Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

PUNIÇÃO PARA OS RESPONSÁVEIS PELOS EVENTOS ILEGAIS NAS FESTAS DE BENAVENTE

 

Assinem aqui a petição, por favor. O texto abaixo diz tudo o que há a dizer.

 

Em ano de eleições, os políticos são capazes de fazer ou deixar fazer tudo e mais alguma coisa, para captarem a simpatia do povo INCULTO.

 

Não podemos deixar que a IMPUNIDADE se instale em Portugal…

PETIÇÃO:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT86130&fb_action_ids=1687102677970484&fb_action_types=og.comments

 

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«Para: Presidente da AR e Deputados

 

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República

Exmos. Srs. Deputados/as

 

Excelências

 

Na madrugada do dia 23 de Junho de 2017, realizaram-se as Festas da Amizade em Benavente, com o anúncio nas páginas oficiais da Câmara Municipal do respectivo programa onde eram anunciados "Touros de Fogo" e "Picarias".

 

Dado que nem o evento de "Touros de Fogo", nem as "Picarias" fazem parte da tradição tauromáquica portuguesa, mas sim uma imitação espanhola, mais precisamente da zona de Valência (no caso do 1º) e aí mesmo já sobejamente contestada pela barbaridade e violência que encerram, juntando-se o facto de não ter havido um parecer favorável da DGAV, nem o IGAC ter sido consultado para tal fim, estes dois eventos são, como é óbvio, ilegais e nunca poderiam ter acontecido.

 

Atear fogo às hastes de um bovino é uma prática dolorosa de extremo maltrato que jamais será tolerada pela maior parte da nossa sociedade mais consciente e compassiva.

 

Quanto às "Picarias", integradas na "Sortes de Varas", proibida pelo artigo 3º, 3 da Lei nº 92/95 de 12 de Setembro, com redacção actualizada pela Lei nº 19/2002 de 31 de Julho, só poderiam ter acontecido, caso tivessem sido consideradas excepções, segundo o disposto no artigo 3º, 4 e se estas práticas se tivessem mantido ininterruptamente durante os 50 anos anteriores à entrada em vigor do referido diploma, segundo o qual ainda teria que ser a Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) a verificar os requisitos legais para a devida autorização.

 

Perante o exposto, verificaram-se não só no caso do "Touro de Fogo" como também das "Picarias", duas grave ilegalidades que devem ser analisadas em conformidade.

 

Dado que a Câmara Municipal de Benavente anunciou horas antes do "Touro de Fogo" que este tinha sido cancelado e o comando da GNR assegurou o mesmo, consideramos que tanto uma como outra, teriam obrigação de ter impedido que a comissão de festas tivesse levado a cabo tal evento, mas não o fizeram e após a contestação pública, ainda permitiram que se realizassem as "Picarias", demonstrando assim um lapso grave de autoridade, incumprimento da legislação em vigor, bem como o desrespeito pelos cargos que ocupam e que devem ser regidos de forma honesta para com os cidadãos deste país.

 

Vêm portanto os abaixo assinados, exigir a Vossas Exas punições exemplares para a Câmara Municipal e GNR e o sério compromisso de que jamais estes eventos se realizarão no Concelho que superintendem.

Solicitamos também que seja uma força policial isenta e estranha à região a identificar os componentes da comissão de festas e os intervenientes dos dois eventos "Touro de Fogo" e "Picarias" que figuram nos vídeos e fotos que circulam na Internet e que tanto a Associação Animal, como o PAN, alguns cidadãos e até a SIC dispõem.

 

Solicitamos ainda a Vossas Exas que jamais em terras portuguesas estes eventos bárbaros aconteçam, como se têm verificado em alguns lugares, com a complacência das autoridades locais.

 

Gratos pela vossa atenção e aguardando uma clara definição sobre este caso que tanto nos indigna.

 

Grupo Anti Tourada de Viana do Castelo,

Grupo de cidadãos»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAUROMÁQUICO ESTÁ SENTADO NO PODER TUDO É POSSÍVEL…

 

Mas… há sempre um mas…

Não acredito no que li

 

CMTV.jpg

 

O Farpas Blogue anunciou, há dias, que a CMTV poderá vir a emitir uma tourada.

 

Isto não me surpreendeu muito, até porque o Correio da Manhã promove touradas.

 

Todos nós sabemos, e a CMTV, também saberá que a tauromaquia é uma forma cruel de tortura de touros, animais sencientes, animais como nós.

 

A CMTV também sabe que por todo o mundo civilizado existe uma forte e crescente contestação social a esta actividade que vem de um tempo onde imperava a ignorância mais profunda.

 

Porém, o mundo evoluiu, os conhecimentos são outros e talvez por isso a SIC e a TVI, canais televisivos com grande audiência em Portugal, deixaram de transmitir touradas.

 

A RTP lá continua a transmitir violência e crueldade contra seres sencientes em directo, por motivos que todos nós sabemos: uma subserviência demasiado óbvia ao lobby tauromáquico, na mão de umas poucas famílias.

 

Ora, tendo em conta que a CMTV é uma estação televisiva que diz “buscar um olhar português sobre o pulsar contínuo do País e do Mundo” e “não se verga a interesses particulares”, é estranho que o Farpas Blogue tenha tornado pública uma notícia que se não é falsa é no mínimo insólita.

