Sábado, 11 de Abril de 2020

Uma Páscoa Feliz... tranquilamente passada em casa...

 

O tempo é de recolhimento e reflexão.

 

Desta vez, cristãos e ateus não puderam ser atacados pela febre do consumismo, que desvirtua, por completo, a essência da celebração pascal.

Esta imagem de um coelhinho a carregar um cesto de ovos de chocolate, tão ligada a esta época, não corresponde à ideia da Páscoa que o mundo cristão e judaico (mas também os ateus, com outras perspectivas) celebram.

A Páscoa é a festa solene dos Hebreus, celebrada no 14.º dia após o equinócio da Primavera, em memória da sua saída do Egipto; mas é também a festa dos cristãos, em memória da Ressurreição de Cristo, e tem lugar no primeiro domingo depois da Lua Cheia do equinócio de Março.  

Peço a todos os que visitarem o meu Blogue, nesta Páscoa, que reflictam no modo como celebram esta festa, e desejo que a passem tranquilamente em casa.

Isabel A. Ferreira

 

coelho  pascoa.jpeg

Páscoa.jpg

 

Os desenhos são da autoria de Agonia Sampaio, um celebrado autor de Banda Desenhada, oriundo da Póvoa de Varzim.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2020

«Exploração animal Covid-19: a próxima pandemia vai chegar se não mudarmos a forma como interagimos com a vida selvagem»

 

Um alerta vermelho dos cientistas, para que haja futuro!

Não é o homem quem domina o mundo.

Aprenda-se a lição que o novo coronavírus veio dar à Humanidade.

 

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«Investigadores afirmam que a pandemia de Covid-19 deve ser encarada como um aviso mortal. Ou seja, devemos pensar nos animais como parceiros, cuja saúde e habitats têm de ser protegidos para evitar o próximo surto global.

 

O novo coronavírus, que já atravessou o mundo para infectar mais de um milhão de pessoas, começou como tantas pandemias e surtos no passado: dentro de um animal. O hospedeiro original do vírus foi quase certamente um morcego, tal como aconteceu com o ébola, o SARS, o MERS e vírus menos conhecidos como o Nipah e o Marburg. O VIH migrou para os seres humanos há mais de um século, vindo de um chimpanzé. O influenza A “saltou” das aves para os porcos e para as pessoas. Os roedores espalharam a febre de Lassa na África Ocidental. Mas, segundo os cientistas que estudam as doenças zoonóticas, que passam dos animais para as pessoas, o problema não são os animais, somos nós.»

 

«Os animais selvagens sempre foram portadores de vírus. O tráfico mundial de animais selvagens no valor de milhares de milhões de dólares, a intensificação da agricultura, a desflorestação e a urbanização estão aproximando as pessoas dos animais, dando aos seus vírus aquilo que precisam para nos infectar: oportunidade. A maioria falha, mas alguns são bem-sucedidos. Muito poucos, como o SARS-CoV-2, triunfam, ajudados por uma população humana interligada que pode transportar um agente patogénico para todo o mundo e em poucas horas.

 

À medida que o mundo se esforça por fazer face a uma crise económica e de saúde pública sem precedentes, muitos investigadores da doença afirmam que a pandemia de Covid-19 deve ser encarada como um aviso mortal. Isso significa pensar nos animais como parceiros, cuja saúde e habitats devem ser protegidos para evitar o próximo surto global.

 

Peter Daszak, ecologista de doenças e presidente da EcoHealth Alliance, uma organização de saúde pública que estuda as doenças emergentes afirmou que «As pandemias, no seu conjunto, estão a aumentar de frequência. Não é um acto aleatório de Deus. É causado pelo que fazemos ao meio ambiente. Temos de começar a ligar essa cadeia e fazer estas coisas de forma menos arriscada. (…) Os pontos mais propícios à propagação de vírus têm três coisas em comum: muitas pessoas, diversas plantas e animais e rápidas mudanças ambientais.»

 

Segundo os cientistas, cerca de 70% das doenças infecciosas emergentes nos seres humanos são de origem animal e podem existir cerca de 1,7 milhões de vírus por descobrir na vida selvagem. Muitos investigadores estão à procura dos próximos vírus que poderão passar de animais para os humanos.

