Segunda-feira, 15 de Maio de 2017

UM AUTARCA COM NOME E ALMA GRANDE

 

Vamos apoiá-lo.

A tourada em Lourosa foi cancelada.

 

Sou vizinha de Santa Maria da Feira. Não posso votar lá. Se pudesse, votava neste SENHOR.

 

Autarcas dos municípios tauricidas, sigam o exemplo deste HOMEM.

Portugal precisa de muitos mais HOMENS com esta estatura moral e com espinha dorsal.

 

Não de ervas daninhas rastejantes.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 19:29

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Segunda-feira, 3 de Abril de 2017

CARTA ABERTA A MARCELO REBELO DE SOUSA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

 

Convidado de honra para assistir a uma sessão de selvajaria tauromáquica no campo pequeno, em Lisboa (que dizem ser) a capital de um país da Europa do Sul…onde se esbanja dinheiros públicos nesta actividade selvática...

 

MARCELO NA ARENA.jpg

 No passado dia 25 de Março, quando o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, se deslocou ao campo pequeno para assistir ao Meeting Lisboa, foi abordado pelo aficionado Rui Bento, que o convidou para estar presente na tourada que comemora o 125º aniversário daquela arena de tortura de seres vivos, convite que, segundo rezam as crónicas, o presidente da República teria aceitado com muito agrado.

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2017/03/28/presidente-da-republica-uma-vez-mais-conivente-com-a-mafia-tauromaquica/

 

Excelentíssimo Senhor

Presidente da República Portuguesa,

Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

 

Tive conhecimento de que Vossa Excelência foi convidado a assistir a uma sessão de tortura de bovinos, vulgo tourada, para comemorar os 125 anos da existência da arena do campo pequeno, a qual, só por si, já diz do enorme atraso civilizacional em que Lisboa ainda está mergulhada. Uma vergonha!

 

Como é do conhecimento do mundo civilizado e, com certeza, de Vossa Excelência também, a tauromaquia é uma actividade cruel e sanguinária, de natureza retrógrada e medievalesca, que revela um enorme atraso civilizacional e uma descomunal brutalidade por parte de quem a pratica, aplaude e promove.

 

A existência de touradas noutros países (em mais sete, entre 193 que existem no mundo) não legitima a sua existência em Portugal, até porque, nesses outros sete países, onde ainda existe esta prática grotesca, fortes grupos abolicionistas estão a trabalhar afincadamente, para que esta actividade abjecta, que envergonha a Humanidade, e que consiste em torturar seres sencientes e indefesos, para divertir mentes perversas e deformadas, seja abolida. E os progressos são mais que muitos.

 

Um cidadão medianamente culto sabe que esta brutalidade não faz parte da Cultura Portuguesa, e Portugal nada ganha ao manter activa esta crueldade gratuita, pelo contrário, só perde prestígio e afunda-se na incivilidade para a qual tal prática impele o país.  

 

Estamos em pleno século XXI depois de Cristo, e nem no século XXI antes de Cristo, esta brutalidade existia. Não faz sentido algum retroceder no tempo, até porque nunca se retrocederia tanto, ao ponto de igualar a crueldade com que hoje se trata os animais não humanos, para divertir mentes perversas. Nunca, em tempo algum, em épocas primitivas, os homens das cavernas se comportaram tão brutalmente como os do século XXI depois de Cristo, no que respeita ao divertimento à custa do sofrimento atroz de animais como eu ou como V. Exa., sim, porque, na realidade, somos biologicamente tão animais quanto eles.

 

O avanço civilizacional não se faz à custa da tortura animal, para que sádicos e psicopatas se divirtam. É que a tauromaquia, queiram ou não queiram os tauricidas e aficionados, assenta na violência, na crueldade, na sevícia, na cobardia, na estupidez, na ignorância, na insensibilidade, no mau carácter e na falta de empatia para com a vida dos outros seres vivos, que têm direito à vida, tanto quanto nós também temos.

 

Por tudo isto, a tauromaquia é uma prática absolutamente indefensável e jamais poderá merecer respeito ou aceitação por parte dos seres humanos, civilizados e evoluídos, que cresceram moralmente, culturalmente, intelectualmente, socialmente.

