Quinta-feira, 5 de Março de 2015

DAS ESTRANHAS SENSIBILIDADES NAS REDES SOCIAIS

 

Um texto que diz muito. Um texto que diz tudo.

 

Nunca entenderei nem respeitarei os indivíduos que adoptam um animal para o manterem isolado numa varanda, num terraço, ou para o terem amarrado a uma casota ou uma árvore num quintal.

 

 

 

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Por Filomena Marta

 

São largas dezenas de apelos lançados no Facebook, de outras tantas dezenas de animais sem tecto ou abandonados à sua sorte por gente sem alma nem escrúpulos.

 

A maior parte são gatos Europeu Comum, o vulgar gatinho de rua, mais ou menos bonito, mais ou menos novo. Mas também de cães, maioritariamente SRD, ou seja, Sem Raça Definida. O comum rafeiro.

 

Há animais que estão largos meses à espera de uma adopção. Há casos em que se passam anos.

 

Há apelos que são repetidamente lançados sem haver uma única partilha. Total indiferença.

 

O mesmo acontece com os anúncios colocados para adopção nos sites próprios para o efeito.

 

O caso do Sebastião, por exemplo. Um gato sénior, com cerca de 12 ou 13 anos, meigo e manso, a viver na rua há pelo menos nove anos. Por erro da protectora, é certo, que sempre teve excesso de zelo e um amor que lhe roubou a possibilidade de ser adoptado jovem. Quando as adopções, apesar de serem difíceis, ainda são possíveis. Quando o caso do Sebastião chegou até mim tratei de o divulgar com pedido de uma adopção generosa, de alguém que pudesse dar um resto de vida confortável a um velhote. Partilhas = 0 e respostas igualmente nulas.

 

Há sempre o mesmo problema. Há mais gente a abandonar do que a adoptar. Há um profundo egoísmo e individualismo na nossa gente. Há falta de amor pelos animais, também. Mas é pior ainda. A inteligência de grande parte das pessoas que por nós passam é idêntica à de uma pedra da calçada. Isso leva a que tenha de ser feito um acompanhamento cerrado das adopções e a que várias vezes as coisas não corram bem pra o animal e este tenha de ser retirado aos adoptantes.

 

Coisas tão básicas e óbvias como preparar a casa para a chegada do animal não são cumpridas. O comedouro é um velho tupperware sem tampa e nem uma cama se compra para que o animal não tenha de dormir no chão duro e frio. Resultado da forma como os animais são vistos por uma excessiva faixa do nosso povo inculto e incivilizado: é só um animal, é uma coisa.

 

Um adoptante que até podia ser pior do que é, com ares de macho latino de segunda categoria, queixa-se repetidamente do dinheiro que já gastou com o animal que adoptou. Porque é a castração e as vacinas, coisas essenciais à saúde e bem-estar do animal. Mas não, é uma chatice. Não é a alegria de partilhar bons momentos com o animal e receber dele uma atenção e carinho incondicional. Não é o companheiro que nos acompanha e mitiga a nossa solidão. É um bicho que está a dar despesa. Mas então por que adoptam? Se não é por amor, então porquê?

 

Todos os relacionamentos que encetamos na vida devem ter por base o amor e a amizade. Seja qual for a espécie.

 

Já me passou de tudo pelas mãos. Gente arrogante e desprovida de qualquer sentimento. Gente apenas estúpida. Gente mal-educada e mal criada. Gente desequilibrada. Mas felizmente também gente inteligente, cuidadosa, maravilhosa. Gente que dedica aos animais o respeito, cuidado e amor que merecem e de que precisam. Gente para quem o seu gato ou cão são elementos da família e grandes amigos. Gente generosa que adopta animais de difícil adopção: cegos, amputados, velhos ou portadores assintomáticos de doenças que podem num futuro incerto ser fatais. Pena é que estes sejam a minoria.

 

No nosso atrasado país as pessoas não entendem que haja regras e cuidados impostos para a adopção de um animal. Chegam a ficar escandalizadas quando sabem que há entrevistas aos potenciais adoptantes, que os animais são entregues em casa para se confirmar as condições existentes e que há um acompanhamento posterior à adopção. A triste mentalidade é a de “vou aí escolher um gatinho”. Ninguém “vai ali” escolher uma criança. A responsabilidade de ter um animal é idêntica e isso diz tudo. É um ser vivo que sente e sofre que fica dependente de nós, do nosso amor e do nosso constante acompanhamento e atenção. Não é aquela coisa que se amarra com uma corrente a uma árvore e a quem se dá os restos do jantar.

