Sexta-feira, 20 de Abril de 2018

O ASSALTO AO BANCO

 

BANCO.jpg

 

Dois ladrões entraram num banco numa pequena cidade.

 Um deles gritou:

- Não se mexam! O dinheiro pertence ao banco, mas as vidas são vossas.

 Imediatamente todas as pessoas se deitaram no chão em silêncio e sem pânico.

 

1ª lição: Este é um exemplo de como uma frase dita correctamente e na altura certa pode fazer toda a gente mudar a sua visão do mundo.

 

***

 

Uma das mulheres estava deitada no chão de uma maneira provocante. Um dos assaltantes aproximou-se e disse-lhe:

- Minha senhora, isto é um roubo e não uma violação. Por favor, procure agir em conformidade.

 

2ª lição: Este é um exemplo de como comportar-se de uma maneira profissional e concentrar-se apenas no objectivo.

 

***

 

No decorrer do assalto, o ladrão mais jovem (que tinha um curso superior) disse para o assaltante mais velho (que tinha apenas o ensino secundário):

- Olha lá, se calhar devíamos contar quanto é que vai render o assalto, não achas?

O homem mais velho respondeu:

- Não sejas estúpido! É muito dinheiro para estar a contá-lo agora. Vamos esperar pelo Telejornal para descobrir exactamente quanto dinheiro conseguimos roubar.

 

3ª lição: Este é um exemplo de como a experiência de vida é mais importante do que uma educação superior.

 

***

 

Após o assalto, o gerente do banco disse ao caixa:

- Vamos chamar a polícia e dizer-lhes o montante que foi roubado.

- Espere - disse o caixa – por que não acrescentamos os 800 mil euros que tirámos há alguns meses e dizemos que também esse valor foi roubado no assalto de hoje?

 

4ª lição: Este é um exemplo de como se deve tirar proveito de uma oportunidade que surja.

 

***

 

No dia seguinte foi relatado nas notícias que o banco tinha sido roubado em três milhões de Euros. Os ladrões contaram o dinheiro, mas encontraram apenas um milhão. Um deles começou a resmungar:

- Nós arriscámos as nossas vidas por um milhão, enquanto a administração do banco rouba dois milhões sem pestanejar e sem correr riscos? Talvez o melhor seja aprender a trabalhar dentro do sistema bancário em vez de ser um simples ladrão.

 

5ª lição: Este é um exemplo de como o conhecimento pode ser mais útil do que o poder.

 

 ***

Moral da história:

Dá uma arma a alguém e ele pode roubar um banco.

Dá um banco a alguém e ele pode roubar toda a gente...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2018

A BARBÁRIE EM VILA MEÃ (VISEU) NO SEU MELHOR

 

Matança de porco em Vila Meã - Sobral, Mortágua (Viseu)

 

Atentem neste cartaz da

Associação Recreativa, Social, Cultural e Desportiva de Vila Meã

 

É a maior demonstração do lado quinto-mundista de Portugal, do lado hipócrita dos governantes, que, apesar da existência de algumas leis que declaram proteger os animais, e uma até que reconhece a sua natureza de seres vivos dotados de sensibilidade, permitem que se mate publicamente, num ritual bárbaro, o terceiro animal mais inteligente a seguir ao Homem inteligente (porque os há completamente irracionais, como os que levam a cabo estes actos bárbaros e medievalescos).

 

 

MATANÇA.png

 

 

Isto vai acontecer em Vila Meã, Sobral Mortágua (Viseu) num país cujos governantes apoiam costumes sanguinários.

 

Matar brutalmente animais em público, diante de crianças, é algo inconcebível num país que se quer evoluído e civilizado; num país que se quer de primeiro-mundo.  

  

MANDEMOS UMA QUEIXA PARA:

 

(ASAE) - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica

Tel. 217 983 600

Email: correio.asae@asae.pt

 

Unidade Operacional I - Porto

 

Tel. 225 070 900

CC:

julio.norte@cm-mortagua.pt

 

 O SEPNA não pode fazer nada.

