Domingo, 31 de Janeiro de 2021

«Holodomor, um dos maiores crimes da humanidade quase totalmente esquecido a nível mundial»

 

Para que não se esqueça este HORROR!

Que espécie de HOMO é o homem?

 

HOLODOMOR.jpg

 

Por Arsénio Pires

 

A palavra ucraniana HOLODOMOR significa “deixar morrer de fome”, “morrer de inanição”.


HOLODOMOR, assim como o holocausto nazista contra judeus, cristãos, ciganos, homossexuais, etc., consistiu num GENOCÍDIO de milhões de ucranianos vitimados pela fome por causa da política económica de Estaline, entre 1931 e 1933, para colectivizar, à força, as terras agrícolas da Ucrânia.


Muitas pessoas foram presas e condenadas a trabalhos forçados simplesmente por comerem batatas ou colherem espigas de milho para consumo.


Entre 1931 e 1933, o número de mortos era tão grande que os cadáveres espalhavam-se pelas ruas e pelos campos. O odor dos corpos apodrecidos dominava regiões inteiras. (Basta procurar na internet em Holodomor, imagens). O historiador Thomas Woods relata-nos esse facto:


Em 1933, Estaline pôs em marcha uma nova meta de produção e colecta, a qual deveria ser executada por uma Ucrânia que estava agora à beira da mortandade em massa por causa da fome, que tinha começado em Março daquele ano. Vou poupar o leitor às descrições mais gráficas do que aconteceu a partir daqui. Mas os cadáveres estavam por todos os lados e o forte odor da morte pairava pesadamente sobre o ar. Casos de insanidade, e até mesmo de canibalismo, estão bem documentados.” (Woods, Thomas. "A fome na Ucrânia".


Estipula-se que o número de mortos nesses três anos tenha sido de 5 MILHÕES. Porém, se tivermos em conta os efeitos prolongados dessa política económica perversa e os ucranianos que foram levados para trabalhos forçados e lá morreram, esse número pode ser superior a 14 MILHÕES. 

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Este é o paraíso terrestre que o irracional “homo predator” está a destruir a um ritmo assustador…

 

É  urgente uma mudança radical de atitude perante o  Planeta  Terra.

Não nos esqueçamos que a Mãe Natureza é a medida de todas as coisas.

 O "homo predator" é o responsável-mor pela degradação do meio ambiente.

Aprendam a ser racionais como os restantes animais, que connosco partilham a Terra. Eles sabem como a preservar.

Que espécie de "homo" é o homem? 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2021

«Por um Campo Pequeno sem touradas, sem violência e sem sangue»

 

Porque nós não desistimos, o PAN solicitou, através da Assembleia da República, a cópia do contrato de concessão assinado entre a Casa Pia e o empresário Álvaro Covões para saber quais as condições para continuarem a ser promovidas touradas no Campo Pequeno!



Relembramos que em 2019 conseguimos que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, desobrigasse a Casa Pia de realizar touradas no Campo Pequeno e que a esmagadora maioria da população de Lisboa não tem qualquer interesse na tauromaquia e não concorda com a promoção de touradas naquele equipamento (cerca de 70% dos lisboetas, de acordo com sondagem da Universidade Católica em 2018).


O nosso desígnio é mais do que transparente e sem rodeios: terminar com esta prática anacrónica, bárbara e violenta!  Podes consultar a pergunta em
 https://bit.ly/38RQxp4


#CampoPequenosemtouradas #Rumoàabolição #Lisboasemtouradas 

 

TOURADAS.jpg

Fonte:  https://www.facebook.com/pan.lisboa/photos/a.335086443205559/3586323604748477/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2021

O melhor e o pior da Humanidade

 

O melhor e o pior da Humanidade.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2021

Quando a pandemia acabar, não queremos regressar à normalidade, nem a um novo normal, queremos regressar a um Mundo Novo…

 

… como o idealiza e reflecte a escritora e professora universitária Idalete Giga.

Ser emocionalmente racional é a palavra-chave, para o Mundo que aí vem. Esta é a mensagem.

Isabel A. Ferreira

 

Paraíso.jpg

 

«O Vírus Justiceiro, como eu lhe chamo, veio acordar o mundo e avisar a Humanidade inteira de que temos urgentemente de mudar de vida, ou seja, os nossos hábitos em todas as áreas do quotidiano. Mas não são só os nossos hábitos que terão de mudar radicalmente. É o paradigma económico, financeiro, educacional, cultural, etc. em todo o planeta que mudará para melhor.

