Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

FIM DA GARRAIADA NA QUEIDA DAS FITAS DO PORTO (2016)

 

Para:

Federação Académica do Porto e Associações de Estudantes da Universidade do Porto

 

80016_1 PETIÇÂO UP.jpg

 

Perante a possibilidade de a garraiada voltar a estar incluída no programa da Queima das Fitas no Porto, duas jovens, Joana Rocha e Sónia Marques decidiram fazer uma petição, com o objectivo de impedir esta prática desadequada a estudantes universitários.

 

Reconhecendo tal prática como um acto de tortura e exploração animal, as jovens pretendem que a Federação Académica do Porto ouça os estudantes e restante comunidade e impeça que a garraiada manche as tradições académicas da Queima das Fitas, até porque o sofrimento de animais sencientes não é diversão para seres que se dizem humanos.

 

Joana e Sónia consideram que esta petição não se destina exclusivamente a membros da Universidade do Porto, podendo ser assinada por qualquer pessoa que não se reveja na utilização de animais não humanos para entretenimento humano.

 

De acordo com o teor da petição, a «Federação Académica do Porto e respectivas Associações de Estudantes não podem continuar a demitir-se de representar a comunidade estudantil. Não podem continuar a ignorar quer os direitos dos animais, quer a vontade da grande maioria dos estudantes que, claramente, não se sente representada nesta actividade, nem dá o seu consentimento para que tal seja realizada

 

Ainda de acordo com o texto da petição, «é uma vergonha que se gaste anualmente mais de 4 mil euros a financiar um “evento” que nada tem a ver com a missão que guia as associações de estudantes. A garraiada não pode constar mais um ano no programa da Queima das Fitas do Porto, mantendo-se um embaraço para toda a Academia.»

 

Posto isto, Joana e Sónia apelam a todos para que assinem esta petição «para que a Queima das Fitas seja reconhecida pela diversão que proporciona e não pelo sofrimento que causa a animais inocentes e indefesos.

 

Porque:

É necessário mudar mentalidades. É necessário mudar atitudes.

 

 

ASSINEM A PETIÇÃO AQUI, POR FAVOR

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=fimdagarraiadaporto

 

***

 

PETIÇÃO.jpg

(Foto: Artur Machado/Global Imagens (in JN)

 

Estas são as duas jovens responsáveis por esta iniciativa.

Parabéns Joana Rocha e Sónia Marques.

 

A vossa acção é de louvar. Demonstram que nem tudo está perdido, no mundo académico.

 

Há os que evoluem, e os que, já nascendo velhos, nunca evoluirão.

 

Vós sois duas jovens modernas, que evoluíram e sabem honrar o Ensino Superior.

 

E as mais de cinco mil assinaturas na petição dizem-nos que os que já nasceram velhos são uma minoria.

 

Esta prática imbecil tem os dias contados.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:47

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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

QUANDO OS FORCADOS NÃO TÊM TOURO MATAM PORCO PARA SE DIVERTIREM

 

O que interessa é TORTURAR e MATAR…

 

Isto só acontece num país onde se mata tudo e mais alguma coisa, só por matar...

 

E da morte fazem festa

 

Vivemos ou não no tempo anterior ao homem das cavernas, que matava os animais apenas para se alimentar?

 

Que governantes serão estes que permitem uma tal atrocidade?

 

Atente-se na CHEGADA DO PORCO para o INÍCIO DA MATANÇA…

 

E venha a MORTE de um animal senciente e inteligente, celebrada com FESTA…

 

12735680_1107786615938835_591005256_n[1] MATANÇA.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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MAIS UMA MONSTRUOSIDADE TAUROMÁQUICA

 

Esta, veio de França… um país que já foi o centro do Iluminismo***

Eis um vídeo que mostra um touro jovem a quem cortaram as orelhas ainda em vida (4life Anti-tauromaquia)

 

 

*** O Iluminismo foi um movimento cultural da elite intelectual europeia do século XVIII que procurou mobilizar o poder da razão, a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da tradição medieval. Abarcou inúmeras tendências e, entre elas, buscava-se um conhecimento apurado da Natureza, com o objectivo de torná-la útil ao homem moderno e progressista.

