Sábado, 15 de Julho de 2017

A CIDADE QUE SE DECLAROU "AMIGA DOS ANIMAIS" (PÓVOA DE VARZIM) VAI TORTURAR SEIS IMPONENTES TOUROS

 

Para os autarcas locais, os Touros não são animais…

 

TOURADA PÓVOA.jpg

 

Este é o cartaz que conspurca as ruas de uma “cidade” que, enquanto tiver activa a arena de tortura, e por mais que tente tapar o sol com peneiras, mais ou menos douradas, não conseguirá entrar para o rol dos municípios evoluídos.

 

O lema da terra «é bom viver aqui» é atirado ao chão pela triste realidade que todos os anos se repete: seres vivos são barbaramente torturados para encher os bolsos a energúmenos, e divertir os poucos sádicos poveiros e excursionistas, que chegam à Póvoa em camionetas, cujo transporte é pago com dinheiros públicos, pelas autarquias tauricidas. Sempre os mesmos, sedentos do sangue de animais indefesos.

 

Não, não é bom viver aqui, numa “cidade” a cheirar ao mofo. É triste, muito triste. E vergonhoso também.

 

A existência de touradas numa determinada localidade só demonstra que essa localidade vive mergulhada em tempos medievalescos, que mágica nenhuma poderá transformar em modernidade.

 

Uma vez mais os autarcas poveiros demonstram a sua verdadeira face: a face do obscurantismo, da incultura, da subserviência, da falta de coragem para se libertarem deste jugo medieval.

 

Aires Pereira, presidente do município poveiro, num golpe pouco credível, declarou (salvo erro, no ano passado) a cidade da Póvoa de Varzim como “amiga dos animais”.

 

Todos os que conhecem a realidade poveira, no que diz respeito aos maus-tratos a animais (em circos, batidas à raposa, tiro aos pombos, corridas de galgos, touradas) riram-se desta tentativa de enganar o povo. Foram poucos os que caíram no logro.

 

O inferno está cheio de boas intenções. Não basta dizer “somos amigos”. É preciso demonstrá-lo.

 

Acreditaremos nessa “amizade” quando do município forem banidas todas estas práticas violentas, cruéis e inimigas dos animais não humanos, mas também dos animais humanos. Porque nós, que somos humanos, sensíveis e compassivos, sofremos ao ver animais como nós a sofrer atrozmente, para que um bando de sádicos e psicopatas possam dar azo aos seus maus instintos.

 

Quanto à RTP, organizadora desta selvajaria, só temos a dizer que está a afundar-se. É desprezível o modo como esbanja o dinheiro que somos obrigados a pagar à força de ficarmos sem electricidade dentro das nossas casas, se n os recusarmos a pagar as malditas taxas.

 

Repugnante, é a palavra mais adequada para adjectivar o que vai acontecer na Póvoa de Varzim, no próximo dia 21 de Julho.

 

Evoluam, senhores autarcas, porque só assim poderão colocar a Póvoa de Varzim num patamar mais elevado da civilização.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:07

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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016

PETIÇÃO ENDEREÇADA À CÂMARA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM

 

Salvar os pombos

POR FAVOR, ASSINEM E PARTILHEM ESTA PETIÇÃO AQUI:

http://www.sosvox.org/pt/petition/salvar-pombos.html?utm_campaign=salvar-pombos&utm_source=petition&utm_medium=signature

645e086f40c70ab0e7ebc5a55aafbabc_md POMBOS.jpg

 

No concelho da Póvoa de Varzim, Freguesia de Rates, existe um campo de tiro onde frequentemente se realizam diversos torneios, campeonatos e treinos de diversas modalidades de tiro.

 

Infelizmente, uma dessas modalidades é o tiro aos pombos, ou, eufemisticamente tiro ao voo. Durante essas provas são barbaramente assassinadas centenas de pombas. Algumas conseguem escapar feridas, agonizam pelas matas e estradas circundantes, num espectáculo degradante e deprimente para qualquer ser humano que se digne de o ser. As competições e treinos de tiro não precisam de pombos para se realizarem, existem outros dispositivos, não é preciso deixarem de acontecer.

 

É preciso sim, e é urgente, que deixem de utilizar animais indefesos para gáudio de algumas pessoas que deixam muito a desejar do ponto de vista da sensibilidade para com o sofrimento animal.

 

Este tipo de eventos não é próprio de uma sociedade civilizada do século XXI.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:08

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Terça-feira, 19 de Julho de 2016

CAPOULAS SANTOS DESCONHECE A EXISTÊNCIA DE CORRIDAS DE GALGOS EM PORTUGAL?

 

André Silva denuncia na sua página do Facebook:

 

«Após uma reportagem da VISÃO que denunciava um universo opaco de treinos com choques eléctricos, dopagem e um desgaste brutal, por trás das corridas de galgos que se realizam todos os fins-de-semana em pistas de Norte a Sul do País, o PAN dirigiu oito perguntas ao governante que tutela o bem-estar animal. Do ministro Capoulas Santos, só obteve uma resposta: "Não tem conhecimento da existência das corridas referidas."

 

GALGOS.jpg

(Na imagem: Corrida de galgos na Póvoa de Varzim (Terroso) que se junta à realização de touradas, tiro aos pombos e batida às raposas)

 

«Capoulas Santos argumentou que o seu ministério "não tem quaisquer competências no controlo de corridas de qualquer tipo", sendo essa "uma função das autoridades policiais".

 

Moral da história: Capoulas Santos quer tentar convencer-nos que agora a matéria de bem-estar animal passou a estar tutelada pelo ministério da administração interna. Bem sei que sou novo nisto mas acredito mais facilmente em vacas voadoras. (André Silva)

 

***

No passado dia 19 de Maio a revista Visão publicou uma reportagem sobre a proliferação das corridas de galgos de Norte a Sul de Portugal e do aumento das suspeitas de graves maus-tratos a esses cães.

