Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017

A TAUROMAQUIA FOI DERROTADA!!!!

 

VITÓRIA!!!!!!!!! GANHÁMOS!!!!!

 

O PROJECTO «CULTURA PARA TODOS» VENCEU O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO PORTUGAL, O QUE SIGNIFICA QUE A TAUROMAQUIA, ALÉM DE NÃO SER CULTURA, SERÁ APENAS A "COLTURA" DE UMA MINORIA...

 

«Isto prova o quanto a tauromaquia está decrépita. Nem mesmo apelando ao voto em directo na TVI e na TV nacional. Nem mesmo com municípios fazendo campanha para que se elevassem as touradas a património cultural!

 

Esta vitória é de todos os que se mobilizaram, de todos os que votaram e prova que juntos somos mais fortes»

(Sandra Barbosa)

 

OPP1.jpg

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1936866056340209&set=a.1236332243060264.1073741828.100000505004025&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:27

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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

TVI PROMOVE SELVAJARIA TAUROMÁQUICA NA FESTA DAS VINDIMAS EM PALMELA

 

Ontem, e uma vez mais, a TVI demonstrou estar de pedra e cal na senda do retrocesso.

 

No Jornal das 8, apresentou uma reportagem que, camuflada na Festa das Vindimas, em Palmela, fez a apologia da selvajaria tauromáquica, entrevistando crianças a quem fizeram lavagem cerebral.

 

Foi triste, muito triste, ver aquelas crianças sem perspectiva de um futuro civilizado, com o aval da TVI… um canal para continuar a boicotar.

 

TVITOURADAS.png

 

Na referida reportagem, vê-se um terreiro medieval, para onde atiraram um Touro embolado, completamente perdido, fora do seu habitat natural, rodeado por “gente” histérica.

 

Tal cenário remeteu-nos para a Idade Média, quando o povo inculto, se divertia a maltratar animais, anões e gente desfigurada.

 

Uma rapariga, a quem a jornalista perguntou se alguém se fere nestas largadas, respondeu que o “um senhor levou porrada, mas faz parte…».

 

Faz parte. Leva-se porrada, fica-se estropiado e até se chega a morrer, nestas imbecis largadas de Touros. Mas… faz parte. E o fatalismo deste “faz parte” diz da mentalidade pobre desta gente, criada para ser imbecil o resto da vida.

 

O que mais me chocou, ao ver esta reportagem, foi a lavagem cerebral a que são submetidas as crianças, que crescem naquele ambiente selvático, e para quem o sofrimento do touro é completamente indiferente.

 

Um pai, com um filho ao colo, chegou a perguntar-lhe em frente à câmara da TVI: «diz o que queres ser quando fores grande». O miúdo hesitou. Hesitou… mas lá foi dizendo com dificuldade: «quero ser bandarilheiro» (é que bandarilheiro é uma palavra penosa até no pronunciar). E o pai riu-se, satisfeito com esta futura “profissão” do seu filho.

 

Bem, isto foi de uma miséria moral, cultural e social extraordinária.

 

Se não soubesse que a TVI está comprometida com o retrocesso, diria que esta reportagem foi realizada com a intenção de chamar a atenção precisamente para essa miséria.

 

Mas infelizmente não foi.

 

A TVI está a promover a selvajaria tauromáquica.

 

E nós, Portugueses, comprometidos com a excelência, temos de a despromover, como já despromovemos a RTP1 e a CMTV.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Sábado, 2 de Setembro de 2017

«FANÁTICOS DA ERA ROMANA»

 

Porque as touradas indignam e indispõem os seres realmente humanos, desprestigiam Portugal e é coisa de psicopatas e sádicos, está mais do que na hora de nos livrarmos desta praga.

 

Eis um magnífico texto, publicado pelo Blog Sermões aos Peixes, que deve ser lido e reflectido pelos governantes portugueses, os maiores culpados da miséria cultural que a brutalidade das touradas espalha pelo país.

 

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 Até os touros têm mais empatia que muitas pessoas

 

«Continuando o tema das arenas, volto a repetir, deviam ser usadas estritamente para pessoas, nenhum animal deveria poder entrar ali.

 

Não é um tanto hipócrita mudar a lei para que as pessoas respeitem os animais, porque afinal até já sabemos que eles são seres sencientes como nós, mas não se aplica essa mesma lei aos outros animais!?! Os touros não são animais? Não são sencientes? Não sofrem nas touradas nem nas garraiadas?!? Os membros do governo estão em desacordo? Ou têm medo dos fanáticos das touradas? Ou será que lhes dá uma receita assim tão boa para baixar o défice?

 

Sejam quais forem as razões só posso dizer uma coisa, Portugal faz má figura à vista dos europeus, em todos os países onde estive, as pessoas abominam esse tipo de actividade bárbara e consideram os portugueses atrasados por ainda fazerem touradas.

 

Seremos então afinal um País evoluído culturalmente ou não? Nem os Descobrimentos Portugueses nos safam de ficar bem vistos quando se fala em arenas portuguesas e touros a serem espetados com grande algazarra festiva.

 

É incrível como pode haver ainda gente tão atrasada (no tempo, já que as arenas datam de há milhares de anos), insensível, ignorante, egoísta, faltam-me os adjectivos certos de tanto desprezo que sinto...

 

FANÁTICOS1.jpg

 Nem cultura, nem arte, nem tradição…. Apenas ignorância, estupidez e costume bárbaro, do tempo das trevas…. Evoluam, ó académicos… Desonram a Academia de Coimbra na vossa qualidade de estultos…

 

E esses forcados betinhos queques académicos que gostam de pontapear e socar touros, não têm brinquedos que chegue nas suas casinhas com piscina? Não têm dinheiro para um saco de boxe? Ou então porque não se esmurram uns aos outros? São tão inteligentes, até estão a estudar na Universidade de Coimbra, não é que se diz? Quem vai para lá é só gente altamente inteligente! Dizem os velhotes coitados. Pois mas afinal não, quem vai para lá é muito menino mimado também, sem valores, sem moral, sem um pingo de empatia e sensibilidade e alguns deles que estudam para médicos e advogados vão um dia parar a uma cadeira no governo ou numa clínica de veterinários... Não está certo!

 

É óbvio que não quero ofender quem estuda em Coimbra, até há lá muito boa gente como em todo o país, apenas me refiro aos ACADÉMICOS FORCADOS que participam em touradas e garraiadas, esses sim, ofendo. Até porque nós, seres Humanos, que somos "anti-sofrimento" dos animais, PORQUE ELES NÃO SÃO BRINQUEDOS, também somos ofendidos por esses fanáticos. Como por exemplo este sr. comentador da RTP, sem ética profissional, que decidiu dar o seu parecer com um insulto:

 

Talvez por isso a tourada tenha passado na TVI, ontem, e não na RTP, não sei as razões, só sei que ainda pensei que ninguém a iria transmitir e quando calho de fazer zapping e vejo um sr chamado Camané a cantar no meio duma arena fui aos arames! Ainda deixei ficar um minuto no canal, só para ver a cara das pessoas lá sentadas, só para tentar perceber que tipo de pessoas são essas que se satisfazem com o sofrimento ensanguentado dos touros, que não se preocupam com os pobres cavalos, que não sentem qualquer empatia, mas ao olhar aquela gente toda eu percebi que não há tipos de pessoas porque todo o tipo de pessoa estava ali sentado, de todas as idades, de todas as classes sociais, jovens que eu acharia que seriam um futuro melhor, o futuro com o conhecimento que os nossos pais e avós não tinham, mas afinal, há jovens mais ignorantes que muitos dos nossos avós.