 

Originário do período compreendido entre os anos de 1650 e 1700, o Iluminismo foi despertado pelos filósofos Baruch Spinoza (1632-1677), John Locke (1632-1704), Pierre Bayle (1647-1706) e pelo matemático Isaac Newton (1643-1727).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016

CRIANÇAS E TAUROMAQUIA – O PAN PRONUNCIA-SE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

Força, André Silva.

 

A maioria dos deputados da Nação não está interessada em ABOLIR a selvajaria tauromáquica.

 

O que aqui está em causa são DIREITOS de inocentes, inofensivos e indefesos seres humanos (crianças) e inocentes, inofensivos e indefesos seres não humanos, os ditos “animais”, afinal, o que todos nós somos também.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

ABOLIÇÃO DAS TOURADAS EM PORTUGAL

 

 

Petição ao novo Governo de Portugal

 

TOURO.jpg

 

Considerando que:

 

1- Os mais recentes estudos científicos comprovam, inequívoca e cabalmente, que os animais de várias espécies, incluindo Touros e Cavalos são seres sencientes capazes de sentir prazer, dor e sofrimento, físicos e psicológicos, e experimentar sentimentos de alegria, medo e angústia;

 

2 - Os Touros e os Cavalos experimentam um sofrimento atroz, físico e psicológico, antes, durante e depois das touradas, como atestam estudos da Universidade Complutense de Madrid e vários médicos veterinários subscrevem;

 

3 - A legislação portuguesa reconhece a necessidade de protecção dos animais («São proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal»), mantendo uma inexplicável excepção para a tauromaquia;

 

4 - A tauromaquia é uma prática cruel e obsoleta que tem suscitado enorme repúdio e indignação na sociedade civil portuguesa e mundial. Massacrar animais gratuitamente para entretenimento não é próprio de sociedades evoluídas e envergonha muitos portugueses face a uma Europa que se distancia cada vez mais de práticas bárbaras e que causam sofrimento a seres sencientes;

 

5 - A tauromaquia é ainda uma prática perigosa para os animais humanos, a comprová-lo estão os incontáveis casos de lesões graves e muitos danos fatais entre os seus intervenientes;

 

6 - Estudos comprovam que a violência para com animais predispõe à violência para com humanos, sendo que no historial de muitos criminosos constam inicialmente episódios de maus-tratos persistentes a animais;

 

7 - A tauromaquia está em franco declínio e só subsiste nos dias de hoje graças a apoios mais ou menos explícitos por parte do Estado, quer através do poder central, quer através das autarquias, algumas endividadas e com populações em situação de carências várias em áreas vitais como a saúde, a educação, os apoios sociais;

 

8 - As autarquias, por se encontrarem numa situação vantajosa de proximidade das populações, têm um papel fundamental na construção de uma sociedade mais civilizada, evoluída e distante de práticas que deveriam ter ficado no passado e os executivos municipais têm por obrigação associar-se a eventos que promovam a evolução das pessoas e das regiões, ligando o seu nome a práticas positivas e construtivas de avanço civilizacional que o século XXI impõe;

 

Considerando que a ignomínia não pode ser exemplo para as crianças e os jovens portugueses, em nome do mundo humanizado, civilizado, culto e evoluído venho solicitar ao Governo de Portugal a ABOLIÇÃO, em todo o território português, de todas as práticas tauromáquicas, que causam sofrimentos indizíveis e desnecessários a animais sencientes como nós.

 

Isabel A. Ferreira

***

(Texto da petição inspirado no conteúdo desta outra petição que todos devem assinar:)

 

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79975

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:07

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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2016

«O TOURO É UM TOURO… E NÃO PODE SER TEU AMIGO PORQUE…»

 

«… porque não fala e tão-pouco teu inimigo porque não fala».

Não é uma mente brilhante, o Alejandro Talavante?

 

ALEJANDRO.jpg

 

Igualmente os seres humanos, que tiveram a desdita de nascer mudos, não podem ser nossos amigos… porque não falam…?

 

Se assim é, é como diz a minha amiga Maria do Carmo, o primeiro requisito necessário a alguém que queira ser toureiro, é a total falta de neurónios.