 

Mas isto é o que se passa com os vulgares gatos e cães cujas ternurentas fotografias são divulgadas vezes sem conta nas redes sociais pelas mesmas pessoas sensíveis, e que recolhem indiferença e não são sequer partilhadas. São redes sociais! As partilhas são importantes para que a informação chegue ao máximo de pessoas possível, porque algures poderá estar um bom adoptante para aquele animal.

 

O que me traz à sensibilidade elitista das pessoas. Partilhei uma cadelinha de raça Yorkshire encontrada perdida ou abandonada, não se sabe. Acredito que perdida, pois estava vestida com uma roupinha de malha. Quem a recolheu, recusou dar o contacto e disse que iria entregá-la no canil municipal. Não me lembro de alguma vez ter tido tantas partilhas por causa de um animal, nem de ter tantas pessoas a dizer “fico com ela”, mesmo sem saberem se tinha dono ou não.

 

Fenómeno idêntico se passa com os gatinhos cinzentos, chamados “azuis”, que apesar de serem simples Europeu Comum são muito parecidos com os gatos de raça Russian Blue (Azul Russo), Chartreux ou Korat. Sempre que um gatinho desses é divulgado chovem contactos vindos dos mais variados idiotas, que adoram ter gatinhos a combinar com a decoração lá de casa. Não seja por isso, porque um belo gato preto vai bem em qualquer decoração, não há nada mais elegante… nem nada que seja deixado tão para o fim da lista, ignorado, escorraçado e rejeitado.

 

Um dia, quiçá, iremos tornar-nos um povo culto, inteligente e evoluído. Afinal, a esperança é última a morrer…

 

Filomena Marta

 

Fonte:

http://petcourrier.com/index.php/pt/edit/633-das-estranhas-sensibilidades-nas-redes-sociais

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:22

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Quarta-feira, 4 de Março de 2015

GOVERNO PORTUGUÊS ESBANJA 310 MIL EUROS NO FILME “GRANDE CIRCO MÍSTICO” MAS NÃO TEM DINHEIRO PARA RECUPERAR A ESCOLA DE MÚSICA DO CONSERVATÓRIO NACIONAL

 

Até quando os portugueses vão permitir que os dinheiros públicos sejam devastados em tortura animal, acto que só conspurca a dignidade humana?

 

Enquanto isso, os alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional estão a passar grandes dificuldades para exercerem uma arte que sublima a alma humana.

 

Que tipo de governo é este?

 

GRANDE CIRCO MÍSTICO.jpg

 

«O "Grande Circo Místico" é um filme dirigido por Carlos Diegues numa coprodução portuguesa, francesa e brasileira que está neste momento a ser realizado em Lisboa (Portugal), e que usa animais do circo de Victor Hugo Cardinali.

 

A intenção de o fazer no nosso país deveu-se à lei que proíbe no Brasil a utilização de animais em circos e que infelizmente ainda não vigora em Portugal.

 

No entanto, não obstante a exploração destes animais, o nosso Governo apoiou esta produção com um financiamento escabroso de 310 000 euros (através do Instituto do Cinema e Audiovisual 110 000 iniciais e posteriormente mais 200 mil euros de apoio no âmbito do programa Coproduções Minoritárias).

 

Assim sendo, todos os contribuintes deste país estão a pagar para se torturem e usarem animais. Segundo uma vez proferiu Victor Hugo Cardinali:

 

«Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada».

 

(Esquece-se Victor Hugo Cardinali que um domador de animais não passa de um desprezível e repugnante CARRASCO de seres indefesos, que não nasceram para ser DOMADOS).

 

Além de usados e explorados, estes animais são submetidos a hediondas torturas físicas e psicológicas.

 

De uma coisa sabemos: com o nosso dinheiro não!