 

Jovens que estudam para serem alguém, que talvez um dia em miúdos disseram que tornariam o Mundo melhor e, no entanto, saem da sala de aula da universidade com o seu traje preto e vão bater em animais indefesos, divertindo-se com isso.

 

A garraiada pode não parecer terrível como a tourada mas eles amarram e cobrem os cornos dos touros, usam fêmeas com um ano de idade que ainda nem estão formadas fisicamente, que ficam aterrorizadas com isto, que são soqueadas e podem ficar cegas, ter um ataque cardíaco ou morrer. No ano passo uma morreu quando lhe partiram o pescoço nesta "BRINCADEIRA INOFENSIVA" como lhe chamam.

 

E as Misericórdias e as IPSS, acham digno torturar touros? Acham moral financiarem as vossas obras sociais e humanitárias às custas do sofrimento de um ser inocente??

 

QUANDO É QUE O NOSSO GOVERNO VAI AGIR SEM MEDO? QUANDO É QUE VAI MOSTRAR COERÊNCIA NOS SEUS ACTOS, E JUSTIÇA NAS SUAS PALAVRAS?

 

AS TOURADAS, AS GARRAIADAS, TÊM QUE ACABAR, DE VEZ!!

 

Agora em Viana do Castelo queriam "plantar" uma ARENA AMOVÍVEL lá ao pé da Santa Luzia! EU NEM SABIA QUE EXISTIA TAL COISA!!!! ARENAS AMOVÍVEIS... SÓ NESTE PAÍS MESMO...

 

Mas felizmente a juíza do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga indeferiu o pedido devido ao perigo de incêndio naquela zona florestal, e não vai haver tourada para ninguém nas Festas, que ironicamente se chamam Festas da Nossa Senhora da Agonia! Pelo menos não serão os touros a agonizar mas sim esses senhores que se apelidam de "Vianenses pela Liberdade".

 

Onde há sofrimento não há liberdade!

 

Evoluam, respeitem os outros seres! Deixem o País evoluir!

(…)

 

Fonte:

http://sermoesaospeixes.blogspot.pt/2017/08/fanaticos-da-era-romana.html?m=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017

TVI COMPROMETIDA COM A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Ontem chamaram-me a atenção para uma reportagem da TVI no Jornal da Noite, em que apresentava a brutalidade nua e crua dos touros de morte em Barrancos, como se estivessem a falar de ópera...

 

Não quis acreditar e fui investigar…

 

BARRANCOS.jpg

 Em nome da “tradição” a estupidez mantém-se numa terra que vive mergulhada num medievalismo tremebundo… Repare-se na expressão do desventurado Touro… entre os aplausos de alienados mentais….

 

Era verdade. Quase no final do telejornal, a TVI mostrou em toda a sua crueza moral, cultural e social uma das mais repugnantes e estúpidas práticas que conspurcam a sociedade portuguesa.

 

E como foi aterrador ver e ouvir aquela gente rude, inculta, encruada, primitiva, num lugar que mais parecia um adro medieval, onde os brutos se divertiam boçalmente.

 

Anda-se a vender por aí um Portugal para inglês ver, esquecendo-se o outro lado, o lado negro, hediondo e feroz de um Portugal selvático.

 

Aquelas imagens que a TVI teve a indignidade de transmitir, mostraram ao país o profundo atraso civilizacional, moral e cultural em que o governo português teima em manter uma população que acredita piamente que aquela selvajaria (avalizada por Jorge Sampaio) é uma “tradição” digna de ser preservada. Dão sangue ao povo, para o manter apaziguado, como nos tempos do Circo Romano. Viu-se crianças a brincar às touradas, imagens que me chocaram profundamente, porque aquelas crianças estão condenadas a ser imbecis o resto da vida, se ninguém fizer nada por elas urgentemente.

 

Ainda se a TVI aproveitasse a filmagem para condenar a brutalidade, a crueldade, a violência e o crime lesa-infância que ali está a ser cometido!!!!

 

Mas não! Ao que se viu, a TVI transmitiu “aquilo” com o mesmo fervor com que transmitiu as cerimónias da ida do Papa Francisco a Fátima.

 

Como é possível que uma estação de televisão desça a um nível tão baixo?

 

Não se contentou em transmitir uma tourada no antro do campo pequeno, a tourada à corda na Terceira e a “festa” do barrete verde em Alcochete. Ainda teve de ir a Barrancos exaltar o inexaltável. Fazer a apologia da selvajaria tauromáquica numa época em que “isto” está a ser repudiado em todo o mundo civilizado.

 

Quanto retrocesso, TV I(NCOERENTE).

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

TVI PERDE AUDIÊNCIAS COM TRANSMISSÃO DE TOURADA

 

Em Portugal é assim: em vez de se evoluir, progredir, avançar para um futuro civilizado, retrocede-se medievalescamente…

 

Além da tourada do dia 18, a TVI fez propaganda às touradas à corda nos Açores, com Paulo Salvador, na sua ronda gastronómica, e à “festa” do barrete verde, em Alcochete, no meu querido mês de Agosto… que é mais de desgosto do que de gosto…

 

Que barrete TVI!!!!!!

 

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Mas vejamos o que acontece a uma estação de TV retrógrada:

 

«Os dados das audiências (do dia 18 de Agosto) não deixam dúvidas. A TVI há 5 anos que não transmitia touradas na sua emissão. No dia 18 de Agosto a estação decidiu transmitir em diferido uma tourada realizada na praça de touros do Campo Pequeno e, analisando os dados das audiências dessa noite, verificamos que a TVI perdeu para a SIC no horário em que foi transmitida a corrida de touros. A transmissão da tourada não cativou os telespectadores da TVI, conforme se pode ver nos gráficos das audiências, e cativa cada vez menos portugueses.

 

Avancemos rumo a uma sociedade mais pacífica, mais humana e mais amiga dos animais!

 

#Avancemos #TVI»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1624788604218606/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

TOURADAS REGRESSAM À TVI?

 

Depois de cinco anos consecutivos sem emitir ou apoiar touradas, a TVI está a dar publicidade à corrida dos 125 anos de tortura no campo pequeno, com a menção “apoio TVI”.