 

Este é o mundinho da tauromaquia, que uns tantos desalumiados, a começar pelos governantes que o apoia, querem, porque querem, impingir à sociedade civilizada como arte e cultura.

 

Mas todos sabemos que existem “artes e culturas” inferiores e desprestigiantes para a Humanidade e inadequadas ao ser humano.

 

Existe a arte do gamanço e a cultura (ou a subcultura) da violência e da delinquência, por exemplo.

 

E a prática da selvajaria tauromáquica não passa da arte de tirar a vida de um ser vivo senciente, e da cultura da violência exercida sobre esse mesmo ser vivo senciente.

 

A estupidez e a ignorância no seu estado mais puro.

 

E é como se diz por aí:

«A inteligência persegue o toureiro, mas ele é mais rápido…»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

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A caça: verdades que incomodam

 

Um texto do Médico-Veterinário, Dr. Vasco Reis, que sabe das coisas, para ler e reflectir uma prática primitiva, que já não se justifica nos tempos que correm, mas que (e uma vez mais) envolve avultadas verbas, e em Portugal quem manda é um deus chamado dinheiro… e por causa dele dizimam-se barbaramente milhares de inocentes, inofensivas e indefesas criaturas…

 

Isabel A. Ferreira

 

STOP.jpeg

 

Texto de Vasco Reis (Médico Veterinário)

 

«Caçar é assustar, ferir, provocar sofrimento e matar.

 

No entanto, há quem chame desporto a esta actividade, que pode provocar paixão e ser elogiada pelos adeptos. Envolve muitas verbas.

 

Pois, se há gosto no contacto com a natureza e no exercício físico, isso pode acontecer sem a arma a tiracolo ou apontada, aumentando até o desfrutar.

 

Para muita gente, os animais vivos são bem mais belos e interessantes do que mortos e ensanguentados. Pode disparar-se também, mas com máquinas fotográficas ou de filmar e assim conseguir-se, de modo pacífico, belos troféus em imagens.

 

O tiro ao alvo é uma boa alternativa para treino da pontaria, para fazer o gosto ao dedo, para proporcionar convívio. Hoje em dia, a caça em Portugal mal se justifica para servir as pessoas que se alimentam de carne pois, em geral, para se obter o mesmo valor nutritivo é preciso abaterem-se muito mais animais dentre as espécies cinegéticas do que animais das espécies domesticadas criadas para servirem de alimento.

 

Poupar-se-iam, portanto, muito mais vidas no caso de opção por esta possibilidade. Aliás, o consumo de carne é dispensável e nem é dos alimentos mais saudáveis. A experiência dos vegetarianos e dos veganos demonstra isso mesmo, enquanto poupa o sacrifício de animais.

 

A caça provoca enorme susto aos animais, sejam eles alvejados ou não. Mesmo se a morte for rápida, trata-se sempre de um impacto violentíssimo.

 

Se o animal ficar ferido, sem morte rápida, ficará em terrível sofrimento.

 

Espécies cinegéticas podem ser criadas para serem lançadas perante os canos de caçadores, sofrendo estes animais os mesmos choques.

 

Não falta sofrimento durante a criação em recintos fechados e apertados.

 

Cartuchos e restos de projécteis espalhados pela natureza são prejudiciais, provocando poluição física e visual.

 

Em parques naturais de Portugal é permitida a caça. Impõe-se, por isso, a pergunta: mas que parques naturais são estes, que não protegem a sua fauna?

 

A caça contribui para a diminuição ou quase extinção e até mesmo extinção dos animais das espécies designadas por cinegéticas. Acontecem acidentes que vitimam pessoas. Muitos cães de caça estão sujeitos a condições deficientes de tratamento e de manutenção. Alimentação, espaço, protecção contra intempéries, contenção, desparasitação, etc. muitas vezes não permitem uma razoável qualidade de vida para estes animais. Num acto de profunda crueldade, muitos cães de caça são abandonados, porque não satisfazem o caçador. Outros são abatidos com maior ou menor sofrimento.