 

É preciso fazer Portugal evoluir. E todos esperamos que o Grupo Cofina não permita que se beneficie a indústria tauromáquica, e se continue a realizar a Corrida Vidas/Correio da Manhã, que em nada prestigia o Grupo, a TV e a comunicação social.

 

O que espero da CMTV é que, em vez de considerar sequer a possibilidade de emitir touradas, apresente uma reportagem séria sobre os bastidores da tauromaquia – o lado desconhecido e mórbido da vida de um ser senciente, um bovino, um herbívoro, um mamífero superior, com um ADN semelhante ao do ser humano, e que sofre horrores antes, durante e depois da lide, conforme podemos constatar neste link:

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

Apelo, portanto, para a sensibilidade e o bom senso dos que, pretendendo prestar um bom serviço televisivo aos Portugueses, não cedam à tentação de transmitir violência e crueldade, tornando ainda mais cruel e violento o mundo em que vivemos.

 

Isabel A. Ferreira

(Fonte: Marinhenses Anti-Touradas)

 

Enviem os vossos protestos para:

sede@cofina.pt; geral@cmjornal.pt; secretariaproducao@cmjornal.pt; publicidade@cofina.pt; marketing@cofina.pt

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:21

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015

ENQUANTO A SIC PROMOVIA A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA NA MOITA…

 

… no passado domingo, na véspera de um indivíduo morrer em nome de um costume bárbaro, para celebrar a Nossa Senhora da Boa Viagem, que as autoridades da Moita teimam em manter, morra quem morrer…

 

SIC NA MOITA.jpg

E que final de dia fantástico tivemos ontem na Moita! #Portugalemfesta — com João Baião e Rita Ferro Rodrigues.

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/Portugal.em.Festa.SIC/photos/a.524280887621364.1073741830.516396045076515/913039728745476/?type=1&theater

 

… eu, que tenho o privilégio de ter alternativas ao lixo televisivo,que algumas estações de TV portuguesas têm para oferecer a um povo já de si tão inculto, revia o filme que uma semana antes havia gravado no Canal TvCine2, “Mahatma Gandhi” (1982), do realizador Richard Attenborough, com a extraordinária interpretação de Ben Kingsley, que mereceu o Óscar de Melhor Actor, pelo seu papel de Gandhi.

 

 

 Uma GRANDE ALMA (Mahatma). Um SER HUMANO único. Um grande exemplo de Vida.

 

Um excelente filme, de Richard Attenborough, obrigatório ver por todos os que pretendem ascender a ser um Ser Humano completo.

Excelentes interpretações.

 

Muito pode fazer pelo mundo a excelência da arte cinematográfica ao serviço da Humanidade.

 

Bem-haja Richard Attenborough, que partiu deste mundo a 24 de Agosto de 2014, mas deixou-nos uma obra civilizada, que enriquece o saber humano.

 

***

O filme acaba com o lançamento das cinzas de Gandhi às águas do Mar… enquanto se ouve a sua voz a ecoar uma poderosa mensagem, a que todos os dias me agarro, com muita esperança, porque a História da Humanidade sempre se escreveu assim:

 

«Quando desespero, lembro-me que ao longo da História, o caminho da verdade e do amor venceu sempre. Tem havido tiranos e assassinos que, por algum tempo, podem parecer invencíveis, mas no final, são sempre derrubados.

Pensem nisso. Sempre. Todos os dias…».

 

Símbolo da liberdade e uma extraordinária consciência moral, Mahatma Gandhi é o meu maior Mestre, o guia que me mostra o caminho a seguir para alcançar os meus ideais…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:56

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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2015

ÉTICA E TOURADAS

 

(Um texto magnífico, que põe a nú a crueldade das touradas, já com barbas brancas, mas sempre actual, porque em Portugal, país onde os governantes não são evoluídos, não se progride, não se dá sequer um passo em frente, pelo contrário, anda-se para trás vários séculos e aí se fica especado…)

 

 

O Boletim da Ordem dos Advogados, dando largas a uma surpreendente "afición", publicou no seu último número quatro artigos sobre tauromaquia em que, com excepção do primeiro, da autoria de Silvério Rocha Cunha, que é imparcial, os três restantes, escritos por óbvios aficionados, procuram esforçadamente justificar a festa brava. Mas o entusiasmo do Boletim pelo espectáculo de touros é tal que foi ao ponto de acolher nas suas páginas um panegírico da tourada da autoria de um conhecido aficionado cuja profissão é de médico veterinário (!).

 

O elogio da festa brava num boletim da Ordem dos Advogados parece-me totalmente deslocado e desqualifica a revista. O Boletim fez-se para debater assuntos que possam interessar os advogados mas nunca para apoiar o lobby dos touros num debate que divide a sociedade portuguesa mas que não interessa particularmente aos advogados (com excepção de alguns aspectos jurídicos que praticamente não foram abordados).

 

De qualquer modo, para que não fiquem sem resposta os principais argumentos dos aficionados, vou tentar comentá-los nas linhas que se seguem.

 

O movimento universal de protecção dos animais corresponde a uma exigência ética e cultural universal, consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Animal (1978), em numerosas convenções internacionais e em centenas de leis, incluindo leis constitucionais, dos países mais adiantados.

 

Nas suas diversas formulações todos esses diplomas têm um denominador comum: a preocupação com o bem-estar dos animais envolvendo antes de mais, a condenação de todos os actos de crueldade; mas além dessa preocupação, um número cada vez maior de correntes zoófilas defende o reconhecimento aos animais de autênticos direitos subjectivos.