 

Não há certezas sobre se pretende ou não transmiti-la, mas tendo em conta as insinuações em blogues tauromáquicos, é o que parece…

 

Mas ainda que não a transmita, só o facto de a publicitar e apoiar já é uma machadada na sua reputação de estação televisiva independente…

 

Isto é um ultraje à modernidade e à civilização…

 

TVI.png

 

Exmos. responsáveis pela programação da TVI,

 

Isto é lamentável, tão lamentável que é nossa obrigação manifestar o nosso descontentamento, a nossa repulsa, a nossa decepção por este retrocesso, esta atitude descabida, incivilizada, insultuosa para com todos os telespectadores que deram à TVI o privilégio de lhe proporcionar grandes audiências.

 

Quando, em 2013, a TVI deixou de emitir e apoiar touradas, acreditámos que o tinha feito, pelo menos em parte, devido a apelos como o meu e os de outros telespectadores, mas, acima de tudo, por razões de ordem ética.

 

Foi uma medida racional, inteligente, civilizada e lúcida, que agora está a ser posta em causa com esta posição retrógrada, que só demonstra uma subserviência a um lobby decadente, que está a tentar tudo, por tudo, no sentido de manter erguida a rejeitada e moribunda tourada.

 

Na altura, acreditei que, finalmente, em Portugal, pelo menos a TVI havia se libertado do jugo tauromáquico, contribuindo, desse modo, para fazer evoluir o País, atitude que mereceu a minha consideração.

 

Pois se partem para esta tomada de posição retrógrada a única coisa a fazer é voltar a boicotar a TVI.

 

No entanto, antes de chegar ao boicote, tenho fé e esperança no triunfo da lucidez, e que a TVI perceba que ao associar-se à tauromaquia não só está a insultar os seus telespectadores mais evoluídos como a contribuir para o recuo do progresso moral e cultural da sociedade portuguesa.

 

Por isso, e passados cinco anos, estou aqui, novamente, a apelar para a racionalidade dos responsáveis pela programação da TVI, no sentido de que, de uma vez por todas, deixem de apoiar a selvajaria tauromáquica, e não transmitam a corrida dos 125 anos de tortura no campo pequeno que, para além de toda a habitual crueldade que encerra, assinala mais de um século de extrema violência contra inocentes, inofensivos e indefesos bovinos.

 

Por uma TVI mais condizente com o Século XXI d. C,

 

Isabel A. Ferreira

 

Com MARINHENSES ANTI-TOURADAS

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAUROMÁQUICO ESTÁ SENTADO NO PODER TUDO É POSSÍVEL…

 

Mas… há sempre um mas…

Não acredito no que li

 

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O Farpas Blogue anunciou, há dias, que a CMTV poderá vir a emitir uma tourada.

 

Isto não me surpreendeu muito, até porque o Correio da Manhã promove touradas.

 

Todos nós sabemos, e a CMTV, também saberá que a tauromaquia é uma forma cruel de tortura de touros, animais sencientes, animais como nós.

 

A CMTV também sabe que por todo o mundo civilizado existe uma forte e crescente contestação social a esta actividade que vem de um tempo onde imperava a ignorância mais profunda.

 

Porém, o mundo evoluiu, os conhecimentos são outros e talvez por isso a SIC e a TVI, canais televisivos com grande audiência em Portugal, deixaram de transmitir touradas.

 

A RTP lá continua a transmitir violência e crueldade contra seres sencientes em directo, por motivos que todos nós sabemos: uma subserviência demasiado óbvia ao lobby tauromáquico, na mão de umas poucas famílias.

 

Ora, tendo em conta que a CMTV é uma estação televisiva que diz “buscar um olhar português sobre o pulsar contínuo do País e do Mundo” e “não se verga a interesses particulares”, é estranho que o Farpas Blogue tenha tornado pública uma notícia que se não é falsa é no mínimo insólita.

 

É preciso fazer Portugal evoluir. E todos esperamos que o Grupo Cofina não permita que se beneficie a indústria tauromáquica, e se continue a realizar a Corrida Vidas/Correio da Manhã, que em nada prestigia o Grupo, a TV e a comunicação social.

 

O que espero da CMTV é que, em vez de considerar sequer a possibilidade de emitir touradas, apresente uma reportagem séria sobre os bastidores da tauromaquia – o lado desconhecido e mórbido da vida de um ser senciente, um bovino, um herbívoro, um mamífero superior, com um ADN semelhante ao do ser humano, e que sofre horrores antes, durante e depois da lide, conforme podemos constatar neste link:

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

Apelo, portanto, para a sensibilidade e o bom senso dos que, pretendendo prestar um bom serviço televisivo aos Portugueses, não cedam à tentação de transmitir violência e crueldade, tornando ainda mais cruel e violento o mundo em que vivemos.

 

Isabel A. Ferreira

(Fonte: Marinhenses Anti-Touradas)

 

Enviem os vossos protestos para:

sede@cofina.pt; geral@cmjornal.pt; secretariaproducao@cmjornal.pt; publicidade@cofina.pt; marketing@cofina.pt

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:21

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

CARTA ABERTA AO SENHOR DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA

 

Posso entender o desconhecimento numa pessoa que não teve acesso à Cultura Culta.

 

Mas jamais o compreenderei em alguém que teve o privilégio de frequentar uma Universidade.

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Exmo. Senhor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

 

Ouvi V. Excelência, um destes dias, na sua rubrica do telejornal da TVI, dar os parabéns aos forcados de Santarém, pela passagem do aniversário daquele grupo.

 

Confesso que, apesar de saber que V. Excelência é um aficionado assumido da selvajaria tauromáquica (constando na lista dos que ficarão perpetuados no Livro Negro da Tauromaquia em Portugal, o que lhe retira todo o prestígio que poderia ter e não tem), nunca imaginei que tivesse a baixeza de vir a público dar os parabéns a um bando de cobardes que tortura touros já moribundos, em grande sofrimento e agonia, para “deleite” de um ajuntamento de sádicos, quando tinha o dever de combater esta ignomínia.

 

Não saberá o senhor doutor Marcelo Rebelo de Sousa que a selvajaria tauromáquica faz parte da “cultura” dos broncos, é a “arte” dos broncos, é a “tradição” dos broncos e a “identidade cultural” dos broncos?

 

Não saberá V. Excelência que a selvajaria tauromáquica é um costume bárbaro, herdado dos bárbaros espanhóis de antanho, e absolutamente rejeitada pela sociedade moderna, civilizada e culta?

 

Sempre me intrigou o facto de “personalidades” (felizmente um número insignificante), que tiveram acesso à Cultura Culta, estarem envolvidas em algo que faz parte do que de mais vil existe no ser dito “humano”: a crueldade, a maldade, a impiedade, a insensibilidade, a falta de empatia para com seres indefesos, inocentes e inofensivos. O facto de gostarem de ver um ser vivo a ser torturado cobardemente, barbaramente. Gostarem de ver rasgar-lhes as carnes, e o sangue a jorrar das feridas que dilaceram o corpo e a alma que também eles têm.

