Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

TOURADAS REGRESSAM À TVI?

 

Depois de cinco anos consecutivos sem emitir ou apoiar touradas, a TVI está a dar publicidade à corrida dos 125 anos de tortura no campo pequeno, com a menção “apoio TVI”.

 

Não há certezas sobre se pretende ou não transmiti-la, mas tendo em conta as insinuações em blogues tauromáquicos, é o que parece…

 

Mas ainda que não a transmita, só o facto de a publicitar e apoiar já é uma machadada na sua reputação de estação televisiva independente…

 

Isto é um ultraje à modernidade e à civilização…

 

TVI.png

 

Exmos. responsáveis pela programação da TVI,

 

Isto é lamentável, tão lamentável que é nossa obrigação manifestar o nosso descontentamento, a nossa repulsa, a nossa decepção por este retrocesso, esta atitude descabida, incivilizada, insultuosa para com todos os telespectadores que deram à TVI o privilégio de lhe proporcionar grandes audiências.

 

Quando, em 2013, a TVI deixou de emitir e apoiar touradas, acreditámos que o tinha feito, pelo menos em parte, devido a apelos como o meu e os de outros telespectadores, mas, acima de tudo, por razões de ordem ética.

 

Foi uma medida racional, inteligente, civilizada e lúcida, que agora está a ser posta em causa com esta posição retrógrada, que só demonstra uma subserviência a um lobby decadente, que está a tentar tudo, por tudo, no sentido de manter erguida a rejeitada e moribunda tourada.

 

Na altura, acreditei que, finalmente, em Portugal, pelo menos a TVI havia se libertado do jugo tauromáquico, contribuindo, desse modo, para fazer evoluir o País, atitude que mereceu a minha consideração.

 

Pois se partem para esta tomada de posição retrógrada a única coisa a fazer é voltar a boicotar a TVI.

 

No entanto, antes de chegar ao boicote, tenho fé e esperança no triunfo da lucidez, e que a TVI perceba que ao associar-se à tauromaquia não só está a insultar os seus telespectadores mais evoluídos como a contribuir para o recuo do progresso moral e cultural da sociedade portuguesa.

 

Por isso, e passados cinco anos, estou aqui, novamente, a apelar para a racionalidade dos responsáveis pela programação da TVI, no sentido de que, de uma vez por todas, deixem de apoiar a selvajaria tauromáquica, e não transmitam a corrida dos 125 anos de tortura no campo pequeno que, para além de toda a habitual crueldade que encerra, assinala mais de um século de extrema violência contra inocentes, inofensivos e indefesos bovinos.

 

Por uma TVI mais condizente com o Século XXI d. C,

 

Isabel A. Ferreira

 

Com MARINHENSES ANTI-TOURADAS

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

link do post | Comentar | Ver comentários (3) | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAUROMÁQUICO ESTÁ SENTADO NO PODER TUDO É POSSÍVEL…

 

Mas… há sempre um mas…

Não acredito no que li

 

CMTV.jpg

 

O Farpas Blogue anunciou, há dias, que a CMTV poderá vir a emitir uma tourada.

 

Isto não me surpreendeu muito, até porque o Correio da Manhã promove touradas.

 

Todos nós sabemos, e a CMTV, também saberá que a tauromaquia é uma forma cruel de tortura de touros, animais sencientes, animais como nós.

 

A CMTV também sabe que por todo o mundo civilizado existe uma forte e crescente contestação social a esta actividade que vem de um tempo onde imperava a ignorância mais profunda.

 

Porém, o mundo evoluiu, os conhecimentos são outros e talvez por isso a SIC e a TVI, canais televisivos com grande audiência em Portugal, deixaram de transmitir touradas.

 

A RTP lá continua a transmitir violência e crueldade contra seres sencientes em directo, por motivos que todos nós sabemos: uma subserviência demasiado óbvia ao lobby tauromáquico, na mão de umas poucas famílias.

 

Ora, tendo em conta que a CMTV é uma estação televisiva que diz “buscar um olhar português sobre o pulsar contínuo do País e do Mundo” e “não se verga a interesses particulares”, é estranho que o Farpas Blogue tenha tornado pública uma notícia que se não é falsa é no mínimo insólita.

 

É preciso fazer Portugal evoluir. E todos esperamos que o Grupo Cofina não permita que se beneficie a indústria tauromáquica, e se continue a realizar a Corrida Vidas/Correio da Manhã, que em nada prestigia o Grupo, a TV e a comunicação social.

 

O que espero da CMTV é que, em vez de considerar sequer a possibilidade de emitir touradas, apresente uma reportagem séria sobre os bastidores da tauromaquia – o lado desconhecido e mórbido da vida de um ser senciente, um bovino, um herbívoro, um mamífero superior, com um ADN semelhante ao do ser humano, e que sofre horrores antes, durante e depois da lide, conforme podemos constatar neste link:

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

Apelo, portanto, para a sensibilidade e o bom senso dos que, pretendendo prestar um bom serviço televisivo aos Portugueses, não cedam à tentação de transmitir violência e crueldade, tornando ainda mais cruel e violento o mundo em que vivemos.

 

Isabel A. Ferreira

(Fonte: Marinhenses Anti-Touradas)

 

Enviem os vossos protestos para:

sede@cofina.pt; geral@cmjornal.pt; secretariaproducao@cmjornal.pt; publicidade@cofina.pt; marketing@cofina.pt

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:21

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

CARTA ABERTA AO SENHOR DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA

 

Posso entender o desconhecimento numa pessoa que não teve acesso à Cultura Culta.

 

Mas jamais o compreenderei em alguém que teve o privilégio de frequentar uma Universidade.

MARCELO.jpg

 

Exmo. Senhor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

 

Ouvi V. Excelência, um destes dias, na sua rubrica do telejornal da TVI, dar os parabéns aos forcados de Santarém, pela passagem do aniversário daquele grupo.

 

Confesso que, apesar de saber que V. Excelência é um aficionado assumido da selvajaria tauromáquica (constando na lista dos que ficarão perpetuados no Livro Negro da Tauromaquia em Portugal, o que lhe retira todo o prestígio que poderia ter e não tem), nunca imaginei que tivesse a baixeza de vir a público dar os parabéns a um bando de cobardes que tortura touros já moribundos, em grande sofrimento e agonia, para “deleite” de um ajuntamento de sádicos, quando tinha o dever de combater esta ignomínia.

 

Não saberá o senhor doutor Marcelo Rebelo de Sousa que a selvajaria tauromáquica faz parte da “cultura” dos broncos, é a “arte” dos broncos, é a “tradição” dos broncos e a “identidade cultural” dos broncos?

 

Não saberá V. Excelência que a selvajaria tauromáquica é um costume bárbaro, herdado dos bárbaros espanhóis de antanho, e absolutamente rejeitada pela sociedade moderna, civilizada e culta?

