Terça-feira, 17 de Novembro de 2020

Além da pandemia da Covid-19, anda por aí a febre do abate-de-árvores, altamente contagiosa, hoje, foi em Viana do Castelo, à revelia do Tribunal…

 

A Câmara Municipal de Viana do Castelo, a exemplo da CM de Aveiro, antecipou-se à decisão do Tribunal e já começou a abater os plátanos da Avenida do Cabedelo. 

Há que penalizar os autarcas por estes crimes ambientais...

Vivemos num país sem rei nem roque. E nós temos de ser o rei e o roque ao mesmo tempo!

 

ALAMEDA VC.png

O antes e o depois. E pensar que este arboricídio está a ser cometido num momento em que o Planeta está a sufocar e a precisar urgentemente de AR PURO!

 

Foi hoje, por volta das 8h30 da manhã, que as moto-serras e máquinas, fortemente “protegidas” pela PSP, começaram a razia na bela alameda da Avenida do Cabedelo, e já foram cortados mais de uma dezena de belos e saudáveis plátanos. 

 

E havia uma providência cautelar, cuja sentença ainda não tinha sido proferida.

 

Assim sendo, como já todos pudemos comprovar, até pelo que aconteceu em Aveiro, que abateu uma alameda, à revelia da decisão judicial, os Tribunais, em Portugal não são necessários para absolutamente nada, porque qualquer presidente de câmara pode antecipar-se à justiça e tomar decisões, sem que sofra qualquer penalização.

 

Em que país estamos?

Obviamente, em PORTUGAL!

 

Estarão a aproveitar-se da pandemia, para abater árvores, e tornar o ar mais irrespirável, para despachar mais portugueses, porque o país está atafulhado de gente improdutiva…? Se não for isto, é algo parecido com isto, porque o que está a passar-se é do foro de um destrambelhamento mental muito acentuado. Ou será gato escondido com o rabo de fora?

 

Obviamente o que o tribunal decidir já não interessará para nada. E o pior é que esta febre já contagiou outros municípios, como Aveiro, Gaia, Espinho, entre muitas outras localidades, onde a sofreguidão de abater árvores está incontrolável.

 

Que interesses estarão por detrás disto tudo?

E os tribunais, que foram desautorizados, não terão uma palavra a dizer?

 

Faço minhas as palavras da activista Ana Macedo, que se tem batido arduamente, para que este arboricídio vianense fosse travado: «Se ainda há alguém que considere isto normal peço o favor de solicitar entrada no manicómio mais próximo...»  

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:23

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020

Arboricídio na cidade de Aveiro insulta a memória do Arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles

 

O arboricídio devia ser penalizado com 10 anos de prisão efectiva, no mínimo, para sentirem como é viver num lugar sem árvores.

 

Dizem às crianças que plantem árvores; que as árvores dão oxigénio e limpar o ar; que o oxigénio é necessário para respirarmos; que embelezam o ambiente; são ao habitat dos pássaros, onde eles fazem os seus ninhos…

E de repente… em frente a uma escola, matam uma alameda com árvores de 25 anos  em nome de quê?

 

Em nome de um desmedido falso progresso! Indo contra tudo o que é a lógica ambientalista, a política ecologista, qualidade de vida, de que tanto se fala, mas que se despreza, com um desprezo avassalador...

E dizem que o tribunal ainda não tinha dado a sentença de morte ou de vida, dessas árvores…

 

Isabel A. ferreira

 

Arvoredo em Aveiro.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4045622075465994&set=gm.3813086035403206&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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«O fim das touradas: uma semente para a revolução»

 

Um excelente texto, da autoria de Granado da Silva, onde se põe completamente a nu todas as manigâncias que sustentam o negócio do divertimento à custa do sofrimento de Touros, Cavalos, Cães e Seres Humanos para que uma pequena parcela dos maiores parasitas da sociedade portuguesa, incluindo membros da classe política, possam circular por aí nos seus Ferraris e Porches.

 

Neste texto, fica bem claro nas entrelinhas, o que motiva os parlamentares portugueses a votarem contra a Abolição das Touradas em Portugal.

Vivemos a ilusão de uma Democracia. Uma Revolução, precisa-se!

(Isabel A. Ferreira)

 

ABOLIÇÃO da tauromaquia em Portugal e no Mundo

 

O fim das touradas: uma semente para a revolução

Posted: 04 Aug 2018 11:45 AM PDT

 

O que representa realmente a Tauromaquia?
 
“A ligação entre violência sobre pessoas e violência sobre animais está bem documentada na comunidade científica internacional. Na sua forma mais simples: A violência contra animais é um indicador de que o agressor se pode tornar violento contra pessoas, e vice versa. O abuso é abuso não interessa de que forma ou de quem é a vitima.” 1

