Quinta-feira, 30 de Setembro de 2021

Uma história triste: homem encontrado morto, terá sido mordido pelo próprio cão que vivia preso a uma corrente

 

Um Cão jamais ataca o seu “dono” se este é seu AMIGO e não lhe inflige maus-tratos. JAMAIS. Um cão amado pelo “dono” é o MAIOR defensor do “dono”.

 

(Não gosto da palavra “dono”. Nunca fui “dona” dos meus amiguinhos de quatro patas. Eu sempre fui a MAIOR amiga deles. Dona, sou do meu nariz.)

 

O cão desta história triste vivia tristemente acorrentado.

 

O “dono” vivia sozinho, e o cão, fora da casa, acorrentado a uma casota. Dia após dia. E acorrentar um animal, como o CÃO - o melhor amigo do Homem, quando o Homem é seu AMIGO - é uma situação de maus-tratos muito agravados. Ou devia ser. Se um ser humano não gosta de viver acorrentado, por que há-de um ser não-humano, que não fez mal a ninguém, gostar de viver acorrentado? Nenhum animal, seja humano, ou não-humano, nasceu para viver acorrentado.

 

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O que se vê na imagem não é o Cão desta história triste. É o Cão de outra história triste, vítima de maus-tratos, resgatado, pela GNR em Bragança. Histórias tristes, sobre maus-tratos a animais, não faltam. Esta pode ser consultada aqui:

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1059197/cao-acorrentado-e-vitima-de-maus-tratos-resgatado-pela-gnr-em-braganca

 

Um dia, num momento mau, quando talvez o “dono” lhe tivesse dado algum pontapé, o Cão, ao defender-se, morde o “dono”, que morre a esvair-se em sangue. Este Cão poderá se condenado à morte, ser abatido, porque num dia mau, já farto de ser maltratado, matou o “humano” que o mantinha acorrentado. Onde está a justiça disto?

 

A questão de manter os Cães acorrentados é uma grave questão, ao que parece, agora legislada, através do PAN. Porém, como em outras situações, a lei existe, mas quem faz cumprir a lei? Quem anda por aí a fiscalizar os quintais, as varandas, os terraços, os cantos e recantos, onde animais sobrevivem no mais infeliz abandono, acorrentados, sozinhos, como se não fossem tão animais como os “donos”?

 

O Cão desta história triste, foi recolhido pela GNR, tendo ficado ao cuidado dos serviços veterinários municipais. Depois da investigação, as autoridades vão decidir se abatem o animal.

 

Abater o animal? Porquê? Se o Cão for abatido está a ser condenado DUAS vezes. E isto é injusto.

 

Ninguém merece ser condenado duas vezes, muito menos um INOCENTE Cão, que viveu toda a vida acorrentado, e não tem como contar o motivo por que ferrou o “dono”.



Esta é uma história triste, que me magoa profundamente.

 

Há que começar a exigir que os ditos humanos não maltratem os não-humanos, porque estes são portadores de uma dignidade mais humana do que aqueles que os maltratam.

 

Não se sabe o que levou o cão a morder o “dono”. E jamais se saberá.  O homem morreu, e o Cão não fala. Fosse o que fosse, o homem podia fugir do cão, porque o Cão não iria atrás dele. Estava acorrentado. Porque não o fez? Há muitas perguntas a fazer, para as quais nunca haverá respostas. Mas uma coisa é certa: os Cães jamais mordem os donos que os tratam BEM.


Ao Cão desta história triste deve dar-se a oportunidade de ser feliz, junto a uma família que seja AMIGA dele e não sua DONA.

Isabel A. Ferreira

 

Ver notícia aqui:

https://www.cm-tv.pt/atualidade/detalhe/homem-encontrado-morto-em-porto-de-mos?ref=Atualidade_DestaquesPrincipais

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:30

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«Veado branco de espécie rara abatido pela polícia no Reino Unido» - Que “gente” é esta que não sabe ser GENTE?

 

Estou chocadíssima! Como é possível existir "veterinários" que se prestem a mandar abater um ser tão magnífico, tão belo, tão raro, tão mais digno do que os seus predadores? Que "gente" é esta que não sabe ser GENTE?

De certeza que havia outras opções para neutralizar o Veado.  Há sempre opções mais  humanas. Mas é mais fácil MATAR! Matar está no ADN do homem-predador! 

 

Isabel A. Ferreira

 

 

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A cidade Bootle, no Reino Unido, acordou na manhã de domingo com um visitante inesperado a vaguear pelas ruas, um veado branco. O animal da espécie cervus albirostris foi avistado em várias áreas da cidade, e após nove horas de acompanhamento e dificuldade em controlá-lo, foi morto a tiro pela polícia.

 

Embora a associação Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals tenha inicialmente aconselhado as autoridades a deixá-lo seguir o seu percurso, como explica a BBC, as autoridades consideraram que se trataria de uma situação perigosa para os cidadãos e para os condutores que circulavam nas estradas, tendo intervindo de imediato.

