Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017

FESTAS EM HONRA DE SANTOS DESACREDITAM A IGREJA CATÓLICA E A HUMANIDADE

 

É inconcebível que a igreja católica portuguesa seja cúmplice de tanta barbárie para celebrar os seus Santos!

 

Não é desse modo que angariam “crentes” para sustentarem as paróquias. Cada vez mais, os que nasceram católicos afastam-se da Igreja, por não se reverem nestes rituais bárbaros, medievalescos, grotescos, cruéis, violentos, nada condizentes com os ensinamentos de Jesus Cristo.

 

Repudio a hipocrisia dessa igreja que não segue os preceitos cristãos.

 

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Os da Barosa chamam-lhe FESTA RELIGIOSA… em honra de São Mateus, e sacrificam garraios.

 

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Em Seia, mata-se um galo à paulada, nas festas consagradas a Deus…

 

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 Na Ilha Terceira (Açores) praticam-se barbaridades em honra de São João

 

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 Em São João da Pesqueira sacrificam-se Touros em nome de Nossa Senhora do Monte

 

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 Em Ponte de Lima o Corpo de Deus é celebrado com a abominável “vaca das cordas”…

 

Bem… isto é apenas uma amostra da monstruosidade que a igreja católica portuguesa consente em nome de Santos católicos, como se os Santos católicos alguma vez aplaudissem a tortura de uma ser vivo, que também é de Deus.

 

O decreto de proibição das touradas mais antigo de que se tem conhecimento é a bula do Papa Pio V, “De Salute Gregis Dominici”, datada de 1 de Novembro de 1567, mas ainda em vigor, e que dizia o seguinte:

 

«(…) Nós, considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas, na medida das nossas possibilidades, com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição (…) a celebração destes espectáculos (…)».

 

Tanto quanto sabemos, esta bula só foi acatada em Itália.

 

Isto foi o que disse o Papa Pio V, mas não é o que a Igreja segue. E a Igreja não seguindo, cala-se, num consentimento que, de tão silencioso, nos agride, como se gritasse: DOU-VOS A LIBERDADE DE SEREM IMPIEDOSOS PARA COM OS ANIMAIS!

 

A tortura de Touros e Cavalos tem-se realizado sob a égide de uma igreja que não respeita minimamente os preceitos de Deus.

 

A ideia de que o Touro era um ser diabólico, e como tal devia ser torturado, pertence a mitos antigos, quando imperava uma ignorância da mais profunda, e queimavam-se bruxas…

 

Hoje sabemos que o Touro é apenas um bovino, e as bruxas não existem. Em pleno século XXI da era cristã, já não se justifica queimar bruxas e torturar Touros para exorcizar demónios, que, a existirem, estão personificados nos carrascos das criaturas de Deus.

 

Está mais do que na hora de enterrar esta mentalidade medievalesca e dar o salto para o século XXI da era cristã.

 

Isabel A. Ferreira

 

Sugiro a leitura deste texto onde se aborda este tema mais esmiuçadamente.

A IGREJA CATÓLICA E A TOURADA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/201627.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:32

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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

TOURADAS REGRESSAM À TVI?

 

Depois de cinco anos consecutivos sem emitir ou apoiar touradas, a TVI está a dar publicidade à corrida dos 125 anos de tortura no campo pequeno, com a menção “apoio TVI”.

 

Não há certezas sobre se pretende ou não transmiti-la, mas tendo em conta as insinuações em blogues tauromáquicos, é o que parece…

 

Mas ainda que não a transmita, só o facto de a publicitar e apoiar já é uma machadada na sua reputação de estação televisiva independente…

 

Isto é um ultraje à modernidade e à civilização…

 

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Exmos. responsáveis pela programação da TVI,

 

Isto é lamentável, tão lamentável que é nossa obrigação manifestar o nosso descontentamento, a nossa repulsa, a nossa decepção por este retrocesso, esta atitude descabida, incivilizada, insultuosa para com todos os telespectadores que deram à TVI o privilégio de lhe proporcionar grandes audiências.

 

Quando, em 2013, a TVI deixou de emitir e apoiar touradas, acreditámos que o tinha feito, pelo menos em parte, devido a apelos como o meu e os de outros telespectadores, mas, acima de tudo, por razões de ordem ética.

