Terça-feira, 19 de Março de 2019

ISTO É A “CULTURA” QUE OS GOVERNANTES OFERECEM A UM POVO QUE AINDA NÃO EVOLUIU

 

NEM EVOLUIRÁ NUNCA, ENQUANTO HOUVER UMA LEI QUE LEGITIMA A TORTURA E A ESTUPIDEZ

(Tourada à corda na Ilha Terceira (Açores)

(Legenda do vídeo: «Gosto quando o Touro se diverte...)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:16

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Segunda-feira, 18 de Março de 2019

OS TROGLODITAS ANDAM A ANUNCIAR A REALIZAÇÃO DE UMA TOURADA NA PÓVOA DE VARZIM, EM JUNHO, ALGO QUE O PRESIDENTE DA CÂMARA CONSIDERA UMA PROVOCAÇÃO

 

Poderá ser uma provocação ou não.

 

Em 2018, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, com ratificação da Assembleia Municipal, decidiu proibir a realização de touradas e outras práticas medievalescas que envolvam violência animal na área do município.

 

No entanto, existem ainda, evidências de que as touradas têm um trajecto. Vejamos:

 

Quem vai da Avenida Mouzinho de Albuquerque e entra na Avenida dos Banhos há uma placa a indicar que a Praça de Touros da cidade fica numa determinada direcção.

 

TOUROS PÓVOA.png

 

Seguindo essa indicação, e lá chegados, deparamos com aquilo a que chamam “MonumentalPraça de Touros da Póvoa de Varzim, que, se na verdade, irá ser reconvertida num pavilhão multiusos, estando previsto que o projecto possa arrancar ainda este ano, conforme o prometido por Aires Pereira, presidente do município, a designação “monumental praça de touros”, já devia ter desaparecido, e ser substituída por uma faixa a indicar que brevemente ali nascerá um pavilhão multiusos, para que não haja mais dúvidas.

 

TOUROS.png

 

Deste modo, quem está acostumado a ver touradas na Póvoa de Varzim, com estas indicações, acha que elas não acabaram, e podem ainda ser realizadas, ali, onde ainda se diz que é o tal monumental antro de tortura de Touros. Basta estalar os dedos!

 

Por isso, a protóiro, como é de seu hábito, garante que irá avançar com todos os meios legais contra a autarquia, contra o autarca e contra todos os que se associaram a este ataque vil à liberdade dos “espectáculos culturais no concelho”.

 

É que os da protóiro, coitados, vivem na ilusão de que a selvajaria tauromáquica é um “espectáculo cultural”, e que dizer NÃO à selvajaria por ela protagonizada é um “vil ataque”. Pobres mentes!

 

Já estamos habituados a ouvir isto.

 

Porém, esta será a grande prova de fogo do autarca poveiro.

 

Não ouvimos o primeiro-ministro, António Costa, dizer que a realização destas práticas medievalescas passariam a estar sob a alçada das autarquias?

 

Poie é. A autarquia poveira disse NÃO a estas práticas boçais, por lhe parecer ser a atitude mais adequada para o tempo em que vivemos.

 

E quem manda na Póvoa de Varzim? É a protóiro ou é a Câmara Municipal?

 

A autarquia não recebeu ainda nenhum pedido de licenciamento para a prática desta selvajaria, mas se surgir, aqui fica a promessa de Aires Pereira: «A decisão não pode ser outra senão rejeitar».

 

Quanto à protóiro, que diz que avançará com todos os meios legais contra a autarquia, contra o autarca e contra todos os que se associaram a este ataque vil à liberdade de realizarem tortura de Touros, num conselho que se declarou livre dessa barbárie, tenho a dizer que avance com esses meios, também contra mim, que me associo a esta defesa da liberdade dos Touros de terem uma vida tranquila como é de seu direito, porque a “liberdade” da protróiro, de os atacar vilmente, para se divertirem boçalmente, acaba quando começa a liberdade dos Touros à sua vida tranquila nos campos.

 

É que liberdade não rima com tortura, nem com ignorância, nem com estupidez, algo em que a prática da tauromaquia está assente.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:15

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Quinta-feira, 14 de Março de 2019

«ÉTICA E AUDIÊNCIAS»

 

Um magnífico texto assinado por Teresa Botelho, no Blogue «Retalhos de Outono»

Subscrevo inteiramente tudo o que a Teresa escreveu.