 

Posto isto, senhor presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, sugiro a Vossa Excelência que, publicamente, já demonstrou afectos por esta barbárie, que faça uma reflexão profunda sobre esta matéria, pois essa reflexão poderá ser-lhe bastante útil, se ainda não conseguiu ultrapassar a crença no que insistem em chamar de “tradição”, pois esta não passa de um costume obsoleto e obscuro, assenta na mais profunda ignorância, e que não faz o mínimo sentido em pleno terceiro milénio depois de Cristo.

 

A presença de Vossa Excelência numa tal comemoração só desprestigia o alto cargo público que exerce.

 

Por favor, não envergonhe Portugal, nem os Portugueses.

 

Com fé e esperança no triunfo da lucidez,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Domingo, 12 de Março de 2017

TOURADA: NEM FESTA, NEM BRAVA

 

Tourada é simplesmente uma prática medievalesca assente na cobardia, na psicopatia e na mais profunda ignorância.

 

Felizmente está a perder espectadores vertiginosamente.

E já este ano foram canceladas várias touradas.

 

De que estão à espera, senhores governantes, para darem o golpe final a esta actividade que só os muiiiiiito ignorantes (felizmente poucos) praticam, aplaudem e apoiam?

 

PP.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155120203789106&set=pcb.1106688199442242&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:26

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

A ILHA TERCEIRA NA BOCA DO MUNDO PELOS PIORES MOTIVOS – TAUROMAQUIA

 

Um texto capital, escrito pelo médico veterinário, Dr. Vasco Reis, em 26 de Janeiro de 2014, ainda actual, e que nos conduz pelo mundinho tauromáquico da Ilha Terceira, que envergonha o Arquipélago dos Açores, Portugal, o Mundo e a Humanidade com o que os terceirenses chamam “cultura taurina”, ou seja, a selvajaria das selvajarias, como podemos ver na imagem…

 

(Estou a pensar traduzir para Inglês estes e outros textos semelhantes, e enviá-los às agências turísticas de todo o mundo, para que se fique a saber que Portugal não é apenas a Ilha da Madeira, o Algarve, Lisboa e os seus hostals, o Porto e o Rio Douro. Existe este submundo que muito nos envergonha.)

 

COLTURA.jpg

 Esta imagem diz tudo sobre a “coltura” taurina da ilha Terceira….

 

«A PROPÓSITO DO III FÓRUM MUNDIAL DA CULTURA TAURINA NOS AÇORES

Um dos intervenientes pretende que os touros plantam biodiversidade???

 

Ou será uma falácia para servir a ânsia de inventar vantagens ambientais da criação de gado bravo que é explorado nas touradas???

 

A informação objectiva que eu tenho, é que o gado bravo ocupa largas áreas da Ilha Terceira, o que impede que essas áreas sejam percorridas por pessoas/turistas com gosto por passeios na natureza.

 

Por isso, tais potenciais turistas devem procurar outros destinos, que não a Ilha Terceira.

 

A presença desses animais representa um perigo para quem inadvertidamente, ou por não conhecer a zona, ande por ali.

 

Já aconteceram ataques por touros.

 

- A tourada à portuguesa implica uma enorme tortura para touros e cavalos e é degradante para a sociedade e para o prestígio do país.

 

- A Sorte de Varas como autorizada em Espanha, não é permitida em Portugal. É uma modalidade de tortura maquiavélica destinada a perfurar e destruir musculatura do pescoço do touro, que deixará de poder levantar a cabeça ao investir contra o toureiro. O animal sangrando, debilitado, torturado por dores fortíssimas, fica impossibilitado para a luta.

 

Agora as autoridades estão "generosamente" a autorizar este massacre para agradar aos visitantes do FÓRUM, desrespeitando a lei proibitiva.

 

- A tourada à corda é propagandeada como atractivo turístico e como evento festivo, muito interessante, popular, emocionante, desopilante, lucrativo, etc.