 Quando pensamos em touradas, a imagem mais comum é a violência na arena sofrida pelo touro. É sem dúvida o touro que acaba a sofrer mais, mas não é de forma alguma este o único animal a ser humilhado e torturado em prol dos aficionados. Se são os touros que todos os anos sofrem e morrem às centenas em nome da tradição, são também os cavalos a ser violentados, usados como autênticos “tanques” na arena. Aqui no entanto, vamos falar também de mais um animal vítima da tradição… Nós. Vamos falar de como a tradição das touradas nos afecta, como indivíduos numa sociedade entendida como livre e igualitária. Vamos falar das ramificações da tourada, do que representa e vive a Tradição Tauromáquica cujos aficionados defendem com declarado amor, esmero e violência.
Na Europa, Espanha, Inglaterra, Portugal e França são focos de um gradual ressurgimento da tauromaquia e, por arrasto, da classe que dela vive. Este ressurgimento não é fruto de um crescente interesse das populações na prática, mas sim resultado da cumplicidade e interesses partilhados por uma minoria que permeia as elites destes países e que crescentemente se imiscui nos processos de decisão política. Um cúmplice destacado neste processo é hoje tão-somente o Comissário do Ambiente e Energia na Comissão Europeia. Miguel Arias Cañete foi nomeado para o cargo em 2014, apesar de ser accionista em duas empresas de petróleo, meros meses após ter sido o cabeça-de-lista do PP espanhol ao Parlamento Europeu. No contexto da candidatura surgiu relacionado no caso “sobresueldos”, uma cabala para esconder dinheiros (300 mil euros) do seu partido. Cañete não chegou a este posto por acaso. Com um longo percurso no aparelho partidário do PP, entre 2011 e 2014 foi Ministro da Agricultura, Alimentação e Ambiente no governo de Mariano Rajoy, tendo antes, entre 2000 e 2004, sido Ministro da Agricultura e Pescas no último governo Aznar.
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Cañete é cunhado por casamento do ganadeiro Juan Pedro Domecp (Ganadeiro de touro bravo para Lide e Cavalos). A sua ligação à tauromaquia manifesta-se ao longo da sua carreira política e governativa de forma clara. Em 2001, em defesa do interesse da nação (e seu e de sua mulher, filha dos marqueses de Valência e restante família tauromáquica), Cañete escusa-se do Conselho de Ministros que aprovava um decreto-lei preparado pelo seu ministério sobre apoios à raça bovina de lide (touros de arena). Nesse mesmo ano Rajoy delega-lhe a pasta de apoio ao sector taurino. Foi Cañete a forçar em Espanha a PAC (Política Agrícola Comum), que entre 2014 e 2020 pretende subsidiar com 47 mil milhões de euros o sector agro-pecuário, que em muito beneficiará a ganadaria. Sem surpresa, o seu nome apareceu relacionado com o branqueamento de capitais no mesmo sector (entre outras coisas, no fabrico de pensos para animais e criação de galinhas), estimado em 2 mil milhões de pesetas (cerca de 12 milhões de euros). É este o curriculum imaculado do actual Comissário do Ambiente e Energia da Comissão Europeia. Isto sim é uma tourada.
Voltando o olhar para Portugal, estima-se que 16 milhões de euros são disponibilizados directamente no apoio à tauromaquia. Porquê? As touradas desde os anos 80 estão em decadência. Nos últimos 10 anos o número de touradas e espectadores tem vindo a diminuir consistentemente 2 e sem o apoio de dinheiros públicos, não seriam as cerca de 60 praças permanentes – com uma média de 3 espectáculos por ano – que manteriam viva a tradição, ou que sustentariam a boa-vida das famílias destacadas da tauromaquia. Assim percebe-se melhor a necessidade de consolidar a tauromaquia, “um dos pilares da nação portuguesa”, como um valor cultural, património nacional e internacional, a ser preservado ou, dito de outra forma, subsidiado.
 
“Neste momento, e mesmo para uma primeira figura, é difícil viver só de toiros… E quem disser o contrário, digo-lhe já que não é verdade!” 3
À luz da crescente crise que vivemos, tendo em conta as dificuldades de agricultores e da população em geral em aceder a serviços essenciais como a saúde, com a falta de condições nas escolas, falta de apoio a cooperativas e grupos artísticos de teatro, dança, aos saberes tradicionais, a grupos e associações de apoio social, etc, o apoio à tauromaquia é de uma prepotência desumana.
Para além dos apoios directos, a União Europeia e o Estado português oferecem dinheiro a ganadeiros de outras formas, dinheiro esse que é frequentemente investido em indústrias paralelas e rentáveis: a criação de bovinos para a indústria agro-alimentar e de curtumes, a produção de cereais usados na confecção de rações ou o turismo rural. Com a desculpa de que sem as touradas os touros entrariam em extinção, os ganadeiros, entre outros apoios, recebem através da Associação de Agricultores e da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide dinheiros abrangidos pela “Estratégia para a Conservação e melhoramento das Raças Autóctones“. Enquanto para se proteger águias, lobos, ou o lince Ibérico, para citar apenas alguns animais selvagens ameaçados, é tantas vezes necessário depender da indústria privada – muitas vezes directamente responsável pelos riscos e destruição de ecossistemas que ameaça esses animais – face ao parco financiamento público para a sua protecção, é a indústria de exploração tauromáquica que, ironicamente, recebe dinheiros públicos, para “manter os toiros vivos“.
Em 2010, a então Ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas (PS), criou uma secção especial dedicada às touradas no Concelho Nacional de Cultura. No âmbito do trabalho da mesma, os Tauromáquicos além do dinheiro que recebem, passam a poder ir a escolas preparatórias promover junto de crianças a sua tradição sanguinária, com os intrínsecos danos nocivos para o crescimento equilibrado de qualquer ser humano e que, numa sociedade em crescente fragilização, contribuem certamente para a normalização da violência, de comportamentos agressivos, nomeadamente para com outro seres humanos. Não faltam indícios disso mesmo. Em 2012, o toureiro Marcelo Mendes, investiu com o seu cavalo sobre manifestantes anti-tourada, na localidade de Torreira. Em 2014, um carro com forcados atropelou manifestantes na praia de Mira. A violência não é novidade entre elementos da tauromaquia. Em 2003 durante uma largada de vacas no concelho de Montemor, os forcados de Montemor provocaram cenas de pancadaria. Segundo o presidente da junta de Lavre, localidade onde se realizava a largada: “Foram eles que provocaram tudo. São uns arruaceiros. Onde quer que vão armam violência e são protegidos por serem das famílias influentes da zona (…) Acho que já é tempo de serem punidos”. Em 2009, o mesmo grupo envolveu-se em cenas violentas com seguranças da discoteca “Praxis” em Évora. Em 2011, vários focados envolvem-se em pancadaria nas bancadas do Campo Pequeno e no ano seguinte, forcados envolvem-se em desacatos na discoteca “Kapital” na Terceira.
Em 2013 foi notícia uma rixa envolvendo forcados nas festas de Alcácer do Sal, que resultou numa agressão com arma branca. Ainda em 2013, o forcado Carlos Grave agrediu um socorrista da Cruz Vermelha no Campo Pequeno, por este ter fugido de um touro, enquanto socorria um outro forcado. Em 2013, em França, após quase dois anos sem manifestações, um grupo anti-touradas invadiu uma praça de touros em Rion-des-Landes. A reacção dos aficionados fez jus à violência cega da sua tradição e o resultado foram oito feridos. Um deles, em estado grave devido à brutalidade das agressões, teve de ser induzido a um estado de coma artificial. Já em 2011 uma acção com o mesmo objectivo tinha acabado em violência extrema. As imagens que correram as redes sociais são disso exemplo. Os aplausos que se ouvem quando o touro é torturado, são os mesmos que se ouvem enquanto cavaleiros, ganadeiros e aficionados agridem os manifestantes, indefesos, no meio da arena. O modo como a população de Barrancos defende o “Touro de Morte“ e as agressões de que foram alvo alguns activistas, nas barbas da polícia, a facilidade com que se mudaram leis, para tornar legal a chacina que se repete em Barrancos todos os anos, deve preocupar qualquer pessoa vinculada com a ideia de uma sociedade justa. Depois de Barrancos, várias localidades exigem o mesmo direito a matar o Touro aos olhos do público. O caso das touradas em Viana do Castelo, município que se declarou anti-tourada, é um perfeito exemplo da arrogância dos tauromáquicos e do modo como encaram a vontade popular e seus representantes democráticos.
 