 

A este propósito o PAN dirigiu oito perguntas ao ministro Capoulas Santos, que tutela, através da Direcção-Geral de Veterinária, o bem-estar animal e o registo de canídeos.

 

«Além de referenciar mais de duas dezenas de pistas em todo o País nas quais se realizam corridas de galgos, o PAN queria ser esclarecido sobre a regulamentação legal e sanitária destes eventos. As respostas chegaram há dias ao Parlamento, com o assunto a morrer logo na primeira afirmação do ministro Capoulas Santos, que disse desconhecer a "existência de corridas de galgos" em Portugal. Quanto às restantes sete perguntas, o governante despachou-as com a menção de que estavam "prejudicadas pela resposta anterior"

 

Perante esta espantosa falta de conhecimento de uma matéria que pertence à tutela do Ministro da Agricultura, o PAN anunciou que "vai continuar a pressionar o ministro, mostrando-lhe os factos".

 

Entretanto, a revista Visão interpelou Capoulas Santos, enviando-lhe um pedido de esclarecimento que sobretudo pretendia clarificar a aparente contradição entre a afirmação do ministro de que "não tem conhecimento da existência de corridas de galgos" no nosso país, e um apanhado de notícias publicadas na Imprensa e de reportagens transmitidas na TV sobre o assunto, de 2010 a 2016, que a revista lhe mostrou, incluindo a matéria mencionada na reportagem e alusões a um campeonato nacional. Estas lutas estendem-se de Famalicão à Maia, da Póvoa de Varzim a Castro Verde e a Cuba.

 

Em resposta à questão colocada pela Visão, Capoulas Santos teve a ousadia de dizer que «o seu ministério não tem quaisquer competências no controlo de corridas de qualquer tipo, sendo essa uma função das autoridades policiais».

 

Fonte:

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-07-15-Ministro-Capoulas-Santos-diz-nao-saber-que-ha-corridas-de-galgos-em-Portugal-1

 

 

***

Pois... Capoulas Santos só sabe o que lhe interessa. Até as pedras da calçada sabem da existência de corridas de galgos e de outras raças de cães em Portugal. Apenas o ministro é que não.

Algo vai mal na República de Portugal.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:44

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

PÓVOA DE VARZIM NA SENDA DA CARNIFICINA PROMOVE CAMPEONATO MUNDIAL DE TIRO AO VOO 2016

 

E os inocentes pombos, seres sencientes e indefesos, símbolos da Paz e do Espírito Santo (dos católicos) são massacrados impiedosamente, cobardemente, aos milhares… apenas para que os sádicos se divirtam…

 

O PAN denuncia a ilegalidade deste “desporto” sangrento e que diz do primitivismo em que se encontra um município que há pouco tempo disse querer ter uma “nova” relação com os animais…

 

E dizer que a Póvoa de Varzim também promove os “Encontros pela Paz” cujo símbolo é precisamente uma Pomba…

Mas que raio de política será esta?

 

POMBO.jpg

PAN DENUNCIA A ILEGALIDADE DO DESPORTO DE TIRO AOS POMBOS

 

O PAN acaba de apresentar uma providência cautelar com o objectivo de impedir a realização do Campeonato Mundial de Tiro ao Voo 2016 realizado na Póvoa de Varzim, entre 20 e 26 Junho.

 

O evento consiste na largada de pombos para que os “atletas” participantes possam atirar ao alvo – pombo a voar - com o único objectivo de os matar. O “atleta” que matar mais pombos é o vencedor. Este tipo de provas resulta na morte de milhares destas aves.

 

Os pombos utilizados são criados apenas para o efeito de serem “alvo”, num processo violento que culmina numa prova “recreativa”. Significa isto que vivem toda a sua curta vida em pombais – pequenas gaiolas, até ao dia em que são libertados como alvos para serem mortos.

 

A providência cautelar apresentada pelo PAN foi acompanhada de pareceres de diversas entidades, entre elas, a Provedora Municipal do Animais de Lisboa, Inês Real, a Médica Veterinária, Alexandra Pereira e do Jurista e Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Fernando Araújo.

 

Os pareceres são unânimes quanto à ilegalidade da prática uma vez que viola o artigo 1.º da Lei de Protecção dos Animais e o artigo 13.º do Tratado de Funcionamento da União Europeia.

 

O Professor Doutor Fernando Araújo explica que esta não pode ser considerada uma tradição cultural "em Portugal: “Respondamos enfaticamente que não, seja porque se trata da importação – extremamente minoritária – de uma "tradição" britânica que, até já foi abolida no seu país de origem, deixando de constituir, aí, qualquer "tradição"”. (…) O país fundador da prática do "live pigeon shooting", a Grã-Bretanha, baniu essa prática em 1921.

 

Já a médica veterinária, Alexandra Pereira, alerta para a questão da sensibilidade e do sofrimento que esta prática agressiva representa para os animais: “A prática de tiro aos pombos provoca um grande sofrimento, atendendo ao número de animais envolvidos e ao sofrimento que lhes é infligido. Face ao exposto, o tiro aos pombos constitui um grave problema em termos de bem-estar animal por desrespeitar, pelo menos, quatro das cinco liberdades: (1) livre de desconforto, (2) livre de dor, lesões e doenças, (3) livre para expressar comportamento normal e (4) livre de medo e stress.

 

Esta profissional relembra que o pombo é um animal senciente, ou seja, que tem sensibilidade, que sente. Já o Professor Doutor Fernando Araújo, para além de uma análise jurídica conclusiva sobre a ilegalidade desta prática, recorda ainda que a utilização de seres vivos, de pombos, para aferir “desportivamente” a pontaria de um atirador, “podendo estes ser substituídos por alvos artificiais” é totalmente desnecessária, alertando para a necessidade de se abolir esta prática por um “decisivo imperativo de consciência correspondente ao nosso estádio civilizacional”.

