Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

A sociedade portuguesa de hoje é o reflexo da política desastrosa de todos os governos que já detiveram as rédeas do Poder

 

Portugal está em pleno retrocesso. Em tudo.

O estado da Educação, o estado da Cultura, o estado Social, o estado da Saúde, o estado do Estado é absolutamente caótico.

Qualquer dia regressamos às cavernas, porque as trevas obscurecem as mentes, ainda por evoluir, dos que conduzem o destino do país…

Almada Negreiros dizia que «Isto [Portugal] não é um país. É um sítio. E ainda por cima, mal frequentado!» Como estava certo, Almada Negreiros, que viveu entre 1893 e 1970.

 

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O País anda chocado com a violência contra crianças de tenra idade que são barbaramente assassinadas pelos seus progenitores ou por quem tem à sua guarda a vida dessas crianças.

 

O País anda chocado com a onda de violência doméstica cometida por indivíduos que se entregam ao álcool, na maioria caçadores que, escasseando a caça nos matos, têm de dar gosto ao dedo no gatilho, e vingam-se nas crianças, nas mulheres e nos idosos, o elo mais fraco de uma sociedade assente na prática consentida da violência e da crueldade contra seres vivos. Qualquer ser vivo que viva.

 

A violência dessa gente é treinada nos animais indefesos que o governo português exclui do Reino Animal, considerando-os “coisas” que podem ser torturadas com crueldade.

 

(E isto não sou eu que afirmo).

 

Os progenitores são responsáveis por 45% dos maus tratos às crianças. Dizem as estatísticas.

 

As comissões de protecção de menores não funcionam. Dizem que não têm verbas, mas as verbas existem, por exemplo, quando se trata de patrocinar as chamadas “escolas” de toureio, antros de violência que transformarão essas crianças nos monstros do futuro. Este é um tipo de maus tratos psicológicos que trará graves consequências para a saúde mental dessas crianças.

 

E quem se importa? As crianças não votam...

 

Todo o ser humano que exercer crueldade, mais tarde vai vivenciar em si toda a crueldade que exerceu. Que não haja dúvidas sobre isso!

 

A política portuguesa de educação é pobre. É dirigida a um conhecimento infrutuoso, que não serve para a vida. é ministrada como se as crianças, os adilçeswcentes e os jovens fossem muito estúpidos. E mais empobrecida ficou com a imposição ilegal do AO90, que empobreceu a Língua Portuguesa, atirando-a para a valeta e fabricando milhares de semianalfabetos.

 

A Educação Cívica deveria ser obrigatória, a começar pelos políticos que não sabem o que isso é.

 

Vivemos numa sociedade com gente muito insólita a deambular por aí, sem o mínimo sentido do SER.

 

No nosso país, civismo, evolução, cultura culta e ética são palavrões obscenos, impronunciáveis, e dos quais os políticos evitam falar.

 

Nunca tivemos tanta corrupção em Portugal.

 

É porta sim, porta sim...

 

Um mal que afecta essencialmente a gente chamada "graúda". E eu pergunto-me: porquê? Esses “graúdos” passarão fome? Passarão sede? Dormirão debaixo da ponte? Precisarão assim tanto de se corromperem?

 

E pensar que quando morrerem nada levarão com eles a não ser o esqueleto e aquilo que são (ou foram enquanto vivos!) ou seja NADA, e disso terão de prestar contas ao Poder Cósmico.

 

Portugal não evoluiu. Fez-se muitos progressos tecnológicos. Porém, as mentalidades, na generalidade, ficaram especadas num passado, já muito passado, a cair de podre.

 

Sempre existiram no mundo mentes brilhantes. Desde a Idade da Pedra.

 

Se hoje podemos andar de automóvel, é graças a alguém que num tempo muito, muito recuado, inventou a roda.

 

Mas ainda hoje, continuamos a ter escravos, a fazer guerras em nome de deuses, a praticar crimes contra a Natureza, contra os animais humanos mas também não-humanos, contra a Humanidade, contra as Crianças, contra as Mulheres, contra os Velhos...  

 

Enfim, hoje, deslocamo-nos de avião, mas existem muitas mulheres que ainda morrem esfaqueadas e baleadas pelos próprios maridos, e crianças assassinadas por quem as gerou.

 

E a prática da violência e da crueldade tem legislação, em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:03

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

CRUELDADE ANIMAL SERÁ CONSIDERADA “CRIME CONTRA A SOCIEDADE” PELO FBI

 

Existem coisas que são tão óbvias para um ser humano minimamente racional que não necessitariam de estudos científicos, para serem provadas.