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“O homem que mata animais hoje, é aquele que mata as pessoas que atrapalham o seu caminho amanhã” – Dian Fossey
A tradição de que origina a tourada reflecte (e deriva de) alguns dos piores elementos da história humana: a exploração do outro e do meio natural, a glorificação da guerra e do militarismo, o autoritarismo e perversidade de modelos de organização social que pressupõe a superioridade de uns, sobre a maioria dos outros. Na sua génese podem estar práticas ancestrais, mais ou menos disseminadas, mas cuja antiguidade e ritualização não podem esconder ou justificar a sua violência e crueldade. Essas práticas, gradualmente despidas com o passar do tempo, do seu carácter “mágico” ou espiritual, cristalizam-se em “espectáculos”. Essa transição é visível através da história Europeia. Um elemento característico da vida da aristocracia europeia era o ócio, maligno, que os levava a buscar diversões: jogos e torneios vários, sendo um deles o “Torneio de Animais”. Os primeiros confrontos nestes torneios consistiam em lutas entre cães, animais selvagens e touros. O “bullfighting” da aristocracia inglesa do século XV, perdura até hoje, como comprovado pelas fotos publicadas na internet pelo cavaleiro João Moura em 2014, onde se pode ver 5 cães atiçados a um vitelo, com a intenção de os publicitar para posterior venda. No século XVIII (que tanta nostalgia traz aos ganadeiros e cavaleiros) os “pretos“ foram acrescentados aos animais que entravam na arena do “Circo de Animais”. Em dias de festa brava, o racismo era alimentado a touros e escravos, como confirmado por uma notícia no Diário do Governo nº 232, de 1844, sobre uma tourada na cidade da Nazaré, onde se pode ler: “…alguns homens pretos foram ali tratados com estrema barbaridade. (…) A maior parte dos membros da câmara sabia o que se praticava com estes infelizes nas praças de touros, onde eram tractados peior do que os animais”. Esta forma de torneio, a “Tourada”, enquadrava-se já nas vidas dos cavaleiros, permitindo o treino da equitação. Assim, a classe cavalheiresca começou ela própria a desafiar o touro sempre montada a cavalo, fazendo apresentações em celebrações e outros eventos. Casamentos reais, vitórias militares e acções religiosas eram assim “enobrecidos”.
A história europeia fornece inúmeros exemplos destas práticas, como por exemplo durante a coroação de Afonso VII de Castela e Leão no contexto da qual muitos animais terão morrido, ao ponto de se começar a registar o número de touros mortos como medida da grandiosidade do evento. Mais tarde, já no século XVIII, este tipo de torneios ganha um novo âmbito, tornando-se também uma diversão para os trabalhadores das quintas dos senhores. Foi neste momento que se consolida a tourada a pé (Forcados). Segundo José Rodriguez (Pepete), toureiro do século XIX, “grande parte destes novos participantes trabalham nos matadouros ou nas criações de gado dos senhores”. A Tourada também conheceu resistência, tendo sido proibida por Papas e monarcas, mas quando Ferdinando VII ascende ao trono de Espanha, a actividade volta a crescer em popularidade.
Voltando ao presente, Viana do Castelo, depois de ser a primeira cidade do país a declarar-se anti-tourada, enfrenta uma guerra aberta, antidemocrática, por parte do “lobby” para forçar as touradas na cidade. A câmara local comprou a praça existente para a tornar, como centro de Ciência Viva, num espaço de real cultura. Os aficionados querem a praça de volta, e têm realizado touradas na periferia da cidade, utilizando uma praça móvel, montada em terrenos privados. Desta mesma prepotência – voltando também à questão dos apoios – existem dezenas de exemplos. Um pouco por todo o país, onde existem praças fixas, os tauromáquicos exigem dinheiros públicos para as renovar e museus para “iluminar” a sua cultura.
Cavaleiros e ganadeiros parecem desejar recuperar o lema do coliseu Romano: “Pão, (Deus) e Jogos”. Hoje convertido em “Touros, (Fado) e Futebol”, é sob esse lema, que a família tauromáquica se reúne e projecta planos para renovar a tradição. Foi num desses encontros que os aficionados das Caldas da Rainha divulgaram a intenção de reabrir o Museu Joaquim Alves. A Câmara Municipal guarda o espólio do museu, esperando por um local para o reabrir. Pedidos de museus tauromáquicos com dinheiros públicos ou apoios para os já existentes repetem-se por dezenas de cidades.
Esta atitude tem antecedentes que ajudam percebê-la. A arrogância de um grupo que se julga e sente melhor, a aristocracia, tem na classe tauromáquica um repositório e manifesta-se em atitudes e práticas. Muitos dos membros dessa classe, frequentemente oriundos de famílias “antigas” e mais ou menos endinheiradas, têm posições destacadas na comunidade que integram e consequente acesso ao poder político local, nacional e mesmo internacional. Isto ajuda a perceber a desproporcionalidade de representação dos interesses do que é efectivamente uma diminuta minoria. Isto por sua vez reflecte-se na acção de Juntas, Autarquias e do Estado.
Portugal, representado pela Liga portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, que desde 2014 é membro da European & Mediterranean Horse Racing Federation, organiza várias corridas e promove sistemas de apostas online. Em 2004, o Ministério da Agricultura apresentou em Concelho de Ministros um diploma para facilitar a introdução do sistema de apostas em corridas de cavalos. A intenção era legalizar duas pistas no País, uma no Norte – a Maia rapidamente se colocou na linha da frente – outra no Sul, grande parte pago com dinheiros públicos.
 
