Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015

MORREU A ESCRITORA LUÍSA DACOSTA

 

Completaria hoje 88 anos

Morreu ontem, no hospital de Matosinhos.

O seu corpo encontra-se no tanatório daquela cidade.

Amanhã será cremado, pelas 10h.

 

Aqui deixo a minha homenagem à escritora cuja vida e obra acompanhei desde 1991, e que considero uma das maiores estilistas da Língua Portuguesa

 

Até sempre, Luísa Dacosta!

 

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Luísa Dacosta em A-Ver-o-Mar (Póvoa de Varzim), em 16 de Julho de 1995

 

Luísa Dacosta nasceu em Vila Real de Trás-os-Montes, a 16 de Fevereiro de 1927, provavelmente num daqueles dias surpreendentes de Inverno que a fadou com o desassossego que distingue os seres marginais.

 

Depois de uma infância e de uma adolescência vividas em liberdade, rodeada de mimo, mas também de vivências que foram determinantes na construção da sua personalidade e que viriam, mais tarde, a ser perpetuadas na sua obra manifestamente autobiográfica, a jovem da província abalou para a capital, onde novas emoções, novas realidades, novos rumos, novas circunstâncias, dariam um novo sentido à sua existência. E quando, em 1944, iniciou a licenciatura em Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a jovem Luísa trazia já em si a força e a coragem que caracterizam a mulher transmontana, facto que, aliado a uma genuína e saudável rebeldia, dela fez um ser indomável, como os seres selvagens que habitam as alturas, daí a sua visão do mundo conter a dimensão dos grandes horizontes. Ao mesmo tempo, possui uma natureza frágil e dócil que, por vezes, permite enredá-la em redes tecidas por mãos misteriosas, ocultas entre a folhagem de bosques, por onde vagueia um tempo sem tempo. O tempo daquela que escreve.

 

Ora um tal ânimo não poderia ser desperdiçado numa vida feita de lugares-comuns, de banalidades, de insignificâncias. Autora de uma obra poderosa, assente em mitos que a habitaram, como o de Tristão e Isolda, Narciso, Ceres, Penélope, e nas suas próprias vivências, acrescida de inegável qualidade literária, registo fragmentário de instantes efémeros que marcam uma existência, com Luísa a realidade mais simples transforma-se num momento raro, feito de palavras que flutuam e dançam ao som de ventos que não sopram, vestem-se de roupagem nova, libertando-se, desse modo, da sua forma banal, transformando-se elas próprias, as palavras, em seres únicos, etéreos, eternos e encantatórios.

 

Com Luísa, a poesia brota de todas as coisas: «Pela janela vem ainda um vago perfume a rosas, mas sem aquela onda sufocante de seiva, de vida, que outrora abafava com seu peso a minha infância, dolorosa, de penetrar o segredo das coisas.» (in Na Água do Tempo – Diário, Quimera).

 

Com Luísa, os enredos são mágicos: «Penélope incansável, a madrugada destece a urdidura dos filtros da noite, apaga a magia das sombras, esfria as estrelas. Mas não cala o apelo mítico, que sobe dos abismos e se desgarra. Como um lamento de ave, ecoa. Paira sobre as águas. Chega até mim.» (in Morrer a OcidenteCrónicas, Figueirinhas).

 

Com Luísa os sons humanizam-se: «Soltou-se, dos abismos, o búzio do vento. Que dor se esfarrapa e franja de encontro aos penedos? Que voz, dolorida, endoidada, cavalgando ondas e crinas de espuma, espraia desesperos e uiva pelas margens da noite? – Meu amor! Meu amor!» (in A-Ver-o-MarCrónicas, Figueirinhas).

 

Com Luísa, o sofrimento é sublimado: «Sombrios, como as raízes da noite, eram os seus cabelos. E os olhos, pesados de amargura, tinham o brilho, incansável, das estrelas. À janela da vida, esperava o amor, o único – sobre o qual o tempo não tem poder.» (in Corpo Recusado, Figueirinhas).

 

Algumas das principais obras de Luísa Dacosta foram escritas no seu moinho de A-Ver-o-Mar, um presente de amor e depois concha de solidão, onde, qual ave de arribação, «só ia de ano a ano» … E, naquele lugar, onde o silêncio e o mar se enlaçam e as gaivotas adormecem a cada entardecer, o moinho, de paredes brancas, foi berço de uma prosa poética, invulgar, porque imbuída dos segredos das águas e dos sons marinhos, e das toadas da terra, quase imperceptíveis, que as noites vazias tornaram reais. Quem lê A-Ver-o-MarCrónicas, não esquece a beleza com que as cenas mais banais do quotidiano das gentes locais são descritas: «A tarde feria-se de sombras, toldava-se dos fumos da ceia. Era chegada a hora em que tudo dói, magoa, sangra, quer seja uma ausência, uma luz, uma pedra.»

 

Além das obras referidas e ainda outras (que incluem o conto, o ensaio, a crítica) escritas para adultos, obras autobiográficas, que encerram o seu peculiar universo, nas quais, como se disse, os enredos são mágicos, os sons humanizados, o sofrimento sublimado, e as palavras, que dizem da recusa, da solidão, do sofrimento, da angústia, são colhidas como quem colhe flores em jardins secretos, habitados por ninfas, a autora, porque dedicou parte da sua vida ao ensino preparatório, escreveu também vários livros para crianças, e, desse modo, ficou do lado do sonho.

 

Antes de conhecer a Luísa Dacosta/Mulher, conheci a Luísa Dacosta/Menina, através dos livros que escreveu para os mais pequeninos, e tal como acontece às crianças, também me deixei seduzir com as histórias próprias da infância, onde, todavia, a realidade nunca está ausente. Mais tarde, descobri, nas crónicas de A-Ver-o-Mar, aquele apelo à inocência das mulheres da beira-mar, sofridas, as quais vivem vidas sem sonhos, (como poderá viver-se sem sonhos?...) e cujo destino se enrola nas águas do grande oceano, que lhes dá o sustento, mas também a morte dos seus homens. Foi a partir de então que comecei a render-me à força da narrativa de Luísa, límpida e ausente de lugares-comuns, e parti para a descoberta daquela que escreve como quem faz renda, arrancando da palavra/bilro novas sonâncias encantatórias, que em nós ficam ecoando como vozes longínquas. Escrita/pintura feita de palavras de água púrpura, rósea, anil, violeta que transforma os textos em recriadas aguarelas, e molda paisagens, seres, emoções, sentimentos…

