Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2024

João Moura condenado: justiça, justiça mesmo justa seria feita se o toureiro cumprisse pena de prisão efectiva, para sentir na pele o que é estar dentro de calabouços, como os seus Cães e Touros

 

Passados 500 anos ainda não chegou o dia que Leonardo da Vinci vaticinou...

Precisaremos de mais 500 anos????

Pelo visto, com certeza, precisaremos talvez até muitos mais anos!!!! Porque a crueldade é um apanágio apenas da espécie Homo Trogloditus.

 

Leonardo da Vinci.png

João Moura é TOUREIRO, e estaria tudo dito.

 

João Moura.png

 

Não surpreende, pois, que tratasse os seus Galgos com a crueldade com que os tratou e é visível na imagem. Para ele, Touros, Cães, quem sabe outros animais não-humanos e até humanos serão menos que nada.



Foi levado a tribunal por ter maltratado Galgos, logo Galgos , que são Cães de uma extrema sensibilidade.

O tribunal de Portalegre condenou-o a quatro anos e oito meses de prisão, com pena suspensa.

 

Com pena suspensa porquê?

 

Este não seria um crime suficientemente grave para levar os cinco anos previstos na lei vigente? Lei de pouco préstimo, diga-se de passagem, pois NÃO defende adequadamente os direitos dos animais não-humanos, quer sejam de companhia ou não sejam.

Vasco Reis.PNG

(OBS: O Dr. Vasco Reis é o único médico-veterinário que combate a tauromaquia) 

 

Não esquecer que os animais não humanos são animais como NÓS, e por saber disto é que NÃO faço distinções entre os seres humanos e os seres não-humanos. Trato-os do mesmo modo, com o mesmo carinho, com o mesmo cuidado, porque só assim demonstro a minha humanidade.  


Porque sei disto, não concordei com a pena suspensa de uma criatura que tratou com uma desumaníssima crueldade os seus próprios Cães.



A pena de prisão efectiva talvez ajudasse outros que tais joões mouras, porque os há por aí aos magotes, a pensarem duas vezes antes de maltratarem seja que animal for.

O tribunal decidiu ainda que João Moura não pode possuir animais de companhia por um período de cinco anos e proibiu-o de frequentar feiras e corridas de cães por um período de três anos, para além disto, Moura tem de doar 3.000 euros a três associações que receberam, na altura dos factos, os seus cães, devendo ainda o cavaleiro frequentar um programa de reinserção a determinar pela Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

 

Isto é daquelas coisas que teriam de ser proibidas até ao fim da vida, porque a crueldade é algo que se entranha na pele e fica para sempre, e não há reinserção que desentranhe o que já vem do berço.  

 

Notícia completa aqui  

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:12

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2024

24 de Janeiro de 1944: ao Poeta vila-condense A. Monteiro dos Santos (Dário Marujo) na passagem do 80º Aniversário do seu Nascimento

 

A tua vida poderia ter sido breve, mas perdura na obra que deixaste.

Eras Poeta, e os Poetas são imortais.

Hoje quero celebrar-te e já não tenho palavras, porque ao longo dos últimos 15 anos, desde que partiste para as estrelas, em 22 de Novembro de 2008, gastei todas as palavras para te homenagear.

Hoje vou repetir-me.
Mas que importância tem isso, desde que esteja a celebrar-te?

***

A António Monteiro dos Santos devo o meu conhecimento e afecto que me ligou a Vila do Conde, à sua História, aos seus Poetas, a José Régio e família (o irmão Apolinário, e sobrinhos com quem privei). A Vila do Conde, para onde fui dar aulas, no ano lectivo de 1973/74, na Escola Frei João de Vila do Conde, era ainda Bacharel.

 

Mais tarde, já como Correspondente dos Jornais «O Primeiro de Janeiro» e «O Comércio do Porto» conheci António Monteiro dos Santos, na Biblioteca Municipal de Vila do Conde, onde fui buscar o conhecimento das coisas daquela cidade. 

Ele era um poço de saber. Um excelente paleógrafo. Pedi-lhe ajuda para que me introduzisse na História da cidade, da sua gente, dos seus hábitos, e o que A. Monteiro dos Santos me ensinou fez-me apaixonar por «Vila do Conde espraiada/entre pinhais, rio e mar!» (José Régio)

 

Depois vieram os seus livros de Poesia: «Por Ti Pintei a Lua» e “Se Eu Fosse Dono da Vida», sob o nome de Dário Marujo, «um nome que cheira a docas, um nome que cheira a cais», um nome que vem do tempo em que era Marinheiro, filho de um mar de gaivotas»…

 

António Monteiro dos Santos - Diana bar.png

A. Monteiro dos Santos, no Diana Bar (Póvoa de Varzim), à mesa onde José Régio costumava sentar-se e escrever os seus poemas.

 

Até sempre, meu amigo!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:49

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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2024

«Bicadas do meu aparo: “Socialismo, caviar e televisões”», por Artur Soares

 

Eu sei distinguir os eleitores simpatizantes de um partido político, os eleitores eventuais, bem como distingo as bases dos partidos. Mas, também sei que um partido político, tem os Militantes e os Quadros do partido.

 

Sendo assim, os êxitos e as falhas de um partido político, devem-se, sobretudo, aos seus militantes e Quadros.

 

Não pretendendo “fazer aqui política”, mas somente reflectir na política e na democracia do Partido Socialista, do seu socialismo, desde Mário Soares a António Costa. As bases, os simpatizantes e certos Quadros deste club, devem estar aterrorizados quanto aos Governos e governantes Socialistas.