 

Adeus capitalismo selvagem. Adeus reino da quantidade. Adeus exploração desenfreada. Adeus offshores. Adeus fabrico de armas. Adeus tráfico de seres humanos, de droga, de armas (!). Adeus prostituição. Adeus mercados bolsistas que se regulam pelo absurdo, pelo enriquecimento ilícito, pela completa IRRACIONALIDADE. Adeus mundo do ódio, das guerras absurdas que são alimentadas pelo negócio criminoso, altamente repugnante e desumano da venda de armas. Quem as vende aos países em guerra? Os EU, a China, a Rússia, a Alemanha, a Itália, a França, a Espanha, etc. , etc.. Portugal não vende, mas compra. E eu pergunto: para quê?» (Idalete Giga)

 

***

 

brain-vs-heart.jpg

 

Emoção versus banalidade

 

Ser banal

É ser vulgar

E não se emocionar

Quando passa

No caminho da vida

E apenas vê

De fugida

O chão que pisa

 

Ser banal

É ser vulgar

E não se emocionar

Com o assobiar

Do vento

O canto dos pássaros

O canto do mar

O cintilar das estrelas

A lua cheia

A beijar o oceano

Com a sua luz prateada

O sol a nascer

No fim da madrugada

Ser banal

É ser vulgar

E não se emocionar

com os campos em flor

O ouro das árvores

Os poentes de fogo

As lágrimas da chuva

 

Ser banal

É ser vulgar

E não se emocionar

Com a ternura

De um canto de embalar

 

Ser banal

É ser vulgar

 E não se emocionar

Com a profunda tristeza

No olhar

De uma criança abandonada

 

Ser banal ´

É ser vulgar

É não ter compaixão

É ter medo de amar

Tudo o que pulsa

Em constante vibração

Subindo

E convergindo

Para o Infinito. 

      

Idalete Giga

Paço de Arcos, 17/ Dezembro/2020

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:23

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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2021

Eleições presidenciais 2021: os Portugueses votaram no “mais do mesmo”, talvez por falta de alternativas inequivocamente convincentes

 

Marcelo Rebelo de Sousa continuará a ser o Presidente da República Portuguesa, eleito por 23,6% daqueles que foram votar.

 

As contas são fáceis de fazer.

 

Com um número recorde de abstenções, 60,51% (o mais elevado de sempre), os 60,7% que Marcelo obteve, nas contas finais, equivalem aos referidos 23,6% dos que se dignaram ir votar.

 

Para estas eleições estavam inscritos 10.736.096 eleitores, mas apenas 4.261.209 eleitores votaram. Retirando-se as percentagens atribuídas aos restantes candidatos, e aos votos nulos (0.94%) e brancos (1.1%,) o resultado final não é brilhante para Marcelo Rebelo de Sousa, mas foi o bastante para que se mantivesse na Presidência.

 

Mais vale ganhar por pouco, do que por nenhum.

 

Estes são os resultados oficiais, assentes no número de eleitores que foram votar: 4.261.209 eleitores:

 

RESULTADOS ELEIRORAIS.PNG

Imagem: Jornal Público

 

E estes são os resultados no universo dos 10.736.096 eleitores que estavam inscritos:

 

CAPTURE2.PNG

Imagem: Jornal Observador

 

Quem venceu e quem perdeu? O que falhou na campanha eleitoral de cada candidato?

 

Venceu aquele que 23,6% de Portugueses já conheciam, e quiseram apostar pelo seguro.

 

As opções não foram suficientemente convincentes. Vejamos:

 

Ana Gomes e Marisa Matias (a grande derrotada destas eleições, que esteve demasiado colada ao Bloco de Esquerda) eram as representantes de uma esquerda, na qual, quem é de Esquerda, não se revê.  Em vez de se focarem no que queriam fazer diferente de Marcelo Rebelo de Sousa se chegassem à presidência, ficaram-se pelos ataques impregnados de uma repulsa por André Ventura, visível até nos semblantes delas, e acabaram por lhe dar demasiado tempo de antena. Um erro crasso.  A somar a isto, usaram bastamente, a linguagem pimba do todos e todas, dos portugueses e portuguesas, do eles e las, dos aqueles e aquelas, dos cidadãos e   cidadãs, imprópria de alguém que ambiciona representar Portugal. Milhares de Portugueses Pensantes não se revêem neste tipo de linguagem demonstrativa de uma profunda ignorância da Língua Portuguesa, motivo que bastou para que não se votasse nelas. Eu ainda tentei chamá-las à razão, mas deparei-me com cérebros de pedra, e um silêncio tumular.  

