A famosa Ponte de Trajano, sobre o Rio Tâmega, é um monumento romano que ainda persiste, emprestando a Chaves uma atmosfera extremamente romântica...
Acabámos de saber que a tourada prevista para o mês de Julho, na cidade de Chaves, já não vai realizar-se.
Por que haveria uma terra, tranquila e bela, como Chaves, ir conspurcar-se com um espectáculo degradante, que só lhe traria má fama?
Felicitamos os responsáveis por esta atitude INTELIGENTE, que salvaguardou o prestígio que sempre teve a Aquæ Flaviæ, designação romana da actual cidade de Chaves, que teve uma importância relevante na província romana da Galécia. Foi centro administrativo de um vasto território que ia do Douro até às nascentes do Rio Tâmega, dominando a exploração de importantes jazidas de ouro.
A cidade terá sido fundada a partir de uma mansio (edifícios construídos à margem das estradas romanas para albergar os oficiais), da via XVII do Itinerário de Antonino e ligava Bracara Augusta (actual cidade de Braga) a Asturica Augusta, (actual Astorga) tendo-se desenvolvido em torno de um importante balneário termal e centro religioso dedicado às Ninfas.
Foram encontrados vestígios deste balneário termal, no Largo do Arrabalde, que, pela sua monumentalidade, demonstram a importância deste centro religioso e terapêutico, que terá persistido até aos finais do século IV d.C.
A famosa Ponte de Trajano, sobre o Rio Tâmega, é um monumento romano que ainda persiste, emprestando a Chaves uma atmosfera extremamente romântica.
Claramente, uma tourada realizada num lugar com uma História tão rica como Chaves possui, seria desonrar os antepassados, que tanto fizeram para que a cidade mantivesse o prestígio de outrora.
O povo do Norte NÃO QUER ser invadido por rituais primitivos, programados por gente inculta, que como está a perder terreno no Sul, anda a “esticar-se” por terras nortenhas, numa tentativa de introduzir o TAURICÍDIO, onde ele não tem o mínimo cabimento.
CHAVES poderá, deste modo, continuar a ser uma cidade límpida e bela como sempre foi, erguida nas margens do Rio Tâmega, onde correm águas tranquilas...
Os apoios públicos às touradas são um GRANDE INSULTO a todos os Portugueses.
Corta-se em tudo:
SALÁRIOS
REFORMAS
COMPARTICIPAÇÃO EM MEDICAÇÃO
SUBSÍDIO DE FÉRIAS
SUBSÍDIO DE NATAL
SAÚDE
ENSINO
EDUCAÇÃO
HABITAÇÃO
JUSTIÇA
CULTURA
ARTE
CINEMA
Enfim... TUDO o que faz falta a uma sociedade que se quer CIVILIZADA.
E o que é que fazem?...
CORTA-SE EM TUDO, MAS PARA AO TAURICÍDIO, ISTO É, PARA TORTURAR SERES VIVOS, PARA DIVERSÃO, HÁ SEMPRE DINHEIRO PROVENIENTE DOS IMPOSTOS DO POVO...
ISTO É OU NÃO É UM INSULTO?
ISTO É OU NÃO É CUSPIR NA CARA DOS PORTUGUESES?
Não seria necessária uma AUDIÇÃO PÚBLICA sobre uma questão tão ÓBVIA.
Contudo, em PORTUGAL as coisas não são tão lineares, porque ainda há MUITAS MENTALIDADES ENLATADAS.
Esperemos que no próximo dia 22 impere a LUCIDEZ e desta audição pública saia o que os portugueses querem ouvir: o FIM DOS APOIOS PÚBLICOS ÀS TOURADAS.
ANA CRISTINA RIBEIRO, Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos pelo Bloco de Esquerda (?), a qual nasceu mulher, o que em princípio lhe daria o privilégio de estar do lado da VIDA (pois é no corpo da mulher que se gera a vida), escolheu estar do lado da MORTE, da VIOLÊNCIA, da CRUELDADE e do SOFRIMENTO de seres vivos.
Salvaterra de Magos elevou o que chama “FESTA” (isto é a TORTURA DE TOUROS) a “Património Cultural Imaterial...»
Ora já todos sabemos que isto vale ZERO, mas tem um significado muito especial: significa que em Salvaterra de Magos a única coisa que a terra tem de mais “cultural” é o TAURICÍDIO.
Pobre terra!
Não vos damos os parabéns. Mas sim os PÊSAMES, pois foi a MORTE que escolheram.
EVOLUAM! CIVILIZEM-SE, POR FAVOR!...