 

Penso que os políticos que mais têm afundado o país, que mais desgraças têm trazido ao país e que mais crises tem provocado ao país, têm sido os socialistas: atropelos, tráficos de várias cores, políticas rapaces, saques, corrupção, amiguismos e todo o género de prejuízos causados contra o povo.

 

Com os socialistas portugueses, Portugal tem sido uma bagunça, onde ninguém se entende e onde se anda, socialisticamente, à estalada.

 

Mário Soares, fazia deslocações ao estrangeiro, em aviões especialmente fretados, com uma comitiva de duzentos ou mais elementos. Caviar, lagosta, champanhe francês, charutos e os melhores whiskies, eram a ementa da comitiva e ninguém sentia os lucros dessas deslocações espampanantes, talvez fraudulentas.

 

Este governante até a fundação Mário Soares adquiriu e foi o primeiro governante a pedir a presença do FMI em Portugal! Já não havia dinheiro e os milhares de barras de ouro deixadas pelo fascista Salazar, desapareceram.

 

Guterres, sonhador ou lírico, o apaixonado pela Educação, abandonou o Governo após o mau resultado de umas eleições autárquicas, não teve tempo de efectuar nenhuma das 120 medidas que prometeu, se, ganhasse (como ganhou) as eleições legislativas.

 

Sócrates, o ex-preso da cela nº 44, da cadeia de Évora, o tal que ainda espera ser julgado, por há dez anos cometer vários crimes cometidos contra o Estado, iniciou a fome no país, criou problemas sem pejo a muita gente, semeou a descrença, encetou a perseguição a centenas de profissionais do Estado, criou conflitos em jornais e televisões e até roubou 50% do subsídio de Natal aos aposentados da Caixa-Geral de Aposentações, em 2011.

 

António Costa, o governante que desrespeitou as eleições de 2015, derrubando Pedro Passos Coelho para se unir à extrema-esquerda; que desconhecia a debilidade do paiol das munições de Tancos, porque assaltado; que abandonou o país para férias, quando Pedrógão ardia e mais de uma centena de mortos aconteceram; o governante que sorriu ao seu ministro Cabrita pela morte de um homem na auto-estrada; o governante que tem medo a reformas, que se rodeou de madraços, que criou um ninho de toupeiras nos serviços governamentais, que deu milhares de milhões à banca falida por ladroagem, assim como à TAP, onde, os serviços das Infra-estruturas do Estado têm sido o cancro de Portugal.

 

Finalmente, António Costa, pediu demissão do cargo de Primeiro Ministro, quando obteve uma maioria nas eleições, demissão que ninguém entende.

 

Será que teremos um futuro primeiro-ministro do PS, Pedro Nuno Santos, o Quadro PS que nunca governou a sua casa, que nunca trabalhou numa empresa pública ou privada e que apenas se doutorou e vagueou pelos corredores socialistas? Bem, bem, fregueses!

 

Ora as televisões de Portugal, de tudo o que atrás se recorda e afirma, não param: esmiúçam até à exaustão tudo e todos, enfraquecem os cérebros de quem os ouve, não dão cultura a quem lhes paga, não denunciam o servilismo do acordo ortográfico de 1990, perseguem e inventam caminhadas por notícias de ocasião - são carraças autorizadas.

 

Televisões em Portugal: ocas, populistas, carraças e muito mais, exploram sem travões tudo que é mau.

 

Recordemos Tancos nas televisões; fogos em Pedrógão; o medo que provocaram pela pandemia Covid 19; as perseguições a políticos; a anarquia nas fotografias da guerra na Ucrânia, o mesmo na guerra Israel-Hamas e agora, ambas as guerras esqueceram, para falarem da demissão-não-percebida de António Costa.

 

Simpatizantes e eleitores de circunstância do Partido Socialista, não serão culpados deste socialismo com mais de vinte anos a governarem o país. Culpa, terão os militantes e os Quadros do PS, bem como vergonha terão do socialismo, que os seus líderes têm dado aos portugueses.

 

Tantas asneiras PS, tanta anarquia PS, tanta corrupção PS, tanto sofrimento dado aos portugueses em nome da democracia, tanto descrédito e tanta merda atirada contra o povo, que, no mínimo, era de mandar para a oposição este partido político, para ver se aprende alguma coisa.

 

Ou então, obrigar os governantes e os Quadros PS, a viverem durante vinte anos no socialismo de Cuba, da Venezuela, da China, da Coreia do Norte ou do Irão.

 

Artur Soares

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)

 

Artrur Soares.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2024

Por que é que não há dinheiro para pagar aos médicos, aos enfermeiros, aos professores e às forças policiais?

 

Problemas de portugal.png

 

Do mural do Facebook de João Reis fica aqui uma lista a observar:

