Sábado, 23 de Junho de 2012

AUDIÇÃO PÚBLICA DO BE SOBRE TOURADAS SÓ DEMONSTROU QUE TUDO O QUE ENVOLVE A TAUROMAQUIA É APENAS VIOLÊNCIA, INSULTOS, AMEAÇAS E MUITA INCULTURA!

 

 

É ISTO QUE OS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DEFENDEM?... POIS SÓ VOS DESQUALIFICA...

 

 

Ontem, houve uma audição pública organizada pelo Bloco de Esquerda para apresentação de dois projectos-lei sobre touradas.

 

Mas de tudo o que já se sabe, de tudo o que é público, de tudo o que exaustivamente se tem mostrado aos nossos deputados AINDA PRECISAM de audições públicas para debaterem o que é ABSOLUTAMENTE ÓBVIO?

 

Porquê?

 

Não têm a CORAGEM de mandar o lobby tauromáquico para a sarjeta, que é o lugar dele?

 

É que ninguém aplaude a atitude nem dos tauricidas nem dos governantes.

 

No Blog Prótouro, um blog muito interessante que descobrimos, podem ler-se as seguintes palavras, que fazemos inteiramente nossas:

 

«Dia 22 de Junho, audição pública na Assembleia da República para apresentação de dois projectos de lei do Bloco de Esquerda sobre touradas. Os aficionados apelaram em redes sociais e websites à mobilização geral. A palavra de ordem era todos à Assembleia da República para mostrar que não aceitamos que toquem nas nossas “tradições” e “cultura”. Não podem segundo eles coartar a liberdade, deles, de assistiram à tortura de um animal numa praça de touros.

 

Os poucos que compareceram mostraram a sua verdadeira cultura que passou por ameaças a deputados e insultos. Caiu-lhes a máscara.
 

Mostraram finalmente aquilo que são na realidade. Um bando de pessoas agressivas e violentas. Nada que possa espantar vindo de pessoas que se movimentam num mundo de violência. Porque torturar e aplaudir a tortura é próprio de pessoas violentas e agressivas.

 

Esperemos que os deputados deste país tenham percebido de uma vez por todas com que tipo de gente estão a lidar e se deixem de vergar a lobbies tauromáquicos. Que o dia de ontem sirva de lição para o país. O mundo da tauromaquia é um mundo povoado por pessoas violentas, agressivas e que não respeitam ninguém especialmente quando o que está em causa é a perda de subsídios do Estado e o seu negócio sangrento».

 

http://protouro.wordpress.com/

 

***

 

Nos links que aqui deixamos temos mais notícias do que se passou realmente, ontem, naquela audição, e que só vem demonstrar que o MUNDO DA TAUROMAQUIA É UMA ALARVICE:

 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=262632

 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2626326&page=2

 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2626326&page=3

 

http://www.ionline.pt/portugal/touradas-audicao-publica-be-marcada-insultos-ameacas

 

AUDIÇÃO PÚBLICA DO BLOCO DE ESQUERDA SOBRE TOURADAS MARCADA POR INSULTOS E AMEAÇAS

 

VEJAMOS O QUE SE PASSOU:

 

22/06/2012

 

«Um aceso confronto de argumentos pró e contra as touradas, pontuado por insultos e ameaças, marcou esta sexta-feira a audição pública convocada pelo Bloco de Esquerda para debater o fim do apoio institucional a espetáculos tauromáquicos.

 

Esta matéria consta de um dos dois projetos de lei apresentados pelo BE - no outro, defende-se que seja proibida a exibição de touradas na televisão pública - que serão debatidos na Assembleia da República a 4 de julho.

 

A sessão começou logo com um incidente. Enquanto a deputada bloquista Catarina Martins explicava o conteúdo dos dois projetos de lei, uma assessora do BE tirou uma foto à plateia, onde se encontravam cerca de 70 pessoas, e vários dos elementos pró-tourada insurgiram-se de imediato, exigindo que a fotografia fosse eliminada à frente deles.