 

Foi uma medida racional, inteligente, civilizada e lúcida, que agora está a ser posta em causa com esta posição retrógrada, que só demonstra uma subserviência a um lobby decadente, que está a tentar tudo, por tudo, no sentido de manter erguida a rejeitada e moribunda tourada.

 

Na altura, acreditei que, finalmente, em Portugal, pelo menos a TVI havia se libertado do jugo tauromáquico, contribuindo, desse modo, para fazer evoluir o País, atitude que mereceu a minha consideração.

 

Pois se partem para esta tomada de posição retrógrada a única coisa a fazer é voltar a boicotar a TVI.

 

No entanto, antes de chegar ao boicote, tenho fé e esperança no triunfo da lucidez, e que a TVI perceba que ao associar-se à tauromaquia não só está a insultar os seus telespectadores mais evoluídos como a contribuir para o recuo do progresso moral e cultural da sociedade portuguesa.

 

Por isso, e passados cinco anos, estou aqui, novamente, a apelar para a racionalidade dos responsáveis pela programação da TVI, no sentido de que, de uma vez por todas, deixem de apoiar a selvajaria tauromáquica, e não transmitam a corrida dos 125 anos de tortura no campo pequeno que, para além de toda a habitual crueldade que encerra, assinala mais de um século de extrema violência contra inocentes, inofensivos e indefesos bovinos.

 

Por uma TVI mais condizente com o Século XXI d. C,

 

Isabel A. Ferreira

 

Com MARINHENSES ANTI-TOURADAS

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

BASTA DE TOURADAS NA PÓVOA DE VARZIM

 

  JUVENTUDE SOCIALISTA DESTA CIDADE TOMA POSIÇÃO

 

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Em Nota de Imprensa, a Juventude Socialista da Póvoa de Varzim informou que na sua última Assembleia Geral, foi aprovada uma proposta que visa declarar esta estrutura oficialmente contra a realização de touradas no concelho da Póvoa.

 

Referiu ainda a JS que entende que deixar de subsidiar Touradas na Póvoa de Varzim não é suficiente, correspondendo a um mero acto de desresponsabilização quanto às actividades desenvolvidas no próprio concelho.

 

A JS entende ainda que a Câmara Municipal não pode cultivar uma imagem de defensora dos direitos dos animais e ao mesmo tempo continuar a arrecadar receita com a realização de Touradas, mantendo a única praça de touros activa no Norte do país.

 

A JS entende que é hora de dizer basta à realização destes eventos na Póvoa de Varzim, que não se coadunam com a consciência civilizacional e ambiental que se exige ao Ser Humano no Século XXI.

 

A Juventude Socialista da Póvoa de Varzim reitera ainda a sua posição anti-touradas e o compromisso da defesa dos direitos dos animais naquele concelho, aproveitando o período eleitoral que se avizinha para desafiar todas as forças políticas a assumirem a sua posição sobre este tema e para incitar ao debate, junto dos poveiros, sobre o futuro da Praça de Touros da Póvoa de Varzim, e tudo isto pelos Jovens e pela Democracia.

 

Muito bem, jovens socialistas poveiros. Haja fé e esperança no triunfo da lucidez.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:17

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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2017

A VERDADEIRA ORIGEM DA TAUROMAQUIA

 

«SÃO LUCAS E O TOURO»

 

Eis um magnífico e conciso texto que nos conta como a tauromaquia surgiu em Espanha, e mais tarde veio a ser introduzida em Portugal, através dos Reis Filipinos, e uma vez aqui implantada, os portugueses começaram a considerá-la erradame "tradição portuguesa”.

 

A origem da tauromaquia assenta num ritual obscuro que  acabou por ser adoptado pela Igreja Católica da Península Ibérica (Espanha e Portugal) no século XIV.

 

Neste trabalho, da investigadora espanhola Maria Luisa Ibañez, fica demonstrado o motivo por que a Igreja Católica cala e consente esta selvajaria, numa flagrante desobediência ao Papa Pio V, cuja Bula anti-tourada ainda está em vigor.

 

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«São Lucas e o Touro»

 

«SÃO LUCAS E O TOURO»

 

Texto de Maria Luisa Ibañez

 

«Deixo aqui esta informação sobre a atitude que ao longo dos tempos a Igreja Católica adoptou a respeito dos touros, no caso de alguém se importar.