 

R DE OUTONO.jpg

 

in Retalhos de Outono

https://retalhosdeoutono.blogspot.com/2019/03/etica-e-audiencias.html?fbclid=IwAR2ZZF7xGAKWyzH-ETQaI-q9NXQ97b20yWccZS5KRHlLdS8o5RENo3n0fjg

 

Por Teresa Botelho

Quarta-feira, 13 de Março de 2019

 

«Sempre achei que os cravos de uma certa "revolução" serviram de pouco, porque continuou a desigualdade, a injustiça, a corrupção e a propositada cegueira de um Estado que prega valores atraiçoando-os despudoradamente a cada passo...

 

Por mais triste que seja, esta é a sina que nos resta por sermos obedientes, comodistas, inseguros e nada exigentes, quanto ao efectivo crescimento intelectual e vanguardista que o passar dos tempos continuamente nos exigem.

 

Em Portugal, a mulher comum, continua a ser o objecto negociável, traída nos seus direitos e dignidade, escrava de trabalho árduo mal pago e mola essencial à construção de uma economia que apesar de anémica, continua enriquecendo alguns, mas passando sucessivamente ao lado de quem dá o seu suor pelo pão de cada dia.

 

A cultura, a informação, o raciocínio e a acção, são as maiores ameaças para certas sociedades arcaicas que ainda fazem questão de dominar através de falsas retóricas moralistas, ou até religiosas, com a adequada conivência dos média, cuja disfarçada manipulação, é a arma inequívoca e fundamental para tais projectos de controlo e supremacia machistas.

 

Não é, portanto, de admirar que após a explosão das contestações no dia da Mulher, tivessem surgido logo, certos programas abjectos nos dois canais mais populares da nossa televisão que infestam, desacreditam e violam as mais justas reivindicações exigidas por quem lutou e se manifestou por todo o país, insurgindo-se contra uma justiça bolorenta que não responde, nem protege quem por ela implora.

 

As palavras e as tímidas presenças dos nossos governantes em certos eventos em prol da igualdade de género, são apenas mais uma das comédias tão politicamente correctas que apenas revelam o estado de abandono a que este povo tem sido votado ao longo dos anos, mas também a ignorância e a falta de interesse que nos torna vítimas e culpadas/os da nossa pacatez e do estado de dormência em que nos deixámos afundar.

 

Constata-se assim que estes programas   indignos e ofensivos à dignidade feminina, não passam de manobras reaccionárias de suja humilhação, propositadamente lançados após o mais aguerrido 8 de Março que recordo em Portugal e que teve como rastilho as declarações homofóbicas de um juiz e a morte de 13 mulheres em pouco mais de dois meses.

 

Que tipo de gente se presta a estas actuações públicas, divertindo quem, inconscientemente ou por simples ignorância, contribui para os colocar no topo das audiências?

 

Que tipo de comunicação social e de Entidade Reguladora é esta que permitem que se arraste em praça pública a dignidade de quem não a tem, mas cujo evidente atraso cognitivo é assim explorado e tão engenhosamente exposto?

 

Quem são estes "machos" bouçais de trazer por casa que escolhem fêmeas como quem apalpa fruta no mercado e que mulheres são estas que se prestam a tão vergonhoso papel?

 

Acaso as suas vaginas famintas passaram a comandar os seus cérebros ocos, ou acharão que por aparecerem no "boneco", se tornarão heróis e heroínas, cuja fama se perpetuará em revistas de wc?

 

Nascer mulher, é o privilégio de ser mãe, de educar o mundo com a nossa pegada firme, transpondo os obstáculos com um sorriso, mesmo quando o caminho é árduo e incerto, mas sem nunca baixar a bandeira da dignidade e da força!

 

Jamais a obediência nos deverá derrubar, nem o pranto servir de desculpa ao enxovalho, apatia e resignação, porque ser mulher, é a determinação e o vigor que irrompem das nossas fragilidades, para que possamos seguir em frente com respeito por nós próprias, a auto estima sem mossa, a consciência limpa e o orgulho de ser quem somos!»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

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Quarta-feira, 13 de Março de 2019

«PAN LISBOA PEDE FIM DAS TOURADAS NO CAMPO PEQUENO»

 

«Por iniciativa do Grupo Municipal do PAN debateu-se ontem na Assembleia Municipal de Lisboa o futuro da Praça de Touros do Campo Pequeno. O PAN alertou mais uma vez para os contornos pouco claros que envolvem a gestão do terreno e do edifício do Campo Pequeno, bem como para as questões relacionadas com o sofrimento animal.»