 

A organização deste evento é da responsabilidade exclusiva da Federação Portuguesa de tiro com armas de caça. Os pombos utilizados são conhecidos por pombo-comum (Columba Livia Domestica), esta é uma ave da família Columbidae que se desenvolveu a partir da domesticação de pombos selvagens ocorrida há milhares de anos, sendo detidos por muitas pessoas como animais de companhia.

 

O PAN considera que esta prática é ilegal e está a encetar todos os esforços para que esta prova não só não aconteça este ano, como para a sua abolição definitiva no país, visto que Portugal continua a ser, na companhia de Espanha, México, Argentina e alguns Estados Norte-Americanos, um dos últimos redutos dessa prática cruel e anacrónica.

 

Fonte:

http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/973-pan-denuncia-ilegalidade-desporto-tiro-pombos.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:11

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Sexta-feira, 13 de Maio de 2016

PÓVOA DE VARZIM DEIXA DE APOIAR TOURADAS

 

 

A notícia veio da autarquia.

 

Afinal, era verdade: os impostos dos portugueses também serviam (e noutras autarquias continuarão a servir) para financiar a selvajaria tauromáquica, ao contrário do que dizem os tauricidas.

 

E pensar que quanto dinheiro do meu bolso saiu (e continua a sair) para financiar algo que abomino do mais fundo das minhas entranhas!

 

ARENA POVEIRA.jpg

 

Apesar de os autarcas da Póvoa de Varzim não estarem ainda predispostos para elevar a Póvoa de Varzim a Cidade Anti-Tourada, a exemplo do que fez Defensor Moura, em Viana do Castelo, o primeiro e, até hoje, único autarca português, que teve a coragem e a hombridade de derrubar barreiras e quebrar grilhões e limpar a cidade da qual era presidente da Câmara, do lixo tauromáquico; apesar da falta dessa coragem por parte dos autarcas poveiros, deu-se um passo em frente.

 

A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim vai deixar de apoiar touradas que se realizem na cidade, mas a arena continuará de portas abertas à selvajaria tauromáquica enquanto a lei o permitir, disse o presidente da Câmara, passando a autarquia a cobrar oito mil euros pelo aluguer do recinto.

 

Aires Pereira, presidente do município poveiro, referiu que era tradição a Câmara Municipal oferecer a praça de Touros às entidades que promovem o que ele chama de “espectáculo”, ficando essas entidades isentas do pagamento do aluguer da arena.

 

Além dessa isenção, refira-se que toda a despesa que daí resultava era paga com os dinheiros dos poveiros, quer fossem aficionados ou não, dinheiros públicos, oriundos dos nossos impostos.

 

Assim sendo, todas as touradas que se realizarem na Póvoa de Varzim, a partir de agora, já não contarão com a aposta de dinheiros públicos.

 

Aires Pereira, embora pudesse ter tomado uma atitude que realmente marcasse firmemente uma nova etapa na forma como a Póvoa de Varzim pretende relacionar-se com os animais não humanos, como referiu, preferiu manter as portas da arena abertas, e não proibir a realização de touradas, enquanto a lei permitir a prática desta selvajaria.

 

O que acontecerá é que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim “não mais irá investir o dinheiro dos contribuintes poveirosnesta barbárie.

 

Do mal, o menos.

 

Contudo, a grande prova irá ser a realização ou não, da tourada que o clube de caçadores da Estela, que recebe subsídios camarários para as suas actividades predadoras, (caça desportiva e batida à Raposa permitida dentro do Concelho), promove de uns anos a esta parte; e pelas touradas promovidas pela RTP, que utiliza dinheiros públicos para estas iniciativas nada civilizadas, apesar de “legais”.

 

Os contribuintes continuarão a pagar ou não? Eis a questão.

 

Oito mil euros, não são oito euros. A ver vamos.

 

Projectos de Pavilhão Multiusos para a arena tauromáquica da Póvoa

 

Existem, há bastante tempo, dois excelentes projectos, um apresentado pelo Arquitecto Joaquim Garcia, e outro pelo Comandante Manuel Figueiredo (enquanto deputado municipal), para transformar a arena da tortura de touros da Póvoa de Varzim num pavilhão multiusos, que poderia ser aproveitado para a Cultura Culta: congressos, feiras, exposições, concertos musicais e outros espectáculos, patinagem artística, dança, encontros literários, festas para crianças, feira do livro, exposições, teatro, cinema, conferências, e até competições desportivas, enfim, tudo onde não cabe a tortura de seres vivos, projectos que sempre foram rejeitados pelos sucessivos dirigentes poveiros.

 

Ainda não foi desta.

 

No entanto, aqui deixo o meu apreço pela atitude de não se pretender apoiar as touradas com dinheiros dos contribuintes.

 

Esperemos que não saiam “disfarçados”, como os apoios europeus camuflados em ajudas para a “agricultura”.

 

É que gato escaldado…

 

A Póvoa de Varzim deixa também de possuir um canil de abate de animais

 

Lê-se na notícia que a presença da Nucha no Salão Nobre dos Paços do Concelho marcou uma nova etapa na forma como a Póvoa de Varzim pretende relacionar-se com os animais (não humanos).

 

A Nucha é uma cadela recolhida pel’A Cerca – Abrigo de Animais Abandonados, com sede na Vila de Rates e, posteriormente, adoptada por uma voluntária.

 

Diz-se que esta foi a primeira vez que um animal entrou no Salão Nobre.

 

(Não foi. Porque todos os que já lá entraram são animais, incluindo a minha pessoa, que já lá entrou muitas vezes. Mas isto é apenas um detalhe.)

 

Aproveitou-se a ocasião, para se assinar um protocolo entre a Câmara Municipal e A Cerca, que irá pôr fim ao abate de animais por parte do Canil da Póvoa de Varzim.