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O Estado, ao serviço das elites, como criador de animais para lide?
Em 1908 a Ganadaria Real portuguesa enviou touros para lide na Cidade Real, em Espanha. Este foi o relato da ganadaria: “Seis catedrais! Nunca algum toureiro ou algum aficionado vira touros mais monstruosos. Deixaram 16 cavalos no chão”. A ganadaria criou touros a partir de vacas da família Vitorino Avelar Fróis, cobertas por animais de Infante da Câmara e outros criadores. Cem anos mais tarde as proclamações são menos bombásticas, mas o Estado português é criador de cavalos, muitos dos quais são vendidos, para procriação, para os desportos equestres ou para fins militares através da Coudelaria de Alter. Hoje integrada na Companhia das Lezírias SA, nos seus 800 hectares murados coexistem com o espólio equino da Coudelaria Nacional, do Alter e das Lezírias. Tem como missão expressa, em regime de serviço público, “a preservação do património genético animal da raça lusitana, quer na linha genética da Coudelaria Nacional, quer na linha Alter Real”. Curiosamente, em 2004, a Companhia das Lezírias (a maior exploração florestal e agro-pecuária do país),esteve para ser privatizada por Durão Barroso. Em 2014, a Ministra Assunção Cristas recusou a privatização da companhia e acrescentou: “Vamos potencializar o turismo equestre que é uma área de elevado potencial de desenvolvimento no nosso país”. Nesse âmbito, insere-se ainda a EPAE (Escola Portuguesa de Arte Equestre), que trabalha em estreita ligação com a Coudelaria do Alter. Fundada em 1979 e desde 2012 gerida pela Parques de Sintra-Monte da Lua SA, uma empresa pública fundada em 2000 para gerir a paisagem cultural de Sintra. A EPAE tem como função expressa “o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa” dando sequência ao “ensinamento e tradição” da academia equestre da Corte do século XVIII, a Real Picaria. Então como agora, o “ensinamento e tradição” estão intimamente ligados ao toureio equestre.
Assim, a preservação da “nobre” arte equestre, com o toureio no seu cerne, passou das mãos da Coroa para as do Estado. As rédeas, essas, estiveram sempre nas mesmas mãos, as da “Corte” montada em torno do que não deixa de ser uma indústria, que, bem subsidiada, mantém e gere vastas propriedades e negócios decorrentes. Basta ver que da Corte de então à de agora, muitos apelidos se mantêm para perceber que, despidos de títulos, muitos encontraram na “tradição” um veículo e sustentáculo de poder e influência.
A Quinta do Castilho por exemplo, pertence à família Infante da Câmara, que tem orgulhosamente como antepassado Nuno Tristão, um explorador e pioneiro, em meados do século XV, da venda de escravos pelos portugueses. Mais tarde, D. Emílio Ornelas Infante da Câmara, o então patriarca da família, foi uma das figuras proeminentes da agricultura ribatejana oitocentista, onde o Liberalismo assistiu à criação de uma burguesia agrária, naturalmente ligada à prática equestre. A quinta construída em 1914 durante a 1ª República tem hoje, entre outros serviços, espaços para eventos sociais. Uma das actividades de dinâmica de grupo é uma praça de touros onde se “pode assistir a uma demonstração do que é uma verdadeira corrida de toiros ou de cavalos puros Lusitanos”. Foi a família Infante da Câmara que inaugurou a praça de touros do Campo Pequeno, estando presente no seu Centenário em 1992.
Neste esboço, é possível começar a perceber que, ofuscadas pelo discurso simplista acerca de tradição, estão tensões antigas e relações de poder que em grande medida se mantêm. Está também um historial de exploração humana e animal. Esse discurso é usado pelas elites que dele beneficiam para justificar a instrumentalização de recurso e dinheiro público para beneficiar o que é na realidade um negócio. Frequentemente, os nobres de ontem são os defensores da tradição de hoje. Um pouco por toda a Europa do sul e em Inglaterra há “Cañetes” que em cargos mais ou menos elevados, favorecem os interesses da minoria a que pertencem. A “nobreza” das lides viveu e vive da pobreza das gentes, tanto quanto do sofrimento dos animais e portanto quando falamos de tauromaquia, não falamos apenas do triste espectáculo da arena, mas de toda uma realidade social, com raízes no latifúndio, na exploração e opressão. E ao combatê-la lutamos não só pelos animais, mas pelas gentes e em geral por um mundo um pouco mais justo e um pouco menos cruel.
Notes:
  1. Understanding the Link between Violence to Animals and People: A Guidebook for Criminal Justice Professionals. NDAA (National District Attorneys Association) (2014)↩
  2.  IGAC relatório da actividade tauromáquica Luís Rouxinol, Naturales – correio da tauromaquia ibérica, 2012. ↩
  3.  Luís Rouxinol, Naturales – correio da tauromaquia ibérica, 2012. ↩
 
 
Por Granado da Silva
 
 
Fonte: 
 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020

O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles deixou-nos, aos 98 anos, no dia de São Martinho

 

ARquiteCto Gonçalo Ribeiro Telles.jpg

Origem da imagem:

https://www.publico.pt/2020/11/11/culturaipsilon/noticia/goncalo-ribeiro-telles-19222020-cultivador-utopias-1938817

 

Ser chamado de “arquiteto” (isto lê-se arquitêtu) como vejo por aí escrito, à excepção do jornal PÚBLICO, é morrer duas vezes. E Gonçalo Ribeiro Telles, não sendo um Arquitecto qualquer, merece todo o respeito. É triste vê-lo por aí rotulado de “arquitêto”, como se fosse um grande teto (o mesmo que teta). Isto constitui um arqui-insulto à sua memória.