 

Inês Sousa Real.png

Inês de Sousa Real, deputada municipal do PAN, por Lisboa, durante a sua intervenção…

 

De acordo com o Comunicado do PAN à imprensa «apesar de alguma controvérsia que marcou o debate, Fernando Medina assumiu que está disposto a desobrigar a Casa Pia da realização de corridas de touros na Praça do Campo Pequeno.»

 

Esta é uma grande conquista do PAN, que já em Julho do ano passado tinha apresentado uma Recomendação que foi reprovada pela Assembleia Municipal e que pedia precisamente que a Câmara Municipal de Lisboa, à luz dos imperativos éticos do nosso tempo, esclarecesse a Casa Pia, I.P. e a sociedade no seu geral que não há qualquer imposição por parte da edilidade para que ali decorram obrigatoriamente touradas, devendo as mesmas serem abolidas dos usos afectos aquele espaço.

 

A Deputada Municipal Inês de Sousa Real acredita ser "possível a Casa Pia prosseguir com a sua actividade realizando outros eventos e espectáculos sem sofrimento animal".

 

O terreno do Campo Pequeno foi cedido pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) à Casa Pia para a realização de espectáculos tauromáquicos, espectáculos gimnodesportivos e “fogos de vistas”, mas também para outro tipo de espectáculos com a condição de o terreno voltar para a posse da CML caso a finalidade do terreno fosse outra ou caso o terreno fosse cedido pela Casa Pia a outra entidade, o que aconteceu já por duas vezes.

 

Durante o Debate, o PAN esclareceu que a Casa Pia, cedeu os direitos do terreno à empresa Tauromáquica Lisbonense, e mais tarde à Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP, S.A.), sociedade, ENTRETANTO, já dissolvida e em liquidação, com uma dívida que ascende aos 90 milhões de euros, mas que estranhamente continua a exercer actividade e a organizar corridas de touros.

 

Tudo isto demonstra um claro incumprimento das condições de cedência impostas pela CML aquando da constituição do direito de superfície, aspecto para o qual o PAN tem vindo a alertar a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal e voltou a alertar neste debate.

 

O PAN referiu ainda que a Praça de Touros do Campo Pequeno beneficia de uma isenção do Imposto Municipal sobre os Imóveis no valor de nove milhões de euros, a que ao somar a isenção dos espaços comerciais existentes na Praça, este valor ascende aos 12 milhões de euros por ano. Legalmente quem tem direito a beneficiar de tal isenção é a Casa Pia por ser entidade pública e não uma sociedade lucrativa que indirectamente beneficia assim desta isenção.

 

A Deputada Municipal do PAN durante o debate deixou o desafio a Fernando Medina: “A realização de espectáculos que promovam o sofrimento animal não pode ter a chancela de duas entidades públicas como a Câmara Municipal e a Casa Pia de Lisboa, pelo que pedimos a esta Assembleia, mas sobretudo à Câmara Municipal na pessoa do seu Presidente que acompanhem o PAN e que envidem esforços para que este espaço, em pleno coração de Lisboa, deixe de acolher touradas.”

***

Sobre o Partido Pessoas-Animais-Natureza – PAN, uma alternativa aos já esgotados PS, PSD, PCP e CDS/PP que apoiam esta prática cavernícola:

 

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza é um partido político português inscrito junto do Tribunal Constitucional (TC) desde 13 de Janeiro de 2011. É uma iniciativa de transformação da consciência da sociedade portuguesa que trabalha para erradicar todas as formas de discriminação humana, o especismo e o antropocentrismo. Defende uma transição económica, social e cultural baseada na ecologia profunda, na sustentabilidade de todos os ecossistemas e no respeito pelo valor intrínseco de todas as formas de vida. Nas suas primeiras eleições legislativas, em 2011, o PAN obteve um total de 57.995 votos (1,04%). Desde então, tem participado em todos os actos eleitorais realizados em Portugal e já elegeu 1 deputado para a Assembleia da República (Outubro 2015, 75.140 votos), 2 deputados para a Assembleia Municipal de Lisboa – Miguel Santos e Inês de Sousa Real (Outubro 2017), tendo também vários outros representantes a nível local.