 

Seguiu-se Morrer a Ocidente, onde a ficção se confunde com a realidade, continuando no domínio das crónicas com sabor a sal. E tal como aquele soldado que, longe da pátria, e a propósito do texto Na Respiração do Tempo, publicado n’ A Vida Mundial escreveu à autora: «... senti o apelo da água... é um renovar tão profundo beber a maresia, a que aqui, a 2000 km do mar, senti nítido o cheiro iodado da Apúlia, pela mão das suas palavras... ler quem tão bem entende o mar, é um murmúrio de livres águas, bem consolador neste quotidiano difícil... Reli há dias... é uma das coisas mais belas, mais íntimas e mais verdadeiras (porque me toca por dentro) que tenho sentido», também eu descobri naqueles textos pedacinhos do meu mundo feito de breves momentos felizes, onde o mar ocupa um lugar relevante (foi à beira-mar que nasci e passei parte da minha existência) e o seu cheiro a algas, as suas gaivotas, as suas águas cantando segredos, ali, naquelas palavras debruadas com os sonhos de Luísa.

 

Mas foi O Planeta Desconhecido e Romance Daquela que Fui Antes de Mim que mais me impressionou, enquanto leitora. Trata-se de uma obra trespassada de mágoa e de melancolia, se bem que ateada de palavras escritas com saber, que nos lançam no sublime enfeitado de caos, e dão-nos, nua e cruamente, a dimensão da realidade que somos e, sobretudo, para onde vamos, cativos de um tempo que nos desfigura o corpo e nos arrasta até à outra margem da vida. Um livro belo que celebra as emoções, mas também a palavra. Uma vez mais.

 

Quando é urgente fugir do mundo e da realidade, a leitura é o meu porto de abrigo, e são dois os mestres que me ajudam nessa fuga: Pablo Neruda e Luísa Dacosta.

 

Pablo leva-me «ao pé dos vulcões, junto aos ventisqueiros, entre os grandes lagos, ao fragrante, ao silencioso, ao emaranhado bosque chileno... onde afundo os meus pés na folhagem morta... e sinto o aroma selvagem do loureiro»... (in Confesso que Vivi).

 

Luísa «faz-me resistir à vida, ao desgaste do tempo, à morte do corpo, ao apagar das alegrias, ao vazio circundante, ao corte das raízes, à não publicação dos (também meus) sonhos a morrer na gaveta...» (in Na Água do Tempo).

 

É neste universo, entre a cadência da vida e a beleza das palavras que se move Luísa Dacosta, sem dúvida, um dos nomes mais expressivos da Literatura Portuguesa Contemporânea. Contudo, devido, talvez, à sua recusa em enveredar pela vulgaridade e pelo mediático, conceitos tão entranhados na sociedade actual, cúmplices de uma gritante cegueira cultural, que, infelizmente, tanto valoriza e cultua a mediocridade, uma escritora de tal importância, inclusive, estudada nas universidades do nosso País e até no estrangeiro, não tem merecido, por parte dos media, o justo reconhecimento, nem a oportuna divulgação.

 

Disse-me, certa vez, um dos seus editores: «Os livros dela não se vendem». Como pode vender-se algo que não é adequadamente promovido? Como pode vender-se algo que não está ao alcance das pessoas? Como pode vender-se algo de que não se tem conhecimento? Em que livrarias estão os livros de Luísa Dacosta, para que as pessoas possam, ao menos, folheá-los? Em que Feiras do Livro estão os livros de Luísa Dacosta, para que as pessoas possam vê-los e, possivelmente, comprá-los?

(…)

Não estarão os livros de Luísa, (…) encerrados em sacos pretos, esquecidos nos recantos mais escondidos das livrarias? As palavras-chave para que um livro se venda são: promover, divulgar, mostrar…E o que não existe, passará a existir. E o que não se vende, talvez passe a vender-se. Não é assim que acontece com os autores que vendem, ainda que alguns não tenham a mínima qualidade literária? Se a má literatura se vende, por que não há-de vender-se a boa Literatura?

 

Dar a conhecer o universo da mulher/escritora, com o intuito de despertar os leitores para a sua obra, e de os acompanhar na descoberta do seu mundo, imensamente fértil em palavras delicadamente cerzidas, que são as suas, é o objectivo principal deste livro. Trata-se de um trabalho que, de modo algum, pretende ser académico ou erudito, crítico ou de análise linguística. É apenas um olhar, o meu olhar, despretensioso, de leitora e admiradora da escrita de Luísa Dacosta; a experiência de uma jornalista que segue o percurso literário da escritora desde 1984; uma abordagem pessoal, tendo também em conta o que vivi com a escritora, ao longo de vários anos, e o conhecimento do seu modo desassossegado de ser, e do seu pensamento irreverente.

 

A ideia não é a de analisar a sua obra sob o ponto de vista literário – para tal, há especialistas como Glória Padrão, José Augusto Seabra, Albano Martins, Paula Morão, Ramiro Teixeira, José António Gomes e Alzira Seixo, entre outros – embora, inevitavelmente, possa deambular, uma vez ou outra, e muito vagamente, por esse campo. O cerne de Luísa Dacosta – «no sonho, a liberdade...» é o de acolher o todo – quem escreve e o que escreve – numa visão meramente jornalística, mais próxima do leitor comum, colocando esta questão básica: quem é Luísa Dacosta? E partindo-se do pressuposto de que conhecendo-se aquela que escreve melhor se compreende aquilo que escreve, atinge-se o âmago do meu objectivo: falar da obra de um dos nomes maiores da criação literária portuguesa contemporânea, dos seus motivos, e do que ao redor dessa obra se foi construindo.

 

Aliás, penso que todos os que gostam verdadeiramente de ler interessam-se por ler os livros daqueles de quem conhecem o pensamento, o modo de ser, de ver as coisas e de estar no mundo, conseguindo, desse modo, olhar com outros olhos a sua obra.

 

Partindo da infância, passando pela adolescência, pela juventude, pela publicação do primeiro livro até à actualidade, a minha ideia foi a de reunir numa só obra o saber da menina/mulher que escreve livros, por que os escreve, e como os escreve, aproveitando excertos das suas obras, para ir divagando sobre as coisas do seu universo, e aprofundar um pouco mais o seu pensamento, entremeando com alguns episódios que tive a oportunidade de vivenciar com a autora, procurando despertar o leitor comum para a obra desta que, à margem do mundo, é, sem dúvida, repito, uma das mais fascinantes escritoras portuguesas do século XX, pelo modo como usa a palavra.