Mas neste caso, por acaso, até existem estudos…

Porém, em Portugal, há uma lei que exclui alguns animais do Reino Animal, e os psicopatas podem “treinar” nesses indefesos seres os seus instintos assassinos.

Depois é a violência que vemos contra os mais indefesos: crianças, mulheres e idosos que, diariamente, são assassinados, maltratados, torturados…

 

 

Este texto vai ao cuidado das autoridades portuguesas

 

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(Foto: Divulgação)

 

A partir de 2016, as pessoas que cometerem actos de maus-tratos contra os animais serão agrupadas na mesma categoria dos assassinos nos Estados Unidos. O FBI anunciou esta semana que o abuso de animais receberá uma nova categorização, sendo tipificado como “crime contra a sociedade”. As informações são do site Dog Heirs.

 

Essa nova categorização provavelmente ajudará as leis a favor dos animais e será uma melhor forma de rastrear os crimes de crueldade animal, já que actualmente eles são colocados na categoria “outros”, dificultando o rastreamento.

 

«A atividade criminal e informação de grupo será expandida para incluir quatro tipos de abusos», lê-se num comunicado oficial do FBI.

 

Haverá quatro categorias de abuso: a negligência simples, abuso intencional e tortura, abuso organizado e abuso sexual.

 

Segundo o FBI, o conceito de crueldade encaixa-se na “execução intencional, com conhecimento de causa ou de forma imprudente de uma acção que maltrate ou mate qualquer animal sem justa causa, tal como a tortura, mutilação, atormentação, envenenamento ou abandono”.

 

Essa nova classificação trará dois efeitos imediatos, como afirma o director de políticas de abuso contra animais da Sociedade Humana da América. O primeiro será o de mostrar a todas as agências policiais que esse problema deve ser encarado com seriedade, devido à sua gravidade. O segundo será a monitorização em tempo real de casos de abuso animal nos 50 estados norte-americanos, compilados em relatórios mensais pelas autoridades locais.

 

Estudos mostram que crianças que torturam ou matam animais podem repetir essa violência contra as pessoas quando crescerem. Sendo assim, enquadrar os crimes contra animais no mesmo nível de assassinatos é uma forma de agir com mais rigor contra quem maltrata animais e, indirectamente, impedir que essa pessoa aja com violência contra algum ser humano.

 

O director de aplicação da lei para o Monmouth County SPCA, Victor “Buddy” Amato, afirmou que o FBI está a caminhar para um próximo nível e que as pessoas estão a levar o combate à crueldade animal mais a sério. “Um crime violento, e se não for controlado, leva a coisas maiores”, disse.

 

Estudos comprovam

 

Segundo estudos do FBI cerca de 80% dos psicopatas começam os seus crimes cometendo abusos contra os animais. Como já foi mostrado pela jornalista colaboradora da ANDA, Fátima Chuecco, na série “Matadores de Animais”, que aborda o universo dos serial killers, são inúmeros os exemplos, dentre eles o conhecido Caso Dalva, no Brasil, e casos como o dos assassinos Edmund Kemper e Edward Leonski, dos Estados Unidos.

 

Dalva Lima da Silva viveu 10 anos da sua vida fazendo-se passar por protectora de animais, e durante esse tempo, matou-os fazendo uso da injecção letal, até que, em 2012, foi apanhada em flagrante, tentando desfazer-se dos corpos de 37 cães e gatos. O laudo pericial atestou que todos os animais estavam saudáveis, inclusive uma cadela que teve a sua região peitoral perfurada 18 vezes numa tentativa cruel de localizar o coração para injectar o líquido que a mataria de forma extremamente dolorosa.

 

Edmund Kemper foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de oito mulheres, dentre elas, a sua avó. No entanto, antes de começar a matar pessoas, ele já praticava actos de extrema crueldade contra os animais, decapitando gatos e atirando em pássaros quando tinha apenas 13 anos de idade.

 

Já Edward Leonski foi condenado à forca, em 1942, por ter estrangulado três mulheres, crimes justificados por ele como uma forma de conseguir as vozes delas. Mas, assim como Kemper, ele também treinou os seus actos de psicopatia em animais, utilizando agulhas para cegar pássaros na infância, acto que pode ter ligação com o canto das aves.

 

De acordo com a jornalista Fátima Chuecco, os alvos predilectos dos psicopatas são “criaturas frágeis, ingénuas, indefesas, fáceis de enganar, capturar e manter sob o seu domínio – e os animais enquadram-se em todos os itens, assim como as crianças, mulheres e idosos que, numa segunda etapa da vida de um psicopata, podem tornar-se seus alvos”.

 

Sendo assim, é preciso olhar para essa questão de outra forma, tendo consciência da necessidade de punir severamente quem comete abusos contra animais e, além disso, ver essa punição como uma prevenção que impede posteriores vítimas humanas.