 

 

Optámos, assim, por marcar a nossa acção de protesto em frente ao Palácio da Ajuda, onde se localiza o Gabinete do Secretário Geral da Cultura em Lisboa, na próxima Terça-feira, 10 de Março, às 16h30

 

Por Favor estejam presentes, partilhem o evento ao máximo e façam chegar este protesto o mais longe possível.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/events/1546428132311875/

 

***

VEJAM NESTE LINK QUEM É CACÁ DIEGUES, O REALIZADOR DO ABOMINÁVEL “GRANDE CIRCO MÍSTICO”, QUE NÃO PÔDE SER RODADO NO BRASIL, MAS PODE SER EM PORTUGAL, PORQUE PORTUGAL É O CAIXOTE DO LIXO QUE VEM DE FORA

 

http://www.anda.jor.br/09/02/2015/ignorando-sofrimento-animais-cineasta-insiste-filme-prestigia-circos-exploradores

 

***

11018627_961725063872191_2141781600787007915_n CAC

Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?id=961725063872191&set=gm.1547043182250370&type=1&theater

 

NEM ANIMAIS DIGITAIS. QUE USE OS PARENTES DELE QUE TAMBÉM SÃO ANIMAIS

***

Não queremos e tão pouco apoiamos a exibição deste filme catastrófico de Caca Diegues que faz glórias ao circo mais CRUEL E NEFASTO DO MUNDO POIS TEM EM SEU PRÓPRIO DONO O RELATO QUE MAU TRATA QUALQUER ANIMAL PARA QUE ELE APRENDA A LIÇÃO DO PICADEIRO! É um filme monstruoso e de repúdio total de toda a sociedade dos protectores dos animais , activistas , defensores e afins ..... VAMOS TODOS DIZER NÃO A ESTE FILME SEM VALOR CULTURAL ALGUM. UM VERDADEIRO DESRESPEITO À SÉTIMA ARTE! (Rodrigo Fujisawa).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:55

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Terça-feira, 3 de Março de 2015

ESBANJAM-SE DINHEIROS PÚBLICOS NA PRÁTICA DA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA EM TERRITÓRIO DE PORTUGAL

 

 

Mas não há verbas para melhorar a saúde e as escolas públicas; para apoiar o ensino das artes, nas escolas de música; para bolsas de estudos aos mais carenciados; enfim, não há verbas para o fundamental numa sociedade moderna e evoluída.

 

Mas nunca falta verbas para a incultura e para a prática selvática de torturar seres vivos para divertir pacóvios.

 

Portugal ainda não saiu daquela Idade Média onde a ignorância mais grosseira imperava.

 

Apenas alguns portugueses evoluíram, e nenhum deles detém cargos no poder.

 

DINHEIROS PÚBLICOS1.jpg

 

"O ponto da ordem de trabalhos que não gerou consenso foi a transferência de 25 mil euros para a Associação de promoção e Desenvolvimento da Ilha Branca. O montante destina-se a cobrir despesas com espectáculos musicais e taurinos das festas concelhias e posto à votação verificou-se um empate com dois votos a favor do PS e dois votos contra do PSD. Foi assim necessário usar o voto de qualidade, conseguindo assim aprovar a transferência" (Rádio Graciosa, 2 de março de 2015).

 

Fonte:

https://www.facebook.com/graciosalivredetouradas/photos/a.1405882762957767.1073741828.1405880586291318/1594734564072585/?type=1&theater

 

***

DINHEIROS PÚBLICOS2.jpg

 

Portugal - Dinheiros públicos para ensinar crianças a matar bovinos

Só para a escola de toureio (vulgo antro de violência) de Vila Franca de Xira, que tem cerca de 20 alunos, vão 66 mil euros por ano.

 

(Mas para a fiscalização e limpeza das torres que provocaram o surto de legionella naquele município, e que provocou várias mortes… não houve verbas.)

 

Fontes:

http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=693&id=107366&idSeccao=12408&Action=noticia#.VPMvdbOsV2M

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685.58389.215151238518447/924852507548313/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:18

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O HOMEM PREDADOR ESTÁ AO NÍVEL DOS VÍRUS E DAS BACTÉRIAS QUE FLAGELAM A VIDA NO PLANETA TERRA

 

Uma das razões de achar o ser Humano inviável como “espécie”, é porque somos uma das poucas e rara, entre as demais, que precisa destruir para evoluir. O ser humano mata, sacrifica e destrói tudo por onde passa na sua busca pela evolução, desejo, ganância e ambição... É uma espécie única entre os milhares de criaturas existentes sobre a face da terra, excepto parecido com os vírus e bactérias, que também agem da mesma forma!