Um estudo assente numa troca de palavras com tauricidas, quando, certa vez, decidi tomar-lhes o pulso, nas páginas deles, no Facebook, não estava ainda bloqueada. Depois disto, bloquearam-me, mas o estudo ficou feito. E o resultado é o que aqui apresento.
Cena do filme «Matador», de Almodovar
Por vezes deambulo pelas páginas dos tauricidas, no Facebook, para lhes “tomar o pulso”.
Quando me permitem, provoco-os, porque “a alma não tem segredo que a conduta não revele”, e é precisamente nessa revelação que podemos conferir o carácter dos tauricidas e dos aficionados.
É que é extremamente importante conhecer a mente deles, para avaliarmos da legitimidade que dizem ter para cometer o tauricídio, e aquilatarmos da permissividade e cumplicidade dos estéreis intelectos das autoridades deste nosso País.
Quase sempre sou bloqueada nessas páginas, talvez pelo modo nu e cru como digo as coisas que os outros também dizem sob uma capa dourada e bem cozinhadas. Ou apenas porque o que digo é dito por uma mulher. E os machistas torcionários odeiam que as mulheres os afrontem.
Ser bloqueada não é coisa que me incomode, nem pouco mais ou menos.
Contudo, desta vez, talvez por ser a página de um evento («Eu vou defender a festa», da "prótoiro"), e não poder bloquear-se ninguém (não sei se é possível, o facto é que não fui bloqueada), consegui ficar ali a “picá-los”, utilizando as palavras como “bandarilhas” (a palavra é a arma com que vou para as “guerras” que travo com os homens predadores do nosso Planeta, e não são só com tauricidas, e nem só com os portugueses).
E obtive resultados magníficos, precisamente os que esperava ter.
Entretanto já havia esgrimido com os torcionários limianos, devido à minha intervenção contra a “Vaca das Cordas” (um ritual também primitivo e irracional que me chocou) os quais me atulharam de matéria-prima, para este “estudo de carácter” a que me propus.
As conclusões a que cheguei resumem-se à frase que deu título a este texto, saída da boca de um forcado (mais do que uma vez) que tem o maior orgulho de o ser, como se pegar um Touro já exaurido, moribundo, mas ainda com um forte instinto de defesa, fosse a maior proeza e a suprema honra do mundo.
Descobri que «vinho, Touros e mulheres» (por esta ordem, segundo o tal forcado) é o lema dos tauricidas, forcados e aficionados, e de todos os que gostam de divertir-se à custa da tortura de Touros, seja em que modalidade for (há muitas variantes do arcaico ritual taurino), tendo sido utilizado várias vezes, por vários indivíduos.
Primeiro é-lhes servido o vinho, pois sem ele não teriam “coragem” de ir para uma arena enfrentar um Touro, ainda que já meio depauperado, pela tortura preliminar a que é sujeito, nos bastidores. O que chamam a “bravura” do Touro na arena é simplesmente o instinto de defesa comum a TODOS os animais, humanos e não-humanos. Podemos comparar o que se passa numa arena entre um Touro e um tauricida, com o que se passava nos circos romanos entre os homens e os leões esfomeados, ou entre dois gladiadores, onde o instinto de sobrevivência dos intervenientes humanos e não-humanos era o que fazia a diferença entre viver e morrer.
Já com o vinho a correr-lhes nas veias, mais do que o sangue, lá vão eles para a arena, de fatinho justo, a marcar-lhes a formas do corpo, e collants cor-de-rosinha, demonstrar toda a selvajaria de que são capazes, mascarando aquelas caras com expressões diabólicas e grosseiras (existem várias fotos que o demonstram), ao mesmo tempo que desvendam o verdadeiro sentido do que os leva ali: a busca da “virilidade” que não têm.
Depois de torturarem o Touro e o Cavalo (quando o tauricídio o requer) com requintes de malvadez, deixando os animais num estado absolutamente deplorável, em extrema agonia, o que lhes acende a chama da tal “virilidade” que buscam desesperadamente, os tauricidas deixam a arena, com ares de heróis bonifrates, a bambolearem-se, tal como aqueles “machos” dos filmes mexicanos de má qualidade.
Saem da arena, com florzinhas nas mãos, e vão para os braços das mulheres, porque só depois do vinho e de descarregarem sobre o Touro toda a imbecilidade que lhes corrói as entranhas, conseguem o que normalmente não lhes é acessível...
Pobres mulheres, aquelas que são casadas! É a única ocasião em que podem ser mulheres...
(Atenção! Isto não sou eu que o digo. São elas).