 

O debate sobre esses temas, iniciado aquando do arranque da era industrial, na segunda metade do séc. XIX, ampliou-se a partir da criação, após a última grande guerra, das grandes instituições europeias e mundiais (Conselho da Europa, União Europeia e UNESCO) e actualmente trava-se em várias universidades onde se ministram cursos sobre os direitos dos animais (é o caso das Universidade de Harvard, Duke e Georgetown nos Estados Unidos e de Cambridge, na Inglaterra). Numerosos e qualificados autores têm intervindo nesse debate, iniciado com as obras pioneiras dos já clássicos Tom Reagan e Peter Singer.

 

Em Portugal a discussão tem decorrido sobretudo na Faculdade de Direito de Lisboa graças designadamente aos contributos de António Menezes Cordeiro e Fernando Araújo e ainda nas Faculdades de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Como nota Fernando Araújo em A Hora dos Direitos dos Animais, a bibliografia sobre este tema compreende actualmente cerca de 600 títulos (!).

 

Não se trata, portanto, de um assunto esotérico cultivado por uns tantos iluminados vegetarianos mas sim — tal como os direitos do homem — de uma componente muito importante da cultura ocidental; a tal ponto que a obrigação para os Estados da União Europeia, de garantirem o bem-estar animal está hoje formalmente consagrado em protocolo vinculativo anexo ao Tratado de Amesterdão.

 

Não há tempo, neste artigo, que tem como tema as touradas, para entrar no debate sobre os direitos dos animais. Partamos, por isso, de uma conclusão em que todos esses autores — mesmo os que não aceitam a atribuição de direitos aos animais — convergem: a de que são absolutamente contrários à ética os actos de crueldade gratuita para com os animais.

 

Esta é sem dúvida uma conclusão pacífica não só para os zoófilos mas também para o homem comum em geral e até para os próprios aficionados. Com efeito, se se perguntar a qualquer pessoa (incluindo aficionados de touradas, organizadores de combates de cães e de tiro aos pombos, etc.) se concordam que se torturem animais, é praticamente certo que responderão pela negativa. E no entanto, contraditoriamente, torturam ou organizam a tortura de touros, de cães e de pombos.

 

O óbvio sofrimento dos touros

 

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele se não pode mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola — representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

 

A SIC exibiu há tempos um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por a considerar demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia do seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores.

 

ANTÓNIO MARIA PEREIRA.jpg

 António Maria Pereira, ilustríssimo advogado português (1924 — 2009)

 

Na tourada à espanhola com picadores o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da "puya" que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido — e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

 

Perante a evidência de que o touro sofre — e sofre intensamente — ao ser toureado, os aficionados desdobram-se em atabalhoadas tentativas de justificação que não obedecem a um mínimo de razoabilidade, atingindo algumas vezes as raias do surrealismo.

 

Tal como os autos de fé, os suplícios e as execuções públicas e outros barbarismos próprios de séculos de obscurantismo — também, a médio prazo, as touradas estão condenadas a desaparecer dos raros países onde ainda são toleradas.»

 

É o que faz Joaquim Grave no artigo publicado no Boletim ao afirmar que "só se pode pronunciar sobre os aspectos éticos da tourada quem conhece o espectáculo". Conclusão esta que, salvo o devido respeito, é completamente absurda, certo como é que os aspectos cruéis acima referidos são óbvios para quem quer que os presencie não sendo necessário estudar tauromaquia para chegar à conclusão de que o touro é objecto de grande sofrimento ao ser farpeado e estoqueado.

 

Ética e tortura dos touros

 

Afirma ainda Joaquim Grave que "na corrida existe uma certa ética na relação homem/animal, ou, por outras palavras, e contrariamente ao que afirmam os que a não conhecem, na corrida o touro não é tratado como uma coisa, já que não se lhe pode fazer qualquer coisa indiscriminadamente".

 

Falar em ética para justificar a cruel agressão, com perfuração por ferros, a um animal abruptamente arrancado ao seu habitat é um absurdo, um "nonsense". Absurdo esse que atinge os limites do surrealismo ao sustentar-se que, no domínio do tratamento cruel, haveria crueldades que a ética permite (as farpas, a puya, o estoque) e outras que a tal ética não autorizaria. Como não se exemplifica de que crueldades se trata suponho que o autor se queria referir, por exemplo, às bandarilhas de fogo ou a cravar farpas nos olhos do touro.

 

Tudo isto é absurdo. A ética exige que não se inflija qualquer sofrimento cruel ao touro, ponto final. Se esse sofrimento resulta dos ferros cravados ou de qualquer outra coisa "que não é costume executar nas touradas", é um aspecto completamente irrelevante à luz da ética e insustentável em face da razão e do bom senso.

 

Tentando de novo invocar a ética para justificar a barbárie da tourada, Joaquim Grave mais adiante afirma que "a ética tauromáquica é pois a seguinte: respeita-se a natureza do touro, combatendo-o, pois é um animal de combate".

 

Uma vez mais estamos perante um falso argumento em que a má-fé é evidente: o touro é um animal inofensivo quando no seu habitat; mas é evidente que tem, como todos os animais, o instinto de defesa que o leva a atacar quando agredido. Ele é vítima de uma maquinação cruel de quem o retira do seu habitat, o encerra numa praça e depois o agride cravando-lhe ferros.