 

Após uma inflamada troca de palavras, contentaram-se, a contragosto, com a garantia do deputado bloquista que moderava o debate, Pedro Filipe Soares, de que a imagem seria apagada.

 

"Então, é consigo que eu venho falar se a fotografia sair amanhã no jornal", rematou um dos indignados fotografados.

 

Depois, seguiu-se hora e meia de intervenções de representantes de associações e movimentos e de algumas pessoas que falavam a título individual, algumas de tom mais sério, com posições fundamentadas, outras mais revoltadas e sarcásticas, com acusações e interrupções de parte a parte, recebidas com palmas e "olés" no final.

 

Catarina Martins sublinhou, no início da sessão e depois, novamente, no final, que nenhum dos projetos de lei do Bloco de Esquerda "sugere a proibição das touradas", embora a realidade dos maus-tratos infligidos aos animais "não seja subjetiva", porque existe conhecimento científico sobre o sofrimento animal.

 

"A única coisa que o BE defende, nestes seus projetos de lei, é que o Estado, o dinheiro público, não deve financiar a exposição do sofrimento animal" e que a RTP não deve exibir espetáculos tauromáquicos, frisou.

 

"Com estas leis, ninguém fica proibido de fazer touradas, assistir a touradas ou mesmo transmiti-las em circuito fechado, onde bem lhe aprouver. O que está aqui em causa é o apoio público", insistiu.

 

Apesar destes esclarecimentos, houve quem defendesse que, como a tourada faz parte da herança cultural portuguesa, acabar com ela seria "uma medida ditatorial", que as pessoas que se manifestam em locais públicos contra a realização de touradas são pagas, recebendo 25 euros cada uma, e que "quem gosta de toiros não é atrasado mental" - embora ninguém, durante a sessão, tenha assim designado os apoiantes da tourada.

 

Um acérrimo defensor da causa tauromáquica chegou mesmo a insultar a presidente da Associação Animal, Rita Silva, que falara antes, acusando-a de "falta de inteligência".

 

Um outro, José Reis, representante da Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas, classificou o debate como "do mais demagógico" a que tem assistido, porque não só "não há apoios públicos à tauromaquia", sustentou, como "as associações de animais vivem à custa da tauromaquia".

 

Por sua vez, o secretário-geral da Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça (ANPC), João Carvalho, manifestou a sua preocupação com o facto de, a serem aprovados estes projetos, "atividades intimamente ligadas aos espaços rurais não poderem receber apoios públicos".

 

Catarina Martins respondeu-lhe no final: "Há atividades ligadas à tauromaquia, sejam agrícolas ou de preservação de certos ecossistemas, cuja importância nós reconhecemos e respeitamos - apenas queremos que o Estado deixe de financiar um espetáculo de violência sobre os animais".»

 

ISTO FOI DEMASIADO DEGRADANTE, MAS SERVIU PARA VERIFICAR QUEM REALMENTE OS DEPUTADOS PORTUGUESES ESTÃO A DEFENDER.

 

 ***

Quem lá esteve, foi o CARLOS RICARDO, um activista que confirma tudo:

 

«Eu estive presente nesta Audição Pública e atesto que TUDO que está escrito no artigo que o Ricardo Sequeira Coelho postou (link no final deste texto) reflecte exactamente o que se passou. Eu próprio, após ter feito a minha intervenção, fui vítima de tentativa de humilhação, a que a Mesa de imediato pôs cobro. Um taurino, que se identificou como advogado e jornalista, quase agrediu uma anti-taurina, durante a intervenção desta.

 

A falta de argumentos e a costumada agressividade dos apoiantes de touradas foi o ponto mais saliente.

 

Não tenho qualquer vínculo ao BE (apenas ao PAN), mas considero que a Mesa (constituída pelos deputados do BE) teve uma postura absolutamente IMPARCIAL e um controlo bastante grande conseguindo que certas atitudes mais agressivas dos taurinos não fossem por diante.

