Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2020

É inadmissível que uma professora marque como “erro”, os vocábulos que uma aluna do 5º ano de escolaridade escreve correCtamente na sua Língua Materna

 

Esta publicação vai ao cuidado do senhor ministro da Educação, Dr. Tiago Brandão Rodrigues, cuja política (des)educativa está a contribuir para o caos nas escolas, mas pior do que isso, está a contribuir para o DESENCANTO de muitas crianças, que não nasceram parvas, não são nada parvas, nem gostam que as façam de parvas, estudam línguas estrangeiras (como o Inglês e o Castelhano) e ao estudar essas línguas, sabem que aquele “direto” que aparece nos ecrãs das televisões, lê-se “dirêto”, porque lhe falta o , e que todas as palavras mutiladas, que as obrigam a escrever,  não pertencem à Língua Portuguesa.

 

EDUCAÇÃO.jpeg

 

O incidente, referido no título deste texto, foi-me contado pela própria criança, uma menina de 10 anos, quase a completar os onze. Uma menina que sabe que está a ser enganada na escola. Uma menina que lê livros em Português correCto, a par do Português incorreto (incorrêto, como ela pronuncia, e bem). Uma menina que sabe distinguir o que é Português do que é Brasileiro.  Uma menina que sabe que a ortografia que lhe é impingida na escola, é a brasileira. E ela sente-se defraudada, e diz-me: «Mas eu não sou brasileira. Sou portuguesa». Pois é. Claro que é.

 

E haviam de ver a tristeza com que me contou este triste episódio: «A professora marca-me erro quando escrevo os cêse os pês nas palavras portuguesas, como aspeCto e adoPtar...»


 
E isto, senhores professores, que marcam erro quando as crianças escrevem, correCtamente, e senhor Ministro da Educação, um dos que impõe regras mal geradas, NÃO SE FAZ a uma criança que frequenta uma escola para APRENDER, até porque, todos nós sabemos que o AO90 é a maior fraude de todos os tempos, não está em vigor coisa nenhuma,  pois a Resolução do Conselho de Ministros que obrigou à aplicação da grafia brasileira, além de não fazer lei, na prática, funciona apenas como uma ordem por escrito”. Sugiro a leitura do texto inserido neste link:

 

«O Desacordo Ortográfico»

 

"ordem" essa que qualquer professor pode recusar-se a obedecer, porque a tal não é obrigado,  por não existir uma lei que o obrige.

 

Portanto, é ILEGAL marcar erros, quando as crianças escrevem correCtamente a sua Língua Materna, e os professores que agem deste modo, deviam ser penalizados, porque estão na Escola para ENSINAR Português, falado e escrito à Portuguesa, e não para ensinar a grafar à brasileira, apenas para fazer o jeito aos políticos que, por sua vez, andam a fazer o jeito ao Brasil. Por alma de quem?

 

É preciso que os professores, de uma vez por todas, ganhem a consciência de que estão a obedecer a “ordens” mal engendradas,não a cumprir a sua nobre missão de ENSINAR.



Aconselho vivamente a todos os professores que, por ventura, possam andar por aqui a procurar informações fidedignas, a ler o texto inserido neste link:

 

Não existe lei alguma que obrigue um professor a "ensinar" Português segundo a cartilha brasileira, nas escolas portuguesas

 

Aos governantes, para quem envio todos os textos que publico neste Blogue (lido em 145 países, de todos os continentes, onde vivem Portugueses) sugiro que, neste início do ano de 2020,  façam um acto de contrição, e ao menos, uma vez na vida, reconheçam que erraram e estão no caminho errado, até porque manter o monumental erro que foi trocar a grafia portuguesa pela grafia de uma ex-colónia, para fazer o jeito ao Brasil, é uma atitude de profunda fraqueza moral que, a  continuar, colar-se-á à vossa pele como uma tatuagem irremovível.



Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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«Se nos achamos inteligentes, é hora de agirmos como tal. Votos de uma década feliz.»

 

«Nascer branco não me tornou racista. Nascer homem não me tornou machista. Nascer humano não me tornou especista.» (Artur Jorge Alfama)

 

Um magnífico texto para ler e reflectir, depois de ver o vídeo.

 

 

Texto de Artur Jorge Alfama

 

«Agora que entrámos naquela que poderá vir a ser a década mais importante da nossa existência enquanto espécie, é bom recordar e incorporar nos nossos votos aquilo que nos rodeia, aquilo que é resultado directo ou indirecto das nossas acções individuais. Mais do que dinheiro, saúde, sucesso e felicidade, importa pedirmos a nós próprios uma mudança de comportamentos.

 

Nascer, comer, reproduzir-se e morrer. É este o projecto/resultado de vida de 99% dos humanos que, simultaneamente, se arrogam a um estatuto de superioridade face às restantes espécies, também elas com um projecto/resultado semelhante. Se somos superiores, é no poder de destruição que este pequeno filme de 10 minutos, baseado em dados científicos independentes, tão bem ilustra.

 

Está nas nossas mãos. Está nas dezenas de decisões de consumo que diariamente tomamos, tantas elas por hábito e por comodismo ou por, como tanto gostamos de chamar, "cultura".

 

Nascer branco não me tornou racista. Nascer homem não me tornou machista. Nascer humano não me tornou especista. Somos responsáveis pelas nossas escolhas e essa responsabilidade tem uma factura cujo valor ninguém tem capacidade de calcular. Uma factura cuja mais pequena e aparentemente inócua atitude, multiplicada por 7.600.000.000 indivíduos, tem um efeito devastador.

 

Não temos, individualmente, esse direito. Num mundo em que se quer para todos igualdade de oportunidades, não podemos manter padrões de consumo ou de comportamento insustentáveis.

 

Que a nova década traga novos hábitos, uma nova mundivisão, um novo paradigma. Pode ser a última oportunidade. Aproveitemo-la.

 

Continuo a ter muito para mudar e tenho um plano para o fazer. E vocês?

 

Se nos achamos inteligentes, é hora de agirmos como tal.

 

Votos de uma década feliz.»

 

Artur Jorge Alfama

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:34

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