 
Observatório dos Medicamentos e dos Produtos da Saúde.
Observatório Nacional de Saúde.
Observatório Português dos Sistemas de Saúde.
Observatório Vida.
Observatório do Ordenamento do Território.
Observatório do Comércio.
Observatório da Imigração.
Observatório para os Assuntos da Família.
Observatório Permanente da Juventude.
Observatório Nacional da Droga e Toxicodependência.
Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência.
Observatório Geopolítico das Drogas.
Observatório do Ambiente.
Observatório das Ciências e Tecnologias.
Observatório do Turismo.
Observatório para a Igualdade de Oportunidades.
Observatório da Imprensa.
Observatório das Ciências e do Ensino Superior.
Observatório dos Estudantes do Ensino Superior.
Observatório da Qualidade em Serviços de Informação e Conhecimento.
Observatório da Comunicação.
Observatório das Actividades Culturais.
Observatório Local da Guarda.
Observatório de Inserção Profissional.
Observatório do Emprego e Formação Profissional.
Observatório Nacional dos Recursos Humanos.
Observatório Regional de Leiria.
Observatório Permanente do Ensino Secundário.
Observatório Permanente da Justiça.
Observatório Estatístico de Oeiras.
Observatório da Criação de Empresas.
Observatório Mcom.
Observatório Têxtil.
Observatório da Neologia do Português.
Observatório de Segurança.
Observatório do Desenvolvimento do Alentejo.
Observatório de Cheias.
Observatório da Sociedade de Informação.
Observatório da Inovação e Conhecimento.
Observatório da Qualidade em Serviços de Informação e Conhecimento.
Observatório das Regiões em Reestruturação.
Observatório das Artes e Tradições.
Observatório de Festas e Património.
Observatório dos Apoios Educativos.
Observatório da Globalização.
Observatório do Endividamento dos Consumidores.
Observatório do Sul Europeu.
Observatório Europeu das Relações Profissionais.
Observatório Transfronteiriço Espanha-Portugal.
Observatório Europeu do Racismo e Xenofobia.
Observatório dos Territórios Rurais.
Observatório dos Mercados Agrícolas.
Observatório Virtual da Astrofísica.
Observatório Nacional dos Sistemas Multimunicipais e Municipais.
Observatório da Segurança Rodoviária.
Observatório das Prisões Portuguesas.
Observatório Nacional dos Diabetes.
Observatório de Políticas de Educação e de Contextos Educativos.
Observatório Ibérico do Acompanhamento do Problema da Degradação dos Povoamentos de Sobreiro e Azinheira.
Observatório Estatístico.
Observatório dos Tarifários e das Telecomunicações.
Observatório da Natureza.
Observatório Qualidade.
Observatório da Literatura e da Literacia.
Observatório da Inteligência Económica.
Observatório para a Integração de Pessoas com Deficiência.
Observatório da Competitividade e Qualidade de Vida.
Observatório Nacional das Profissões de Desporto.
Observatório das Ciências do 1º Ciclo.
Observatório Nacional da Dança.
Observatório da Língua Portuguesa.
Observatório de Etradas na Vida Activa.
Observatório Europeu do Sul.
Observatório de Biologia e Sociedade.
Observatório Sobre o Racismo e Intolerância.
Observatório Permanente das Organizações Escolares.
Observatório Médico.
Observatório Solar e Heliosférico.
Observatório do Sistema de Aviação Civil.
Observatório da Cidadania.
Observatório da Segurança nas Profissões.
Observatório da Comunicação Local.
Observatório Jornalismo Electrónico e Multimédia.
Observatório Urbano do Eixo Atlântico.
Observatório Robótico.
Observatório Permanente da Segurança do Porto.
Observatório do Fogo.
Observatório da Comunicação (Obercom).
Observatório da Qualidade do Ar.
Observatório do Centro de Pensamento de Política Internacional.
Observatório Ambiental de Teledetecção Atmosférica e Comunicações Aeroespaciais.
Observatório Europeu das PME.
Observatório da Restauração.
Observatório de Timor Leste.
Observatório de Reumatologia.
Observatório da Censura.
Observatório do Design.
Observatório da Economia Mundial.
Observatório do Mercado de Arroz.
Observatório da DGV.
Observatório de Neologismos do Português Europeu.
Observatório para a Educação Sexual.
Observatório para a Reabilitação Urbana.
Observatório para a Gestão de Áreas Protegidas.
Observatório Europeu da Sismologia.
Observatório Nacional das Doenças Reumáticas.
Observatório da Caça.
Observatório da Habitação.
Observatório do Emprego em Portugal.
Observatório Alzheimer.
Observatório mMgnético de Coimbra.
Observatório LGBT+
 
(mas há mais)...
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 14:42

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Sábado, 20 de Janeiro de 2024

«Letter to Carlitos, the brave rabbit», uma comovente história de humanidade

 

E os que defendem e ajudam os animais não-humanos, defendem e ajudam de igual modo os animais humanos

Porquê?

Por isto:

A humanidade dos animais não-humanos.PNG

AnimaNaturalis.org
 
Letter to Carlitos,
the brave rabbit
Letter to Carlitos, the brave rabbit
My dear Carlitos,
You were born in a dark and unhealthy farm in any town in Spain, where your mother may still be exploited raising bunnies until death.
But you were brave.
You managed to escape from your cage and taste freedom for the first time in that horrible place, surrounded by cobwebs and excrement.
Injured, dirty, and malnourished, the kind souls of AnimaNaturalis found you, couldn't turn a blind eye, and took you away with Zuri.
Letter to Carlitos, the brave rabbit
You had a wounded paw, mites, and malnutrition, but you clung to life with all the strength you had left.
I cared for you like a baby, gave you medication, healed your paw, cleaned your sick ears... And you understood from the very beginning that everything I did was to heal you, which is why you let me hold you in my arms.
Letter to Carlitos, the brave rabbit
You were very sick, and it got even worse with a severe bout of diarrhea. The vet said everything would depend on your will to live, and boy, did you have it!
You were a brave rabbit.
Gradually, you gained strength and vitality. You always came to me like a little dog when I called you by your name, jumping, full of joy.
The first thing I did every day was to open your wooden house so you could spend the day freely in the garden. I gave you pellets, fresh grass, and your bits of carrot or apple. What races and excavations you did together, not a rosebush was left standing!
But it was all worth it to see you happy.
Letter to Carlitos, the brave rabbit
One day, I noticed that your eyes were swollen, and you weren't well. We immediately went to the vet, and the news was devastating. He told us there was nothing to be done; that cursed myxomatosis virus was lethal.
But I refused to give up. You were my brave Carlitos!
Even though your eyes, ears, and genitals were very swollen, you ate whatever I brought to your mouth and drank from the syringe. You still recognized my voice, and every day you regained a little strength after your injection.
Letter to Carlitos, the brave rabbit
LertterWe fought together until the end, and although you lost the battle this time, you forever won a place in the hearts of this family.
I take comfort in thinking that even though it was short, you enjoyed your life with Zuri and that you both experienced the freedom and affection you deserved.
Despite how sad I am, how glad I am to have had you in my life!
Letter to Carlitos, the brave rabbit
Carlitos's Adopter

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2024

Manifesto da Coligação C7 - Prioridades ambientais para as Legislativas 2024

 

Lisboa, 15 de Janeiro de 2024

Os efeitos das alterações climáticas já se sentem em todo o mundo e constituem ameaças reais à segurança e bem-estar das pessoas. A perda de biodiversidade e a degradação ambiental seguem a um ritmo acelerado.