 

(Sugestão de texto):

 

Exmos. Srs.

 

Tomei conhecimento, através deste vergonhoso cartaz, da prática ilegal e macabra que se realizará daqui a duas semanas, em Vila Meã.

 

Venho por este meio alertar Vossas Exas. para este facto impróprio de um país visitado por tantos estrangeiros que já se manifestam nas redes sociais perante o cartaz.

 

Não desejamos passar a imagem medieval que ele traduz e muito menos a cena degradante que se irá desenrolar, caso a vossa intervenção não seja atempada e eficaz.

 

Atenciosamente,

(Nome)

Isabel A. Ferreira

 

(Peço desculpa à Câmara Municipal de Amarante por ter confundido Vila Meã de Viseu, com Vila Meã de Amarante)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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Terça-feira, 17 de Abril de 2018

PENAS TÊM-NAS AS GALINHAS...

 

TRIBUNAL.jpg

 (Origem da imagem: Internet)

 

As notícias que ultimamente têm vindo a público sobre crimes hediondos praticados no nosso país (que já não é o de brandos costumes e ainda menos o de duras leis) e os perpetrados nos E.U.A., por exemplo, e as penas aplicadas aos respectivos criminosos, suscitaram-me uma reflexão acerca do abismo existente entre a justiça que se administra num e noutro país.

 

Sei que não vou modificar coisa nenhuma, se disser o que penso sobre o Código Penal Português, porém, ficará o testemunho de alguém que, decididamente, não acredita na justiça do seu país.

 

Bem sei que em Portugal, apesar de tudo, os crimes mais horripilantes não acontecem todos os dias, e que nos E.U.A. (o modelo do que se faz do bom e do pior), eles (os crimes) são o pão nosso de cada dia, e há que existir penas elevadas para tentar travar essa criminalidade (se bem que não resultem, nem sequer a pena de morte, com a qual não concordo, em absoluto).

 

Contudo, tem-se verificado que no nosso país, de há alguns anos a esta parte, crimes que nem ao diabo lembra, aumentaram assustadoramente. E o que acontece? Os criminosos são punidos com peninhas de galinha. Ficam meia dúzia de anos na prisão, e depois, porque até são boas pessoas, comportaram-se muito bem, durante a estadia entre as grades, com um conforto que muitas vezes não têm cá fora, e principalmente porque a TV os transforma em heróis muito coitadinhos, com entrevistas que fazem as pedras chorar, e depois há que soltá-los. E se uns poucos até se reabilitam, outros, mal se apanham cá fora, retomam a vida criminosa, com maior vigor ainda, cheios de raivas acumuladas.

 

Em Portugal, o violador de um bebé (que não tem como se defender) leva uns oito anos no máximo de prisão (quando não o deixam à solta, apenas com a obrigação de se apresentar de X em X dias na esquadra da PSP). Uma vergonha! Nos E.U.A., aqui há uns anos, aquele pugilista que violou uma jovem de 18 anos (que já tinha muito tino para saber que não se vai para um hotel, com um matulão daqueles, tomar chá com torradas) podia ter apanhado uma pena até 60 anos de prisão.

 

Estou a recordar-me também do hediondo “crime da mala” (de Braga) cujos criminosos apanharam uma pena conjunta (45 anos) menos do que a do violador americano.

 

 

Enfim, no nosso país, um violador, um esquartejador, um matador que mate com requintes de malvadez, se for considerado debilzinho, coitadinho, não pode ir para a cadeia, e a nossa justiça, nesses casos, age como Cristo na hora da agonia: perdoe-se-lhes os crimes, porque não sabiam o que estavam a fazer!

 

Hoje em dia, não podemos dar um estalo (para não ir mais longe) a um ladrão que nos entre em casa. Deus nos livre! Vamos nós para a cadeia, por agressão, e o ladrão não sofre nada, porque não teve tempo de roubar nada.