 

Penso que a análise puramente literária da obra de um escritor interessará, talvez, prioritariamente aos estudiosos de Literatura, por isso, a ideia foi realizar um trabalho que conquiste os muito cultos, mas também, e essencialmente, os menos eruditos, para que não só possam ter acesso, como interessar-se por uma obra tão inexplicavelmente colocada à margem do rio literário que por aí vai serpenteando, pejado de ervas ressequidas, a que, também inexplicavelmente, é consagrado o melhor “adubo”.

(…)

Luísa fez da Língua Portuguesa um ninho, onde ninhou palavras que se assemelham a pássaros: livres e belos no seu voejar. Por isso, atrevo-me a dizer que o seu mundo é mais além, é o dos tais seres selvagens que habitam as alturas. E, dessas alturas, Luísa Dacosta pode contemplar horizontes infinitos e lançar as suas palavras a ventos que não sopram, porém, o paraíso literário estará sempre onde estiver um livro seu...

 

LUÍSA DACOSTA2.jpg

Luísa Dacosta, na Foz do Douro (Matosinhos) em 29 de Julho de 2003

 

Há muito que acalentava a ideia de fazer uma longa entrevista a Luísa Dacosta, com o intuito de dar a conhecer a dimensão do seu mundo literário, tão pouco divulgado nos órgãos de comunicação social, e tão mal acarinhado pelos seus editores. Um desperdício. Uma blasfémia. Uma lacuna que entendi necessário preencher. Mas o que fazer quando os textos escritos sobre Cultura, uma determinada Cultura, não merecem o melhor acolhimento nas páginas dos jornais? Qual deles se interessaria em publicar uma longa entrevista sobre uma escritora não mediática, não da moda, não “light”, como outras que tantas parangonas têm merecido?

 

Esperei o momento certo.

 

Nos finais do ano de 2002, propus à autora a entrevista, depois de verificar que o seu último livro, O Planeta Desconhecido e Romance da que Fui Antes de Mim, uma admirável urdidura ao redor da velhice e de um tempo que já foi mas ainda nos pertence, andava alheado das montras das livrarias e das páginas dos jornais, e, desse modo, o seu nome continuava a ser esquecido. Tão injustamente.

 

A proposta foi aceite. E naquela tarde de 22 de Abril de 2003, desloquei-me a Matosinhos, onde, no recato do apartamento da escritora, numa sala acolhedora, rodeada de recordações: retratos, pinturas, quase todas ilustrações dos seus livros, obras de arte, esculturas, livros, flores, pequenos objectos de grandes afectos, sentada diante daquela que escreve iniciei a entrevista, propriamente dita, que se prolongou exactamente até ao dia 22 de Julho de 2003. Sempre às terças-feiras, ao início da tarde. Entre as 14h30 e as 16h30. Nessas duas horas, a conversa fluía, e as palavras iam ficando registadas num pequeno gravador. Terminada a tarefa imposta para cada tarde, no recolhimento da casa, lanchava-se, um lanche onde não faltava o chá, uma especialidade da escritora. Um chá que variava de sabores. Devo dizer que nunca havia tomado chá de pétalas de rosas. Um requinte de Luísa Dacosta, aliás, também uma excelente cozinheira. Um dote de mulher transmontana, nas artes de bem receber.

 

Mas voltando ao lanche, além do chá, não faltavam pãezinhos especiais, com manteiga e compota, biscoitos, por vezes, bombons e outros mimos, com que Luísa me deliciava. Enfim, um lanche requintado, na sua simplicidade de lanche.

 

Outras vezes, íamos à pastelaria «Chá das Cinco», um espaço acolhedor, discretamente decorado à moda antiga, situada na avenida Brasil, na Foz do Douro, onde tomávamos ora chá, ora batido de manga com doce, “scones” ou torradas, enquanto conversávamos amenamente sobre os casos e ocasos da vida. Depois, dávamos um passeio à beira-rio, e aproveitávamos para maldizer (e o termo é mesmo esse) certas coisas deste nosso mundo conturbado: os políticos e as políticas, a incultura, e também a imundície que nos rodeava, naquelas calçadas que calcorreávamos, a falta de civismo dos que alcunho de “portuguesinhos”, que atiram tudo para o chão, apesar dos recipientes de lixo, espalhados pelos lugares. Lamentável, porque a marginal da Foz do Douro é um lugar lindo, onde podemos dar belas caminhadas se nos alhearmos da imundície que nos rodeia.

 

E o mar ali tão perto, belo e poderoso, enrolando as suas águas, naquelas praias da foz, pejadas de lixo, mas também de rochas negras, esverdeadas, avermelhadas, prateadas... Rochedos, aos quais ambas nos rendíamos, seduzidas pela sua beleza, à luz, magnífica, do entardecer.

 

Luísa Dacosta recebeu-me sempre com aquele seu sorriso afável, ainda tão de menina. E esta sua presença humana transformou o encontro entre jornalista e escritora numa afectuosa cumplicidade, e a entrevista, no longo desabafo de um ser que vive à margem do mundo, numa quase forçada solidão, por sentir e pensar de um modo muito mais além.

 

Ciosa da sua privacidade, a escritora só falou do que entendeu poder partilhar connosco, sem trair as suas mais íntimas vivências. Segredos só seus. Há coisas que são só nossas, e não devem nunca sair de nós. Porém, o que foi dito faz jus ao espírito livre de Luísa.

 

Dos episódios mais marcantes da sua vida, apenas falou de alguns, poucos. Dos afectivos. De algumas amizades. Não quis falar dos vivos. Mas evocou os mortos, mesmo aquele que não conheceu pessoalmente, mas com o qual se correspondeu e teve uma grande influência na sua vida, como adiante se verá: o Padre Joaquim Alves Correia, exilado na América, mesmo post de mortem. Depois houve o seu encontro com o amigo António José Saraiva, que foi também muito importante para a sua ligação à Literatura e a um conhecimento mais profundo da Língua e de certos autores. E também os dois anos (o que lhe consentiu a vida) de convivência e amizade com Irene Lisboa, embora nem sempre estivessem juntas: Irene, mais em Lisboa, Luísa, doente em Portalegre. Porém, a força combativa da escrita daquela escritora, sufocada por autoras de segundo plano que estiveram mais em voga e tiveram outra aura, foi muito importante para Luísa. Por último, a David Mourão-Ferreira Luísa deve a colaboração no Colóquio/Letras e o apoio à sua obra para a infância, que até certa altura nunca tinha sido comprada pela Gulbenkian. E a David, diz Luísa, deve essa respiração.