 

Tenho feito esta pergunta a muitas dessas “personalidades” e até hoje nenhuma foi capaz de me dar uma resposta lógica e racional para um comportamento apenas compreensível (mas ainda assim inaceitável) em gente de muito baixo nível cultural, moral e social.

 

Ainda não tinha tido oportunidade de fazer a pergunta a V. Excelência.

 

Aqueles “parabéns” inusitados feriram a minha sensibilidade e fizeram a ocasião.

 

Por que é que um homem que frequentou o Ensino Superior; é membro da Junta Directiva da Fundação da Casa de Bragança, desde 1994; é Licenciado em Direito e doutor em Ciências Jurídico-Políticas; é professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde exerceu as funções de presidente do Conselho Directivo, do Instituto da Cooperação Jurídica, do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas e do Conselho Pedagógico; e que foi também professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa; professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, bem como da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa; foi negociador do ante-projecto da Faculdade de Direito da Universidade de Bissau e presidiu à Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, e é doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto; foi dirigente do PSD; como é que um homem que se diz católico é aficionado da selvajaria tauromáquica, como se nunca tivesse tido a oportunidade de evoluir?

 

Posso perguntar a V. Excelência o que está por detrás de uma mente (que poderia ser brilhante, mas não é) para ter uma atitude absolutamente inexplicável á luz da mais básica racionalidade?

 

Vossa Excelência terá conhecimento de que a “indústria” da crueldade e da violência gratuitas sobre animais inocentes, indefesos e inofensivos enfrenta em todo o mundo civilizado uma grande contestação moral, e a sua actividade sangrenta e obscura suscita, nos tempos que correm, grande repulsa ética, social e cívica, não só em Portugal como em todo o mundo?

 

Saberá Vossa Excelência que apoiar a selvajaria tauromáquica, em pleno século XXI da era cristã, contra toda a evidência imparável da evolução necessária e inerente a um país em que apenas uma minoria (muito, muito minoria...) inculta e ignorante persiste em perpetrar uma prática que horroriza, é negada e afasta quase 90% da população portuguesa, que não só repudia esta “diversão” de broncos, como todas as outras práticas que se baseiam em maltrato de animais, como circos, lutas, caça e pesca desportivas, tiro aos pombos…, é passar a si próprio um atestado de inferioridade mental?

 

Vossa Excelência saberá que a selvajaria tauromáquica não tem mais lugar numa sociedade civilizada, e que o ser humano evoluiu no sentido de cada vez mais respeitar o sofrimento e a vida dos animais não humanos (uma vez que animais somos todos nós) e, por esse motivo, essa selvajaria tem vindo a ser repudiada e proibida em muitas cidades e regiões, nos (apenas) nove países onde tal barbárie ainda é permitida por governantes que ficaram cristalizados no passado muito remoto?

 

Vossa Excelência saberá que a selvajaria tauromáquica é, de facto, uma actividade bárbara que não serve absolutamente nenhum interesse do ser humano, e de um País, mas apenas o ego doentio de uma minoria inculta e nociva às sociedades modernas, que insiste em alimentar e perpetuar um “gosto” mórbido, desassisado e sádico de se divertir à custa do sofrimento atroz de um animal herbívoro, que nasceu para pastar tranquilamente nos prados?

 

Vossa Excelência desconhecerá que a selvajaria tauromáquica promove a violência gratuita, deseduca as crianças que a elas assistem, inclusive provocam-lhes traumas (estudos psiquiátricos provaram-no com grande clareza), representam uma afronta à ciência, que já demonstrou e provou sobejamente que os Touros e os Cavalos são animais sencientes e conscientes tal como nós, animais humanos?

 

Vossa Excelência não saberá que em 7 de Julho de 2012, um grupo de neurocientistas de renome internacional, declarou pela Universidade de Cambridge que todos os mamíferos, aves, répteis e outros animais de várias espécies, além de serem sencientes têm também consciência? Quer isto dizer, que têm plena noção do que se passa à sua volta e que, tal como o animal humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e emocional, como dor, tristeza, medo, stress, pânico, mas também alegria, amor e emoção. (Ver o link)

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos

 

Vossa Excelência terá conhecimento de que a UNESCO, em 1980 declarou a tauromaquia como «a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espetáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura"?

 

Porquê, sendo Vossa Excelência um homem com formação “superior” acoita na sua bagagem humana, algo tão desumano, tão cruel, tão sangrento e tão do foro da psicopatia como é a selvajaria tauromáquica?

 

Conseguirá Vossa Excelência ter uma explicação lógica e racional para esse seu gosto mórbido pela tortura de seres vivos? Pelo sangue? Pelo sofrimento? Uma atitude que nem o mais sábio dos sábios compreende?

 

Vossa Excelência é considerado um homem inteligente. 

 

Mas há dois tipos de inteligência: a inteligência luminosa e a inteligência tenebrosa.

 

Será V. Excelência uma inteligência tenebrosa? Não quero crer. Mas se é, será algo que se pode remediar. Pois se desconhecia todas estas alegações, agora já sabe. E tem oportunidade de optar.

 

E pretende V. Excelência candidatar-se a Presidente da República Portuguesa?

 

Aguardando que Vossa Excelência possa fazer a diferença, e dar-me a gentileza de uma resposta racional que justifique a crueldade exercida gratuitamente sobre um ser vivo para que V. Excelência possa aplaudir, envio-lhe os meus cumprimentos, que só não são os “melhores” porque V. Excelência, por enquanto, não os merece.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:09

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

«FUMAÇA E FOGO NO CIRCO COM ANIMAIS DE CACÁ DIEGUES EM PORTUGAL»

 

Excelente trabalho de Marli Delucca. Um magnífico contributo para a abolição definitiva dos circos que usam e abusam cobardemente de animais indefesos, enjaulados, escravizados, molestados para fazerem o que não é da natureza deles fazer.

 

Esperemos que o Cacá Diegues desista dessa ideia burlesca e retrógrada de vir filmar "O Grande Circo Místico" a Portugal (e só podia ser no circo do Victor Hugo Cardinali (o carrasco maior dos circos) e que de uma vez por todas se acabe com esta miséria moral.

Um texto que é obrigatório ler até ao fim.

 

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Por: Marli Delucca

 

Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”. Disse Victor Hugo Cardinali, dono do circo onde será rodado o filme ‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues.

 

O incêndio que foi primeiramente percebido pelos defensores dos animais, não para de se alastrar em virtude das informações divulgadas em torno do filme à luz da realidade dos fatos.

 

O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje várias pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos. O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizem animais mantendo-os em cativeiro forçado, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão dos animais nos circos’.

 

Cacá Diegues disse a Revista Época - “Vou filmar em Lisboa porque quando estava montando a produção descobri que no Brasil é proibido ter animais em circos. Como vou fazer um filme de circo sem um elefante, um macaco? Daí descobri que em Portugal existem ótimos circos

 

Tentando dissipar a fumaça nas palavras do cineasta, fumaça essa que tentou encobrir a realidade, já que o Projeto de Lei que ‘Proíbe Animais em Circo no Brasil’, está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo, é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.

