir várias regiões do país, sobretudo no Norte. Em 11 dias, a Polícia Judiciária (PJ) deteve 10 pessoas suspeitas de fogo posto, a principal causa das ignições. Mas, afinal, a quem é que interessa os incêndios em Portugal?

«Interessam a muita gente. Como eu costumo dizer, os incêndios rurais em Portugal dão de comer a muita gente», responde José Gomes Ferreira.

 

«Não vou acusar nenhuma pessoa, empresa ou sector em concreto. Mas se não houvesse incêndios num ano, o que é que acontecia no mercado de aluguer de aviões de combate, de helicópteros, de venda de veículos de combate, de adaptação e reparação de veículos, das empresas de mangueiras, fatos e outros materiais? Se não existirem incêndios, não há mercado para estes negócios», diz o jornalista.

José Gomes Ferreira revela ainda que falou com um “alto responsável da Protecção Civil, que já não está em funções”, que admitiu a relação entre os incêndios e o comércio de madeira para aglomerados.

 

«Muita madeira que foi queimada dá para cortar a preço zero e os proprietários até pagam para libertar o terreno. O valor económico da matéria prima é praticamente zero e o valor final do produto é igual.O valor económico da matéria prima é praticamente zero e o valor final do produto é igual»,explicou, antes de propor uma série de medidas que, na sua opinião, poderiam ajudar a combater os incêndios, nomeadamente quando têm intervenção humana.

O que pode ser feito?

José Gomes Ferreira propõe um modelo de incentivos «contrário ao que existe hoje», que «não esteja do lado da ocorrência do fogo, mas do lado dos proprietários que querem manter a floresta verde».

 

«A sociedade devia pagar, através de estruturas do Estado, subsídios a quem mantém a floresta verde. Não é impossível. Pode ser com créditos de carbono que se estendam aos pequenos proprietários», frisa o jornalista, que dá outros exemplos.

 

«O Estado devia assumir, através da Força Área, a maior parte dos meios de combate aos incêndios. Os privados não deviam dominar completamente esse mercado (…) Militares do exército deviam fazer campanhas de três meses no meio da floresta, para aumentar a fiscalização», diz José Gomes Ferreira, que também defende o aumento das penas para os incendiários.

Fonte: https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2025-08-13-video-os-incendios-em-portugal-interessam-e-dao-de-comer-a-muita-gente-3b4a66ae

 

Nota: texto corrigido automaticamente para a ortografia de 1945, em vigor, de jure, em Portugal.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:16

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2025

No Sabugal foi assim...

 

 ANIMAL

17 h ·

 

Chegou a época dos encerros e capeias na zona raiana. Isto sucedeu esta manhã. Não temos imagens (ainda), mas temos toda a informação. Entretanto, adivinhem quem patrocina estes eventos? Exactamente: as/os contribuintes.


Precisamos que toda a gente diga #ComoMEUdinheiroNÃO . Por favor leiam e subscrevam a ILC agora mesmo! (Links directos na nossa bio, stories e site)


https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT121785


 Consultem as 99 páginas que temos com os dinheiros públicos entregues nos últimos anos a esta cruel indústria. (Documento em constante actualização)
Poderão encontrar toda a informação na nossa linktree https://linktr.ee/ANIMAL.ONG 

Partilhem bastante a informação e o nosso trabalho! Com a participação de todas/os conseguiremos fechar esta vergonhosa torneiraque mantém a tauromaquia.

Se acreditam na importância do nosso trabalho, por favor, apoiem-no hoje mesmo!


ANIMAL 

#EmDefesadosDireitosdeTodososAnimais desde 1994 

#tauromaquiaabolicao

#tauromaquiaeviolencia

#animalrightscampaigners

 #animalrights

#direitosdosanimais

#proteccaodosanimais 

#animalprotection

Com o meu dinheiro NÃO!.jpg


***

Outra VERGONHA! 

Sabugal é também uma terra de trogloditas, de gente atrasada, com divertimentos bárbaros. 
Para quando a evolução?

É só vergonhas, em Portugal! 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:03

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Em Alcochete foi assim...

 

Que gente mais atrasada, troglodita, primitiva e todos os restantes adjectivos que dizem da pobreza moral, cultural e social dessas criaturas ainda rodeadas de trevas...!