 

Aires Pereira referiu que esta assinatura não se resume à “atribuição de um subsídio, mas converte-se no “assumir de uma parceria, de um compromisso para a resolução de um problema. Por ano, e em média, eram mortos 80 animais no Canil Municipal por este não ter condições para albergar mais do que 50. A Câmara vai aumentar o seu canil para que o número de animais possa também aumentar mas, uma vez atingido o número limite no Canil, A Cerca irá recolhê-los e tentar arranjar-lhes famílias”.

 

Mas deixamos aqui um alerta: famílias responsáveis, o que nem sempre acontece.

 

Touros e cães foram contemplados nesta abertura do município poveiro para a tal nova etapa na forma como a Póvoa de Varzim pretende relacionar-se com os animais não humanos.

 

Falta acabar com a batida á Raposa e com a caça desportiva no tal clube de caça da Estela; o tiro aos pombos, no Clube de Tiro de Rates; as lutas de cães (clandestinas e ilegais, mas que ainda se fazem); a corrida de galgos, enfim…

 

Todos somos animais e, desde o momento exacto em que nascemos para o mundo, todos temos o direito a uma vida digna e livre das garras do animal homem-predador.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Sexta-feira, 15 de Abril de 2016

PAN REAGE ÀS DECLARAÇÕES DE VITAL MOREIRA

 

Todos nós sabemos que o PAN é o único partido que publicamente promove a abolição das touradas. Porém, como também sabemos, um deputado apenas na AR tem inúmeras restrições.

 

Sabemos também que em seis meses de legislatura o PAN fez mais do que todos os outros partidos fizeram em vários anos, em prol dos animais.

O PAN reagiu às apreciações de Vital Moreira, considerando-as prematuras.

 

«Há muitos variáveis nesta equação e certamente faremos de tudo para terminar o mais celeremente com esta barbaridade. Temos as nossas prioridades bem definidas, e continuaremos a trabalhar para a abolição desta bárbara prática», declarou à autora do Arco de Almedina, um dos elementos do PAN.

 

VITAL PAN.jpg

© DR

Fonte da imagem:

https://www.noticiasaominuto.com/politica/571745/vital-moreira-pan-e-uma-fraude-esta-mal-informado-reage-pan

 

O PAN lamentou a "falta de informação" de Vital Moreira, quando este acusou aquele partido de nada fazer quanto às touradas, não tendo ainda avançado com uma proposta para acabar com elas.

 

Reagindo a tais afirmações, o PAN «lamenta que um Senhor com as responsabilidades políticas de Vital Moreira esteja tão pouco informado e se precipite em acusações sem fundamento».

 

Em comunicado aos órgãos de informação, o partido, representado na AR por André Silva, diz que «importa recordar que desde que chegou à Assembleia da República o PAN tem trazido este debate de forma recorrente, quase constante».

 

Afirma o PAN que «foi sugerida ao Governo a alteração dos benefícios em sede de IVA aos espectáculos tauromáquicos, bem como o fim da atribuição da taxa intermédia de IVA para todos os bilhetes e entradas em espectáculos tauromáquicos, e nenhuma das medidas foi aprovada, tendo os socialistas votado contra ambas. Se esta é de facto uma preocupação genuína então o PAN convida o Eurodeputado Vital Moreira a trabalhar em cooperação por esta causa, nomeadamente, na sensibilização dos seus pares dentro e fora do país».

 

Quanto à "ménage a trois" pelos eucaliptos, o PAN ressalva «as restrições regimentares, no que respeita aos tempos de intervenção, na Assembleia da República e a impossibilidade de fazer agendamentos de iniciativas legislativas como os restantes grupos parlamentares por ter apenas um deputado.

 

Mas realça outras iniciativas relativas ao Plano Nacional de Barragens, à Central Nuclear de Almaraz, à Caça na Serra da Malcata, à prospecção de petróleo em todo o território, à laboração de pecuárias de forma irregular e à pecuária intensiva.

 

***

A interferência do Arco de Almedina neste episódio:

 

Porque fui atacada por militantes e simpatizantes do PAN, por ter transcrito as declarações de Vital Moreira e acrescentado uma nota pessoal, devo declarar que não ataquei ninguém, se é que as pessoas que me atacaram não repararam, até porque tenho muita consideração pelo André Silva e pelo trabalho que este tem realizado até agora, e pela coragem de, mesmo sendo só, andar a incomodar os poderosos.

 

Considero-o, e ele sabe disso, a mosca que incomoda o elefante, na Assembleia da República.

 

O que Vital Moreira disse não é da minha responsabilidade. Publiquei as suas declarações apenas para agitar as águas que estão um tanto paradas, em Portugal, no que respeita à tauromaquia.

 

A verdade é que ainda não foi apresentada no Parlamento uma proposta concreta e objectiva para a Abolição da Tauromaquia em Portugal.

 

Lá fora, em Espanha e no México, por exemplo, os avanços em direcção à abolição desta praga têm sido bastante significativos, porque lá fora ninguém pede que se corte o mal pela ramagem, mas que se corte o mal pela raiz.

 

E foi isso que eu pretendi salientar.

 

Sei que é difícil a abordagem desta matéria numa Assembleia repleta de aficionados, onde a tauromaquia está bastante protegida (segundo uma militante do PSD), quase que diríamos que muitos deputados candidatam-se à AR com o único intuito de proteger a tauromaquia, portanto ao André Silva não será fácil apresentar uma proposta que de antemão será barrada pelos partidos que se dizem de esquerda, mas têm um pé na direita: PS, PCP, BE e PEV.

 

Sabemos disso, André Silva.