 

Considero também, como já tinha constatado no "Debate Sobre Touradas" promovido pelo Manuel Luis Goucha na "Você na TV", onde também estive presente:

 

 http://www.youtube.com/watch?v=MZ0oEsnNqKk&feature=youtu.be

 

 que qualquer tentativa de diálogo, esclarecimento ou chamamento à razão dos taurinos é absoluta perda de tempo!!!»

 

http://www.ionline.pt/portugal/touradas-audicao-publica-be-marcada-insultos-ameacas

 

UM COMUNICADO QUE SUBSCREVO INTEIRAMENTE:

 

http://pan.com.pt/comunicados/357-comunicado-sobre-a-audicao-publica-do-be-sobre-as-touradas.html

 

***

 

Posto isto, só temos a acrescentar uma nota final:

 

SENHORES DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, V. EXAS. ESTÃO DO LADO ERRADO.

DEFENDAM A VERDADEIRA CULTURA PORTUGUESA, E RECUSEM APOIAR A “COLTURA TAUROMÁQUICA” PORQUE APOIÁ-LA SÓ VOS DESQUALIFICA.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:48

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Comentários:
De Carlos Ricardo a 23 de Junho de 2012 às 19:34
Obrigado Isabel. Mais um belo texto. As atitudes destes "Srs" cada vez contribuem mais para a nossa causa - ABOLIÇÃO DAS TOURADAS (leia-se tortura dum ser vivo para divertimento de alguns) EM PORTUGAL !!!
De Isabel A. Ferreira a 24 de Junho de 2012 às 11:29
Eu não esperava outra coisa, conhecendo, como conheço as "entranhas" deles.
Obrigada, Carlos Ricardo.
De Ricardo Coelho a 24 de Junho de 2012 às 10:40
Duas discordâncias apenas:
1 - Escrever "os deputados" é uma generalização que não se justifica face à notícia, que mostra como há um partido que assumiu uma posição anti-touradas.
2 - Uma audição pública não é uma perda de tempo. Pelo contrário, é uma forma de ouvir a sociedade civil e assim melhorar o processo legislativo. Antes tivéssemos mais audições como esta.
De Isabel A. Ferreira a 24 de Junho de 2012 às 11:45
Ricardo Coelho, dar-lhe-ia toda a razão noutras circunstâncias.

O partido de que fala, o Bloco de Esquerda, não ASSUMIU qualquer posição ANTI-TOURADA. Pelo contrário, se ler com atenção o que diz a deputada, verá que o BE considera que a tourada deve continuar a existir. Porquê? Isso é que não percebi.

Eles dão uma no cravo, outra na ferradura. Fazem a política do NIM. Não são DECLARADAMENTE contra a abolição TOTAL das touradas.

Nem este partido, nem os outros. Por isso, quando digo deputados, generalizo propositadamente.

Ainda não evoluíram o suficiente para poderem ver o ÓBVIO.

E aqui entra a segunda parte da sua questão.

Concordo sim, que haja muitas AUDIÇÕES PÚBLICAS em matérias, que podem deixar algumas dúvidas.

Agora no que respeita à TORTURA DE TOUROS E CAVALOS PARA DIVERSÃO não há DÚVIDA NENHUMA: a existência de tal ABERRAÇÃO só desprestigia Portugal, os Portugueses e principalmente os legisladores, já para não falar no SOFRIMENTO INÚTIL de animais inocentes, para divertir um punhado de SÁDICOS.

Isto não precisa de AUDIÇÃO PÚBLICA. É demasiado ÓBVIO.

