Quarta-feira, 28 de Setembro de 2022

Carta a um cidadão português que me interpelou sobre a subida da extrema-direita na Europa e em Portugal

 

Servir o Poder.PNG

 

Caro L.

 

Cá tenho recebido os teus e-mails, e leio-os com atenção, e gosto dos teus comentários.

 

Desta vez apeteceu-me responder-te.

 

(Sobre o André Ventura):

Quanto mais lhe batem, mais o Povo gosta dele. E não me surpreenderá nada se, num tempo próximo, ele vier a ocupar o poleiro.


A alternativa de esquerda tem sido um autêntico desastre, em Portugal e nos países onde a extrema-direita cresce.


Mas como a extrema-direita e a extrema-esquerda estão quase ao mesmo nível, para não dizer ao mesmo nível, as coisas estão a complicar-se no mundo.


A esquerda tem de se mostrar mais próxima do Povo e não andar por aí a enganá-lo, como a geringonça fez. Se o Chega hoje é o terceiro partido no Parlamento, isso deve-se à inexistência de uma política bem estruturada e ao desastre que foi a tal geringonça.


As alternativas são péssimas.


Há que repensar as políticas e mandar às malvas TODOS os actuais "políticos" e pôr gente NOVA no Poder, gente SEM os vícios políticos dos actuais governantes e deputados da Nação, dinossauros que, desde o “25 de Abril” andam ali a SERVIR lobbies e NÃO o POVO.



Somos um país de taxas, de supertaxas, de taxinhas e de TACHÕES; mas também de vigaristas, de corruptos e de LADRÕES

 

E o que resta do POVO PENSANTE, que não emigrou, está farto disto.


E isto PAGA-SE caro, com um Ventura a subir, de vento em popa. E ele, que não é parvo, vai aproveitar-se, como a meloa italiana se aproveitou do fracasso da dita esquerda.

 

Eu sei que sabes que nada tenho a ver com o Chega, nem com as ideologias de extrema (ou não-extrema) - direita, nem sequer da extrema (ou não-extrema) - esquerda, que as ponho as duas no mesmo saco, bem como as outras que estão pelo meio.


Aliás, eu sou uma livre pensadora e não estou ligada a nenhuma ideologia política, especificamente, para poder ser LIVRE. Penso pela minha cabeça, tenho as minhas ideias e os meus ideais, NÃO sou apolítica, mas sou apartidária, e quando voto, ou voto útil (quase nunca) ou no partido com menos possibilidade de chegar ao Poder, que é para eu não ter de me arrepender do meu acto cívico, mais tarde. Já fui de votar em branco, por pensar que o voto branco era um voto de protesto. Mas agora sei que não é. Quando for, e representar lugares vazios no Parlamento, eu voltarei a votar em branco, se, entretanto, a mediocridade e a incompetência continuarem a ser a nota dominante entre os candidatos ao Poder.

 

A “geringonça” foi o que me levou a deixar de apoiar o BE. Aliar-se ao PS foi um erro crasso. E este erro o BE pagou-o ao ser ultrapassado pelo Chega, que, repito, continuará a subir, porque o Povo Pensante começa a estar farto de uma democracia fantasiada de ditadura e que não faz Portugal avançar, pelo contrário, mantém-no na cauda da Europa. Se o Chega chegar ao Poder será um regresso ao passado de má memória. Mas de UM elemento, já vai em terceiro maior partido. Isto é preocupante, mas os que se dizem democratas nada estão a fazer para mudar este rumo. Muito pelo contrário: estão a dar-lhe todos os trunfos.

 

As maiorias absolutas são sinónimo de tiranias. E só os Zés Parvinhos, pouco esclarecidos, dão maiorias a um partido que demonstrou uma incompetência anormal, e continua a demonstrar, estando a levar o país para o abismo.

 

Sabes também que sou pela Abolição das Touradas, primeiro, porque sou defensora dos Direitos de TODOS os seres vivos, sejam humanos ou não-humanos, ou simples ervas do campo; e segundo, porque abomino estar a contribuir, com parte dos meus impostos, para ganadeiros viverem à grande e à francesa à custa do Povo. E uma coisa que me choca é ver a dita “esquerda” aliada à direita e à extrema-direita para apoiar uma prática herdada da monarquia espanhola, e que nada tem a ver connosco, só para fazer o jeito ao lobby tauromáquico (os patrões deles). Aliás, eles vão para o Parlamento com essa incumbência: servir esses patrões/parasitas.

Eis o que se passa:

Subsídios para os parasitas.png

 

A dita “esquerda” pratica ou não pratica políticas de direita, quiçá, monárquicas?

 

Quanto ao que dizes sobre o capitalismo, conheço muita gente que se diz contra o capitalismo, mas vive como capitalista, inclusive comunistas, que de oprimidos nada têm, e nem sequer são da classe operária.: vivendas, contas chorudas no estrangeiro, bons carros, boa cama e boa mesa...



A História ensina-nos que desde que o homem descobriu que juntar bens e riqueza lhe dava PODER, nunca mais parou. E ao longo da História da Humanidade é esse Poder que manda e desmanda no mundo, incluindo os que se dizem comunistas, que vivem em palácios e a classe operária é que paga e é oprimida (vê o exemplo da China e da antiga União Soviética ou agora do nazista russo).  

 

Ainda está por vir o regime político ideal, em que não haja ricos, nem pobres, e todos vivam com o necessário, para terem uma vida condigna, e não uns com o necessário, outros com o necessário + o desnecessário, para poderem pisar com a suas patorras os que apenas querem viver com dignidade, e ainda outros sem coisa nenhuma.

 

Como se chega a este equilíbrio? Não me perguntes.

 

Eu faço a parte que me cabe. Sempre trabalhei para ter o necessário, e nada mais do que o necessário, e tenho contribuído, com os meus escritos, para as causas mais prementes em prol do Planeta e de TODOS os que connosco o partilham, desde o Homem à Lesma, desde a Urtiga às Águas, ao Ar e aos Solos.

 

Contudo, abomino o abominável  homem irracional, insensível e insciente do século XXI depois de Cristo, que se recusa a evoluir, ainda que a Humanidade tenha milhares de séculos de existência e de exemplos de má memória, que é da irracionalidade serem repetidos, como estão a ser, nos tempos que correm.

Um grande abraço,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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Terça-feira, 27 de Setembro de 2022

Praça de Touros da Póvoa de Varzim foi finalmente demolida, numa acção civilizacional a ser seguida pelas Localidades Mais Trogloditas de Portugal, que ainda não evoluíram

 

Entrar numa cidade onde existe um antro de tortura de seres vivos indefesos, inofensivos e inocentes é algo NÃO compatível com Seres Sencientes e Sapientes, os quais, sentindo as vibrações negativas, que tais lugares exalam, através dos bafos bolorentos das criaturas insensíveis e inscientes que os habitam, evitam visitar.

 

A motivação que levou à demolição da Praça de Touros da Póvoa de Varzim poderia não ter sido exactamente o RESPEITO pelos Direitos dos Animais Não-Humanos, tão animais e tão sencientes como nós, e com Vida própria, mas sim outros interesses, menos compassivos.

 

De qualquer modo, congratulamo-nos com esta atitude, que permitiu à Póvoa de Varzim ter uma atmosfera mais limpa e mais respirável, e retirou a cidade do rol das Localidades Mais Trogloditas de Portugal.

Isabel A. Ferreira

 

Praça de Touros Póvoa.PNG

Fonte da notícia e da imagem:

https://www.jn.pt/local/noticias/porto/povoa-de-varzim/praca-de-touros-da-povoa-de-varzim-comeca-a-ser-demolida-15199010.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:46

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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2022

Governo e ministro da (in)Cultura portugueses desprezam a protecção das crianças quanto à violência e crueldade das touradas, dizendo que para eles isto NÃO é prioritário??????