 

A conclusão do artigo está à altura da argumentação: "sendo o touro um ser por natureza bravo, ele realiza o seu grande bem lutando, ele realiza a sua natureza de lutador na luta e ele realiza-se plenamente a ele próprio na corrida e pela corrida".

 

Lê-se e não se acredita: o infeliz touro, que é levado à força de seu habitat e depois perfurado com farpas, com a "puya", ou estoqueado, que quando não é morto acaba a tourada com feridas profundas e pastas de sangue a escorrer pelo lombo, esse sacrificado animal seria afinal uma espécie de bombista suicida, que se realizaria plenamente pelo seu próprio sofrimento e morte em combate...

 

Estamos aqui uma vez mais no reino do absurdo. Como é óbvio, ao contrário do bombista suicida, que procura alegremente a morte, o pobre touro, se pudesse falar, diria com certeza que o seu único desejo era nunca sair da lezíria e continuar a pastar pacificamente.

 

O toureiro — grande defensor dos touros!

 

Também o Dr. João Vaz Rodrigues, num artigo com pérolas de poesia surrealista, como aquela em que "repudia a hipocrisia de quem sacrifica de bom grado a vida de uma singela flor para preencher emocionalmente um desígnio de vaidade e verbera veementemente o sangue de um animal cujo destino é exactamente o de morrer na arena", acrescentando "bem sei que a flor não se manifesta da mesma maneira mas morre igualmente sacrificada à emoção", remata com esta frase lapidar: "quem defende o touro é o próprio toureiro e os demais que respeitam a festa. Sem este aquele sofre sérios riscos de extinção".

 

Ao longo de todo este artigo, além da nostalgia do autor "por já não conseguir assistir à caça à baleia ou aos banhos de espuma sanguinolenta da "copejada" do atum de Tavira" (Freud poderia dar aqui um contributo importante para a explicação de tal "nostalgia") o único argumento que sobressai é o do receio da extinção da espécie taurina caso as touradas acabassem.

 

Tal como os outros, este argumento não procede, certo como é que, se necessário, se poderia facilmente criar reservas de touros, tal como existem reservas de búfalos.

 

Resta a pasmosa afirmação de que "quem defende o touro é o próprio toureiro". Na mesma linha de argumentação pode afirmar-se que quem defende a vítima da tortura é o torcionário. Ora aqui está um bom argumento para uso dos advogados defensores dos réus que no Tribunal Internacional de Haia e noutros tribunais são acusados de crimes contra a humanidade: ao torturarem e executarem barbaramente milhares de muçulmanos na Bósnia os torcionários estavam afinal a defender as suas vítimas! É claro que não vale a pena discutir nestes termos de irracionalidade.

 

Em conclusão, o certo é que nenhum dos aficionados autores dos textos publicados no Boletim da Ordem dos Advogados — como nenhum aficionado em qualquer parte do mundo — conseguiu ou conseguirá jamais demonstrar, de boa-fé, que os touros não sofrem ao serem lidados. Sofrimento, esse, que não tem qualquer justificação a não ser o prazer sádico e emotivo de quem a ele assiste.

 

E a confirmação desse sadismo está nesta atitude: quando se propõe a um aficionado que as farpas em vez de terem arpões de ferro tivessem ventosas — como já aconteceu nos Estados Unidos — a sugestão é logo afastada com indignação. O que o aficionado sobretudo quer é ver o sangue, é deliciar-se com o sofrimento do touro.

 

As touradas ofendem por isso um princípio fundamental da ética que impende sobre qualquer pessoa que se preocupe em pautar os seus actos pelos ditames da moral e da ética.

 

As touradas foram proibidas em Portugal por Decreto de 1836, da iniciativa do então primeiro-ministro Passos Manuel, por já então, conforme se lê no Decreto, "serem consideradas um divertimento bárbaro e impróprio das nações civilizadas, que serve unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade".

 

De então para cá, e apesar do retorno das touradas, o certo é que cada vez mais se acentua a repulsa dos países civilizados por esse barbarismo medieval. Em Portugal, segundo sondagem recente, a percentagem de portugueses que não gosta de touradas é de 74,5 % contra 24,7 que ainda gosta (cf. Público, 26.08.2002).

2006

António Maria Pereira

(Lisboa, 12 de Fevereiro de 1924 — Lisboa, 28 de Janeiro de 2009)

"Pai dos direitos dos animais em Portugal"

 

 

O Dr. António Maria Pereira, não foi apenas "pai dos direitos dos animais em Portugal", foi indefectível promotor e defensor do processo desencadeado na UNESCO que consagrou a proclamação da Declaração Universal dos Direitos do Animal!

Para grande orgulho nosso, um ilustre Cidadão Português!

 

Fonte:

http://abolicionistastauromaquiaportugal.blogspot.pt/p/etica-e-touradas.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:13

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Segunda-feira, 8 de Junho de 2015

QUE SE PASSA COM ESTE MUNDO ONDE A VIOLÊNCIA (MAIS DO QUE O SONHO) COMANDA A VIDA?

 

Hoje, no telejornal da SIC, a propósito da notícia sobre o polícia norte-americano que puxou os cabelos a uma jovem negra, a jornalista disse: aviso que as imagens são agressivas.