UMA VERGONHA, num Portugal que ainda não saiu da Idade Média, com uns governantes que não sabem o que é a Civilização, e travam a evolução do País com o seu apoio a estas práticas broncas.

É preciso limpar o Parlamento. Fora com os trogloditas!

 

Isabel A. Ferreira

 

Alcochete.PNG

 Cliquem nos links, e vejam o que foi a época troglodita em Alcochete:

 

https://www.facebook.com/reel/1262472628906085

https://www.facebook.com/reel/758262326590290

https://www.facebook.com/reel/1809918909595593

https://www.facebook.com/reel/1452123439368256

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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Terça-feira, 12 de Agosto de 2025

Que País será o País dos Portugueses?

 

Por Isabel A. Ferreira

 

É um país com um bom clima. Muito sol. É Lisboa. É o Porto. É o Algarve. É a Ilha da Madeira. As boas praias. Os passeios pelo Douro. Os bons vinhos. A boa gastronomia. Os excelentes e premiados hotéis. É a Arquitectura. O rio Tejo, onde aportam os maiores cruzeiros do mundo…

 

Mas isto é o Portugal dos turistas, dos ricos que aqui vêm trazidos pela propaganda, pelo sol e pelo clima de tranquilidade que, por cá por enquanto, ainda se vive, longe da mira dos terroristas.

 

E deste Portugal todos nós nos orgulhamos. Mas este Portugal representa apenas uma pequena parcela dos 92.090 km² do total do seu território.

 

Existe um outro Portugal. O Portugal das mentes mirradas, que se esconde dos turistas, para não parecer mal. Mas isto acontece em quase todos os países do mundo. Mesmo naqueles mais civilizados. Um turista é levado a ver apenas o que a propaganda quer que vejamos. Já me aconteceu a mim, em vários países. Sei como é. Mas como sou curiosa, não me fico pelo que me querem mostrar. Vou sempre muito mais além, nem que vá às escondidas.

 

Deste Portugal das mentes mirradas, aposto que nenhum português, que se preze de o ser, sente qualquer orgulho. Eu não sinto.

 

Vejamos:

 

– Portugal é um país fragmentado. Venderam-no aos Brasileiros, aos Angolanos, aos Chineses, aos Espanhóis … e são estes povos que praticamente “mandam” no país ora economicamente, ora politicamente...

 

– Há ainda cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no Censos de 2011. Não se aposta na Educação (e quando o Ministro desta tutela pede aos professores para não chumbarem os alunos, está tudo dito), no Ensino, na Cultura Culta. Aos políticos convém manter o Povo no banho-maria da ignorância, para que ele seja mais facilmente manobrado.

 

– Já ouviram falar na geração Nem-Nem, aquela que nem estuda, nem trabalha, e só atrapalha a evolução do país? Mas interessará aos políticos fazer evoluir o País, acabando com esta geração Nem-Nem? Não, não interessa.

 

– A desigualdade e a pobreza em Portugal são alarmantes. As oportunidades não são as mesmas para toda a população. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE. A pobreza aumentou para níveis do início do século. Existem ainda muitas crianças a passar fome em Portugal. A pobreza alastra-se como uma lepra. No entanto, a gastronomia portuguesa faz o deleite dos turistas.

 

– O Sistema Nacional de Saúde (SNS) é um caos, há muito, muito tempo. Faltam médicos. Faltam enfermeiros. Faltam condições nos hospitais públicos. Existem listas de espera para tudo. Ainda se morre sem a assistência adequada e atempada. Ainda se morre sentado numa cadeira, num hospital. 52,3% da população tem colesterol elevado; 36% sofre de hipertensão arterial; a obesidade atinge 28,7%; e a diabetes afecta cerca de 13% da população. E mais: há bebés que nascem na rua, nas ambulâncias, enfim, onde calha...

 

– Pretendeu-se taxar os produtos nocivos à saúde pública, para se angariar mais proventos para o Estado. Sim, porque em Portugal estão à venda, para consumo, produtos nocivos à saúde pública, e em vez de se suprimir esses produtos nocivos, taxam-se, porque há sempre alguém que os adquire e contribui para o aumento do colesterol, da hipertensão, da obesidade, da diabetes… e entope os hospitais públicos, e as taxas entram nos cofres do Estado, à custa do mal dos outros.