 

***

A propósito desta polémica:

 

No Jornal i, onde foi publicada a declaração de Vital Moreira, deixei a seguinte nota, que transcrevi num texto divulgado neste meu Blogue:

 

«Penso que o PAN deveria propor urgentemente a ABOLIÇÃO de todas as vertentes da tauromaquia, mas também de todas as práticas bárbaras que se cometem em Portugal contra animais: circos, festas públicas com matança, ao vivo, de porcos, caça, tiro aos pombos, lutas de cães, corrida de galgos, corrida de Cavalos, charretes com tracção animal, queima do gato, enfim, uma infinidade de barbaridades que não se justificam para divertir um povo, se bem que um povo bastante EMBRUTECIDO.

 

Já chega de medievalismos. Já chega de estupidez. Já chega de atraso de vida.

 

Em Portugal (dizem) temos um governo que se diz de esquerda, mas no que respeita aos animais, a governação mantém a política da direita, da ditadura e da monarquia. Nada mudou, nesse aspecto.

 

O PAN introduziu na AR um discurso novo, mas, de facto, ainda não se ouviu a palavra ABOLIÇÃO, que é a única que interessa

 

Pois a este comentário respondeu deste modo bastante interessante, um tal de Paulo Reis:

 

Paulo Reis

Isabel A. Ferreira Voçê é louca da mais. Gostava de te conhecer. Que fazes nos tempos livres??? Adiantas a vida ??? Deves julgar-te muito avançada, mas gostava de ver........

 

Bem… este cidadão é um genuíno produto made in Portugal, com marca GP (Governo Português).

 

Respondi-lhe o que penso, porque (penso eu) ainda não é proibido pensar:

 

«Eis um comentário que diz da pobreza mental e cultural de portuguesinhos que não têm o mínimo sentido crítico, nem a noção do ridículo.

 

Não que me surpreenda, porque a política do ensino e da cultura em Portugal nunca valorizou a evolução. É tacanha e redutora.

 

Os governantes fazem tudo para manter um povo amorfo, mal-educado, mal ensinado, mal-amanhado, subserviente... enfim, acrítico. E é nisto que dá.

 

Pobre mente atacanhada!

 

Eu não me julgo avançada... Eu sou avançada, evoluída. Pertenço ao futuro, e não ao passado

 

Pois é isto que eu, como cidadã portuguesa livre, pretendo para o meu país: que, tal como eu, Portugal pertença ao futuro, e não ao passado.

 

É por este futuro que me bato, ao escrever o que escrevo.

Espero que entendam.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fontes das matérias abordadas neste texto:

https://www.noticiasaominuto.com/politica/571745/vital-moreira-pan-e-uma-fraude-esta-mal-informado-reage-pan

http://www.ionline.pt/504112#comment-2624380839

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-que-o-pan-ainda-nao-fez-para-acabar-633614

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Sábado, 29 de Novembro de 2014

HIPOCRITAMENTE A PÓVOA DE VARZIM ASSOCIA-SE AO MOVIMENTO “CIDADES PELA VIDA”

 

Mas claro que isto é uma posição HIPÓCRITA.

 

Tal como os Encontros pela Paz.

 

O Município da Póvoa de Varzim associa-se a estas iniciativas de VIDA e de PAZ, e depois promove e apoia a tortura (e consequente a morte) de touros, e o tiro aos pombos, e os circos que exploram animais, e a batida às raposas, e as vacadas e garraiadas.

Que moral têm estes autarcas para se associarem a estas iniciativas?

 

CIDADES PELA VIDA.jpg

 

«A exemplo de anos anteriores, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim associa-se à iniciativa mundial “Cidades pela Vida – Cidades contra a Pena de Morte” que acontece no dia 30 de Novembro de cada ano.

 

A convite da Amnistia Internacional Portugal, o município participa da ação de sensibilização, no próximo dia 30 de novembro, procedendo à iluminação da Igreja do Desterro, edifício escolhido pela autarquia poveira para a simbologia desta iniciativa, exprimindo assim a afirmação do valor da vida.

 

O evento surgiu pela primeira vez em 2002, por iniciativa da Comunidade de Sant'Egidio, sediada em Itália, para assinalar o aniversário da abolição da pena de morte no primeiro estado europeu, o Grão-Ducado da Toscana (a Norte de Itália) a 30 de novembro de 1786.

 

Desde então, “Cidades pela Vida – Cidades contra a Pena de Morte” tem vindo a aumentar, todos os anos, o número de participações ao longo do mundo. O crescente número de cidades aderentes à iniciativa mundial transmite a mensagem inequívoca de que a aplicação da pena de morte deve ser abandonada e que os portugueses estão de facto motivados para apoiar a luta pela abolição da pena de morte e, acima de tudo, empenhados na defesa dos direitos humanos.»

***

HIPOCRISIA PURA A DESTE MUNICÍPIO!

VER NOTÍCIA NESTE LINK:

http://www.cm-pvarzim.pt/noticias/povoa-de-varzim-associa-se-ao-movimento-cidades-pela-vida

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

BIBLIOTECA ROCHA PEIXOTO, DA PÓVOA DE VARZIM, ASSINALA DIA DO ANIMAL

 

Dr. Luís Diamantino (vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim,) congratulo-me com esta iniciativa, só faltou brindar-nos com a boa notícia do fim das touradas (agora que está prometida a cobertura da arena), do fim do tiro aos pombos (existe a alternativa dos pratos), do fim da batida às raposas (actividade primitiva), que não dignificam os poveiros.

 

Esperamos que a nova gestão autárquica traga uma nova vida para TODOS os animais.

 

 

Um comunicado do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

 

BIBLIOTECA ASSINALA DIA MUNDIAL DO ANIMAL

 

«Para assinalar o Dia Mundial do Animal, a 4 de Outubro, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, em colaboração com o CROAC - Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, vai promover uma iniciativa que visa sensibilizar as crianças para a importância dos animais em geral e dos cães em particular. *

 

Serão dinamizadas duas sessões, uma de manhã, às 10h30 e outra à tarde, às 14h30, para o público escolar, do 1º e 2º ciclo.