 

Podem ter certeza de que isto se passa deste modo, porque há muito que investigo sobre esta matéria, e está tudo comprovado.

 

A saber: a atitude da Igreja Católica para com o Touro tem sido ambígua ao longo da sua História.

 

De facto, inicialmente, a Igreja teve em relação ao Touro uma atitude   muito positiva e benevolente: O Touro era o animal que se identificava tanto com São Lucas como com o Arcanjo Gabriel e São Miguel.

 

No entanto, foi a partir do século XIV, quando a igreja espanhola começou a planear incluir nas orações, aos seus santos padroeiros, oferendas de Novilhos ou Touros no que veio a ser chamado de "Votos de Villa". Estas "oferendas" tinham como finalidade pedir ao santo ou à Virgem da devoção de cada um, que intercedessem junto de Deus para pôr fim a algumas das muitas calamidades que, naquela época atormentavam as pessoas (doenças, secas, pragas ...).

 

Com base nestes "votos", alguns municípios, em conluio com os seus párocos e confrarias, utilizaram estes animais, para que os povos das vilas pudessem capeá-los, torturá-los e matá-los impune e devotamente, umas vezes, durante o percurso das romarias que o povo fazia aos santuários das respectivas Virgens; outras, enquanto celebravam outro tipo de festejo (linchamento) taurino. Em muitas ocasiões, e uma vez morto animal, acabavam repartindo a sua carne entre os vizinhos e os pobres.

 

 

Não há qualquer dúvida que foi então que começou a ligação dos “festejos” taurinos populares às celebrações religiosas a Virgens e Santos.

 

Mas também sabemos que, desde o início, este tipo de "votos" foi denunciado por uma parte dos eclesiásticos, chegando finalmente a ser proibidos, juntamente com outros “espectáculos” taurinos, através de uma bula do Papa Pio V.

 

A Bula anti-tourada de Pio V aqui:

https://moimunanblog.com/2011/12/02/bula-salutis-gregis-dominici-de-san-pio-v/

O que é escandaloso é que ainda hoje, em pleno século XXI D.C., a Igreja Católica continue calada e consentindo estes “festejos” taurinos para celebrar Santos e Virgens.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1377104819030134&set=a.130247250382570.26212.100001918882195&type=3&theater

 

(Tradução: Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:12

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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2017

«NÃO GOSTO DE CAÇA: SEREI EXTREMISTA?»

 

Excelente artigo, de André Silva, deputado do PAN na Assembleia da República.

 

Apenas um Ser Humano, dotado de uma mente superior, lúcido e avançado no tempo, escreveria deste modo um artigo sobre uma prática que já não se justifica no século XXI D.C., e que só existe por dois motivos: interesses económicos obscuros e porque existem ainda criaturas que não evoluíram e carregam instintos assassinos que precisam de exorcizar, divertindo-se a MATAR cobardemente animais indefesos.

 

A caça, hoje em dia, é uma prática exclusiva de COBARDES

(I.A.F.)

 

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 André Silva

 

Texto de André Silva

 

«Ofegava de exaustão e tropeçava nos galhos secos dos trilhos, nem se atrevia a olhar para trás. Saber qual seria o seu destino se os seus perseguidores o capturassem era o que lhe dava combustível para continuar, num movimento de auto preservação instintivo. Os filhos, desprotegidos, já tinham sido mortos. A aflição da perseguição durava já há muitas horas, a energia vital finava. Não percebia porque o queriam matar. Sentia o troar forte dos cavalos mesmo atrás de si, o ladrar dos cães, treinados para o efeito, e os brados eufóricos dos líderes da "corrida". Se o alcançassem seria encurralado e, sem defesa ou escapatória possível, seria espancado com paus até à morte pelos acossadores ou mordido e dilacerado pelos cães. Precisava continuar a correr pela vida…

 

A Lei da Caça vem dizer que a caça à raposa e ao saca-rabos pode ser exercida de salto, à espera e de batida, podendo ainda a raposa ser caçada a corricão. O processo de caça a corricão é aquele em que o caçador se desloca a pé ou a cavalo para capturar espécies cinegéticas com o auxílio de cães de caça, com ou sem pau, no qual podem ser utilizados até 50 cães.