 

O ministro da Cultura considera que o aumento da classificação etária das touradas não é uma prioridade, depois do diploma ter sido aprovado em Conselho de Ministros, em 14 de Outubro de 2021, no qual se anunciou, num comunicado do Conselho de Ministros a aprovação do Decreto-lei que altera a classificação etária para que crianças e adolescentes sejam poupadas à crueldade e violência da tortura de seres vivos, vulgo, touradas, fixando-a para maiores de 16 anos, como se a estupidez tauromáquica não fosse imprópria a maiores de 17, de 30, de 70 ou de 100 anos.

 

A estupidez tauromáquica é imprópria para qualquer idade, muito menos será para crianças, adolescentes e jovens que ao ver banalizada a tortura de animais, desenvolvem mentes deformadas e serão os sádicos do futuro.


Numa época em que a selvajaria tauromáquica já devia estar extinta, porque não tem mais cabimento nos tempos modernos, e por ser um “divertimento” de trogloditas, de broncos, de criaturas completamente desprovidas de empatia, o sentimento mais nobre do ser humano, ainda se discute se as crianças devem ou não ser sujeitas a esta actividade cruel? E isto NÃO é sequer prioritário???????

Se um governo não é capaz de PROTEGER as suas crianças, RUA com ele.

Nem a maiores de 16, nem a maiores de 100 anos, esta crueldade macabra, absurda, fruto de uma estupidez desmedida, deve ser permitida.


Como é possível estar-se a discutir um assunto destes, em 2022 DEPOIS de Cristo, e não a ABOLIÇÃO desta prática inaceitável nos tempos que correm??????

 

Que tipo de ministro será este? Da CULTURA NÃO É COM TODA A CERTEZA.

 

Veja-se esta imagem, de um acidente com uma CRIANÇA numa tourada:

 

Basta de Touradas.png

Foto: Basta de Touradas

 

O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, de 27 de Setembro de 2019, em vez de censurar Portugal, por permitir a exposição de crianças à crueldade e violência da selvajaria tauromáquica (touradas, largadas de touros e escolas de toureio) simplesmente advertiu o Estado Português a estabelecer a idade mínima de 18 anos – sem excepção – para a participação e assistência a touradas, largadas e escolas, bem como a sensibilizar os funcionários do Estado, a imprensa e a população em geral sobre efeitos negativos nas crianças, inclusive como espectadores, da violência associada às touradas e largadas de touros.

 

Quando o certo seria aconselhar a ABOLIÇÃO desta prática bárbara.

 

Perante esta advertência, o governo limitou-se a impor o limite de 16 anos, para praticar e assistir a esta barbárie.

 

E vem agora o ministro da (in)cultura dar o dito pelo não dito, desvalorizando algo tão grave como expor crianças à crueldade e à violência, e ainda tem o desplante de em declarações à imprensa vir dizer que o assunto “não é uma prioridade”????????



Então qual é a prioridade? Apoiar os ganadeiros, para que vivam à grande e à francesa à custa dos impostos dos portugueses?
 

E pensar que o ministro da (in)cultura fez estas declarações quatro meses depois da morte de um jovem de apenas 15 anos numa largada de touros na Moita, o qual foi perfurado na garganta por um Touro, num violentíssimo acidente, de madrugada (duas horas da manhã) tendo sido levado para o Hospital do Barreiro, onde acabou por morrer, algo que NÃO impediu que a selvajaria tauromáquica continuasse nos dias seguintes. E isto só podia acontecer na Moita, uma localidade troglodita, onde a selvajaria está acima da vida humana.

Segundo a notícia, o ministério da (in)cultura e a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens passaram por esta morte como cão por vinha vindimada. O que é a morte de uma criança, para um governante ou para uma comissão? NADA.

 

Conclusão: o ministro da (in)cultura e o governo português estão-se nas tintas para o superior interesse das crianças portuguesas.

E isto é uma vergonha. É pernicioso. É imoral.

DEMITA-SE senhor ministro. Não tem competência para ocupar o cargo. Um Ministro da Cultura não compactua com a barbárie, nem desvaloriza o interesse de crianças que vivem à mercê de progenitores e de governantes que não querem saber delas para nada.

 

Entretanto o PAN emitiu um comunicado onde diz que este partido quer a protecção de crianças e jovens da violência da tauromaquia e proibição de menores de 16 anos nas touradas.

 

Assim nunca mais lá chegaremos.

 

Inês de Sousa Real, se quer pedir alguma coisa, se quer proteger as crianças, peça a ABOLIÇÃO definitiva desta prática bronca, e a destruição de TODAS as arenas de Portugal,  porque enquanto ela for permitida por lei, num país onde as leis NÃO SÃO CUMPRIDAS, no que diz respeito à selvajaria tauromáquica, as crianças, que estão à guarda de trogloditas, serão atiradas às ruas e às arenas de tortura, porque esses trogloditas, sejam eles progenitores ou governantes, jamais tomarão a iniciativa de as PROTEGER.


Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

https://basta.pt/governo-e-ministro-da-cultura-ignoram-protecao-das-criancas-da-violencia-das-touradas/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:37

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«Bicadas do meu Aparo»: “Fado, Futebol e Fátima”, por Artur Soares

 

«Já jovem e a querer dizer “eu também sou gente”, certo dia à mesa do café, um amigo mais velho, sabedor, afirmou que o nosso país era “a terra dos três efes” e que a nossa terra era “a terra dos três pês”. Aí, pude dizer-lhe que o povo tinha aumentado de três para cinco pês».

 

Portugal - Fado.png

Fonte da imagem: https://elvasnews.pt/portugal-do-fado-fatima-e-futebol/

 

 Quanto aos efes nacionais, Fado, Futebol e Fátima, não senti nesse momento necessidade de interpelar o amigo/sabedor, mas ao longo dos tempos aprendi que Fado era a canção nacional popular e que testemunhava sentimento de tristeza, de abatimento por ausências da terra, de pessoas, de coisas e pelo que se foi perdendo. Isto, é nostalgia.

 

Quanto ao futebol, sempre entendi que era prazer/diversão das gentes. Quem não recorda o futebol das crianças nos caminhos, com bolas feitas de trapos com a mistura de papéis velhos ou de jornais? Quem nunca jogou futebol deste género? Mas o futebol profissionalizou-se. Industrializou-se, movimenta milhões de pessoas e de dinheiros, gera violências e pode dizer-se: o futebol deste século é uma guerra entre os povos do mundo, só que, sem armas e sem derramamento de sangue.

 

Quanto a Fátima, dos três efes que cognominam Portugal, o caso é diferente. O Fado alivia o coração de quem o canta e ouve; o futebol cria corrupção e guerras sem armamentos. Fátima é paz. É a espiritualidade dos que têm fé na Trindade Santa e naquela que existe entre os “TRÊS”: A Mãe de Cristo.

 

Todo este intróito, paciente leitor, para o colocar a reflectir no seguinte: Qual dos três efes – Fado, Futebol e Fátima – a Comunicação Social gasta mais tempo e mais dinheiro? O fado encontra-se nas vielas de Lisboa, do Porto e nalgumas localidades do país. As televisões e jornais não perdem tempo com isso.

 

Fátima tem canais próprios de televisão e de jornais, mas só vai/vê Fátima quem quer, e as televisões a quem pagamos forte e feio, muito pouco falam do Altar do Mundo. Já o Futebol, é um massacre televisivo, diariamente e durante as horas de cada dia. O país é fustigado com opiniões venenosas, com guerras e incitamentos, violência, rebaixamento dos outros, mentira organizada e acções na sombra, onde tais enguias se movimentam. O futebol actual é bosta! Gosto de futebol sério, praticado por atletas e não por gladiadores na arena. Mas as televisões stressam o povo, adoecem-no!

 

Tivemos os mortos nos fogos de 2017 e as televisões apenas mostravam desgraças e repetidas mais de vinte vezes por dia. Tivemos a covid-19 e o país parou. Papagaios comentavam, ministros mostravam-se, “especialistas” digladiavam-se para aparecerem nas televisões, aconselhando cuidados quase impossíveis de se praticarem, chegando aos pontos de indicarem o isolamento individual ou o viver como as toupeiras: escondidos.