 

Fonte:

http://www.anda.jor.br/06/04/2015/crueldade-animal-sera-considerada-crime-sociedade-fbi

(Este texto foi transcrito para a Língua Portuguesa)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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A evolução, a honra e o destino honesto de Portugal está nas mãos do povo português

 

Façam o favor de usar o material genético do cérebro e pensarem como HOMO SAPIENS SAPIENS ETHICUS, no momento de votarem…

 

Aqui ficam algumas ideias…

 

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Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro

 

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Rui Barbosa foi um ilustre e sábio jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro.

 

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Desconheço quem é João Azevedo, mas que diz uma grande verdade, lá isso diz.

 

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Marcus Tullius Cícero foi um ilustre filósofo, orador, escritor, advogado e político romano

 

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Joseph Ernest Renan foi um célebre escritor, filósofo, filólogo e historiador francês

 

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Raphael Gouvea Monteiro, escritor, palestrante consultor

https://www.facebook.com/raphaelgouveamonteiroescritor

 

***

Será preciso dizer mais alguma coisa?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:52

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015

ABOLIÇÃO DAS TOURADAS À CORDA NOS AÇORES

 

Tal como os Açores estão melhores sem a caça à baleia, também os Açores ficarão melhores sem touradas à corda.

 

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Certíssimo, e estamos a caminhar para lá…

 

Fonte:

https://www.facebook.com/800414200007846/photos/a.800820156633917.1073741828.800414200007846/811979382184661/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Terça-feira, 14 de Abril de 2015

VÁRIAS CENTENAS DE DEFENSORES DOS ANIMAIS JUNTARAM-SE NA PRAÇA DO COMÉRCIO PARA DAR VOZ AOS QUE NÃO TÊM VOZ PARA SE DEFENDEREM DOS SEUS ALGOZES

 

Aconteceu em Lisboa, no passado Sábado, dia 11 de Abril, um facto ocultado pelos “grandes” media, vassalos do lobby tauromáquico, constituído por parasitas que vivem à tripa forra à custa dos impostos dos portugueses.

 

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Eis um panorama do cordão humano pelos animais não humanos, realizado na Praça do Comércio, em que podemos ver, não 50 pessoas (como os da prótoiro apregoaram, não surpreendendo, pois a matemática não é o forte dessa “gente”), e também não dezenas de pessoas (como noticiaram dois diários online) mas algumas centenas de Seres Humanos que exercem o superior dever cívico de defender os indefesos.

 

Estiveram presentes vários grupos e associações e cidadãos a título individual, clamando melhor protecção para os animais em Portugal, e alterações legislativas que permitam alcançar esse objectivo.

 

Esta iniciativa teve o propósito de mobilizar a sociedade civil para esta causa, que também é nobre, e «educar e sensibilizar a população para o tema, embora essa tarefa devesse competir ao Estado. Porém, são as associações de protecção dos animais que estão a assumir esse papel do Estado, apesar de terem parcos recursos», salientou Rita Silva, presidente da Associação Animal, promotora desta acção.

 

Ora acontece que só se mobiliza a sociedade civil e se educa e sensibiliza a população se estes acontecimentos chegarem a todos os portugueses, e essa é uma tarefa dos órgãos de comunicação social, que aqui falharam redondamente, por estarem ao serviço não das populações, como é da ética jornalística, mas do abetesgado lobby tauromáquico.

 

Rita Silva esclareceu ainda que a Associação Animal «continua a condenar as touradas, não porque os Touros e Cavalos sejam mais importantes do que os outros animais, mas porque Portugal é um país em que muita gente, inclusivamente o legislador, ainda aceita que se barbarizem animais, cobrando bilhetes e ainda por cima dando subsídios encapotados, que são pagos pelos contribuintes, o que é inaceitável.»

 

Por sua vez, Ricardo Oliveira afirmou ter ido propositadamente de Vila Franca de Xira a Lisboa, acompanhado dos seus amigos, para participar nesta iniciativa e defender, entre muitas outras coisas, que «em Portugal é urgente acabar com as touradas, onde se maltratam seres vivos»; e Sheila Cristiano, com um dos seus cães ao colo, referiu «ser altura de agravar as penas para quem maltrata os animais e criticou o comportamento de certos criadores que maltratam as fêmeas e os machos unicamente a pensar no lucro da venda dos animais

 

Entre a multidão que, entretanto se foi avolumando, encontrava-se o deputado do PSD, Cristóvão Norte, um dos autores da lei de criminalização de maus tratos e abandono de animais de companhia, que confirmou «ainda haver um longo caminho a percorrer, em termos legislativos, nomeadamente em alterar o estatuto jurídico dos animais, de modo a distinguir os animais das coisas, o que lhes daria maior protecção, fazendo votos para que a Assembleia da República continue a legislar no sentido de uma protecção jurídica mais ampla para os animais, naquilo que seria um «passo civilizacional significativo».