 

Não havia opção de deixar o veado vaguear, porque poderia ser um perigo para os motoristas e membros do público na área, especialmente com a aproximação das horas de escuridão”, explicou um porta-voz da polícia, como avança a BBC.

 

De acordo com o relato de Ian Critchley, subchefe da polícia de Merseyside, a polícia disparou vários dardos tranquilizantes para sedar o animal, contudo, este continuava em “estado de aflição”, pelo que, com o acompanhamento de um veterinário, optaram por o abater.

 

No Twitter, a British Deer Society afirma que “Nós compreendemos como as pessoas se sentiram chocadas e chateadas (…) É uma situação triste, que deve ter sido difícil e angustiante para todos os envolvidos. Temos a certeza que este não foi o resultado esperado por ninguém”.

 

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Fontes: 

Green Savers

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2021/09/30/estou-sem-palavras-veado-branco-de-especie-rara-abatido-pela-policia-no-reino-unido/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:24

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Terça-feira, 28 de Setembro de 2021

Uma história provável, narrada por Miguel Torga, de acordo com o que “Miura” (um touro que morre na arena) vê, pensa e sente

 

O conto “Miura” integra o livro Bichos - Contos de Miguel Torga (1940), um livro de leitura obrigatória. Um livro que todas as crianças deveriam ler. Um livro que todos os políticos, com assento no Parlamento, também deveriam ler.

 

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Fez um esforço. Embora ardesse numa chama de fúria, tentou refrear os nervos e medir com a calma possível a situação. Estava, pois, encurralado, impedido de dar um passo, à espera de que lhe chegasse a vez! Um ser livre e natural, um toiro nado e criado na lezíria ribatejana, de gaiola como um passarinho, condenado a divertir a multidão! Irreprimível, uma onda de calor tapou-lhe o entendimento por um segundo. O corpo, inchado de raiva, empurrou as paredes do cubículo, num desespero de Sansão. Nada. Os muros eram resistentes, à prova de quanta força e quanta justa indignação pudesse haver. os homens, só assim: ou montados em cavalos velozes e defendidos por arame farpado, ou com sebes de cimento armado entre eles e a razão dos mais... Palmas e música lá fora. O Malhado dava gozo às senhorias... Um frémito de revolta arrepiou-lhe o pêlo. Dali a nada, ele. Ele, Miura, o rei da campina! A multidão calou-se. Começou a ouvir-se, sedante, nostálgico, o som grosso e pacífico das chocas. A planície!... O descampado infinito, loiro de sol e trigo... O ilimitado redil das noites luarentas, com bocas mudas, limpas, a ruminar o tempo... A fornalha escaldante, sedenta, desesperante, que o estrídulo das cegarregas levava ao rubro. Novamente o silêncio. Depois, ao lado, passos incertos de quem entra vencido e humilhado no primeiro buraco... Refrescou as ventas com a língua húmida e tentou regressar ao paraíso perdido. A planície... Um som fino de corneta.



Estremeceu. Seria agora? Teria chegado, enfim, a sua vez? Não chegara. Foi a porta da esquerda que se abriu, e o rugido soturno que veio a seguir era do Bronco. Sem querer, cresceu outra vez quanto pôde para as paredes estreitas do cárcere. Mas a indignação e os músculos deram em pedra fria. A planície... O bebedoiro da Terra-Velha, fresco, com água limpa a espelhar os olhos... Assobios. O Bronco não fazia bem o papel... Um toque estranho, triste, calou a praça e rarefez o curro. Rápida e vaga, a sombra do companheiro passou-lhe pela vista turva. Apertou-se-lhe o coração. Que seria? Palmas, música, gritos.



Um largo espaço assim, com o mundo inteiro a vibrar para além da prisão. Algum tempo depois, novamente o silêncio e novamente as notas lúgubres do clarim. Todo inteiro a escutar o dobre a finados, abrasado de não sabia que lume, Miura tentava em vão encontrar no instinto confuso o destino do amigo. Subitamente, abriu-se-lhe sobre o dorso um alçapão, e uma ferroada fina, funda, entrou-lhe na carne viva. Cerrou os dentes, e arqueou-se, num ímpeto. Desgraçadamente, não podia nada. O senhor homem sabia bem quando e como as fazia. Mas por que razão o espetava daquela maneira? Três pancadas secas na porta, um rumor de tranca que cede, uma fresta que se alargou, deram-lhe num relance a explicação do enigma da agressão: chegara a sua vez. Nova picada no lombo.

- Miura! Cornudo!