 

Estes são os métodos, permitidos na Lei de Bases Gerais da Caça, para perseguir e matar raposas e saca-rabos. Estes são os métodos que os predadores humanos, ditos "evoluídos", utilizam para conviverem e se divertirem aos fins-de- semana numa actividade que lhes proporciona "prazer de viver", conforme ouvimos dizer frequentemente. Uma área económica "muito importante", lá vão tentando convencer-nos também, o mesmo é dizer que estes modos medievais de nos relacionarmos com as outras formas de vida dão lucro. Ah, e defendem que o fazem sempre em harmonia com a natureza, como não poderia deixar de ser. E fazem sempre questão de nos lembrar que não há ninguém que goste mais de animais do que aqueles que os perseguem, os espancam e os matam. Haverá conceitos de harmonia e de equilíbrio mais elevados que aquele que se baseia em divertimento e confraternização em torno de rituais de violência contra seres sensíveis?

 

A caça à raposa é uma actividade legal no nosso país. Mas significa que é eticamente correcta? Diz-nos a História da humanidade que uma das maiores manifestações de violência são leis injustas que subjugam os mais fracos e indefesos aos interesses dos que detêm poder.

 

Carimbar de extremistas e fundamentalistas as opiniões e perspectivas diferentes das nossas é, desde sempre, a forma menos sofisticada e mais fácil de tentar manter tudo como está. Para quê mudar leis injustas e práticas violentas? Para não se colocar em crise as tradições, mesmo que isso signifique continuar a estimular crueldades injustificadas.

 

É irresistível a tentação de invocar conhecimentos científicos como argumentos em defesa de interesses políticos ou corporativos. São vários os argumentos que tentam justificar essa "nobre" actividade da caça à raposa e a utilização de substrato científico para tentar iludir os incautos é, por demais, "sedutora", porque tem funcionado. Para os argumentos de que a raposa não tem predadores, representando uma ameaça para outras espécies, existem várias explicações e soluções científicas. A gestão de um ecossistema, tanto quanto se sabe hoje, consiste em criar condições para que este se mantenha estável, sem perturbação antrópica. Esclarecendo, para não confundir os leitores: as populações de presas são moduladas pelas populações de predadores, mas o reverso também é verdadeiro. As populações de predadores também são moduladas pelas populações de presas. Quando a densidade populacional de predadores é muito elevada as presas diminuem a sua taxa de reprodução, o que tem como consequência a diminuição da população de predadores.

 

É o que se chama controlo retroactivo de predadores. Interferir com estes sistemas que são dinâmicos por definição dinâmicos só prejudica as suas dinâmicas naturais. A caça é uma das actividades que mais perturba a vida selvagem. Provoca perturbações nas populações locais das espécies-alvo, mas igualmente das espécies não visadas. Os seres humanos são reconhecidos pela fauna como potenciais predadores e quando detectam a sua presença, os animais adoptam comportamentos de fuga para sobrevivência. A energia disponível de um animal é finita e é gerida de acordo com as suas actividades vitais (procura de alimento, abrigo, defesa de território, reprodução, cuidados parentais, etc.). O aumento do gasto energético nos comportamentos de fuga causa diminuição da aptidão e redução do sucesso reprodutor. A sobrevivência dos juvenis depende principalmente dos cuidados parentais. Se os progenitores abandonam o ninho devido à perturbação antrópica, este abandono pode ser letal. A fuga representa um dispêndio energético suplementar imediato e, frequentemente, o abandono do ninho ou da prole.

 

É também importante sabermos que os distúrbios causados pela caça não só afectam as espécies-alvo, mas quase todas as espécies presentes no território de caça. O balanço não necessita de tender sempre para o lado dos predadores. Se não confundirmos a natureza da fauna com a parte oportunista e competitiva da natureza humana, talvez consigamos analisar estas questões com uma mente verdadeiramente aberta à mudança. E se não for possível aceitar a diferença de pontos de vista, éticos e científicos, respeitá-la com dignidade é uma aprendizagem bem mais nobre do que caçar outras espécies de forma cruel para manter interesses financeiros, tradições bolorentas e "prazeres" levianos.»