 

Ora no passado Sábado, dia 11 de Abril, deu-se um passo significativo na luta pelos Direitos dos Animais, de todos os animais, não excluindo, como os legisladores portugueses excluem, os Touros e Cavalos, os animais utilizados nos circos e os que servem para a alimentação dos humanos, os quais são barbaramente, cobardemente, cruelmente torturados, uns para diversão de uma minoria inculta, e outros por mera maldade.

 

Esperemos que a Assembleia da República também dê o mais depressa possível, o passo civilizacional que é necessário dar, para que Portugal entre no rol dos países civilizados e evoluídos.

 

Até lá seremos o que somos: o Portugal das mentes pequeninas.

 

Fonte:

Agência Lusa

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:44

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UM HOMO SAPIENS ETHICUS QUE FAZ A DIFERENÇA NESTE NOSSO MUNDO ONDE PREDOMINA O CAOS

 

 

Eduardo Galeano partiu para outra dimensão, mas deixou-nos uma herança ética.

 

Ele era um preclaro exemplar do Homo Sapiens Ethicus.

 

 

Se TODOS os Seres Humanos tivessem esta ESSÊNCIA…!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:24

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

Meninos que sonham ser toureiros e quando forem grandes querem matar Touros

 

Esta é uma realidade anormal, felizmente abrangendo poucas crianças, em Portugal. Mas as poucas que abrangem fazem com que uns poucos mundos se despedacem contra o rochedo da ignomínia.

 

A estas crianças roubaram a infância. E elas nunca terão a oportunidade de dizer como as crianças normais: eu quero ser barbeiro, ou bombeiro, ou padeiro, ou engenheiro, ou atleta, ou aviador, ou médico, ou agricultor, tudo profissões dignas de um adulto que se desenvolveu dentro dos parâmetros saudáveis de um ser humano.

 

E pensar que estes “sonhos” de meninos, que querem transformar em monstros, são acalentados por progenitores irresponsáveis e por governantes incompetentes!

 

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Jovens alunos da Escola de Toureio da Moita em tourada na praia, com (cobardes) “garrochistas”

 

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Aposento da Moita: uma pega à beira-rio...

Fotos D.R., @João Ribeiro Telles, @João Moura Jr. e aficionadosdamoita.blogspot.com

 

O que vemos nestas imagens aconteceu no dia 7 de Março de 2015 (portanto há pouco tempo) em pleno areal da Praia do Rosário, na Moita do Ribatejo, um lugarejo onde ainda não chegou a civilização.

 

Sim, no areal de uma praia pública, que o SEPNA e a autoridade marítima consideram um local muito adequado para se protagonizar uma animadíssima "tourada", com montadores de cavalos, toureiros a pé, forcados e garrochistas.

 

Garrochistas não são mais do que uns cobardes montados em cavalos, agarrados a umas lanças compridas com pontas aguçadas a que chamam “garrochas”, para “picar” os indefesos bovinos, todos muito novinhos, porque ali há crianças, menores de idade, a aprenderem estas práticas bárbaras e cruéis, a aprenderem a ser monstros como os adultos.

 

Esta funçanata de broncos foi organizada pelo clube taurino da Moita, que é a “coisa” mais “coltural” lá da terra.

 

E é este tipo de “divertimento” que os mui ilustres autarcas da Moita têm para oferecer às indefesas crianças, a quem não dão oportunidade de evoluir.

 

E depois não querem que se diga que fazer “isto” a uma criança é um crime, ou seja, é cometer uma transgressão ao direito delas a uma vida mentalmente sã e íntegra.

 

Fonte:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/03/inedito-figuras-em-tourada-na-praia-do.html

 

***

Agora leia-se com atenção este ESPANTOSO texto, publicado na revista VISÃO.

(Os negritos e os itálicos são da lavra da autora deste Blogue, e a correcção do texto em AO90 é automática.)

 

Meninos que sonham ser toureiros

 

O Parlamento aprovou uma lei - já contestada na ONU - que prevê o acesso à profissão de artista tauromáquico aos 16 anos. Mas começa-se bem mais cedo. Há miúdos que ainda nem sabem ler e já dominam as bandarilhas.