 

Com a aproximação das Eleições Legislativas 2024, e para garantir que os líderes que estarão à frente das decisões em Portugal estão comprometidos em reverter este cenário, a Coligação C7 destaca algumas medidas prioritárias que devem ser incluídas nos programas eleitorais.

 

 A Coligação C7 é composta pelas seguintes organizações:

 

ANP|WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF

FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade

GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente

LPN – Liga para a Protecção da Natureza

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável

 

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Prioridades ambientais para as Legislativas 2024

 

Os efeitos das alterações climáticas já são sentidos em todo o mundo e constituem ameaças reais à segurança e bem-estar das pessoas. A perda de biodiversidade e a degradação ambiental, que seguem a um ritmo acelerado, agravam ainda mais esta realidade. Para garantir que os líderes que estarão à frente das decisões em Portugal estejam comprometidos em reverter este cenário, a Coligação C7 destaca as seguintes medidas prioritárias que devem ser incluídas nos programas das Eleições Legislativas que se aproximam:

 

  1. Conservação e Restauro da Natureza, dentro e fora de Áreas Classificadas:

 

  • Garantir o cumprimento da meta de protecção de 30% do território terrestre e marinho até 2030, através de uma rede eficaz de Áreas Protegidas ecologicamente representativas, conectadas e bem geridas;
  • Garantir a implementação da Rede Natura 2000 (nomeadamente, a conclusão da elaboração dos planos de gestão e a ampliação desta rede ecológica em Portugal) e a efectiva aplicação da legislação, da regulamentação e de iniciativas de conservação, monitorização e fiscalização em todo o Sistema Nacional de Áreas Classificadas;
  • Elaborar e implementar o Plano Nacional de Restauro de maneira participativa, com as ONGAs e demais actores relevantes, para promover o restauro ecológico à escala da paisagem e dos ecossistemas degradados, reabilitar o equilíbrio ecossistémico e reverter a perda de biodiversidade;
  • Promover o restauro dos rios através da remoção de barreiras fluviais obsoletas, em linha com o objectivo do Pacto Ecológico Europeu de libertar 25 mil km de rios, tendo como ponto de partida o levantamento já feito pela Agência Portuguesa de Ambiente;
  • Aumentar em pelo menos 50% o financiamento disponível (quer em Orçamento de Estado, quer no Fundo Ambiental) para acções de conservação da natureza, que deverá ser plurianual, de forma a garantir o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos, nomeadamente o Global Biodiversity Framework da Convenção da Diversidade Biológica;
  • Manter a nível europeu a posição louvável de defesa da protecção do lobo, impedindo a redução do seu estatuto de protecção dentro da União Europeia;
  • Criar legislação para a conservação das árvores junto das estradas nacionais e municipais, obrigando as entidades gestoras a fundamentarem publicamente as decisões sobre abates.

 

  1. Clima e energia:

 

  • Urgência na criação do Conselho de Acção Climática e implementação da Lei de Bases do Clima;
  • Garantir a participação efectiva das ONGAs nos processos de revisão do Plano Nacional de Energia e Clima e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2045, previstos para 2024;
  • Promover a transição para uma economia de baixo carbono para que progressivamente se consiga a eliminação de todos os subsídios e apoios públicos aos combustíveis fósseis;

 

Prioridades ambientais para as Legislativas 2024

 

  • Realizar um planeamento sistemático, amplo, integrado, baseado na ciência e participativo para a definição das go-to areas para instalação de projectos de energias renováveis, sejam eles terrestres ou offshore, para garantir que a expansão das energias renováveis não coloca em causa a conservação da biodiversidade, independentemente de esta se situar dentro ou fora de áreas de conservação;
  • Promover a eficiência energética e apostar prioritariamente na produção descentralizada das energias renováveis, nomeadamente em comunidades energéticas.

 

  1. Agricultura e alimentação:

 

  • Investir na agricultura de baixo impacto, que realiza práticas sustentáveis de uso do solo e da água, com reduzida emissão de gases de efeito de estufa e que beneficia a biodiversidade;
  • Promover o uso eficiente e contido da água na agricultura, diversificação e complementaridade entre origens de água nos diversos sistemas de abastecimento, e a regulação do uso de água em todos os sistemas;
  • Criar o Plano Nacional de Alimentação Sustentável, que defina de forma participada e transparente os princípios para a alimentação sustentável e os integre de forma sistémica nas políticas de produção, consumo e combate ao desperdício e perdas de alimentos, bem como nas políticas de saúde;
  • Inserir critérios ambientais obrigatórios para as compras públicas de alimentação escolar, garantindo uma alimentação saudável e sustentável nas cantinas, privilegiando cadeias de abastecimento mais sustentáveis e dando escala à implementação da Estratégia Nacional para as Compras Públicas Ecológicas;
  • Promover a adopção eficaz de dietas sustentáveis (sem se limitar à dieta mediterrânica), inclusive através da integração deste tipo de medidas, com definição de objetivos e metas concretas, na revisão do Plano Nacional de Energia e Clima e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2045.