 

Em Portugal existem milhares de caçadores, no meio de cerca de 10 milhões de portugueses. Dentre estes últimos, a maior parte não tem simpatia pela actividade, muitos sentem-se por ela incomodados e abominam-na, mas pouco se manifestam. Legislação recente reconhece o direito à não-caça em terrenos de quem o requerer.

 

A caça incomoda pelo ruído, pela perturbação do ambiente, pelo perigo e, também muito, pela angústia e revolta que provoca a quem está consciente do dizimar e do sofrimento que provoca em animais sencientes, dotados de sistema nervoso comparável ao dos caçadores.

 

Vasco Reis (Médico Veterinário)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=948861288537585&set=a.349975685092818.83194.100002411675648&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

OS CRIMES ECOLÓGICOS CONTINUAM A AUMENTAR EM PORTUGAL COM O NOVO GOVERNO

 

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) rebela-se contra a possibilidade de se voltar a permitir a prática da caça na Reserva Natural da Malcata, considerando isto um «crime desastroso contra a natureza»

 

O novo governo português continua a vergar-se aos lobbies

 

E nós, Defensores dos Direitos de TODOS os animais, estamos com o PAN e fazemos nossas as palavras de André Silva

 

6W8I1T7I PAN.jpg

Origem da Foto:

http://24.sapo.pt/article/lusa-sapo-pt_2016_02_15_1496473698_pan-contra-caca-na-reserva-natural-da-malcata

 

Em comunicado à comunicação social o PAN refere que "a decisão do governo é um retrocesso civilizacional e carece de fundamentação científica e política", defendendo que não há em Portugal necessidade de mais áreas cinegéticas e anuncia que quer ouvir no parlamento, com carácter de urgência, o ministro do Ambiente.

 

Em causa está a revogação de uma portaria com quase 23 anos, no dia 08, que interditava a prática cinegética na Reserva Natural da Serra da Malcata, decisão que na sexta-feira já tinha sido contestada pela Quercus, que acusou o Governo de ceder a pressões, considerando que «a decisão pode pôr em causa a recuperação de espécies como o corço, o veado, o coelho, o lince, o lobo ou o abutre-preto».

 

O Ministério, numa tentativa de justificar o injustificável, referiu que são "inequívocas" as vantagens do ordenamento cinegético para conservação dos recursos naturais, acrescentando que a promoção do ordenamento cinegético nas áreas onde tal prática se encontrava interditada, desde 1993, "constitui um instrumento fundamental" para promover a conservação da natureza e a biodiversidade, e "a articulação e a integração dos objectivos de conservação e de utilização sustentável dos recursos naturais na política de ordenamento do território e nas diferentes políticas sectoriais".

 

Estes argumentos, de quem defende a política da violência contra seres indefesos, não são partilhados pelo deputado do PAN, André Silva, que refere que a decisão do Governo foi «tomada à revelia da sociedade e carece de fundamentação científica e política».

 

«Continuamos a agir como se fossemos donos do mundo, mas, em vez de nos responsabilizarmos pelo equilíbrio ecológico do planeta e pelo direito de todos os seres vivos à vida e ao bem-estar, actuamos como cruéis predadores indiferentes ao impacto nefasto que estas decisões têm em toda a fauna e flora da cadeia ecológica», e acrescenta que «a caça é uma das actividades que mais perturba a vida selvagem» lembrando que «diversos estudos têm demonstrado que os distúrbios causados pela caça não só afectam as espécies-alvo, mas quase todas as espécies presentes no território de caça», salienta André Silva.

 

E fundamenta: «Neste caso, não existe qualquer necessidade ou fundamentação científica que justifique permitir a caça numa reserva natural, sobrepondo os interesses da caça aos da conservação da biodiversidade».

 

E o deputado do PAN evidencia ainda que «o abate a tiro é uma das principais causas de morte não natural do lince ibérico e do lobo ibérico", e refere que «a área em causa constitui um raro refúgio natural em território português possuindo interessantes valores botânicos e faunísticos».

 

André Silva já apresentou um requerimento a solicitar a audição do ministro, no qual destaca que a nova portaria "não tem sentido", acrescentando que «só pode ser vista como um crime contra os seres que habitam a Reserva Natural da Serra da Malcata, contra a natureza e a biodiversidade, sem qualquer fundamentação científica e política que só favorece o lóbi cinegético numa área crucial para a conservação da biodiversidade».