 

Onde Há Fumaça, Há Fogo

 

Curiosamente a ‘Proibição de Animais em Circo em todo o Brasil’, foi por várias vezes citada pelo cineasta a diversos outros veículos de comunicação junto da divulgação do filme ‘O Grande Circo Místico’, sem que nenhum desses fizesse qualquer questionamento ou observação sobre as primeiras das várias informações inverídicas que permeiam a produção do mesmo.

 

Tanto no Brasil como em Portugal, os defensores de animais se mobilizaram para dissuadir a produção de utilizar animais nas filmagens, em vão, já que o cineasta se declarou um fascinado por circos em sua coluna no Jornal O Globo, onde escreveu;

 

‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’

 

Em outra matéria do Globo, Cacá Diegues diz - “Os fiscais não liberam nem para a gravação”. “Se ficarem sabendo, eles podem acabar interditando as filmagens”. E todas as cenas circenses — ou seja, boa parte do filme vai ser filmado em Portugal. “Não dá para fazer, sem bichos, uma longa que se passa num circo, no início do século vinte”.

 

É um filme difícil de ser produzido e realizado, mas nunca estive tão excitado, relata o site do IG.

 

A produtora do filme Renata de Almeida Magalhães, que é também é esposa do cineasta, em comunicado enviado à Lusa, rejeitou, qualquer ideia de maltrato de animais e que estes serão utilizados em situações de um quotidiano de circo: "Não há nenhum motivo para que sejamos tratados como 'monstros-­que-maltratam-animais'". "A história do Circo Victor Hugo Cardinali assegura-nos que estamos trabalhando com uma das pessoas mais sérias do universo circense".

 

Os defensores dos animais em Portugal, tem uma definição bem diferente da produtora brasileira, e costumam se referir ao mesmo como o ‘confesso abusador de animais’. Depois de ter sido filmado espancando um elefante com o aguilhão, durante uma apresentação do circo que leva seu nome, Victor Hugo Cardinali tentou justificar seu ato à imprensa portuguesa. A confissão foi transmitida pela Rádio Clube Português.

 

As investigações sobre os maus-tratos ocorreram em vários circos portugueses, foram conduzidas pela Animal Defense Internacional – AID e pela ANIMAL ONG Portuguesa de Defesa dos Direitos dos Animais, que emitiu o relatório “Basta de Sofrimento nos Circos”, onde consta;

 

Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.

 

A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.

 

Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.

 

Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais.

 

Tenho amigos em todo o lado disse Victor Hugo Cardinali em entrevista ao “i”. Conheço jornalistas, jogadores, treinadores, gente do teatro e do cinema, presidentes, advogados, engraxadores de sapatos, ladrões, prostitutas.

 

A última citação da imprensa portuguesa sobre o Circo Victor Hugo Cardinali, foi a da apreensão de nove leões pelo Comando Territorial de Lisboa no âmbito de uma ação de fiscalização feita em conjunto com o ICNF. Tal como ocorre no Brasil a ‘apreensão’ foi reformulada. Os leões "ficaram confiados ao dono do circo, que é fiel depositário dos mesmos", mas que "não poderá utilizar os animais [nos espetáculos] enquanto decorre o processo no Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

 

Em Portugal, uma portaria publicada em Outubro de 2009, proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.

 

Cinco anos depois a Lusa foi perguntar aos dois principais circos que pelo Natal “desceram à cidade” como se estão a adaptar aos novos tempos. Apenas um deles, Miguel Chen, do circo com o mesmo nome, aceitou falar sobre o assunto. “Já mandei castrar todos os meus animais”, disse. O silêncio de Victor Hugo Cardinali não é de se estranhar – ele novamente teria que confessar o abuso, já que não castrou seus leões que continuam a exibir uma farta juba. (Após a castração os leões perdem a juba, já que esses ‘cabelos’ param de crescer).

 

«Aqui sou rei, lá fora ninguém me conhece», disse Victor Hugo Cardinali recentemente ao Diário de Notícias.

 

E é quase incontestável o ‘poder’ dele em Portugal – oriundo da conivência de políticos e de empresários que visam lucros independente da segurança das pessoas e do bem-estar dos animais. Apadrinhado pela TV e pela imprensa Portuguesa, que tenta conectar o circo a todo e qualquer tipo de espetáculo como o futebol. – levou um leão a atravessar o estádio lotado de torcedores.

 

As investigações da ADI em diversos países levaram à conclusão de que o uso de violência no treino e condicionamento dos animais é uma ocorrência regular e faz parte da cultura do circo.

 

Envolto em labaredas de inverdades, a produção do filme ‘O Grande Circo Místico’ de Cacá Diegues, já deram início a vários capítulos enigmáticos, listados abaixo, de uma trama que pode se estender muito além do eixo Brasil-Portugal, e que irá prejudicar diversos animais pelo mundo com sua exibição que pretende enaltecer os circos com animais.

 

Em novembro do ano passado à Câmara Municipal de Lisboa em votação aprovada por maioria, deliberou que não emitiria mais licenças a espetáculos circenses que incluam a exibição ou utilização de animais. A recomendação foi feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.

 

Se o filme ‘O Grande Circo Místico’, já tinha obtido uma licença para as filmagens com os animais no circo, essa informação foi omitida da notícia divulgada pela própria Câmara de Lisboa. O documento sobre as informações do ‘Filme Brasileiro filmado em Lisboa’, consta os locais das filmagens que ocorreram entre Janeiro e Março de 2015, e neste documento não aparece o nome do Circo Victor Hugo Cardinali e nem seu endereço. O documento também cita que haverá um apoio estimado da isenção de 9.957,41€, para o orçamento total de 4.500.000,00€, enquanto que no Brasil consta que o custo da produção seria de R$ 13.000.000,00.

 

Cita que no Brasil, a produção está em negociações com a Sony Pictures, que a TV Globo é parceira de mídia o que poderá proporcionar uma entrada forte no mercado. E que por último, preveem que este filme possa ser lançado no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2016 (festival onde o realizador exibiu grande parte dos seus filmes alguns em competição, para além de ter sido júri em todas as suas categorias).

 

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), que é uma das maiores ONGs de proteção animal no Brasil, e que conta com mais de 100 afiliadas, em todas as regiões do país, enviou ofício para a equipe produtora do filme e recebeu uma resposta, que sugere que o cineasta e seus produtores não acreditam que estão cometendo um erro moral ao ilustrar o uso de animais em circo de forma positiva e que não irão ilustrar o sofrimento animal intrínseco ao uso de animais em circos.