 

Thomas Gillespie, ecologista de doenças da Universidade de Emory, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos da América afirmou que «os roedores e morcegos são dos mais prováveis hospedeiros para as doenças zoonóticas. Cerca de metade das espécies de mamíferos são roedores e cerca de um quarto são morcegos. Os morcegos constituem cerca de 50% dos mamíferos nas regiões tropicais com maior biodiversidade e, embora sejam valiosos polinizadores e devoradores de pragas, são também espantosos transmissores de vírus. Têm um sistema imunitário que é uma espécie de super-herói que lhes permite tornarem-se “reservatórios de muitos agentes patogénicos que não os afectam, mas que podem ter um impacto tremendo em nós se forem capazes de dar o ‘salto’”. E cada vez tornamos o “salto” mais fácil.»

 

No final do ano passado, um coronavírus de morcego-de-ferradura surgiu na China, onde o comércio de animais exóticos é impulsionado por gostos de luxo, pela caça e pela procura de produtos utilizados para fins medicinais. No Wet Market [mercados de animais selvagens ao ar livre​] em Wuhan, ligado aos primeiros casos de Covid-19, pelo menos uma loja vendeu animais como filhotes de lobo e gatos-civeta para consumo. Estes mercados, dizem os especialistas, apresentam animais stressados e doentes, empilhados em gaiolas, num ambiente repleto de fluidos corporais, onde também se mata animais e corta carne — condições ideais para o “salto” do vírus entre espécies.

 

Embora os morcegos-de-ferradura sejam caçados e comidos na China, não é fácil perceber como é que o vírus do morcego infectou as primeiras pessoas. O rasto dos primeiros casos levou ao mercado de animais, mas o espaço foi fechado e higienizado antes de os investigadores conseguirem localizar o animal que poderia estar implicado. E provavelmente esta nem foi a localização do tal “salto” do vírus para os humanos em si, o que poderá ter acontecido semanas antes, possivelmente em Novembro. Alguns dos primeiros casos não tinham qualquer ligação com o mercado de animais.

 

Como o novo coronavírus não é idêntico a nenhum vírus conhecido de morcego, houve algures entre o morcego e o ser humano uma mutação em pelo menos um intermediário, talvez o ameaçado pangolim, um mamífero muito traficado pelas suas escamas.

 

O surto de SARS de 2003, que acabou por ser associado aos morcegos-de-ferradura por cientistas que se embrenharam em escorregadias grutas forradas por guano [acumulação de fezes de morcegos e aves], foi também rastreado até aos mercados de animais selvagens. Os cientistas acreditam que esse coronavírus “saltou” de morcegos para gatos-civeta — mamíferos semelhantes a gatos, vendidos para consumo — para humanos.

 

Chris Walzer, director executivo do programa de saúde global da Wildlife Conservation Society (WCS), disse aos jornalistas que «um dos principais ambientes para a ocorrência destes ‘saltos’ são os mercados e o comércio internacional de animais selvagens».

 

Por sua vez, Fabian Leendertz, veterinário que estuda doenças zoonóticas no Instituto Robert Koch, em Berlim disse que «na África, a diminuição das populações de grandes mamíferos faz com que a caça aponte o alvo a espécies cada vez mais pequenas, incluindo roedores e morcegos, afirmou. Embora alguns animais sejam consumidos para subsistência ou fins tradicionais, as vendas de carne exótica são também uma “enorme economia” nas megacidades em rápido crescimento. É algo que eu pararia primeiro. O risco reside “numa maior pressão de caça e numa maior taxa de contacto para aqueles que vão caçar e para aqueles que depois tratam a carne».

 

Daszak afirmou que «o comércio internacional de animais exóticos, como répteis e peixes, também é preocupante, porque os animais raramente são testados para detectar agentes patogénicos que possam adoecer os humanos. Quando penso no principal factor de risco, é a gripe A, que está ligada à produção de porcos e galinhas». E Gillespie remata: «Assim como as grandes “explorações fabris” repletas de animais.»   

 

Mas a criação de animais não é o único local em que um vírus pode passar a barreira de espécies. Os seres humanos partilham cada vez mais espaço com a vida selvagem e alteram-na de forma perigosa, dizem os investigadores. A doença de Lyme, causada por uma bactéria, propaga-se mais facilmente no Leste dos Estados Unidos porque as florestas fragmentadas têm menos predadores, como raposas e gambás, que comem ratos que albergam carraças que espalham Lyme, dizem estudos. A construção de edifícios leva a uma coexistência mais estreita com alguns animais selvagens, incluindo morcegos, disse Leendertz.