As outras, bem... lá sabem...
Posto isto, consegui chegar a muitas outras conclusões, bem patentes nos comentários que se seguiram às “bandarilhadas” que lhes mandei, na tal página do Facebook, e noutras onde consegui infiltrar-me, sem que eles se dessem conta de que estavam a ser “toureados”.
Neste estudo, está incluída para cima de uma centena e meia de pessoas de ambos os sexos, ligadas ao tauricídio (portuguesas e espanholas), com quem tive oportunidade de esgrimir ao longo destes dois últimos anos.
Afinal, qual o perfil de um tauricida e dos aficionados, na sua generalidade?
Todos têm algo em comum: pouca ou nenhuma instrução. Mesmo aqueles que se dizem “licenciados”, não demonstram qualquer tipo de saber. O que sabem é resumidamente isto: «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar, porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade...» enfim, uma lengalenga aprendida em criança e que os seguiu até à fase adulta, sem terem questionado o que quer fosse, porue lhes falta a massa crítica.
Da Cultura Culta estão a anos-luz de distância.
Não têm noção alguma do que é a civilidade, a lucidez, o bom senso, e o QI deles é do nível mais baixo.
Possuem uma “coltura” tosca, pobre em pensamentos, palavras e obras. Vivem num mundo redondinho, fechadinho, que não vai além do quintalinho ou das quintas muradas, onde passam os dias. Os horizontes não estão ao alcance deles.
A mentalidade é extremamente rude e enlatada. Cristalizada. Naquelas cabeças não entrará mais nada. Nasceram e cresceram a ouvir que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo, ta ta ta, ta tat ta, ta ta ta...» e vão morrer com essas ideias impingidas logo à nascença.
Não sabem que o Touro é um animal como eles, porque eles também não sabem que são animais. Pensam que são outra coisa. O quê? Não conseguiram explicar.
Sabem também que o Touro nasceu para ser linchado com “honra”, numa arena, porque, dizem eles, é disso que ele (o Touro) gosta. Uma conclusão bem patente nas expressões dolorosas que qualquer pessoa lúcida pode ver na fisionomia dos desventurados animais, no fim da lide, à excepção dos tauricidas, que nem sequer conseguem distinguir um Touro vivo de um Touro moribundo ou morto.
Não conseguem fazer um raciocínio lógico, a partir do mais simples tema.
Não sabem argumentar, nem sequer conseguem alcançar o significado de determinadas palavras.
Misturam alhos com bugalhos, e andam ali às escuras e às voltinhas, sem darem com a saída.
Não são capazes de seguir um discurso que tenha mais do que meia dúzia de vocábulos.
Justificam o injustificável, com insultos, muitos deles dos mais ordinários e violentos que existem, o que não admira, pois condizem perfeitamente com a própria “coltura” deles.
Enfim, demonstram uma incultura crassa, que diz da pobreza do sistema político português que, desde o tempo da ditadura salazarista e do pós-25 de Abril, também combato.
Não interessa aos governantes portugueses um povo culto, instruído, educado. Um povo que saiba raciocinar e que tenha massa crítica. Um povo que saiba separar o trigo do joio (é por isso que temos os governantes que temos).
Um povo culto é, naturalmente, insubmisso. O que não convém aos governantes.
Um povo submisso não lhes faz frente. É mansinho. Diz que sim a tudo. E é disso que os governantes gostam.
Por isso, o nosso sistema de ensino é a pobreza que se vê. Não se ensina para pensar, mas para dizer Ámen.
Por isso, a ignorância e o vil metal são as palavras-chave de toda esta hipocrisia que anda ao redor do tauricídio, uma “tradição” degradante, envolta em rituais primitivos, cruéis e sanguinários, que colocam Portugal entre os países menos civilizados do mundo.
Lidar com esta gente não foi fácil, mas mais difícil é fazer com que os governantes portugueses (quase todos senhores doutores e engenheiros) e a Igreja Católica portuguesa (que abençoa os tauricidas) consigam fazer um raciocínio lógico e acabem, de uma vez por todas, com algo que está alicerçado na ignorância e (pasmemo-nos!) no vinho...
Isabel A. Ferreira
Vejam o que os responsáveis por quinze municípios portugueses querem para «Património Cultural de Portugal»...
DEMITAM-SE! SÃO A VERGONHA DO PAÍS!
Isto pode ler-se aqui:
«Quinze municípios entendem que “há matéria suficiente” para que a tauromaquia seja classificada pelo Estado como “Património Cultural de Portugal”...»
Isto só pode ser uma anedota de muito mau gosto.