 

Na realidade o que ali acontece é grave:

 

- um grande sofrimento psicossomático para o touro, que arrisca ser ferido gravemente e até a morte;

 

- elementos do público, mais afoitos, mais exibicionistas, mais alcoolizados, mais estúpidos, menos ágeis, arriscam-se a sofrer acidentes mais ou menos graves e até mortais por quedas, colhidas pelo touro, síncopes, etc.;

 

- despesas várias, desde organizativas (policiamento, bombeiros, ambulância, pessoal médico e enfermeiro, médico veterinário. etc) até outras, mais do que prováveis, em consequência de acidentes, tais como, de exames clínicos, hospitalização, cirurgia, morgue, autópsia, funeral, tudo à custa de dinheiros públicos alimentados pelos impostos dos contribuintes;

 

Daí resulta uma reputação lastimável para a cultura, para a ética das gentes, das autoridades, da Ilha, da Região.

 

O interesse pelo turismo na Terceira fica muito abalado.

É enorme a vergonha que recai sobre a Ilha Terceira e os Açores, por tanta exploração, por tanta tortura, por tanta mentira!

 

Vasco Reis»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/vmmreis/posts/1219164091507302?notif_t=notify_me&notif_id=1485440731300468

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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Domingo, 20 de Novembro de 2016

A TOURADA É CULTURA - A CULTURA DA INCULTURA

 

Um texto inserido no BLogue «Estúpido Aluga-se», que contém as maiores “pérolas” de aficionados que gostam de se expor ao ridículo e aprofundar, até ao tutano, uma ignorância atávica que faz parte de uma herança genética e não há como reverter essa doença congénita.

 

Pasmem-se!

 

INCULTURA.jpg

 

«12 de Outubro, 2016

 

Perdi alguns minutos a ler a entrevista de Hélder Milheiro ao DN, para quem não conhece este aficionado, é o homem que assumiu na Federação Portuguesa de Tauromaquia, a missão de mudar a imagem da tourada em Portugal.

 

Hélder afirma que "não há violência nas corridas de toiros, há pedagogia", este universitário em filosofia, vê a tourada como os antigos romanos, um acto bárbaro que fortalece a corrente elitista e consanguínea que advém deste evento.

 

Na mesma entrevista saliento "Há crianças de 5 e 6 anos a aprender a tourear como a aprender ballet ou futebol.

 

Não é o mesmo... Não?

 

"O que se aprende é a coreografia. Treina-se com a tourinha (uma espécie de carrinho de mão que faz as vezes do animal) e nem se vê nada parecido com um toiro até aos 14 anos, que é quando se começa a treinar com bezerros. E há sempre enorme preocupação com a segurança: para alguém com menos de 18 anos entrar num espectáculo é preciso a validação da Comissão de Protecção de Menores; os pesos do animal e do toureiro são fiscalizados, está tudo regulado ao pormenor."

 

O que aqui é dito é uma falácia facilmente desmontada, a tourada é uma violência inútil camuflada sobre o pretexto de "ARTE", recordo aqui as palavras de Duarte Palha:

 

«Mas nós diremos que não. Que não deixamos. Que é a luta que nos resta. Desobedecer cegamente. Porque não? Porque havemos de encarneirar sempre? Vamos, por uma vez, fazer as coisas à nossa maneira. Como queremos. Como seres livres que somos. Vamos levar crianças às praças. Mentir na idade que têm, escondê-las da polícia, fingir que não conhecemos a lei. Porque é essa a nossa obrigação (…) E não é a lei que nos impede de fazer o que queremos. Nunca foi

 

Em relação ao cumprimento de regras de segurança, os registos são quase nulos porque aquando da entrada dos miúdos nas urgências pediátricas, os acidentes são dados como outros e não como acidente desportivo, o que faz com que o pagamento seja suportado uma vez mais pelo SNS (nós o contribuinte), isto passa-se com a conivência dos pais aficionados e respectivas escolas de toureio.

 

"O espectáculo tauromáquico não traduz violência, é pedagógico e recomendável, é extremamente didáctico porque ensina às crianças a forma de estar na vida."

Hélder Milheiro

 

"Talvez mais intensa do que hoje. De usar panos de cozinha como capotes e colheres de pau como bandarilhas. O toiro era, muitas vezes, um banco - o banco parado no meio da sala, e eu em volta, a cravar ferros. Mais ou menos o mesmo que tourear um murube."