 

Os cientistas apontam o aparecimento na Malásia, em 1998, do vírus Nipah, que matou centenas de pessoas em vários surtos na Ásia, como um exemplo vívido de um vírus que passou a barreira e “saltou” para os humanos, alimentado pelas alterações ambientais e pela intensificação da agricultura. A desflorestação de florestas tropicais para a produção de óleo de palma e madeira deslocou morcegos-da-fruta, alguns dos quais acabaram em explorações de suínos, onde também cresciam mangueiras e outras árvores de fruto. Os morcegos “caem mais do que comem”, disse Gillespie — a saliva e as fezes infectaram os porcos que se encontravam em baixo. Os porcos adoeceram e infectaram os trabalhadores agrícolas e as pessoas próximos da indústria.

 

«Onde quer que estejamos a criar novas interfaces, este é provavelmente um risco que temos de considerar seriamente”, afirmou. “Estamos a forçar a vida selvagem a procurar novas fontes de alimento. Estamos a forçar a mudar o seu comportamento de formas que os colocam em melhor posição para transferir o patogénico para nós».

 

A Wildlife Conservation Society e outros grupos exortam os países a proibir o comércio de animais selvagens para fins alimentares e a fechar os mercados de animais vivos. Anthony S. Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos EUA e o rosto da resposta do país à pandemia, disse que a comunidade mundial deveria pressionar a China e outras nações que acolhem esses mercados para os fechar. «Fico perplexo como, quando temos tantas doenças que emanam dessa invulgar interface humano-animal, não nos limitemos a desligá-la», disse Fauci à Fox News.

 

A China, que interrompeu brevemente o comércio de gatos-civeta após o surto da SARS, anunciou em Fevereiro uma proibição do transporte e venda de animais selvagens, mas apenas até que a epidemia do novo coronavírus seja eliminada. É necessária legislação permanente, afirmou Aili Kang, directora executiva do programa WCS para a Ásia.

 

«É necessária uma vigilância mais rigorosa das doenças dos animais selvagens — encará-los como “sentinelas», disse Leendertz. «Certo é que há uma percepção generalizada de que a construção em habitats selvagens pode alimentar crises de saúde pública» afirmou Gillespie. Muitos investigadores afirmam que a actual pandemia sublinha a necessidade de uma abordagem mais holística de “saúde única”, que encara a saúde humana, animal e ambiental como estando interligadas.

 

«É necessário que haja uma mudança cultural a partir de um nível comunitário sobre a forma como tratamos os animais, a nossa compreensão dos perigos e dos riscos para a biossegurança a que nos expomos», afirmou Kate Jones, professora de Ecologia e Biodiversidade do University College London. «Isso significa deixar os ecossistemas intactos, não destruí-los. Significa pensar de uma forma mais duradoura».

 

Fontes: ANDA

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2020/04/08/exploracao-animal-covid-19-a-proxima-pandemia-vai-chegar-se-nao-mudarmos-a-forma-como-interagimos-com-a-vida-selvagem/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Presságio de Agostinho da Silva: “(…) é extraordinário o que o homem faz com os animais (…) Um dia vão ter problemas complicados com isso»

 

«Por favor leiam o texto abaixo, após a minha singela introdução, de Mestre Agostinho da Silva! É este o paradigma que temos colectivamente de ultrapassar, o paradigma materialista, produtivista, economicista, antropocêntrico, anti-espiritualista, que vê o mundo e a Natureza apenas como mero armazém de recursos e 'matérias primas' é este o paradigma do capitalismo, e é também este o paradigma de Domínio dos fascismos, e dos que em nome de um (pseudo) 'socialismo' criaram regimes totalitários 'fascizantes' também predadores da Natureza (URSS, RPChina, Coreia do Norte, e outros afins. Ultrapassar o paradigma de Domínio, é, portanto, ultrapassar o capitalismo sim; mas também não se deixar seduzir por ideologias autoritárias e totalitárias que partilham com o capitalismo a mesmíssima epistemologia e estratégia de Domínio material e Poder sobre a Natureza e a essência espiritual do Ser Humano!»

 

Miguel Santos

 

Yulim.jpg

Fonte da imagem: petição para assinar:

https://www.change.org/p/ajude-a-fechar-para-sempre-o-festival-da-carne-de-cachorro-em-yulin-na-china?signed=true

 

Agostinho da Silva.jpg

 

É evidente que a nossa economia actual é a mesma, quer do lado capitalista, quer do lado a que se chama socialista ou comunista. (...) É uma economia do trabalho, da produção, do consumo, é uma economia de uma obrigação e que com a consciência leve toma conta da terra, como se a terra lhe pertencesse, toma conta das plantas, dos animais e dos homens no fim de tudo. São organizações, de um lado e do outro, que tomam conta de tudo o que está vivo e não só – o homem, por exemplo, vai demolir montanhas para tirar o ouro ou a prata, dominando o mundo num império brutal sobre as coisas; é extraordinário o que o homem faz com os animais – toda a gente quer pôr coisas internacionais para os direitos humanos, e os direitos dos bichos? Um dia vão ter... porque o que é isso de dominar cavalos ou cães e todas essas histórias!? Vão ter problemas complicados com isso, não é? Então eu gostaria que toda a gente começasse por ter a ideia de que ela própria é alguma coisa realmente imperial, autocrática e dominadora (...)”