 

E as outras imagens, das outras violências, que correm nos ecrãs da televisão não serão agressivas também?

 

Violência contra negros

 

 

Violência contra crianças

 

 

Violência contra cristãos

 

 

Violência contra cavalos

 

 

Violência nos matadouros

 

 

Violência nas touradas

 

 

 

Violência em rituais religiosos

 

 

Violência contra animais

 

 

Violência contra focas bebés

 

 

Violência contra baleias

 

 

 

Violência na escola

 

 

Violência doméstica

 

 

Violência da guerra

 

 

Violência do holocausto nazi

 

 

QUE SE PASSA COM ESTE MUNDO?

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Sábado, 8 de Novembro de 2014

«ÉTICA E TOURADAS – A TORTURA DOS TOUROS»

 

Toda a verdade perversa sobre a crueldade das touradas, num excelente artigo

 

«Tal como os autos de fé, os suplícios e as execuções públicas e outros barbarismos próprios de séculos de obscurantismo – também, a médio prazo, as touradas estão condenadas a desaparecer dos raros países onde ainda são toleradas»

 

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Esta expressão diabólica diz tudo sobre a índole perversa dos toureiros

 

Por António Maria Pereira

(Advogado)

 

«O Boletim da Ordem dos Advogados, dando largas a uma surpreendente "afición", publicou no seu último número quatro artigos sobre tauromaquia em que, com excepção do primeiro, da autoria do Prof. Silvério Rocha Cunha, que é imparcial, os três restantes, escritos por óbvios aficcionados, procuram esforçadamente justificar a festa brava. Mas o entusiasmo da Revista pelo espectáculo de touros é tal que foi ao ponto de acolher nas suas páginas um panegírico da tourada da autoria de um conhecido aficcionado cuja profissão é de médico veterinário (!).

 

O elogio da festa brava num boletim da Ordem dos Advogados parece- me totalmente deslocado e desqualifica a revista. O Boletim fez-se para debater assuntos que possam interessar os advogados mas nunca para apoiar o lobby dos touros num debate que divide a sociedade portuguesa mas que não interessa particularmente aos advogados (com excepção de alguns aspectos jurídicos que praticamente não foram abordados).

 

De qualquer modo, para que não fiquem sem resposta os principais argumentos dos aficcionados, vou tentar comentá-los nas linhas que se seguem.

 

O movimento universal de protecção dos animais corresponde *a uma exigência ética e cultural universal, *consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Animal (1978), em numerosas convenções internacionais e em centenas de leis, incluindo leis constitucionais, dos países mais adiantados do universo.

 

Nas suas diversas formulações todos esses diplomas têm um denominador comum: o da preocupação com o *bem-estar* dos animais envolvendo antes de mais, a *condenação de todos os actos de crueldade*; mas para alem dessa preocupação, um número cada vez maior de correntes zoófilas defende o reconhecimento aos animais de autênticos *direitos subjectivos.*

 

O debate sobre esses temas, iniciado aquando do arranque da era industrial, na segunda metade do Século XIX, ampliou-se a partir da criação, após a última grande guerra, das grandes instituições europeias e mundiais (Conselho da Europa, União Europeia e UNESCO) e actualmente trava-se em várias universidades onde se ministram cursos sobre os direitos dos animais (é o caso das Universidade de Harvard, Duke e Georgetown nos Estados Unidos e Cambridge na Inglaterra). Numerosos e qualificados autores têm intervindo nesse debate, iniciado com as obras pioneiras dos já clássicos Tom Reagan e Peter Singer. Em Portugal a discussão tem decorrido sobretudo na Faculdade de Direito de Lisboa graças designadamente aos contributos dos Profs. António Menezes Cordeiro e Fernando Araújo e ainda nas Faculdades de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Como nota o Prof. Fernando Araújo em "A Hora dos Direitos dos Animais" a bibliografia sobre este tema compreende actualmente cerca de 600 títulos (!)

 

Não se trata, portanto, de um assunto esotérico cultivado por uns tantos iluminados vegetarianos mas sim – tal como os direitos do homem – de uma componente muito importante da cultura ocidental; a tal ponto que a obrigação para os Estados da União Europeia, de garantirem o bem-estar animal está hoje formalmente consagrado em protocolo vinculativo anexo ao Tratado de Amesterdão.

 

Não há tempo, neste artigo, que tem como tema as touradas, para entrar no debate sobre os direitos dos animais. Partamos, por isso, de uma conclusão em que todos esses autores – mesmo os que não aceitam a atribuição de direitos aos animais – convergem: a de que *são absolutamente contrários à ética os actos de crueldade gratuita para com os animais.*

 

Esta é sem dúvida uma conclusão pacífica não só para os zoófilos mas também para o homem comum em geral e até para os próprios aficcionados. Com efeito, se se perguntar a qualquer pessoa (incluindo aficcionados de touros, organizadores de combates de cães e de tiro aos pombos, etc.) se concordam que se torturem animais, é praticamente certo que responderão pela negativa. E no entanto, contraditoriamente, eles torturam ou organizam a tortura de touros, de cães e de pombos.

 

*O óbvio sofrimento dos touros*

 

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele se não pode mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola – representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

 

A SIC exibiu há tempos um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por a considerar demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia dos seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores.