Duarte Palha

 

Segundo o Hélder MATAR é didáctico e para o jovem Palha o acto pedagógico é enfiar ferros num touro imaginado, esta é a conduta apresentada pelos pró-touro, isto numa sociedade cada vez mais consciente de que os animais merecem ser respeitados, eles sentem, amam, sofrem e desfrutam como os seres humanos.

 

Os três pilares éticos fundamentais do Hélder:

 

- O primeiro é o toiro, que é criado quase em total liberdade, "em enormes áreas, de forma a manter-se o mais toiro possível, o mais selvagem - e que nos passa o valor da natureza e da sua natureza animal" (se colocar um ser humano num campo com todas as condições sabendo que o seu destino a curto prazo é a morte, aceitaria?).

 

- Segue-se o espectáculo, em que o "homem arrisca a vida ao encarar o toiro"(a sério?) (seria interessante ver essa valentia de mãos livres), traduzindo duas ordens de valores: os do animal, combativo, que nunca desiste de investir; e os do homem, corajoso, leal para com o toiro porque o encara e se expõe de uma maneira que permite ser colhido; solidário, pronto a saltar a qualquer momento para ajudar um companheiro de lide.

 

- E por último o público, "que está na bancada e absorve os valores éticos, culturais e artísticos passados por estes dois elementos, que absorve a excelência humana, aprende a estar sereno perante o perigo, a ser frontal e leal"(na realidade a tourada é uma barbárie que tem pouco a ver com a cultura e mais com a morte gratuita de um animal indefeso, muitas vezes drogado antes mesmo de sair para lutar, e isso não tem nada de excelência).

 

Podia continuar a desmontar a falácia promocional, mas não tenho paciência para tanto disparate junto.

 

Deixo-vos aqui um (…) BLOG para quem quiser ler mais sobre o assunto.

ARCO DE ALMEDINA

 

Fonte:

http://estupidoaluga-se.blogs.sapo.pt/a-tourada-e-cultura-a-cultura-da-747396

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

A VAQUEJADA É INCONSTITUCIONAL

 

A vaquejada está para o Brasil, assim como a tourada está para Portugal.

 

Ambas as práticas, são “diversões” de broncos.

 

No Brasil a vaquejada é inconstitucional. Em Portugal a tourada é legal, o que não significa que seja coisa da Civilização.

 

Veterinários portugueses, mirem-se no exemplo da veterinária deste vídeo, Dra. Irvénia Prada, professora na Universidade de São Paulo, autora de vários livros sobre a espiritualidade dos animais e conferencista.

  

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

«OS DEPUTADOS DAS VAQUEJADAS»

 

Mais um magnífico texto de Teresa Botelho que nos fala da estupidez das chamadas vaquejadas, que estão para o Brasil, como as touradas estão para Portugal: um “divertimento” de e para trogloditas que descontam nestes indefesos seres vivos, de um modo brutal e irracional, a falta de virilidade que lhes retorce e mirra as entranhas

Eles bem que queriam ser HOMENS… mas falta-lhes o principal… (se é que me entendem…)

VAQUEJADA.jpg

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Apetece-me aqui falar de um país que não é o meu, mas cujas retóricas são comuns.

 

Perdi o meu tempo assistindo a uma comédia humorística   em directo que não me fez sequer sorrir, porque assistir a qualquer discussão acalorada entre os políticos brasileiros, é pior que estar enjoada e não conseguir vomitar.

 

O tema eram as Vaquejadas, espectáculos degradantes, com bovinos e cavalos, lidados e torturados por gente rude e mal formada que vive nos confins da ignorância.

 

Contudo, hoje em vez de falar dos bois, prefiro descrever os Deputados, porque esses sim, merecem ser "vaquejados" e depenados dos seus fracos, ou mesmo inexistentes valores mínimos morais e de racionalidade.

 

O vídeo do debate que pretendeu desautorizar a decisão do Supremo Tribunal que declarou recentemente inconstitucionais estes espectáculos bárbaros, decorria animadamente, com uma coluna lateral para críticas e comentários do povo e como sempre, não resisti à opinião despojada, porque mesmo considerando-me bem educada, dei comigo a escrever por lá umas certas coisas que normalmente só digo em privado, ou entre os amigos mais fiéis e condescendentes a linguagens de palavreado impróprio, por isso, ao cabo de umas 2 horas, decidi sair, até porque o que vi, chegou para me inspirar neste comentário...