 

Gonçalo Ribeiro Telles era um ARQUITECTO paisagista, um HOMEM que tinha uma extraordinária visão ecológica, fundador do Partido da Terra, e com o qual nenhum dos governantes e autarcas portugueses aprendeu o mínimo que fosse.



Portugal perdeu um dos seus mais notáveis activistas ambientais, o qual, no tempo da ditadura salazarista, se revoltou contra o impacto do desordenamento territorial de Lisboa e contra a tentativa de destruição dos espaços verdes. Essa destruição continua activadíssima, por todo Portugal, com autarcas a devastar alamedas e arvoredos, em nome do falso progresso.
  

Em 1967, aquando das tristemente célebres cheias que mataram dezenas de pessoas em Lisboa, o ArquiteCto Ribeiro Telles revoltou-se também contra o desleixo na construção de habitações, nas zonas mais pobres. Foi igualmente uma voz activa na defesa dos espaços verdes, e autor do projecto do belíssimo jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Prémio Valmor de 1975.


Ministro de Estado e da Qualidade de Vida, Ribeiro Telles foi um grande crítico da plantação intensiva de pinheiros e eucaliptos, considerando esta plantio uma das principais causas dos grandes incêndios que fustigam o país anualmente, devido a uma política assente na economia e não num ordenamento de território sustentável, que ainda hoje não se pratica.



O ARQUITECTO Ribeiro Telles partiu, mas deixou-nos uma herança ecológica. E a melhor homenagem que lhe podem prestar os políticos, que foram para a porta do Mosteiro dos Jerónimos, onde se realizou o seu funeral, dizer palavras de circunstância, é pôr em prática o seu legado ecológico.  

 

Paz à sua alma, e os meus pêsames à família.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2020

Nunca a democracia portuguesa esteve tanto em risco como nos tempos que correm

 

Porque os que se dizem seus guardiães comportam-se como pequenos ditadores: querem, podem, mandam e dizem o que bem lhes apetece, não respeitando a Casa da Democracia.

Por vezes, fazem do Parlamento uma arena de combate, com “olés” e tudo, o que não dignifica a Democracia.

E Democracia é outra coisa.

 

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Se Augusto Santos Silva não é fofinho com tiranos, eu, como cidadã portuguesa, que paga impostos, para ser bem servida pelos governantes que os gerem (infelizmente mal) e a quem ajudo a pagar os salários, também não tenho de ser fofinha com os tiranos que estão no PODER, a pôr por água abaixo com atitudes ditatoriais, o esforço para manter a Democracia, que, aliás, nunca o foi a 100%, porque não houve nenhum político pós-25 de Abril que tivesse a coragem de desembaraçar Portugal de práticas monárquicas, que não dignificam os Portugueses e o País.

 

Também não posso ser fofinha com o ditador que mantém a Língua Portuguesa cativa, nos calabouços do Poder, estando com isso a destruir um dos nossos mais preciosos patrimónios.  

 

Então, ora chegando-se mais para aqui, ora chegando-se mais para ali, os que se dizem de esquerda, unem-se frequentemente com os da direita, para viabilizar políticas retrógradas, e depois vituperam os da direita, por se unirem à direita para criarem uma geringonça de direita, nos Açores, tão legítima quanto a geringonça de esquerda, que os socialistas criaram no continente, em 2016, quando perderam as eleições para o social-democrata Pedro Passos Coelho.

 

Se uns podem, por que não os outros? Perguntam os que estão atentos a estes meandros da politiquice, em que se transformou a falsa “democracia” portuguesa.  

 

A verdade é que todos os partidos políticos, incluindo o presidente da República,  morrem de medo da ascensão do CHEGA, mas tudo fazem para que o CHEGA, aproveitando a tibieza e atitudes ditatoriais dos socialistas, e do pobre contributo que os comunistas e bloquistas e centristas e sociais-democratas e o próprio presidente estão a dar para a construção de um Portugal que se quer civilizado e longe da cauda da Europa, e que não seja a chacota do mundo, com o seu linguajar básico, que representa um nível baixo de literacia (uma vergonha!), o CHEGA vai se chegando à frente, sub-repticiamente, como quem não quer a coisa…



E de quem é a culpa? É de uma esquerda que baralha todos os cromos, e pretende construir uma sociedade esvaziada da sua História, da sua Cultura [culta, porque a inculta está protegida], das suas Raízes, faz o que quer, e não o que deve.  E isto paga-se caro.

 

Depois há coisas inadmissíveis. Aquela de o primeiro-ministro de Portugal ter mencionado o Partido CHEGA como um partido de extrema-direita e XENÓFOBO. Isto poderá ser dito por qualquer cidadão português, mas não por um primeiro-ministro. Não esquecer que o deputado André Ventura foi eleito. Tem os seus direitos dentro do Parlamento. Não está no Parlamento porque resolveu estar. É extremista? É xenófobo?

 

Pois… Então há que não ser fofinhos com ditadores, nem de esquerda, nem de direita.

 

Neste momento temos em curso uma ditadura de esquerda. Todos o dizem. E, pelo andar da carruagem, não me surpreenderá nada que possamos vir a ter uma ditadura de direita, ambas perniciosas, em igual medida.


Haja coragem para mudar os paradigmas, e não pretender apagar Portugal do mapa. Porque é isto que está em causa.


Os Portugueses anseiam por uma DEMOCRACIA, que o seja de verdade. Porque o que temos é uma ditadura, nada fofinha, fantasiada de democracia.