 

O Veterinário Municipal, José Carlos Guimarães vai dar a conhecer ao público infantil o serviço municipal prestado pelo CROAC: as medidas de adopção de um animal de estimação, os cuidados básicos a ter com os animais, a alimentação, a higiene, a vacinação, a desparasitação, o controle da reprodução e o uso do microchip.

 

Tânia Oliveira, colaboradora em acções de Terapias Assistidas com Animais, nomeadamente com cães seus, falará da importância dos cães e do modo como podem ajudar as crianças no seu pleno desenvolvimento, demonstrando num pequeno vídeo algumas actividades assistidas com animais, no Pólo de Terroso do MAPADI.

 

Essa acção tem o objectivo de promover os benefícios a nível motivacional, educacional, recreativo que estes animais devidamente treinados proporcionam a pessoas que tenham algum tipo de limitações físicas.

O Dia Mundial do Animal celebra-se desde 1930 em vários países e tem o objectivo de lembrar que os animais são seres vivos com direitos.

 

Esta efeméride coincide com o dia da morte de Francisco de Assis, por ter sido um acérrimo defensor dos animais. **

 

Os direitos dos animais estão consagrados em 1978 através da aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Animal pela UNESCO.

 

***

* Esperamos que entre estes animais em geral, estejam incluídos os Bovinos e os Cavalos (que os legisladores portugueses, falaciosamente, excluíram do Reino Animal), e os Pombos e as Raposas, tão maltratados neste município.

 

** São Francisco de Assis era um acérrimo defensor de TODOS os animais, e não só de cães. Ele não excluía nenhum do Reino ao qual todos nós pertencemos. Esperemos que a mensagem que se quer passar nesta iniciativa, dê os frutos desejados, e que os animais, TODOS os animais sejam respeitados, porque na verdade, são TODOS SERES VIVOS COM DIREITOS.


 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:52

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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

UM TRIBUTO AOS MILHARES DE POMBOS ASSASSINADOS NA PÓVOA DE VARZIM, PARA GOZO DE COVARDES MATADORES

 
 
 

Centenas de covardes matadores, apoiados pelo Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, José Macedo Vieira, caçador e aficionado de touradas, foram até àquele município com o propósito de libertar o instinto primitivo e cruel que os afasta da ESPÉCIE HUMANA.

 

Mataram, por prazer, milhares de inocentes e indefesos pombos, enquanto voavam para o que poderia ser a liberdade.

 

Chamaram-lhe “copa do mundo”

 

Como é belo o voo de um pombo.

 

Como é monstruosa e rude, esta prática de tiro aos pombos.

 

Aqui deixo o meu tributo aos pombos assassinados, e o meu mais veemente repúdio pelo acto repugnante das carcaças de gente sem alma, que os mataram por puro prazer.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:40

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Sexta-feira, 7 de Junho de 2013

A PÓVOA DE VARZIM, SEGUINDO A SUA JÁ HABITUAL POLÍTICA SANGUINÁRIA, VAI ACOLHER A “COPA” DO TIRO AOS POMBOS

 

E é com tiros a milhares de inocentes e indefesos pombos que os autarcas poveiros “comemorarão” o Dia de Camões e das Comunidades (próximo dia 10), prolongando este massacre até ao dia 16 de Junho.

 

O que disseram os promotores desta carnificina, na apresentação da dita, é de bradar aos céus e um enorme INSULTO à inteligência dos seres humanos.

 

O que os faz crer que o resto do mundo é assim tão IGNORANTE E ESTÚPIDO?

 
 

O pombo, símbolo da Paz e do Espírito Santo dos católicos, uma ave bela, dócil, fiel ao seu parceiro, inocente e indefesa, será o alvo de covardes matadores que vêm de muitos lados, para satisfazerem os seus instintos mais primitivos e predadores e uma cruel sede de sangue que aliam a um prazer mórbido que recolhem do estertor da morte.

 

Este massacre de pombos, promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, com o apoio do Turismo do Porto e Norte de Portugal, realizar-se-á no campo da morte, ou seja, no Complexo de Tiro de São Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim, um lugar macabro, frequentado apenas por indivíduos de instintos maquiavélicos.

 

O massacre de pombos é uma mais-valia de repercussões positivas????

 

 

 

José Macedo Vieira (MÉDICO CIRURGIÃO), Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

 

José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e Sócio nº 1 do Clube de Tiro de São Pedro de Rates, caçador e aficionado de touradas, no discurso que proferiu na apresentação desta matança, referiu-se «à história da Póvoa de Varzim e ao desenvolvimento do concelho, onde o jogo esteve sempre indissociavelmente ligado», esquecendo-se ele de que MATAR POMBOS para diversão de sádicos não é um JOGO, é um BIOCÍDIO, perpetrado por indivíduos de baixa índole, e que ao contrário do que o autarca pensa, não desenvolve o que quer que seja, pelo contrário, além de denegrir o nome da terra, fá-la retroceder uns bons séculos.

 

Disse ainda Macedo Vieira (o qual pelo que se vê, não devia ter estudado nem biologia, nem zoologia, nem anatomia, nem outras ciências ligadas aos animais (e diz-se ele um cirurgião), que «a recuperação do Clube de Tiro, em 1994 (ano em que ele iniciou os seus mandatos como Presidente de Câmara), foi feita com base nas tradições que havia e se foram perdendo», esquecendo-se de dizer que o massacre de pombos ERA uma prática (não uma tradição) já morta e enterrada em tempos idos, e que por obra de carniceiros foi desenterrada e ressuscitada.

A isto chama-se RETROCESSO. 

 

Esta matança de pombos leva o nome pomposo de “copa do mundo” (eliminaram o termo campeonato) e Macedo Vieira está convencido de que este evento sanguinário «será uma mais-valia porque tem repercussões positivas na economia local».

