Quinta-feira, 5 de Março de 2020

"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?"

 

Uma imagem que diz tudo da desumanização de certos animais (mal) ditos humanos.

Esta criança nunca será criança. E como adulto será mais um monstro a espalhar crueldade e violência pelo mundo.

Isto é normal? Não é.

Isto é humano? Não é.

Por onde andará a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens?

Que governo será este que permite tamanha violação dos Direitos das Crianças e dos Direitos dos Animais?

Enquanto isto acontecer, Portugal é um país com um pé no terceiro-mundo.

 

Iamagem tenebrosa.jpg

Imagem tenebrosa. Assustadora! Surrealista! Violenta! Cruel! Inconcebível!

 

"É natural", dizem os aficionados.

 

"É bonito ver que que o miúdo leva jeito para tourear"...

 

Como poderá ser natural levar uma criança a assistir a actos que infligem crueldade?

 

Ouvir uma criança de 3 ou 4 anos dizer que não é bom porque não tem sangue é, no mínimo, assustador!

 

E saber que há "escolas" para crianças "aprenderem" a torturar animais... bebés é arrepiante!

 

Bem perto de nós, em Vila Franca de Xira, há uma dessas "escolas" e tem até o apoio da Câmara Municipal.

 

É doentio promover esta barbaridade! Insensibilizar crianças pode ser considerado maus-tratos. Como podem estes pequenos seres discernir entre o certo e o errado se é para eles natural espetar farpas nas costas de animais bebés?!

 

"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?" (Guimarães Rosa)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10218740290252166&set=a.2938584117461&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:07

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Repúdio | Garraiada

 

Monumental garraiada às portas do Porto!?

Vergonha! Retrocesso! Atraso de vida! Atraso civilizacional!

 

Como é isto possível, e uma vez mais, envolvendo CRIANÇAS?

Uma vez mais, a ruralidade é arrastada na lama.

 

 

A 74ª Feira Anual da Trofa acontecerá já no próximo fim-de-semana. A Junta de Freguesia de Bougado organiza aquela que é – dizem eles – a “maior feira agro-pecuária do norte do país”.

 

Ora, o primeiro dia, sexta-feira, é o “Dia dedicado às crianças do concelho da Trofa”. E, nem de propósito, às 22h30, mais uma “Monumental Garraiada” – e com financiamento público!


Uma garraiada?!
 

Na Trofa, às portas do Porto, o trunfo da ruralidade fica adiado, outra vez.

 

Desenvolvimento sustentável, urge!


———————————————————————-
proposta de mail-alerta ou envie outro texto
———————————————————————-

— organização: Junta de Freguesia de Bougado
— apoio: Câmara Municipal da Trofa

— destinatários: geral@jfbougado-trofa.ptgeral@mun-trofa.pt; sergio.humberto@mun-trofa.pt


— assunto: Repúdio | Garraiada

————————————

Exmo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Bougado, Luís Paulo Sousa,
Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto,

 

Venho por este meio manifestar o meu total repúdio pela realização da garraiada que terá lugar na próxima sexta-feira (amanhã). Esta tem lugar naquele que supostamente seria o dia dedicado às crianças. É sabido que as crianças se modelam pelos adultos e, como tal, devem ser os adultos a dar o exemplo e a tomarem atitudes de coragem para acabarem com práticas de violência que, tal como sabemos, hoje, afectam psicologicamente o desenvolvimento da criança e respectivo código de valores intrínseco – e que, no futuro, irão afectar o seu código de Ética.

 

O modo como tratamos os animais e como os perspectivamos denota o nosso grau de evolução. Este tipo de eventos em nada dignifica um concelho como a Trofa, nem o norte do país.

É ainda lamentável que esta garraiada seja organizada e paga também com dinheiros públicos.

Melhores cumprimentos,

(nome)
 
Isabel A. Ferreira
 
Fonte:
 
Marinhenses Anti-touradas
 
 
 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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PAN quer protecção para TODOS os animais e penas de prisão até três anos

 

Neste projecto de lei falta uma referência objectiva aos Touros (só estão lá os Cavalos), aos Burros, aos Galgos (usados para corridas), e a TODOS os animais de quinta, que são cruelmente maltratados. Todos eles são animais (sencientes vertebrados), porque animais de companhia, qualquer um deles pode ser.
 
Porque, quando se trata de maus-tratos, se não estiverem especificados TODOS os animais, sem excepção, há sempre um modo de fugir à lei. Existe uma Lei de Protecção aos Animais, que não considera animais, nem os Touros nem os Cavalos, nem os Galgos para corrida, nem os animais de quinta, apenas os cães e os gatos contam, daí que possam ser maltratados e torturados, até à morte, impunemente.
 