 

~ Agostinho da Silva (*) (com Henryk Siewierski), Vida Conversável, Sintra, Zéfiro, 2020, pp.14-15.

 

(*) Agostinho da Silva: filósofo, poeta, ensaísta, professor, filólogo e pedagogo português. O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a Liberdade como a mais importante qualidade do ser humano.

Fonte:

https://www.facebook.com/MiguelSantosescritor/photos/a.617760231734790/1481093265401478/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:02

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Terça-feira, 7 de Abril de 2020

A mascarada do uso ou do não-uso de máscaras…

 

Hoje, ao ver o noticiário da manhã, num dos canais televisivos, se não estou em erro na SIC (costumo fazer zapping) fui surpreendida com uma dizer do nosso presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no que respeita ao uso ou ao não-uso de máscaras: «… no início, não era obrigatório, mas também não era proibido».

Ou seja, no início, nem era carne nem peixe, nem boi nem vaca.

Esqueceu-se o Senhor Presidente de completar a frase que mais se adequava a esta situação de pandemia: «…no início, não era obrigatório, mas também não era proibido…  Era essencialmente necessário, indispensável, fundamental, para impedir a propagação do coronavírus.

 

Máscaras.jpg

 

As nossas autoridades sabiam que vinha aí uma guerra, e quando assim é, os "generais" costumam preparar as "armas" para irem à guerra. E o que fizeram os generais? NADA. Quando o inimigo chegou, aqui-del-rei que não há máscaras, não há luvas, não há material para nos protegermos e poder proteger os outros! Nem sequer nos hospitais! Então o mais fácil foi dizer: não é preciso.

 

Falhou isto e quase tudo o resto.

 

E continua a falhar, por isso, temos uma taxa tão elevada de infectados nos Lares de Idosos. Se logo de início houvesse a obrigatoriedade pelo menos, do uso de máscaras, talvez a propagação não fosse tão elevada, nesses lugares onde o risco é altíssimo.

 

Não havia nem há máscaras para o pessoal médico e paramédico.  As queixas são mais que muitas. O desespero é grande.

 

Se não havia máscaras à venda, pelo menos que houvesse honestidade de dizer que improvisassem, e as pessoas inventavam maneiras de se proteger. somos bons nisso, Muitos o fizeram e estão a fazer. O que a Sra. Directora-Geral de Saúde fez, é que não é admissível: dizer que não é preciso usar máscaras. Seguiu as recomendações da OMS? Seguiu mal, porque a OMS disse o que disse, porque faltavam (continuam a faltar)  máscaras no mercado. Não, porque não fossem necessárias.  

 

Andaram por aí muitos a ser infectados por muitos que não sabiam que eram transmissores da doença. As máscaras sempre foram necessárias, e deviam ter sido obrigatórias logo de início. Não se aprendeu nada com a experiência dos que foram atingidos pelo vírus, antes de nós?

 

É elementar. É básico. É óbvio que se todos os infectados e não-infectados tivessem tido oportunidade de usar máscaras desde o início, ter-se-iam protegido a si e aos outros! Não haveria hoje seguramente tantos infectados. É elementar. É básico. É óbvio. Ou não é?

 

Se fizeram tantos vídeos a ensinar a lavar as mãos, também deviam fazê-los para ensinar a colocar e retirar máscaras e luvas.

 

A NÃO recomendação do uso da máscara, não partiu de NÃO ser preciso, mas de NÃO as haver para todos, porque SER PRECISO era uma PRIORIDADE.

 

Mais valia as autoridades terem dito a verdade, do que MENTIREM, quando disseram que só os infectados é que precisavam de máscaras.

 

Agora é tarde, Inês está morta.

 

Temos de ser nós a cuidar de nós, para podermos cuidar dos outros. A OMS não está a ajudar em nada. E as nossas autoridades só seguem o que a OMS diz, ainda que não seja o mais apropriado. Há que pensar pela própria cabeça.

