O que poderá dizer-se de Josefina Maller?
O que ela quis que de si se soubesse na sua Nota Biográfica (relatada nas badanas do livro), e que, resumidamente, diz o seguinte: a sua infância e a adolescência foram passadas entre dois continentes – Europa e América do Sul – pontuadas pelo romantismo e proezas de viagens a bordo de grandes navios, vivenciando peripécias exóticas, aqui e ali, o que nela desenvolveram um espírito aventureiro, desassossegado, insatisfeito…
Depois veio a realidade: trabalhou numa escola pública, em Portugal, durante dois anos. Não satisfeita, com horários e campainhas, enveredou pelo Jornalismo e pela arte fotográfica. Alguns anos durou essa carreira, de escrita e de fotógrafa, como freelancer, em vários jornais nortenhos. Recebeu alguns prémios. Mas o seu maior prémio, segundo ela própria, foi o de ter conseguido apanhar a vida em andamento…
Entretanto, o passado passou, e actualmente escreve porque essa, enfim, é a sua verdadeira vocação.
A autora estreou-se com «A Hora do Lobo», um livro estranho, perturbador, onde a ficção e a realidade se unem para dar voz a muitas vozes, que precisam de gritar, mas não têm como.
É um livro ousado, que reflecte as coisas do Mundo, do Homem, da Humanidade, do Planeta e do Futuro... (Se houver Futuro).
Segundo a autora: «A Hora do Lobo» é um livro que incomoda. Um livro atrevido. Desassossegado. Intencionalmente provocante. Um desafio às mentes adormecidas. Pontilhado de casos reais. É um livro que desafia a mediocridade».
Por isso Josefina Maller adverte: «Não pode adquirir o meu livro quem gosta da chamada “literatura light”; quem gosta de romances de “água com açúcar”; quem gosta da vulgaridade; ou quem não gosta de reflectir»...
Trata-se de uma pré-visão do que poderá acontecer ao homem e ao Planeta, um alerta aos poderosos do mundo, mas também a idílica vivência de um nefelibata que percorre o mundo.
É uma história com várias histórias dentro, escrita escorreitamente, na Mátria Língua Portuguesa.
Uma história, cujo final ficará ao critério de cada leitor... como um desafio à inteligência...
Um livro que se recomenda a todos quantos se preocupam com a Vida no Planeta, de um modo global.
SINOPSE
Tudo aconteceu inesperadamente.
As carnes de todos os seres vivos começaram a cair como chuva fétida. Homens e mulheres, velhos e novos foram atacados pelo que se admite ter sido o mais surpreendente tédio do Universo. Fracos e fortes, bons e maus, todos os animais vertebrados e invertebrados, caminhantes e rastejantes sobre a Terra evolaram-se, então, impelidos por uma ventania endoidecida. Toda a vegetação murchou e as águas das fontes, dos rios, dos lagos e dos oceanos secaram, tal o poder flamífero do Sol que, saturado, cingiu o planeta com um deslumbrante manto de fogo. E esse fogo era tudo o que restava do caos.
Veio, depois, o vazio.
O nada, na sua mais absoluta significância. O nada, mas não as trevas. Era uma luz intensa que
fulgurava. Tão ofuscante que causaria pasmo e aquele terror primordial do desconhecido, se alguém tivesse ficado para contemplá-la.
Iniciara-se a revolta dos elementos. Ferozes. Saturados de raivas acumuladas, há longos, longos séculos, pelos maus-tratos que lhes foram infligidos. Desprotegido, o Planeta ficou então inteiramente à mercê de um Sol insensível, único elemento dominante no caos em que o Universo se transformou, o qual envolveu a Terra num abraço funesto, ao lançar os seus raios ultravioletas, como flechas envenenadas, sobre todos os povos.
Todavia, pelo planeta, deambulava o esqueleto de um homem que, misteriosamente, sobrevivera ao tédio do Universo. Um ser sonâmbulo. Amostra de um caos absoluto. Simulacro de sombra ou vivo-morto, sem condição para repousar, em paz, o corpo descarnado. Por isso, aguardava, expectante, o desfecho desta rebelião dos elementos, e um destino singular e inimaginável, que o aguardava, lá, num lugar secreto, onde a vida fluía como um milagre…
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Por motivos alheios à vontade da autora, o livro não se encontra à venda nas livrarias portuguesas. Quem estiver interessado em o adquirir, deve fazê-lo através do e-mail: josefina.maller@gmail.com
O livro será enviado via CTT, por 15,00 Euros (já incluído os portes para território português).
Entre os sobreviventes que encontrámos no que restou de uma pequena aldeia, havia um homem grande, de olhos grandes, negros e cativantes, com um sorriso igualmente grande, apesar de tudo, onde sobressaíam uns dentes extraordinariamente brancos.
Estavam concentrados à beira de um rio, para onde nos dirigimos, com a intenção de nos refrescarmos, depois de termos visitado alguns dos inúmeros campos de refugiados que começaram a substituir as povoações, em determinadas províncias, tal era o estado miserabilista em que se encontrava aquela parte do mundo. Então, o homem grande, de sorriso grande, interpelado por Oskar, relatou que estavam ali, porque estavam.
Para onde iriam?... Os lugares, naquela parte do país, eram todos iguais: arrasados e sujos, cheios de mortos por enterrar e de moscas prontas a sugarem o pouco sangue que lhes corria nas veias.
Felizes eram os abutres que tinham o que comer, com fartura. Mas eles, homens, não se atreviam a comer os restos putrefactos dos seus parentes.
in «A Hora do Lobo» © Josefina Maller

Foto: Internet
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Um inferno chamado GAZA

Na expressão deste menino palestiniano podemos ver o reflexo da crueldade dos que, em nome do ódio, destroem a infância e a vida de milhares/milhões de crianças, sem que elas tivessem alguma vez contribuído para a insanidade das guerras.
Tudo isto é muito triste.
Esta é uma história triste que dura há séculos.
E durará outros tantos séculos, porque os oponentes são feitos da mesma matéria. Infelizmente, os séculos passaram e continuam a passar e as mentalidades nada mudaram. É preciso ir ao fundo da História para tentar chegar ao âmago deste conflito, e nenhuma das partes é isenta de grandes culpas.
Porém, quem paga a factura desta insanidade milenar são as crianças.
Porquê? Que mal fizeram elas aos insanos senhores das guerras?
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Josefina Maller