 

A propósito, não resisto a contar uma peripécia passada comigo, já há algum tempo. Estava eu num determinado sítio a tentar levantar dinheiro de uma máquina automática, em pleno dia, quando sinto uma pressão nas costas, e uma voz grave, de homem, a dizer: «Isto é um assalto».

 

Instintivamente, olhei para o chão para ver onde estavam colocadas as pernas do assaltante, ao mesmo tempo que levantava o calcanhar para lhe aplicar um “golpe baixo” que o neutralizasse. Um golpe, entre outros, que aprendi, no Brasil, para defesa pessoal.

 

Nisto ouvi um “espera lá” gritado, e depois uma gargalhada. Era uma partida de um amigo brincalhão. Não aconteceu nada de grave. O “assaltante” não era um assaltante. Mas se fosse? E se o golpe resultasse? Talvez eu fosse parar à prisão, e ainda teria de pagar uma indemnização ao assaltante, por danos físicos, morais, pedir-lhe muita desculpa, etc., etc., etc,.

 

São as leis que temos. E não vale a pena recorrer à justiça, pois esta fica por aplicar.

 

Lembro-me de um crime que envolveu dois idosos, barbaramente assassinados, com um martelo de picar carne, há uns anos. A PJ deixou-me entrar no local do crime (a casa onde viviam), estavam ainda os corpos no sítio exacto onde foram mortos. Eu, naquele momento, era a única jornalista. Sem mexer em nada, verifiquei tudo o que me interessava para a reportagem e mais alguns pormenores para a investigação que me propus fazer para ajudar a polícia a encontrar o assassino, uma vez que me revoltei com o que vi e até porque conhecia os velhinhos.

 

Consegui, por mero acaso, descobrir quem foi o assassino, homem influente, no meio, que andou à solta até morrer de um cancro, passados uns anos. Nunca foi preso, as autoridades “nada conseguiram apurar” e o caso foi arquivado. O Inspector, que andava a investigar o caso, foi inesperadamente mandado para casa com uma boa reforma. Eu fui contar à polícia o que descobri. Que guardasse para mim as minhas descobertas. Foi uma luta que travei sem glória. Ainda cheguei a ser ameaçada. Não foi feita justiça. E eu que descobri todo o enredo, pormenorizadamente! Revoltei-me, como é óbvio. De vez em quando lá passava eu pelo assassino. Ele sabia que eu sabia, porque o interroguei. Olhava para mim com uns olhos, que se matassem, já estaria morta. E eu tive de engolir aquela afronta. Não me deixaram outra opção.

 

Este duplo assassinato (sem culpado) e os dois processos, aos quais estive kafkianamente ligada durante dois anos, abusivamente enredada nas malhas da justiça, deixaram-me completamente descrente da justiça portuguesa.

 

E uma vez que fui aconselhada por um amigo Delegado do Ministério Público a “mergulhar” nesses meandros para ficar a conhecer por dentro e por fora o que é um tribunal português, e ainda porque nunca perdi uma história dos inspectores Maigret, Poirot e Holmes, decidi dedicar-me ao estudo desses assuntos judiciais e policiais.

 

Aquilo que hoje sei poderá valer-me um dia, quem sabe, para escrever histórias verídicas do arco-da-velha.

 

E enquanto, no meu país, os bandidos forem mais protegidos por leis, do que os cumpridores dos seus deveres cívicos, sociais e morais, não me cansarei de dizer que penas têm-nas as galinhas!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018

ENTROU EM VIGOR A LEI QUE PROÍBE TORTURAR E MATAR TOUROS NAS ILHAS BALEARES

 

O Tribunal Constitucional decidiu acabar com a suspensão preventiva da lei que regula as touradas e a protecção dos animais, conhecida como “Ley de toros 'a la balear'”.