 

Sempre me intrigou o facto de “personalidades” (felizmente um número insignificante), que tiveram acesso à Cultura Culta, estarem envolvidas em algo que faz parte do que de mais vil existe no ser dito “humano”: a crueldade, a maldade, a impiedade, a insensibilidade, a falta de empatia para com seres indefesos, inocentes e inofensivos. O facto de gostarem de ver um ser vivo a ser torturado cobardemente, barbaramente. Gostarem de ver rasgar-lhes as carnes, e o sangue a jorrar das feridas que dilaceram o corpo e a alma que também eles têm.

 

Tenho feito esta pergunta a muitas dessas “personalidades” e até hoje nenhuma foi capaz de me dar uma resposta lógica e racional para um comportamento apenas compreensível (mas ainda assim inaceitável) em gente de muito baixo nível cultural, moral e social.

 

Ainda não tinha tido oportunidade de fazer a pergunta a V. Excelência.

 

Aqueles “parabéns” inusitados feriram a minha sensibilidade e fizeram a ocasião.

 

Por que é que um homem que frequentou o Ensino Superior; é membro da Junta Directiva da Fundação da Casa de Bragança, desde 1994; é Licenciado em Direito e doutor em Ciências Jurídico-Políticas; é professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde exerceu as funções de presidente do Conselho Directivo, do Instituto da Cooperação Jurídica, do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas e do Conselho Pedagógico; e que foi também professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa; professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, bem como da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa; foi negociador do ante-projecto da Faculdade de Direito da Universidade de Bissau e presidiu à Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, e é doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto; foi dirigente do PSD; como é que um homem que se diz católico é aficionado da selvajaria tauromáquica, como se nunca tivesse tido a oportunidade de evoluir?

 

Posso perguntar a V. Excelência o que está por detrás de uma mente (que poderia ser brilhante, mas não é) para ter uma atitude absolutamente inexplicável á luz da mais básica racionalidade?

 

Vossa Excelência terá conhecimento de que a “indústria” da crueldade e da violência gratuitas sobre animais inocentes, indefesos e inofensivos enfrenta em todo o mundo civilizado uma grande contestação moral, e a sua actividade sangrenta e obscura suscita, nos tempos que correm, grande repulsa ética, social e cívica, não só em Portugal como em todo o mundo?

 

Saberá Vossa Excelência que apoiar a selvajaria tauromáquica, em pleno século XXI da era cristã, contra toda a evidência imparável da evolução necessária e inerente a um país em que apenas uma minoria (muito, muito minoria...) inculta e ignorante persiste em perpetrar uma prática que horroriza, é negada e afasta quase 90% da população portuguesa, que não só repudia esta “diversão” de broncos, como todas as outras práticas que se baseiam em maltrato de animais, como circos, lutas, caça e pesca desportivas, tiro aos pombos…, é passar a si próprio um atestado de inferioridade mental?

 

Vossa Excelência saberá que a selvajaria tauromáquica não tem mais lugar numa sociedade civilizada, e que o ser humano evoluiu no sentido de cada vez mais respeitar o sofrimento e a vida dos animais não humanos (uma vez que animais somos todos nós) e, por esse motivo, essa selvajaria tem vindo a ser repudiada e proibida em muitas cidades e regiões, nos (apenas) nove países onde tal barbárie ainda é permitida por governantes que ficaram cristalizados no passado muito remoto?

 

Vossa Excelência saberá que a selvajaria tauromáquica é, de facto, uma actividade bárbara que não serve absolutamente nenhum interesse do ser humano, e de um País, mas apenas o ego doentio de uma minoria inculta e nociva às sociedades modernas, que insiste em alimentar e perpetuar um “gosto” mórbido, desassisado e sádico de se divertir à custa do sofrimento atroz de um animal herbívoro, que nasceu para pastar tranquilamente nos prados?

 

Vossa Excelência desconhecerá que a selvajaria tauromáquica promove a violência gratuita, deseduca as crianças que a elas assistem, inclusive provocam-lhes traumas (estudos psiquiátricos provaram-no com grande clareza), representam uma afronta à ciência, que já demonstrou e provou sobejamente que os Touros e os Cavalos são animais sencientes e conscientes tal como nós, animais humanos?

 

Vossa Excelência não saberá que em 7 de Julho de 2012, um grupo de neurocientistas de renome internacional, declarou pela Universidade de Cambridge que todos os mamíferos, aves, répteis e outros animais de várias espécies, além de serem sencientes têm também consciência? Quer isto dizer, que têm plena noção do que se passa à sua volta e que, tal como o animal humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e emocional, como dor, tristeza, medo, stress, pânico, mas também alegria, amor e emoção. (Ver o link)

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/511936-declaracao-de-cambridge-sobre-a-consciencia-em-animais-humanos-e-nao-humanos

 

Vossa Excelência terá conhecimento de que a UNESCO, em 1980 declarou a tauromaquia como «a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espetáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura"?

 

Porquê, sendo Vossa Excelência um homem com formação “superior” acoita na sua bagagem humana, algo tão desumano, tão cruel, tão sangrento e tão do foro da psicopatia como é a selvajaria tauromáquica?

 

Conseguirá Vossa Excelência ter uma explicação lógica e racional para esse seu gosto mórbido pela tortura de seres vivos? Pelo sangue? Pelo sofrimento? Uma atitude que nem o mais sábio dos sábios compreende?

 

Vossa Excelência é considerado um homem inteligente. 

 

Mas há dois tipos de inteligência: a inteligência luminosa e a inteligência tenebrosa.

 

Será V. Excelência uma inteligência tenebrosa? Não quero crer. Mas se é, será algo que se pode remediar. Pois se desconhecia todas estas alegações, agora já sabe. E tem oportunidade de optar.

 

E pretende V. Excelência candidatar-se a Presidente da República Portuguesa?

 

Aguardando que Vossa Excelência possa fazer a diferença, e dar-me a gentileza de uma resposta racional que justifique a crueldade exercida gratuitamente sobre um ser vivo para que V. Excelência possa aplaudir, envio-lhe os meus cumprimentos, que só não são os “melhores” porque V. Excelência, por enquanto, não os merece.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:09

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

«FUMAÇA E FOGO NO CIRCO COM ANIMAIS DE CACÁ DIEGUES EM PORTUGAL»

 

Excelente trabalho de Marli Delucca. Um magnífico contributo para a abolição definitiva dos circos que usam e abusam cobardemente de animais indefesos, enjaulados, escravizados, molestados para fazerem o que não é da natureza deles fazer.

 

Esperemos que o Cacá Diegues desista dessa ideia burlesca e retrógrada de vir filmar "O Grande Circo Místico" a Portugal (e só podia ser no circo do Victor Hugo Cardinali (o carrasco maior dos circos) e que de uma vez por todas se acabe com esta miséria moral.

Um texto que é obrigatório ler até ao fim.

 

OLEGÁRIO.png

 

Por: Marli Delucca

 

Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”. Disse Victor Hugo Cardinali, dono do circo onde será rodado o filme ‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues.