 

Venham as máscaras, porque esta “guerra” ainda vai no adro. Mas que venham a preços acessíveis, e não inflacionados, para que energúmenos não encham os bolsos com a desgraça alheia.

 

O Conselho de Escolas Médicas (CEMP) defende uso de máscaras generalizado pela população, para combater a Covid-19, defesa essa que assenta em artigos científicos internacionais, já publicados sobre esta matéria.

 

Segundo a Lusa, no documento intitulado “Argumentação e Evidência Científica para o Uso Generalizado de Máscaras pela População Portuguesa”, o CEMP diz que os artigos “mostram concordância ao recomendar o uso generalizado de máscara por parte da população como medida de controlo da transmissão de infecções respiratórias, reduzindo o risco de contágio, a taxa de ataque e potencialmente diminuindo o RO [número médio de casos infectados por cada caso]”.

 

Os especialistas consideram que o uso generalizado de máscaras  pode levar, em última análise, “à diminuição da propagação da doença, não só neste momento de surto da pandemia, como futuramente na prevenção de futuros surtos”, e lembram que não existe um grau de maior evidência verdadeiramente contra a utilização de máscaras, de forma generalizada pela população.

 

Um dos artigos científicos citados no documento do CEMP refere ainda que «a utilização de máscaras faciais em larga escala pela população pode ser uma estratégia importante para atrasar ou conter uma pandemia de influenza [gripe], ou pelo menos para diminuir a taxa de ataque da infecção.» Por isso, recomendam a inclusão da utilização de máscaras como medida de controlo a adoptar em plano de contingência no caso de pandemia.

 

Outro dos artigos citados refere que “qualquer tipo genérico de máscara [cirúrgica, FFP2/N95 ou pano da louça 100% algodão] tem o potencial de diminuir a exposição viral e o risco de infecção ao nível da população, mesmo com adaptação e aderência imperfeitas, tendo os respiradores N95/FFP2 o maior grau de protecção”.

 

O documento do CEMP, que contém 26 páginas, cita um outro artigo que refere: «dos nove ensaios acerca da utilização de máscaras faciais na comunidade, as máscaras foram utilizadas para protecção respiratória em oito e esses estudos concluíram que o uso de máscaras em conjunção com a higiene das mãos pode prevenir a infecção na comunidade, desde que haja utilização precoce e generalizada».

 

Máscaras caseiras de eficácia testada, de fácil acesso e confecção, baratas e reutilizáveis

 

Para combater a escassez de máscaras o CEMP indica algumas soluções: «Com a proposta da obrigatoriedade do uso de máscaras de forma generalizada, e com a escassez existente das máscaras cirúrgicas e respiradores N95/FFP2, propomos, para a população em geral, a realização de máscaras caseiras de eficácia testada, de fácil acesso e confecção, baratas e reutilizáveis».  

 

De acordo com o CEMP, as máscaras caseiras (de tecido) “demonstram ter eficiência satisfatória em termos de capacidade de protecção do utilizador de 50% a 85%, dependendo dos materiais utilizados, e eficiência ligeiramente menor que as máscaras cirúrgicas na prevenção de emissão de partículas do utilizador para o ambiente. Deste modo, ao oferecermos esta possibilidade à população, libertamos as máscaras cirúrgicas/respiradores para os profissionais de saúde e outros trabalhadores que lidam directamente com doentes Covid‐19 (bombeiros, forças de segurança, cuidadores em lares ou no domicílio), e ainda para doentes Covid-19 positivos em tratamento domiciliário».

 

Para tal o CEMP evidencia que será necessário realizar uma campanha de sensibilização sobre a correcta utilização das máscaras, bem como a instrução sobre os materiais a serem utilizados na sua confecção.

 

Em entrevista à Lusa, Fausto Pinto, presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), que reúne a academia portuguesa na área da medicina, criticou a posição da Direcção-Geral da Saúde sobre as máscaras de protecção, para fazer face à Covid-19.

 

Referiu Fausto Pinto que «está demonstrado que a utilização das máscaras diminui o potencial de contaminação. O que nos incomodou na posição da Direcção-Geral da Saúde foi o argumento utilizado: de que não era eficaz. Isto não é verdade. O que temos é que não há máscaras suficientes e, por isso, arranjou-se um artifício, uma desculpa, dizendo que as máscaras não são eficazes».

***

Pois isto é o que se passa.