ISTO É A ANEDOTA DO ANO DE 2012!
Isto seria o fim da credibilidade de um País.
Isto colocaria o Estado Português no Caixote do Lixo da História.
Que falta de LUCIDEZ, DE INTELIGÊNCIA, DE BOM SENSO...!
A esmagadora maioria dos Portugueses QUER a ABOLIÇÃO do TAURICÍDIO.
Por outro lado, como diz um cidadão português lúcido: «O povo português - excepto uma minoria - gosta de tudo o que é rasca, por isso elege quem é mais rasca do que eles».
Ora aqui está uma grande verdade.
Por que carga de água o Estado Português haveria de ser cúmplice de uma ESTUPIDEZ inominável?
Mas esta gente que está à frente destes municípios terá mesmo a pretensão de ver a TORTURA DE SERES VIVOS classificada de Património Cultural de Portugal?
Só podem estar com o grão na asa. Só podem.
Essa barbaridade será quando muito Património “COLTURAL”, para condizer com a “coltura” dos autarcas.
Não são capazes de fazer um raciocínio LÓGICO?
Tenham VERGONHA! Perderão as eleições todos aqueles que estão a favor do tauricídio.
Os Portugueses estão a abrir os olhos.
O tauricídio é uma tradição DECADENTE.
DEMITAM-SE! DÊEM LUGAR A GENTE CULTA!
VOCÊS SÃO A VERGONHA DE PORTUGAL...
Isabel A. Ferreira
Fizeram-se apelos, enviaram-se e-mails, e os organizadores das Festas da freguesia de Santa Bárbara, em São Miguel, nos Açores, demonstraram SENSIBILIDADE e principalmente INTELIGÊNCIA ao recuarem na intenção de introduzir nos festejos uma “vacada”, um jogo parvo, onde os baixos instintos das pessoas são colocados à prova.
Este cartaz é o exemplo de como pode fazer-se uma festa, sem TORTURAR seres vivos.
Afinal há tanta coisa civilizada que pode divertir o povo!
Felicitamos os organizadores pelo bom senso que demonstraram, e esperamos não mais vir aqui CRITICAR uma iniciativa que não PRESTIGIA A ESSÊNCIA DO SER HUMANO.
É tão fácil ser CIVILIZADO!
A imagem da “coltura” tauricida, em Loureiro, com o “selo de qualidade” espetado no lombo deste magnífico ser, torturado para divertimento dos poucos sádicos que se deslocaram ao recinto da tortura.
Ninguém foi sensível aos apelos ao bom senso e à lucidez, e em Loureiro (Oliveira de Azeméis) aconteceu o que não devia ter acontecido: torturaram Touros, e chamaram-lhe “cultura”, sem qualquer escrúpulo ou conhecimento do significado real da palavra.
Uma vez mais predominou a IGNORÂNCIA.
E este acontecimento de BAIXO NÍVEL, não trouxe qualquer prestígio à terra, ao povo e ao Clube (pelo contrário) e ficou registado, neste vídeo e no texto que transcrevemos (os sublinhados são nossos):
http://www.youtube.com/watch?v=aa-H82thiN4
«No dia 10 de junho, o Clube Hípico de Loureiro, promoveu uma corrida de touros, onde estiveram presentes centenas de pessoas de todo o distrito, mas que não encheu a praça de touros.
Durante os dias que antecederam este evento, houve muitas manifestações nas redes sociais, contra a realização desta iniciativa, tendo inclusive o Bloco de Esquerda estado presente no recinto, para protestar veemente a favor dos animais.
Paulo Carvalho, da empresa "Toiros e Cultura", o organizador desta corrida de touros, falou com o Ribeirinhas e refere que esta corrida tem um selo de qualidade, com as maiores figuras da atividade presentes e que o objectivo é trazer um pouco da cultura do sul do país, para o centro e norte. Sobre as manifestações, desvaloriza-as e refere que 93% das pessoas de Portugal são a favor deste tipo de eventos.
O espectáculo teve nota máxima, cumprindo assim o prometido. O público adorou e pediu por mais, provando deste modo que ainda estão longe os objectivos das associações de defesa dos animais.»
***
Aqui vai o nosso recado para o PAULO CARVALHO, o organizador deste “espectáculo” sempre degradante:
Primeiro: o “selo de qualidade” de que fala está bem visível no lombo do desventurado Touro, que teve o azar de cair nas mãos de homens ignorantes, primitivos e predadores.