 

Acrescente-se que a Reserva Natural da Serra da Malcata tem como símbolo o lince-ibérico e estende-se ao longo de 16.348 hectares dos concelhos do Sabugal e de Penamacor, respectivamente nos distritos da Guarda e Castelo Branco.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:43

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

«A GENÉTICA E A EVOLUÇÃO CONFIRMAM QUE OS TOUROS DE LIDE SENTEM DOR»

 

UMA VERDADE QUE FAZ DOS AFICIONADOS UNS SÁDICOS

 

E era preciso confirmação? Não serão os Touros animais como nós? Não terão eles um sistema nervoso central, tal como nós? Não bastariam estes raciocínios?

 

Não, para o comum dos mortais estes raciocínios não bastam. É preciso fazer desenhos… e explicar-lhes tim-tim por tim-tim que um Touro é um animal senciente… E mesmo assim…

 

Todavia, ainda que os bovinos não sofressem, torturar um ser vivo não é diversão para nenhum animal terrestre ou sequer extraterrestre.

Torturar um ser vivo é apenas uma prática de mentes deformadas.

 

TOURO.jpg

 

O que hoje proponho para reflexão é um estudo científico de Jaume Camps Rabadá, Médico Veterinário. Académico Honorário da Academia de Ciências Veterinárias da Catalunha (ACVC) e Presidente da Academia Catalã de História da Veterinária.

 

O título do seu trabalho, publicado em Julho de 2105, na dA web Center é precisamente o seguinte:

 

«A genética e a evolução confirmam que os Touros de Lide sentem dor»

 

Trata-se de uma exposição exclusivamente destinada a divulgar resultados reconhecidos pela maioria dos cientistas e agências internacionais sobre este tema.

 

O objectivo é confirmar que todos os animais sentem dor, de uma forma ou de outra, e o touro de lide, não é nenhuma excepção.

 

GENÉTICA:

 

O genoma bovino, a que pertencem os touros, tem 29 pares de cromossomas, com dois sexos e 27.000 genes (com a mesma actividade existente nos seres humanos, inclusive no que diz respeito ao número total de cromossomas…). E três mil milhões de pares básicos, número igualmente coincidente com o dos seres humanos.

(Dados publicados pela prestigiada revista "Science" 2009).

 

Existem apenas três subespécies de acordo com a Taxonomia (ramo da Biologia e da Botânica que cuida de descrever, identificar e CLASSIFICAR os seres vivos, animais e vegetais): o Bos taurus taurus; o Bos taurus indicus (Zebu), e a ancestral origem de todos: o Bos taurus. Não é possível aceitar cientificamente algumas espécies domésticas separadas por serem fruto de cruzamentos. Não existe, portanto, uma “espécie” diferenciada para ser “touro de lide”.

 

(Dados da “Mammal Species of the World”, parte 2079, da “Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica” do ano de 2003).

 

Dentro do grupo Sentidos, e Etologia e Ecologia, há também dados curiosos: eles têm o mesmos sentidos que todos os outros mamíferos. Têm o sentido do tacto muito desenvolvido, e de modo independente o aspecto sensorial, o da dor e do calor. De resto, os bovinos são mais sensíveis são mais sensíveis a descargas eléctricas do que nós.

 

Expressam com mugidos o seu nível de fome, sede, DOR, e chamamentos familiares ou da boiada. São sociáveis para formar manadas, e como em todas elas, há uma escala social, sendo os machos alfa os maiores e com mais cornadura. Apenas a partir de uma selecção prévia e treinamento se conseguem exemplares mais agressivos, embora não esteja comprovado que tenha alguma relação com a DOR.

 

 

EVOLUÇÃO:

 

Desde as primeiras células eucarióticas, existentes desde há mais de dois mil milhões de anos (2.000,000.000), eles sentiram DOR, e é também a minha opinião de que a sentiam mesmo antes. «Sem nenhum tipo de DOR a vida não existiria!!!» (frase que eu assumo...) , desde os primeiros seres vivos de há 2.700 milhões de anos. O LUCA (Last Universal Common Ancestor – Último Ancestral Comum Universal). Faz já um pouco mais de 600 milhões de anos com os seres multicelulares, e levou 200 milhões de anos para aparecerem os mamíferos.