 

Nas últimas eleições legislativas foi o partido que mais cresceu.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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Terça-feira, 12 de Março de 2019

A PEDIDO DO PAN, A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA DEBATE, HOJE, O FIM DAS TOURADAS NO “campo pequeno”…

 

… porque é necessário esclarecer as posições da Câmara Municipal de Lisboa (dona do terreno), da Casa Pia (dona do edifício) e do BCP (dono da entidade que explora a praça - a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno).

VER EM DIRECTO:

 

campo pequeno.jpg

 

A Assembleia Municipal de Lisboa terá de olhar para o futuro do “campo pequeno”, num debate promovido pelo PAN, que invoca o fim das touradas na capital portuguesa.


Inês de Sousa Real, deputada municipal do PAN, referiu que, nesta fase, o partido quer ouvir os diferentes grupos municipais, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa sobre o futuro deste edifício, que é a nódoa negra da cidade de Lisboa.


A deputada do PAN salienta que «tendo em conta que a praça pertence à Casa Pia, através de um direito de cedência de superfície, feito pela Câmara Municipal sob a condição de não o transmitirem a terceiros e de ali realizarem corridas de touros e outras actividades, entendemos que estas duas entidades, sendo públicas e com missões muito específicas, devem promover esforços no sentido de reconverter a actividade que ali é prosseguida, e obviamente, através de iniciativas que não promovam o sofrimento animal».

Inês de Sousa Real realça ainda o facto de «a Casa Pia ter por missão proteger crianças e jovens e não realizar touradas, uma vez que não faz sentido, à luz da ética actual, ter a chancela destas duas entidades [Câmara e Casa Pia] na actividade que ali é prosseguida».

 

A deputada lembra ainda que o edifício, por pertencer a uma entidade pública, está isento do pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI) no valor de nove milhões de euros ano, cujo beneficiário é a entidade que explora a praça, a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno. Esta isenção, de acordo com a deputada, é vista pelo grupo municipal do PAN como uma "injustiça face a outros operadores económicos que trabalham quer na cidade, quer noutros municípios". Importando também debater o facto de a sociedade que explora a praça estar em processo de liquidação, após insolvência. A entidade, detida pelo BCP, deve vários milhões de euros — e cerca de 400 mil euros ao Estado.

 

Salienta ainda a deputada do PAN que «há neste processo questões opacas que têm de ser esclarecidas, questões como a prossecução da exploração do espaço através de uma entidade que está em processo de dissolução e liquidação, ou o facto de o banco, sendo o titular das quotas da sociedade, não promover a realização de outro tipo de actividades que não passe pelo sofrimento animal (…) Não estamos a dizer que queremos que a praça volte à Câmara Municipal, queremos que estas entidades promovam outros espectáculos que não corridas de touros".

 

Diz ainda a deputada municipal do PAN que «tendo uma dívida de 90 milhões de euros, certamente seria muito mais lucrativo prosseguir outras actividades do que as corridas de touros, que é uma actividade em declínio, com a qual os lisboetas não concordam» e cita uma sondagem da Universidade Católica que mostra que 89% dos lisboetas nunca assistiu a uma tourada no Campo Pequeno desde que a praça foi reinaugurada em 2006.

 

O mesmo estudo, de Maio de 2018, revela que 75% dos lisboetas é contra a utilização de dinheiros públicos para financiar ou apoiar touradas — e apenas 2% estão contra o uso do espaço para outros eventos que não touradas.


A esperança do PAN é a de que «os valores humanistas se sobreponham aos valores económicos e ao interesse da actividade tauromáquica, e que Fernando Medina acompanhe o repto do PAN, no sentido de se comprometer a que Lisboa venha a tornar-se numa cidade livre de touradas

 

Inês de Sousa Real afirma ainda que: «Temos noção da esfera de influência que Lisboa tem sobre o restante país. Acreditamos que nalgumas regiões do país em que possa estar mais enraizada a “cultura” tauromáquica possa ser um processo mais difícil, mais lento, mais moroso; mas não nos podemos esquecer de que por algum lado temos de começar a dar este exemplo. Viana do Castelo já se assumiu livre de touradas, Póvoa de Varzim também», o que a leva a acreditar no peso que o fim da tourada na capital pode ter na mesma luta no resto do território.


"Não faz qualquer sentido que Lisboa, que é uma cidade que se tem declarado amiga dos animais, que deu passos importantes, como ao criar a figura do provedor dos animais, que não existiam em mais lado nenhum do país; proibindo o abate de animais de companhia já em 2013, quando ainda não era uma obrigação ao nível de todo o país — acreditamos que também Lisboa tem de dar este passo em relação a outras actividades", realçou a deputada do PAN, lembrando ainda a proibição de circos com animais em espaços públicos.