 

A maior parte dos oradores era fazendeiros do Nordeste que não conseguiram desmentir as acusações de que as suas campanhas eleitorais tinham sido financiadas pelos "Coronéis do gado".

 

O próprio presidente da mesa, manifestou claramente a sua vocação anti- animalista e geriu o tempo dos discursos, conforme as suas próprias preferências, em relação aos previsíveis conteúdos que iriam ser apresentados.

 

Quando algum orador não agradava, era vaiado e ofendido com palavrões e gritos, interrompendo o discurso, como aconteceu a uma veterinária que teve a ousadia de mencionar as diversas consequências físicas provocadas aos animais durante estas vaquejadas, como a sujeição dos bois pela cauda que muitas vezes acaba por ser arrancada, as fracturas nas patas e coluna, bem como as hemorragias internas que provocam aos animais, mortes lentas, em dolorosa agonia.

 

Quando a activista vegan e apresentadora da TV Luísa Mell que fora convidada para fazer parte do debate por um deputado animalista e a quem foram "generosamente" concedidos 5 minutos de prosa, se preparou para falar, a indignação da assistência foi de tal forma ruidosa que as sucessivas interrupções, apenas lhe permitiram expressar com dificuldade os seus altos valores compassivos e a emoção de reconhecer o atraso civilizacional do seu pobre país...  

 

 

De repente, com agressões à vista, os insultos e a barulheira, obrigaram a interromper a sessão por 2 minutos.

 

Afinal, quem viu um excerto da discussão pelo afastamento da Presidente Dilma, já conhece o ambiente acalorado de Brasília, mas o que mais me entusiasmou, foram os argumentos tirados de letra aos que oiço por cá, das bocas sujas dos defensores da "tradição" tauromáquica...

 

E não é que as touradas também foram por lá faladas, como pertencendo a países civilizados da Europa?

 

Só não sei em que escalão de civilidade, colocam eles o Brasil, mas não interessa ...

 

O problema foi o meu desnorte e o "doce" vernáculo que me foi saindo, lá na coluna dos comentários, ao lado do tal vídeo da discórdia...

 

Mas após umas explicações cheias de "ética e sabedoria", dadas por uns mercenários, digo, veterinários, bem pagos para a defesa do indefensável, como alguns que conhecemos por cá, eis que subiu à mesa um cowboy de enorme chapéu branco, com abas retorcidas e cuja obesidade mórbida lhe fazia pendurar as flácidas bochechas gordurosas sobre o colarinho branco, encobrindo o nó da gravata de tal forma apertada que lhe deixava a face roxa!

 

O cowboy, mesmo sem pistola, disparou os seus impropérios a torto e a direito, terminando com aquele argumento tão batido também por cá, sobre a crise laboral que as proibições de torturar bovinos causariam entre os peões mal pagos que lhes engraxam as botas.

 

Antes disto, tinham havido uns momentos empolgantes, mas que acabaram em paz, após um convite de um animalista a um adepto das "tradições", para um ajuste de contas lá fora, mas que não deu em nada, porque quando o primeiro gritou "seja homem", o segundo encolheu-se e só fingiu que o era...

 

Esgotados de tanta intelectualidade, os fazendeiros, os corruptos e os leiloeiros de animais, após mais de 4 horas de humor negro e de machismo exacerbado, decidiram o seguinte:

 

 

VAQUEIRO.jpg

 

Alguns parlamentares prometeram que vão se empenhar para mudar a Constituição por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para que as vaquejadas e os rodeios sejam definitivamente reconhecidos como “patrimônio cultural do país".

 

Onde é que eu já ouvi esta de "patrimônio cultural", apesar da diferença geográfica e de acentuação?

 

Aguardemos então que o PEC não chegue a PEC, apesar de neste momento estar já a ser afincadamente preparado por lá, até porque só o nome me lembra outros PECs que não nos sugerem por cá, nada de bom...

 

Entretanto, hoje mesmo, as manifestações e a luta dos indignados vaqueiros continuavam, transformando os bois em reaccionárias exigências políticas e cujas críticas visam até o vigente Estatuto de Desarmamento que segundo um dos cowboys direitistas, aspirante a presidente e bastante ovacionado, a proibição feita aos "cabras machos" de usarem armas, o que é criar "uma geração de maricas"...