 

Tivemos/temos a invasão da Rússia à Ucrânia, a todas as horas do dia e com as respectivas imagens-de-choque e, as nossas televisões, esquecendo os problemas nacionais e as actualidades da vida social, conspurcaram (e continuam) as mentes do povo: povo sossegado, simples e amigos da paz.

 

Também neste verão de 2022, todos os canais de televisão, fecharam para os graves problemas que o país atravessa. Esqueceram Pedrógão, os coronavirados e sobre a Rússia/Ucrânia suavizaram nas notícias. Não falaram do podre serviço nacional de saúde, que não tem quem o aplique, quem o organize em prol daqueles que pagam o monstro: nós. Não falaram do estado de côma do ministério da educação, quanto a um ensino eficiente, acessível a todos os portugueses e pouco falaram dos professores em falta para ensinar os nossos filhos ou netos, que nem uma conta de dividir sabem fazer.

 

Também neste verão de 2022, as televisões mostraram fogos, vítimas, bombeiros-em-acção, desgraças, inocentes e culpados. Tivemos a morte da rainha Isabel II de Inglaterra, novamente o país - para as televisões - voltou a parar. Foram onze dias de monarquia, de honras e do luto dos ingleses: tornou-se numa telenovela infindável. O país parou, o povo teve de engolir e sempre obrigado a estará à mercê do que há-de vir.

 

Tudo isto, são as televisões de Portugal, mas não o Portugal das televisões. Por muito que as raposas, os manipuladores e certas políticas o recusem, Portugal é o país da Amália Rodrigues, do C. Ronaldo/Eusébio e da Mãe de Deus. Logo, os três efes acusatórios de fado, futebol e Fátima, estão desactualizados.»

 

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990).

 

Artur Soares

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2022

O Partido Animalista espanhol PACMA conseguiu suspender o cruel Torneio do “Toro de la Vega”, que ia ocorrer novamente em Tordesilhas, depois de ter sido proibido

 

Este foi um grande mês para toda a equipa do PACMA, que conseguiu algo histórico: pela primeira vez, o Supremo Tribunal de Justiça de Castilla y León determinou, após denúncia do PACMA, que o Touro poderia sofrer danos e até morrer, como resultado dos ferimentos causados ​​pelos arpões das lanças, para pôr os símbolos que pretendiam usar no Torneio Toro de la Vega, e tomou medidas cautelares que o suspenderam, impedindo assim que o Touro Manjar fosse torturado desta forma, no passado dia 13 de Setembro. Desde 2016, a lei proíbe o abate de animais em público.

 

O evento converteu-se num encierro convencional no qual o PACMA conseguiu infiltrar-se conforme se mostra neste vídeo:

 

 

 

Que cobardes! Só os cobardes montam um Cavalo e andam a perseguir um Touro indefeso, fora do seu habitat, por diversão! Só trogloditas o fazem. Que vergonha para Espanha! Quando é que o governo trará evolução a Tordesilhas? O Touro sofre e com ele sofre também toda a Humanidade sensível.  

 

Só resta esperar, agora, por uma resolução definitiva para pôr fim a este cruel torneio, nos próximos anos.

 

O resumo da notícia neste vídeo:

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Domingo, 11 de Setembro de 2022

«A diplomacia tem limites» - título da carta ao director do Jornal Público, a propósito da colaboração de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia do Bicentenário da Independência do Brasil

 

A notícia pode ser lida aqui:

https://www.publico.pt/2022/09/07/politica/noticia/marcelo-afirma-brasilia-gesto-historico-nega-desconforto-2019728

 

Na rubrica «Cartas ao Director», do Jornal Público, um cidadão escreveu uma carta com a qual concordo inteiramente, até porque a subserviência também tem limites.

A carta diz o seguinte:

 

«A diplomacia tem limites»


«Mas parece que não os terá. Pelo menos a avaliar pelo comportamento dos Presidentes das Repúblicas de Portugal e do Brasil, embora com diferentes leituras por parte de cada um deles.

 O nosso, Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), ateve-se até à exaustão no dever que Portugal tinha em participar - através da presença in loco da sua pessoa/cargo - na comemoração dos 200 anos da independência do Brasil. O deles, Jair Bolsonaro (JB), atem-se ao “direito”, que reclama, de dizer e fazer tudo o que lhe apetece pois “ele é como é, pensa o que pensa e está na terra dele”. Pois é, quanto ao último, isso é com os brasileiros.

Agora o que não tem o direito é de usar o nosso Presidente da República “na lapela” para cometer todos os desmandos e este tem todo o direito e dever de não “comer e calar” como, infelizmente, fez. Foi patético assistir à feitura dum comício travestido em cerimónia de Estado, em que desde a auto-afirmação de virilidade de JB, até à adulteração da bandeira do Brasil, passando pela companhia dum celerado vestido a preceito (!), e ver a presença, na primeira fila, dum “assarapantado” MRS, que nada ouviu e nada viu.

Senhor Presidente da República do meu país, a diplomacia tem limites.

Fernando Cardoso Rodrigues, Porto

 

Fonte da Carta:   https://www.publico.pt/2022/09/11/opiniao/opiniao/cartas-director-2020019

 

Marcelo colaborando com Bolsonaro.PNG

 

Fonte da imagem e do comentário de Armando Antunes (mais abaixo):

https://www.publico.pt/2022/09/07/politica/noticia/marcelo-afirma-brasilia-gesto-historico-nega-desconforto-2019728

 

Ainda a propósito desta cena, o Armando Antunes diz o seguinte (algo que subscrevo inteiramente):

Comentário MRS - 1.PNG

 

O que o Fernando Cardoso Rodrigues e o Armando Antunes escreveram corresponde ao que milhares de Portugueses, que têm os neurónios a funcionar, PENSAM (eu incluída), e, igualmente,  muitos dos Portugueses das Comunidades na Diáspora, que me escrevem, manifestam a tristeza deles, a vergonha deles por serem, por aí, representados por uma personagem com um EGO do tamanho do mundo, que, no entanto, não tem brio próprio, e ainda que seja menosprezado, como já o foi por Bolsonaro, verga-se ao menor aceno que lhe façam, porque é preciso aparecer, para alimentar esse EGO.


Na verdade, todos sabemos que a diplomacia tem limites, porém, Marcelo Rebelo de Sousa não conhece esses limites.

 

É o único chefe de Estado do mundo que se presta a estas cenas (como sói dizer-se actualmente) e que sai todos os dias nas televisões, a comentar tudo e mais alguma coisa, o que deve e o que não deve, contudo, RECUSA-SE a responder a uma questão que, há muito, muitos portugueses lhe põem: por que é que sendo o AO90 ilegal e inconstitucional, ele, que jurou DEFENDER a Constituição da República Portuguesa,  VIOLA-A tão descaradamente, e se recusa a dar uma resposta ao Povo Português, como é do seu DEVER, uma vez que se diz Chefe de um Estado de Direito, isto é,  de um sistema institucional, no qual, desde o mais comum dos cidadãos, até ao PODER público, todos estão sujeitos ao império do direito, que significa que o Estado de Direito está ligado ao respeito às normas e aos direitos fundamentais. O Estado de Direito é, pois, aquele no qual até mesmo os políticos e os governantes, que são eleitos democraticamente, estão sujeitos à legislação vigente.

 

Sua excelência, o presidente da República Portuguesa, parece ser a excePção, porque passa por cima da Lei, viola a Constituição da República Portuguesa, e permite que o País, que diz representar, esteja a perder a sua identidade linguística, cultural e histórica, sendo, por aí, já  considerado a colónia brasileira da Europa, e ainda vai para o Brasil ajudar à missa...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:30

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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2022

A Rainha Elisabeth II morreu. O Povo britânico chora. E não choramos por quem não merece as nossas lágrimas, nem o mundo homenageia tiranos ou governantes sem Sentido de Estado

 

In Memoriam Elisabeth II , Queen of the United Kingdom.