 

BALEARES.jpg

 

ANIMA.png

 

O Tribunal Constitucional (TC) concluiu a suspensión de la Ley de Toros a la balear, solicitada pelo Governo de Espanha contra a normativa aprobada por el Parlament, enquanto o Tribunal não se pronuncia sobre a constitucionalidade das normas solicitadas.

 

Desta forma, a lei autonómica promovida pela nossa campanha Maiorca Sem Sangue, Mallorca Sin Sangre que proíbe, entre outros, a morte do animal nas touradas, estará vigente. O Tribunal Constitucional dispunha de um prazo não superior a cinco meses para ratificar ou levantar a suspensão.

 

O Tribunal Constitucional acolheu esta decisão (…) em que conclui que "o regulamento contido nas normas solicitadas   não é exactamente igual ao que foi declarado inconstitucional em 2016", já que não há "semelhança ou coincidência literal”, que a jurisprudência do TC requer, para poder fundamentar, excepcionalmente, a manutenção da suspensão em virtude do critério do aparecimento do bom direito ".

 

Nos autos, consideram-se insuficientes os argumentos apresentados pela jurisprudência do Estado para manter a suspensão da Lei dos Touros, enquanto se soluciona o recurso. Nesse sentido, a TC enfatiza que "para prosseguir com a manutenção da suspensão, não basta invocar a existência dos danos que a eficácia da norma poderia causar", mas também é necessário "demonstrar ou, pelo menos, inferir consistentemente a sua procedência e a sua impossível ou difícil reparação dos mesmos", uma vez que deve partir-se do princípio na existência de uma presunção de constitucionalidade a favor das normas ou actos objectos de conflito ". Neste caso, o TC considera que estas argumentações não foram cumpridas o suficiente para justificar que a Lei de Touros das Ilhas Baleares permaneça suspensa.

 

O fim das touradas tal como as conhecemos nas Ilhas Baleares deve-se a organismos locais e internacionais como a AnimaNaturalis, CAS International, Fundação Franz Weber e AVATMA.

 

Fonte:

http://www.animanaturalis.org/n/44907

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Sexta-feira, 13 de Abril de 2018

COMO SE NÃO BASTASSE O VERGONHOSO DESLEIXO DO ACTUAL E ANTERIORES GOVERNOS, TINHA O JOSÉ DIOGO DE VIR COM O SEU “ONCOLAMÚRIAS”?

 

Porquê?

O grave e vergonhoso problema do Hospital de São João (entre tantos outros que existem no país) é um descaso do actual governo, tal como foi um descaso dos anteriores governos. E se não se faz barulho na televisão, nada se resolve. Arrasta-se pelo chão de lama de um Portugal ainda tão terceiro-mundista!

E tinha de vir o José Diogo Quintela fazer ironia com o drama de crianças inocentes, sírias e portuguesas, e de pais desesperados, sírios e portugueses?

Porquê?

 

DIOGO.jpg

 

Um texto de muito mau gosto. Nem tudo serve para se fazer ironia.

 

E não é da inteligência justificar uma estupidez, com outra estupidez, ainda que ironicamente.

 

E colocar ao mesmo nível o problema das crianças da Síria e das crianças com cancro no Hospital de São João é de uma falta de sensibilidade atroz.

 

E o Diogo acha, ainda que ironicamente, que não se deve lutar pelas crianças do São João, apenas porque as da Síria sofrem os horrores da guerra?

 

Guerra e cancro são horrores, sim, a que nenhuma criança devia jamais estar sujeita.

 

Porém, a guerra existe por culpa das bestas humanas e poderia ser evitada se essas bestas humanas se humanizassem. O cancro, infelizmente, existe, mas não é o homem que o lança no mundo. Ou será?

 

Muito infeliz, este texto do Diogo. Haja respeito pelo sofrimento das crianças da Síria e pelo das que sofrem de cancro. E pelos pais delas também.

 

Vivemos num mundo do vale tudo! Inclusive, fazer pretensa ironia com o imensurável drama de tantas crianças inocentes.