 

________

André Silva nasceu a 2 de Abril de 1976, formado em Engenharia Civil e vegetariano, é deputado e porta-voz do PAN, Pessoas - Animais - Natureza

 

Fonte:

http://www.sabado.pt/opiniao/convidados/andre_silva/detalhe/nao_gosto_de_caca_serei_extremista.html

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:21

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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

A "PESTE NEGRA" DO TERCEIRO MILÉNIO PURIFICADA PELO FOGO EM ESPANHA

 

E mais um santo cristão a ser celebrado num macabro ritual pagão onde os Cavalos são as vítimas

 

Na província espanhola de San Bartolomé de Pinares ainda se sofre de uma peste negra que é purificada pelo fogo, tal como era na época dos romanos, na qual superstições, geradas pela mais profunda ignorância, alienava um povo ainda muito pouco evoluído.

 

E isto é uma coisa de doidos completamente varridos... Quando pensamos que já vimos tudo, ainda há algo que nos surpreende. Na verdade, a crueldade do animal pré-humano não tem limites...

 

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A isto chama-se Festival Luminárias, e celebra-se anualmente em São Bartolomeu de Pinares em honra de Santo Antão, que dizem ser o padroeiro dos animais (imaginemos o que não fariam aos animais se não fosse padroeiro) …

 

O ritual celebra-se anualmente, e os Cavalos (seres extremamente sensíveis) são conduzidos por montadores endoidecidos, através do fogo, em mais uma tradição bárbara, com cinco séculos de existência, isto é, vem desde a época em que os romanos acreditavam que o fumo purificava os que sofriam da peste negra, nome pela qual ficou conhecida, a pandemia de peste bubónica que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou cerca de 75 milhões de pessoas.

 

Estava-se então na Baixa Idade Média. E foi nessa época que a mentalidade do povo de São Bartolomeu de Pinares ficou cristalizada.

 

Hoje, já no século XXI, essa peste negra tem outro nome: chama-se ignorância, da mais pura e crua e infinita…

 

Este é um ritual absolutamente arcaico, assente no mais profundo obscurantismo, ainda bastante enraizado na população local, muito atrasada civilizacionalmente, que vagueia num passado remoto, já morto e enterrado há séculos, mas pior do que isso, uma população que se recusa veementemente a dar o salto para o século XXI, e diz orgulhar-se deste ritual medieval. E a igreja católica é cúmplice e as autoridades locais promovem.

 

Durante o festival, montadores a cavalo saltam sobre o fogo para limpar os animais e receber a graça do santo para o ano seguinte.

 

Algo completamente medieval, e que já foi deixado para trás pelos povos que foram evoluindo, mais ainda não em Espanha. Não em São Bartolomeu de Pinares.

 

Algo que deveria envergonhar o reino de suas majestades os Reis de Espanha: Filipe VI e Letízia.

 

Mas nós por cá, em Portugal, não lhes ficamos atrás. As nossas majestades republicanas ainda promovem e apoiam rituais tauromáquicos, equestres, suínos, felinos, caninos,  columbófilos entre outros, que remontam aos tempos das majestades monárquicas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:17

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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016

PETIÇÃO ENDEREÇADA À CÂMARA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM

 

Salvar os pombos

POR FAVOR, ASSINEM E PARTILHEM ESTA PETIÇÃO AQUI:

http://www.sosvox.org/pt/petition/salvar-pombos.html?utm_campaign=salvar-pombos&utm_source=petition&utm_medium=signature

645e086f40c70ab0e7ebc5a55aafbabc_md POMBOS.jpg

 

No concelho da Póvoa de Varzim, Freguesia de Rates, existe um campo de tiro onde frequentemente se realizam diversos torneios, campeonatos e treinos de diversas modalidades de tiro.

 

Infelizmente, uma dessas modalidades é o tiro aos pombos, ou, eufemisticamente tiro ao voo. Durante essas provas são barbaramente assassinadas centenas de pombas. Algumas conseguem escapar feridas, agonizam pelas matas e estradas circundantes, num espectáculo degradante e deprimente para qualquer ser humano que se digne de o ser. As competições e treinos de tiro não precisam de pombos para se realizarem, existem outros dispositivos, não é preciso deixarem de acontecer.