Que são precisas as máscaras, são. Mas não há. E este é que é o busílis da questão.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://www.saudemais.tv/noticia/11395-covid-19-conselho-de-escolas-medicas-defende-uso-generalizado-pela-populacao-de-mascaras

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Segunda-feira, 6 de Abril de 2020

«Enquanto as ruas estão vazias, as condições para o próximo vírus já estão a ser preparadas»

 

Um texto com pernas e cabeça e penas de aves…

Obrigatório ler.

Só os cegos mentais não conseguem ver o óbvio, que há tanto tempo entra pelos olhos dentro, de todos os povos do mundo.

 

Vírus.jpg

 

Por Paulo Veiga

 

«Entre 1918 e 1919 uma versão melhorada do Influenza H1N1 matou cerca de 50 milhões de sapiens, mais do dobro do que a recém-terminada I Guerra Mundial. Nessa altura não se sabia o que originava a chamada “gripe espanhola”, mas hoje sabemos o que são vírus e como surgiram entre nós. Vieram dos animais que comemos.

 

A ciência genética dá uma ajuda: o vírus do sarampo deriva de um seu primo que ataca os bovinos, o da peste bovina. Até hoje, nas áreas onde não há vacina, o sarampo mata mais de meio milhão de sapiens por ano. Imagine-se o "nosso mundo" sem vacina.


Se o sarampo veio da criação de vacas, a gripe é filha das pocilgas e galinheiros. O caminho do influenza começa nas aves selvagens que carregam o vírus sem ter como infectar sapiens. Mas estes arranjaram maneira de isso acontecer.

 

Durante as suas migrações, as aves selvagens acabavam por beber água nos reservatórios das criações de galinhas. E também faziam as suas necessidades por lá. Como galinhas e porcos sempre foram criados juntos, não demorou que surgisse um vírus mutante dessa gripe aviária capaz de atacar os suínos… Agora é imaginar a quantidade de mutações e combinações proteicas que ocorreram em milhares de anos nos laboratórios com pernas que são os porcos.


Neste momento em que os sapiens vivem quase tão assustados como porcos a caminho do matadouro, colocam-se algumas opções: ir para a janela bater palmas e cantar o hino nacional; dar ouvidos aos profetas do apocalipse que asseguram que iremos morrer todos (esta parte é verdade); encomendar pizzas pela Internet; testar os dotes matemáticos ou de adivinhação sobre o número de mortos do dia seguinte; pensar em acções verdadeiramente inteligentes e éticas.

 

Pronto, se não for pela ética, ao menos que seja pela inteligência.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3035826786439152&set=a.101135483241645&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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Domingo, 5 de Abril de 2020

A Liberdade não é um conceito exclusivo do Ser Humano – Uma reflexão ao redor do nosso confinamento

 

 

Esta bem-apanhada “Visita à Cidade” diz-nos o quanto o Homem está errado, no que respeita ao modo como trata os animais não-humanos.

 

Visita à cidade.jpg

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3053870421301048&set=a.502947543060028&type=3&theater

 

Esta imagem bem poderia ser uma imagem possível, nos tempos que correm, se os animais não estivessem confinados a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, privados da sua liberdade de correr nos campos, na selva, nos matagais, nas florestas, nos desertos, nas montanhas, nas serras, nas planícies, nas savanas; de voar pelo espaço, de deslizar pelos rios, pelos mares, pelos oceanos…

 

A Liberdade é algo inerente a todos os seres vivos. Nenhum animal não-humano deve ser privado da sua liberdade, porque a liberdade é pertença da Vida. Viver sem liberdade não é viver, é arrastar-se no tempo.

 

Que o digam os animais-humanos que cometeram crimes e, por esse motivo, mereceram ser privados da sua liberdade.

 

Contudo, porque nenhum animal não-humano jamais cometeu, comete ou cometeria os crimes hediondos que os animais-humanos cometem, não merecem ser privados da sua liberdade e da razão de ser da própria vida.

 

Todos os seres vivos que nascem, nascem por algum motivo. Nenhum animal-humano ou não-humano nasce por acaso. TODOS (humanos e não-humanos) fazem parte do TODO que mantém (ou deveria manter) o Planeta Terra em perfeita harmonia. E essa harmonia só não existe devido aos desmandos do animal-homem, e jamais do animal não-humano.  

 

Daí que aproveitemos esta imagem para fazer uma reflexão: não é por acaso que o mundo dos homens está a passar por esta privação de liberdade. Reparem que o coronavírus não ataca os não-humanos, pelo contrário, vivem neles. Saibamos dar-lhe valor, e compreender a tristeza profunda (porque eles sentem-na) dos nossos irmãos planetários, que os homens confinam a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, por motivos absolutamente irracionais.

