Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

UNIVERSIDADE DE SEVILHA DE MÃOS DADAS COM A INCULTURA DOS BRONCOS TAUROMÁQUICOS

Uma vergonhosa união, que só fica mal à desprestigiada universidade espanhola

 

É que nas I Jornadas Internacionais de Tauromaquia (leia-se selvajaria tauromáquica, conforme a moderna terminologia), organizadas pela Fundação de Estudos Taurinos em colaboração com a Universidade de Sevilha, realizadas de 5 a 7 de Novembro, chegou-se a esta desiluminada e inacreditável conclusão: esta selvajaria poderia ser inscrita como Património Cultural e Imaterial da Humanidade

 

PATRIMÓNIO CULTURAL.jpg

Eis o que os incultos tauricidas de Sevilha querem elevar a Património Cultural Imaterial da Humanidade! Só um imbecil não se apercebe da insanidade desta pretensão

 

Tanto quanto sabemos o património cultural imaterial (ou património cultural intangível) abrange as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito à sua ancestralidade, para as gerações futuras. São exemplos de património imaterial: os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, as festas e danças populares, lendas, músicas, costumes e outras tradições.

 

Neste rol de significações não consta a selvajaria tauromáquica que segundo a declaração da UNESCO, em 1980, é «a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras, a qual traumatiza as crianças e adultos sensíveis, e agrava o estado dos neuróticos atraídos por esta prática cruel, e desnaturaliza a relação entre o Homem e o animal, afrontando a moral, a educação, a ciência e a cultura.

 

Como é possível a Universidade de Sevilha estar envolvida com esta turba de «psicopatas, falaciosos, sádicos, perversamente autorizados a praticarem esta infâmia torcionária sobre touros, com impacto pernicioso sobre a sociedade e o país? Com esta escória e vergonha da Humanidade» (como bem o define o médico veterinário, Dr. Vasco Reis)?

 

E ainda citando este mesmo médico, «miseráveis são os Estados que pactuam com isto».

 

Esta turba ridícula teve a petulância de basear as “conferências” e as “comunicações” destas jornadas tauricidas na relação (e atente-se neste absurdo!) da cultura do touro com a História, a Arte e a Literatura na Europa e na América.

 

Pomposo, não é?

Do que se esqueceram foi de especificar que essa “cultura” é a cultura saloia; a “história” é a história negra; a “arte” é a terrível e venal arte de torturar e matar animais; a “literatura” é a literatura de psicopatas; essa Europa é apenas Espanha, sul de França e Portugal, (três tristes e miseráveis Estados); e essa América é apenas o México, Colômbia, Perú, Venezuela, Equador e Costa Rica (outros seis tristes e miseráveis Estados).

 

A tauromaquia remonta à Idade do Bronze, época em que os homens eram primitivos e ignorantes mas não tão requintados na crueldade como são os carrascos tauricidas contemporâneos.

 

Mas a selvajaria tauromáquica nasceu em Espanha, no século XII, em plena Idade das Trevas, e espalhou-a por territórios que ocupou, como foi o caso de Portugal (na época filipina) e nas ex-colónias da América do Sul.

 

E é um costume bárbaro que causa um imensurável sofrimento aos bovinos, que são animais herbívoros e pacíficos, e insulta a inteligência do mais comum dos mortais.

 

Os dementes que participaram nestas jornadas trocaram impressões tão grotescas que chegaram a redigir uma declaração de princípios, evocando a origem remota da tauromaquia (leia-se um costume bárbaro perdido no tempo em que reinava a ignorância), recordando que tal “festa” (leia-se ritual macabro) deu lugar a incontáveis celebrações (leia-se práticas sanguinárias), obras de arte e cultura (leia-se manifestações insanas da cultura saloia), salientando uma importância económica (leia-se apenas para o enriquecimento de ganadeiros), turística (leia-se apenas uns tantos broncos incultos) e sócio-cultural (leia-se apenas uma pequena parte de uma sociedade não evoluída que pratica a cultura dos broncos).

 

Como se isto não bastasse, para dizer da demência destas criaturas, acrescentaram esta coisa delirante: o respeito que os ganadeiros, toureiros e aficionados sentem pelo touro durante a lide…

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Veja-se aqui o respeito que se tem pelo bovino durante a lide

 

… e durante a sua criação, que decorre em condições óptimas de liberdade e em espaços preservados que constituem reservas ecológicas únicas, uma mentira descarada, facilmente demonstrável, pelo facto de torturarem o bovino desde a nascença, antes, durante e depois da lide, com requintes de malvadez.

 

E depois disto esperam que a UNESCO valide a candidatura desta selvajaria.

 

Só se a comprarem a peso de ouro, mas para isso é preciso que a UNESCO seja subornável. O que é pouco ou mesmo nada provável.

 

Mas deixem sonhar os loucos. É a única coisa que lhes resta!




 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

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