 

Pois! Já cá faltava a “economia”. Que se lixem os seres vivos que vão ser massacrados em nome do prazer de um bando de matadores covardes!

COMER E BEBER E MATAR! É isto a COPA do tiro aos pombos.

 

Sugerimos, aqui há tempos, que substituíssem os pombos por PRATOS, ajudavam a indústria da cerâmica, comiam e bebiam na mesma, para a economia local era bom, e poupavam-se vidas.
 
Mas não! O que interessa a estes COVARDES matadores é o SANGUE VIVO. É ver sangue, ver VIDAS a MORRER, algumas lentamente e com grande sofrimento. Ainda que morram logo, há o impacto do projéctil, que é extremamente doloroso, e um pombo não é um prato.

 

Além da atitude ser COVARDE é também coisa de SÁDICOS!

 

O autarca, com uma visão assustadoramente retrógrada, realçou ainda a importância de “eventos desta natureza”, isto é SANGRENTOS, que podem «desenvolver o Turismo” pois, na sua opinião, “o Turismo tem sido ao longo da história dos últimos 50 anos da Europa, a grande alavanca de desenvolvimento de muitos países”.

 

Esqueceu-se o Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim de dizer que o DESENVOLVIMENTO desses países não incluiu TORTURA nem eventos SANGRENTOS nos seus roteiros turísticos. Este tipo de prática acontece em países terceiro-mundistas, com governantes sem o mínimo de visão e sentido crítico.  

 

A Póvoa de Varzim é uma cidade metida na Europa, e das mais retrógradas, com os seus “eventos sanguinários” (matança de pombos e raposas, tortura de touros e bezerros, vacadas, lutas de cães, apoio a circos com animais enclausurados, enfim…) episódios que só dão ao concelho fama de terrinha ainda muito atrasada.    

 

O tiro e o turismo andam de mãos dadas na Póvoa de Varzim…? Isto será anedota?

 

 

Jorge Leal (ENGENHEIRO), Presidente do Clube de Tiro de São Pedro de Rates

 

Jorge Leal é o Presidente do Clube de Tiro de São Pedro de Rates, que afirmou esta coisa absolutamente ESPANTOSA: “o Tiro e o Turismo andam de mãos dadas na Póvoa”. Depois fez uma resenha histórica, apontando para finais do século XIX o início do Tiro, no concelho. Daí em diante, a Câmara Municipal, reconhecendo a importância da modalidade, aposta na construção de equipamentos para a prática da mesma.

 

O que são capazes de dizer os sádicos, para justificarem o INJUSTIFICÁVEL!

QUE IMPORTÂNCIA TEVE PARA A PÓVOA D E VARZIM O TIRO A INOFENSIVOS POMBOS?

 

NENHUMA! Era uma simples prática, há longos anos. ACABOU. Mas eles (os promotores deste evento asqueroso) ficaram no século XIX. Desenterraram o MORTO e ressuscitaram algo que devia ter ficado nesse passado longínquo, para vergonha dos carniceiros dessa época. Mas enfim, esses eram primitivos. E os de hoje, continuam primitivos. EVOLUÇÃO ZERO.

 

E não dizem a verdade toda. O Campo de Tiro de Rates NÃO FOI criado a 7 de Dezembro de 1994, conforme dizem. O campo de tiro foi inaugurado no tempo do mandato do Dr. Manuel Vaz, uns poucos anos antes. Não servia para nada, é verdade. Era um mono.

Foi apenas a partir do mandato de Macedo Vieira, o caçador, que a Câmara decide investir, isto é, COMPRAR as parafernálias para os tiros aos pombos e activar a carnificina.   

 

A partir de 1999 começam a realizar-se então chacinas com matadores covardes que vinham de muitos lados.   

 

Nesta, agora denominada «copa do mundo”, estarão representados 18 países e mais de 400 algozes.  

 

Ao mundo civilizado e culto parece impossível que um autarca, que se diz médico-cirurgião, um engenheiro e um professor possam apoiar tal matança e “vender um destino de região” com o sangue de inocentes seres vivos.

 

Jorge Leal referiu que «na organização deste evento reuniu a hotelaria e restauração e está convencido de que a iniciativa irá acrescentar valor à cidade e à região, numa época de crise. “Queremos que as pessoas venham à Póvoa e aproveitem tudo aquilo que o concelho tem para oferecer».

É preciso NÃO TER O MÍNIMO DISCERNIMENTO, para dizer uma coisa destas: «acrescentar valor à cidade e á região… Queremos que as pessoas venham à Póvoa e aproveitem tudo aquilo que o concelho tem para oferecer»:

 

Acrescentar valor à cidade com SANGUE de inocentes seres vivos? O que o concelho tem para OFERECER é SANGUE, BARBÁRIE, TORTURA de pombos, de raposas, de touros, de bezerros…

 

Que turista culto procurará divertimentos sangrentos e estúpidos?

 

Só os sádicos, os psicopatas. Os que têm instintos primitivos e baixo nível cultural e moral.

 

Ter na Póvoa um destino de férias de excelência?...

 

 

Melchior Moreira (PROFESSOR), Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal

 

Por fim, Melchior Moreira, Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, que esteve presente na apresentação desta carnificina, «manifestou a sua satisfação pela possibilidade de ter na Póvoa um destino de férias de excelência»

 

FÉRIAS DE EXCELÊNCIA = MASSACRE DE POMBOS?

 

Isto é de indivíduos que não têm a noção do que é “excelência”.

VER POMBOS A MORRER BARBARAMENTE TERÁ ALGO DE EXCELÊNCIA?

 

E ainda disse mais esta: «No contexto de 22 municípios da região Porto e Norte de Portugal, temos uma cidade bonita, aprazível, em que as pessoas sabem bem receber e este é o nosso primeiro grande cartão de impacto para convencermos a nível internacional que a Póvoa possa receber este evento».