 

O incêndio que foi primeiramente percebido pelos defensores dos animais, não para de se alastrar em virtude das informações divulgadas em torno do filme à luz da realidade dos fatos.

 

O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje várias pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos. O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizem animais mantendo-os em cativeiro forçado, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão dos animais nos circos’.

 

Cacá Diegues disse a Revista Época - “Vou filmar em Lisboa porque quando estava montando a produção descobri que no Brasil é proibido ter animais em circos. Como vou fazer um filme de circo sem um elefante, um macaco? Daí descobri que em Portugal existem ótimos circos

 

Tentando dissipar a fumaça nas palavras do cineasta, fumaça essa que tentou encobrir a realidade, já que o Projeto de Lei que ‘Proíbe Animais em Circo no Brasil’, está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo, é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.

 

Onde Há Fumaça, Há Fogo

 

Curiosamente a ‘Proibição de Animais em Circo em todo o Brasil’, foi por várias vezes citada pelo cineasta a diversos outros veículos de comunicação junto da divulgação do filme ‘O Grande Circo Místico’, sem que nenhum desses fizesse qualquer questionamento ou observação sobre as primeiras das várias informações inverídicas que permeiam a produção do mesmo.

 

Tanto no Brasil como em Portugal, os defensores de animais se mobilizaram para dissuadir a produção de utilizar animais nas filmagens, em vão, já que o cineasta se declarou um fascinado por circos em sua coluna no Jornal O Globo, onde escreveu;

 

‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’

 

Em outra matéria do Globo, Cacá Diegues diz - “Os fiscais não liberam nem para a gravação”. “Se ficarem sabendo, eles podem acabar interditando as filmagens”. E todas as cenas circenses — ou seja, boa parte do filme vai ser filmado em Portugal. “Não dá para fazer, sem bichos, uma longa que se passa num circo, no início do século vinte”.

 

É um filme difícil de ser produzido e realizado, mas nunca estive tão excitado, relata o site do IG.

 

A produtora do filme Renata de Almeida Magalhães, que é também é esposa do cineasta, em comunicado enviado à Lusa, rejeitou, qualquer ideia de maltrato de animais e que estes serão utilizados em situações de um quotidiano de circo: "Não há nenhum motivo para que sejamos tratados como 'monstros-­que-maltratam-animais'". "A história do Circo Victor Hugo Cardinali assegura-nos que estamos trabalhando com uma das pessoas mais sérias do universo circense".

 

Os defensores dos animais em Portugal, tem uma definição bem diferente da produtora brasileira, e costumam se referir ao mesmo como o ‘confesso abusador de animais’. Depois de ter sido filmado espancando um elefante com o aguilhão, durante uma apresentação do circo que leva seu nome, Victor Hugo Cardinali tentou justificar seu ato à imprensa portuguesa. A confissão foi transmitida pela Rádio Clube Português.

 

As investigações sobre os maus-tratos ocorreram em vários circos portugueses, foram conduzidas pela Animal Defense Internacional – AID e pela ANIMAL ONG Portuguesa de Defesa dos Direitos dos Animais, que emitiu o relatório “Basta de Sofrimento nos Circos”, onde consta;

 

Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.

 

A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.

 

Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.

 

Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais.

 

Tenho amigos em todo o lado disse Victor Hugo Cardinali em entrevista ao “i”. Conheço jornalistas, jogadores, treinadores, gente do teatro e do cinema, presidentes, advogados, engraxadores de sapatos, ladrões, prostitutas.

 

A última citação da imprensa portuguesa sobre o Circo Victor Hugo Cardinali, foi a da apreensão de nove leões pelo Comando Territorial de Lisboa no âmbito de uma ação de fiscalização feita em conjunto com o ICNF. Tal como ocorre no Brasil a ‘apreensão’ foi reformulada. Os leões "ficaram confiados ao dono do circo, que é fiel depositário dos mesmos", mas que "não poderá utilizar os animais [nos espetáculos] enquanto decorre o processo no Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

 

Em Portugal, uma portaria publicada em Outubro de 2009, proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.

 

Cinco anos depois a Lusa foi perguntar aos dois principais circos que pelo Natal “desceram à cidade” como se estão a adaptar aos novos tempos. Apenas um deles, Miguel Chen, do circo com o mesmo nome, aceitou falar sobre o assunto. “Já mandei castrar todos os meus animais”, disse. O silêncio de Victor Hugo Cardinali não é de se estranhar – ele novamente teria que confessar o abuso, já que não castrou seus leões que continuam a exibir uma farta juba. (Após a castração os leões perdem a juba, já que esses ‘cabelos’ param de crescer).

 

«Aqui sou rei, lá fora ninguém me conhece», disse Victor Hugo Cardinali recentemente ao Diário de Notícias.

 

E é quase incontestável o ‘poder’ dele em Portugal – oriundo da conivência de políticos e de empresários que visam lucros independente da segurança das pessoas e do bem-estar dos animais. Apadrinhado pela TV e pela imprensa Portuguesa, que tenta conectar o circo a todo e qualquer tipo de espetáculo como o futebol. – levou um leão a atravessar o estádio lotado de torcedores.

 

As investigações da ADI em diversos países levaram à conclusão de que o uso de violência no treino e condicionamento dos animais é uma ocorrência regular e faz parte da cultura do circo.

 

Envolto em labaredas de inverdades, a produção do filme ‘O Grande Circo Místico’ de Cacá Diegues, já deram início a vários capítulos enigmáticos, listados abaixo, de uma trama que pode se estender muito além do eixo Brasil-Portugal, e que irá prejudicar diversos animais pelo mundo com sua exibição que pretende enaltecer os circos com animais.

 

Em novembro do ano passado à Câmara Municipal de Lisboa em votação aprovada por maioria, deliberou que não emitiria mais licenças a espetáculos circenses que incluam a exibição ou utilização de animais. A recomendação foi feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.

 

Se o filme ‘O Grande Circo Místico’, já tinha obtido uma licença para as filmagens com os animais no circo, essa informação foi omitida da notícia divulgada pela própria Câmara de Lisboa. O documento sobre as informações do ‘Filme Brasileiro filmado em Lisboa’, consta os locais das filmagens que ocorreram entre Janeiro e Março de 2015, e neste documento não aparece o nome do Circo Victor Hugo Cardinali e nem seu endereço. O documento também cita que haverá um apoio estimado da isenção de 9.957,41€, para o orçamento total de 4.500.000,00€, enquanto que no Brasil consta que o custo da produção seria de R$ 13.000.000,00.

 

Cita que no Brasil, a produção está em negociações com a Sony Pictures, que a TV Globo é parceira de mídia o que poderá proporcionar uma entrada forte no mercado. E que por último, preveem que este filme possa ser lançado no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2016 (festival onde o realizador exibiu grande parte dos seus filmes alguns em competição, para além de ter sido júri em todas as suas categorias).