 

in Luísa Dacosta - «no sonho a liberdade…» - Um livro sobre a vida, a obra e o pensamento de Luísa Dacosta.

 

***

Faz hoje precisamente 9 anos que o livro foi lançado, no Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim (16 de Fevereiro de 2006), uma prenda de aniversário, pela passagem dos 79 anos da escritora.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:53

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DECLARAÇÃO DE CAMBRIDGE SOBRE A CONSCIÊNCIA EM ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS

 

Especialmente transcrita para dirigir os governantes portugueses que ainda não sabem que um Touro e um Cavalo são animais, e que entre os animais, eles são mamíferos, e que como todos os animais não humanos são tão sencientes como os animais humanos

 

SENCIÊNCIA ANIMAL.png

Os animais são sencientes, emotivos, conscientes, inteligentes. A ciência já confirmou isso em relação a algumas espécies, mas sabe-se que isso se aplica a muitas mais espécies, ouso mesmo dizer, a todas as espécies.

E não esquecer, que antes do homem, já existia vida animal, e que o homem não é a medida de todas as coisas, nem o dono do mundo, e muito menos da Vida.

 ***

 Publicamos aqui a Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos, escrita por Philip Low e editada por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch.

 

A declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, no dia 7 de Julho de 2012, na Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, no Churchill College, da Universidade de Cambridge, por Low, Edelman e Koch.

 

O texto foi assinado pelos participantes da conferência na presença de Stephen Hawking, na sala Balfour do Hotel du Vin, em Cambridge.

 

A declaração foi publicada no site da Francis Crick Memorial Conference (fcmconference.org).

 

A tradução é de Moisés Sbardelotto (e adaptada para a Língua Portuguesa pela autora deste Blog).

Eis o texto.

 

Neste dia 7 de Julho de 2012, um proeminente grupo internacional de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais cognitivos reuniu-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência consciente e comportamentos relacionados em animais humanos e não humanos.

 

Embora a pesquisa comparativa sobre esse tópico seja naturalmente dificultada pela inabilidade dos animais não humanos, e muitas vezes humanos, de comunicar clara e prontamente os seus estados internos, as seguintes observações podem ser afirmadas inequivocamente: - O campo da pesquisa sobre a consciência está a evoluir rapidamente. Têm-se desenvolvido inúmeras novas técnicas e estratégias para a pesquisa com animais humanos e não humanos. Consequentemente, mais dados estão a ser disponibilizados, e isso pede uma reavaliação periódica dos preconceitos previamente sustentados nesse campo. Estudos com animais não humanos mostraram que circuitos cerebrais homólogos, correlacionados com a experiência e a percepção conscientes, podem ser selectivamente facilitados e interrompidos para avaliar se eles são necessários, de facto, para essas experiências.

 

Além disso, nos humanos, novas técnicas não invasivas estão a ser disponibilizadass para se examinar os correlatos da consciência.

 

- Os substratos neurais das emoções não parecem estar confinados às estruturas corticais. De facto, redes neurais subcorticais estimuladas durante estados afectivos em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões cerebrais gera comportamentos e estados emocionais correspondentes tanto em animais humanos como em não humanos. Onde quer que se evoque, no cérebro, comportamentos emocionais instintivos em animais não humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com estados emocionais conhecidos, incluindo aqueles estados internos que são recompensadores e punitivos.

 

A estimulação cerebral profunda desses sistemas nos humanos também pode gerar estados afectivos semelhantes. Sistemas associados ao afecto concentram-se em regiões subcorticais, onde abundam homologias neurais. Animais humanos e não humanos jovens sem neocórtices retêm essas funções mentais-cerebrais. Além disso, circuitos neurais que suportam estados comportamental-eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão parecem ter surgido evolutivamente ainda na radiação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e em moluscos cefalópodes (por exemplo, polvos).

 

- As aves parecem apresentar, no seu comportamento, na sua neurofisiologia e na sua neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência quase humanos têm sido demonstradas mais marcadamente em papagaios-cinzentos africanos. As redes emocionais e os microcircuitos cognitivos de mamíferos e aves parecem ser muito mais homólogos do que se pensava anteriormente. Além disso, descobriu-se que certas espécies de pássaros exibem padrões neurais de sono semelhantes aos dos mamíferos, incluindo o sono REM e, como foi demonstrado em pássaros mandarins, padrões neurofisiológicos, que se pensava anteriormente que requeriam um neocórtex mamífero. Os pássaros pega-rabuda [1] em particular demonstraram exibir semelhanças notáveis com os humanos, com grandes símios, com golfinhos e com elefantes em estudos de auto-reconhecimento no espelho.

 

- Nos humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado a uma ruptura nos processos de feedforward e feedback corticais. Intervenções farmacológicas em animais não humanos com componentes que sabidamente afectam o comportamento consciente nos humanos podem levar a perturbações semelhantes no comportamento de animais não humanos. Nos humanos, há evidências para sugerir que a percepção está correlacionada com a actividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições de processos subcorticais, como na percepção visual. Evidências de que as sensações emocionais de animais humanos e não humanos surgem a partir de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem provas convincentes para uma qualia [2] afectiva primitiva evolutivamente compartilhada.

 

Nós declaramos o seguinte: "A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afectivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente com a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".

 

Notas da IHU On-Line:

1 - A pega-rabuda ou pega-rabilonga (Pica pica) é uma ave da família Corvidae (corvos). A pega-rabuda é comum em toda a Europa, Ásia, Norte da África e América do Norte.

2 - Qualia (plural de quale) é o nome que se dá na filosofia da mente para as qualidades subjectivas das experiências mentais, como a experiência pessoal das cores, da sensação de ouvir música, dos odores, das dores etc.. Alguns filósofos não fazem uma distinção forte entre qualia e consciência. Os qualia são subjectivos e privativos à pessoa individual.