 

Na tourada à espanhola com picadores o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da "puya" que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido – e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

 

Perante a evidência de que o touro sofre - e sofre intensamente - ao ser toureado, os aficcionados desdobram- se em atabalhoadas tentativas de justificação que não obedecem a um mínimo de razoabilidade, atingindo algumas vezes as raias do surrealismo.

 

É o que faz o Dr. Joaquim Grave no artigo publicado no Boletim ao afirmar que "só se pode pronunciar sobre os aspectos éticos da tourada quem conhece o espectáculo". Conclusão esta que, salvo o devido respeito, é completamente absurda, certo como é que *os aspectos cruéis acima referidos são óbvios para quem quer que os presencie *não sendo necessário estudar tauromaquia para chegar à conclusão de que o touro é objecto de grande sofrimento ao ser farpeado e estoqueado.

 

*Ética e tortura dos touros*

 

Afirma ainda o Dr. Joaquim Grave que "na corrida existe uma certa ética na relação homem/animal, ou, por outras palavras, e contrariamente ao que afirmam os que a não conhecem, na corrida o touro não é tratado como uma coisa, já que não se lhe pode fazer qualquer coisa indiscriminadamente".

 

Falar em ética para justificar a cruel agressão, com perfuração por ferros, a um animal abruptamente arrancado ao seu habitat é um absurdo, um "non sense". Absurdo esse que atinge os limites do surrealismo ao sustentar-se que, no domínio do tratamento cruel, haveria crueldades que a ética permite (as farpas, a puya, o estoque) e outras que a tal ética não autorizaria. Como não se exemplifica de que crueldades se trata suponho que o autor se queria referir, por exemplo, às bandarilhas de fogo ou a cravar farpas nos olhos do touro.

 

Tudo isto é absurdo. *ética exige que não se inflija qualquer sofrimento cruel ao touro, ponto final. Se esse sofrimento resulta dos ferros cravados ou de qualquer outra coisa "que não é costume executar nas touradas", é aspecto completamente irrelevante à luz da ética e insustentável em face da razão e do bom senso.*

 

Tentando de novo invocar a ética para justificar a barbárie da tourada, o Dr. Joaquim Grave mais adiante afirma que "a ética tauromáquica é pois a seguinte: respeita-se a natureza do touro, combatendo-o, pois é um animal de combate".

 

Uma vez mais estamos perante um falso argumento em que a má-fé é evidente: o touro é um animal inofensivo quando no seu habitat; mas é evidente que tem, como todos os animais, o instinto de defesa que o leva a atacar quando agredido. Ele é vítima de uma maquinação cruel de quem o retira do seu habitat, o encerra numa praça e depois o agride cravando-lhe ferros.

 

A conclusão do artigo está à altura da argumentação: "sendo o touro um ser por natureza bravo, ele realiza o seu grande bem lutando, ele realiza a sua natureza de lutador na luta e ele realiza-se plenamente a ele próprio na corrida e pela corrida".

 

Lê-se e não se acredita: o infeliz touro, que é levado à força de seu habitat e depois perfurado com farpas, com a "puya", ou estoqueado, que quando não é morto acaba a tourada com feridas profundas e pastas de sangue a escorrer pelo lombo, esse sacrificado animal seria afinal uma espécie de bombista suicida, que se realizaria plenamente pelo seu próprio sofrimento e morte em combate...

 

Estamos aqui uma vez mais no reino do absurdo. Como é óbvio, ao contrário do bombista suicida que procura alegremente a morte o pobre touro, se pudesse falar, diria com certeza que o seu único desejo era nunca sair da lezíria e continuar a pastar pacificamente.

 

*O toureiro - grande defensor dos touros??*

 

Também o Dr. João Vaz Rodrigues, num artigo com pérolas de poesia surrealista como aquela, em que "repudia a hipocrisia de quem sacrifica de bom grado a vida de uma singela flor para preencher emocionalmente um desígnio de vaidade e verbera veementemente o sangue de um animal cujo destino é exactamente o de morrer na arena, por que não? acrescentando "que bem sei que a flor não se manifesta da mesma maneira mas morre igualmente sacrificada à emoção, " remata com esta frase lapidar: quem defende o touro é o próprio toureiro e os demais que respeitam a festa. Sem este aquele sofre sérios riscos de extinção".

 

Ao longo de todo este artigo, para além da nostalgia do autor "por já não conseguir assistir à caça à baleia ou aos banhos de espuma sanguinolenta da "copejada" do atum de Tavira" (Freud poderia dar aqui um contributo importante para a explicação de tal "nostalgia") o único argumento que sobressai é o do receio da extinção da espécie taurina caso as touradas acabassem.

 

Tal como os outros, este argumento não procede, certo como é que, se necessário, se poderia facilmente criar reservas de touros, tal como existem reservas de búfalos.

 

Resta a pasmosa afirmação de que " quem defende o touro é o próprio toureiro (!!!)". Na mesma linha de argumentação pode afirmar-se que quem defende a vítima da tortura é o torcionário. Ora aqui está um bom argumento para uso dos advogados defensores dos réus que no Tribunal Internacional de Haia e noutros tribunais são acusados de crimes contra a humanidade: ao torturarem e executarem barbaramente milhares de muçulmanos na Bósnia os torcionários estavam afinal a defender as suas vítimas! Credo que absurdo!... É claro que não vale a pena discutir nestes termos de irracionalidade.