 

HOMEM PREDADOR1.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=254663257935032&set=a.231292166938808.52391.100001740791934&type=1&theater

***

PEGADA HUMANA

 

O impacto destruidor das nossas acções é visível no nosso Planeta.

 

A situação da Terra é desesperante. Um número reduzido de habitantes deste Planeta vai causando um dano potencialmente irreversível ao Planeta, esgotando os seus recursos e colocando em risco o futuro de todas as espécies, humanas e não humanas.

 

Os cientistas dizem que se cada um de nós, não reduzir de forma significativa o impacto no meio ambiente, em duas décadas ultrapassaremos o ponto de não retorno, além do qual o planeta mudará irreversivelmente, a despeito de todas as medidas.

 

O grande problema é que a vida não será nada agradável ou sustentável para a espécie humana. O estrago que estamos a fazer é resultado do nosso estilo de vida. Todas as nossas acções exercem um impacto sobre o mundo natural. Assim, qualquer mudança de rotina, desde que acordamos até à hora de voltarmos para a cama é uma oportunidade para podermos cuidar do planeta.

 

HOMEM PREDADOR2.jpg

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=254356554632369&set=a.231292166938808.52391.100001740791934&type=1&theater

 

HOMEM PREDADOR3.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

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Segunda-feira, 2 de Março de 2015

AINDA SOBRE A VOTAÇÃO DE FORCADINHOS IMBERBES COM APENAS 16 ANOS DE IDADE

Vamos lá a ver: em que idade se alcança a maioridade?

 

«Em Portugal, os quadros jurídicos relativamente às problemáticas da delinquência e da criminalidade determinam como patamar mínimo para a imputabilidade penal os 16 anos de idade, dois anos abaixo da maioridade civil que se alcança aos 18 anos. Isto quer dizer que o “menor” do ponto de vista da lei civil não significa o mesmo que o “menor” do ponto de vista da lei penal»

in http://barometro.com.pt/archives/751

 

FORCADO.jpg

Origem da imagem: http://pelostourosvivos.blogspot.pt/2013/02/blog-post.html

Nesta imagem vemos um forcado a sair do campo pequeno, e que ficou tetraplégico, com a aprovação do governo português, da RTP e dos marialvas que foram aplaudir a cobardia da cena. Tinha 26 anos de idade. Estava na flor da idade.

Se tivesse 16 anos de idade, estaria ainda mais na flor da idade. E tudo pode acontecer neste jogo selvático, em que um forcado agride um touro moribundo, e este, com toda a legitimidade e seguindo um instinto que todos os animais, quer sejam humanos ou não humanos, têm, reunindo as derradeiras forças de um verdadeiro herói, defende-se da investida do algoz que o tortura cobardemente. Barbaramente.

***

Ora segundo pudemos ver, há dois tipos de “menores”: o menor sob o ponto de vista da lei civil, que vai até aos 18 anos, e o menor sob o ponto de vista da lei penal que vai até aos 16 anos.

 

Portanto, se um adolescente cometer um crime (seja qual for) antes dos 16 anos, não é responsável pelos seus actos criminosos.

 

Se os cometer dos 16 anos em diante pode ser criminalmente responsabilizado.

 

Agora entende-se por que os deputados da assembleia da república aprovaram a “figura” de forcadinhos imberbes, com apenas 16 anos de idade. Nem barba na cara ainda têm, mas já podem torturar um bovino, “profissionalmente”, com crueldade, cobardia e violência, cometendo um biocídio, ao abrigo da lei.

 

Isto, na realidade, é muito construtivo. É bastante saudável para o corpo e para a mente de adolescentes, que já vivem rodeados de violência por todos os lados.

 

Isto fará parte do DEVER dos governantes?

 

Talvez! Dos governantes que, vendidos ao lobby tauromáquico, hipnotizados por algo que sabemos, agem mecanicamente, como meros robots, e não como homens e mulheres responsáveis e conscientes do seu dever cívico.

 

Quanta vergonha eu sinto destes robots!