 

Gonçalo Alves tem nove anos e frequenta a Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita desde os seis. Ao final do dia, três vezes por semana, só tem olhos para o capote. O seu sonho? "Quero ser veterinário e matador de touros", declara, convicto. A sua afición surgiu por influência do progenitor, que é toureiro a cavalo. "A minha mãe só me deixou vir para aqui porque já estava habituada ao meu pai", diz, de forma rápida mas tímida. Com o seu corpo franzino, já enfrentou bezerros, e jura que não teve medo.

 

O treino é feito ao som de música sevilhana, que toca bem alto num rádio portátil antigo. "Mestre! Está bem se fizer assim?", ouve-se, vezes sem conta, durante as quase três horas em que os 30 alunos da Moita praticam os passos de capote, de muleta na mão, ou correndo atrás da tourinha, uma espécie de bicicleta com uns cornos na ponta e um fardo de palha, ou assento almofadado, onde se espetam as bandarilhas.

 

O mestre destes aspirantes a toureiros é Luís Vital Procuna, matador de touros há uma década. Também a sua paixão pelo toureio a pé começou bem cedo, quando tinha sete anos. "Sempre gostei deste mundo, cresci aqui, em frente à praça de touros". Foi na arena da Moita que toureou a primeira bezerra. Matou o primeiro touro em Barrancos, aos 11 anos.

 

A participação de menores em touradas sempre foi polémico, mas o assunto voltou à ribalta após a aprovação, em Março, na Assembleia da República, de uma nova lei que estabelece o regime de acesso e exercício da actividade de artista tauromáquico, permitindo a profissionalização aos 16 anos.

 

A participação de amadores na festa brava é, contudo, possível a crianças de idade inferior, desde que a sua participação seja comunicada à Comissão de Protecção de Menores (embora não seja necessária a sua autorização). Além disso, a frequência de escolas de toureio permanece sem idade mínima definida para o acesso, sendo usual haver iniciados a partir dos seis anos.

 

O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, que já havia dedicado um relatório a Portugal no ano passado, insurge-se contra a legislação aprovada, considerando que a participação de menores em touradas "constitui uma violação de Direitos Humanos". Até mesmo a assistência do espetáculo tauromáquico deveria, no entender do organismo da ONU, ser apenas para maiores de 18 anos - a nova lei estabelece os 12 anos como idade mínima.

 

"O comité está preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas" e "exorta o Estado português a empreender medidas de sensibilização e consciencialização sobre a violência física e mental associada às touradas e o seu impacto nas crianças". Também o grupo de Direitos das Crianças da Amnistia Internacional pede que "sejam tomadas as devidas diligências para anulação ou rectificação" do diploma agora aprovado.

 

A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Prótoiro) considera infundadas as recomendações das Nações Unidas, acusando esta organização de ter cedido ao lóbi antitouradas: "Querem retirar-nos a liberdade de escolher o modo como devemos viver e educar os nossos filhos."

 

Medo sempre presente

 

Os treinos dos meninos que sonham ser toureiros prosseguem na praça da Moita, indiferentes a esta discussão. Entre eles, destaca-se uma figura feminina, com um casaco do Benfica vestido. Paula Santos tem 15 anos, frequenta o 8.º ano e é a única rapariga inscrita. Diz que sempre foi aficionada e que tudo começou "com uma brincadeira". Mas gostou tanto que ficou. Agora ambiciona ser uma "figura" do toureio, ou seja, conquistar fama e reconhecimento no meio tauromáquico.

 

A seu lado, João Gomes, com a mesma idade, conta que foi o pai quem o incentivou a ir experimentar um treino. Já toureou um novilho e diz que a sensação "não dá para explicar". Sonha tourear em Espanha e quer ser matador. Quando não está na escola ou nos treinos, está mergulhado em vídeos de toureiros, "para aprender mais".

 

Luís Procuna dedica-se totalmente a formar estes alunos, uma vez que está afastado das arenas por lhe ter sido diagnosticada paramiloidose, uma doença degenerativa que afecta o sistema nervoso. O professor de toureio é tratado com carinho e respeito pelos alunos. A maioria tem dificuldades económicas e, por isso, a escola não cobra mensalidade aos alunos (as despesas são suportadas pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, com os apoios da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal da Moita). Os fatos necessários para se apresentarem em corridas são oferecidos pelo mestre e por outros toureiros.

 

Além disso, a maioria tem problemas de comportamento na escola. Na praça, nada disso se nota. E o "mestre" acredita que não lhes ensina apenas a arte do toureio, mas também a serem melhores pessoas e a focarem-se em percorrer um caminho, a alcançarem um objetivo. Concede que estas crianças correm riscos ao escolherem esta profissão. O medo está sempre presente, garante, independentemente da idade. "Enfrentar um touro de 500 ou 600 quilos é enfrentar dois cornos que nos podem tirar a vida."