 
E falta igualmente dizer que as penas de prisão devem ser EFECTIVAS, de outro modo, para quem tem instintos de malvadez, até vale a pena maltratar os animais.

 

Isabel A. Ferreira

 

Todos os animais.jpg

 

Este projecto de lei do PAN - Pessoas-Animais-Natureza, que será votado amanhã, dia 6 de Março, na Assembleia da República, visa reforçar o regime sancionatório aplicável aos crimes contra animais de companhia e a alargar a protecção aos restantes animais (sencientes vertebrados).

 

Passados mais de cinco anos após a aprovação da Lei n.º 69/2014, de 29 de Agosto, que introduziu os crimes contra animais de companhia no Código Penal, Inês de Sousa Real, líder e deputada do Grupo Parlamentar do PAN defende que «entendemos que é necessário revisitar este regime com vista à clarificação de alguns dos conceitos estabelecidos por esta lei e que têm tido difícil aplicabilidade».

 

A proposta do PAN prevê ainda o agravamento das penas previstas, uma vez que, no quadro actual, e de acordo com a deputada Inês de Sousa Leal, «maltratar um animal tem, por exemplo, uma pena inferior a destruir um bem de uma pessoa, assim como, incompreensivelmente, também não protege os maus-tratos de que são vítimas outros animais que não os de companhia». 

 

Refere ainda a deputada que apesar de a Lei de Protecção aos Animais (Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro) proibir todas as violências injustificadas contra animais, no diploma não ficou prevista nenhuma sanção, ou seja, «isto leva a que situações como os maus-tratos frequentes a que os cavalos são sujeitos no nosso país continuem sem qualquer sanção».

 

Tendo em vista que o Direito Penal tem uma importante função preventiva e reparadora, o PAN pretende assim com esta iniciativa introduzir, nomeadamente, as seguintes alterações à lei já em vigor:

 

- Alargar a protecção contra a prática de maus-tratos a todos os animais e não apenas aos animais de companhia, ou seja, maltratar ou abandonar um cavalo passa a ser punido da mesma forma como se se tratasse de um animal considerado de companhia (por exemplo, cão ou gato);

 

- Autonomizar o crime de morte de um animal, fazendo assim a distinção da morte que decorre dos maus-tratos e a morte intencional de um animal;

 

- Prever circunstâncias agravantes da pena quando o crime revelar especial censurabilidade, perversidade ou crueldade, designadamente por empregar tortura, acto de crueldade ou meio insidioso que aumente o sofrimento do animal;

 

- Alterar o crime de abandono com vista a abranger situações em que a posse do animal não foi formalmente transferida para os centros de recolha oficial ou para as associações zoófilas, passando assim a abranger situações em que se regista um mero abandono à porta destas entidades;

 

- Agravar as sanções nos casos de maus-tratos. Os maus-tratos agravados serão punidos com pena de prisão até dois anos e a morte de um animal passa a ser punida com pena de prisão até três anos;

 

- No quadro das medidas de coacção e das diligências promovidas pelas autoridades judiciais, criminais ou veterinárias, garantir mecanismos mais eficazes do ponto de vista processual, desde logo para que os animais sejam apreendidos sempre que esteja em causa a sua segurança e bem-estar;

 

- Que seja declarada a perda do animal, encaminhando-o para adopção.

 

Inês de Sousa Real justifica deste modo, estas medidas: «Os crimes contra animais continuam a ser uma realidade no nosso país, como se pode comprovar com o mais recente caso dos 18 galgos em Monforte. É absolutamente urgente rever a lei no que diz respeito a este tipo de crimes e prever o agravamento das sanções. Não podemos continuar a fechar os olhos ao sofrimento de que muitos animais continuam a ser alvo em todo o país».

 

Considerando que os animais são hoje considerados pelo nosso ordenamento jurídico como seres vivos dotados de sensibilidade, a líder parlamentar do PAN acrescenta ainda que «é fundamental adoptar um regime sancionatório adequado à natureza (jurídica e biológica) dos animais, que contribua para dissuadir a prática deste tipo de violência e, sempre que necessário, garantir a necessária reparação por via do direito penal, que acompanhe assim aquela que é hoje uma crescente sensibilidade social que se indigna perante os maus-tratos aos animais”».

 

Ainda na área da protecção animal, o PAN apresentou também recentemente um projecto de lei com vista à proibição das corridas de cães no país, prevendo uma pena de prisão até dois anos, ou pena de multa, para quem organizar, divulgar ou vender bilhetes para este tipo de actividades.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:56

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