 

João Ferreira foi igual a si próprio, numa campanha limpa, coerente, focando-se na mensagem que queria passar, porém, a colagem ao PCP, demasiado evidente, com a cassete do costume, não abonou nada a seu favor.

 

Tiago Mayan Gonçalves, também fez uma campanha limpa, focada também na mensagem que quis passar, tendo sido um dos vencedores destas eleições.

 

André Ventura, igual a si próprio, aproveitou o tempo de antena que as duas rivais lhe deram, e foi somando votos, perigosamente, sub-repticiamente… acabando por ser também um dos vencedores destas eleições. Agora, a esquerda que se amanhe!  Não é com insultos que se combate a ideologia de extrema-direita. Mas, sim, com ideias, não de extrema-esquerda. Com ideias que conduzam à construção de uma sociedade harmoniosa, equilibrada, onde todos caibam, sem andarem aos murros e pontapés uns aos outros.

 

Vitorino Silva, com o seu jeito genuíno, contribuiu para lançar ideias, revestidas de interessantes metáforas, mostrando um aparente desprendimento pelo Poder, que não se encontrou em mais nenhum candidato. Contudo, isto não lhe bastou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa fez uma campanha pobre, sem ideias, deixando antever os próximos cinco anos com mais do mesmo, até porque, não sendo desprovido de inteligência, viu logo na aragem, quem ia na carruagem, e soube que não precisava de se esforçar, nem muito, nem pouco, para ter a recandidatura garantida. A disputa estava ganha (quase) desde o início, contudo, à medida que a campanha política foi avançando, mais os Portugueses iam tendo a noção de que não havia outra alternativa.  23,6%, dos que foram exercer um direito e cumprir um dever cívico, votaram nele. 60,51% nem sequer se deram ao trabalho de ir votar (salvaguardando aqui uma percentagem dos que não puderam votar, por impedimento  Covid).

 

Perante tudo isto, devemos chegar à conclusão de que alguma coisa vai mal, nesta República de Portugal do pós-25 de Abril de 1974. O tempo é, pois, de reflectir em tudo isto, porque vamos a caminho daquilo que não queremos, nem em pesadelos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Sábado, 23 de Janeiro de 2021

Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha demarca-se do projecto do “cerco ao Castelo de Almourol”

 

No seguimento do texto aqui publicado ontem sob o título «Cerco ao Castelo de Almourol: um atentado ao Património Histórico Português» que pode ser consultado neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/cerco-ao-castelo-de-almourol-um-1023489?tc=61416469822

e depois de uma ampla divulgação e discussão gerada por este projecto, a Câmara de Vila Nova da Barquinha, na pessoa do seu Presidente, Fernando Freire, emitiu um comunicado, no qual esclarece que a proposta que o arquitecto Tomás Reis apresentou à autarquia, vai ser presente a reunião de Câmara no próximo dia 27 de Janeiro, não estando qualquer verba prevista para este avultado investimento no orçamento municipal, e que não foi pedido nenhum estudo ou projecto ao Art.º Tomás Reis, quer pelo proprietário (Exército Português), quer pelo administrador (Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha.

 

Castelo de Almourol.png

 

Respondendo ao arquitecto Tomás Reis, Fernando Freire faz uma avaliação negativa da proposta apresentada:

 

«Esta proposta, na minha avaliação subjectiva não respeita o espírito do lugar. […] O impacto ambiental que uma tal obra provocaria no ambiente e na sua envolvente, cortando os padrões de vida da fauna e flora seria razão bastante para não aceitar esta proposta. Almourol é um encantador mosaico de memórias, estórias e lendas, um monumento fértil em património cultural intangível, que marca a paisagem deste sítio ímpar em Portugal. No meu modesto entendimento, enquanto autarca, a grandeza temporal e intemporal do lugar, numa suavidade incomum em Portugal, deve ficar como está!»

 

Citando o Correio do Ribatejo:

Em resposta ao edil, o arquitecto Tomás Reis esclarece que apenas quis “lançar questões, a meu ver pertinentes, sobre a visibilidade do território e visões sobre património”.

“Imaginar, numa proposta de visualização, uma obra concluída, sem qualquer discussão, seria, também a meu ver, um exercício de ficção. Como sabemos, as intervenções no território estão, cada vez mais, sujeitas a um escrutínio maior”, acrescenta o autor.

“Num quadro de participação cívica, e também da normal cooperação entre instituições, poderiam ser colocados vários cenários – até mesmo a ausência de intervenção. É nesse sentido que a integridade do lugar pode, e deve ser respeitada”, adianta.