«Queremos que efectivamente acabem as touradas em pleno coração de Lisboa», conclui Inês de Sousa Real.

 

Fonte de onde foi retirada a notícia:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lisboa-assembleia-municipal-discute-o-fim-das-touradas-na-cidade-com-a-reconversao-do-campo-pequeno


***
Todos nós esperamos que efectivamente as touradas acabem não só em pleno coração de Lisboa, como em Portugal, para que este deixe de constar no rol dos países que ainda vive com um pé fincado na Idade Média.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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«O MUNDO VÊ-NOS COMO UM PAÍS ATRASADO GRAÇAS À TAUROMAQUIA»

 

QUE VERGONHA, SENHORES GOVERNANTES PORTUGUESES!

QUE VERGONHA!

 

Texto publicado no Blogue PRÓTOURO, neste link:

https://protouro.wordpress.com/2019/03/11/o-mundo-ve-nos-como-um-pais-atrasado-gracas-a-tauromaquia/

 

A Agência France-Presse publicou um artigo intitulado “A cultura tauromáquica em Portugal atrai crianças para aumentar a sua audiência” artigo esse que correu mundo.

A foto que ilustra o mesmo afirma e citamos: “Um aprendiz de toureiro espera para demonstrar a sua aptidão durante o dia da tauromaquia na praça de touros do Campo Pequeno”.

 

Toureirito.jpg

Veja-se a cara de infelicidade e apatia deste menino! Obrigá-lo a “isto” é um crime de lesa-infância. E veja-se a expressão da menina, desconfiada, assustada, um peixinho fora de água. Temos alguma Comissão de Protecção de Crianças e Jovens a funcionar em Portugal?

 

A France- Presse vai mesmo ao ponto de afirmar que a tradição das touradas em Portugal está de joelhos sendo que nos últimos dez anos o número de espectadores diminuiu para mais de metade, portanto, a solução passa por atrair crianças para que as mesmas se tornem aficionadas.

 

O artigo em questão demonstra de forma contundente como somos vistos lá fora. Um país atrasado que permite que crianças arrisquem a vida em demonstrações de violência contra seres sencientes. Um país que se está literalmente borrifando para os adultos de amanhã. E como todos nós sabemos violência atrai violência e as crianças de hoje expostas à mesma serão os adultos violentos de amanhã.

 

Portanto não é para admirar que este país se tenha tornado num país brutal no qual a violência doméstica impera e a prova é que no corrente ano e no espaço de três meses doze mulheres foram assassinadas às mãos de companheiros e maridos.

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:53

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Segunda-feira, 11 de Março de 2019

«NESSE DIA O TOURO DISSE...»

 

TOURO LINDO.jpg

(...)

 

Um dia, Oskar vestiu a pele de um Touro, numa manifestação de rua, para defender o animal (...)

 

Nesse dia, o Touro disse:

 

– Sou um animal que tem direito a pastar nos verdes campos e a saciar a minha sede nos ribeiros de águas límpidas (não naqueles que o homem polui). Tenho o direito de viver, pacificamente, o tempo que me foi destinado viver. Não é esse, afinal, o objectivo de todos os seres que nascem? O toureiro diverte-se a espetar-me bandarilhas no costado. E como sangro, santo Deus! E se eu pudesse ou gostasse de espetar bandarilhas no costado de um toureiro? Poderia ser esse um espectáculo igualmente emocionante?

 

É que não se trata de gostar ou não gostar de touros. De gostar ou não gostar de touradas. De gostar ou não gostar de espectáculos sangrentos, com carnes a serem rasgadas, como os romanos gostavam das lutas entre gladiadores e leões, numa arena que, no final, ficava tingida do vermelho do sangue de animais humanos e de animais não humanos. Trata-se de uma questão puramente civilizacional, de evolução de mentalidades e de comportamentos humanos.

 

Quais os países civilizados onde ainda se mantêm tradições sangrentas? Apenas nos países do centésimo mundo. Felizmente poucos, mas infelizmente, entre esses poucos, está este nosso país, com uma tradição de cultura inculta, e no qual tive a desventura de nascer. Querem tourear? Toureiem homens contra homens. Criem uma raça de homens de couro bem duro e toureiem-nos. Encham-nos de bandarilhas. Espetem-lhes espadas goela abaixo. Deixem que o seu sangue borbulhe e manche as arenas. Aplaudam, depois, essa tortura. Exaltem os estertores da morte, que é algo muito agradável de se ver!