 

Fonte: http://visao.sapo.pt/meninos-que-sonham-ser-toureiros=f815886

 

***

Isto acontece em Portugal.

Isto é uma forma perversa de maus tratos psicológicos a crianças.

Aqui, algumas crianças não têm o direito de serem crianças.

Aqui, algumas crianças vivem o “sonho” dos outros, de gente que ficou parada num passado obscuro e assente na ignorância.

Aqui, algumas crianças já nasceram velhas e permanecerão eternamente velhas se o governo português e as suas instituições de protecção aos indefesos meninos continuarem a comportar-se como seus algozes.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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ESTE É O “MUNDO” DA TAUROMAQUIA! SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER!

 

 

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Verdades a difundir. Partilhe, p.f. #antitouradas

 

Cavalos colhidos, touros que se refugiam junto às tábuas, que tombam, que aparentam estar cegos, que, já moribundos, são laçados com cordas e arrastados para fora da arena! Tudo isto acontece frequentemente nas touradas.

 

Aconteceu disto, e muito mais, na passada quinta-feira, no Campo Pequeno. E ninguém fala no assunto?! Falamos nós!

 

Que a tauromaquia é uma vergonha, todos/as sabemos. O que muita gente não sabe é que muito do que se passa nas touradas em Portugal é abafado. E este ano, mais do que em anos anteriores, anda nitidamente alguém a pressionar os jornalistas tauromáquicos para que omitam muito, distorçam tudo e tentem passar a imagem de que as touradas são uma beleza!

 

Só assim se explica que os que relataram em directo a tourada decorrida no passado dia 9 em Lisboa, tenham omitido factos como, por exemplo: a colhida de um cavalo, a queda de um touro na arena, ou as dificuldades e degradantes soluções encontradas para retirar à força da arena um animal assustado que aparentava estar cego.

 

É este o “mundo” da tauromaquia! Só não vê quem não quer!

 

Relato em directo coberto de omissões em

http://www.touroeouro.com/index.php//page/event/167

 

e artigo com informações que parecem ter sido escritas a medo em

http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/04/coisas-estranhas-numa-noite-que-se.html)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685.58389.215151238518447/947043798662517/?type=1&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:52

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LEMBRAM-SE DAS TOURADAS REALIZADAS NA PRAIA DA MOITA?

 

Fizeram-se denúncias ao SEPNA, e o SEPNA respondeu assim:

 

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Isto é simplesmente uma VERGONHA.

 

Uma VERGONHA NACIONAL.

 

Quando se sabe que animais foram torturados e feridos neste triste episódio que ocorreu numa praia pública (que só podia ser na MOITA, uma terra onde a civilização ainda não chegou).

 

Veja-se neste link, o que aconteceu, naquela praia, naquele dia fatídico para uns tantos desventurados bovinos: precisamente o CONTRÁRIO do que o SPNA relata.

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tourear-numa-praia-publica-com-a-517251

 

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Repare-se na ponta afiada da lança que FERE o infeliz bovino… um acto bárbaro e COBARDE praticado num espaço que é público.

 

Para que servirão as leis?

 

Para que servirão as autoridades?

 

Vivemos num país à deriva. Sem rei nem roque. Com leis e autoridades que não servem para nada.

 

Sinto VERGONHA. Uma imensa vergonha.

 

Como cidadã portuguesa sinto-me defraudada e indignada.

 

Não podemos confiar nem nas autoridades, nem na justiça, nem nos governantes portugueses.

 

A quem devemos recorrer?

 

A quem?

 

O voto é uma poderosa arma, mas o povo português não sabe utilizá-la para fazer evoluir Portugal.

 

Quanta mediocridade!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:32

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Domingo, 12 de Abril de 2015

A EDUCAÇÃO QUE TEMOS ROUBA DOS JOVENS A CONSCIÊNCIA, O TEMPO E A VIDA

 

(Um magnífico texto que vai ao cuidado do nosso Ministro da Educação e Ciência e restantes governantes portugueses)

 

Quando ouvimos este psiquiatra chileno de 75 anos, temos a sensação de estarmos diante de um Jean-Jacques Rousseau do nosso tempo. Ele conta-nos que esteve bastante adormecido até aos anos 60, quando se mudou para os EUA, tornou-se discípulo de Fritz Perls, um dos grandes terapeutas do século XX, e passou a integrar a equipa de terapeutas do Instituto Esalen da Califórnia. A partir deste momento passou a ter profundas experiências no mundo terapêutico e espiritual. Entrou em contacto com o Sufismo e tornou-se um dos introdutores do Eneagrama no Ocidente. Ele também bebeu do budismo tibetano e do zen.