Segundo, o objectivo dessa empresa que dirige, não foi trazer um pouco da cultura do sul do país para o centro, o que trouxeram foi “coltura” que é uma coisa bastante diferente de CULTURA, e essa sim traz o selo da IGNORÂNCIA que vive nas terras do Sul.
Nós, os do NORTE não queremos cá essa ignorância.
Terceiro: o Paulo Carvalho não sabe nada de estatística e muito menos LER NÚMEROS. Em Portugal aqueles 93% de portugueses que diz serem a favor deste tipo de “eventos” são de facto CONTRA o TAURICÍDIO, isso está mais do que provado.
Quarto: quanto à nota máxima tem razão. A nota máxima de “espectáculos degradantes” é ZERO. E este, como todos os outros, teve NOTA ZERO, a condizer com o primitivismo e com a parvoíce do evento, o que prova precisamente o CONTRÁRIO: nós, que defendemos a DIGNIDADE HUMANA através do modo como queremos que os ANIMAIS NÃO HUMANOS sejam tratados, estamos cada vez mais perto dos nossos objectivos.
Só os MENTALMENTE CEGOS é que não VÊEM.
Vaca das cordas - Chegada
Envolta em trevas, como o ritual primitivo que se seguirá...
Exmo. Senhor:
Com certeza que V. Exa. estará a par do que se tem passado entre mim, e quase uma centena de limianos (eles dizem que sou a CHACOTA aí da terra) a propósito de uma CRÍTICA que fiz no meu Blogue, sobre o ritual primitivo da “VACA DAS CORDAS”, na qual utilizei determinados termos, que embora fossem adequados às circunstâncias, essa centena de limianos não gostou, colocando à prova um provérbio muito sábio: “A alma não tem segredo que a conduta não revele».
E os “segredos” desses limianos vieram todos à tona, com uma conduta extremamente condenável, de tão ordinária, o que até me impediu de publicar os comentários no Blogue.
Bem, o senhor presidente não tem culpa da incultura desses limianos, mas sendo um homem estudado, pois é Engenheiro, deveria ser o primeiro a dar o exemplo de EVOLUÇÃO, CULTURA E CIVILIZAÇÃO, não permitindo que a bela cidade de Ponte de Lima seja profanada com um ritual primitivo, de que nem os homens das cavernas se lembrariam: amarrar uma desventurada vaquinha à porta da Igreja (aqui o padre tem muita culpa, também), embebedá-la, amarrar-lhe depois os membros com cordas e andar a arrastá-la pela cidade, com um bando de gente alucinada e alcoolizada atrás dela, aos berros, e puxa para cá, e puxa para lá, a fazê-la sangrar, a esmurrá-la e a torturá-la psicologicamente, para puro DIVERTIMENTO.
Um divertimento que só podemos qualificar de ESTÚPIDO, pois há não outro termo dizível que possa classificar tal comportamento.
Será que em Ponte de Lima não há um Pelouro da Cultura que saiba que “tradições” que NÃO DIGNIFIQUEM o ser humano e muito menos os seres não-humanos não são para perpetuar, pois só DESPRESTIGIAM a terra?
Não saberá o senhor presidente que os animais não- humanos não são brinquedos para serem usados deste e de outros modos abomináveis?
Não terá o município uma “carteira” de espectáculos CIVILIZADOS que possa oferecer ao limianos?
Terão ainda de consentir esta prática completamente ignara para divertir o povinho?
Dizem que é “tradição” e as tradições fazem parte da “cultura”. De que cultura? Da cultura parva, certamente.
Portugal TEM DE EVOLUIR.
É um país onde ainda vive um povo com mentalidade enlatada.
Mas a culpa é dos governantes, que também eles não evoluindo, não podem passar a mensagem da EVOLUÇÃO, ao povo que desgovernam.
Espero tê-lo sensibilizado para que possa pensar nesta questão.
Ponte de Lima tem de entrar para o rol das cidades CIVILIZADAS, e enquanto não for abolido esse ritual primitivo e tosco da “vaca das cordas” isso não acontecerá.
Gosto demasiado de Ponte de Lima, para ver o seu nome enrodilhado em bolores antigos, e ficar calada.
Este é o meu contributo para a elevação dessa bela cidade, que não merece ser enxovalhada, com este ritual de tão baixo nível moral e cultural.
Com os meus cumprimentos,
Isabel A. Ferreira
A GARRAIADA É UM DIVERTIMENTO MENOR, DE GENTE COM MENTALIDADE ENLATADA, PARA GENTE DE ESPÍRITO POBRE.
Torturar um Touro por pazer, por diversão, é muito mais do que torturar um animal, é torturar uma consciência... (Victor Hugo)