Dum salto todo muscular, quase de voo, estava na arena. Pronto! A tremer como varas verdes, de cólera e de angústia, olhou à volta. Um tapume redondo e, do lado de lá, gente, gente, sem acabar. Com a pata nervosa escarvou a areia do chão. Um calor de bosta macia correu-lhe pelo rego do servidoiro. Urinou sem querer. Gritos da multidão. Que papel ia representar? Que se pedia do seu ódio? Hesitante, um tipo magro, doirado, entrou no redondel. Olhou-o a frio. Que força traria no rosto mirrado, nas mãos amarelas, para se atrever assim a transpor a barreira? A figura franzina avançou. Admirado, Miura olhava aquela fragilidade de dois pés. Olhava-a sem pestanejar, olímpica e ansiosamente. Com ar de quem joga a vida, o manequim de lantejoulas caminhava sempre. E, quando Miura o tinha já à distância dum arranco, e ainda sem compreender olhava um tal heroísmo, enfatuadamente o outro bateu o pé direito no chão e gritou:


- Eh! boi! Eh! toiro!

 

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A multidão dava palmas.

- Eh! boi! Eh! toiro!

Tinha de ser. Já que desejavam tão ardentemente o fruto da sua fúria, ei-lo. Mas o homem que visou, que atacou de frente, cheio de lealdade, inesperadamente transfigurou-se na confusão de uma nuvem vermelha, onde o ímpeto das hastes aguçadas se quebrou desiludido. Cego daquele ludíbrio, tornou a avançar. E foi uma torrente de energia ofendida que se pôs em movimento.



Infelizmente, o fantasma, que aparecia e desaparecia no mesmo instante, escondera-se covardemente de novo por detrás da mancha atordoadora. Os cornos ávidos, angustiados, deram em cor. Mais palmas ao dançarino. Parou. Assim nada o poderia salvar. À suprema humilhação de estar ali, juntava-se o escárnio de andar a marrar em sombras. Não. Era preciso ver calmamente. Que a sua raiva atingisse ao menos o alvo. O espectro doirado lá estava sempre. Pequenino, com ar de troça, olhava-o como se olhasse um brinquedo inofensivo. Silêncio. Esperou. O homem ia desafiá-lo certamente outra vez. Tal e qual. Inteiramente confiado, senhor de si, veio vindo, veio vindo, até lhe não poder sair do domínio dos chifres. Agora! De novo, porém, a nuvem vermelha apareceu. E de novo Miura gastou nela a explosão da sua dor. Palmas, gritos. Desesperado, tornou a escarvar o chão, agora com as patas e com os galhos. O homem! Mas o inimigo não desistia. Talvez para exaltar a própria vaidade, aparentava dar-lhe mais oportunidades. Lá vinha todo empertigado, a apontar dois pequenos paus coloridos, e a gritar como há pouco:


- Eh! toiro! Eh! boi!



Sem lhe dar tempo, com quanta alma pôde, lançou-se-lhe à figura, disposto a tudo. Não trouxesse ele o pano mágico, e veríamos! Não trazia. E, por isso, quando se encontraram e o outro lhe pregou no cachaço, fundas, dolorosas, as duas farpas que erguia nas mãos, tinha-lhe o corno direito enterrado na fundura da barriga mole.



Gritos e relâmpagos escarlates de todos os lados. Passada a bruma que se lhe fez nos olhos, relanceou a vista pela plateia. Então?! Como não recebeu qualquer resposta, desceu solitário à consciência do seu martírio. Lá levavam o moribundo em braços, e lá saltava na arena outro farsante doirado. Esperou. Se vinha sem a capa enfeitiçada, sem o diabólico farrapo que o cegava e lhe perturbava o entendimento, morria. Mas o outro estava escudado. Apesar disso, avançou. Avançou e bateu, como sempre, em algodão. Voltou à carga.


O corpo fino do toureiro, porém, fugia-lhe por artes infernais. Protestos da assistência. Avançou de novo. Os olhos já lhe doíam e a cabeça já lhe andava à roda. Humilhado, com o sangue a ferver-lhe nas veias, escarvou a areia mais uma vez, urinou e roncou, num sofrimento sem limites. Miura, joguete nas mãos dum zé-ninguém!



Num ímpeto, sem dar tempo ao inimigo, caiu sobre ele. Mas quê! Como um gamo, o miserável saltava a vedação. Desesperado, espetou os chifres na tábua dura, em direcção à barriga do fugitivo, que arquejava ainda do outro lado. Sangue e suor corriam-lhe pelo lombo abaixo. Ouviu uma voz que o chamava. Quem seria? Voltou-se. Mas era um novo palhaço, que trazia também a nuvem, agora pequena e triangular. Mesmo assim, quase sem tino e a saber que era em vão que avançava, avançou. Deu, como sempre na miragem enganadora. Renovou a investida. Iludido, outra vez. Parou. Mas não acabaria aquele martírio? Não haveria remédio para semelhante mortificação? Num último esforço, avançou quatro vezes. Nada. Apenas palmas ao actor. Quando? Quando chegaria o fim de semelhante tormento? Subitamente, o adversário estendeu-lhe diante dos olhos congestionados o brilho frio dum estoque. Quê?! Pois poderia morrer ali, no próprio sítio da sua humilhação?! Os homens tinham dessas generosidades?! Calada, a lâmina oferecia-se inteira. Calmamente, num domínio perfeito de si, Miura fitou-a bem. Depois, numa arremetida que parecia ainda de luta e era de submissão, entregou o pescoço vencido ao alívio daquele gume.