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Não sou fofinho com tiranos”, respondeu esta quarta-feira o ministro Santos Silva à acusação da Iniciativa Liberal (IL) de “tibieza” com a China, acusando em contrapartida o partido liberal de estar "encostado a quem gosta de ditadores” nos Açores.»

 

A notícia pode ser lida aqui.

https://www.publico.pt/2020/11/11/politica/noticia/nao-fofinho-tiranos-santos-silva-il-encostada-gosta-ditadores-1938778

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:36

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2020

Governo acolhe várias medidas propostas pelo PAN - Pessoas - Animais - Natureza em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021

 

Óleo-de-palma.jpeg

Fonte da imagem: https://jra.abae.pt/plataforma/artigo/a-grande-batalha-orangotangos-vs-oleo-de-palma/

Por quanto mais tempo iremos deixar que morram orangotangos, para consumirmos certos produtos? Todos aqueles produtos como os cereais, os gelados e a margarina são feitos com óleo de palma e isso traz inúmeras consequências para os orangotangos.

 

Biocombustíveis produzidos sem óleo de palma

 

medida que visa a restrição da comercialização e produção de combustíveis ou biocombustíveis que contenham óleo de palma, a partir de 1 de Janeiro de 2022, apresentada pelo PAN, foi igualmente aceite pelo governo.

 

No entender do PAN, é urgente que o Governo, ainda durante o ano de 2021, promova a sustentabilidade na produção de biocombustíveis através do abandono da utilização do óleo de palma para a produção de biocombustíveis, uma vez que se trata de uma matéria-prima com grandes impactos ambientais e sociais, nomeadamente ao nível da desflorestação e destruição de ecossistemas e da biodiversidade.

 

A proposta de alteração pode ser consultada na íntegra , aqui.

 

***

 

Recrutamento de Médicos-Veterinários para o ICNF

 

O Grupo Parlamentar do PAN – Pessoas-Animais-Natureza conseguiu o acolhimento do Governo, em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, de uma medida que visa o recrutamento de médicos veterinários para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O objectivo é que, durante o ano de 2021, o ICNF fique autorizado a contratar, por tempo indeterminado, 20 médicos-veterinários.

 

No entender do PAN, na sequência da passagem da tutela da protecção dos animais de companhia para o ICNF, a partir de 2021, é urgente dotar esta entidade de um corpo robusto de médicos-veterinários, capaz de responder às necessidades decorrentes desta nova competência.

 

A proposta de alteração pode ser consultada na íntegra  aqui.

 

***

 

IVA de adubos e fertilizantes não-orgânicos passa de 6% para 13%

 

O PAN conseguiu também que uma medida que visa agravar a taxa de IVA dos adubos microplásticos na água, sintetizados e fertilizantes não-orgânicos de 6% para 13% em 2021, com o objectivo de fomentar a prática da agricultura em modo biológico, fosse acolhida pelo governo.

 

É sabido que algumas práticas agrícolas, como as fertilizações, têm um impacto significativo no meio ambiente, em especial sobre os solos, a vegetação e a qualidade das águas. Os problemas de poluição causados por fertilizantes reflectem-se não só sobre o ambiente, mas também sobre a saúde humana e sobre a qualidade dos produtos agrícolas. 

 

A proposta de alteração pode ser consultada na íntegra , aqui

 

***

 

Interditar comercialização de produtos cosméticos e detergentes com microplásticos 

 

O PAN conseguiu ainda o acolhimento, por parte dedo governo, de uma medida que visa interditar a comercialização de produtos cosméticos e detergentes que contenham microesferas ou microplásticos.


Os microplásticos, presentes em produtos de cosmética, detergentes, roupas, medicamentos, entre outros, acabam nos oceanos através dos sistemas de saneamento, uma vez que estes não conseguem filtrar estas micro ou nano partículas. Para além disso, os microplásticos contêm disruptores endócrinos químicos, considerados pela Organização Mundial de Saúde como causadores de problemas na fertilidade, no aumento da incidência de cancro mamário, no desenvolvimento cognitivo tardio em crianças e jovens, entre outros problemas. 


A proposta de alteração pode ser consultada na íntegra aqui.

 

***

 

Criação de “hope spots” coloca Portugal na dianteira da conservação dos ecossistemas marinhos

 

- Açores reconhecidos em 2019 como “local de esperança” para a conservação dos valores marinhos pelas organizações internacionais Mission Blue Foundation/Sylvia Earle Alliance

A criação de regime jurídico especial em 2021 por proposta do PAN vem abrir caminho à classificação de novas áreas de protecção e ao aprofundamento das medidas de protecção em áreas já identificadas

 

O Grupo Parlamentar do PAN – Pessoas-Animais-Natureza também conseguiu o acolhimento do Governo, em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021, de uma medida de vanguarda que visa abrir o caminho para a criação de “pontos de esperança”, a eleger entre as áreas marinhas protegidas ou por classificar, com a participação da sociedade civil e comunidade académica ou científica. Beneficiando desse regime de protecção especial, poderão constituir exemplos mundiais em matéria de protecção dos ecossistemas marinhos.

 

A proposta do PAN pretende que, já no primeiro semestre de 2021, o Governo proceda à criação de um regime jurídico especial para a constituição dos chamados “Hope Spots”, bem como à criação de um programa anual de participação cidadã que vise eleger estes “pontos de esperança” marinhos, que se destaquem pela sua biodiversidade, valores naturais e grau de ameaça.

 

Organizações internacionais como a “Mission Blue Foundation” defendem a criação destes locais considerados críticos para a saúde dos nos oceanos. Enquanto que cerca de 12% da terra está protegida, sob alguma forma, menos de 6% o oceano tem alguma forma de protecção. Os Hope Spots visam permitir planear o futuro, olhando para além das actuais áreas marinhas protegidas (AMP), em face dos impactes já visíveis ou potenciais resultantes dos diversos usos de exploração, como pesca e mineração em alto mar.