 

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Claudio Naranjo tem dedicado a sua vida à pesquisa e ao ensino em universidades como Harvard e Berkeley. Fundou o programa SAT, uma integração de Gestalt-terapia, o Eneagrama e Meditação para enriquecer a formação de terapeutas professores. Neste momento, lança um alerta contundente: ou mudamos a educação ou o mundo vai afundar.

 

- Você diz que para mudar o mundo é preciso mudar a educação. Qual é o problema da educação e qual é a sua proposta?

 

O problema da educação não é de forma alguma o que os educadores pensam que é. Acreditam que os alunos não querem mais o que eles têm para oferecer. Aos alunos vão querer impor uma educação irrelevante e estes defendem-se com distúrbios de atenção e com a desmotivação. Eu acho que a educação não está ao serviço da evolução humana, mas sim da produção ou socialização. Esta educação serve para adestrar as pessoas de geração em geração, a fim de continuarem a ser manipuladas pelos cordeiros dos media. Este é um grande mal social. Você quer usar a educação como uma maneira de embutir na mente das pessoas um modo de ver as coisas que irá atender ao sistema e à burocracia. A nossa maior necessidade é evoluir na educação, para que as pessoas sejam o que elas poderiam ser.

 

A crise da educação não é uma crise entre as muitas crises que temos, uma vez que a educação é o cerne do problema. O mundo está numa profunda crise porque não temos uma educação para a consciência. Nós temos uma educação de uma forma que está a roubar as pessoas da sua consciência, do seu tempo e da sua vida.

 

O modelo de desenvolvimento económico de hoje tem ofuscado o desenvolvimento da pessoa.

 

- Como seria uma educação para a qual sejamos seres completos?

 

A educação ensina as pessoas a passar por exames, não em pensar por si mesmas. É um exame no qual não se mede a compreensão, mede-se então a capacidade de repetir. É ridículo, perde-se uma grande quantidade de energia! Ao invés de uma educação para a informação, precisamos de uma educação que aborde o aspecto emocional e uma educação da mente profunda. Para mim parece que estamos presos entre uma alternativa idiota, que é a educação secular e uma educação autoritária, que é a educação religiosa tradicional. Está tudo bem separar o Estado e a Igreja mas, por exemplo, a Espanha, tem descartado o espírito, como se religião e espírito fossem a mesma coisa. Precisamos que a educação também atenda à mente profunda.

 

- Quando você fala sobre a espiritualidade e a mente profunda o que quer dizer exactamente?

 

Tem a ver com a própria consciência. Tem a ver com essa parte da mente da qual depende o sentido da vida. Está-se a educar as pessoas sem este sentido. Tampouco é uma educação de valores, porque a educação de valores é demasiadamente retórica e intelectual. Os valores deveriam ser cultivados através de um processo de transformação pessoal e esta transformação está longe da educação actual.

 

A educação deve também incluir um aspecto terapêutico. O desenvolvimento pessoal não pode ser separado do crescimento emocional. Os jovens estão muito danificados afectiva e emocionalmente pelo facto de que o mercado de trabalho está a absorver os pais que não têm mais disponibilidade para os filhos. Há muita carência amorosa e muitos desequilíbrios nas crianças. Não pode aprender intelectualmente uma pessoa que está emocionalmente danificada.

 

O lado terapêutico tem muito a ver com resgatar na pessoa a liberdade, a espontaneidade e a capacidade de satisfazer os seus próprios desejos. O mundo civilizado é um mundo domesticado e tanto a formação como a criança são instrumentos desta domesticação. Temos uma civilização doente que os artistas perceberam há muito tempo e agora cada vez mais pensadores, percebem também.

 

- A educação parece interessada apenas em desenvolver as pessoas racionais. Que outras partes mais poderiam ser desenvolvidas?

 

Eu enfatizo o facto de sermos seres com três cérebros: temos cabeça (cérebro intelectual), coração (cérebro emocional) e intestino (cérebro visceral ou instintivo). A civilização está intimamente ligada à tomada do poder pelo cérebro racional. No momento em que os homens predominaram no controle político, cerca de 6000 anos atrás, instaura-se o que chamamos de civilização. E não é só o domínio masculino e nem só o domínio da razão, mas também a razão instrumental e prática, que se associa com a tecnologia; é este predomínio da razão instrumental sob o afecto e a sabedoria instintiva que nos tem empobrecido. A plenitude só pode viver numa pessoa que tem os três cérebros ordenados e coordenados. Deste meu ponto de vista, precisamos de uma educação para os seres com três cérebros. Uma educação que poderia ser chamada de holística ou integral. Se vamos educar a pessoa como um todo, devemos ter em mente que a pessoa não é apenas razão.