Miguel Torga, «Bichos».
Coimbra, Ed. Autor, 1940; 18.ª ed. 1990.

 

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"Miura" integra o livro Bichos, de Miguel Torga, e é um conto em que o narrador narra de acordo com o que Miura (um touro que morre na arena) vê, pensa e sente.



Miguel Torga é apenas um pseudónimo, sendo, o verdadeiro nome do autor: Adolfo Correia da Rocha. Este nasceu na região de Trás-os-Montes e viveu cinco anos no Brasil. Miguel Torga tentou poetizar em grupo, com as revistas “Sinal” e “Manifesto”, acabando por desistir, pois considerava que a poesia era algo demasiado sublime e que exigia o máximo de pureza e fidelidade pessoal em relação ao poeta.



David Mourão-Ferreira, cita: “Torga é a reencarnação de um poeta mítico por excelência – daquele que vive na intimidade das forças elementares (terra, sol, vento, água) para celebrá-las com o seu canto – e alto exemplo de constante rebeldia, numa atmosfera que pretende asfixiá-lo”.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/CampanhaContraTouradasMundo/photos/a.348348691882288/182833301767162

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2021

Eleições autárquicas 2021: a elevada abstenção (superior a 46%) diz do descontentamento das populações quanto ao MAU desempenho dos políticos portugueses

 

Uma perspectiva sobre o insucesso nas eleições.

 

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É do senso comum que a política em Portugal está a ser exercida, na sua generalidade, sem dignidade, sem honestidade, sem ética, sem a mínima vergonha na cara, não servindo os interesses prioritários dos Portugueses. É uma política essencialmente lobista. Mente-se descaradamente. Prometem-se mundos e fundos, que nunca são cumpridos. São todos abraços e beijos antes das eleições, e depois das eleições são xutos e pontapés, quando, democraticamente, exigimos, até porque somos nós que lhes pagamos os salários, que se cumpram direitos consignados na Constituição da República Portuguesa, os quais são deliberadamente desprezados porque não vão ao encontro dos interesses políticos dos políticos.

 

Assim sendo, as populações tendem a afastar-se da farsa eleitoral.

 

E o que é necessário fazer, para recuperar a confiança nos nossos políticos?

 

Desta vez passou-se um cartão quase-vermelho ao Partido Socialista, e um vermelho ao Partido Comunista (CDU) que, para o gosto dos comunistas, pende demasiado para o lado socialista, e isto paga-se nas eleições. Não querem deixar de ser um partido troglodita, para não perder votos nas terrinhas trogloditas, e perdem mais do que ganham, com tal atitude.

 

Outra coisa horrível, que afasta, pelo menos os cidadãos mais instruídos, é a linguagem utilizada pelos que se apresentam a votos.

 

É preciso que tenham a noção de que FALAR CORRECTAMENTE é meio caminho andado, seja para que lado for, e passar a mensagem requerida. E ai!!!!! como se falou mal nesta campanha eleitoral autárquica! palavras mal pronunciadas, que reámente nos deixam mal. E houve muitos que "tiveram" ali e acolá, sem o menor pejo. E uma quantidade mais de coisas destas. Quem pode confiar em quem assim fala?

 

Mas quando vemos António Costa, primeiro-ministro de Portugal, a dizer (dando um péssimo exemplo) “todas e todos”, “portuguesas e portugueses”, “elas e eles”, e dirigir-se apenas aos CIDADÃOS (então e as cidadãs não são para aqui chamadas?) numa clara verbosidade incoerente, é de bradar aos céus, com a ignorância que demonstra, sobre a Língua oficial do País que representa.

 

Os dos outros partidos, principalmente do BE e PAN são outra desgraça, com este linguajar pervertido, que não eleva as mulheres, não leva a lado nenhum, e só os desprestigia. E tudo isso, pode também pagar-se nas eleições. Porque a pergunta é esta: valerá a pena investir em políticos que não sabem falar nem escrever correCtamente? Terão eles alguma coisa de útil a dar-nos?

 

É óbvio que não votar é dar poder ao Poder instalado. Não votar é fazer o jogo de quem não quer mudanças. Não votar é manter o “statu quo”. Não votar é regressar ao passado. Não votar é a única via para manter a corrupção.



O ideal é que todos os eleitores inscritos fossem a votos e ousassem votar na MUDANÇA, quando vissem que a mudança tinha asas para trazer vantagens à governação do Páis.