Numa nota final, Tomás Reis diz compreender o momento desafiante que o País atravessa e destaca que estas intervenções “na paisagem e no património podem tender para o consenso e para fortalecer o sentimento de pertença”, mas nestas condições, a apresentação do projecto “a mais entidades deixa de ser necessária”.

 

***

Porém:

O Castelo de Almourol é um ícone de Portugal. Fortaleza reconstruída por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, em 1171, é o ex-libris do Concelho de Vila Nova da Barquinha. À época da Reconquista integrava a chamada Linha do Tejo, constituindo um dos exemplos mais representativos da arquitectura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de mistério e romantismo.

Cercado pelas águas do rio Tejo, destaca-se num maciço granítico de uma ilhota do Tejo, entre Vila Nova da Barquinha e Praia do Ribatejo. A singular localização do Castelo torna-o um dos mais bonitos monumentos do país, tendo sido considerado Monumento Nacional em 1910. Em 2007, foi um dos 21 finalistas da eleição das 7 Maravilhas de Portugal.

 

Fonte da notícia

https://correiodoribatejo.pt/camara-de-v-n-da-barquinha-demarca-se-de-projecto-polemico-para-o-castelo-de-almourol/?unapproved=517&moderation-hash=f981bfa3937377e1f416066475a8864f#comment-517

 

***

É, pois, com grande satisfação, que me congratulo com a tomada de posição do edil de Vila Nova da Barquinha.

Bem-haja Dr. Fernando Freire!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2021

Cerco ao Castelo de Almourol: um atentado ao Património Histórico Português

 

Mais um.

Esperemos, no entanto, que isto não vá adiante, senhor Fernando Manuel dos Santos Freire, Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha!

 

Haja bom senso e bom gosto.

 

Este ano, além de a cidade de Tomar assumir a presidência da rede templária europeia, comemora-se os 850 anos do Castelo de Almourol, e o “ârquitêtu” (transcrição fonética de arquiteto no topo da notícia) Tomás Reis apresentou a proposta que podemos ver na imagem, que ele explica do seguinte modo: «Um percurso, de cota variável e planta circular, que une as margens do rio Tejo. Com esta requalificação dos acessos ao castelo de Almourol, melhoram-se as condições de visita de um dos mais importantes monumentos templários de Portugal»

Por isto mesmo, por ser um dos mais importantes monumentos templários de Portugal, não deve ser, deste modo,  menoscabado.

 

Castelo de Almourol.png

 

Recordemos que o Castelo de Almourol foi mandado contruir por Gualdim Pais em 1171, e ainda mantém algumas das características originais, como a torre de menagem e o alambor, e a sofisticação da arquitectura militar da Ordem dos Templários, ainda é bem visível. É bem provável até, segundo uma investigação levada a cabo por Nuno Fonseca, que a construção seja ainda a original. Penso que o Nuno Fonseca poderá estar certo. Já visitei o Castelo algumas vezes e também me pareceu, se bem que nunca fiz nenhuma investigação a esse respeito. Mas pareceu-me, por estar bem conservado. É um ícone da construção templária. Um exemplar magnífico dessa época. Portanto, um monumento com história, num lugar privilegiado.

 

O melhor da visita a este Castelo é percorrer os caminhos agrestes que a ele conduzem.

 

Tentar cercá-lo deste modo espalhafatoso, retira-lhe todo o romantismo que se quer e se deve manter.

 

Quanto mais selvagem for a envolvência, mais preservado fica.

 

Este projecto pretende repartir a atenção do visitante: não é só o castelo que conta a história do lugar; é também a sua relação com os elementos naturais que o envolvem. O percurso mantém uma distância dos recintos muralhados, respeitando a sua integridade, e abraça o leito do rio, a vegetação ripícola e as vertentes escarpadas. A ideia é a de que ao fazer esse percurso, os visitantes tomem consciência das transformações ambientais. Assim ficará mais evidente a riqueza patrimonial, não só cultural, mas também natural, num lugar que mostra muito mais do que 850 anos de história.

 

Contudo, a estrutura do cerco ao Castelo prevalecerá sobre a ambiência que rodeia a construção com mais de 800 anos, e para a construir, muita coisa será destruída.

 

E o efeito final não poderá ser mais desastroso: um verdadeiro atentado a um património que se quer preservado na sua beleza primitiva.

 

Por isso, apelo ao Senhor Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha que se debruce, com olhos de ver e cérebro de pensar, sobre este projecto, e chegue à conclusão de que não beneficiará a envolvência do belíssimo monumento nacional, que é o Castelo de Almourol.