 

*Em conclusão, o certo é que nenhum dos aficcionados autores dos textos publicados no Boletim da Ordem dos Advogados - como nenhum aficcionado em qualquer parte do mundo - conseguiu ou conseguirá jamais demonstrar, de boa-fé, que os touros não sofrem ao serem lidados.* Sofrimento esse que não tem qualquer justificação a não ser o prazer sádico e emotivo de quem a ele assiste.

 

E a confirmação desse sadismo está nesta atitude: quando se propõe a um aficcionado que as farpas em vez de terem arpões de ferro tivessem ventosas, - como já aconteceu nos Estados Unidos – a sugestão é logo afastada com indignação. O que o aficcionado sobretudo quer é ver o sangue, é deliciar-se com o sofrimento do touro.

 

*As touradas ofendem por isso um princípio fundamental da ética que impende sobre qualquer pessoa que se preocupe em pautar os seus actos pelos ditames da moral e da ética.*

 

As touradas foram proibidas em Portugal por Decreto de 1836, da iniciativa do então l.º Ministro Passos Manuel, por já então, conforme se lê no Decreto, "serem consideradas um divertimento bárbaro e impróprio das nações civilizadas, que serve unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade".

 

De então para cá, e apesar do retorno das touradas, o certo é que cada vez mais se acentua a repulsa dos países civilizados por esse barbarismo medieval. Em Portugal, segundo sondagem recente, a percentagem de portugueses que não gosta de touradas é de 74,5 % contra 24,7 que ainda gosta (Vd. "Público" de 26.08.02).

 

Tal como os autos de fé, os suplícios e as execuções públicas e outros barbarismos próprios de séculos de obscurantismo – também, a médio prazo, as touradas estão condenadas a desaparecer dos raros países onde ainda são toleradas.

 

Fonte:

http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php?topic=222.0

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Sexta-feira, 23 de Agosto de 2013

REPÓRTER DO JORNAL “FALCÃO DO MINHO” ATACADO PELOS “GUARDA-COSTAS” DA prótoiro

 

Este é o momento certo:

EXIGIMOS A ABOLIÇÃO DAS TOURADAS JÁ!

 

 

«No passado domingo nem tudo correu bem pelos lados de Darque. Para além de manifestantes feridos pela PSP, também um jornalista do Falcão do Minho foi violentado, tendo um da PSP que o atacou arremessando o seu telemóvel com o qual procedia à recolha de imagens.

 

Após o incidente o jornalista identificou-se como tal e o polícia de intervenção voltou a agarrar o telemóvel e a mão do jornalista dizendo que não podia fotografar.

 

Toda a situação se desenrolou em altura calma, sem incidentes, nada justificando a atitude do polícia.

 

Tentamos identificar o polícia, mas nem ele, nem o colega ao seu lado se identificaram. O jornalista dirigiu-se então ao graduado ali presente, Raul Curva, e aguardou o fim de um apontamento de entrevista para a Sic para então relatar-lhe o incidente. Também Raul Curva negou-se a identificar o polícia. Uma queixa formal será apresentada. Entretanto se alguém poder ajudar na identificação, agradecemos.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=230693227080865&set=a.107696919380497.18191.100004205677937&type=1&theater

 

***

Mas não é OBRIGATÓRIA a identificação dos polícias?

 

E o que tem o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Eng.º José Maria Costa, a dizer sobre este ATAQUE?

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Terça-feira, 16 de Julho de 2013

OLÉ, «UM PROGRAMA FEITO POR ANORMAIS PARA ANORMAIS”…

 

Este é um dos comentários que estão no vídeo.

 

Uma realidade triste… macabra… pirosa…parola

 

E ouve-se falar em “touros”…

 

Pobres bezerros, que nunca chegarão a crescer como merecem.

 

 

Aqui fica o registo das imagens ridículas que a SIC passou...

 

 


 

Cartoon de Antero

https://www.facebook.com/anterozoide

 

É ao que se expõem os que gostam de ser ridículos…

SIC, SIC, estás enterrada na lama até à ponta dos cabelos…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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«O NOVO ESTILO FORCADO, UM MODELO DE ALTA-COSTURA»

 

 Com este programa PIROSÍSSIMO (Olé) a SIC prestou um péssimo serviço não só à tauromaquia (o que serve sobremaneira a causa abolicionista), como àquela fatia de portugueses (que vêem televisão) dando-lhes a PAROLICE de que tanto gostam, como obviamente e essencialmente a uns bezerrinhos, que, não tendo culpa alguma da demência dos ditos "homens", foram torturados em nome da ESTUPIDEZ.

 

E tudo por causa das audiências. Uma estação de televisão que precisa de se servir de estratégias indignas para criar um público, esgotou, por completo, todas as suas capacidades criativas.

 

A SIC bateu no fundo.

 

 

Subscrevo inteiramente este texto da Prótouro.

 

Por Prótouro

 

«Com o alto patrocínio dos mais afamados estilistas da actualidade, a SIC acaba de nos apresentar o novíssimo modelo da jaqueta de ramagens para os forcados.

 

Para apresentar o novo modelito, nada mais, nada menos, que o valente e brioso forcado, que fez furor na praça de touros do Campo Pequeno, José Castelo Branco.

 

Um misto muito bem imaginado de camisinha de folhos, jaqueta bordada com berloques, um largo cinto preto sobre a tradicional faixa dos forcados e uns leggings estilo cavaleiro tauromáquico a terminar com botas de cano alto.