É óbvio que há candidatos mais preparados do que outros, mais honestos do que outros, mais dignos do que outros, menos mentirosos do que outros, mas nem todos os eleitores  conseguem separar o trigo do joio, e amedrontam-se. Então, ou votam nos que já conhecem, ou não votam.

Poucos são os que ousam votar na mudança.

Os cidadãos (não é necessário dizer “e cidadãs”, porque cidadãos significa um GRUPO de PESSOAS) precisam de acreditar no que os políticos dizem.

 

Eu, por exemplo, não acredito sequer numa palavra que os políticos, instalados no Parlamento, principalmente os tiranossauros, aqueles que fazem do Parlamento a sua sala-de-estar, dizem. Nenhuma.


Mas eu votei. Votei na mudança. Nos mais novos, porque há que deixar entrar AR FRESCO na política, que já cheira a mofo.

 

BASTA de tiranossauros!



Mas o principal e o mais urgente é DIGNIFICAR o exercício da POLÍTICA.



Pela frente temos um novo período de quatro anos. Veremos o que acontece.

 

E, já agora, Dr. António Costa, nesta campanha política, apesar de ter tirado a gravata, notou-se que foi o primeiro-ministro que andou por aí a prometer mundos e fundos, com fundos que não eram para ali chamados. E essas, e muitas outras coisas, pagam-se nas eleições.



E são coisas como essas, entre outras pior do que essas,  que desprestigiam a Política e os políticos em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Sábado, 25 de Setembro de 2021

Num Planeta devastado pelos “homens”, os HOMENS hão-de prevalecer!

 

«Como zeladores do Planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens está além da nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura.» (Richard Geere.)

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:38

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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2021

O escritor russo Liev Tolstói condenou a caça e a exploração animal

 

Numa época em que o Planeta tenta, desesperadamente, sobreviver e se bate por ter um futuro sustentável, é de toda a conveniência ouvir os sábios.

 

Tolstói considerava a caça uma prática bárbara e incompatível com uma vida equilibrada, harmoniosa e respeitosa, e  que «o primeiro passo para reduzir essa dependência é não comer animais e não viajar sobre eles, mas sim a pé».

 

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Liev Tolstói, considerado um dos maiores nomes da Literatura mundial, admitiu ao seu cunhado Stepan Behrs que durante a juventude um de seus passatempos preferidos era a caça. Quando serviu no Exército russo no Cáucaso, ele perseguiu raposas, lebres, cervos e javalis, até que começou a reflectir sobre isso e reconheceu que os animais deveriam viver sem qualquer má intervenção de sua parte.

 

Em 1887, Behrs mencionou numa carta que “por compaixão, ele [Tolstói] desistiu abruptamente da caça, e contou-me que não apenas perdeu completamente a sua apetência para a caça como também se surpreendera por ter gostado disso anteriormente”, considerando-a a partir de então uma prática bárbara e incompatível com uma vida equilibrada, harmoniosa e respeitosa.

 

Em 1893, numa correspondência, Tolstói escreveu que os seres humanos não deveriam causar sofrimento aos animais e aludiu à Inglaterra como um país europeu que se destacava por uma “atitude poderosa” em realção a isto, algo que ele atribuiu à força do altruísmo inglês, que à época era defendido por pensadores e reformadores como Henry Salt, pioneiro dos direitos animais referenciado por Peter Singer na obra “Animal Liberation”, de 1975.

 

 Porém, ao contrário dos muitos vegetarianos ingleses da época, com excepção daqueles que partilhavam da mesma perspectiva do vegetarianismo ético de Salt, Tolstói, que abdicou não apenas do consumo de todos os tipos de carne, mas também de leite, manteiga e ovos, escreveu que era preciso encontrar uma forma de reduzir a dependência humana do uso de animais como mão de obra no campo.

 

Behrs referiu que Tolstói ficou eufórico quando soube que estavam a ser desenvolvidas máquinas com esse propósito. Ele vislumbrou, então, um cenário em que os animais não sofreriam em consequência de um esforço físico, em benefício humano e que custasse a diminuição das suas expectativas de vida.

 

Tolstói afirmou que «pode regular-se os desejos de alguém por meio da moderação, restrição e trabalho árduo. O primeiro passo para reduzir essa dependência é não comer animais e não viajar sobre eles, mas sim a pé. E todos nós deveríamos começar a fazer isso agora».

 

Tolstói salientou que, embora não tivesse abdicado do consumo de animais visando a sua saúde, ele percebeu inúmeros benefícios quando adoptou uma alimentação frugal baseada em aveia, kasha, arroz, pão de centeio e sopas de vegetais.

 

No ensaio “Por que os homens se entorpecem?” publicado em 1890, Tolstói diz que «a confusão e, acima de tudo, a imbecilidade das nossas vidas, surge principalmente do constante estado de intoxicação em que a maioria das pessoas vive».  