 

– Da União Europeia, os Portugueses são dos cidadãos com menores taxas de participação em actividades culturais (cultas), segundo o relatório do Eurobarómetro. Esta miséria cultural em que Portugal está mergulhado deve-se à falta de investimento no sector, à débil aposta na Educação e ao baixo poder de compra dos Portugueses, dizem vários especialistas e responsáveis por estas matérias.

 

– Portugal é um país onde a corrupção existe ao mais alto nível e é generalizada entre os mais ricos e poderosos. Não existe corrupção entre os pobres e os não-poderosos.

 

– Os legisladores legislam para se protegerem uns aos outros, e uma boa parte das leis são injustas e desadequadas, não são cumpridas, nem existe quem as faça cumprir. Impera uma camuflada ilegalidade em várias frentes. E a Justiça tem duas caras. E a impunidade impera.

 

 – Não se cumpre a Constituição da República Portuguesa, em vários aspectos, a começar pelo presidente da República Portuguesa que mantém, em Portugal, um Acordo Ortográfico ilegal e inconstitucional, apenas para fazer o jeito ao Brasil. E se isto não for verdade que me desmintam, com argumentos constitucionais.

 

–   Não há uma política ambiental que proteja as florestas, os rios, os recursos e parques naturais, a fauna e a flora portuguesas.

 

–  A inexistência de políticas que elevem a Cultura, a Educação, a Moral e a Ética é gritante.

 

– O que existe é uma política que promove, apoia e premeia, também ao mais alto nível, a mediocridade, a imbecilidade, a ignorância, a estupidez, a crueldade e a violência (que até estão legisladas).

 

–  Não existe uma política eficaz de protecção às crianças.

 

– Existem doze "escolas" de toureio, financiadas com dinheiros públicos, onde se ensinam crianças a desenvolver instintos sádicos e psicopatas.

 

– Um terço dos municípios portugueses vive ainda num patamar civilizacionalmente muito atrasado, medieval, primitivo, cujos governantes aprovam as mais hediondas crueldades contra animais não-humanos, nos matadouros, na tauromaquia (em todas as suas impiedosas modalidades, e na qual se esbanjam milhares de euros do erário público), nas corridas de galgos e de cavalos, na luta de cães e de galos, no tiro aos pombos, nos circos que usam animais, em jardins zoológicos e zoo marines, na caça e pesca desportivas, nas batidas à raposa, na caça furtiva aos animais selvagens, nos festivais de matança de porcos ao vivo, na inacreditável queima de gatos, enfim… apenas alguns cães e alguns gatos gozam do estatuto de animais em Portugal. Todos os outros continuam a ser “coisas”, apesar de existir uma lei que diz que eles já NÃO são “coisas”.

 

–  E já dizia Mahatma Gandhi que o grau de civilização de um povo mede-se pelo modo como ele trata os seus animais. E neste aspecto, Portugal está no grau Zero.

 

– Nestas actividades cruéis está envolvida uma população inculta, encruada, bastante ignorante, desinstruída, analfabeta, mas também letrados mal formados e mal informados e sem carácter, porque a boa formação e o bom carácter não se aprendem nas universidades.

 

– E o que dizer sobre a invasão descontrolada de imigrantes? Não saberiam os governantes portugueses que para receber imigrantes são necessários vários requisitos, para que possam permanecer no País com dignidade? Não saberiam que ao entrar em Portugal, era preciso fazer um rastreio, porque com os bons, que vieram à procura de trabalho e de uma vida melhor e de estabilidade, vieram também os maus, que não vieram interessados em construir um futuro, mas sim com o intuito de mandriar, viver à custa de subsídios e difundir os seus vícios criminosos?

 

– Para culminar, Portugal, que é um dos mais antigos países da Europa, e que até há bem pouco tempo podia gabar-se de ter uma Língua culta,  também das mais antigas da Europa, bem estruturada e das mais belas e ricas, lexicalmente falando, hoje, devido a uma desmedida e incompreensível cegueira mental, à incultura, à ignorância e a interesses políticos (entre outros) obscuros, anda por aí vulgarizada através de uma ortografia terceiro-mundista, cientificamente desestruturada, inútil, funesta, grotesca, inconstitucional, ilegal e inculta, rejeitada por milhares de portugueses, cultos e menos cultos, a que continuam a chamar inadequadamente Português, que os políticos estão a tentar impingir aos Portugueses e ao mundo.  

 

Aqui nasceu Portugal.PNG
Guimarães

– Ainda há pouco tempo, na China, António Costa, primeiro-ministro de Portugal, referiu a necessidade de difundir a nossa Língua, a 5ª (?) mais falada no mundo e que até está difundida na Internet… esquecendo-se António Costa de que o que está difundido na Internet é a Variante Brasileira do Português, à qual se junta a mixórdia ortográfica portuguesa gerada pelo AO90, uma ortografia que envergonha Portugal, e nada tem a ver com o verdadeiro símbolo da Identidade Cultural Portuguesa.

 

– A Língua Portuguesa não é um símbolo da Identidade do Brasil. O Brasil adoptou-a como língua oficial, mas não se identifica com ela, por isso, desenraizou-a, afastando-a das suas origens europeias. Mas os Portugueses não são obrigados a ceder a esta proposta desonesta que é substituir a grafia portuguesa pela grafia preconizada pelo AO90.

 

– É esta ortografia terceiro-mundista, (mal) engendrada no outro lado do Atlântico, por Antônio Houaiss (um brasileiro de origem libanesa), Evanildo Bechara (brasileiro) e Malaca Casteleiro (de origem asiática), e a qual nada tem a ver com a raiz das línguas europeias, que o governo Português quer ver disseminada pelo mundo?

 

– O Engenheiro António Guterres teria duas opções: rejeitar liminarmente esta ortografia parva, que os governantes portugueses escrevem e querem impingir ao povo, e preservar a Identidade Cultural Portuguesa, a dignidade e a verticalidade com que até hoje regeu as suas atitudes, como figura pública, ou entra no jogo inquinado dos políticos, e mancha o seu nome e a sua reputação, arrastando o nome de Portugal pelo chão.

– Mas o que fez António Guterres? Optou pela grafia amixordizada.

 

– Pesando os prós e os contras, que aqui foram expostos, penso que o Engenheiro António Guterres não tem motivo algum para se orgulhar de Portugal, enquanto este panorama terceiro-mundista se mantiver. E nós, não temos motivos para nos orgulharmos de António Guterres, que não soube defender Portugal e a sua Identidade Cultural através da Língua Portuguesa.

 

– E se quiser que Portugal mantenha o orgulho que nos deu a sua nomeação para Secretário-geral da ONU, António Guterres terá de fazer a opção certa, e talvez recomendar aos governantes portugueses que se dignem entrar no século XXI d.C. e abandonem o primitivismo em que ainda se encontram, e façam Portugal crescer como nação integrada numa Europa evoluída, que mantém as suas Línguas cultas e intactas, e que há muito deixou as práticas medievais que envergonharam um passado que já passou, avançando para o futuro.

 


publicado por Isabel A. Ferreira às 19:13

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2025

«Bicadas do meu Aparo» – “Os grandes feitos nacionais”, por Artur Soares

 

[Porque a política pós-25 de Abril não conseguiu ainda fazer esquecer um passado que já passou, e do qual muitos têm saudades, e outros abominam, transcrevo o texto que me foi enviado por Artur Soares, com a intenção de agitar as águas paradas e insalubres em que a actual política portuguesa chafurda, arrastando Portugal para um lamaçal lodoso e fétido, e a conduzir o Povo português pelo caminho de regresso ao passado. Ainda não repararam?  Então reparem].

Isabel A. Ferreira

 

Pablo Neruda.jpg

 

Nos Estados Unidos da América, quando alguém tem de fazer prova para ganhar o emprego, há uma pergunta que nunca falha no teste: “e o que é que já fez pela América?”

 

Se isso fosse perguntado a várias centenas de indivíduos e a outras centenas de políticos que nos têm governado, estou que ficaríamos tristes, talvez com risadas irónicas e talvez até lhe virássemos as costas. A pobreza de feitos em Portugal, em qualquer vila ou cidade, é, como diria o jornalista Agostinho Caramelo, “de fartar vilanagem”.

 

Pode haver, caro leitor, quem possa ter pejo pela afirmação que vou fazer. Se for o seu caso, peço antecipadamente perdão, mas vamos à afirmação: pelos feitos em Portugal após a democracia, “se Salazar fosse vivo e se se candidatasse a primeiro-ministro, acredito que ganhava as eleições”.

 

Mas declaro também, que conheci e sofri na pele certas políticas de Salazar. Fui proibido de SER, de TER e até numa guerra tive de participar. Salazar, nem a 4ª classe me deu, quanto mais o resto que consegui, a trabalhar e a fazer exames como aluno externo. Tantos anti-salazaristas de hoje, tudo lhe devem, pois estudaram nas suas Salas.

 

Mas Salazar fez obra! Tem feitos! Quem desconhece o Bairro Social do Arco do Cego, o Aeroporto Internacional da Portela, a Cidade Universitária de Lisboa, a Ponte sobre o Tejo, o Estádio 28 de Maio, a Rádio Televisão Portuguesa, para não citar muitíssimas mais obras públicas que bem se conhecem do Minho ao Algarve? Não ganharia o velhote as eleições, com todos estes feitos?

 

Após o 25 do quatro, que fizeram os governantes e onde estão os grandes comerciantes ou industriais deste país? Mas serei eu que sou má-língua? Não é verdade que tanto uns como outros apenas vêem dinheiro, poder, e não surgem quase diariamente indivíduos a meterem a mão no saco em qualquer actividade pública ou privada? Não é verdade que o líder do Chega atingiu o alto da montanha, porque se agarrou ao problema da corrupção e outros podres sociais que ninguém resolve e que muitíssimo poucos rapaces se julgam?

 

Feitos em Portugal, os grandes feitos! Nem as estradas esburacadas e remendadas, resolvem. Então nesta minha Brácara Augusta, remendos e buracos não faltam. Nem tão pouco pintam no alcatrão os sinais de trânsito, as linhas longitudinais contínuas ou descontínuas, as passadeiras para peões e até os sinais de trânsito perderam a cor!

 

Os grandes feitos! Ainda há dias, no tabuleiro que passa por cima da Rotunda (junto do Braga Parque), acabou de ser alcatroado. Demorou dez dias – salvo erro – a alcatroar mais ou menos 500 metros. Trânsito que ficou caótico, embora se vissem entre seis ou dez trabalhadores à volta do piso.

 

Como apenas se via que um ou dois homens trabalhavam, o meu amigo Manecas, a ironizar, afirmou: “um deles, é o Planeador da Obra; outro, foi o que estudou a obra; outro, é o director da obra; outro, é o Mestre da obra; outro é o fiscal da obra; outro, é o engenheiro da obra, outro, é o sindicalista dos trabalhadores da obra, e os outros dois são os que trabalham”. E o povo paga e sofre com o caótico trânsito que provocaram, respondi.

 

Os grandes feitos! Também há dias, nesta minha Roma Portuguesa, aconteceu um grande feito! Na Rotunda de Infias, em tempo de chuva, os camiões patinavam no paralelo e não conseguiam subir. Era o caos! Torciam o volante para a esquerda ou para a direita e, patinando sempre, lá iam subindo e os carros ligeiros esperavam e buzinavam.

 

Então, aconteceu o grande feito: alcatroaram meia Rotunda para os camiões subirem e a outra meia ficou como estava, em paralelo. É digno de se ver, é ridículo o que se vê.

 

Ninguém é perfeito. O barro tanto pode servir para coisas lindas como para coisas desagradáveis. O barro de que falo, é o barro/homem. Mas verdade, verdade, é que os homens de hoje, as mentalidades de hoje, os valores do homem de hoje, salvo as devidas excepções, não passam de pessoas desmotivadas, indiferentes aos ambientes e às necessidades que os cidadãos têm.

 

Culpa de quem? Dos pais que não dão, porque não têm? Dos professores que não preparam para que haja homens motivados e com valores? Dos políticos que desconhecem o modus vivendi do povo e seus anseios?

 

Deixemos Salazar em paz e que seja Deus a solucionar os seus defeitos de vivo. Mas que Portugal precisava de uma boa centena de salazares, lá isso precisava, para novamente termos outros grandes feitos.

 

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:56

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