 

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), que é uma das maiores ONGs de proteção animal no Brasil, e que conta com mais de 100 afiliadas, em todas as regiões do país, enviou ofício para a equipe produtora do filme e recebeu uma resposta, que sugere que o cineasta e seus produtores não acreditam que estão cometendo um erro moral ao ilustrar o uso de animais em circo de forma positiva e que não irão ilustrar o sofrimento animal intrínseco ao uso de animais em circos.

 

“Não estamos fazendo nada ilegal. E vou explicar porque também não estamos fazendo nada imoral", afirmou a equipe de produção do filme em resposta enviada ao FNPDA. As justificativas foram de que apenas cavalos, leões, elefantes e pôneis serão usados, e os animais foram adestrados e são atualmente usados nas apresentações do dito "renomado" circense português Victor Hugo Cardinali.

 

"Não posso entender no que isso implica em maltrato aos animais. Seria como considerar que um documentário sobre um circo que tenha animais configure em cumplicidade com suposto maltrato o que, definitivamente não é o caso", adicionou a equipe de produção de Diegues.

 

Com base na resposta da produção do filme, a alegação ‘não estamos fazendo nada ilegal’, não parece uma resposta apropriada para um filme que conforme divulgado por Cacá Diegues foi ‘proibido de ser filmado no Brasil’, enquanto que ao mesmo tempo é permitido que seja financiado por incentivos fiscais federais, já que é produzido com recursos ofertados pela Lei Brasileira do Audiovisual (LEI Nº 8685/93).

 

No Brasil a informação encontrada era que o custo de produção era de R$ 13.000.000,00, e que o filme será uma co-produção Brasil-França-Portugal. Em Portugal consta que apoio do Governo Português foi dado através do Instituto do Cinema e Audiovisual (cerca de 110.000 euros), e com isso também irritou os defensores dos animais.

 

A Associação Vida Animal de Portugal disse em um comunicado, que continuará a tentar chamar a atenção para a legislação desadequada e impedir que Portugal se torne o destino preferencial para quem pretenda explorar animais para entretenimento e não o possa fazer no seu país de origem".

 

Na sequência da petição pela retirada do apoio financeiro do governo português ao filme “O Grande Circo Místico”, a Associação Vida Animal, recebeu do Instituto do Cinema e do Audiovisual a seguinte resposta; ‘A entidade considera que não há fundamento para retirar o financiamento de 110.521,66 euros concedido ao projeto no âmbito do Protocolo Luso-Brasileiro e atribuiu-lhe entretanto outros 200.000 euros de apoio no âmbito do programa Coproduções Minoritárias’.

 

Assim, um projeto que não avançou no Brasil devido à ‘falsa-alegação’ de proibição de utilização de animais na produção, recebe agora 310.521,66 euros (dos quais 195.260,83 já foram pagos) dos cofres públicos portugueses, bem como a anuência das autoridades perante a exploração animal praticada nas filmagens e promovida e romantizada no filme. A íntegra das informações podem ser lidas aqui.

 

- O Poema e suas Adaptações.

 

“O Grande Circo Místico”, poema de Jorge de Lima, está presente no livro ‘A túnica inconsútil’ foi escrito em 1938. Esse poema originou diversas interpretações ao longo dos anos, como o balé, musicais, e até enredo de escola de samba, que foram adaptadas para a os espetáculos de mesmo nome, e que retrata a saga da ‘real’ família austríaca proprietária do Circo Knie.

 

Além de se dedicar ao desenho, à pintura e à escultura, foi o primeiro artista brasileiro a produzir fotomontagens. Em entrevistas, o autor declarou sua admiração pelo trabalho de Max Ernst, que lhe serviu de inspiração. O artista alemão alcançou a fama no período da Alemanha nazista.

 

- O Circo Knie foi fundado em 1803 pela família Knie e tem existido em sua forma atual desde 1919, quando se mudou de uma arena aberta para uma tenda coberta. O circo é famoso por apresentar números com diversos animais como; ursos polares, leões-marinhos, girafas, rinocerontes, camelos, avestruzes, orangotangos e pinguins – como também elefantes, leões, tigres, macacos, cavalos, lhamas e outros seus animais, e também há algum tempo agora opera um zoológico ( Kinderzoo de Knie ) e um museu em Rapperswil. Em 1999, Franco Knie foi nomeado Melhor Domador de Animais no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo.

 

Atualmente o circo é uma empresa de capital aberto na bolsa de valores, operados por Fredy e Franco Knie em parceria com a companhia de seguros Swiss Life .

 

A Elefante Patma, nascida em 1961 é um dos animais mais idosos a continuar viva e trabalhando em espetáculos circenses.

 

O Knie Zoo é famoso por oferecer aos visitantes contato direto com os animais. Elefantes carregam de 4 a 6 pessoas em suas costas, Também é possível montar nos camelos, ou conhecer o Zoo, sentado em um vagão de trem que é puxado por um único cavalo! E no Zoo Knie os animais comem toda vez que alguém paga para alimenta-los. E consta que na Europa eles são considerados como um ‘exemplo’ de ‘bem-estar’ aos animais.

 

- Os Animais e o Circo

 

- "Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o. Eis como". (Saul Kitchener, diretor do San Francisco Zoological Gardens)

 

O posicionamento das pessoas contra a exibição dos animais no circo, advém principalmente das inúmeras denúncias e comprovações de que os animais,

 

O pensamento que os animais nasceram no circo, e apreciam executar ‘truques’ totalmente em desacordo de como viveriam na natureza – advém da forma deturpada como a mídia divulga a questão.

 

CIRCO.png

 

- O Big Brother Circense na TV de Portugal e o Circo Victor Hugo Cardinali

 

O ‘Big Brother Circense’ foi transmitido na televisão pela rede portuguesa TVI, no qual o Circo de Victor Hugo Cardinali foi convidado para integrar a produção do Reality Show. Foi criado pela Endemol a mesma produtora de televisão, que inventou inúmeros outros reality shows, que hoje se repetem pelo mundo. O “Circo das Celebridades” levou um grupo de caras conhecidas da televisão portuguesa a viver e a participar nos espetáculos do circo com animais.

 

A verdadeira intenção do reality que pretendia manter a ilusão do circo com animais, através de sua mensagem subliminar, o qual poderia ter sido ‘vendido' nas joint ventures, nos 23 países, mantidos pela rede de entretenimento ano após ano, foi ‘suspenso’ após a divulgação do vídeo que mostrou Victor Hugo Cardinali a espancar repetidamente um de seus elefantes durante um espetáculo com o aguilhão. O que a maioria das pessoas desconhece é que apesar de ser um pequeno espeto de ferro - em relação ao tamanho do elefante, as espetadas abrem feridas na pele, que se transformam em doloridos abcessos.

 

Sem ter como negar a crueldade, e pressionado pela imprensa Victor Hugo Cardinali confessou no programa de rádio bater nos animais do circo como forma de obter respeito subjugando os animais pela dor. Os patrocinadores do Circo das Celebridades receberam milhares de e-mails dos portugueses contra o reality-show e contra o abusador confesso de animais.