 

Dois anos depois, Tolstói destaca no seu “O Primeiro Passo”, que o ser humano só cumpre o seu verdadeiro papel quando assume o compromisso de seguir uma sequência de realizações morais que são essenciais para o real estabelecimento da ordem no mundo, e isso inclui o respeito à VIDA, independentemente da espécie, o autocontrole e a libertação de desejos nocivos a nós mesmos e aos outros.

 

Fonte:  https://ivu.org/history/tolstoy/natural.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:47

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Terça-feira, 21 de Setembro de 2021

Nem tudo foram rosas na passagem de Jorge Sampaio pela política. Se ele disse «nunca, nunca desistir…» nós dizemos «nunca, nunca esquecer…» os Touros de morte em Barrancos, que feriu a sensibilidade das pessoas dotadas de empatia

 

Antes de dizer ao que venho, e porque a MORTE de um ser vivo, seja ele humano ou não-humano, não me é indiferente, e, neste caso, nem que seja apenas pela família, a ela quero enviar, em primeiro lugar, as minhas condolências, esperando que o espírito de Jorge Sampaio, esteja onde estiver, possa fazer um acto de contrição, agora que sabe, uma vez que passou para outra dimensão, que a VIDA não é uma exclusividade do Homem, e deve ser respeitada enquanto Vida, e não desprezada, para divertir  “humanos” insensíveis.

 

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A Morte é um caminho que nos leva à Luz que há-de iluminar os Espíritos que, em Vida, viveram nas Trevas...

 

Estive calada desde o dia em soube da morte de Jorge Sampaio, por respeito à morte, por respeito à família, por respeito à Dr.ª Maria José Ritta, a quem um dia, numa cerimónia pública, na Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, tendo sido dado aos fotógrafos pouco espaço entre a mesa de honra e a primeira fila dos convidados, onde se encontrava  Maria José Ritta, ao  tentar apanhar o melhor ângulo, para fotografar o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio,  pisei-lhe o pé, e quando me virei para pedir desculpa, vi que tinha pisado o pé da primeira-dama de Portugal. Pedi-lhe muita desculpa, e ela, com uma extraordinária simpatia e um belo sorriso no rosto disse-me «não se preocupe, já estou habituada». Tal gentileza sensibilizou-me e nunca a esqueci.

 

Este episódio aconteceu antes do fatídico ano de 2002, quando Jorge Sampaio, talvez levado por um impulso irreflectido, ou porque já estaria no seu ADN uma apetência por divertir-se com o sofrimento de seres vivos, primeiro, ao serem torturados, depois ao serem mortos na arena, sob o aplauso de gente estranha, alucinada, delirante diante dos estertores da MORTE de um animal não-humano, tão animal quanto um ser humano, e com um ADN muito semelhante ao do homem, e com todas as necessidades vitais iguais à do homem, e dotados de um sistema nervoso central, que lhes permite sentir a DOR que os animais humanos, nas mesmas condições, sentem, como dizia, no fatídico ano de 2002, Jorge Sampaio outorga uma incompreensível excepção à lei, e introduz  os Touros de morte no vilarejo medieval de Barrancos.
 

Milan Kundera diz que a verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder.

Jorge Sampaio, nos elogios fúnebres, no dia do seu funeral, foi recordado como um homem bom, generoso, humanista, ético, herói, político de excepção, enfim, não foram poupados elogios ao presidente da República Portuguesa que banalizou a Morte, fazendo dela um “espectáculo” público em Barrancos.

 

Jorge Sampaio chegou a receber, na ONU, o Prémio Nelson Mandela, cujo objectivo é reconhecer as realizações daqueles que dedicam as suas vidas a serviço da Humanidade, promovendo os propósitos e princípios das Nações Unidas.



Não me parece que apoiar a tortura e a morte em público de animais sencientes, sirva de exemplo à Humanidade.

 

Isto fere. Magoa no mais fundo, a Alma de quem respeita a VIDA de todos os seres, porque a VIDA de cada ser é importante para esses seres. Eles nascem para cumprir uma missão, e cumprem-na na perfeição. O homem, o exterminador (não o outro HOMEM, o criador) é o único ser, na Natureza, que vem ao mundo com a missão de destruir a harmonia da VIDA no Planeta.

 

O que eu gostaria de perceber, é como o cidadão Jorge Sampaio, Presidente da República Portuguesa, nascido em berço de ouro, um homem que estudou no estrangeiro, e com um reconhecido currículo, e que até era afável, pôde descer tão baixo ao defender uma prática bárbara a que chamou, indevidamente, de "tradição" como TORTURAR e MATAR seres vivos sencientes?