 

Fonte:

https://www.noticiasaominuto.com/pais/991634/oncolamurias-o-ironico-texto-de-quintela-que-a-internet-nao-gostou

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:17

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Terça-feira, 10 de Abril de 2018

A AUTOCRACIA PORTUGUESA

 

A inaceitável leveza do Poder

 

AUTOCRACIA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2018

«TOURADA: ACTIVIDADE SANGUINÁRIA E MONSTRUOSA DE TORTURA DE ANIMAIS»

 

Uma definição perfeita para uma actividade imperfeita.

Se em Portugal não vigorasse um poder autocrata, que serve o lobby tauromáquico, esta actividade sanguinária e monstruosa já estaria extinta há muito...

 

DEFINIÇÃO DE TOURADA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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DEZ ANOS COMPROMETIDOS COM A CULTURA DE OLIVENÇA

 

Para quem possa estar interessado em ver quem faz mais por nós do que nós mesmos...

Um outro olhar português sobre Olivença, em Olivença e de Olivença.

 

OLIVENÇA1.png

 

 

OLIVENÇA2.png

 

CONVITE

Além-Guadiana, 10 anos com a cultura oliventina

2.ª feira, 9 de Abril de 2018

11:00 horas

CASA DO ALENTEJO

Rua Portas de Santo Antão, n.º 58 – Lisboa

 

 

“Além-Guadiana” realiza uma Conferência de Imprensa com apresentação das suas actividades, acompanhada pela inauguração de uma Exposição com 10 imagens alegóricas do espírito da associação.

 

A associação cultural “Além-Guadiana” celebra nesta Primavera o seu 10º aniversário. Criada em Março de 2008, resultou da sensibilidade de um colectivo de pessoas preocupadas com o processo de desaparecimento de uma parte do rico legado material e imaterial que constitui tesouro de Olivença, de passado partilhado por Portugal e Espanha. Os seus objectivos são a valorização da herança portuguesa e a aproximação da Lusofonia, convertendo Olivença em ponto de encontro de duas culturas.

 

Olhando para trás, é larga a pegada das actividades realizadas. Entre outras, as de promoção do Português, a celebração de diversas jornadas, recolhas sonoras dos falantes do Português oliventino e a solicitação de ser declarado como Bem de Interesse Cultural, assim como a criação de uma Comissão Educativa com a Câmara Municipal e centros educativos para fomentar a língua de Camões. A isto são acrescentadas iniciativas como a apresentação de propostas de desenvolvimento cultural perante os representantes institucionais e as “Lusofonias”, espaço cultural dedicado ao mundo lusófono, onde o Brasil, Cabo Verde e Moçambique estiveram presentes através da música, do teatro, da gastronomia e da arte.

 

É com satisfação que a associação “Além-Guadiana” verifica como Olivença tomou consciência das suas raízes culturais e mesmo do potencial da cultura como motor socioeconómico. Entre as suas lembranças mais gratas mencionam-se a materialização da dupla toponímia nas ruas, a cooperação forjada com conjuntos portugueses ou a obtenção das duas nacionalidades para numerosos oliventinos e descendentes. Toda esta trajectória foi recentemente reconhecida com a concessão no Estoril do prémio “Mais Alentejo” pelo labor de promoção das raízes alentejanas.

 

Com a retrospectiva de 10 Anos de actividades, a associação projecta novas iniciativas para promoção da biculturalidade em Olivença, um traço transversal em todas as suas facetas, e que “Além-Guadiana” encara como um trabalho articulado entre instituições, empresas e cidadania.

 

Associação Além-Guadiana

Avenida de Portugal, 13

E-06100 Olivença (Badajoz)

www.alemguadiana.com

http://alemguadiana.blogs.sapo.pt

alemguadiana@hotmail.com

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:25

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Sexta-feira, 6 de Abril de 2018

«ACORDO ORTOGRÁFICO: COLONIZAÇÃO DA LÍNGUA?»