 

Espero que tenham aprendido a lição, porque este vírus, que hoje nos mantém confinados, não veio por acaso, mas com uma finalidade bem definida, e só os cegos-mentais não a entenderá.



O Homem não é o dono do mundo. É apenas o seu guardião. E quem não entender isto, nada sabe da Vida, mas também da Morte, a certeza maior e única de toda a nossa existência.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

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Sábado, 4 de Abril de 2020

«Que a humanidade, e cada um de nós, escute os gritos silenciosos da Terra e dos seres não-humanos. O século XXI será espiritual e ecológico, ou não será»

 

«Algumas lições a tirar disto tudo»

Uma excelente reflexão proposta por Miguel Santos, um Homem que vê para além do visível.

Dois textos, o do Miguel Santos e o do New York Times, que todos os governantes deviam ler,  e absorver, como de um fármaco se tratasse, porque depois desta pandemia, ou o mundo muda, ou outros coronavírus, ainda mais ferozes, assolarão a Humanidade, cega surda e muda a estes sinais da Natureza.

 

«Porque acredito que esta pandemia deve também servir para que a humanidade, e cada um de nós individualmente, façamos uma profunda introspecção e meditação sobre a essência do que é estar vivo, e para onde queremos ir no futuro como espécie, recomendo a leitura deste excelente artigo do New York Times, sobre o como muitas das doenças imuno-resistentes, e epidemias, e pandemias, se originam no consumo de carne de animais selvagens, e na desregração ecológica que a humanidade promove através do mundo.» (Miguel Santos)

https://www.nytimes.com/2012/07/15/sunday-review/the-ecology-of-disease.html?fbclid=IwAR0CJjErWn7sdIGxMQNaizTpV2G5PrGdex5VkYG9odxpx_WzwDErFdZad5I

 

Olaf.png

 

«Isto reforça uma reflexão aprofundada, que tenho vindo a fazer, de que a exploração da natureza e seus seres está, esteve sempre, na origem de uma genealogia da Exploração cumulativa, de uma genealogia do Mal, que, após essa exploração primordial, se expande para a exploração do Homem pelo Homem, de uma etnia por outra, do feminino pelo masculino, do trabalhador pelo Capital.


Ou seja essas explorações históricas são epifenómenos da Exploração da Natureza pela Humanidade (nenhuma delas é isoladamente o centro da História...), e só podem ser verdadeiramente sanadas quando ultrapassarmos o ANTROPOCENTRISMO que se radica na exploração subtractiva da Natureza e seus seres sencientes pelo ser humano, e quando rejeitarmos ABSOLUTAMENTE a violência e as ideologias de conflito e de ódio social como mediação societária e como relação com a natureza não humana, seus instrumentos históricos.

 

O Antropocentrismo é o Egocentrismo colectivo da espécie humana que a põe numa pretensa posição de dominadora sobre a ecologia não humana, e é também raiz dos egocentrismos individuais que sempre se afirmam face à oposição a um 'Outro'...


O planeta Terra grita em nosso redor, a multitude de seres sencientes não humanos que partilham connosco a aventura da Vida e da Consciência exalam sofrimento e exaustão face à destruição ecológica que a humanidade espalha através dos continentes e dos oceanos.


A origem desta crise profunda, que em silêncio se propaga à milénios é eminentemente espiritual, a sua solução será espiritual, só DEPOIS política, económica e tecnológica.


E os meios para a resolver serão somente os MEIOS CONGRUENTES COM OS FINS da maturação de uma civilização espiritual, ecológica, pacífica, justa e equitativa: ecopacifismo, reespiritualização social, ética biocêntrica, democracia pluralista participativa, descentralização económica (biorregionalização, comunidades intencionais), unificação política global mundial, etc..


Que a humanidade, e cada um de nós, escute os gritos silenciosos da Terra e dos seres não-humanos.


O século XXI será espiritual e ecológico, ou não será...»

 

Miguel Santos

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:00

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Uma lição para o futuro em tempo de pandemia

 

O que a pandemia do coronavírus está a ensinar-nos.

Obrigatório ouvir e ler.

Está em Castelhano, mas é bastante perceptível.

 

«Nunca aceitem nada de maneira acrítica. O meu simples princípio didáctico nos meus cursos na universidade, baseia-se em insistir que os estudantes não acreditem em nada do que eu lhes digo, que corroborem, reflictam, confirmem e investiguem por conta própria.  Então lá vai isso.» (Arnulfo Arteaga García)

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2020

«Uma vergonha nacional»

 

Quem o diz é Francisco Miguel Valada.