 

Faço minhas as palavras de duas senhoras, que tal como eu, não compreendem estes comportamentos desviantes, vindo de pessoas que não nasceram em berço de lama:

 

«Jamais lamentarei a morte de quem foi capaz de atraiçoar a Arte e a nossa Cultura, alargando o espectro do gozo alarve de quem assiste a uma tourada, à boçal aceitação e "legalidade" da tortura e morte horrenda de bovinos em praça pública: Pelos touros mortos e sangrados em Barrancos!» (Teresa Botelho)

 

«Eu lamento, lamento que tenha morrido sem se retratar, já que não poderia mudar o erro. É bom que se fale das coisas boas e que se lembre igualmente as coisas más. Calar os erros é normalizar a indiferença sobre tamanha crueldade.» (Paula Russel)

 

Para tentarmos perceber o que levou Jorge Sampaio a outorgar a lei que levou a Barrancos a MORTE, vejamos o que nos diz o Jornal “i” (podem consultar neste link:   http://www.ionline.pt/509784 )

 

Diz o “i” que Jorge Sampaio e Vera Jardim, dois aficionados assumidos, nados e criados entre a barbárie, viajavam até Madrid para assistir a touros de morte. Não esqueçamos que Jorge Sampaio, enquanto presidente da República, levou os “touros de morte” para Barrancos, uma das mais atrasadas localidades portuguesas, talvez para não ter de ir tão longe satisfazer os seus mais mórbidos instintos. 

 

Ainda recorrendo ao jornal “i”, este referiu que andando Jorge Sampaio em campanha eleitoral para a Presidência da República, em Vila Franca de Xira [um outro antro de selvajaria tauromáquica] um jornalista perguntou-lhe se gostava de touradas. Os que o rodeavam esperaram dele uma resposta politicamente correcta, mas Sampaio deixou falar mais alto a sua carga genética involutiva e os seus instintos mais mórbidos e disse; Gosto muito e só tenho pena de não poder assistir mais vezes.”  

***

Quando as crianças são levadas, desde tenra idade, a assistir à tortura de Touros, quando tal desgraça acontece na vida delas, um instinto cruel enraíza-se nelas e, quando crescem, tornam-se sádicas, ávidas de ver sangue e sofrimento, sem o menor escrúpulo, sem a menor compaixão. Típico da síndrome da apetência para a crueldade que nelas se desenvolve. O que não desculpa as atitudes, porque quando crescem, têm a oportunidade de evoluir, e não a aproveitam.

 

Tudo o que Jorge Sampaio pudesse ter feito de bom, de ético, de generoso, de humano, de heróico, cai por terra com tamanha falta de bondade, de ética, de generosidade, de humanismo, de heroicidade ao deleitar-se com a DOR e com a MORTE de um animal senciente, e de ter feito valer este desvalor em Barrancos, mergulhando nas trevas  a sua Vida que poderia ter sido de Luz.


Esteja onde estiver, Dr. Jorge Sampaio, sei que está a dar-me razão,
 agora que sabe que a VIDA não é uma exclusividade do homem. E também sei que o que me levou a escrever este texto, não veio de mim, mas de uma força exterior a mim, mais forte do que eu.


Quem sabe se essa força não é a sua consciência, numa derradeira tentativa de exorcizar a culpa por todas as vidas indefesas, inocentes e inofensivas, que foram ceifadas em Barrancos, e poder alcançar o perdão de todos os que se horrorizaram com tal inconsciência.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:23

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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2021

Líder do PAN insultada e ameaçada de morte, nas redes sociais, vai apresentar queixa ao Ministério Público

 

Na sua conta oficial de Twitter Inês Sousa Real, líder do partido Pessoas Animais Natureza (PAN), diz que «aceita e respeita os que têm ideias diferentes das suas e do partido que representa “debatendo-as de forma séria e respeitadora”, mas sublinha que recusa que alguém se sinta no direito de "ameaçar, ofender ou até procurar coagir. Não só não me calarei, como não serei eu a ter cuidado com o que digo, porque digo e defendo aquilo em que acredito sempre dentro do espectro democrático e do respeito pelos demais».

 

É inacreditável que indivíduos, que não sabem honrar as calças que vestem, desçam tão baixo a insultar uma Senhora, que mais não faz do que exercer o seu DIREITO CÍVICO, e defender as causas em que acredita.

 

Também já fui assim insultada e ameaçada (digo já fui, porque agora não sou, porque jamais me calei, e desistiram) por energúmenos que não sabem estar em DEMOCRACIA, e acham (acham, porque nem sequer sabem pensar) que podem dizer tudo o que lhes vem à CABAÇA (porque nem sequer cabeça têm).

 

Uma vergonha! Um triste retrato de uma democracia-que-não-é!

 

FORÇA! Inês de Sousa Real! Nunca se cale, porque dos COBARDES não reza a História. Esses ficarão no Caixote do Lixo da História.

 

Espero que a Justiça funcione. Os cobardes têm de aprender que a Mulher do século XXI d. C. não existe para andar a coser as meias do marido (algo que "eles" gostam muito de apontar, às mulheres que lutam por CAUSAS válidas).