 

Não é uma VERGONHA que dos 22 municípios da região Porto e Norte de Portugal, a Póvoa de Varzim seja o município MAIS CARNICEIRO, MAIS INCULTO E MENOS EVOLUÍDO?

 

Melchior Moreira considerou ainda «as magníficas instalações do Campo de Tiro de São Pedro de Rates como alavancas para o Turismo Regional» e considerou o MASSACRE DE POMBOS «um bom exemplo para combatermos a sazonalidade no Turismo, realçando o facto de tratar-se de um evento com impacto regional, nacional e internacional».

 

Quem assim fala devia demitir-se do cargo que ocupa, pois não tem a noção nem do ridículo nem sentido crítico.

 

Aliás todos os promotores desta burlesca “copa” deviam demitir-se, pois não sabem que TORTURAR SERES VIVOS é apanágio de animais humanos predadores, e nunca serviu de DESENVOLVIMENTO a coisa nenhuma.

 

Com o tiro aos pratos resolviam o problema da ânsia de “dar ao gatilho”, e tornavam-se um pouco mais humanos.

 

O MASSACRE DE POMBOS diz do baixo nível cultural, social, moral e humano de todos os intervenientes, que de 10 a 16 de Junho conspurcarão a Póvoa de Varzim com a sua miséria moral.

 

***

MAS O QUE É O TIRO AO VOO?

 

«O “tiro aos pombos”, também como conhecido como “tiro ao voo”, é uma modalidade supostamente “desportiva” de tiro ao alvo, mas com alvos vivos – os pombos. Pode parecer incrível, mas o tiro aos pombos – actividade proibida em toda a União Europeia (excepto em Espanha e Andorra) – é uma modalidade de tiro reconhecida, regulada e promovida pela Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, que gere também outras modalidades de tiro ao alvo, algumas até olímpicas, e que, até 2005, promovia várias provas de tiro aos pombos por todo o país.

 

No tiro aos pombos, a espécie de pombo usada é o pombo zurita, uma espécie particularmente apreciada para esta modalidade pelo facto destes pombos serem mais pequenos do que os pombos comuns, o que constitui um especial desafio à habilidade dos atiradores. Criados em cativeiro às centenas de milhares em Espanha, estes pombos são importados para Portugal para serem usados como alvos em provas de tiro aos pombos. Por cada dia de prova, cerca de 2.500 pombos são mortos, tendo cada atirador “direito” a atirar a sete pombos.

 

Este número deixa de fora os muitos milhares de pombos que são usados em treinos e que não são contabilizados.

 

Depois de uma prolongada viagem até ao campo de tiro – durante a qual não são alimentados nem abeberados –, os pombos chegam já cansados, debilitados e encontram-se sob grande stress, pelo facto de, de repente, terem sido retirados da sua vida normal (pombais de criação) e de serem tratados nestas condições. Nos campos de tiro, são mantidos em gaiolas novamente sem serem alimentados ou abeberados até serem utilizados nas provas.

 

Antes de serem colocados nas caixas de onde serão soltos para se transformarem em alvos a abater, são-lhes arrancadas as penas da cauda – as guias, que usam para orientar o seu voo –, o que, cumulativamente com o stress e o cansaço, lhes provoca sofrimento físico. O objectivo desta dolorosa mutilação é fazer com que os pombos tenham um voo irregular, de modo a que seja mais difícil para os atiradores fazer um tiro certeiro.

 

À voz do atirador, a caixa abre-se e o pombo tem a oportunidade de tentar fugir, embora cansado, debilitado e mutilado, não conseguindo sequer dirigir o seu voo adequadamente. Uma grande parte dos pombos é abatida, embora sendo comum não morrerem imediatamente, caindo no campo de tiro feridos e ficando a agonizar durante horas, até ao momento em que assistentes do campo os apanham e lhes quebram o pescoço para os matarem, o que aumenta ainda mais a dor que experienciam em todo este processo, que culmina numa morte extraordinariamente traumática.

 

Os pombos que caem moribundos fora do campo de tiro ficam sujeitos aos predadores e, muitas vezes, à crueldade de humanos, que se divertem a torturar estes animais, já feridos. Os poucos pombos que conseguem voar sem ser abatidos têm poucas hipóteses de sobrevivência – debilitados e sem as penas que lhes permitem dirigir o seu voo, são animais diminuídos nas faculdades essenciais de que precisam para a sua sobrevivência que, além do mais, estão num ambiente que lhes é estranho e onde dificilmente se conseguem integrar.

 

Apesar de haver uma alternativa que substitui perfeitamente o uso de pombos ou outros alvos vivos na modalidade de “tiro ao voo”, que são as hélices mecânicas (concebidas especificamente para terem um peso igualmente leve e um voo irregular e imprevisível, como o dos pombos), a verdade é que, em Portugal, um grupo de cerca de cem atiradores endinheirados e com predilecção por desportos cruéis tem-se empenhado em manter esta prática hedionda, que tem sido firmemente combatida pela ANIMAL.»

 

in: http://animal.org.pt/accao_tiro_pombos.html

 

***

SERÁ ESTA DESCRIÇÃO UMA ALAVANCA PARA O TURISMO REGIONAL?

 

O TIRO E O TURISMO ANDARÃO, DE FACTO, DE MÃOS DADAS?

 

O MASSACRE DE POMBOS SERÁ UMA MAIS VALIA DE REPERCUSSÕES POSITIVAS?

 

DEPOIS DESTA MACABRA “COPA”, A AUTARQUIA POVEIRA FICA SEM MORAL PARA REALIZAR OS HIPÓCRITAS “ENCONTROS PELA PAZ”, QUE TEM COMO SÍMBOLO, A POMBA.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:43

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