 

A Associação Animal emitiu um comunicado onde citou; “A TVI está a tentar subestimar a inteligência do público, o que é de uma arrogância extrema. A verdade é que as empresas já não estão disponíveis para se associar a este formato”.

 

Em Portugal a lei que criminaliza os maus tratos aos animais, e que prevê multas e até penas de prisão para quem maltrate ou abandone é restrita aos ‘animais de companhia’, ou seja os animais maltratados nas touradas e nos circos não possuem nenhuma lei que os proteja, e seus agressores jamais são punidos.

 

A criminalização dos maus-tratos "não abrange os animais utilizados em exploração agrícola, pecuária ou agro-industrial, assim como os utilizados para fins de espetáculo comercial ou outros fins legalmente previstos". A lei limita o crime aos "animais de companhia". Significa que quem quiser matar um elefante à paulada no circo, ou espetar bandarilhas até a morte do touro, não pagará multa e nem será preso.

 

Tanto a TV como os jornais portugueses há muito apadrinharam os circos do país tanto que chegam a omitir o ‘nome’ do circo quando a notícia depõe contra esses. Quando 2 tigres fugiram após uma distração do tratador ao lavar a jaula e um deles foi para o rio nadar acompanhado por um cachorro era uma atração – o nome do circo que estava na cidade de Régua nunca foi mencionado.

 

Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.

 

A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.

 

Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.

 

Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais

 

E era exatamente assim com os animais de todas as outras espécies que observámos. E ainda pior é o fato de que muitos animais nos circos nunca chegam a sair das suas jaulas e vagões de transporte para atuarem. Vários circos viajaram com animais que não atuaram. Foi o caso de dois macacos, um urso, um leão da montanha, um tigre e dois leões do Circo Roberto Cardinali e de seis tigres do Circo Victor Hugo Cardinali. Estes animais vivem em zoos móveis e completamente abaixo dos padrões mínimos aceitáveis.

 

Os tigres brancos do Circo Victor Hugo Cardinali desfilavam em espetáculos de circo sem qualquer grade a separá-los do público. No Circo Roberto Cardinali, as crianças podiam dar aos macacos garrafas de plástico, pão e pedaços de cartão. No Circo Victor Hugo Cardinali, não havia quaisquer sinais de aviso e o portão estava sempre aberto. Era possível a qualquer pessoa aproximar-se dos setes elefantes africanos, que estavam sem qualquer supervisão, cita o relatório, que pode ser lido na íntegra aqui.

 

Em outra ocasião, nove leões do circo Victor Hugo Cardinali, foram apreendidos pela Guarda Nacional Republicana - GNR, em Lisboa, por estes não terem registo ao abrigo da convenção sobre comércio internacional de animais selvagens – CITES.

 

- A Europa e os Circos

 

O lobby circense é tão forte na Europa, que o Parlamento Europeu fez uma proposta de resolução que reconheceria o circo como parte integrante da cultura da Europa. Ao mesmo tempo que a Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu, estabeleceu uma total proibição para a utilização de primatas superiores, como chimpanzés, gorilas e orangotangos, para fins científicos.

 

A Federação Mundial do Circo, tem como presidente honorária a Princesa de Mônaco – que há anos largou a realeza – pegou os filhos pequenos e foi viver no circo – o caso de amor coincidentemente foi com o dono do Circo Knie, que era domador de elefantes, e que colocou a filha da Princesa Stéphanie de Mônaco - Pauline aos 7 anos de idade, para atuar ao lado e em cima dos elefantes.

 

O Governo Português que tentou dar um passo para o fim dos circos com animais em Portugal, foi processado pela Associação Europeia de Circos, depois de a Comissão Europeia ter esclarecido que o uso de animais em circos era uma questão nacional.

 

As companhias de circo portuguesas que usam animais e a Associação Europeia de Circos – o lobby europeu dos circos com animais – anunciaram que iriam avançar com uma ação judicial, contra o Estado Português pelo fato do Governo ter decidido implementar legislação contra o uso de animais selvagens em circos.

 

A Associação Europeia de Circos alegou que a proibição implementada pelo Governo Português, assim como a proibição do uso de animais selvagens em circos implementada, em 2005, pelo Estado Austríaco, violam o artigo 49 do Tratado Europeu, no sentido em que, supostamente, estas normas violariam as regras do mercado livre e comum.

 

O único aparente avanço em Portugal foi a portaria publicada em Outubro de 2009, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.

 

A portaria 1226/2009, que “proíbe a detenção de espécimes vivos da família dos felídeos e não permite que se utilizem nestes espetáculos animais que tenham sido adquiridos ou reproduzidos após 90 dias da sua entrada em vigor em outubro de 2009”, parecia não ter validade no Circo Chen, que em 2011 foi denunciado pela venda das selfies entre criança e filhotes de tigres “com apenas alguns meses”, ilegalmente adquiridos e\ou reproduzidos.

 

- O Circo no Brasil

 

A utilização de animais em circos já é proibida em onze estados brasileiros por constatações de maus-tratos, mas o Projeto de Lei para que a proibição seja ampliada para todo o país está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo (leia aqui), é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.

 

Os circenses hoje têm se organizado em algumas cooperativas, especialmente na região Sudeste. A maioria defende o uso de animais e de crianças trabalhando no picadeiro. A União Brasileira do Circo estima a existência de 2.500 circos e 30 mil artistas em todo o Brasil.

 

A Rede de Apoio ao Circo, tem sua base em Minas Gerais, e a Associação Brasileira de Circo (Abracirco), entidade nacional, foi fundada em 1977. Atualmente a Abracirco está empenhada em aprovar no Congresso a Lei do Circo para que a atividade circense seja regulamentada como um dos bens do patrimônio cultural brasileiro.

 

- O Tráfico de Animais iniciou-se nos Circos

 

Escondida por sob a lona dos circos, mora também o tráfico de animais que movimenta rios de dinheiro. Um dinheiro ‘livre’ de impostos em todo o mundo, usado para corromper governantes e legislações. “Agora também se tornou público que os responsáveis por este circo estão envolvidos com o tráfico de espécies exóticas e protegidas, o que demonstra mais uma vez a falta de sensibilidade que seus trabalhadores demonstram com os animais”.

 

- As Segundas Intenções e as Mensagens Subliminares

 

O site filmeb, descreve a produtora Renata Almeida Magalhães (esposa de Cacá Diegues), como sendo graduada em Direito e especializada em legislação de incentivo fiscal para cultura. Já a outra produtora Paula Lavigne, disse a revista Veja "Virei uma prostituta cultural para fazer filme. Eu ofereço sociedade às empresas, mostro as possibilidades de retorno. É troca de interesses".

 

Cacá Diegues também protagonizou a maior polêmica sobre a concessão de patrocínio por empresas estatais, como a Petrobrás que financiou vários de seus filmes.