 

Ao sistema convém que cada pessoa não esteja em contacto consigo mesma e nem que pense por si mesma. Por mais que se levante a bandeira da democracia, ela tem muito medo que as pessoas tenham uma voz e estejam conscientes. A classe política não está disposta a investir em educação.

 

- A educação nos faz mergulhar num mar de conceitos que nos separam da realidade e nos aprisiona na nossa própria mente. Como se pode sair desta prisão?

 

Esta é uma grande questão e é uma questão necessária no mundo educacional. A ideia de que o conceitual é uma prisão requer uma certa experiência de que a vida é mais que isto. Para quem já tem interesse em sair da prisão intelectual, é muito importante ter disciplina para parar a mente, ter a disciplina do silêncio, como praticado em todas as tradições espirituais: cristianismo, budismo, yoga, xamanismo… Parar os diálogos internos em todas as tradições do desenvolvimento humano tem sido visto como algo muito importante. A pessoa precisa de se alimentar de mais coisas do que apenas conceitos. A educação quer aprisionar a pessoa num lugar onde ela é submetida a uma educação conceitual forçada, como se não houvesse outra coisa na vida. É muito importante, por exemplo, a beleza… A capacidade de reverência, admiração, veneração, de devoção. Isto não tem a ver necessariamente com uma religião ou com um sistema de crenças. É uma parte importante da vida interior que está a perder-se, da mesma forma que estão a perder-se belas áreas da superfície da Terra, à medida que se constrói e se urbaniza.

 

- Precisamente quero saber sua opinião sobre a crise ecológica que vivemos.

 

Ela é uma crise muito evidente, é a ameaça mais tangível de todas. Você pode facilmente prever que, com o aquecimento global, com o envenenamento dos oceanos e outros desastres que estão a acontecer, muitas pessoas não poderão sobreviver.

 

Estamos a viver graças ao petróleo e consumimos mais recursos do que a terra produz. É uma contagem regressiva. Quando ficarmos sem o combustível, será um desastre para o mundo tecnológico que temos.

 

As pessoas que chamamos primitivas, como os índios, têm uma maneira de tratar a Natureza que não vem do sentido utilitário. Na ecologia, na economia e em outras coisas, temos dispensado a consciência e trabalhado apenas com argumentos racionais que estão a levar-nos ao desastre. A crise ecológica só pode ser interrompida com uma mudança pelo coração, com a verdadeira transformação que só um processo educativo pode dar. Com isto, eu não tenho muita fé nas terapias ou religiões. Só uma educação holística poderia evitar a deterioração da mente e do Planeta.

 

- Poderíamos dizer que você encontrou um equilíbrio na sua vida nesse momento?

 

Eu diria que mais e mais, apesar de eu não ter terminado a jornada. Eu sou uma pessoa com muita satisfação, a satisfação de ajudar o mundo em que estou. Vivo feliz, se é que se pode ser feliz nesta situação trágica em que todos nós estamos.

 

- A partir da sua experiência, da sua carreira e da sua maturidade, como você processa a questão da morte?

 

Em todas as tradições espirituais é-se aconselhado a viver com a morte ao lado. Você tem de chegar a essa evidência de que somos mortais e que levar a morte a sério não será vaidade. Não tens tanto medo das coisas pequenas, quando tens uma coisa grande com que te preocupas mais. Acredito que a morte só é superada para aqueles que de alguma forma morrem antes de morrer. Um tem de morrer para a parte mortal, para a parte que não transcende. Aqueles que têm tempo e suficiente dedicação e que vão suficientemente longe nesta viagem interior, finalmente encontram o seu verdadeiro eu. E este ser interior ou este ser que é um, é algo que não tem tempo e que dá a uma pessoa uma certa paz ou um sentimento de invulnerabilidade. Estamos tão absortos nas nossas vidas diárias, nos nossos pensamentos de alegria, tristeza, etc.… Nós não estamos em nós, não temos conhecimento de quem somos. Para isso, precisamos de estar muito sintonizados com a nossa experiência de tempo. Esta é a condição humana, estamos a viver no passado e no futuro, é o aspecto horizontal das nossas vidas. Mas desatentos para a dimensão vertical da nossa vida, para o aspecto mais alto e mais profundo, e este é nosso espírito e o nosso ser, e a chave para o acesso é o aqui e o agora.

 

Às vezes vamos estar em busca do ‘Ser’ e às vezes ficamos confusos em busca de outras coisas menos importantes, como a glória.

 

Fonte:

http://estaremsi.com.br/a-educacao-que-temos-rouba-dos-jovens-a-consciencia-o-tempo-e-a-vida/

 

(Texto transcrito para a Língua Portuguesa. Os bolds do texto são da lavra da autora do Blogue).

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:19

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