 

SENTIR DOR faz parte de toda a evolução. As primeiras células, mesmo antes de tudo, tiveram de reagir para sobreviver, embora longe de ser o que hoje chamamos DOR, mas sentiam um incómodo (e o desconforto é uma forma de dor).

 

Por exemplo: uma pequena alteração no pH do ambiente onde foram geradas, ou a falta da humidade necessária, ou a presença de oxigénio (que era venenoso e agora é vida…).

 

Foi um exercício gigantesco para superar e conseguir nesses muitos milhões de anos, a existência de vários milhões de espécies animais e vegetais que hoje temos. Isto não teria acontecido sem uma sensação de DOR ou desconforto !!!

 

Ao longo da evolução foram-se formando tanto a anatomia como a fisiologia, que inclui as acções e reacções ao ambiente externo.

 

O aparecimento da Genética Molecular foi fundamental para a compreensão da evolução. O ADN é uma molécula longa composta por uma cadeia dupla, com unidades alternadas de açúcar e fosfato. Cada unidade de açúcar é uma das quatro bases de ADN. A cadeia pode dividir-se em duas partes, e cada metade pode sintetizar o complementar. Entre todo este complexo pode determinar-se a mensagem genética da molécula do ADN, dito assim, muito resumidamente. E para iniciar ou finalizar a mensagem, há um trio que indica um início ou um final.

 

Com o conjunto das mensagens consegue-se um código genético universal. (O que prova a origem comum de todos os organismos vivos...).

 

Quando existe uma alteração deste código, ou é anulado se não há condições para sobreviver e superar os outros, ou bem que de um modo caótico pode servir para torná-lo mais adaptável ao ambiente ou que se reproduza melhor, o que, ao longo de milhares de anos, leva ao nascimento de uma nova espécie.

 

A mudança genética que transformasse um ser, na sua base fisiológica, num animal que não chegasse a sentir dor, esta "vantagem" aparente levaria à sua extinção antes de se transformar numa nova espécie.

 

Os touros de lide são bovinos, e só os utilizam em touradas há apenas um par de centenas de anos, sendo impossível a existência de uma modificação genética, que requer milhões de anos, e assumindo excepcionalmente de que a ausência de DOR fosse imprescindível para a sobrevivência deles (?).

 

O título da obra de Charles R. Darwin refere a evolução das espécies por selecção NATURAL, e é ainda acrescentado ao títuoo original em Inglês: «On the origin of Species by Means of Nature Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Stuggle for Life» (Sobre a origem das Espécies através da Selecção Natural, ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida).

 

Onde já no título se indica que só evoluem as espécies que resistem às transformações da vida...

 

Evolução que não teve, nem poderia ter, a raça de touros de lide.

Portanto, eles sentem DOR, como todas as demais espécies existentes, e também as já desaparecidas.

JCR

 

Fontes:

http://www.derechoanimal.info/esp/page/4031/la-genetica-y-la-evolucion-confirman-que-los-toros-de-lidia-sienten-dolor

http://www.derechoanimal.info/images/pdf/Jaume-Camps-Rabada.pdf

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:17

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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

NO ESTRANGEIRO: ONG VAI ÀS ESCOLAS PARA ENSINAR A BONDADE COM OS ANIMAIS

 

BONDADE.jpg

 Ler notícia neste link:

http://www.anda.jor.br/15/02/2012/ong-vai-as-escolas-para-ensinar-a-bondade-para-com-os-animais

 

EM PORTUGAL: FORCADOS VÃO À ESCOLA ENSINAR COMO SE PEGA UM TOURO DEPOIS DE TORTURADO

 

MALDADE.jpgVer neste link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/84281.html

 

É ESTA EDUCAÇÃO QUE OS GOVERNANTES QUEREM PARA AS NOSSAS CRIANÇAS?

 

NÃO HÁ DOENÇA SOCIAL PIOR DO QUE A CEGUEIRA MENTAL

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Acordo Ortográfico

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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