E o que esteve em “audição” serviu a causa, sim, mas tenho dúvidas de que os deputados (e aqui englobo todos eles) tenham se apercebido da baixeza dos tauricidas, que tanto INSISTEM em defender.
De Carlos Ricardo a 25 de Junho de 2012 às 00:57
Não sei onde o Sr. Ricardo Coelho foi buscar a idéia de que uma Audição Pública é uma perda de tempo.
Ninguém disse isso. O que eu disse é que :
"qualquer tentativa de diálogo, esclarecimento ou chamamento á razão dos taurinos é absoluta perda de tempo !!" . Seja onde fôr. Não foi aqui, nesta Audição a primeira vez que tentei dialogar com taurinos. O problema não está na Audição, está neles!!
De Isabel A. Ferreira a 25 de Junho de 2012 às 10:44
Concordo absolutamente consigo, Carlos Ricardo.
De Ricardo Coelho a 25 de Junho de 2012 às 23:58
"o Bloco é contra os espetáculos tauromáquicos por não aceitar o sofrimento dos animais"
Isto foi dito pela deputada Catarina Martins no Parlamento, já em Janeiro deste ano. A frase transcrita agora pela imprensa está retirada do contexto. Não se trata de dizer que o BE não se opõe a touradas realizadas sem apoios públicos mas antes de explicar em que consiste esta lei. Trata-se de tornar claro que este é um primeiro passo.
Não vamos atirar pedras uns aos outros quando estamos do mesmo lado. Certamente que podemos dialogar e chegar a acordo sobre qual a melhor estratégia para acabar com as touradas sem nos atacarmos mutuamente.
Quanto ao óbvio... Bom, se tudo isto fosse assim tão óbvio não teríamos gente a defender as touradas na audição pública. E há muita gente com quem temos de dialogar. Nem tudo é um caso perdido, basta ver como há muita gente que hoje é anti-tourada e que foi às touradas no passado (talvez arrastadas por familiares, por exemplo). O que quero dizer é que o que é óbvio para mim (que a tourada é uma aberração) pode não ser para outra pessoa.
De qualquer forma, uma audição parlamentar serve para ouvir movimentos e cidadãos que possam apresentar novas ideias aos partidos. Repito, portanto: antes houvessem muitas mais.
De Isabel A. Ferreira a 26 de Junho de 2012 às 10:50
O que a Catarina Martins disse nesta Audição Pública Carlos Coelho foi o seguinte:

«Catarina Martins sublinhou, no início da sessão e depois, novamente, no final, que nenhum dos projetos de lei do Bloco de Esquerda "sugere a proibição das touradas", embora a realidade dos maus-tratos infligidos aos animais "não seja subjetiva", porque existe conhecimento científico sobre o sofrimento animal.

"A única coisa que o BE defende, nestes seus projetos de lei, é que o Estado, o dinheiro público, não deve financiar a exposição do sofrimento animal" e que a RTP não deve exibir espetáculos tauromáquicos, frisou.

"Com estas leis, ninguém fica proibido de fazer touradas, assistir a touradas ou mesmo transmiti-las em circuito fechado, onde bem lhe aprouver. O que está aqui em causa é o apoio público", insistiu.

Aí tem o que ela disse NESTA Audição.

Quanto ao óbvio, muitas coisas poderão não ser óbvias para todas as pessoas. Mas a TORTURA E A MORTE penso que serão ÓBVIAS. Não é preciso discutir coisa nenhuma.

Veja as imagens que estão publicadas neste Blog sobre Touros e diga-me se alguém em seu ESTADO MENTAL NORMAL, pode dizer que os tauricidas andam numa arena a “fazer miminhos” ao animal.
De Maria João Brito de Sousa a 30 de Junho de 2012 às 15:01
Muito atrasada, como já vai sendo hábito meu, mas "levei" este seu post para a minha página do Facebook.
Um abraço, Isabel!
De Isabel A. Ferreira a 30 de Junho de 2012 às 15:24
Nunca é tarde para levar daqui o que quiser, poeta. Infelizmente ~estas matérias estão sempre actuais.