 

“Não estamos fazendo nada ilegal. E vou explicar porque também não estamos fazendo nada imoral", afirmou a equipe de produção do filme em resposta enviada ao FNPDA. As justificativas foram de que apenas cavalos, leões, elefantes e pôneis serão usados, e os animais foram adestrados e são atualmente usados nas apresentações do dito "renomado" circense português Victor Hugo Cardinali.

 

"Não posso entender no que isso implica em maltrato aos animais. Seria como considerar que um documentário sobre um circo que tenha animais configure em cumplicidade com suposto maltrato o que, definitivamente não é o caso", adicionou a equipe de produção de Diegues.

 

Com base na resposta da produção do filme, a alegação ‘não estamos fazendo nada ilegal’, não parece uma resposta apropriada para um filme que conforme divulgado por Cacá Diegues foi ‘proibido de ser filmado no Brasil’, enquanto que ao mesmo tempo é permitido que seja financiado por incentivos fiscais federais, já que é produzido com recursos ofertados pela Lei Brasileira do Audiovisual (LEI Nº 8685/93).

 

No Brasil a informação encontrada era que o custo de produção era de R$ 13.000.000,00, e que o filme será uma co-produção Brasil-França-Portugal. Em Portugal consta que apoio do Governo Português foi dado através do Instituto do Cinema e Audiovisual (cerca de 110.000 euros), e com isso também irritou os defensores dos animais.

 

A Associação Vida Animal de Portugal disse em um comunicado, que continuará a tentar chamar a atenção para a legislação desadequada e impedir que Portugal se torne o destino preferencial para quem pretenda explorar animais para entretenimento e não o possa fazer no seu país de origem".

 

Na sequência da petição pela retirada do apoio financeiro do governo português ao filme “O Grande Circo Místico”, a Associação Vida Animal, recebeu do Instituto do Cinema e do Audiovisual a seguinte resposta; ‘A entidade considera que não há fundamento para retirar o financiamento de 110.521,66 euros concedido ao projeto no âmbito do Protocolo Luso-Brasileiro e atribuiu-lhe entretanto outros 200.000 euros de apoio no âmbito do programa Coproduções Minoritárias’.

 

Assim, um projeto que não avançou no Brasil devido à ‘falsa-alegação’ de proibição de utilização de animais na produção, recebe agora 310.521,66 euros (dos quais 195.260,83 já foram pagos) dos cofres públicos portugueses, bem como a anuência das autoridades perante a exploração animal praticada nas filmagens e promovida e romantizada no filme. A íntegra das informações podem ser lidas aqui.

 

- O Poema e suas Adaptações.

 

“O Grande Circo Místico”, poema de Jorge de Lima, está presente no livro ‘A túnica inconsútil’ foi escrito em 1938. Esse poema originou diversas interpretações ao longo dos anos, como o balé, musicais, e até enredo de escola de samba, que foram adaptadas para a os espetáculos de mesmo nome, e que retrata a saga da ‘real’ família austríaca proprietária do Circo Knie.

 

Além de se dedicar ao desenho, à pintura e à escultura, foi o primeiro artista brasileiro a produzir fotomontagens. Em entrevistas, o autor declarou sua admiração pelo trabalho de Max Ernst, que lhe serviu de inspiração. O artista alemão alcançou a fama no período da Alemanha nazista.

 

- O Circo Knie foi fundado em 1803 pela família Knie e tem existido em sua forma atual desde 1919, quando se mudou de uma arena aberta para uma tenda coberta. O circo é famoso por apresentar números com diversos animais como; ursos polares, leões-marinhos, girafas, rinocerontes, camelos, avestruzes, orangotangos e pinguins – como também elefantes, leões, tigres, macacos, cavalos, lhamas e outros seus animais, e também há algum tempo agora opera um zoológico ( Kinderzoo de Knie ) e um museu em Rapperswil. Em 1999, Franco Knie foi nomeado Melhor Domador de Animais no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo.

 

Atualmente o circo é uma empresa de capital aberto na bolsa de valores, operados por Fredy e Franco Knie em parceria com a companhia de seguros Swiss Life .

 

A Elefante Patma, nascida em 1961 é um dos animais mais idosos a continuar viva e trabalhando em espetáculos circenses.

 

O Knie Zoo é famoso por oferecer aos visitantes contato direto com os animais. Elefantes carregam de 4 a 6 pessoas em suas costas, Também é possível montar nos camelos, ou conhecer o Zoo, sentado em um vagão de trem que é puxado por um único cavalo! E no Zoo Knie os animais comem toda vez que alguém paga para alimenta-los. E consta que na Europa eles são considerados como um ‘exemplo’ de ‘bem-estar’ aos animais.

 

- Os Animais e o Circo

 

- "Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o. Eis como". (Saul Kitchener, diretor do San Francisco Zoological Gardens)

 

O posicionamento das pessoas contra a exibição dos animais no circo, advém principalmente das inúmeras denúncias e comprovações de que os animais,

 

O pensamento que os animais nasceram no circo, e apreciam executar ‘truques’ totalmente em desacordo de como viveriam na natureza – advém da forma deturpada como a mídia divulga a questão.

 

CIRCO.png

 

- O Big Brother Circense na TV de Portugal e o Circo Victor Hugo Cardinali

 

O ‘Big Brother Circense’ foi transmitido na televisão pela rede portuguesa TVI, no qual o Circo de Victor Hugo Cardinali foi convidado para integrar a produção do Reality Show. Foi criado pela Endemol a mesma produtora de televisão, que inventou inúmeros outros reality shows, que hoje se repetem pelo mundo. O “Circo das Celebridades” levou um grupo de caras conhecidas da televisão portuguesa a viver e a participar nos espetáculos do circo com animais.

 

A verdadeira intenção do reality que pretendia manter a ilusão do circo com animais, através de sua mensagem subliminar, o qual poderia ter sido ‘vendido' nas joint ventures, nos 23 países, mantidos pela rede de entretenimento ano após ano, foi ‘suspenso’ após a divulgação do vídeo que mostrou Victor Hugo Cardinali a espancar repetidamente um de seus elefantes durante um espetáculo com o aguilhão. O que a maioria das pessoas desconhece é que apesar de ser um pequeno espeto de ferro - em relação ao tamanho do elefante, as espetadas abrem feridas na pele, que se transformam em doloridos abcessos.

 

Sem ter como negar a crueldade, e pressionado pela imprensa Victor Hugo Cardinali confessou no programa de rádio bater nos animais do circo como forma de obter respeito subjugando os animais pela dor. Os patrocinadores do Circo das Celebridades receberam milhares de e-mails dos portugueses contra o reality-show e contra o abusador confesso de animais.

 

A Associação Animal emitiu um comunicado onde citou; “A TVI está a tentar subestimar a inteligência do público, o que é de uma arrogância extrema. A verdade é que as empresas já não estão disponíveis para se associar a este formato”.

 

Em Portugal a lei que criminaliza os maus tratos aos animais, e que prevê multas e até penas de prisão para quem maltrate ou abandone é restrita aos ‘animais de companhia’, ou seja os animais maltratados nas touradas e nos circos não possuem nenhuma lei que os proteja, e seus agressores jamais são punidos.