 

Ensinem às vossas crianças como é gracioso um espectáculo de tortura, de sangue e de morte. Incutam-lhes a cultura da crueldade contra um ser vivo. É uma prática de seres evoluidíssimos! Horrorizados?! Não se assustem. Isto é o que eu diria se tivesse a mentalidade de um homem inculto. Mas eu sou um Touro, e um Touro tem uma natureza superior à de um homem inculto, por isso, em vez de dizer «toureiem os homens», eu direi: «Abandonem esse ar rude e primitivo de bestas que se babam diante de um espectáculo sangrento, ávidas de beberem aquele sangue borbulhante e ainda quente, e tornem-se HOMENS! Em nome da vida e da harmonia entre todos os seres, eu, o Touro, agradeço».

 

in «A HORA DO LOBO» livro de Josefina Maller

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:36

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Domingo, 10 de Março de 2019

A “LÓGICA” DOS TOUREIROS OU O HUMOR DOS COBARDES

 

humor.jpg

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152407667049401&set=gm.763818193656962&type=1&theater

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publicado por Isabel A. Ferreira às 14:53

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Sábado, 9 de Março de 2019

SOBRE A VISITA DE MARCELO REBELO DE SOUSA A ANGOLA: «EXIBIÇÃO POBRE E HISTRIÓNICA DE UM “ESTADISTA” MEDÍOCRE» DIZ ORLANDO CASTRO

 

Um texto publicado no Folha 8, jornal Angolano.

Livre, independente, de informação geral e comprometido com a verdade. Folha 8, mais do que um jornal, a liberdade! conforme consta na sua apresentação.

 

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O seu director adjunto, Orlando Castro, assinou o texto, do qual me dispenso de fazer comentários.

 

Apenas direi que se trata de um texto correCtamente escrito, num Português escorreito, algo que já não existe em Portugal, e que nos conta o que os órgãos de comunicação social portugueses não contaram, mostrando apenas os “banhos de multidão” do “Ti Celito” (como é chamado em Angola), que valem o que valem. (I.A.F.)

 

sipaio-luso.jpg

 

O chefe de Estado português elogiou o “projecto de paz, de democracia, de regeneração financeira, de desenvolvimento económico, de combate à corrupção” protagonizado pelo Presidente de Angola, João Lourenço. Se o MPLA dizia que José Eduardo dos Santos era o “escolhido de Deus”, Marcelo Rebelo de Sousa diz que João Lourenço é o próprio… “Deus”.

 

Por Orlando Castro

 

Numa intervenção durante um jantar oficial oferecido por João Lourenço, no Palácio Presidencial, em Luanda, Marcelo Rebelo de Sousa saudou-o como “o vulto cimeiro de um novo tempo angolano”. Não se terá lembrado de o propor para um Prémio Nobel, mas até ao fim da visita dita de Estado ainda está a tempo.

 

“Vossa excelência protagoniza-o com um projecto de paz, de democracia, de regeneração financeira, de desenvolvimento económico, de combate à corrupção, de afirmação regional e mundial. Nós, portugueses, seguimos com empenho essa aposta de modernização, de transparência, de abertura, de inovação, de acrescida ambição”, afirmou Marcelo, bem ao estilo dos sipaios coloniais, mas com uma substancial diferença. Estes eram obrigados a bajular, o presidente português não é obrigado a isso. Ou será que é?

 

Segundo o Presidente português, João Lourenço protagoniza “um novo tempo angolano, na lúcida, consistente e corajosa determinação de aproveitar do passado o que se mantém vivo, mas, sobretudo, entender o que importa renovar para tornar o futuro mais possível, mais ambicioso e mais feliz para todos os angolanos”.

 

Bem dizia Eça de Queiroz, provavelmente antecipando a pequenez intelectual de um tal Marcelo que haveria de ser presidente de Portugal, que “os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”.

 

Vejamos, por exemplo, o que disse Guerra Junqueiro, num retrato preciso e assertivo de Marcelo Rebelo de Sousa e de grande parte dos seus cidadãos: “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

 

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

 

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

 

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar”.