 

Isabel A. Ferreira

 

Inês de Sousa Real.PNG

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:55

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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2021

«Querido Touro…Eu respeito a tua Vida»

 

Andu Torres

 

QUERIDO TORO...YO RESPETO TU VIDA

 

***

Quem não respeita a Vida dos outros seres vivos, não se respeita a si próprio, como ser vivente, e deambula pelo mundo como um troll.


E quem diz que bicho é bicho desconhece que o único bicho que existe é o bicho-homem.

 

Ver vídeo aqui:

https://www.facebook.com/andu.torres.5/videos/588238958278153/

 

Isabel A. Ferreira

 

TORO.PNG

 

***

Mas há quem não respeite a vida de um Touro. Vejam estas imagens inacreditáveis!!!!  

 

Loranca de Tajuña (Guadalajara; Castilla La Mancha; SPAIN) 11/septiembre/2021;
ESTO ES LA CULTURA DE LA TAUROMAQUIA???
 
 
***
 
 
E isto é cá em Portugal:
 
Malditos tauricidas! Em Monsaraz isto é proibido, mas faz-se. Porquê. Porque asw autoridades não cumprem nem fazem cumprir a LEI.

Em Barrancos, os Touros de morte existem por uma excepção à LEI, graças ao "bom, ao generoso, ao herói" Jorge Sampaio.

Como tudo isto é DESPREZÍVEL! 
 
 

MONSARAZ.PNG

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:05

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População das Ilhas Faroé revoltada com o massacre de 1400 Golfinhos num só dia

 

Aliás é todo o mundo civilizado  que está revoltado com este e todos os outros massacres que todos os anos tingem as águas do oceano de vermelho do sangue de fabulosos animais.

 

 Sabendo-se, como se sabe, que os Golfinhos são animais quase-humanos, é revoltante o que o governo dinamarquês permite que se faça a estes seres fabulosos.

 

Porquê? Em nome de quê? Se não há a mínima necessidade.

 

Massacre de Golfinhos.jpg

 

Embora a violenta e cruel caça às Baleias e Golfinhos seja praticada nas Ilhas Faroé (território pertencente à Dinamarca) há centenas de anos, ainda é legal, apesar de toda a actual informação científica sobre a Senciência Animal, não sendo admissível que 1400 Golfinhos de faces brancas fossem mortos no passado domingo, deixando a população em choque. Mas ainda que fosse um só Golfinho, a população deveria manifestar-se, porque, hoje em dia, já não é NORMAL nem NECESSÁRIO massacrar Golfinhos, para os comerem.

 

Segundo as autoridades das Ilhas Faroé, todos os anos são assassinadas, em média, 600 baleias, e cerca de 35 Golfinhos em 2020, e 10 em 2019. Se estes números já são aterradores, o que dizer de 1400 animais assassinados (para consumo dos moradores) deixando as águas do mar em vermelho vivo?

 

O presidente da Associação de Baleeiros das Ilhas Faroé, Olavur Sjurdarberg, em entrevista à BBC, reconheceu que «foi um grande erro» e referiu que se estimava que a matança envolvesse apenas 200 golfinhos e não 1400, deixando, no entanto, claro, que esta prática foi autorizada pelas autoridades locais e nenhuma lei foi infringida. Ainda assim, nem que matassem apenas UM Golfinho, já teria sido um GRANDE ERRO.

 

Quem defende esta prática na região, refere que a caça às baleias é uma forma sustentável de recolher alimentos da natureza e uma parte importante da identidade cultural nas Ilhas Faroé. Contudo, os Activistas dos Direitos dos Animais discordam há bastante tempo desta matança de mamíferos, considerando ser um “massacre cruel e desnecessário”.

 

Na passada segunda-feira, o deputado dinamarquês das Ilhas Faroé, Sjurdur Skaale, visitou a praia de Skalabotnur para falar aos habitantes e referiu que «matar Golfinhos de faces brancas é legal, mas não é popular», e pôde comprovar que as «pessoas ficaram furiosas e em choque» com tamanho massacre, mas defendeu que a caça aos mamíferos pode ser feita, se for da “maneira correcta”, esquecendo-se o deputado de que não há maneira correcta de MATAR seres vivos, a não ser em legítima defesa.   

 

E Sjurdur Skaale disse ainda que «do ponto de vista do bem-estar animal, é uma boa maneira de providenciar carne – e muito melhor do que manter vacas e porcos presos», afirmações prontamente contestadas pelo grupo Sea Shepherd, que alegou que «as caçadas de Golfinhos podem transformar-se em massacres prolongados e frequentemente desorganizados».

 

As críticas ao massacre de Baleias e Golfinhos nas Ilhas Faroé têm subido de tom nestes últimos anos, porque estamos já no século XXI d.C. em que estas práticas cruéis contra animais quase-humanos não têm a mínima razão de existir.

 

Já era altura de a Dinamarca evoluir.

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2021/09/15/sociedade-ilhas-faroe-em-revolta-1400-golfinhos-foram-mortos-num-so-dia/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:32

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