 

A criminalização dos maus-tratos "não abrange os animais utilizados em exploração agrícola, pecuária ou agro-industrial, assim como os utilizados para fins de espetáculo comercial ou outros fins legalmente previstos". A lei limita o crime aos "animais de companhia". Significa que quem quiser matar um elefante à paulada no circo, ou espetar bandarilhas até a morte do touro, não pagará multa e nem será preso.

 

Tanto a TV como os jornais portugueses há muito apadrinharam os circos do país tanto que chegam a omitir o ‘nome’ do circo quando a notícia depõe contra esses. Quando 2 tigres fugiram após uma distração do tratador ao lavar a jaula e um deles foi para o rio nadar acompanhado por um cachorro era uma atração – o nome do circo que estava na cidade de Régua nunca foi mencionado.

 

Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.

 

A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.

 

Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.

 

Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais

 

E era exatamente assim com os animais de todas as outras espécies que observámos. E ainda pior é o fato de que muitos animais nos circos nunca chegam a sair das suas jaulas e vagões de transporte para atuarem. Vários circos viajaram com animais que não atuaram. Foi o caso de dois macacos, um urso, um leão da montanha, um tigre e dois leões do Circo Roberto Cardinali e de seis tigres do Circo Victor Hugo Cardinali. Estes animais vivem em zoos móveis e completamente abaixo dos padrões mínimos aceitáveis.

 

Os tigres brancos do Circo Victor Hugo Cardinali desfilavam em espetáculos de circo sem qualquer grade a separá-los do público. No Circo Roberto Cardinali, as crianças podiam dar aos macacos garrafas de plástico, pão e pedaços de cartão. No Circo Victor Hugo Cardinali, não havia quaisquer sinais de aviso e o portão estava sempre aberto. Era possível a qualquer pessoa aproximar-se dos setes elefantes africanos, que estavam sem qualquer supervisão, cita o relatório, que pode ser lido na íntegra aqui.

 

Em outra ocasião, nove leões do circo Victor Hugo Cardinali, foram apreendidos pela Guarda Nacional Republicana - GNR, em Lisboa, por estes não terem registo ao abrigo da convenção sobre comércio internacional de animais selvagens – CITES.

 

- A Europa e os Circos

 

O lobby circense é tão forte na Europa, que o Parlamento Europeu fez uma proposta de resolução que reconheceria o circo como parte integrante da cultura da Europa. Ao mesmo tempo que a Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu, estabeleceu uma total proibição para a utilização de primatas superiores, como chimpanzés, gorilas e orangotangos, para fins científicos.

 

A Federação Mundial do Circo, tem como presidente honorária a Princesa de Mônaco – que há anos largou a realeza – pegou os filhos pequenos e foi viver no circo – o caso de amor coincidentemente foi com o dono do Circo Knie, que era domador de elefantes, e que colocou a filha da Princesa Stéphanie de Mônaco - Pauline aos 7 anos de idade, para atuar ao lado e em cima dos elefantes.

 

O Governo Português que tentou dar um passo para o fim dos circos com animais em Portugal, foi processado pela Associação Europeia de Circos, depois de a Comissão Europeia ter esclarecido que o uso de animais em circos era uma questão nacional.

 

As companhias de circo portuguesas que usam animais e a Associação Europeia de Circos – o lobby europeu dos circos com animais – anunciaram que iriam avançar com uma ação judicial, contra o Estado Português pelo fato do Governo ter decidido implementar legislação contra o uso de animais selvagens em circos.

 

A Associação Europeia de Circos alegou que a proibição implementada pelo Governo Português, assim como a proibição do uso de animais selvagens em circos implementada, em 2005, pelo Estado Austríaco, violam o artigo 49 do Tratado Europeu, no sentido em que, supostamente, estas normas violariam as regras do mercado livre e comum.

 

O único aparente avanço em Portugal foi a portaria publicada em Outubro de 2009, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.

 

A portaria 1226/2009, que “proíbe a detenção de espécimes vivos da família dos felídeos e não permite que se utilizem nestes espetáculos animais que tenham sido adquiridos ou reproduzidos após 90 dias da sua entrada em vigor em outubro de 2009”, parecia não ter validade no Circo Chen, que em 2011 foi denunciado pela venda das selfies entre criança e filhotes de tigres “com apenas alguns meses”, ilegalmente adquiridos e\ou reproduzidos.

 

- O Circo no Brasil

 

A utilização de animais em circos já é proibida em onze estados brasileiros por constatações de maus-tratos, mas o Projeto de Lei para que a proibição seja ampliada para todo o país está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo (leia aqui), é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.

 

Os circenses hoje têm se organizado em algumas cooperativas, especialmente na região Sudeste. A maioria defende o uso de animais e de crianças trabalhando no picadeiro. A União Brasileira do Circo estima a existência de 2.500 circos e 30 mil artistas em todo o Brasil.

 

A Rede de Apoio ao Circo, tem sua base em Minas Gerais, e a Associação Brasileira de Circo (Abracirco), entidade nacional, foi fundada em 1977. Atualmente a Abracirco está empenhada em aprovar no Congresso a Lei do Circo para que a atividade circense seja regulamentada como um dos bens do patrimônio cultural brasileiro.

 

- O Tráfico de Animais iniciou-se nos Circos

 

Escondida por sob a lona dos circos, mora também o tráfico de animais que movimenta rios de dinheiro. Um dinheiro ‘livre’ de impostos em todo o mundo, usado para corromper governantes e legislações. “Agora também se tornou público que os responsáveis por este circo estão envolvidos com o tráfico de espécies exóticas e protegidas, o que demonstra mais uma vez a falta de sensibilidade que seus trabalhadores demonstram com os animais”.

 

- As Segundas Intenções e as Mensagens Subliminares

 

O site filmeb, descreve a produtora Renata Almeida Magalhães (esposa de Cacá Diegues), como sendo graduada em Direito e especializada em legislação de incentivo fiscal para cultura. Já a outra produtora Paula Lavigne, disse a revista Veja "Virei uma prostituta cultural para fazer filme. Eu ofereço sociedade às empresas, mostro as possibilidades de retorno. É troca de interesses".

 

Cacá Diegues também protagonizou a maior polêmica sobre a concessão de patrocínio por empresas estatais, como a Petrobrás que financiou vários de seus filmes.

 

O verdadeiro conceito sobre mensagens subliminares têm sido muito mal interpretado pela maioria da população, as mensagens subliminares possuem um poder muito mais poderoso de influência pelo fato de fazer isso de maneira sutil, pela conivência como determinada coisa por mais absurda que seja, passa a ser normal e então passa a ser mais fácil aceitar tal coisa ou situação. Inserida em histórias e nos filmes, preenchendo o cenário sem destacar sua presença, mas para sempre perpetuada pelo cérebro.