 

Continuemos, para memória futura, com o brilhantismo bacoco de Marcelo. Diz ele que, da parte de Portugal, Angola conta com “o empenho de centenas de milhares que querem contribuir para a riqueza e a justiça social” com o seu trabalho, bem como “das empresas, a começar nas mais modestas, no investimento e no reforço do tecido socioeconómico angolano” e também com “o empenho das instituições públicas portuguesas, do Estado às autarquias locais”.

 

“Podem contar connosco na vossa missão renovadora e recriadora. Portugal estará sempre e cada vez mais ao lado de Angola”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, fazendo aqui e mais uma vez o exercício de passar aos angolanos um atestado de menoridade e matumbez.

 

Portugal, por sua vez, conta com a “incansável solidariedade” de Angola. “Contamos com os vossos trabalhadores, as vossas empresas, as vossas instituições públicas, a vossa convergência nos domínios bilateral e multilateral. Temos a certeza de que Angola estará sempre e cada vez mais ao lado de Portugal”, prosseguiu Marcelo no seu laudatório e hipócrita exercício de servilismo.

 

De acordo com o Presidente português, este “novo momento na vida de Angola” coincide com “um novo ciclo” nas relações bilaterais. “E nada nem ninguém nos separará, porque os nossos povos já estabeleceram o seu e o nosso caminho”, considerou Marcelo, sentindo o umbigo aos saltos, alimentado pela esperança de que os portugueses não acordem e os angolanos nunca lhe cobrem a cobardia.

 

“Porque estamos mesmo juntos, na parceria estratégica, na cooperação económica, financeira, educativa, científica, cultural, social e política. Porque no essencial vemos o mundo e a nossa pertença global e regional do mesmo modo, a pensar na paz, nos direitos humanos, na democracia, no direito internacional, no desenvolvimento sustentável, na correcção das desigualdades”, argumentou aquele que, em matéria de bajulação, bateu todos os recordes anteriores, desde Álvaro Cunhal a Rosa Coutinho, passando por Vasco Gonçalves, José Sócrates, António Costa, Cavaco Silva, Passos Coelho e tantos outros.

 

No final da sua intervenção, de cerca de sete minutos (que entrará para o “Guinness World Records” por ser o que mais bajulação fez em tão curto espaço de tempo), Marcelo Rebelo de Sousa disse que “a história faz-se e refaz-se todos os dias e nuns dias mais do que noutros”, acrescentando: “Estes que vivemos são desses dias”.

 

Fonte:

https://jornalf8.net/2019/exibicao-pobre-e-histrionica-de-um-estadista-mediocre/?fbclid=IwAR0JzcQCENIRctbFxJx9I4puLDzlCgQsWUr8MmmETwznfsTnMlFRiHW4uFE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:39

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EM ALMEIRIM AS COISAS PASSAM-SE ASSIM: GASTAM-SE MILHARES DE EUROS NUM ANTRO DE TORTURA PARA ACOLHER DUAS TOURADAS POR ANO

 

arena-de-almeirim.jpg

 

Se eu não soubesse onde fica Almeirim, terra de melões e de aficionados de selvajaria tauromáquica, diria que estávamos num país rico, sem dívidas públicas, com bons sistemas de Saúde, de Ensino e Habitação para todos, um país sem pobres, com lares devidamente equipados para idosos, mas que por ainda não ser totalmente evoluído, dá-se ao luxo de esbanjar dinheiros públicos em antros onde se torturam seres vivos, para divertir sádicos e psicopatas, duas vezes por ano.

 

E quem é a proprietária do antro de tortura de Almeirim?

 

Adivinharam: a “santa” casa da “misericórdia” de Almeirim que, por ser endinheirada, esbanjou 600 mil, dos 800 mil Euros em obras de “requalificação” do antro, onde se realizam apenas duas touradas por ano, sempre com prejuízos.

 

Os restantes 200 mil Euros vieram da também da endinheirada Câmara Municipal de Almeirim que esbanja, deste modo, os impostos, taxas e taxinhas que o povo paga com sacrifício.

 

Mas o que é que  isto importa? Há quem prefira não ter o que comer, do que não ter touradas! Isto, já ouvi eu, um aficionado dizer bem alto.

 

E este é o Estado Português que temos:

O ESTADO DA CALAMIDADE!

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia e da foto Prótouro- Pelos Touros em Liberdade:

https://protouro.wordpress.com/2019/03/08/autarquia-subsidia-praca-de-touros-de-almeirim/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:37

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