 

O verdadeiro conceito sobre mensagens subliminares têm sido muito mal interpretado pela maioria da população, as mensagens subliminares possuem um poder muito mais poderoso de influência pelo fato de fazer isso de maneira sutil, pela conivência como determinada coisa por mais absurda que seja, passa a ser normal e então passa a ser mais fácil aceitar tal coisa ou situação. Inserida em histórias e nos filmes, preenchendo o cenário sem destacar sua presença, mas para sempre perpetuada pelo cérebro.

 

O roteiro foi escrito em 2009 por Cacá Diegues com George Moura, é citado pelo cineasta como um "velho sonho". Sob o título de ‘O Grande Circo Místico’, apresenta uma resenha tão inocente quanto a história infantil da Cinderela – um mocinho rico e uma mocinha pobre que se apaixonam mas que não podem viver esse amor em decorrência de tudo e de todos que estão a sua volta. Uma história contada e recontada pelo cinema em clássicos que vão de ‘Casablanca’ de 1942, ao sucesso da trilogia ‘Crepúsculo’. E o motivo das pessoas não perceberem que estão assistindo sempre a mesma ‘história’, é a mensagem que é inserida por trás da ‘história’.

 

O melodrama revivido entre mocinhos e mocinhas, torna-se ínfimo no filme ‘Água para Elefantes’, no qual é impossível ficar indiferente a crueldade na qual os animais são submetidos. A mensagem subliminar repassada ao mundo, é a de que todos os circos com animais deveriam deixar de existir. Mensagem essa reforçada, após a comprovação documentada em vídeo de que - os elefantes usados no filme “Água para Elefantes”, foram verdadeiramente espancados e eletrocutados durante seu treinamento conforme divulgado pela ANDA.

 

Com o título ‘Hoje tem espetáculo’, Cacá Diegues, em sua coluna se declara ‘fascinado’ por circos - “O fascínio que eles exerciam sobre mim se reflete em meus filmes, nas referências de “Quando o carnaval chegar”, “Chuvas de verão” e “Tieta do Agreste”, além da homenagem de “Bye Bye Brasil” a uma daquelas caravanas nordestinas”. E acrescenta; ‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’

 

Mário de Andrade fez o seguinte comentário sobre o autor de ‘O Grande Circo Místico, "Jorge de Lima é um mundo de contradições por explicar e de dificuldades a resolver",

 

Em 1938 o poeta Jorge de Lima já denunciava a ineficácia das organizações mundiais na resolução dos conflitos: E nem o Sinédrio, nem os Conselhos, nem a Liga das Nações nada fizeram, nada resolveram, nada adiantaram. Diante de um mundo caduco, o poeta exclama: «Estrangeiro, amigo, escrevamos para os nossos bisnetos fictícios, a história eterna do homem decaído e do mundo sem jeito.»

 

O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais”, a frase é de Olegario Schmitt, Brasileiro, Poeta, Escritor, Fotógrafo, Editor e Web-Designer.

 

Fonte:

http://muralanimal.blogspot.pt/2015/02/fumaca-e-fogo-no-circo-com-animais-de.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:02

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

ANIMAIS NO CIRCO: SIM OU NÃO?

digitalizar0036 ELEFANTES ESCRAVIZADOS.jpg

 

Elefantes escravizados no Circo Cardinali, com os pés acorrentados, toda uma vida…

Quando tirei esta foto (por entre as grades, antes do “espectáculo”) eles estavam a balouçar-se de um lado para o outro, num estado de grande stress e alienação. Podemos ver a profunda tristeza na expressão alheada destes animais inteligentíssimos, sensíveis e muito, muito mais “humanos” do que quem assim os subjuga…

 

Um deles, nesse dia, por não fazer a vénia a agradecer ao público (diga-se de passagem, um escasso público) apanhou com um bordão grosso, na tromba, junto aos olhos, e as lágrimas rolaram como pequenas pérolas tristes…

 

Neste dia, 9 de Agosto de 1997, as crianças choraram também e nunca, nunca mais pisaram a arena de um circo onde os animais são deste modo maltratados, até em público… quanto mais nos bastidores…!

E foi nesse mesmo dia que eu comecei a minha luta contra todos os que maltratam animais não humanos para divertir humanos…

***

Abram este link para ver a intervenção de Miguel Santos do PAN, e a de Miguel Chen, representante do Circo Chen, no programa «A tarde é Sua», da TVi

Um excelente debate

https://www.facebook.com/partidoanimaisnatureza/posts/884485228262214

***

Aqui, a opinião do Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário, defensor dos Direitos dos Animais e Abolicionista da Tauromaquia, sobre este apontamento televisivo:

 

«Na minha opinião, estiveste muito bem Miguel, digno, cortês, paciente, muito didáctico representante do Partido pela Pessoas, pelos Animais e pela Natureza. Lutaste bem pela Causa dos Animais não Humanos.

 

É de mencionar sempre a natureza, a susceptibilidade, a senciência, a consciência dos animais não humanos, não muito diferentes das dos humanos, cruelmente atingidas nos espectáculos com animais, não só pela privação de liberdade, pelo confinamento, pela dureza do treino, pelo stress das viagens, etc., etc., etc.

 

Há que mencionar que o nosso clima de inverno pode ser muito agressivo para animais de climas tropicais, que são bastante vulneráveis e não têm a possibilidade de procurarem melhor abrigo por estarem enjaulados.

 

A exposição às intempéries, por vezes extremas e às quais os animais exóticos não estão adaptados, é um modo cruel de os maltratar.»

Vasco Reis

***

O Senhor Chen teve toda a razão quando falou nas touradas.

 

Os Touros não são animais?

Porque são subsidiadas as touradas e os Circos não?

Porquê apenas os circos devem ser penalizados?

Sim, o caso dos golfinhos, também tem razão, o Senhor Chen.

Porquê explorar os golfinhos?

 

Agora que os animais no Circo não são maltratados, não é verdade.

 

Basta estarem fora do seu habitat. Isso é já uma enorme tortura.

 

Que é possível haver circos SEM ANIMAIS, e as crianças divertirem-se à grande, é bem verdade: bastaria haver palhaços e ilusionistas.

 

Mas existem muitas mais artes circenses, vejamos:

 

«O poder do encantamento do circo é sempre surpreendente. Não há como ficar imóvel, com a respiração presa, com o frio na barriga diante das peripécias de um artista circense.

 

É isso que procuramos fazer com os nossos números e performances: fazer rir, ter medo, ficar com o coração na boca, tremer, gritar, depois respirar aliviado, mas, acima de tudo, procuramos emocionar com nossos números e performances circenses.

 

Temos um quadro de artistas especializados em diversas modalidades:

 

- Perna de pau;

- Mão a mão;

- Contorção;

- Malabares – claves, bolas, argolas e etc.;

- Acrobacia de solo;

- Pirâmides humanas; Aéreos – tecido, trapézio e lira de giro;

- Pirofagia – números com fogo;

- Palhaços;

- Arame – corda bamba.

in

http://www.escolapecirco.org.br/?page_id=86

 

***

Animais não humanos para quê, se os humanos têm o saber de tantas artes?