 

O roteiro foi escrito em 2009 por Cacá Diegues com George Moura, é citado pelo cineasta como um "velho sonho". Sob o título de ‘O Grande Circo Místico’, apresenta uma resenha tão inocente quanto a história infantil da Cinderela – um mocinho rico e uma mocinha pobre que se apaixonam mas que não podem viver esse amor em decorrência de tudo e de todos que estão a sua volta. Uma história contada e recontada pelo cinema em clássicos que vão de ‘Casablanca’ de 1942, ao sucesso da trilogia ‘Crepúsculo’. E o motivo das pessoas não perceberem que estão assistindo sempre a mesma ‘história’, é a mensagem que é inserida por trás da ‘história’.

 

O melodrama revivido entre mocinhos e mocinhas, torna-se ínfimo no filme ‘Água para Elefantes’, no qual é impossível ficar indiferente a crueldade na qual os animais são submetidos. A mensagem subliminar repassada ao mundo, é a de que todos os circos com animais deveriam deixar de existir. Mensagem essa reforçada, após a comprovação documentada em vídeo de que - os elefantes usados no filme “Água para Elefantes”, foram verdadeiramente espancados e eletrocutados durante seu treinamento conforme divulgado pela ANDA.

 

Com o título ‘Hoje tem espetáculo’, Cacá Diegues, em sua coluna se declara ‘fascinado’ por circos - “O fascínio que eles exerciam sobre mim se reflete em meus filmes, nas referências de “Quando o carnaval chegar”, “Chuvas de verão” e “Tieta do Agreste”, além da homenagem de “Bye Bye Brasil” a uma daquelas caravanas nordestinas”. E acrescenta; ‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’

 

Mário de Andrade fez o seguinte comentário sobre o autor de ‘O Grande Circo Místico, "Jorge de Lima é um mundo de contradições por explicar e de dificuldades a resolver",

 

Em 1938 o poeta Jorge de Lima já denunciava a ineficácia das organizações mundiais na resolução dos conflitos: E nem o Sinédrio, nem os Conselhos, nem a Liga das Nações nada fizeram, nada resolveram, nada adiantaram. Diante de um mundo caduco, o poeta exclama: «Estrangeiro, amigo, escrevamos para os nossos bisnetos fictícios, a história eterna do homem decaído e do mundo sem jeito.»

 

O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais”, a frase é de Olegario Schmitt, Brasileiro, Poeta, Escritor, Fotógrafo, Editor e Web-Designer.

 

Fonte:

http://muralanimal.blogspot.pt/2015/02/fumaca-e-fogo-no-circo-com-animais-de.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:02

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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

ANIMAIS NO CIRCO: SIM OU NÃO?

digitalizar0036 ELEFANTES ESCRAVIZADOS.jpg

 

Elefantes escravizados no Circo Cardinali, com os pés acorrentados, toda uma vida…

Quando tirei esta foto (por entre as grades, antes do “espectáculo”) eles estavam a balouçar-se de um lado para o outro, num estado de grande stress e alienação. Podemos ver a profunda tristeza na expressão alheada destes animais inteligentíssimos, sensíveis e muito, muito mais “humanos” do que quem assim os subjuga…

 

Um deles, nesse dia, por não fazer a vénia a agradecer ao público (diga-se de passagem, um escasso público) apanhou com um bordão grosso, na tromba, junto aos olhos, e as lágrimas rolaram como pequenas pérolas tristes…

 

Neste dia, 9 de Agosto de 1997, as crianças choraram também e nunca, nunca mais pisaram a arena de um circo onde os animais são deste modo maltratados, até em público… quanto mais nos bastidores…!

E foi nesse mesmo dia que eu comecei a minha luta contra todos os que maltratam animais não humanos para divertir humanos…

***

Abram este link para ver a intervenção de Miguel Santos do PAN, e a de Miguel Chen, representante do Circo Chen, no programa «A tarde é Sua», da TVi

Um excelente debate

https://www.facebook.com/partidoanimaisnatureza/posts/884485228262214

***

Aqui, a opinião do Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário, defensor dos Direitos dos Animais e Abolicionista da Tauromaquia, sobre este apontamento televisivo:

 

«Na minha opinião, estiveste muito bem Miguel, digno, cortês, paciente, muito didáctico representante do Partido pela Pessoas, pelos Animais e pela Natureza. Lutaste bem pela Causa dos Animais não Humanos.

 

É de mencionar sempre a natureza, a susceptibilidade, a senciência, a consciência dos animais não humanos, não muito diferentes das dos humanos, cruelmente atingidas nos espectáculos com animais, não só pela privação de liberdade, pelo confinamento, pela dureza do treino, pelo stress das viagens, etc., etc., etc.

 

Há que mencionar que o nosso clima de inverno pode ser muito agressivo para animais de climas tropicais, que são bastante vulneráveis e não têm a possibilidade de procurarem melhor abrigo por estarem enjaulados.

 

A exposição às intempéries, por vezes extremas e às quais os animais exóticos não estão adaptados, é um modo cruel de os maltratar.»

Vasco Reis

***

O Senhor Chen teve toda a razão quando falou nas touradas.

 

Os Touros não são animais?

Porque são subsidiadas as touradas e os Circos não?

Porquê apenas os circos devem ser penalizados?

Sim, o caso dos golfinhos, também tem razão, o Senhor Chen.

Porquê explorar os golfinhos?

 

Agora que os animais no Circo não são maltratados, não é verdade.

 

Basta estarem fora do seu habitat. Isso é já uma enorme tortura.

 

Que é possível haver circos SEM ANIMAIS, e as crianças divertirem-se à grande, é bem verdade: bastaria haver palhaços e ilusionistas.

 

Mas existem muitas mais artes circenses, vejamos:

 

«O poder do encantamento do circo é sempre surpreendente. Não há como ficar imóvel, com a respiração presa, com o frio na barriga diante das peripécias de um artista circense.

 

É isso que procuramos fazer com os nossos números e performances: fazer rir, ter medo, ficar com o coração na boca, tremer, gritar, depois respirar aliviado, mas, acima de tudo, procuramos emocionar com nossos números e performances circenses.

 

Temos um quadro de artistas especializados em diversas modalidades:

 

- Perna de pau;

- Mão a mão;

- Contorção;

- Malabares – claves, bolas, argolas e etc.;

- Acrobacia de solo;

- Pirâmides humanas; Aéreos – tecido, trapézio e lira de giro;

- Pirofagia – números com fogo;

- Palhaços;

- Arame – corda bamba.

in

http://www.escolapecirco.org.br/?page_id=86

 

***

Animais não humanos para quê, se os humanos têm o saber de tantas artes?

 

Os animais não humanos não nasceram para fazerem malabarismos em circos.

 

Assim como o chamado Homo Sapiens não nasceu para andar a saltar de galho em galho nas florestas… ou viver em tocas… ou andar de pescoço esticado a comer folhas nas árvores…

Esse tempo já passou há muito… Certo?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:59

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