 

Fonte:

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos

Origem da foto: https://oholocaustoanimal.wordpress.com/2014/12/05/depois-de-2-500-estudos-ja-nao-e-hora-de-declararmos-a-senciencia-animal-provada/

 

***

E agora que os governantes portugueses já foram informados sobre a consciência dos animais não humanos, não têm qualquer razão lógica e racional para continuarem a excluir os Touros e os Cavalos do Reino Animal, e a manter esta coisa execrável e mais primitiva do que as práticas dos humanóides, e a que se dá o nome de selvajaria tauromáquica.

 

Depois disto, insistir neste erro é passar um atestado de infinita ignorância a vós próprios.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:45

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Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

O AFICIONADO E CRISTALINO MARCELO (REBELO DE SOUSA) “DIESTRO DAS ARENAS”, CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA?

 

Li a notícia no jornal «O Mirante», com direito a este cartoon, onde pode ler-se: «Foi a ver muitas faenas desde pequenino que aprendi a ter este jogo de cintura que tanto jeito me dá na política».

 

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E não pude deixar de sorrir: «Ora aqui está uma indumentária e um discurso muito sugestivos para o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa apresentar no Palácio de Belém, se alguma vez conseguir que o elejam Presidente da República»

 

A notícia é a seguinte. Assim… tal e qual:

 

«O aficionado e cristalino Marcelo

 

O famoso comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Virtudes, aldeia de Azambuja, para participar numa tertúlia onde falou sobretudo de temas nacionais, como as próximas eleições presidenciais em que poderá ser candidato, segundo o que se vai lendo na comunicação social nacional. Ou seja, o professor falou para o auditório ribatejano daquilo que habitualmente vai falando no seu espaço de comentário semanal na TVI, não abrindo muito o jogo relativamente à região onde se encontrava.

 

Por isso, O MIRANTE teve de fazer pela vida e ficou a saber que, por exemplo, o professor universitário é um entusiasta da festa brava que não se indigna com a morte do toiro na arena. Uma opinião cristalina, e politicamente incorrecta para alguns sectores, que lhe pode arranjar ódios de estimação e até custar alguns votos caso seja candidato a Presidente da República. No entanto, o Cartoon da Notícia acredita que o professor Marcelo saberá contornar esses potenciais obstáculos com a habilidade discursiva que o caracteriza e o seu famoso jogo de cintura, digno de um diestro das arenas.

 

***

 

Senhor Professor Doutor catedrático, “diestro das arenas”, Marcelo Rebelo de Sousa, isto é que é! Estará em plena campanha eleitoral, a mostrar aos eleitores incultos o seu “famoso jogo de cintura” com que tenta carambolar os mais incautos?

 

Mas há mais…

 

MARCELO2.jpg

 

Aqui vê-se Marcelo Rebelo de Sousa, o “diestro das arenas”, naquela que foi a primeira edição da chamada "Tertúlia do Convento", realizada no Convento de Santa Maria das Virtudes, no concelho de Azambuja, onde proferiu palavras incríveis, que se não estivessem escritas, e se mas contassem apenas, eu não acreditaria, porque nunca me passaria pela cabeça que uma pessoa com tantos títulos académicos, pudesse cair tão baixo.

 

Veja-se o título da notícia que foi publicada no jornal “O Mirante”: (Marcelo Rebelo de Sousa) um adepto da festa brava que não fica “indignado” com os toiros de morte”…

 

Como disse?

 

Que era adepto da festa brava todos já sabíamos, mas esta de não ficar “indignado” com os Touros de morte, não sabíamos… Mas agora que sabemos que o “jogo de cintura” que joga na política, para distrair o zé-povinho, e é digno dos cobardes diestros das arenas, já começamos a entender…

 

MARCELO NA TERTÚLIA.jpg

 

Ora nesta notícia podemos ler que nessa tertúlia, Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre o seu gosto pela tauromaquia afirmando que «considera incompreensível, o facto de haver pessoas e movimentos que se opõem à realização de touradas em Portugal.» Afirmou ainda que não se vê como um “homem das cavernas” ou um “troglodita”, como por vezes são classificados os aficionados pelos activistas anti-touradas, e o professor universitário deu o exemplo de Pablo Picasso, que era um amante de toiros e tinha uma visão de esquerda”, ou do próprio Manuel Alegre que além de ser político e poeta é caçador e gosta de touradas”.

 

Mas esqueceu-se o “professor universitário” de dizer que Pablo Picasso era um indivíduo cruel para com os seus próprios filhos e para com as mulheres que dizia “amar”. E isso diz muito do carácter de quem gosta de ver torturar seres vivos (sejam humanos ou não humanos).

 

Quanto a Manuel Alegre é caçador, e isso diz tudo de alguém que faz emboscadas a seres vivos no seu habitat natural para os matar cobardemente… É poeta? É. Mas em lado nenhum está escrito que os poetas devem ser humanos e ter bom carácter. Os poetas, os pintores, os escritores, os professores catedráticos…

 

Mas ainda disse mais, o “diestro das arenas” (gostei desta designação). Disse que «viu corridas com os melhores toureiros de todos os tempos, tanto em Portugal como em Espanha, e embora tenha a noção do efeito que a sua opinião possa causar junto das entidades defensoras dos animais, afirma que não é contra os toiros de morte. “Já assisti diversas vezes a faenas sensacionais que terminaram com a morte do toiro, sobretudo em Espanha, e não me lembro de ter ficado indignado com o facto. Em Portugal há quase uma tradição contra isso desde o tempo do Marquês de Marialva”, revelando que é um apreciador da festa brava desde criança.

 

Pois aí está a explicação: desde criança. É em criança que se forma o carácter. E o carácter de Marcelo Rebelo de Sousa assentou numa má formação educacional, com base no visionamento de tortura de seres vivos para se divertir. Como poderia não ser aficionado? É que nas Universidades não se ensina o carácter. E o facto de ter conhecimentos não é o mesmo que ser Culto. Ser culto é o contrário de ser bronco, parafraseando a também aficionada, Lili Caneças, com a sua célebre frase «estar vivo é o contrário de estar morto!» Estão bem um para o outro.

 

Quanto ao Marquês de Marialva… quanto tempo já passou e ainda estão nessa época? Pois é daí que vem o termo “marialvas” que são aqueles da “classe alta” (como os políticos) que ainda frequentam os antros de tortura de bovinos indefesos, inocentes e inofensivos.

 

Como é possível, Senhor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, deixar-se envolver nas lamas deste charco de águas fétidas, que é a selvajaria tauromáquica e o seu mundinho inculto, cruento, muito abaixo do mundo do “homem das cavernas” ou dos “trogloditas” que não consta que torturassem animais para se divertirem.

 

E ainda tem a pretensão de se candidatar a Presidente da República?

 

Para envergonhar Portugal bastou Jorge Sampaio, a quem Barrancos, a terra dos broncos, deve uma estátua.

 

Fontes:

http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=691&id=106853&idSeccao=12351&Action=noticia#.VN4_qk-zWmx

 https://www.facebook.com/jfaveirasdebaixo?fref=photo

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:02

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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

«Então não sabem que matar Gatos Pretos dá azar, e se for a uma sexta-feira 13 o azar prolongar-se-á por sete longos anos, tantos, quantas as vidas dos Gatos, que são precisamente sete?»

 

1282554750454[1].jpg

 

Hoje é sexta-feira, dia 13 do mês, que calha ser o de Fevereiro.

 

Hoje, no mundo obscuro dos ignorantes, torturam-se e matam-se gatos pretos, porque o gato preto está conotado com “demónios” que só existem no crânio vazio de pessoas acéfalas.

 

E tudo começou no tempo em que as trevas dominavam o mundo.

 

Acreditava-se então, que uma velha, muito velha, carcomida, má e feia, tida como bruxa, e que vivia numa gruta isolada, no meio de um monte, necessitava de comer a carne de gatos que fossem sacrificados às sextas-feiras, em sua honra, para evitar que ela, a velha, não saísse pelas povoações, nas noites sem lua, e lançasse feitiçarias aos homens, tornando-os impotentes, pois ela, a velha, acreditava que os esqueletos dos gatos deste modo sacrificados, e comida a carne deles, lhe dava (à velha) a garantia da longevidade, por ela tão ansiada.

 

E como já naquele tempo, o cérebro dos homens, com problemas de virilidade, estava alojado entre as virilhas (como nos mostra esta espectacular escultura), todos os homens das povoações ao redor do monte da velha, apressavam-se a sacrificar todos os gatos pretos que encontrassem pelos caminhos, nas noites de sexta-feira.

 

ESCULTURA DE CAPOTE.jpg

Escultura de Yoan Capote

 

Contudo, por mais gatos que matassem, os homens que tinham problemas de virilidade, continuavam impotentes, e a velha ria-se, com uma boca de um dente só.

 

Até que se gerou uma pequena revolução, e então a velha disse, que a matança dos gatos só resultaria se os homens os matassem a uma sexta-feira, dia 13 de um qualquer mês.

 

E assim foi feito.

 

E também assim se deu início a um costume bárbaro, que se prolongou até aos dias de hoje, não se sabe bem porquê, até porque a velha acabou por morrer, muito, muito carcomida. Os homens, que tinham problemas com a virilidade deles, continuaram a tê-los, e as mulheres, desesperadas, começaram, também elas, a matar gatos pretos nos dias 13, de sextas-feiras de um qualquer mês, com a esperança de… pois… isso mesmo que estão a pensar.

 

Mas quantos mais gatos matavam, mais azar tinham… E nem sequer davam por isso.

 

Até que uma outra velha, menos velha, surgiu por aquelas bandas, e disse: «Então não sabem que matar gatos pretos dá azar e se for a uma sexta-feira 13 o azar prolongar-se-á por sete longos anos, tantos, quantas as vidas dos gatos, que são precisamente sete…

 

Ouviu-se um burburinho… Mas ninguém acreditou.

 

E até hoje, homens e mulheres continuam a torturar e a matar gatos pretos, indiferentes aos sete anos de azar, e nem sequer se dão conta disso.

 

Ah! Qual o nome da velha, muito velha?

 

Chamava-se Senhora Maria da Ignorância.

 

E o da velha, menos velha?

 

Esse não sei, mas poderia ser qualquer coisa como Maria Vai a Caminho da Evolução?...

 

É que ainda há-de aparecer uma outra velha que dirá que torturar e matar gatos pretos, em pleno século XXI da era cristã, é coisa da Senhora Maria da Ignorância, que viveu no tempo das trevas.

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

O PAPA FRANCISCO ABENÇOARÁ O PADRE FRANCISCANO VÍTOR MELÍCIAS QUE ABENÇOA TORTURADORES DE TOUROS?

 

10372010_741585202550804_1524417168098318590_n[2].

... e excomungado seja tal padre franciscano…

Origem da foto

http://farpasblogue.blogspot.pt/2014/06/famosos-ontem-em-santarem-i.html#links

***

 

Esta “bênção” foi efectuada a 8 de Junho de 2014, pelo padre franciscano Vítor Melícias, numa sessão prática de selvajaria tauromáquica realizada em Santarém, que juntou um amontoado de “famosos” sádicos parados num tempo antes da existência dos humanóides (que à beira destes vips do século XXI da era cristã era gente muito civilizada).

 

É algo que D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, poderia debater com o Papa Francisco, aquando da sua deslocação a Roma, no próximo Sábado, para receber o barrete cardinalício.

 

***

 

Entretanto não é descomedido lembrar que a Igreja Católica, oficialmente condena a prática da selvajaria tauromáquica.

 

A Bula do Papa Pio V

 

A 1 de Novembro de 1567, o Papa Pio V publicou uma bula denominada “De salute gregis dominici”, que a dada altura impõe:

«(…) Nós, considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas, na medida das nossas possibilidades, com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição (…) a celebração destes espectáculos (…)».

 

Fonte:

Bullarum Diplomatum et Privilegiorum Sanctorum Romanorum Pontificum Taurinensis editio”, tomo VII, Augustae Taurinorum, 1862, pág. 630-631.

 

***

Esta “proibição” foi decretada em 1567, e como não foi revogada por nenhum Papa desde então, mantém-se em vigor, isto é, deveria manter-se em vigor, mas a igreja católica faz vista grossa a esta bula.

 

Porquê?

 

O que faz a igreja católica, em 2015, quanto a esta matéria?

 

São perguntas quer gostaria de ver respondidas, e que já as fiz, mas não obtive resposta.

 

Porquê fazer tanto “mistério” ao redor de algo que nada tem a ver com a misericórdia e com a piedade cristãs?