 

  1. Oceanos e Pescas:

 

  • Estabelecer moratória à mineração em mar profundo em águas nacionais, e continuar a apoiar a moratória em águas internacionais;
  • Desenvolver de forma participativa e implementar o Plano de Acção Nacional para a Gestão e Conservação de Tubarões e Raias, bem como o Plano de Acção para a Mitigação da Pesca em Cetáceos, Aves e Tartarugas;
  • Instaurar o Fórum de Carbono Azul em Portugal;
  • Apoiar a transição das pescarias para uma pesca de baixo impacto, canalizando os fundos públicos para a realização de avaliação que comprove os impactos das pescarias e eliminando gradualmente os subsídios à pesca prejudiciais aos recursos pesqueiros, além de garantir o financiamento e capacitação para institucionalização da co-gestão de pescarias;

 

Prioridades ambientais para as Legislativas 2024

 

  • Assegurar a correcta implementação da Directiva-Quadro da Estratégia Marinha através de planos de monitorização baseados na ciência e com o financiamento adequado;
  • Assegurar a correcta implementação da Política Comum de Pescas, em especial do novo Regulamento de Controlo e do Plano de Acção Marinha.

 

Para além destas prioridades temáticas, é essencial que sejam garantidos mais espaços formais para a participação da sociedade civil na construção das políticas públicas em todas as suas etapas,

desde as fases mais iniciais de elaboração, passando pela implementação, até à monitorização. Além disso, as consultas públicas podem ser optimizadas por meio de plataformas únicas (à semelhança da Comissão Europeia), tendo como padrão mínimo o que está estabelecido na legislação de Avaliação de Impacte Ambiental e assegurando o cumprimento da Convenção de Aarhus sobre direito de participação.

 

A C7 considera que estas medidas são o mínimo necessário para que Portugal faça frente aos desafios ambientais globais, sem as quais não será possível o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos, nem tampouco garantir um ecossistema e uma sociedade resilientes.

 

A Coligação C7 é composta pelas seguintes organizações:

ANP|WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF

FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade

GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente

LPN – Liga para a Protecção da Natureza

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:37

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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2024

Para ser Português é preciso ter ALMA portuguesa, e o que por aí há mais são portugueses que abandonaram a ALMA portuguesa

 

“Ser Português”.

Por Amarante Eduardo, no Facebook.
E alguns dos comentários que gerou.

Atenção!!!!

O que refiro nos meus comentários nada tem a ver com rejeição dos imigrantes, daqueles imigrantes que vêm por bem, para melhorar a sua vida, para trabalhar honestamente, e se esforçam por aprender a nossa Língua, os nossos Costumes, a nossa História, a nossa Cultura. Que se esforçam por se integrarem, e não pretendem impor a Cultura, a Língua ou os Costumes deles, embora devam preservar a Cultura, a Língua e os Costumes deles.

Todos os imigrantes que vêm por bem são bem-vindos, e merecem ser bem acolhidos e ter os seus direitos garantidos, e, vivendo em Portugal bem integrados, podem ser tão Portugueses quanto os Portugueses. E isto é uma coisa.

Outra coisa é virem para Portugal com segundas intenções, como, por exemplo, pretenderem fazer do nosso País um trampolim para o resto da Europa, quiçá, do mundo, e desejarem "ser portugueses" apenas por conveniência, e NÃO, para poderem integrar-se na nossa sociedade. 

E, quem sabe, possam absorver a ALMA portuguesa, e serem um dos nossos.

Isabel A. Ferreira

 

 

Ser português Amarante Eduardo.PNG

Triste país o nosso.PNG

Ser Português.PNG

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:41

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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2024

Este País é a República DOS Bananas

 

Este é um Portugal que anda para trás como os caranguejos.

Estamos prestes a assinalar o 50º aniversário do "25 de Abril", e o estado da Nação é um estado absolutamente caótico.

 

País DOS bananas.jpg

Fonte da imagem de cima: https://www.facebook.com/photo?fbid=7122279867811047&set=a.645052228867209

 

Taxas taxinhas.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2024

«De cócoras no reino da CPLP», por Orlando Castro, Director-Adjunto do «Folha 8», Jornal Angolano Independente

 

«Trabalhar no Folha 8 é dar voz a quem a não tem. É apostar na força da razão e não na razão da força. É pôr o poder das ideias acima das ideias de poder. Ou, em síntese, é ser Jornalista.» (Orlando Castro)

 

Como gostaria que este lema, fosse também o lema dos que, em Portugal, são jornalistas (com j minúsculo). Neste rol não entram os Jornalistas (com J maiúsculo, pois também os há em Portugal, mas são poucos, e não são tidos em conta pelos “democráticos” decisores políticos portugueses).  Mas quem disse que em Portugal existe uma Democracia com D maiúsculo?

***

Ao que venho?

Há uns dias, deparei-me com um texto, publicado em 12 de Julho de 2021 (mas actualíssimo) no Folha 8, da autoria do Jornalista Orlando Castro, que ao escrever o que escreveu, veio precisamente ao encontro do que penso a propósito do tema exposto.

 

E é com uma grande vénia (e se eu usasse chapéu, tirava-lhe o chapéu) que o transcrevo, para que, caso os Portugueses não tenham acesso a este Jornal, que recomendo vivamente, por muitas razões, fiquem a saber que, em Portugal, há quem ande de cócoras...