Nãohá EVOLUÇÃO.
Obrigada, e um abraço.
De Maria João Brito de Sousa a 30 de Junho de 2012 às 21:23
Há muito pouca, infelizmente, Isabel... algumas pessoas só agora começam a acordar para o facto de os animais sofrerem... são muitos séculos a olhá-los como coisas que foram postas à nossa (in)disposição...

Um abraço!
De Isabel A. Ferreira a 1 de Julho de 2012 às 15:11
A IGNORÂNCIA, poeta, é o maior entrave à evolução.
Avançou-se tecnologicamente. Mas as mentalidades continuam primitivas, e sem vontade alguma de progredirem.

De Maria João Brito de Sousa a 1 de Julho de 2012 às 15:32
É verdade, Isabel... mas também é verdade que já se vão podendo dizer e apresentar como evidências algumas coisas que, há uns vinte ou trinta anos, não poderíamos imaginar dizer...
Eu tive a sorte e o privilégio de nascer numa família para a qual a sensiência dos animais era um dado adquirido. De ambos os lados. Tanto da parte do meu pai como da minha mãe, os animais eram seres vivos como nós e como tal respeitados, embora fossemos omnívoros. Acredito que essa mensagem foi passada às minhas filhas e a todas as crianças que passaram por esta casa... é uma causa que se conquista "a pulso", ao longo de gerações. Não vai ser nada fácil, eu sei... mas eu juraria que já foi muito pior. Os mais jovens vão-se organizando, vão percebendo, vão sentindo... só precisam de entender que nada de tão GRANDE se conquista de um dia para o outro. Nós bem gostaríamos que assim fosse, mas não é... tudo funciona muito lentamente e com períodos de grandes retrocessos, quando se fala de mudar mentalidades... e é duro. É sempre muito duro e extenuante, este processo.

Abraço grande!
De Isabel A. Ferreira a 1 de Julho de 2012 às 16:40
Evidentemente que sim. Muita coisa já mudou, mas não à velocidade da tecnologia, como era de esperar. Como deevia ser. Preferia que houvesse uma evolução de mentalidade MAIOR do que a da técnica.

Lá diz o ditado, de grão a grão enche a galinha o papo.

E tudo isto é tão lento, poeta!...

Um grande abraço!
De Maria João Brito de Sousa a 2 de Julho de 2012 às 00:56
É lento e tantas vezes doloroso... eu sei. Teremos que acreditar muito naquilo que sentimos, naquilo sabemos ser justo.

Enorme abraço!
De NAZARE MAURICIO a 3 de Julho de 2012 às 01:58
Isabel Ferreira, com que direito o BE quer "TENTAR PROIBIR" a apresentação das touradas na RTP? Será que a DEMOCRACIA acabou e eu não dei por isso? SENÇURA novamente? A vossa liberdade ACABA quando começa a liberdade dos teleespectadores , sabia? NÃO GOSTAM, NÃO VÊM, MUDAM DE CANAL!!! agora quererem PROIBIR quem gosta de ver o espectaculo ISSO NÃO POSSO ADMITIR. E os bloquistas têm tanta falta de conhecimentos na matéria, para não dizer outra coisa, ou melhor , têm tanto a noção que a tese deles cai por terra, que as imagens que exibem NÃO SÃO DE TOURADAS EM PORTUGAL, MAS SIM EM ESPANHA; SERÁ QUE A IGNORANCIA É TANTA QUE NÃO SABEM QUE OS TOUROS DE MORTE SÃO PROIBIDOS EM PORTUGAL?`É pena que para fazerem valer as suas afirmações recorram a imagens que nada têm a ver com o nosso toureio. Ãquilo que é genuinamente portugues, que é a TOURADA A CAVALO E AS PEGAS DE CARAS OU DE SERNELHA, não souberam falar nem defender. Essas são as nossas tradiçôes que qualquer português deve defender, mas isso não dava materia para discussão na A.R. por isso TOCA A PEGAR NAS IMAGENS DE ESPANHA E DISCUTI-LAS COMO SE FOSSEM NOSSAS!!! Santa ignorancia, demagogia ou o que lhe quiserem chamar. Arrangem outros argomentos que esses não pegam.
A proposito, vià pouco um cabeçalho num jornal que a ser verdade me cria verdadeira preocupação: O BE PÕEM NO MESMO NIVAL UM ESPECTCULO TAURINO COM PORNOGRAFIA???? QUE GRANDE BARALHAÇÃO VAI NESSAS CABEÇAS!!!!!
De Isabel A. Ferreira a 3 de Julho de 2012 às 09:48
NAZARÉ MAURÍCIO VOU RESPONDER AO SEU COMENTÁRIO NUM TEXTO NO BLOG, BEM ESCARRAPACHADO.