 

Os animais não humanos não nasceram para fazerem malabarismos em circos.

 

Assim como o chamado Homo Sapiens não nasceu para andar a saltar de galho em galho nas florestas… ou viver em tocas… ou andar de pescoço esticado a comer folhas nas árvores…

Esse tempo já passou há muito… Certo?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:59

link do post | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

«ACENTUADO DECRÉSCIMO DAS TOURADAS NA TELEVISÃO»

 

«Um contributo para a Abolição»

 

 

«Numa fase em que a tauromaquia só vai sobrevivendo com apoios como a emissão televisiva de touradas, é muito bom verificarmos que no espaço de dois anos se assistiu a uma quebra de 80% na quantidade de touradas televisionadas.

 

De 15 touradas transmitidas em 2011, passámos para 3 em 2013.

 

A TVI esteve muito bem, pois pela primeira vez em muitos anos não emitiu qualquer tourada. Excelentes sinais

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=659785994054967&set=a.215152191851685.58389.215151238518447&type=1&theater

 

***

Passo a passo, lá se caminha para a EVOLUÇÃO, porque nem tudo em Portugal está perdido.

 

Agora só falta a MAIORIA dos deputados da Assembleia da República Portuguesa tirar a venda dos olhos, remover os tampões dos ouvidos,  libertar as mentes e fazer o que tem o DEVER de fazer:

ABOLIR A JÁ TÃO APODRECIDA TAUROMAQUIA

 

É uma EXIGÊNCIA da maioria do povo Português.  

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

A RTP DEVERÁ REDUZIR A TRANSMISSÃO DE TOURADAS, E A TVI PODERÁ TRANSMITIR APENAS A SUA CORRIDA ANUAL…

 
 As GRANDES ATITUDES devem ser tomadas de um SÓ GOLE
 
 

  

 

Os portugueses estão fartos de violência contra os Touros e Cavalos. Queremos vê-los assim… tranquilos, nos campos, protegidos do animal humano predador...  E quem inventou que o Touro é "bravo"? Só será bravo depois das torturas que sofre ANTES de o empurrarem à força para a arena.

 

Passo a passo…

 

RTP reduz para metade as transmissões de touradas em 2013.

TVI poderá não transmitir nenhuma...

O que têm a dizer sobre isto?

https://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/photo.php?fbid=532253640138780&set=a.472890756075069.108951.143034799060668&type=1&theater

 

***

 

A RTP deverá transmitir este ano entre cinco a seis corridas, menos de metade dos espectáculos que foram televisionados na temporada anterior, adianta o site "touro e ouro".

 

Quanto à TVI, pode limitar a sua intervenção à transmissão única da sua corrida anual - e isto, se a fizer.

 

***

O que tenho a dizer sobre isto?

 

Acho que é um passo em frente. Melhor transmitir pouco do que tudo.

 

Mas bom, bom, seria acabar de vez, de uma vez só, e não assim às pinguinhas, com a transmissão na TV de algo tão bárbaro, que não educa, nem forma um povo que já de si é tão pouco civilizado.

 

É que quem vê a transmissão de touradas na televisão é apenas uma minoria  - uns poucos aficionados.

 

E mais de 80% da população portuguesa que não vê essas barbáries, não temo OBRIGAÇÃO de PAGAR TAXAS para um serviço público DE TÃO BAIXO NÍVEL.

 

Por isso, é que considero que as GRANDES ATITUDES devem ser tomadas de um SÓ GOLE.

 

 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 14:13

link do post | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012

UM APELO DO MÉDICO VETERINÁRIO DR. VASCO REIS PARA QUE SE DEIXE DE TRANSMITIR TOURADAS NAS TELEVISÕES, POR MOTIVOS ABSOLUTAMENTE ÓBVIOS

 
 
 

 

 

APELO FUNDAMENTADO EM CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS IRREFUTÁVEIS

 

         
         

Exmos. Srs.,

 

Dirijo-me a V. Exas. apoiado em conhecimentos científicos irrefutáveis, que me motivam e cuja revelação deve influir didacticamente em quem tenha capacidade de compreensão. Nesse sentido, permitam-me recordar que:

 

Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa, ausentes nas plantas. Portanto, medo e dor são essenciais e condições de sobrevivência.
 
A ciência revela que a constituição anatómica, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes. 
 
As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento. 
 
Eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto, ao prazer e à dor.
 
Descobertas recentes confirmam que animais, muito para além de mamíferos, aves, polvos, são seres inteligentes e conscientes. O senso comum apreende isto e a ciência confirma.»

 

É inegável que touradas provocam enorme sofrimento a touros e cavalos. É lastimável que empresa apoie isso.

 

Venho, por este meio, apelar à RTP e à TVI para que deixem de emitir touradas, e à SIC - a quem muito agradeço por ter deixado de as emitir -, para que jamais retroceda nesta matéria.

 

Venho, igualmente, apelar aos anunciantes da televisão para que se dissociem por completo da tauromaquia, nomeadamente, tomando todas as medidas para que, em circunstância alguma, os spots publicitários das suas campanhas sejam difundidos no intervalo imediatamente anterior ou em interrupções comerciais de qualquer espetáculo tauromáquico televisionado.

 

Incluo nos destinatários desta mensagem algumas agências de meios, para que também estas saibam que, embora me recuse terminantemente a assistir a atos de crueldade contra animais, vou tendo conhecimento de quais as marcas que não se estão a dissociar dos blocos de publicidade supra referidos, por intermédio de materiais como estes:

 

 http://youtu.be/fBnf-z9Ze78  

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=452671758099726&set=a.454703424563226.106105.215151238518447&type=3&theater.

 

E se até há pouco tempo, não sabia quais as marcas implicadas, agora que sei, qualquer aparição das mesmas me transporta mentalmente para cenários de sangue, dor, sofrimento, agonia e morte, fazendo-me perder completamente a vontade de as utilizar/consumir.

 

Gostaria muito que todas as estações de televisão nacionais, ao invés de transmitirem espetáculos violentos e deseducativos como as touradas, optassem por dar o seu contributo para que Portugal seja um país onde as crianças e os jovens sejam, desde cedo, ensinados a respeitar os animais e a natureza.

 

Gostaria também que as restantes organizações a que ora me dirijo, tivessem presente que são co-responsáveis pela sociedade em que estão inseridas, e deixassem de promover as suas marcas nos espaços em causa, por uma sociedade civilizada. Por um Portugal mais moderno e progressista que não admita espetáculos de crueldade contra os animais.

 

Agradecendo pela atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta, que espero que seja positiva, a esta minha mensagem,

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário

Aljezur

 

 

***

 

DEPOIS NÃO DIGAM QUE NÃO HÁ INFORMAÇÃO.