 

E mais não digo, porque apenas me parece que bovinos e cavalos torturados, são sempre um bom ponto de partida para o atraso, a xenofobia, a escravatura e a porca miséria de países de pantanas...»

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/10/vaquejadas.html?showComment=1477646863289#c8821845885340707185

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016

É ISTO A TOURADA PROTEGIDA PELO ESTADO PORTUGUÊS…

 

O que se segue é uma descrição realista da descomunal crueldade e violência da selvajaria tauromáquica, que em Portugal é “servida à mesa” como uma refeição gourmet…

 

E depois a besta humana quer ser tratada do mesmo jeito que um Ser Humano

 

Por muito menos, Jesus Cristo chicoteou os vendilhões do templo.

 

Não me peçam tolerância para monstros desta envergadura... (IAF)

 

TORTURA.png

 

Texto de Pedro Martins Santos

 

«Debaixo de um calor de mais de 30º, sem vento e depois de terem permanecido mais de 12 h metidos numa divisória de metal de um camião onde mal se podem mexer, os 6 touros vão ser "lidados" na praça. Vão ser perfurados com ferros (bandarilhas) que medem 70 cm de comprimento, enfeitadas com papel de seda de variadas cores e rematadas com um ferro de 8 cm, com um arpão de 4 cm de comprimento e 20mm de largura, com farpas ou ferros compridos e ferros curtos que medem, respectivamente, 140 cm e 80 cm de comprimento, com ferragem idêntica à da bandarilha, mas com dois arpões enfeitados e rematados da mesma forma que as bandarilhas.

 

Os ferros que lhe penetram e rasgam o músculo, provocarão uma dor lancinante (o touro sente até uma mosca pousar-lhe no dorso - daí abanar com a cauda para a enxotar - porque não haveria de sentir dor se é feito de carne e osso como nós?). Depois de lhe serem cravados os ferros, exaustos e debilitados, enfraquecidos, vão ainda ser atormentados por 8 “homens” que o vão provocar, tentar imobilizar, saltar-lhe para cima e puxar-lhe violentamente a cauda (vértebras serão partidas) e humilhá-lo.

 

Depois será obrigado a recolher ao camião, como alguém me dizia hoje de manhã, "puxado e arrastado tão violentamente por cordas que se fica com a sensação que lhe vão arrancar os cornos".

 

No camião, ser-lhe-ão arrancados os ferros, a sangue frio, cortando a carne à volta do arpão com uma faca, deixando-lhe o dorso esburacado em carne viva...

 

Depois da "festa rija", quando os espectadores tiverem dificuldade em manter-se em pé, o touro vai ser levado para o matadouro, no mesmo camião onde não se pode mexer, deixando atrás de si um rasto de sangue e diarreia.

 

Hoje é sexta-feira.

Amanhã é sábado, os matadouros não trabalham.

Domingo também não.

 

Com sorte e, se não tiverem morrido até lá, os touros serão finalmente mortos na segunda-feira, depois de atordoados com choques eléctricos e pendurados de cabeça para baixo.

 

Terão Paz afinal.

 

É ISTO QUE A RTP TRANSMITE COM O MEU DINHEIRO??

 

por Pedro Martins Santos»

 

Fonte: 

https://m.facebook.com/RiseupPortugal/photos/a.439731719383613.94950.435456119811173/963380007018779/?type=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:49

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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

QUANDO É QUE OS NOSSOS GOVERNANTES E AUTORIDADES DEIXARÃO DE ACHAR QUE OS PORTUGUESES SÃO TODOS PARVOS?

 

Uma vez que os governantes portugueses ganham salários pagos com os nossos impostos para SERVIR Portugal e os Portugueses e nada mais do que isso, eu (mas não só eu) quis saber (até porque temos esse direito) se a tourada subsidiada também com os nossos impostos, realizada em Agosto, no Carregado (concelho de Alenquer) cumpria os requisitos exigidos no RET (o triste regulamento de “espectáculos” tauromáquicos), nomeadamente quanto à existência de curros, na arena amovível que foi montada no centro urbano, e à qual foi passada uma licença.