 

***

 

Esta notícia correu em vários jornais, e é verdadeira, uma vez que foi aprovado na assembleia da república com os votos contra do PEV (a minoria das minorias que se mantém coerente com os seus princípios) com os votos a favor do PS, CDS/PP e PSD, e a abstenção do Bloco de Esquerda (que desiludiu) e do PCP (que nem é carne nem peixe nestas matérias, pois detém a maioria dos municípios adeptos da selvajaria tauromáquica) que miúdos com 16 anos podem ser forcados.

 

Regulamentar uma coisa destas é francamente indigno de gente civilizada. De qualquer modo, o que deveria ter estado em cima da mesa era a ABOLIÇÃO da selvajaria tauromáquica, e não MAIS UMA REGULAMENTAÇÃOZINHA que não vem acrescentar dignidade a esta já tão abjecta ignomínia.

 

Que as touradas tenham de obedecer a regras de CÓDIGO DE TRABALHO implica que a TORTURA SEJA CONSIDERADA UM TRABALHO.

 

Isto é inaceitável.

 

E uma assembleia de deputados que aprove ou se abstenha em tal matéria é o mesmo que COMPACTUAR com algo absolutamente absurdo e insólito.

 

Os deputados deviam RECUSAR-SE a sequer discutir tal aberração, quanto mais a aprovar seja o que for em relação a esta praga.

 

Isto tudo é uma vergonhosa balbúrdia, que não dignifica a actividade política dos "deputados " da nação. Muito pelo contrário. Só os descredibiliza e desqualifica.

 

E nenhum partido está isento de grandes culpas.

 

Nunca vi nenhum partido propor a ABOLIÇÃO desta barbárie.

 

Andar sempre a remendar o que já está demasiado roto, é chover no molhado.

 

E o que se passou na assembleia dos deputados, desta vez, foi mais do mesmo ou ainda pior: agora sim, temos forcados "profissionais" com 16 anos, ou seja, menores de idade, se bem que imputáveis. Considerou-se "trabalho", a tortura de seres vivos para diversão; mais um remendo que prolonga a continuidade desta obscenidade, e o sofrimento inútil de milhares de bovinos, e de quem se sente impotente para travar esta VERGONHA NACIONAL.

 

Os pequenos partidos, sozinhos, não conseguem nada. É certo.

 

O PEV votou contra. Pelo menos manteve-se coerente. É contra tudo o que diz respeito a esta "coisa" que envergonha até as pedras da calçada portuguesa.

 

Mas é preciso fazer mais. Muito mais.

 

É preciso colocar em cima da mesa a ABOLIÇÃO.

 

E isso ainda não se fez. Porquê?

 

Por que anda a fazer-se que se faz, remendando o fato imundo, esfarrapado e fétido da selvajaria tauromáquica?

 

O que será necessário para propor a abolição desta miséria moral, cultural e social?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

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OS DEFENSORES DOS DIREITOS DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS SÃO UMA ILHA RODEADA DE IDIOTAS POR TODOS OS LADOS

 

A falta que a Cultura Culta faz!

 

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Estou para aqui a pensar que os DEFENSORES DOS DIREITOS DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS são uma ilha rodeada de idiotas por todos os lados.

 

E o pior, é que esses IDIOTAS podem e mandam (não com o meu aval, evidentemente) e fazem o que bem entendem.

 

E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado) meu amigo: eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não humanos?

 

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da assembleia da república; são considerados "coisas" sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não humanos, que de idiotas nada têm, até porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

 

Mas o facto de NÃO SER IDIOTA não traz vantagem, num mundo onde SER IDIOTA faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

 

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

 

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

 

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam mas nada fazem de útil em prol de uma humanidade mais justa para com todo os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora que ditosamente se extingue.

 

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos: «Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando pedra sobre pedra para glória futura».

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

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Domingo, 1 de Março de 2015

AS “PEGAS” DE TOUROS MORIBUNDOS PELOS COBARDES FORCADOS PROVOCAM UM DESMEDIDO SOFRIMENTO AOS ANIMAIS

 

E há quem aplauda! 

E há quem chame a isto “coragem”… 

E há governantes cegos mentais que aprovam esta prática cobarde, violenta e cruel e a considere um “trabalho”…

 

A PEGA.jpg

Fotografia: Planeta dos Touros (campo pequeno, 26 de Agosto de 2010)

(Veja-se a cobardia do forcado diante de um touro embolado, a sangrar, moribundo, que, com valentia, reúne as derradeiras forças, seguindo o instinto de sobrevivência, para se defender do seu carrasco. Por vezes resulta. A maioria das vezes, não.)