Isabel A. Ferreira

 

FOLHA 8.png

 

Portugal vai estar representado na XIII Cimeira da CPLP, em Luanda, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. E que tal incluir os restantes sipaios partidários que até dariam o mataco e cinco tostões para estar presentes?

 

Por Orlando Castro

 

«A Presidência da República portuguesa confirma que Marcelo Rebelo de Sousa vai participar na XIII Conferência de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre 16 e 17 de Julho em Luanda, que assinala a celebração do 25º aniversário de uma organização que, no dizer de Vasco Graça Moura, é uma espécie de organização fantasma, “que não serve para rigorosamente nada”, a não ser “ocupar gente desocupada”.

 

De acordo com a nota da Presidência, “o Presidente da República tem previstos encontros bilaterais com alguns dos seus homólogos de outros Estados-membros da CPLP”, não especificados, à margem desta conferência.

 

A Cimeira de Luanda é dedicada ao tema “Fortalecer e Promover a Cooperação Económica e Empresarial em Tempos de Pandemia, em prol do Desenvolvimento Sustentável dos Países da CPLP”.

 

A XIII Conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que marca a passagem da presidência rotativa desta “coisa” de Cabo Verde para Angola, decorrerá em formato presencial. Quando visitou a Guiné-Bissau, em Maio passado, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar que a sua ida a Bissau contribuísse para uma Cimeira da CPLP com todos os chefes de Estado presentes em Luanda, referindo que isso não tem acontecido.

 

Portugal tem-se feito representar ao mais alto nível nas cimeiras da CPLP, por regra, com a presença conjunta do Presidente da República e do primeiro-ministro.

 

Criada há 25 anos, a CPLP tem actualmente nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial – cuja adesão, em 2014, criou polémica.

 

Teoricamente a CPLP tem como objectivos prioritários a concertação político-diplomática entre os seus estados membros, nomeadamente para o reforço da sua presença no cenário internacional; a cooperação em todos os domínios, inclusive os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social; A materialização de projectos de promoção e difusão da língua portuguesa.

 

Mas será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de educação? Não. Não existe. Será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de saúde? Não. Não existe. Será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de ciência e tecnologia? Não. Não existe. Será que existe uma estratégia comum em matéria, por exemplo, de defesa? Não. Não existe.

 

Não vale a pena continuar a pôr estas perguntas porque, de facto não existe nenhuma estratégia comum, seja em que matéria for. Comum a todos, comum como se existisse uma verdadeira comunidade. Existem casos pontuais, entre alguns dos estados-membros, mas nada em sentido comunitário.

 

Três países lusófonos – Guiné-Bissau, Angola e Moçambique – estavam entre os que têm a pior taxa de mortalidade infantil, de acordo com o relatório sobre a Situação da População Mundial relativo a 2011. Segundo o relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), em cada 1.000 nascidos vivos, morrem 192,6 na Guiné-Bissau (só ultrapassada pelo Afeganistão e pelo Chade), 160,5 em Angola e 141,9 em Moçambique.

 

Entre os países de língua portuguesa, seguem-se São Tomé e Príncipe, com 77,8 crianças, e Timor-Leste, com 56,4. Mais abaixo, surgem Cabo Verde, com 27,5, e Brasil, com 20,6. Portugal apresenta uma taxa de 3,7.

 

Ainda no capítulo da saúde materno-infantil, 1.000 em cada 100.000 mulheres na Guiné-Bissau morrem no parto (pior registo só no Afeganistão e no Chade).

 

Com números acima das 500 mortes estavam Angola (610) e Moçambique (550). O relatório não apresenta dados sobre São Tomé e Príncipe, enquanto em Timor-Leste 370 em 100.000 mulheres morrem no parto. Os números descem em Cabo Verde (94), no Brasil (58) e em Portugal (7).

 

No que diz respeito à taxa de partos entre adolescentes (15 a 19 anos), é Moçambique que lidera, com 185 (em cada 1.000), 170 na Guiné-Bissau, 165 em Angola, 92 em Cabo Verde, 91 em São Tomé e Príncipe, 59 em Timor-Leste, 58 no Brasil e 17 em Portugal.

 

Os indicadores faziam ainda referência à percentagem de “partos atendidos por pessoal qualificado em saúde”, sendo esta menor, entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Timor-Leste (18), inferior apenas no Afeganistão, Chade e Etiópia.

 

Na Guiné-Bissau (39) e Angola (47) menos de metade das mulheres beneficiaram deste atendimento especializado. Acima dos 50 por cento surgem Moçambique (55), Cabo Verde (78), São Tomé (82) e Brasil (97).

 

Na saúde sexual e reprodutiva, é em Angola que as mulheres entre os 15 e os 49 anos menos usam contraceptivos, seja através de que método for. Apenas 6% o fazem, seguidas por 10% das guineenses e 17% das moçambicanas.

 

Em Timor-Leste, 22% das mulheres usam contraceptivos, taxa que aumenta para 38% em São Tomé e Príncipe, 61% em Cabo Verde, 80% no Brasil e 87% em Portugal.

 

Apenas quatro dos países da CPLP apresentam dados sobre a taxa de prevalência do vírus VIH/SIDA entre a população dos 15 aos 24 anos, com Moçambique a distanciar-se pela negativa, com percentagens de 3,1% nos homens e de 8,6% nas mulheres (apenas menor do que em países como Botswana, Lesotho, África do Sul, Swazilândia e Zâmbia).

 

Na Guiné-Bissau, o vírus VIH/SIDA afecta 0,8% de homens e 2% de mulheres, em Angola, 0,6% de homens e 1,6% de mulheres e, em Portugal, 0,3% de homens e 0,2% de mulheres.

 

Nos indicadores relativos à educação, a taxa de alfabetização da população entre os 15 e os 24 anos é de 78% nos rapazes e 62% nas raparigas tanto na Guiné-Bissau como em Moçambique, e de 81% e 65% em Angola.

 

Taxas de alfabetização totais ou quase totais verificam-se em São Tomé e Príncipe (95% dos rapazes e 96% das raparigas), no Brasil e em Cabo Verde, com os mesmos números para rapazes e raparigas (97 e 99%), e em Portugal (100% para os dois sexos).

 

Não havia dados sobre a alfabetização em Timor-Leste, mas o relatório indica que 79% dos rapazes e 76% das raparigas em idade escolar estão matriculados no “ensino fundamental”.

 

Esta é, apesar de pálida, a realidade dos países da CPLP. Estes dados têm dez anos. No entanto, de substancial para melhor nada se passou desde então. Basta, por exemplo, ver que em Angola, para uma população de 31 milhões de cidadãos, tem mais de 20 milhões de pobres.

 

Durante anos o argumento da guerra serviu às mil maravilhas para que esse “elefante branco” que dá pelo nome de CPLP, enquanto organização que congrega os países lusófonos, dissesse que só podia – quando podia – mandar algum peixe. Para ensinar a pescar era imprescindível a paz. Angola está em paz (ausência de tiros) há 19 anos…

 

E agora? Há muito que existe paz, nomeadamente em Angola e mais ou menos na Guiné-Bissau. Será que as canas de pesca são mais caras que as Kalashnikov? Será que os angolanos só vão ter direito à cana de pesca quando o rio Kwanza nascer na foz?

 

Segundo declarações de José Eduardo dos Santos, feitas em 2008, existia a esperança de que “a vontade política que norteia a CPLP, bem como as excelentes relações entre os seus membros dêem lugar a programas concretos que fomentem o crescimento económico, a erradicação da pobreza e a integração social, para que a médio/largo prazo pudéssemos estar todos no mesmo patamar de desenvolvimento”. Isto foi dito há 13 anos.

 

E acrescentava: “deve-se, por isso, pensar muito a sério na criação de facilidades financeiras para a promoção recíproca do investimento e da cooperação económica”.

 

Todos estão de acordo. Só que… continua a não fazer sentido pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres. Em vez de se preocupar com o povo que não pode tomar antibióticos (e não pode porque eles, quando existem, são para tomar depois de uma coisa que o povo não tem: refeições), a CPLP mostra-se mais virada para questões políticas, para o suposto aprofundamento da democracia.

 

Que adiantará ter uma democracia quando se tem a barriga vazia? Valerá a pena pedir, ou exigir, que se respeite a legitimidade democrática se o povo apenas quer deixar de morrer à fome?

 

Ainda não foi desta, e seguramente nunca será, que a CPLP – organização que voltará agora a ser presidida por um país lusófono cujo presidente nunca foi nominalmente eleito e cujo partido (o MPLA) está no poder há 45 anos, vai perceber a porcaria que anda a fazer em muitos países lusófonos.

 

De facto, a dita CPLP é uma treta, e a Lusofonia é uma miragem de meia dúzia de sonhadores. O melhor é mesmo encerrar para sempre a ideia de que a língua (entre outras coisas) nos pode ajudar a ter uma pátria comum espalhada pelos cantos do mundo.

 

E quando se tiver coragem para oficializar o fim do que se pensou poder ser uma comunidade lusófona, então já não custará tanto ajudar os filhos do vizinho com aquilo que deveríamos dar aos nossos próprios filhos.

 

É claro que na lusofonia existem muitos seres humanos que continuam a ser gerados com fome, nascem com fome e morrem, pouco depois, com fome. Mas, é claro, morrem em… português… o que, se calhar, significa um êxito para a CPLP.

 

Alguém na CPLP quer saber que no país que vai presidir à organização, 68% da população é afectada pela pobreza, que a taxa de mortalidade infantil é das mais alta do mundo? Não, ninguém quer saber.

 

Alguém na CPLP quer saber que apenas 38% da população tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico?

 

Alguém na CPLP quer saber que apenas um quarto da população angolana tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade?

 

Alguém na CPLP quer saber que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos?

 

Alguém na CPLP quer saber que a taxa de analfabetos é bastante elevada, especialmente entre as mulheres, uma situação que é agravada pelo grande número de crianças e jovens que todos os anos ficam fora do sistema de ensino?

 

Alguém na CPLP quer saber que 45% das crianças angolanas sofrerem de má nutrição crónica, sendo que uma em cada quatro (25%) morre antes de atingir os cinco anos?

 

Alguém na CPLP quer saber que a dependência sócio-económica a favores, privilégios e bens é o método utilizado pelo regime para amordaçar os angolanos?

 

Alguém na CPLP quer saber que 80% do Produto Interno Bruto angolano é produzido por estrangeiros; que mais de 90% da riqueza nacional privada é subtraída do erário público e está concentrada em menos de 0,5% de uma população; que 70% das exportações angolanas de petróleo tem origem na sua colónia de Cabinda?

 

Alguém na CPLP quer saber que o acesso à boa educação, aos condomínios, ao capital accionista dos bancos e das seguradoras, aos grandes negócios, às licitações dos blocos petrolíferos, está limitado a um grupo muito restrito de famílias ligadas ao regime no poder?

 

Não. O silêncio (ou cobardia) são de ouro para todos aqueles que existem para se servir e não para servir. E quando não têm justificação para tamanha cobardia, lá aparecem a inaugurar uma nova sede…

 

Cremos que o moçambicano Tomaz Salomão, na qualidade de secretário executivo da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), foi quem melhor definiu a realidade africana, definição essa que também se aplica à CPLP. Quando confrontado com a presença de muitos regimes ditatoriais disse: “São ditadores, mas pronto, paciência… são as pessoas que estão lá. E os critérios da liderança da organização não obrigam à realização de eleições democráticas”.»

Fonte: https://jornalf8.net/2021/de-cocoras-no-reino-da-cplp/

Orlando Castro - Director Adjunto - Jornal Folha 8 - Angola

Folha 8 Jornal Angolano Independente | Notícias de Angola

***

E se a tudo isto juntarmos mais esta?

Vergonha 2.jpg

 (Imagem enviada via e-mail, sem fonte)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:26

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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2024

«Era mesmo bom que isto [Portugal] entrasse nos eixos, mas se calhar vai ter de piorar até melhorar» diz-nos Pedro Henrique

 

O texto que mais abaixo transcrevo é de Pedro Henrique, escrito a propósito de um texto publicado no DN, sob o título «A extrema-direita e o aumento da xenofobia», da autoria de Paulo Pisco, deputado do Partido Socilaista (PS), o qual o podíamos ler neste link https://www.dn.pt/.../a-extrema-direita-e-o-aumento-da..., mas, entretanto, desapareceu da Internet,  não sem antes deixar rasto aqui, apenas um pouquinho, que dá para dizer ao que vem [cativar votos com o medo do fascismo e da extrema-direita, segundo PH].


Eu tenho o texto completo. Poderia atrever-me a publicá-lo, mas não o farei. Apenas direi o seguinte sobre o seu conteúdo:

 

O texto é bastante falacioso. Empurra para um partido de extrema-direita as consequências de uma não-política de uma extrema-esquerda, que não conseguiu criar condições para que os de fora e os de dentro possam viver em harmonia, com todas as condições e direitos assegurados.


O que acontece é que essas condições não existem, e isso cria conflitos. Sempre criou desde que o Homem existe no mundo.

 

Todos os imigrantes são bem-vindos e têm o direito de ser bem tratados. O que acontece é que as políticas e os políticos sem visão para além da ponta do próprio nariz, abrem as fronteiras, mas não dão condições nem aos que vêm de fora, nem aos que já cá estão dentro, empurrando os de dentro para fora, e criando o caos em todos os serviços públicos, provocando filas infindas às portas dos mesmos, com os imigrantes, desesperados por resolver os seus problemas cá dentro, e a dormir na rua, ou em tendas, por falta de casas que cheguem para todos. Algo que os do governo da maioria absoluta não conseguiram resolver, e ninguém está preocupado em resolver. Querem mão-de-obra barata e escrava, deixam-nos entrar no País, e depois abandonam-nos à pouca sorte de virem para um país pequeno e pobre, onde é preciso que um saia, para caberem dois.


E isto provoca conflitos, que nada têm a ver com racismo, nem com xenofobia, mas tão só com a falta de políticas para poder ser possível meter-se o Rossio na Betesga. É uma questão de sobrevivência num País pequeno e pobre, também em mentalidade.


E ao que se chama "racismo e xenofobia" não é mais do que o descontentamento dos portugueses que não têm lugar em Portugal, e são obrigados a emigrar; e a desilusão dos imigrantes que vêm cheios de sonhos, e só encontram pesadelos. Nem todos, porque há uns que são mais privilegiados do que outros, e isto é muito injusto.

 

E o que se passa é uma questão de enorme INJUSTIÇA.

 

Resta-nos saber os verdadeiros motivos que levaram o DN a sumir com o texto do deputado socialista Paulo Pisco. Ou saberemos? É óbvio, não é?

 

Isabel A. Ferreira

 

INJUSTIÇA.png

 

Texto de Pedro Henrique

(...)

«Organicamente, surgem forças políticas a representar um eleitorado insatisfeito. A cada episódio vergonhoso de favorecimento de estrangeiros sobre os portugueses, de negociatas de governantes, de altos representantes do país de joelhos perante os estrangeiros, os portugueses olham para essas forças políticas.

 

Há xenofobia em Portugal? Sim, mas é pouca! A extrema-direita está no parlamento e a crescer? Não o suficiente!

 

Por cada acto teatral do pequeno "führer" na assembleia, vem o pequeno "kaiser" com a sua autoridade, cancelá-lo, a ele e aos milhares de eleitores que legitimamente o elegeram. Há 230 deputados e qualquer um pode pedir a palavra para responder e debater, afinal é isto a luta política.

 

Não me preocupa nada a existência de extrema-direita, preocupa-me a necessidade da mesma.

 

Só se vence o extremismo com propostas e políticas (não interessa se radicais ou moderadas), que satisfaçam o povo (ou que o povo perceba que são justas e aceitáveis).

 

Quem resolver os problemas de forma correcta, quando os "casos e casinhos" (para usar a expressão corrente, mas sem desvalorizar) acabarem, também a extrema-direita vai desaparecer.

 

Era bom que em vez de cercas sanitárias e debates sobre como suprimir uma força política apoiada pelo povo, se fosse ao encontro do povo, para educar, esclarecer e MUDAR o que está mal e é injusto!

 

A transparência também é importante, e saber até que ponto é que os descontos para a segurança social de cada um de nós estão a ser usados para nós, a nossa saúde, as nossas reformas e pensões, ou a ser distribuídas por qualquer um que queira vir aqui usufruir sem contribuir.

 

Que haja imigrantes trabalhadores, legais e com direitos, que sejam bem tratados (tão bem como qualquer outro cidadão, o que às vezes nem é pedir muito), e que não se confundam com refugiados e com oportunistas.

 

Era mesmo bom que isto entrasse nos eixos, mas se calhar vai ter de piorar até melhorar.»

 

in: NOVO MOVIMENTO CONTRA O AO90

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:29

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