HOJE EM DIA SÓ É IGNORANTE QUEM QUER...

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:31

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

AMANHÃ A TVI MOSTRARÁ, AO VIVO, COMO SE TORTURA TOUROS E CAVALOS PARA HOMENAGEAR OS EMIGRANTES

 

 

Isto não parece algo impossível de acontecer num País integrado numa Europa, onde a TORTURA já foi eliminada há muito, muito tempo?

 

Parece. Mas é verdade. Vai acontecer. E uma estação televisiva portuguesa vai transmitir em DIRECTO, a TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, como se de um espectáculo CULTURAL se tratasse.

 

Sem pejo algum.

 

Amanhã, imagine-se, os nossos EMIGRANTES serão HOMENAGEADOS com SANGUE AO VIVO.

 

A lei portuguesa PERMITE esta indignidade. O que é uma grande infâmia.

 

A TVI (que vai ser boicotada por milhares de portugueses que não vão sintonizá-la nesse dia) perderá mais um pouco da já pouca credibilidade que tem.

 

E os EMIGRANTES? O que farão os emigrantes?

 

Aceitarão serem HOMENAGEADOS COM SANGUE VIVO a escorrer do corpo de um MAMÍFERO, tal como eles?

 

Será que os EMIGRANTES saíram do seu pobre país, fixaram-se em países onde os rituais sangrentos foram deixados para trás, como algo INDIGNO do ser humano (à excepção da França, onde ainda vive gente que não evoluiu) e NADA APRENDERAM?

 

Os EMIGRANTES não se manifestam?

 

Aceitam esta HOMENAGEM SANGRENTA, esta DESONRA, com aplausos?

 

Veremos o que acontecerá amanhã. Encherão a arena?

 

Será a GRANDE PROVA DE FOGO DOS EMIGRANTES.

 

 

 

Porque da TVI e dos tauricidas já conhecemos o SADISMO.

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:43

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

DEBATE SOBRE TAUROMAQUIA NA TVi

 

 

 

Para começar gostaria de lembrar o que disse Charles Darwin, o homem que mais conviveu com animais não humanos:

 

«Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais. Tanto os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento».

 

Na próxima Segunda-feira, dia 31 de Outubro, no programa «Você na TV», na TVi, realizar-se-á um debate sobre Tauromaquia.

 

Pela luta anti-tourada estarão presentes o Comendador Tomé de Barros Queiroz, presidente da Sociedade Protectora dos Animais, o Dr. Vasco Reis, médico veterinário, e o Professor Paulo Borges, da Universidade de Lisboa, grande defensor da causa animal, e presidente do PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza).

 

Do lado pró-tourada estão confirmados os administradores do site TouroeOuro.com, o Secretário-Geral da PróToiro, Dr. Diogo Costa Monteiro e o Prof. Doutor Joaquim Grave.

 

Deste debate espera-se que se esclareça, de uma vez por todas, algumas das questões mais pertinentes relacionadas com este espectáculo que não dignifica o ser humano, nem o povo português, nem Portugal, nem o ser não humano que é sacrificado, num ritual obscuro e primitivo – o Touro.

 

As principais questões poderão ser as seguintes:

 

*** O MASSACRE DE TOUROS onde a tortura, a crueldade, o sadismo e a impiedade imperam será:

 

 

ARTE?

 

 

 
FESTA?

 

 

 

PATRIMÓNIO?

 

 

 

 

CULTURA?

 

 *** Será um espectáculo que imprime DIGNIDADE ao ser dito humano, que nele participa, ou ao Touro, um mamífero superior, cujas entranhas são de todo semelhantes à do homem, e portanto sofrerá horrores às mãos dos seus carrascos?

 

*** Que se diga se um Touro, tal como TODOS os outros animais vertebrados e com sistema nervoso central não sente DOR, quando é bárbara e covardemente torturado.

 

*** Que se diga se o Touro não sente MEDO, FOME, SEDE, tal como qualquer animal humano.

 

Os pró-tourada baseiam-se em três argumentos que caem pela sua fragilidade:

 

TRADIÇÃO (que não é argumento) porque uma tradição só sobrevive se acompanhar a evolução de mentalidades;

 

CULTURA (algo demasiado sangrento para ser cultura);

 

E ARTE (a arte da tortura, do fazer sangrar, da crueldade e da morte).

 

Também se espera, que nesta questão sejam envolvidas as seguintes entidades que, neste momento, além de serem CÚMPLICES do MASSACRE DE TOUROS em Portugal, são SUBMISSAS ao lobby tauromáquico, o que não deixa de ser um acto indigno de subserviência, que poderá ficar para a História.

 

O GOVERNO PORTUGUÊS (que não cumpre o seu papel).

 

OS DEPUTADOS DA NAÇÃO (que têm medo de se pronunciarem).

 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA (que se remete ao silêncio, quando devia interferir)

 

A IGREJA CATÓLICA (que “abençoa” os Massacres, não cumprindo com as suas funções cristãs)

 

A ORDEM DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS (que despreza a Ética que os levaram a abraçar esta profissão)

 

A COMISSÃO NACIONAL DA UNESCO (que ainda não tomou uma posição pública definitiva, apenas fez uma Declaração em 1980)

 

OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (que dão cobertura
à violência e à tortura de um ser vivo)

 

DOM DUARTE PIO DE BRAGANÇA (que ainda promove as Touradas Reais, muito tempo depois do Marquês de Pombal as ter proibido)

 

E TODOS OS QUE DIRECTA OU INDIRECTAMENTE SE ENVOLVEM NESTES MASSACRES: CLUBES, MARCAS E ASSOCIAÇÕES DE SOLIDARIEDADE.

 

Victor Hugo dizia que  a proteção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos.

 

Se estas entidades nada fizerem no sentido da ABOLIÇÃO DO MASSACRE DE TOUROS EM PORTUGAL, os seus nomes e as suas caras ficarão para sempre ligadas a esta barbárie, como gente que não soube proteger a Moral e a Cultura do seu povo.

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

link do post | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Agosto 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

TOURADAS REGRESSAM À TVI?

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAU...

CARTA ABERTA AO SENHOR DO...

«FUMAÇA E FOGO NO CIRCO C...

ANIMAIS NO CIRCO: SIM OU ...

«ACENTUADO DECRÉSCIMO DAS...

A RTP DEVERÁ REDUZIR A TR...

UM APELO DO MÉDICO VETERI...

AMANHÃ A TVI MOSTRARÁ, AO...

DEBATE SOBRE TAUROMAQUIA ...

Arquivos

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Direitos

© Todos os direitos reservados
RSS

ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

BLOGUES

O Lugar da Língua Portuguesahttps://blogcontraatauromaquia.wordpress.comhttp://mgranti-touradas.blogspot.pt/https://protouro.wordpress.comhttps://protouro.wordpress.comhttp://animasentiens.com/http://www.matportugal.blogspot.pt

CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt