Comentários:
De José Dores a 4 de Setembro de 2012 às 13:27
Esta coisa de se considerar os forcados e a pega uma coisa de menos tem que se lhe diga, quem é aficionado e gosta de transmitir uma ideia de compreensão pelo touro diz que o que gosta mais é da pega... bem há muito que a dor no touro é assumida por todos dentro e fora da tauromaquia, não está quantificada, mas existe, será que é preciso quantificar, na minha opinião é desumano e ridiculo andar a argumentar que doi pouco ou doi muito, agora do que se trata hoje em dia é que os animais sentem, têm consciência, têm uma qualquer noção do mundo que os rodeia que nós desconhecemos mas que já sabemos que está lá, por isso seja a pega, o transporte até à praça, o curro, as bandarilhas, tudo o que se passa numa tourada se traduz em sofrimento para o touro, já passamos a fase do doi ou não doi, estamos na fase de o touro não é uma coisa, é um ser sensivel, logo divertirmos com o seu sofrimento não é etico.

Será isto muito dificil de entender para que se tenha de repetir isto vezes sem conta... ou será que são os seres humanos com uma visão extritamente utilitária dos outros animais que lhes están a cair mal tudo isto... acho que é mais a segunda hipótese!

Relativamente ao forcado, acho revelador o fato que vi noticiado de não haver seguro... mais uma falta de respeito das instituições a tauromaquia e como estou farto de dizer esta coisa de querer acabar com a tourada não é apenas e só pelo touro é também pela humanidade, ou pelo sentimento de uma verdadeira humanidade que não está presente neste país, levar crianças com menos de 6 anos a praças de touros, a igreja patrocinar a tourada, o estado apoiar uma atividade de risco que é ser forcado e depois querer que ninguém fume ou beba bebidas alcoolicas, é tudo de uma falta de valores, de coerência, de ética sem limites, só neste país sem rei nem roque é que isto é possivel!

Precisam-se de valores inamoviveis, onde uma criança deve ser salvaguardada, a religião dá o exemplo de compaixão e tolerância e os comportamentos nocivos são despromovidos pelo estado, sejam eles uma tradição ou não, porque o resultado disto é uma vida destruida, uma familia destruida, encargos para o estado e para todos nós nos cuidados necessários a uma pessoa que os merece, mas que os podia ter evitado.

Cpts,
José Dores
De Isabel A. Ferreira a 4 de Setembro de 2012 às 13:56
Excelente, José Dores.

Faço minhas as suas palavras.

Neste país, onde há tanta gente néscia, vamos encontrando a lucidez e o bom senso em seres humanos como o José Dores.

Obrigada pelo seu brilhante testemunho.

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