 

Enviem os vossos protestos para:

geral@cm-vnbarquinha.pt

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://maisribatejo.pt/2021/01/18/arquiteto-tomas-reis-propoe-percurso-circular-a-volta-do-castelo-de-almourol/?fbclid=IwAR0Vt9dPT6XdIs1ujbUoYymn2eJdZYQRkr5uFtIrtLD3WUoAvMMNgtjlN2E

***

O Castelo de Almourol está a salvo.

Acabo de receber o seguinte texto do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha:

 

fernandosantosfreire@sapo.pt comentou o post Cerco ao Castelo de Almourol: um atentado ao Património Histórico Português às 16:54, 22/01/2021 :

Calma, cito Miguel Torga – Diário – Vols. IX a XII: “O que me vai valendo nesta penitenciária pátria é nunca perder de vista alguns recantos que nela são oásis de libertação e de esquecimento. Empoleirado no terraço desta fortaleza lírica que os Templários ergueram no meio do Tejo, debruçado sobre o abismo a deixar o rio deslizar brandamente na retina, quero lá saber se a política vai bem ou mal, se a literatura anda ou desanda, se a nau colectiva singra ou soçobra! Extasio-me, apenas. Ou melhor: numa espécie de petrificação emotiva, acabo por fazer corpo com as muralhas, e ser o próprio baluarte erguido na pequena ilha, inexpugnável a todas as agressões do real.” Então, por favor, não agridam o real ! A grandeza temporal e intemporal do lugar, numa suavidade incomum em Portugal, deve ficar como está ! Fernando Santos Freire, estando presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha

 

***


Muito, muito obrigada, Senhor Fernando Santos Freire, presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha.

Não pode imaginar o quanto todos nós, que pugnamos pela preservação do nosso património, ficamos gratos por esta postura de V. Exa..

Que o Castelo de Almourol fique então como está: ainda tão belo nos seus 85O anos de existência. 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:53

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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021

Uma triste imagem de Portugal na Europa. Merecemos isto?

 

Há coisas que nos envergonham, até à medula.

E esta é uma delas.
E  não havia necessidade…
E depois deste escândalo todo, tudo continua igual: quem devia demitir-se, não se demitiu. Não se demitem.
As cadeiras do Poder parecem ser untadas com Super Cola. 
E isto também nos envergonha. 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:32

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021

Marcelo Rebelo de Sousa: a imagem do cansaço, da frustração, da incompetência, da irresponsabilidade…

 

Todos falharam nesta questão da Covid-19.

António Costa (pelo governo) e Marcelo Rebelo de Sousa (como Chefe de Estado) andaram a brincar aos governantezinhos, e hoje, Portugal, um pequeno país com cerca de 10 milhões de habitantes, é o país do mundo (entre 196) que regista mais casos diários por milhão de habitantes, e é o 2º pior em número de mortos-covid.

 

Por que temos de ser únicos, pela negativa, nestas e em muitas outras matérias cruciais para a vida dos Portugueses?  



O número de mortos por Covid (a acreditarmos nos números) é elevadíssimo.

O número de mortos não-Covid, também está a ser elevadíssimo, por falta de assistência médica: milhares de consultas, cirurgias e tratamentos adiados. Já se morre dentro de ambulâncias, já se morre em casa por covid e por não-covid. Se já se morria sentado numa cadeira nas urgências dos hospitais, antes da pandemia, e as coisas pioraram substancialmente, depois da pandemia.

Neste e em muitos outros aspectos estamos ao nível de um país terceiro-mundista.

 

O que se passará na cabeça dos nossos governantes? Com esta de quererem agradar a gregos e a troianos, estão a atirar o País para o abismo.

 

Querem acabar com Portugal e com os Portugueses, ou isto é mesmo falta de competência e lucidez da classe política?

 

Todos estão a falhar em todas as outras questões relevantes para o País:  ambiente, economia, transportes, justiça, bem-estar e qualidade de vida, ensino, educação, cultura, e na questão da Língua, que está a mergulhar Portugal num analfabetismo funcional sem precedentes.

 

Anda-se por aí a fazer-de-conta que somos um País. E isto é muito, muito triste…

 

Isabel A. Ferreira

 

Marcelo Rebelo de Sousa.png

Fonte da imagem: https://executivedigest.sapo.pt/covid-19-governo-nao-conseguiu-antecipar-terceira-vaga-admite-marcelo/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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