AQUI, O QUE TENHO PARA DIZER PODERIA PASSAR DESPERCEBIDO, E SERIA DESPERDIÇAR UMA OPORTUNIDADE PRECIOSA.

ENTRETANTO, NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS A ILUMINE...
De Cláudia Vantacich a 4 de Julho de 2012 às 23:12
Nazaré, a sua liberdade termina onde começa a liberdade de outro ser senciente. Talvez ainda não se tenha apercebido de que o mundo evoluiu. Foram-se dando direitos aos seres humanos considerados de 2ª categoria, vulgo escravos, às mulheres, às crianças e agora aos animais. A evolução tem-lhe passado ao lado, mas de facto é a questão fundamental actual mundial: os direitos dos animais. Tal como foi em tempos a abolição da escravatura. E tal como a Nazaré se opõem à abolição da tortura dos touros, muitos se lhe opuseram no passado. À escravatura, bem entendido.

É uma consequência da evolução da nossa inteligência e consciência que como sabemos nunca aconteceu em simultâneo a todo o ser humano: os mais conscientes lutam, as leis vão mudando e os outros humanos menos evoluídos acabam por ter de aceitar e ir a reboque... Sempre foi assim.

Por isso, Nazaré, se não quiser ficar para trás na escala da evolução, comece a OLHAR para os animais e a tentar sentir e compreender que apesar de terem uma fisionomia e algumas características diferentes das nossas, são também DIGNOS de viver neste planeta com o máximo de liberdade, saúde e bem-estar possível.

No que respeita ao sofrimento e desenvolvimento de afectos eles são como nós. A ciência já o provou. Por isso é uma questão de tempo...
De Isabel A. Ferreira a 5 de Julho de 2012 às 09:18
Obrigada Cláudia, por este seu extraordinário texto, que vou aproveitar para destacar no Blog, se não se importa. Aqui pode perder-se nesta amálgama de palavras.

Um texto que diz tudo, de um modo lúcido.


De Cláudia Vantacich a 5 de Julho de 2012 às 13:06
Por mim tudo bem, Isabel. Tudo o que disse é conscientemente assumido.

Se acha que pode ajudar, destaque e publique. Quero também dizer que utilizarei todas as armas que estiverem ao meu alcance no sentido de acabar de vez com esta barbaridade, tão cruel e indigna.
De Isabel A. Ferreira a 5 de Julho de 2012 às 13:54
Obrigada, Cláudia.
A sua clarividência ajudará, com certeza.
Realmente temos de fazer tudo, todos os possíveis e os impossíveis para que esta selvajaria acabe.
De Anónimo a 6 de Julho de 2012 às 11:08
É verdade, Isabel:
Os pró-touradas apresentam sempre os mesmos argumentos e a agressividade do costume!

Sempre!
Coitadinhos!
De Isabel A. Ferreira a 6 de Julho de 2012 às 11:22
O tauricídio, está provado, é uma doença mental grave.
Por isso não podemos esperar lucidez de tais pessoas.
Precisavam tratar-se.

Só que o Estado Português prefere GASTAR DINHEIRO A APOIAR A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, a recuperar cidadãos insanos.

São as opções dos incultos.

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