 

De acordo com dados da Agência Europeia do Ambiente, numa análise do período entre 2013-2018, cerca de 70% dos habitats protegidos, classificados em Portugal como Rede Natura 2000, estão numa tendência desfavorável e de deterioração. Portugal foi ainda o país europeu que menos aumentou as suas áreas especiais de conservação, com a aplicação concreta de planos de conservação da natureza, numa subida que a própria agência classifica como "marginal" (apenas +3,8%). Comparativamente, noutros países da União Europeia como a Espanha as áreas especiais de conservação multiplicaram-se por dez no mesmo período de tempo e em França cresceram perto de 200%.

 

Recorde-se que em Julho de 2019, Mission Blue Foundation/”Sylvia Earle Alliance” reconheceram o arquipélago dos Açores como “hope spot” de proteção dos oceanos, reconhecimento este que contou à época com a presença da própria bióloga norte-americana  Sylvia Earle, para quem a candidatura açoriana foi “certeira”, em face dos “recursos naturais do arquipélago”.

 

Esta proposta de alteração pode ser consultada na íntegra aqui.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:40

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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2020

«A Tauromáfia Entrou em Histeria Total»

 

Fonte:

Prótouro - Pelos touros em liberdade 

https://protouro.wordpress.com/2020/11/08/a-tauromafia-entrou-em-histeria-total/

 

«Após ter sido conhecido o acordo que o PAN fez com o governo para que os menores de 16 ou 18 anos – porque a idade ainda não está definida – não pudessem assistir ou participar em touradas a tauromáfia subiu pelas paredes e bateu no tecto.
 
A “prótoiro” diz que o projecto-lei é um atentado à liberdade e está condenado a ser chumbado pelos deputados.
 
Um gajo chamado Besugo presidente da junta de freguesia de Beringel e militante do PS há 20 anos ameaça numa carta aberta ao Primeiro-Ministro rasgar o cartão de militante.
 
A presidente da junta de freguesia da Azambuja Inês Louro ameaça ir para o Tribunal Constitucional.
 
 
 
 
«Os argumentos são os do costume é um atentado à cultura, os pais é que decidem da educação dos filhos, o governo só aceitou esta proibição a troco da aprovação do orçamento quando tal nem sequer estava no programa do governo, e etc..
 
O que toda esta gente ainda não percebeu é que de acordo com o PAN esta medida não vai passar pela Assembleia da República porque se passasse todos nós saberíamos que seria chumbada tal como aconteceu no passado.
 
Vai ser o governo por decreto a declarar tal medida tal como fez o governo de Passos Coelho quando decretou que os menores de 12 anos não podiam assistir a touradas.
 
Mas como os aficionados têm memória curta esqueceram-se do tal decreto que, diga-se de passagem, foi na altura um caramelo dado aos abolicionistas já que na prática os menores de 12 continuaram a frequentar praças de tortura.
 
Portanto esqueçam petições para o parlamento, esqueçam o tribunal constitucional porque se o governo mantiver a sua palavra, e nós temos sempre muitas dúvidas quanto se trata de promessas de políticos, esta medida entrará em vigor no primeiro trimestre de 2021, e esperamos, que a mesma tenha severas sanções para os empresários que não a cumprirem tal como pesadas multas e em caso de reincidência serem proibidos de continuar a explorar praças de touros porque esta é única forma de implementar a lei já que todos sabemos que os aficionados se julgam acima da mesma.
 
Prótouro
Pelos touros em liberdade»
 
 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:47

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Domingo, 8 de Novembro de 2020

A tourada fere brutalmente os Direitos dos Animais, agride a inocência das crianças e insulta a inteligência do Ser Humano

 

 

Repescando um texto que reflecte os malefícios causados pelas touradas, num momento em que o PAN - Pessoas - Animais - Natureza pretende elevar a idade das crianças que assistem à  violência e crueldade da prática tauromáquica.

Mais uma lei, para ficar tudo na mesma?

Não esquecer que estamos em Portugal, um país onde nem as leis, muito menos as recomendações de Organismos como a ONU, NÃO SÃO para cumprir, nem fiscalizar. São apenas para constar.

Daí que só a ABOLIÇÃO desta barbárie é o único caminho.

 

 
 
 

A tourada – que consiste em perseguir, espetar e mutilar um touro indefeso e aterrorizado, diante de uma multidão depravada – fere brutalmente os direitos dos animais.

 

Recentemente, a ONU (Organizações das Nações Unidas) declarou que assistir a este bárbaro espectáculo é também incompatível com os direitos das crianças.

 

O Comité da ONU para os Direitos das Crianças recomendou que as mesmas não devem assistir ou participar de touradas devido à sua extrema violência. O pronunciamento foi feito em relação a Portugal, onde as crianças são obrigadas a frequentar as arenas e, por vezes, envolvem-se em actos de crueldade contra os animais, nas escolas de toureio, para onde vão obrigadas pelos pais.

 

Esta decisão da ONU vai ao encontro do que os especialistas afirmam há muito tempo, e os que praticam, apoiam e aplaudem a tauromaquia rejeitam porque optam pela ignorância.

 

No ano passado, 140 cientistas e académicos escreveram a políticos espanhóis salientando que a promoção do abuso a animais tem um efeito negativo sobre a sociedade como um todo.

 

Para uma criança, assistir à cena de um animal a ser torturado e morto, é uma experiência bastante traumática. Com o tempo, ela pode até ser dessensibilizada, o que a transformará num adulto empedernido, sem a mínima empatia pelos seres vivos, incluindo seres da sua própria espécie.

 

Um estudo recente da Universidade de Tufts descobriu que aprender a cuidar de um animal ajuda os jovens a desenvolverem melhores relacionamentos e a tornarem-se mais confiantes e empáticos.

 

Estas são as qualidades que as sociedades progressistas e modernas devem encorajar aos seus filhos, em vez do gozo pelo derramamento de sangue. Como disse a modelo espanhola Elen Rivas: «Glorificar a matança deliberada de animais não deve ser tolerada numa sociedade civilizada».

 

As touradas são responsáveis pela morte de aproximadamente 40 mil Touros por ano. Um biocídio em grande escala.