 

Curros.jpg

 

Depois de muita insistência lá veio esta inacreditável resposta:

 

 

 

 

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA

COMANDO OPERACIONAL

DIREÇÃO DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO DA NATUREZA E DO AMBIENTE

 

 

 

E-MAIL

 

31AGO16

 

N.º

2281/16/DSEPNA

 

 

«Sobre o assunto em epígrafe, encarrega-me o Exmo. Major – general Rui Fernando Batista Moura, Comandante do Comando Operacional, de informar que após a situação comunicada por Vª. Ex.ª em 31 de agosto de 2016, cuja denúncia ficou registada com o n.º 27899 /2016, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, através do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Alenquer, deslocou-se ao local visado, juntamente com o Médico Veterinário Municipal de Alenquer.

 

Das averiguações efetuadas, foi possível verificar a presença de quatro exemplares da espécie brava de Touros de Lide, tendo o Veterinário Municipal em causa verificado que todos os animais envolvidos encontravam-se devidamente identificados e certificados, não apresentando sinais de maus-tratos ou outras patologias higino-sanitárias, encontrando-se aptos para participarem no evento em apreço.

 

A firma promotora do espétaculo denunciado era portadora de Licença de Funcionamento de Recinto Itinerante emitido pela Câmara Municipal de Alenquer, bem como de comunicação previa  à Inspeção Geral das Atividades Culturais, nos termos do Decreto - Lei n.º 89/2014, de 11 de junho, não tido sido verificada qualquer infração.

 

Estando a Guarda profundamente empenhada na defesa dos valores ambientais e numa melhor segurança e bem-estar das populações, o SEPNA agradece a sua participação, continuando sempre disponível a novos contributos que poderão ser feitos através da Linha SOS Ambiente e Território n.º 808 200 520, da denúncia On-line no site www.gnr.pt ou do mail sepna@gnr.pt.

 

Com os melhores cumprimentos,

O DIRETOR DO SEPNA

ANTÓNIO ALBUQUERQUE

CORONEL»

 

(Os termos a vermelho são erros ortográficos detectados pelo meu computador)

 

***

 

Excelentíssimo Senhor DireCtor do SEPNA,

 

Agradeço a resposta.

 

Mas não foi isto que perguntei exaCtamente.

 

O que peço a gentileza de me responder é se a praça amovível do Carregado tinha as condições exigidas no RET para a tourada que lá se realizou, poder ter sido realizada dentro da LEGALIDADE, ou seja, a praça estava dotada de CURROS?

 

A informação que temos é que os CURROS não existiam. E a Lei exige-o, logo, aquela tourada (aliás como a maioria das touradas em Portugal) foi realizada ILEGALMENTE.

 

A questão é esta. E nenhuma outra.

 

Até porque o que se disse dos touros e o que se disse das licenças, todos sabemos que os touros são muito bem tratados para serem torturados; e que são passadas licenças de olhos fechados.

 

Continuarei à espera de uma resposta concreta e objeCtiva. Na arena amovível do Carregado havia curros?

 

E já agora, se me permite, gostaria de uma resposta escrita na Língua Oficial Portuguesa.

 

A ortografia aqui aplicada é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL, o que não dignifica o SEPNA e os organismos governamentais que consideram a tourada “herança cultural portuguesa” que o Estado (pasmemo-nos) tem a incumbência de promover e proteger, mas não considera herança cultural portuguesa a Língua que nos identifica como Nação, e que o Estado português, por mais incrível que pareça, não tem a incumbência de proteger,  embora este dever esteja consignado na Constituição da República Portuguesa, colocando, deste modo inacreditável e ignóbil, a Língua Portuguesa abaixo da selvajaria tauromáquica.

 

Vivemos num país a sério?????

 

Com os meus cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:21

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016

ISTO SIM, É UMA TOURADA A SÉRIO!…

 

Os Touros estão ali para isto mesmo: serem “bravos”, defendendo-se dos seus cobardes carrascos.

 

No habitat natural deles são mansos como cordeirinhos…

 

Na arena defendem-se assim… Ah! bravos Touros! São os meus Heróis!

 

Defender-vos-ei até que  o último Touro seja sacrificado em nome da estupidez do animal pré-humano

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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