 

Morreu ontem, 08 de Setembro de 2022, no Castelo de Balmoral (Escócia), aos 96 anos, A RAINHA que durante 70 anos serviu o seu Povo, conforme o prometido, aquando do Juramento da Coroação, durasse o tempo que durasse o seu reinado.

 

Aquando da primeira visita de Elisabeth II a Portugal, em 18 de Fevereiro de 1957, dia em que a minha Mãe celebrava os seus 33 anos, estávamos em Lisboa, e vi o rosto da Rainha, pela primeira vez, a passar num carro preto, e a acenar ao Povo, e a imagem que vi, naquele dia, deslumbrou-me, e até hoje a retenho na memória, porque olhei para a Rainha e depois para a minha Mãe e as semelhanças eram tantas, que me pareceu que era a minha Mãe que ia dentro daquele carro.

 

Desde esse dia, todas as vezes que eu via a imagem da Rainha, na televisão, via a minha Mãe. Quando a perdi, e olhando agora para as reportagens da Rainha quando jovem, revejo nela a minha Mãe. E perdê-la, hoje, foi como perder a minha Mãe duas vezes.

 

Quenn Elisabeth II.jpg

Fonte da imagem: https://www.bbc.com/news/uk-61585886

 

A Rainha subiu ao trono com 25 anos de idade, depois da morte de Jorge VI, seu pai, em 06 de Fevereiro de 1952, mas só foi proclamada rainha do Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão (hoje Sri Lanka), em 08 de Fevereiro, desse mesmo ano.  

 

A coroação só ocorreu em 02 de Junho de 1953, na Abadia de Westminster, em Londres, devido à tradição de guardar o luto, pela morte do monarca anterior.

 

Coroação de Isabel II - 1.png

 

A Rainha Elisabeth II, no dia da sua coroação, com Philip, Duque de Edinburgh, nascido Fhilip da Grécia e Dinamarca, marido da rainha e Príncipe Consorte do Reino Unido, da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos reinos da Comunidade das Nações de 1952 até sua morte em 09 de Abril de 2021, no Castelo de Windsor, no Reino Unido

Fonte da imagem: http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/417937?tp=KM&w=620

 

Foram 70 anos de um reinado exercido com dignidade, com sobriedade e com um Sentido de Estado irrepreensível, algo que, geralmente, não vemos em quem jura defender as Constituições das Repúblicas e servir os países e os Povos que dizem representar, e, depois, já com as rédeas do Poder na mão, dão o dito pelo não dito, e o que juraram é simplesmente ignorado, como se nunca tivesse sido jurado. A isto chama-se NÃO ter dignidade nem Sentido de Estado, e ser-se aldrabão. Conheço alguns.


A Rainha Elizabeth II tinha defeitos? Tinha. (*)

 

Elizabeth Alexandra Mary nasceu em 21 de Abril de 1926, em Londres, na residência do duque e da duquesa de York, os futuros rei George VI e rainha Elizabeth.  

 

Em 12 de Dezembro de 1936, Elisabeth (II), ainda menina, torna-se herdeira da coroa britânica, quando o seu pai chega ao trono depois da abdicação do seu tio Eduardo VIII, que renunciou ao trono para casar com Wallis Simpson, norte-americana e divorciada, o que o impedia de continuar a ser Rei.

 

O seu primeiro compromisso público, ainda como princesa, ocorreu no dia em que completou 16 anos, quando passou revista à guarda no Castelo de Windsor, em 21 de Abril de 1942.  

 

Casamento de Isabel II - 1.png

Rainha Elizabeth II, no seu casamento com o príncipe Philip (Foto: Getty Images)

 

Em 20 de Novembro de 1947, Elisabeth casa-se com o príncipe Fhilip da Grécia e Dinamarca, que abdica desses títulos, para poder casar-se.

 

O nascimento do primeiro filho do casal, o príncipe Charles, herdeiro ao trono, ocorre em 14 de Novembro de 1948. Do casal nascerão mais três filhos: Anne, Princesa Real (1950); Príncipe Andrew, Duque de York (1960), e Príncipe Edward, Conde de Wessex (1964).

 Em 1977, Elisabeth II celebra o seu Jubileu de Prata (25 anos no trono).  

 

O ano de 1992 é um “annus horribilis” para a Rainha, conforme o recorda no seu discurso de Natal. Três dos seus filhos divorciam-se e um incêndio destrói uma ala do Castelo de Windsor.

 

Em 31 de Agosto de 1997, morre Diana, Princesa de Wales, num brutal acidente de automóvel, em Paris, e a rainha é criticada por se ter recolhido em Balmoral, com os netos William e Harry, atitude que contrastou com a visível perturbação dos britânicos, que ficaram em choque, com esta tragédia.

 

Em 09 de Fevereiro 2002 morre a sua irmã Margaret, Condessa de Snowdon, irmã da Rainha, e pouco tempo depois, em 30 de Março, morre a sua mãe, a rainha-mãe, aos 101 anos.

 

Em Junho de 2012, comemorou-se durante quatro dias, com grandes festividades, o Jubileu de Diamante (60 anos de reinado) da Rainha.

 

Em 31 de Janeiro de 2020, o Reino Unido abandona a União Europeia (UE) e concretiza o polémico ‘Brexit’, que dividiu os britânicos.

 

Em 09 de Abril de 2021, morre o príncipe Fhilip, aos 99 anos, o amor da vida da monarca.

 

Que descanse agora em paz, aquela que, em vida, não teve descanso, para que pudesse honrar a promessa que fez, no Juramento da Coroação, de servir com dignidade o seu Povo.


Long live King Charles III!

 

(*) Elizabeth II, como qualquer outro ser humano não era perfeita. Adorava os seus Cães e dizia que adorava Cavalos. Porém, as corridas de Cavalos era o seu desporto favorito. Saberia a Rainha que os Cavalos sofrem horrores quando os arreiam e lhes metem na boca aqueles ferros com serrilhas, que lhes cortam a garganta, e a dor que sofrem é igual à dor que sofreria um homem na mesma circunstância? Se amas os Cavalos não os montes. 

Permitir a Caça, onde animais indefesos são mortos de surpresa, sem direito a defenderem-se, no seu próprio habitat, é uma cobardia. A caça e as corridas de Cavalos eram os principais defeitos da Rainha. Saberia ela porquê?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:15

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«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte III)

 

As actividades maçónicas e a trajectória maçónica de Dom Pedro I do Brasil, IV de Portugal, as quais ainda repercutem na actualidade, inclusive no que à Língua Portuguesa diz respeito, até porque quem manda em Portugal, actualmente, NÃO são os governantes portugueses.

 

DOM PEDRO.PNG

Dom Pedro IV de Portugal, I do Brasil

Fonte da imagem: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/dom-pedro.htm

 

GUATIMOZIM, Imperador do Brasil

Dom Pedro I

 

«A trajectória maçónica de Dom Pedro I foi ao mesmo tempo fugaz e fulminante. Em 02 de Agosto de 1822, o ainda Príncipe Regente Pedro foi acolhido pelo Grande Oriente do Brasil (GOB) … Na reunião seguinte, três dias depois, passou para o grau de Mestre. E na sessão de 04 de Agosto, ausente, aliás, José Bonifácio [era português, e foi o Grão-Mestre do GOL – 1763-1838, como o era o TIRADENTES], Dom Pedro foi aclamado Grão-Mestre galgando assim em dois meses todos os degraus da Perfeição Universal, ou seja, oito dias antes da sua aclamação pública como Imperador do Brasil.

A filiação do Príncipe e futuro Imperador Dom Pedro I ao GOB, em 1882, não foi originalidade brasileira e seguiu o modelo comum na Europa. Havia uma espécie de jogo entre os maçons e o Poder dos Príncipes, aqueles buscando protecção e espaço, e estes aproveitando para se legitimarem no campo das “novas ideias”, assim como para controlarem este tipo de actividades.

Contudo esta aliança brasileira não durou muito, pois 17 dias depois de ascender a Grão-Mestre, Dom Pedro I proibiu por escrito as actividades maçónicas, assinando Pedro GUATIMOZIN, pois era esse o apelido maçónico do Monarca, e o nome do último chefe indígena Azteca a quem os Espanhóis chamaram Imperador, assassinando-o depois» - (in Revista Nossa História, Ano 2, Nº 20, Junho 2005, pág. 21. (Brasil).

 

Como se pode depreender do que precede, uma grande parte da corrente hostil a Portugal e aos Portugueses, afinal teve origem na maçonaria!

 

Ora na época não havia ainda maçons brasileiros, eram todos originalmente maçons portugueses. O próprio Dom Pedro era maçónico! Estamos em 1821-25! A Independência do Brasil do Império Português tem lugar no dia 07 de Setembro de 1822.

 

«A Independência do Brasil foi um processo histórico de separação entre o Brasil e Portugal, que se estendeu de 1821 a 1825, colocando em violenta oposição as duas partes dentro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A data que comemora a Declaração de Independência do Brasil do Império Português é o dia 07 de Setembro de 1822. No dia 12 de Outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado Imperador e, em 1º de Dezembro de 1822, foi coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de Dom Pedro I» - Cf. hiperligação:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Independ%C3%AAncia_(Brasil)

 

Se se criou no passado e se se incentivou a uma hostilização contra PORTUGAL e contra os PORTUGUESES, isto levou a que se iniciasse um processo lento, mas constante, de degradação da LÍNGUA PORTUGUESA, no Brasil. Consultar a hiperligação:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/degradacao-da-lingua-portuguesa-texto-386843

 

E, como se pode comprovar na hiperligação, esta hostilidade persiste ainda hoje, e isso deve-se em grande parte aos maçons portugueses que, envidaram grandes esforços em prol da Independência do Brasil, servindo-se igualmente e reciprocamente de Dom Pedro I, o qual depois proibiu, conforme já foi referido, as actividades maçónicas no Brasil. 

 

Está claro, como água de rocha, que a Sociedade Secreta Maçónica teve um papel preponderante, tendo os próprios Brasileiros e Portugueses sido vítimas das suas actividades. Dom Pedro I, afinal, sabia muito bem o que estava a fazer quando “proibiu por escrito as actividades maçónicas”. E, como se sabe, é fácil manipular as “camadas inferiores da sociedade”, referidas por Pinheiro Chagas.

 

Actualmente chama-se a isso “fabricar o consentimento das massas. Ou melhor, trata-se de Engenharia Social e de Manipulação, neste caso da população brasileira, da qual uma grande parte dela ainda hoje repete, coisas muito surpreendentes [e assustadoras] tais como «foram os Portugueses que roubaram o ouro do Brasil», etc..

 

Ora aí estão os verdadeiros CONSPIRADORES, e isto acontece muito antes das Teorias da Conspiração (termo criado pela CIA em 1967 e revelado num célebre memorandum publicado em 1998, intitulado “CIA Historical Review Program Release in Full 1988”) e que agiram, como se pode constatar, como autênticos conspiradores e traidores!

 

Consequentemente a corrente hostil a Portugal e o ódio que daí adveio, foi inicialmente o fruto de portugueses!  Sim, é evidente, mas esses Portugueses eram membros duma Sociedade Secreta, a MAÇONARIA, cujas actividades foram proibidas pelo Imperador Dom Pedro I, 17 dias depois da sua aclamação como Imperador do Brasil.

 

Mais uma vez fica assente que o pior dos CRIMES é certamente a TRAIÇÃO, sob todas as suas formas!  

 

E Dom Pedro I, volto a repeti-lo, fez o que fez, isto é, atraiçoou o seu Pai, atraiçoou Portugal e atraiçoou depois os seus próprios irmãos da Loja Maçónica GOB, os mesmos que o ajudaram a ser proclamado Imperador do Brasil, e depois «proibiu por escrito as actividades maçónicas, assinando Pedro GUATIMOZIN, pois era esse o apelido maçónico do Monarca»).

 

Essa traição, longínqua no passado, tem perfeitamente um equivalente certamente ainda pior e mais destrutivo desde a RCM 8/2011 dos governantes portugueses actuais, à Pátria de Fernando Pessoa, porque puseram a Língua Portuguesa em perigo de morte, tendo iniciado essa traição com o pseudo-acordo ortográfico de 1990, ou seja, um verdadeiro “Cavalo de Tróia”, cujo objectivo está cada vez mais claro:  substituir a médio/longo prazo a Língua Portuguesa pela sua Variante brasileira! Essa traição é hoje, para todos os portugueses dignos, despertos e verticais, motivo de repúdio!

 

 E aquela decisão de Dom Pedro I teve consequências gigantescas, no passado, cujos efeitos ainda hoje se fazem sentir. E de que forma! Uma delas, já referida mais acima e talvez a pior, é actualmente, para muitos de nós portugueses dignos e verticais, a marginalização e futura eliminação da LÍNGUA PORTUGUESA que já começou através da imposição ilegal e inconstitucional dum dialecto estatal, o chamado Acordo Ortográfico de 1990, que foi calcado sobre a Variante Brasileira da Língua Portuguesa (ver nota mais abaixo ***). É necessário repeti-lo, até que a Língua Portuguesa seja restaurada em Portugal

 

Até que as forças vivas da Nação Portuguesa tenham consciência de que o despertar vai ser muito doloroso. A resistência começa pela tomada de consciência do naufrágio de Portugal, se não se restaurar brevemente a Língua Portuguesa, como LÍNGUA OFICIAL da NAÇÃO PORTUGUESA e repudiar esse dialecto estatal (AO-1990) fruto da demência de negociantes sem escrúpulos. Esta situação vai conduzir, a longo prazo, à eliminação da LÍNGUA PORTUGUESA, da cena internacional, das organizações inter-governamentais, etc..

 

Esse facto, que já é perfeitamente perceptível, por exemplo na Internet (motores de pesquisa etc.), é o resultado claro, e volto a repeti-lo, pois não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir (como é o caso dos “governantes” de Portugal), da imposição ilegal e inconstitucional do dialecto estatal (AO-1990) apenas praticado em Portugal, em proveito e benefício da Variante Brasileira da Língua Portuguesa, isto é, a futura LÍNGUA BRASILEIRA!

 

A segunda pergunta que ocorre:

 

Mas, porventura, não seria exactamente este mesmo PLANO que teria sido planificado a longo prazo, pela maçonaria e que está a ser actualmente implementado, em Portugal, com muitas cumplicidades (o termo adequado é traições) a nível nacional como é óbvio, sobretudo desde a RCM Nº 8/2011, por uma classe política que NÃO HONRA a Nação Portuguesa?

 

(***) VARIANTES da LÍNGUA PORTUGUESA:

 

Para que se compreenda claramente a questão das Variantes da Língua Portuguesa, consultem esta explicação, que eu encontrei no Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa»: 

 

«Apenas para que não haja qualquer dúvida: a Língua Portuguesa é a Língua Portuguesa. Ponto. O Português é o Português. Ponto. Não existe Português Europeu. Existe Português. Ponto. Assim como NÃO existe Francês Europeu, Inglês Europeu, Alemão Europeu, Castelhano Europeu. Todas estas Línguas são Indo-Europeias. Ponto. Todas as outras línguas delas derivadas, são VARIANTES ou DIALECTOS. Ponto. Não existe Português brasileiro. Ponto. O que existe é a Variante Brasileira do Português.


NÃO existe Português guineense, Português angolano, Português timorense, Português moçambicano, Português cabo-verdiano, Português são-tomense. Não existe. Portanto, há que mudar o paradigma da designação da Língua Portuguesa, que é apenas UM, e desse UM nasceram as Variantes. A LÍNGUA PORTUGUESA é a Língua Portuguesa. Ponto final.

 

Nenhum outro País do mundo anda com estas NIQUICES ao redor das suas Línguas Nacionais e OFICIAIS. Portugal tem HONRA, mas os nossos governantes NÃO a honram, porque não têm honra. É preciso começar a honrar a HONRA PORTUGUESA, para que possamos ser um País entre Países, e não uma reles República DOS Bananas, sem rei nem roque, que tem um presidente que NÃO defende Portugal e os interesses dos Portugueses. 

in

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-lusitano-de-zurique-e-um-jornal-384296

 

Há muitos mais exemplos do mesmo quilate, ou pior ainda. Mas por hoje, aqueles citados mais acima já chegam para ilustrar como os portugueses foram tratados, perseguidos e até mesmo assassinados no Brasil (cf. a chacina na Província de Matto-Grosso, na noite de 30 para 31 de Maio de 1834), sem falar nos distúrbios de PERNAMBUCO, etc..

 

Os Brasileiros foram ludibriados e levados injustamente a hostilizar Portugal e os Portugueses. A narrativa oficial, a doxa (palavra grega que significa crença comum ou opinião popular e de onde se originaram as palavras modernas ortodoxo e heterodoxo) criada pela maçonaria é a do desmantelamento das Nações, da eliminação da solidariedade “de facto” entre os Povos, da destruição das famílias e da inimizade entre as pessoas, criando cada vez mais divisões e oposições artificiais. Os resultados em 2022 estão claramente à vista de todos.

 

Termino este artigo como terminei o artigo 

 O Grito do Ipiranga da Variante Brasileira da Língua Portuguesa deve ser gritado, para pôr cobro a algo que desonra o Brasil e Portugal (*)

 

publicado em 19 de Junho de 2022, neste Blogue:

 

«Todos os Portugueses deverão começar a pedir contas aos governantes que, se não reagirem e não tomarem as medidas adequadas, ficarão para sempre cobertos de opróbrio, por não defenderem a Nação que viu nascer, no seu seio, grandes homens e grandes mulheres. E estes governantes tornar-se-ão cada vez mais pequenos, cada vez mais insignificantes e cada vez mais longe de Portugal».

 

Francisco João 

Um dos membros fundadores do MPLP (Movimento em Prol da Língua Portuguesa)

 

***

Para quem está a seguir este trabalho de investigação:

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte I)

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte II)

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte III)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:58

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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2022

Este vídeo, produzido por sacanas, cínicos e sádicos, demonstra que a crueldade pode não ter limites, mas terá, com toda a certeza, consequências das mais funestas para quem a pratica

 

Jamais, em toda a História da Humanidade, nenhum governante cruel viveu o suficiente para conhecer o verdadeiro SABOR da VIDA: ouvir o canto dos pássaros, o sopro dos ventos, o murmúrio das águas, o som do silêncio; contemplar o sorriso das flores e ser abraçado pelos ramos de árvores frondosas…

 

Os da FR têm a infalível e implacável Lei do Retorno a aguardá-los, numa curva da Estrada da Vida que atravessam às cegas. E o mal que provocaram terá um retorno ene vezes superior àquele que engendraram para os outros.

 

E é esta certeza que me faz olhar este vídeo com um sorriso de comiseração por estas criaturas ignóbeis que, mais dia, menos dia, afogar-se-ão no veneno que destilaram das suas próprias entranhas, durante o tempo em que, cruelmente, desprezaram a VIDA HUMANA, que não lhes pertencia.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:35

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«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte II)

 

É urgentemente necessário, hoje, um novo “Grito do Ipiranga” às avessas, desta feita no Rio Tejo, em BELÉM, de onde partiam, outrora, as caravelas portuguesas. Só assim se poderá salvar a Matriz da Língua Portuguesa.

 

Padrão dos Descobrimentos

Fonte da Imagem: Internet

 

A Língua Portuguesa é um vector essencial do brasil, portugal, , conforme estabelecido no artigo 2, alínea 2 (a) da CONVENÇÃO PARA A SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL (CSPCI), de 17 de Outubro de 2003, devidamente ratificada, mas infelizmente violada [mais uma] pelos sucessivos governantes de Portugal.

 

Cf. texto escrito em Língua Portuguesa, e NÃO na Variante Brasileira (é que o Português PT anda por aí muito adulterado e grafado à brasileira, e o mundonão pode confiar na sigla PT).

Consultar hiperligação:

https://ich.unesco.org/doc/src/00009-PT-Portugal-PDF.pdf

 

Com efeito, no dia 17 de Outubro de 2003, foi aprovada a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI), no decurso da 32ª Conferência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Esta Convenção entrou em vigor no dia 20 de Abril de 2006, três meses após a data do depósito do 30º instrumento de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão por Portugal, junto do Director-Geral da UNESCO.

 

É PRECISO NÃO ESQUECER ISTO!

 

 Ora pasmem! E abram finalmente os olhos!

 

Esta exclamação é dirigida a ambos os Povos dos dois lados do Atlântico. Actualmente, as chamadas “elites” de ambos os países que serão responsabilizadas e julgadas perante a História, pois têm sido, de facto, instrumentos daquilo que está cada vez mais claro e evidente, ou seja, a marginalização e subsequente substituição da Língua Portuguesa, no plano internacional, por uma das suas Variantes actuais: a futura Língua Brasileira!

 

Examinemos, então, a triste realidade histórica e como no chamado “país irmão” (Brasil) foram tratados, no passado, os portugueses (repito a tal minoria, por exemplo, em Pernambuco e Mato-Grosso). As insurreições no Estado de Pernambuco (1848-1850) foram, no início, e mais uma vez, contra os comerciantes portugueses, tendo depois alastrado a toda a comunidade portuguesa. Na capital, Recife, os manifestantes gritavam “MATA-MARINHEIRO”, nome pelo qual eram conhecidos naquela altura os portugueses (M. J. M. Carvalho e B. A. Câmara -2008 - in Insurreição Praieira, Forum Almanaque Braziliense nº 8”, pp 5-38, Usp São Paulo.

 

Pois é, o tal ódio (de que se fala mais acima) era tanto contra Portugal que Deocleciano  Martyr, o jacobinista florianista, criador e  redactor-chefe  de O JACOBINO e ex-integrante do Batalhão Tiradentes, sugeriu ao governo brasileiro da época, o seguinte: «O confisco dos bens de raiz de todos os portugueses; a proibição de entrada nos portos do Brasil de navios que houvessem tocado portos portugueses; e pena de morte para os brasileiros que tentassem, mesmo ao de leve, proteger os portugueses».

in Suely Robles Reis de QUEIROZ (1986) - «Os radicais da República», São Paulo, Editora Brasiliense.

 

Cf. igualmente: «Jacobinos versus Galegos: Urban Radicals versus Portuguese Immigrants in Rio de Janeiro in the 1890s» - in JSTOR.

Consultar a hiperligação:

https://www.jstor.org/stable/174772

 

Ainda neste livro, de Suely R. R. de Queiroz, pode ler-se o seguinte, numa mensagem do já citado grupo JACOBINO, de apoio ao presidente Floriano Peixoto: «O Clube dos Jacobinos de São Paulo prometia combater os estrangeiros, especialmente “os portugueses”, raça inferior, povo refractário ao progresso, nosso inimigo de todas as épocas, causador de todos os nossos males e do nosso atrazo» - in S.R.R QUEIROZ, 1986:105]

 

Já tive a ocasião de falar neste tipo de ataques repugnantes, num artigo que foi publicado aqui neste Blogue:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-grito-do-ipiranga-da-variante-381214

 

Artigo esse que redigi em reacção a um outro artigo da autora do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», a qual foi alvo de ataques ad hominem:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/desde-ontem-que-o-grupo-novo-movimento-380362

 

Refiro estes dois artigos para demonstrar que os ataques à Nação Portuguesa e aos Portugueses, não ocorreram só nos Séculos passados, eles têm continuado ao longo dos tempos.


Hoje, tal como no passado, a história parece estar a repetir-se. As “elites” governativas, não costumam defender objectivamente os interesses do Povo Português e da Nação Portuguesa, mas acatam e seguem cegamente instruções/ordens vindas do estrangeiro, porque a isso são constrangidas.  A ausência de soberania, afinal, não existe apenas no plano político. A ausência de soberania existe também no domínio linguístico, na preservação do nosso Património Imaterial, do qual faz parte a LÍNGUA OFICIAL da NAÇÃO PORTUGUESA. Essas “elites” impuseram ditatorialmente um pseudo-acordo ortográfico, contra a vontade do Povo Português, carecendo de legitimidade, para tal (adicionalmente e no futuro a inconstitucionalidade de tudo o que os governantes fizeram desde a Resolução do Conselho de Ministros (RCM) Nº 8/2011, será estabelecida e contas serão exigidas) já não falando na negociata repugnante, que constitui a “negociação” desse pseudo-acordo ortográfico, conforme pode ser consultada nesta hiperligação:  

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-negocio-do-acordo-ortografico-172469

 

O ANTI-LUSITANISMO existe, e isso há já muito tempo no Brasil (o republicanismo e o anti-lusitanismo andavam de mão-dada) desde o Jacobinismo (grupo homónimo inspirado da Revolução Maçónica Francesa (veja-se como se tropeça quase sempre na maçonaria) passando, inter alia, pelo hino anti-português (Hino ao 07 de Abril), continuando por um feroz MASSACRE de portugueses, na Província de Mato-Grosso, na noite de 30 para 31 de Maio de 1834. Chacina essa que também é cinicamente conhecida por RUSGA, e indo até à “Guerra à Nação Portugueza” (nos finais de 1891).

 

Esta “Guerra à Nação Portugueza” deve-se em grande parte à rivalidade que existia entre 1889 e 1945, no mercado do trabalho, no Brasil, e que originou mais uma onda de hostilidade anti-portuguesa, a qual se revestiu de variadas formas (ameaças, assaltos, etc. e que culminou numa carta, em finais de 1891, enviada à Embaixada de Portugal, no Rio de Janeiro, a qual ilustra perfeitamente a hostilidade (ou dever-se-á dizer o “ódio”?) aos portugueses, pois estes chegaram até a ser acusados de conspirar contra o Brasil.

 

Acusando os portugueses residentes no Brasil de conspirarem contra a República, os signatários dessa carta ameaçavam: «represálias que chegarão até o dynamite, o punhal ou o incêndio a pessôas e aos bens dos subditos portuguezes, suspeitados de conspiradores. Nós contamos para esse fim com o apoio de todos os homens de cor, grande parte da colónia ITALIANA [???!!!???] que justamente odeiam essa Nação de exploradores sem entranhas» - in JUNIOR, J. J. 2011

 

 «Recomeça a Guerra dos mascates! GUERRA À NAÇÃO PORTUGUEZA! Fora a essa RAÇA de JUDEUS do OCIDENTE» (***). in JUNIOR, J. J. 2011: 108 - «Jacobinismo, anti-lusitanismo e identidade nacional da República Velha». in Historiae, vol. 2 nº 2, pp 89-106 Rio Grande, FURG

 

(***) Em finais 1891, acusavam os portugueses de serem os “judeus do Ocidente”. Poucos de nós conhecíamos a vertente vergonhosamente anti-semita dessas camadas da sociedade brasileira.

 

Com efeito não só acusavam, em 1891, os portugueses de serem os “judeus do Ocidente”, mas também de serem uns “MONSTROS” e de [os portugueses serem] «uma raça inferior, povo refractário ao progresso, nosso inimigo de todas as épocas, causador de todos os nossos males e do nosso atrazo», conforme já foi citado.

 

E isto não será uma forma de “ódio” aos Portugueses? 

 

Esta hostilidade nunca desapareceu, continuando, até pelo contrário, a ser veiculada até por personagens políticas igualmente tóxicas e inclusive condenadas pela Justiça Brasileira. Com efeito este tipo de ataque repugnante, foi de novo proferido por Lula da Silva, numa Universidade em Madrid, em 16 de Dezembro de 2015, o qual culpou os colonizadores por atrasos na educação do Brasil. Cf. consta nesta hiperligação:

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151214_lula_colonizadores_mdb

 

No entanto, no site do Semanário Económico Oje, o colunista Diogo de Sousa-Martins publicou, na última segunda-feira (14) um texto dizendo que “não fica bem” a tentativa de atribuir o ónus do atraso do sistema de educação brasileiro para uma colonização que abandonou o país há quase 200 anos e que nele inaugurou o ensino superior -  Cf. hiperligação:

https://www.psdb.org.br/ro/polemica-em-portugal-lula-culpa-colonizadores-por-atrasos-na-educacao-do-brasil/

 

Esta declaração de Diogo de Sousa-Martins fala por si própria e não é necessário acrescentar mais nada. Os leitores apreciarão e julgarão, com conhecimento de causa, se se trata de xenofobia, de racismo anti-português ou até mesmo de “ódio” aos ex-colonizadores. Ou de qualquer outra elucubração … 

 

Os exemplos não faltam, e eu citarei mais abaixo outros casos concretos e históricos, que muitos portugueses não conhecem e decerto igualmente muitos brasileiros, o que não é certamente um motivo de orgulho para ninguém.

 

A abolição da escravatura no Brasil ocorreu em 1831 (Lei Feijó), e segundo se diz, sob pressão da Inglaterra, mais tarde, através da Lei de 1845 dita Bill Aberdeen (veja-se mais em: 

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-abolicao-escravatura.htm

o que permitiria uma outra emigração “livre” para o Brasil, oriunda de outras paragens, mas o tráfico continuou a ser assegurado por navios com bandeira portuguesa, como era ainda permitido na época, pelas Convenções Internacionais, mas apenas a Sul do Equador.

 

Segundo M. Florentino e C. Machado (2002: 93) - «Imigração portuguesa e miscigenação no Brasil nos Séculos XIX e XX» - um ensaio, in C. Lessa 2002:25; «Os Lusíadas na Aventura do Rio Moderno», pp-91-116, Rio de Janeiro), os portugueses começaram por ser os únicos europeus no Brasil, ao longo da época colonial, e constituíram depois 1/3 dos 5 milhões e 600.000 mil estrangeiros chegados ao Brasil entre 1820 e 1972 contra 29% de italianos e 13% de espanhóis, e tenho de sublinhar o facto de que estes povos contribuíram para a italianização (que instilou a fobia da eliminação das consoantes ditas erradamente mudas, em certas palavras, e acrescentando-as, em contrapartida, noutras) ; e a castelhanização da Língua Portuguesa, em grande escala, não só na ortografia como  também na fonologia.

 

De 1884 a 1930, entram no Brasil quatro vezes mais portugueses que entre 1820 e 1883. «Chegados aqui, passam a substituir o trabalhador escravo [a abolição da escravatura ocorreu em 1888 (Lei Áurea, aprovada no dia 13 de Maio de 1888, e assinada pela Princesa Isabel) no campo e na cidade. No Rio de Janeiro, o emigrante português, já monopolizador do comércio a varejo, vai ocupando o mercado de trabalho, que passa de africano a luso-africano, e depois a totalmente português, nos anos imediatamente posteriores à Abolição». G. S. Ribeiro (1990:10. Mata Galegos – «Os portugueses e os conflitos de trabalho na República Velha» - São Paulo, Editora Brasiliense.

 

Temos aqui, decerto, mais uma causa [cf. igualmente mais abaixo a decisão de GUATIMOZIM, Imperador do Brasil Dom Pedro I de proibir as actividades maçónicas] da malquerença, da inveja, da hostilidade e do “ódio” aos portugueses, resumida igualmente nesta frase «Por que você veio encher o pandulho aqui?» (G. S. Ribeiro 1994, – «Os portugueses, o anti-lusitanismo e a exploração das moradias populares no Rio de Janeiro da República Velha», in «Análise Social», Vol. XXIX nº 127, pp 631-654 - Lisboa, UL Instituto de Ciências Sociais.

  

Como se sabe no Brasil, os brasileiros fazem chacota sobre Portugal e os Portugueses: «português é burro ou padeiro», ouvi eu tantas vezes!  

 

Como já tive a ocasião de o escrever num artigo publicado, no dia 19 de Junho 2022, neste Blogue e intitulado “O Grito do Ipiranga da Variante Brasileira da Língua Portuguesa deve ser gritado para pôr cobro a algo que desonra  o Brasil e  Portugal “. 

 

Esse tipo de brasileiro provavelmente oriundo de “camadas inferiores da sociedade” está, na verdade, a fazer chacota de si próprio.

 

Portugueses dignos e verticais nunca esquecerão como a nossa Nação, a nossa Cultura, a nossa Língua estão a ser enxovalhadas por um certo tipo de brasileiros, por indivíduos incultos e muito ignorantes e que, afinal de contas, ao cuspir dessa maneira em Portugal, na Língua Portuguesa e nos Portugueses estão, na verdade, a escarrar em cima de si próprios e dos próprios antepassados!    

 

Não esquecer que eles são meros descendentes de colonos portugueses, (castelhanos, italianos, etc., etc.). É bom não esquecer isto! É também irrefutável que os Brasileiros de raiz são os INDÍGENAS!

 

Agora veja-se como eles, os Brasileiros de raiz, os Indígenas, são HOJE tratados por esses brasileiros, descendentes de colonos, cuja cultura consiste essencialmente em ESCARRAR, em VOCIFERAR, em INSULTAR outros Povos e outras Nações.

 

Neste caso, a Nação Portuguesa, o seu Povo, a sua Cultura e a sua Língua.

 

Séculos depois, os métodos repugnantes continuam similares, e o alvo mais fácil de atingir continua, infelizmente, a ser PORTUGAL e os Portugueses.

 

A hostilidade (ódio?) a PORTUGAL e aos PORTUGUESES apenas mudou de contexto, de época e de apresentação. Na «Carta ao Autor das Festas Nacionais», R. Pompeia (2018) - São Paulo, Itaú Cultural -  descrevia-se assim o grande acontecimento anual da Comunidade Portuguesa no Rio de Janeiro (Festa tradicional da Penha): «crianças que comem de ventre em terra, ao redor de mesas de improviso; um que atravessa um frango à boca, outros virados mamando vinho…. E um bêbado que dorme sobre pilhas de melancia e outro que sai para a estrada cambaleando, agitando molemente a bengala, vomitando o viva à Penha …»

 

Na primeira versão do Hino ao 07 de Abril (que viria a ser o Hino Nacional Brasileiro, ou seja, a “Marcha Triunfal”) os portugueses são apelidados de “MONSTROS” e insultados desta maneira (manifestamente de maneira anti-semita): «Homens bárbaros, gerados de SANGUE JUDAICO e mouro, desenganai-vos, a Pátria já não é vosso tesouro». R. L. Souza (2005) - «O Anti-lusitanismo e a afirmação da Nacionalidade» Vol. 5 nº 1, pp. 133-151 «Vitória da Conquista», UESB.  (*** Cf. mais acima igualmente).  Em 1891, acusavam os portugueses de serem os “judeus do Ocidente”. Poucos de nós conhecíamos a vertente vergonhosamente anti-semita dessas camadas da sociedade brasileira. 

 

Conheceriam, porventura, a CHACINA de que foram vítimas os portugueses em CUIABÁ, capital da Província de Mato-Grosso, e em outras cidades, na noite de 30 para 31 de Maio de 1834, e a que chamaram cinicamente simplesmente uma RUSGA?

 

Mais pormenores: «Na hora combinada civis e militares atacam de maneira sangrenta os portugueses nascidos na Metrópole (muitos deles comerciantes). Foi uma chacina, surpreendidas nas suas casas fora de horas, as pessoas são mortas a tiro, à facada ou a golpes de espada. Os distúrbios continuaram durante meses.» (T. M. Cruz Ferreira 2000 - pp 500-501.

 

Lusofobia, in Vainfas, R. – Dicionário do Brasil Imperial, Rio de Janeiro, Editora Objectiva. «Desconhece-se o número exacto de vítimas pois os documentos da época, como por acaso, DESAPARECERAM! Fala-se de 400 mortos, se não mais» (Taunay- 1891-125). I.R.F. AGUIAR 1869 – Prefácio in MOUTINHO, J.F.

 

A notícia sobre a Província de Matto-Grosso, São Paulo, Typ. de Henrique Schröder, que foi outro autor da época, afirma que chegaram a registar-se «acessos do mais imprudente canibalismo». in I.R.F. Aguiar (1869 Prefácio. in Moutinho, J. F.  

 

Os moradores de CUIABÁ (capital da Província de Matto-Grosso), sob controlo de bandidos como foi referido, «foram obrigados mais tarde a acender luminárias, festejando a terrível matança» (T. M. CRUZ FERREIRA 200 500-501 in LUSOFOBIA, Editora Objectiva- Rio de Janeiro Dicionário do Brasil Imperial. 

 

Ora, Dom Pedro abdicou em 07 de Abril de 1834 e havia boatos de que seria reposto no trono. Mais uma vez acusaram os portugueses que viviam na cidade de serem conspiradores e futuros beneficiários dessa «suposta conspiração». Mais uma vez o alvo fácil foram os portugueses.

 

Mas, as verdadeiras razões foram a malquerença e a inveja em relação aos comerciantes portugueses. Pergunta que faço aos leitores: e isto não vos lembra outras vítimas e outros povos, noutras épocas?

 

É necessário relembrarmos, aqui e agora, um outro facto histórico (o pretendido acto de independência do Brasil, o tal grito no Rio Ipiranga, a pôr em paralelo com a travessia do Rio Delaware, nos EUA, durante a noite levada a cabo por um outro maçon, George WASHINGTON, para atacar traiçoeiramente os soldados Ingleses que dormiam na outra margem. Aqui temos de novo um maçon envolvido, detalhe muito pertinente para uma melhor compreensão das razões da hostilidade a Portugal, suscitada por uma certa “elite” de maçons portugueses, e que seriam os futuros brasileiros.

 

 E como se chegou, consequentemente, muitos anos depois, num outro capítulo de hostilização igualmente importante, ao estado presente da marginalização e da subsequente eliminação da Língua Portuguesa a médio/longo prazo, pela sua Variante, a futura Língua Brasileira. Para que tal acontecesse, utilizou-se um outro tipo de instrumento altamente perverso, o histórico "Cavalo de Tróia", a que chamam «Acordo Ortográfico de 1990 (A0-1990)».

 

Acordo esse que foi calcado sobre a Variante Brasileira da Língua Portuguesa, mas que nada mais é do que um dialecto estatal, minoritário e usado apenas em Portugal, através de actos ilegais e inconstitucionais, iniciados e impostos por uma outra personagem altamente tóxica e que levou Portugal à bancarrota. 

 

Assim como este político profissional o fez com o país levando-o à falência, este governante, tentou enviar para o cadafalso a LÍNGUA PORTUGUESA! Não o conseguiu totalmente, porque portugueses despertos, dignos e verticais, através de uma mobilização inicial, o impediram! 

 

Mas pôs a LÍNGUA PORTUGUESA em PERIGO DE MORTE

A HORA da RESISTÊNCIA ACTIVA CHEGOU!

 

(Continua…)

A Parte III será publicada amanhã, dia 09 de Setembro, e será dedicada a Dom Pedro IV de Portugal (I do Brasil) e de como a Maçonaria terá influenciado o que Portugal vivencia, HOJE, estando a perder a sua IDENTIDADE, apenas porque os políticos portugueses NÃO mandam NADA em Portugal, e fazendo-se também certas revelações sobre determinadas decisões de Dom Pedro IV.

 

***

Para quem está a seguir este trabalho de investigação:

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte I)

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte II)

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte III)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:28

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