 

Todos os que lutam pelos Direitos dos Animais e pela Abolição das Touradas esperam que a influência da ONU ajude a convencer a União Europeia e os governos dos países que ainda permitem as touradas em seu território, a suspenderem o apoio a essa indústria cruel e imoral e abolirem definitivamente esta obscenidade que despreza os Touros e os Cavalos, mas também os Seres Humanos, que são agredidos na sua sensibilidade, pelo ritual primitivo e cruel que é a tauromaquia.

Texto baseado nesta fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=267821873400589&set=a.105563109626467.7657.100005183347345&type=1&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2020

Em Setúbal existe “miséria em estado puro” e a autarca-mor quer fazer obras na praça de Touros para agradar à “prótoiro “

 

E isto só acontece num país cheio de gente perversa e impiedosa!  

Leiam as notícias e pasmem!

 

SETÚBAL.jpg

 

«Dentro da cidade sadina, miséria em estado puro na Parvoíce»

 

Metade do bairro é clandestino e quase todos os 150 residentes são muito pobres e desempregados. Por vezes passam semanas sem água. Vivem da caridade e dos apoios sociais. Na Parvoíce comer é um luxo e sobreviver é um feito.

 

Se fosse um filme alguém se encarregaria de lhe dar um título do género: “Viver, missão impossível”. Mas não é um filme. É a realidade. Na Quinta da Parvoíce, em Setúbal, viver é um desafio diário, onde muitos dos quase 150 residentes quase lutam com os bichos por um pouco de comida. No bairro clandestino salpicado de barracas a chegada dos voluntários da igreja, com palavras de esperança, é o balão de oxigénio de uma parte da população que há muito definha à espera de uma casa e de trabalho.

 

O próprio nome do local, ali nas imediações da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, parece atrair a desgraça. Ninguém consegue explicar com lógica porque se chama Parvoíce a um local onde há seres humanos que ali quase vegetam desde o início da década de 2000, quando famílias vindas de África começaram à procura de local para viverem. Muito menos alguém consegue explicar porque razão há tanta pobreza num sítio que antes, ironicamente, se chamava Quinta da Boa Água e que era o local preferido para o abastecimento das tripulações que se faziam ao mar.

 

A chegada do padre Constantino Alves ao bairro é uma lufada de esperança. Ele é um dos poucos que, diariamente, se empenha para que a população ainda vá tendo com que viver. Ainda esta semana, depois de muitos contactos com a câmara de Setúbal, lá conseguiu reverter mais um corte de água, que já durava há cerca de quinze dias, e fazer com que o liquido voltasse a correr nas torneiras que por ali estão espalhadas, seja na parte do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), seja na zona das casas clandestinas. As pessoas, muitas delas desempregadas e doentes, reconhecem o seu trabalho e recebem-no de braços abertos.

 

À falta de condições de salubridade juntam-se constantes cortes de água

 

“Não trago bens nem alimentos. Isso são as pessoas que têm de ir buscar às nossas instalações e ao nosso restaurante social, até porque não temos meios para fazer a distribuição”, diz o padre ao Semmais. “Maior miséria é difícil de encontrar”, afirma Constantino Alves, lembrando a mulher sem pernas que foi mãe há cerca de um mês e que teve de suportar mais um corte de água sem sequer ter outro modo de se deslocar a não ser arrastando-se pelas ruas de terra.

 

Falar com os residentes é uma tarefa difícil. Andam equipas de televisão pelo bairro e a população tenta esconder a miséria das câmaras. Ainda assim conseguimos trocar breves impressões com uma mulher. Uma congolesa de 50 anos, cujo nome foi de todo impossível de perceber, e que vive numa casa com três quartos na companhia do marido, de quatro filhos, noras e genros e sete netos. Ao todo são 17 pessoas. “Vim Congo/Angola e Angola/Portugal”, diz a mulher que está desempregada, tal como o marido, e que tem problemas ósseos. Medicamentos? “Uma vez marido faz biscate. Outra vez Segurança Social paga”. Não sabe quando acabarão os seus dias de miséria. Sabe apenas que “entra muita água na casa” e que espera “há muito tempo” pela habitação que terá sido prometida pela câmara municipal.»

 

Fonte:

https://semmais.pt/2020/10/31/dentro-da-cidade-sadina-miseria-em-estado-puro-na-parvoice/

 

***

 

E pensar que a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira (CDU), assumiu em reunião com a prótoiro,  que a tauromaquia irá ter continuidade na cidade, e até anunciou  que as obras de remodelação da praça de Touros Carlos Relvas poderão arrancar no início de 2021.   

 

Como é que isto é possível com tanta miséria no concelho?

Só mesmo “artes” do diabo!

Senhora Maria das Dores Meira, tenha ao menos um pingo de solidariedade para quem não teve as mesmas oportunidades que a senhora teve na vida, para chegar onde chegou, ainda mais com a pretensão de esbanjar os dinheiros públicos na prática bárbara de tortura de touros.

Gaste esse dinheiro em algo útil. Os impostos dos Setubalenses não são para serem gastos em práticas cruéis.

 

Isabel A. Ferreira

 

Setúbal1.jpeg

 

Ler esta notícia insólita e macabra neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/obviamente-que-nao-aceitaremos-o-996831?fbclid=IwAR2sRzRTgm7mBXihrC28cuSYRxVgoaev8Yb0qChN5mHc5UnKPRcCTCCcyHc

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:10

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«Seremos mesmo humanos ou seremos apenas pessoas?»

 

Lisbon Animal Save

«Seremos mesmo humanos ou seremos apenas pessoas?

Demonstrar humanidade na relação que temos com os animais requer bondade e compaixão. Explorar, escravizar, torturar e assassinar seres sencientes indefesos não são atitudes humanas.

Quando conseguimos respeitar os animais, a sua maternidade e o seu direito à vida, colocamos à vista toda a nossa humanidade, toda a nossa empatia e deixamos finalmente de ser apenas pessoas.»

 

Lisbon Animal Save.jpg

Fonte: https://www.facebook.com/lisbonanimalsave/posts/2602181523425336

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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