 

Entrevista com Maria João Cantinho (***)

 

Maria-João-Cantinho-3-696x360.jpg

 

Por: João Morgado

 

(As frases a negrito, são notas marginais, da autora deste Blogue)

 

Maria João Cantinho, poetisa, ensaísta, veio ao 29º Colóquio da Lusofonia, em Belmonte, para falar de Lusofonia. Espaço para uma conversa em que reconhece, ser ainda um tema algo controverso. “Há quem não goste do termo, achando que ele traz em si inscrito o traço do colonialismo”.

 

(Sou uma das que não gosta do termo, que tresanda a colonialismo.)

 

Tantos e tantos anos depois ainda perdura esse nojo da língua do antigo poder? Maria João acha que sim. “Nos congressos, quando se fala das questões da lusofonia, é muito habitual surgir a expressão… a língua portuguesa é a língua dos estrupadores da minha avó, o que é muito violento.”

 

(Eventualmente, muito eventualmente, só poderão falar nestes termos os indígenas brasileiros e os descendentes dos antigos escravos africanos; os outros, os que tiveram avós brancas não sabem do que falam, e o que falam é fruto de uma lavagem ao cérebro marxista).

 

Se assim falam os brasileiros, assim devem falar muitos luso-falantes de África, avisa a poetisa. E, se assim é em meios académicos, temos de nos perguntar se é uma linha de uns tantos activistas sociais ou um pensamento que permanece impregnado nas populações desses países. Em todos os casos, importa perceber porque permanecem abertas essas feridas históricas, de uma língua que atravessou séculos, povos, gentes.

 

Maria João entende que na vastidão da história “os tempos da colonização ainda representam uma ferida recente”. Talvez tenha razão, talvez seja ainda uma memória demasiado próxima, vivida por uma geração mais velha e uma herança dolorosa que passou para uma geração que é hoje activa e interventiva. Mas ainda estamos presos na história?, pergunto. A língua portuguesa não evoluiu, não abriu novos horizontes, não deu palavra a novas realidades? Talvez esse caminho esteja a ser feito. Maria João Cantinha sublinha que, se perguntarmos aos brasileiros pela língua que falam, “eles respondem que falam a língua portuguesa – não brasileiro –, por isso reconhecem a sua identidade cultural dentro da língua portuguesa”.

 

(Não me parece que assim seja. Se os brasileiros respondem que falam Português, então por que “exigem” que traduzamos os nossos livros para “brasileiro”?)

 

É esse o desafio que ainda temos pela frente, fazer de uma língua colonizadora a nossa língua colectiva do presente e do futuro. “Não são várias línguas a falar português, mas sim uma só língua com ramificações, variantes, matizes, diferentes acentos e novas palavras, mas que vivem em torno de uma unidade. A uniformidade do Acordo ortográfico? Maria João discorda.

 

(Também eu discordo. Jamais haverá uma uniformização linguística entre Portugal e as suas ex-colónias. Hoje elas são países livres, autónomos, com uma linguagem própria e não têm de andar “coladas” à língua colonizadora. Não têm. E muito menos, Portugal tem de adoptar a grafia de uma ex-colónia).

 

O acordo é uma imposição artificial e imposta. Não é tido como necessário. Surge como uma imposição exterior. E a quem é imposto, não a reconhece como seu.”

 

Entende que na expressão brasileira o acordo não mexeu muito com a forma de falar e escrever, mas no caso do português de Portugal, sim, veio mesmo a “desfigurar a língua e a nossa relação com as palavras. Estamos a perder a nossa raiz latina…” Consequências? “Qualquer dia não saberemos descortinar a origem etimológica das palavras”.

 

(É verdade que na expressão brasileira o acordo não mexeu com a forma de escrever e muito menos com a forma de falar. Em Portugal mudou tudo. A forma de escrever e a de falar, porque quando se escreve “arquiteto” por exemplo, o correcto é pronunciar “arquitêto”. Se se pronuncia “arquitéto” está errado. É como a pronúncia de “ganhar”, que em bom Português se diz “gânhar”, e o que se ouve por aí, a torto e a direito, é “gánhar”. Está errado. Em Portugal, fala-se e escreve-se muito mal).