 

Para mais esclarecimento sobre o tema A IGREJA CATÓLICA E A TOURADA sugiro este link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/201627.html

 

 

***

Entretanto, Sua Eminência Reverendíssima D. Manuel Clemente poderia levar este assunto ao Santo Papa Francisco, pois todos temos a certeza de que condenará todas as iniciativas de festejar Santas e Santos católicos com a abominável selvajaria tauromáquica, e excomungará todos os padres católicos aficionados de tortura de seres vivos.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:53

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

CARTA ABERTA AO SENHOR DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA

 

Posso entender o desconhecimento numa pessoa que não teve acesso à Cultura Culta.

 

Mas jamais o compreenderei em alguém que teve o privilégio de frequentar uma Universidade.

MARCELO.jpg

 

Exmo. Senhor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

 

Ouvi V. Excelência, um destes dias, na sua rubrica do telejornal da TVI, dar os parabéns aos forcados de Santarém, pela passagem do aniversário daquele grupo.

 

Confesso que, apesar de saber que V. Excelência é um aficionado assumido da selvajaria tauromáquica (constando na lista dos que ficarão perpetuados no Livro Negro da Tauromaquia em Portugal, o que lhe retira todo o prestígio que poderia ter e não tem), nunca imaginei que tivesse a baixeza de vir a público dar os parabéns a um bando de cobardes que tortura touros já moribundos, em grande sofrimento e agonia, para “deleite” de um ajuntamento de sádicos, quando tinha o dever de combater esta ignomínia.

 

Não saberá o senhor doutor Marcelo Rebelo de Sousa que a selvajaria tauromáquica faz parte da “cultura” dos broncos, é a “arte” dos broncos, é a “tradição” dos broncos e a “identidade cultural” dos broncos?

 

Não saberá V. Excelência que a selvajaria tauromáquica é um costume bárbaro, herdado dos bárbaros espanhóis de antanho, e absolutamente rejeitada pela sociedade moderna, civilizada e culta?

 

Sempre me intrigou o facto de “personalidades” (felizmente um número insignificante), que tiveram acesso à Cultura Culta, estarem envolvidas em algo que faz parte do que de mais vil existe no ser dito “humano”: a crueldade, a maldade, a impiedade, a insensibilidade, a falta de empatia para com seres indefesos, inocentes e inofensivos. O facto de gostarem de ver um ser vivo a ser torturado cobardemente, barbaramente. Gostarem de ver rasgar-lhes as carnes, e o sangue a jorrar das feridas que dilaceram o corpo e a alma que também eles têm.

 

Tenho feito esta pergunta a muitas dessas “personalidades” e até hoje nenhuma foi capaz de me dar uma resposta lógica e racional para um comportamento apenas compreensível (mas ainda assim inaceitável) em gente de muito baixo nível cultural, moral e social.

 

Ainda não tinha tido oportunidade de fazer a pergunta a V. Excelência.

 

Aqueles “parabéns” inusitados feriram a minha sensibilidade e fizeram a ocasião.

 

Por que é que um homem que frequentou o Ensino Superior; é membro da Junta Directiva da Fundação da Casa de Bragança, desde 1994; é Licenciado em Direito e doutor em Ciências Jurídico-Políticas; é professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde exerceu as funções de presidente do Conselho Directivo, do Instituto da Cooperação Jurídica, do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas e do Conselho Pedagógico; e que foi também professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa; professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, bem como da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa; foi negociador do ante-projecto da Faculdade de Direito da Universidade de Bissau e presidiu à Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, e é doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto; foi dirigente do PSD; como é que um homem que se diz católico é aficionado da selvajaria tauromáquica, como se nunca tivesse tido a oportunidade de evoluir?

 

Posso perguntar a V. Excelência o que está por detrás de uma mente (que poderia ser brilhante, mas não é) para ter uma atitude absolutamente inexplicável á luz da mais básica racionalidade?

 

Vossa Excelência terá conhecimento de que a “indústria” da crueldade e da violência gratuitas sobre animais inocentes, indefesos e inofensivos enfrenta em todo o mundo civilizado uma grande contestação moral, e a sua actividade sangrenta e obscura suscita, nos tempos que correm, grande repulsa ética, social e cívica, não só em Portugal como em todo o mundo?

 

Saberá Vossa Excelência que apoiar a selvajaria tauromáquica, em pleno século XXI da era cristã, contra toda a evidência imparável da evolução necessária e inerente a um país em que apenas uma minoria (muito, muito minoria...) inculta e ignorante persiste em perpetrar uma prática que horroriza, é negada e afasta quase 90% da população portuguesa, que não só repudia esta “diversão” de broncos, como todas as outras práticas que se baseiam em maltrato de animais, como circos, lutas, caça e pesca desportivas, tiro aos pombos…, é passar a si próprio um atestado de inferioridade mental?

 

Vossa Excelência saberá que a selvajaria tauromáquica não tem mais lugar numa sociedade civilizada, e que o ser humano evoluiu no sentido de cada vez mais respeitar o sofrimento e a vida dos animais não humanos (uma vez que animais somos todos nós) e, por esse motivo, essa selvajaria tem vindo a ser repudiada e proibida em muitas cidades e regiões, nos (apenas) nove países onde tal barbárie ainda é permitida por governantes que ficaram cristalizados no passado muito remoto?

 

Vossa Excelência saberá que a selvajaria tauromáquica é, de facto, uma actividade bárbara que não serve absolutamente nenhum interesse do ser humano, e de um País, mas apenas o ego doentio de uma minoria inculta e nociva às sociedades modernas, que insiste em alimentar e perpetuar um “gosto” mórbido, desassisado e sádico de se divertir à custa do sofrimento atroz de um animal herbívoro, que nasceu para pastar tranquilamente nos prados?

 

Vossa Excelência desconhecerá que a selvajaria tauromáquica promove a violência gratuita, deseduca as crianças que a elas assistem, inclusive provocam-lhes traumas (estudos psiquiátricos provaram-no com grande clareza), representam uma afronta à ciência, que já demonstrou e provou sobejamente que os Touros e os Cavalos são animais sencientes e conscientes tal como nós, animais humanos?

 

Vossa Excelência não saberá que em 7 de Julho de 2012, um grupo de neurocientistas de renome internacional, declarou pela Universidade de Cambridge que todos os mamíferos, aves, répteis e outros animais de várias espécies, além de serem sencientes têm também consciência? Quer isto dizer, que têm plena noção do que se passa à sua volta e que, tal como o animal humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e emocional, como dor, tristeza, medo, stress, pânico, mas também alegria, amor e emoção. (Ver o link)

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos

 

Vossa Excelência terá conhecimento de que a UNESCO, em 1980 declarou a tauromaquia como «a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espetáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura"?