 

«As etapas sofridas pelo touro em nome de uma conspurcada tradição…»

 

Momentos pré-pega para os bovinos:

  • Transporte ganadaria-praça, que lhes causa muito stress e os faz perder muito peso;

 

  • Embolação, que inclui o corte e limagem dos cornos sem anestesia, e os deixa ainda mais stressados e debilitados;

 

  • Lide por cavaleiro tauromáquico que dura cerca de 10 minutos e inclui o cravar de arpões de 6 a 8 ferros/bandarilhas, e que os deixa exaustos, devido à sua fraca resistência física e às fortes hemorragias que os ferimentos provocam.

 

Estado dos bovinos no momento imediatamente antes da pega:

  • Assustados, feridos, febris, com dificuldades respiratórias, esgotados e à beira de um colapso.

 

Pega de caras:

 

Os peões de brega – aqueles indivíduos que ao longo da lide vão saltando para a arena com uns panos cor-de-rosa e que cansam ainda mais os touros - preparam o bovino para a pega, colocando-o no sítio em que o cabo (chefe) dos forcados manda, para então se dar início ao cobarde acto, no qual os intervenientes são oito homens, ou oito mulheres, que desconhecem o significado da palavra compaixão.

 

Um desses oito forcados provoca o touro, vociferando e batendo palmas. Os restantes, estão colocados em fila indiana, escondidos atrás daquele, para que o touro não os veja.

 

Enquanto o touro é instigado a investir, evidencia sinais de exaustão, medo e tristeza, como sejam: língua caída, respiração ofegante, emissão de berros, e, muitas vezes, choro. Nas touradas televisionadas, os berros são propositadamente abafados por palavras proferidas pelos comentadores de serviço, e as lágrimas não são mostradas, optando-se nesses momentos pela transmissão de imagens de sorrisos de crianças inocentes ou de poses de figuras públicas que se encontram nas bancadas.

 

Muitos dos bovinos demonstram uma grande falta de vontade de investir. Alguns chegam a escavar a terra com uma das patas dianteiras, olhando na direcção do forcado que os provoca, talvez na esperança de que isso funcione como um aviso de investida que faça, por si só, o homem-ameaça ir-se embora dali.

 

Quando, finalmente, o animal corre em direção ao homem-ameaça, este salta-lhe para a cara, conseguindo, muitas das vezes, agarrar-se ao seu pescoço ou aos seus cornos. O bovino sacode a cabeça na esperança de se ver livre daquilo, mas aparecem, de imediato, mais sete indivíduos para o imobilizar. São os chamados “ajudas”, um dos quais é “rabejador”. Este último, começa por dar vários puxões fortes ao rabo da vítima, para a destabilizar e travar, e após a imobilização, quando já não está nenhum dos seus colegas em cima dela, remata esta cena triste fazendo com que o touro se mova em círculos, para que os colegas possam abandonar o local sem correr qualquer risco de investida.

 

Uma das variantes da pega de caras: agarrar

 

Por diversos motivos, como o touro ser mais manso do que o desejável, ou a falta de habilidade dos forcados, quando se está a tornar difícil concretizar a pega, uma das opções de recurso, algumas vezes tomada, é o grupo, todo em “molho”, atirar-se para cima do animal. Em linguagem tauromáquica, chama-se a esta cruel variante agarrar. Imagine-se o estado em que o bovino fica, com vários homens a caírem sobre os ferros terminados em arpões que tem cravados no corpo!

 

Vivo para os currais:

 

Existem outras variantes da pega de caras e outros tipos de pegas, como a de cernelha, mas, por vezes, após várias tentativas falhadas, nenhuma chega a ser consumada. Quando assim é, diz-se que o touro volta vivo aos currais. Esta expressão diz tudo!

 

***

Via Marinhenses Anti-Touradas (blogue e facebook).

Veja os artigos restantes no álbum original ou no álbum do blogue.

 

Fonte:

http://grito-silenciado.blogspot.pt/2015/02/nos-bastidores-da-violencia-pega-parte.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:35

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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