 

Mas a verdade é que estamos no olho do furacão, metade do país segue o acordo e a outra metade está em desacordo. Como saímos desta encruzilhada? “Por enquanto ainda escrevemos como nos apetece, mas tudo vai mudando. Por exemplo, escrevo para o Jornal de Letras e eles corrigem!” Ou seja, mesmo que não esteja oficializado em todos os países de fala oficial portuguesa, aos poucos o acordo ganha terreno, vai-se impondo.

 

(Só se vai impondo porque os Portugueses não se impõem, não batem o pé, não exigem que seja devolvida a Portugal a grafia portuguesa; porque os que escrevem em Língua Portuguesa não deveriam escrever para jornais acordistas; porque na hora de votar deveriam penalizar os partidos que defendem a colonização da Língua Portuguesa).

 

Ao fim desta conversa resta a pergunta: é o novo Acordo Ortográfico o novo poder colonizador sobre a língua?

 

(A resposta é sim. Este acordo ortográfico só é o novo poder colonizador da Língua Portuguesa. Os motivos, esses, são os mais obscuros).

 

***

 

(***) Maria João de Oliveira Sequeira Cantinho (Lisboa, 1963), é uma autora portuguesa, licenciada em filosofia, premiada no campo do ensaio e da poesia. Colabora regularmente em várias revistas académicas e literárias, publicou várias obras de ficção, ensaio e de poesia. É investigadora do CFUL (faculdade de Letras) e do Collège d’Études Juives da Universidade da Sorbonne. É editora da revista digital Caliban. É membro da direcção do PEN Clube Português, da APE (Associação Portuguesa de Escritores desde 2014) e da APCL (Associação Portuguesa de Críticos Literários).

 

Fonte:

https://www.imperativoonline.pt/2018/04/05/acordo-ortografico-colonizacao-da-lingua-entrevista-com-maria-joao-cantinho/

 

***

Tudo conduz à colonização da Língua.

 

O AO90 não era necessário. Ninguém o pediu. Ele está a ser imposto. As palavras mutiladas vêm do "brasileiro". No Brasil já não se estuda "Português", disciplina que foi substituída por "Comunicação e Expressão". Já não se ensinam os Clássicos da Literatura Portuguesa.

 

Na sua esmagadora maioria o povo brasileiro escreve mal, e necessita de que se traduzam os livros escritos em Língua Portuguesa para o "brasileiro". Isto é um facto.

 

Neste momento, em Portugal, apenas os subservientes adoptaram uma grafia assente na grafia brasileira e, por mera ignorância, mutilam as palavras, a torto e a direito… E instalou-se uma outra ortografia: o vergonhoso mixordês.

 

Enfim, uma balbúrdia! Tanto cá, como lá…

 

E nesta balbúrdia não estão incluídas as restantes ex-colónias: Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor. Cabo Verde passou a Língua Portuguesa para segunda língua. Língua estrangeira.

 

E isto é muito significativo da inutilidade deste acordo, que está a destruir a Língua Portuguesa, apenas em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:25

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Quinta-feira, 5 de Abril de 2018

A INVEJA QUE CERTOS HUMANOS TÊM DOS SERES SELVAGENS LEVAM-NOS A TORTURÁ-LOS

 

«Os humanos devem ter inveja de tais criaturas por serem selvagens, plenos, felizes e iluminados. Essa deve ser a justificativa da tamanha crueldade para com eles. Abençoados sejam os animais e todas as pessoas que, de alguma forma, lutam pela causa... pela salvação não só deles… mas pela nossa própria espécie

(Ramayana)

 

(Rama - É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. A sua saga está descrita na epopeia literário-religiosa do Ramayana)

 

 

RAMAYANA.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

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