E eu faço côro (deixou de levar acento, mas foi um erro) e coro de tanta vergonha.

O AO45 não era perfeito, e ficou mais imperfeito, quando foi ligeiramente alterado pelo decreto-lei n.º 32/73, de 6 de Fevereiro.

Não havia necessidade de o tornar ainda mais imperfeito com o AO90.

E ao que ouvi, vem aí um outro acordo, que tornará imperfeitíssima uma Língua que estava de boa saúde.

 

Uma vergonha CONTATO.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10158219111193556&set=gm.3342683115756145&type=3&theater&ifg=1

 

CONTATO.jpg

 

Outra vergonha:

 

ospitalizado.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3196519357239740&set=gm.2615746618669837&type=3&theater&ifg=1

 

E mais outra vergonha para consultar aqui:

 

A nota explicativa (do AO90) mais idiota que o mundo já viu

 

Só vergonhas.

E os governantes, que isto permitem, são outra vergonha.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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«Práticas para quem está em Quarentena»

 

Partilho este texto, tal como o recebi via e-mail, com práticas para quem está em quarentena e não deixa por isso de ir Caminhando a Vida.

 

Um belo texto, sem qualquer outra pretensão, senão a de levar à meditação, focando-se no que está a acontecer no mundo e ao mundo, o que trará grandes mudanças na forma de vida de todos os povos, uma vez que todos os povos estão a ser atingidos por este “ser” invisível, que a todos domina.

 

E todos os governos, de todos os povos, devem saber ler este sinal, que nos foi enviado de um modo cruel, para que as políticas mudem e as sociedades se humanizem.  

 

Isabel A. Ferreira

 

Camélia-Branca-1-1.jpg

Origem da imagem: Internet

 

«1)  Permanecer informado sem exagerar, não estar sempre a ouvir notícias, desligar a TV e ligar a nossa atenção à limpeza da casa, ouvir e comunicar com as pessoas que estão connosco, abrir a janela e apreciar as nuvens, o céu, as folhas nas árvores, o cantar dos pássaros.

 

Isto não são distracções, e dão-nos a diversidade de conteúdos de que precisamos para manter as nossas mentes saudavelmente flexíveis, receptivas e focadas.

 

A distracção é não nos focarmos num objecto por um tempo suficientemente longo para o podermos apreciar por ele próprio e andarmos a saltar de notícia em notícia perdendo o nosso Foco e Equilíbrio.

 

Ficar distraído - obcecado com algo – seja agradável ou detestável – não é o mesmo que prestar atenção. Estar simplesmente viciado ou fixado em algo é uma forma extrema de distracção compulsiva e apenas conduz a mais Desequilíbrio Interior.

 

A atenção pode focar-se ou desfrutar em função do prazer ou do relacionamento; pode mover-se, calmamente, através do espectro de uma consciência desperta. Movemo-nos de uma coisa para outra, sem pânico nem caos. A variedade é saudável e nutritiva.

 

Ao acordar agradecer estar vivo e manter-se atento aos milagres da vida de todos os dias. Ao deitar agradecer o dia que passou e colocar-se nas mãos do Universo Criador, pois '“Somos Nada, Tu és Tudo'', ''Seja feita a Tua e não a minha vontade'‘, sempre estivemos nas mãos de quem nos criou, só o orgulho-ambição do homem pode pensar outra coisa.

 

Quem tenha animais que faça o passeio higiénico e aprecie a simplicidade dos animais no seu comportamento exterior.

 

2)  A atenção é como um músculo. Se não a usarmos, ela atrofia e perdemos o Caminho e o Equilíbrio Interior, tal como um músculo necessita de exercício regular.

 

3) O mundo não voltará a ser o mesmo, não, por isso só quem estiver equilibrado vai sobreviver a esta mudança.

 

Assim, ao longo destes dias em que a vida mudou para todos nós, a meditação é um grande caminho, simples e ao nosso dispor para reconstruir o nosso poder de atenção. Não quer dizer que meditemos 24 horas por dia. Mas vamos construindo nos tempos estabelecidos e percebendo que conseguimos viver entre esses tempos com mais tranquilidade e melhor apreciação da beleza à nossa volta – e no nosso íntimo. A atenção sem pensamentos, nem imagens é oração pura. Mas, ao exercê-la deste modo, nos tempos de meditação, significa que podemos pensar, ler, olhar, escutar, tocar e cheirar o resto do tempo, de um modo verdadeiramente orante.» P. B.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:42

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