 

Porquê, sendo Vossa Excelência um homem com formação “superior” acoita na sua bagagem humana, algo tão desumano, tão cruel, tão sangrento e tão do foro da psicopatia como é a selvajaria tauromáquica?

 

Conseguirá Vossa Excelência ter uma explicação lógica e racional para esse seu gosto mórbido pela tortura de seres vivos? Pelo sangue? Pelo sofrimento? Uma atitude que nem o mais sábio dos sábios compreende?

 

Vossa Excelência é considerado um homem inteligente. 

 

Mas há dois tipos de inteligência: a inteligência luminosa e a inteligência tenebrosa.

 

Será V. Excelência uma inteligência tenebrosa? Não quero crer. Mas se é, será algo que se pode remediar. Pois se desconhecia todas estas alegações, agora já sabe. E tem oportunidade de optar.

 

E pretende V. Excelência candidatar-se a Presidente da República Portuguesa?

 

Aguardando que Vossa Excelência possa fazer a diferença, e dar-me a gentileza de uma resposta racional que justifique a crueldade exercida gratuitamente sobre um ser vivo para que V. Excelência possa aplaudir, envio-lhe os meus cumprimentos, que só não são os “melhores” porque V. Excelência, por enquanto, não os merece.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:09

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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

PARA OS GOVERNANTES PORTUGUESES “ARTISTAS” SÃO APENAS AQUELES QUE PRATICAM A “ARTE DOS BRONCOS” OU SEJA A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

 

A esses, os governantes portugueses chamam-lhe “artistas tauromáquicos”, aos quais dão todo o apoio financeiro e mais algum.

 

Os outros, os que cantam “Acordai” à porta do Ministério da Educação, os músicos, enfim, os que se dedicam às Artes Cultas, são tratados como o rebotalho da Cultura Portuguesa.

 

Isto só acontece num país governando por mentes absolutamente terceiro-mundistas

JE SUIS PROFESSOR.jpg

Origem da foto:

http://observador.pt/2015/02/05/ministerio-tem-luz-verde-tribunal-de-contas-para-pagar-varias-escolas-ensino-artistico/

 

ACORDAI.jpg

Fotos: António Cotrim/Lusa

 

Os professores das escolas de ensino artístico manifestaram-se esta segunda-feira em frente ao Ministério da Educação, com um concerto em protesto pelos salários em atraso.

 

Os manifestantes transportaram instrumentos musicais, outros optaram por levar cartazes, com expressões "um país sem artistas é um país de curtas vistas".

 

Mas não é o país que tem curtas vistas. São os governantes.

 

Para esses (os governantes) apenas os “artistas tauromáquicos” contam…

 

Está prevista a presença de professores, alunos, pais e encarregados de educação de Ponte de Lima, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Setúbal, Ourém, Tomar, curiosamente, municípios que se fartam de esbanjar dinheiros públicos em práticas selváticas tauromáquicas

 

O ensino artístico especializado em Portugal envolve 110 escolas particulares e cooperativas, com cerca de 24 mil alunos e 3.500 professores, e já foram suspensas aulas em várias escolas.

 

No entanto os 12 antros (ou fábricas de monstrinhos) a que chamam “escolas de toureio” continuam abertos e a tirar a inocência de crianças, ministrando-lhes aulas de violência e crueldade contra bovinos bebés.

 

E ninguém fala disto. Não convém?

 

A manifestação de hoje terminou com o coro Lopes Graça a interpretar o "Acordai", com música de Fernando Lopes Graça e letra de José Gomes Ferreira.

 

Como um pouco de Cultura Culta não fará mal a ninguém, aqui deixo a letra e a música…

 

ACORDAI

homens que dormis

a embalar a dor

dos silêncios vis

vinde no clamor

das almas viris

arrancar a flor

que dorme na raiz

Acordai

acordai

raios e tufões

que dormis no ar

e nas multidões

vinde incendiar

de astros e canções

as pedras do mar

o mundo e os corações

 

Acordai

acendei

de almas e de sóis

este mar sem cais

nem luz de faróis

e acordai depois

das lutas finais

os nossos heróis

que dormem nos covais

Acordai!

 

 

***

ACORDAI GOVERNANTES!

PORTUGAL PRECISA DE EVOLUIR URGENTEMENTE!

Fonte:

 http://observador.pt/2015/02/09/ensino-artistico-da-concerto-em-frente-ao-ministerio-contra-atraso-nas-verbas/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

DEFENDER A TORTURA E MORTE DE UM SER INOCENTE SOB A APARÊNCIA DE ARTE, CULTURA E TRADIÇÃO É INOMINÁVEL…

 

Llegar a defender la tortura y la muerte de un inocente ser bajo la fachada artística, cultura y tradicional, no tiene nombre...

 

TAURICIDA.jpg

 

SER TAURICIDA É O MAIS BAIXO A QUE PODE CHEGAR UM SER “HUMANO”

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:19

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EIS O QUE FALTA AOS QUE PRATICAM, APLAUDEM, APOIAM E PROMOVEM A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Um cérebro para pensar, um coração para sentir e atitude para gerar empatia pela Vida, pelo Outro, pela Harmonia, pela Paz, pela Humanidade, pela Ética, pela Evolução, pela Civilização, pela Cultura e pela Racionalidade

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***

Agora veja-se uma radiografia dos que praticam, aplaudem, apoiam e promovem a selvajaria tauromáquica

 

15889852-zombie-zombie-comer-cérebro-um-morto-viv

 

Não é triste ter um íntimo assim?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:36

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

FEIRA DE CHOCOLATE NO campo pequeno (EM LISBOA) SERVE PARA SUBSIDIAR A TORTURA DE TOUROS

 

Os 6,50€ que se pagam para entrar no campo pequeno e ir á feira do chocolate servem para subsidiar a TORTURA de Touros, a SELVAJARIA tauromáquica, o costume bárbaro dos BRONCOS.

 

Já sabem, quem for a esta feira está a contribuir para a TORTURA DE SERES VIVOS

1389290198chocolate FEIRA.jpg

© O Chocolate no campo pequeno

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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