 

Sem querer tirar o mérito ao estilista que desenhou a nova indumentária  e que de ora em diante será usada por todos os grupos de forcados, nós substituiríamos o barrete por um chapéu de penachos de modo a condizer com as botas.

 

A SIC, ao transmitir este desfile de pindéricos, conseguiu três coisas absolutamente inéditas, ser número um na tabela de audiências, encher quase por completo o Campo Pequeno, coisa que não acontece há muito e finalmente por os aficionados contra a “prótoiro” que achou e acha que este programa é óptimo para a divulgação da “festa”.

 

A verdadeira intenção da SIC, com este programa, não foi promover a tauromaquia ou enaltecer a figura do forcadito, foi sim a de aumentar audiências e sabiam à partida que usando uma figura tão controversa como o José Castelo Branco, o conseguiriam.

 

A SIC usou e abusou de animais, num programa altamente deplorável, em que até se deram ao luxo de usar um bezerro obrigando-o, literalmente, a investir contra pessoas que se encontravam numa esplanada improvisada no meio da arena. Como consequência, o animal tropeçou numa mesa e cadeiras, caiu e sentou-se na arena. Quando se levantou coxeava de uma das patas.

 

Não venham agora afirmar que nenhum animal foi maltratado durante o programa porque todos o foram.

 

O conceito de maltrato animal não se resume a espetar farpas e bandarilhas. O maltrato começa quando os animais são retirados do seu habitat, enfiados num camião e posteriormente largados numa praça de touros, um local completamente estranho para os mesmos. Só mesmo pessoas com uma mente muito limitada, podem afirmar que no programa os animais não foram maltratados.

 

Para tudo há limites e querer ser líder de audiências numa guerra de canais televisivos não quer dizer que vale tudo. A SIC com este programa provou que é administrada por pessoas que não têm qualquer tipo de moral.

 

Prótouro

 

Pelos touros em liberdade»

 

Fonte:

http://protouro.wordpress.com/2013/07/16/o-novo-estilo-forcado-um-modelito-de-alta-costura/comment-page-1/#comment-1607

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:39

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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013

A TAUROMAQUIA ESTÁ MESMO MORTA E A APODRECER

 

Depois do "olé" da SIC, realmente nada mais será igual na “arte” de torturar bovinos. Será o descrédito total, para os tauricidas, para a estação de Carnaxide e principalmente para os forcados.

 

 

E se os forcados já tinham a reputação abaixo de zero, agora com este forcado, que dá pelo nome de José Castelo Branco, a situação vai ultrapassar o ridículo, e ainda mais zeros vão juntar-se aos outros.

 

São pontos, muitos pontos a favor da Abolição das Touradas.

 

E se não fosse pelos bovinos, que irão ser torturados inutilmente, para um bando de mentecaptos se divertirem, a iniciativa poderia ser positiva a 100%, porque se a intenção foi ESCARNECER da prática da forcadagem… a SIC conseguiu plenamente os seus objectivos, deixando os forcados de rastos…

 

***

Por Prótouro

 

«Afinal a Júlia é uma Menina Muito Marota

 

Depois de ter defendido o programa “Olé” como sendo uma homenagem a um património nacional: os forcados, algo totalmente inadmissível e inaceitável, insurgimo-nos contra as suas palavras, porque pensámos que a menina falava a sério e acreditava piamente nisso, mas depois de vermos a foto que segue, chegámos à conclusão que a Júlia é uma brincalhona.

 

 

 

O objectivo deste programa, é afinal, demonstrar ao país que os forcados se resumem a um grupo de ridículos, que gostam de humilhar animais praticamente moribundos.

Depois deste programa, nada será como antes, porque na retina de todos os portugueses ficará para sempre a imagem do extraordinário forcado José Castelo Branco.

A Júlia, essa, vai rebolar a rir durante todo o programa.

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade»

 

 

Fonte:

http://protouro.wordpress.com/2013/07/12/afinal-a-julia-e-uma-menina-muito-marota/comment-page-1/#comment-1595

 

 

***

 

E porque este comentário diz na perfeição tudo o que deve ser dito, aqui fica o seu registo:

 

Arsénio Pires, deixou um comentário ao post A TAUROMAQUIA ESTÁ MESMO MORTA E A APODRECER às 16:50, 2013-07-12.
 

Comentário:

 

«Coitados dos novos "forcados"! Todos sabemos que eles estão em "insolvência pessoal" e, portanto, são capazes de tudo para receberem uns míseros euritos em tempo de carestia.

 

A SIC explora assim a miséria alheia neste e noutros programas como: O Prostíbulo a que chamam Big Brother. A parolice sem gosto nem jeito do mergulho a que dão o nome de "Splash".

 

Faltava o gozo com animais para a parvalheira ser completa! E aí estão eles, os mendigos, em tempo de crise! Os forcados, broncos e torturadores de touros moribundos, estão bem representados por este conjunto de "monetariamente diminuídos" .

 

Para compor o boneco não podia faltar a homenagem à bichanagem de collants e poses alternativas de parada gay com que os ditos cujos torcionários se arrastam pela arena desafiando o touro agonizante.

 

Tal "tradição" e "património cultural" só a "senhora que berra" poderia apadrinhar! Tudo de acordo!»

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 09:43

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