 

É preciso sim, e é urgente, que deixem de utilizar animais indefesos para gáudio de algumas pessoas que deixam muito a desejar do ponto de vista da sensibilidade para com o sofrimento animal.

 

Este tipo de eventos não é próprio de uma sociedade civilizada do século XXI.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:08

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Sábado, 3 de Setembro de 2016

CÂMARA DA PÓVOA DE VARZIM PATROCINA GARRAIADA DA AGROSEMANA?

 

Li isto no Facebook. A sério????? Nem posso acreditar!!!! Mas tratando-se da Póvoa… tudo é possível!

 

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«…andão a diser isto do mêu amigo mas ele dantes num cubraba nada e agora é munto barato pureque ele é um bom amigo:

 

«A posição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim relativamente à tauromaquia tem vindo a deixar os cidadãos confusos.

 

O que pensar?

 

“Garraiada na Agrosemana, com o apoio da Câmara Municipal

http://www.agrosemana.pt/programa/garraiada/

Mais:

 

A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim vai deixar de apoiar touradas que se realizem na cidade, passando a cobrar oito mil euros pelo aluguer da sua praça de touros.”

 

http://www.jn.pt/local/noticias/porto/povoa-de-varzim/interior/povoa-de-varzim-deixa-de-apoiar-touradas-na-cidade-5169688.html

 

VS

Preçário | Praça de Touros | Cedência: 6150€ |Arrendamento: 6000€ file:///C:/Users/Elisa/Downloads/tarif%C3%A1rio-PDF-20.5.2015%20(1).pdf

 

(Quando há rendas outras rendas de 17.000€, por exemplo).»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/517632594920430/photos/a.517728278244195.133539.517632594920430/1395601180456896/?type=3&theater

 

 

***

Li ainda uma propaganda acerca desta “garraiada” que só pode ter sido escrita por idiotas.

 

Primeiro, chamaram a esta prática de broncos uma “atividade” (sem CÊ, ainda por cima na ortografia inculta que anda por aí na ilegalidade, o que a torna uma aberração ainda maior) como se a tortura de um bovino bebé possa ser incluída numa actividade de seres humanos.

 

Mas o pior é dizerem que isto tem origem na mais “tradicional festa brava portuguesa” o que é o mesmo que dizer na “festa parva portuguesa”, que «proporcionará momentos de entretenimento e de boa disposição», naturalmente apenas aos broncos, porque apenas os broncos se divertem a torturar e a aplaudir a tortura de um bovino bebé.

 

Depois, para mostrarem um pouco daquela coltura que lhes encharca as mórbidas mentes, puseram-se a fazer história: dizem que os primeiros registos desta idiotice, a que chamam actividade (pasmemo-nos) cultural (como se a parvoíce algum dia pudesse fazer parte da cultura culta de um povo), «remonta ao século XII, sendo que a sua expressão mais forte sempre decorreu nos países de origem latina» (e mal sabem eles  porquê…).

 

Veja-se o atraso civilizacional em que vivem estes indivíduos: quando todos nós já estamos no século XXI, eles continuam especados no século XII.

 

E dizem mais. Dizem que na arena, que é uma palavra que nos reporta ao circo romano de má memória, serão vários os “aventureiros” (leia-se cobardes) que tentarão “efetuar” (sem Cê) a pega do garraio (desventurado inocente, indefeso e inofensivo animal, que cai nas manápulas destes cobardes) enquanto nas bancadas o público (leia-se os sádicos) vibrarão com a “atuação” (sem CÊ) e demonstração de coragem

 

Bem, esta pretensão de demonstração de coragem extravasa qualquer expectativa de racionalidade nestes indivíduos: à frente deles está um pobre garraio assustadíssimo, fora do seu habitat natural, a ser agarrado pelas manápulas de um bando de cobardes da pior espécie, numa demonstração da maior cobardia que existe: maltratar um indefeso animal bebé.  É como se na arena estivesse uma criança humana de 3 anos a ser perseguida por bichos-papões.

 

E acabam esta descrição macabra, digna da mais rasca croniqueta dos tempos medievais, com esta frase lapidar:

 

«O gado merece, a terra agradece!»

 

O gado merece? Pobre gado, que mais valia não ter nascido, do que nascer para sofrer nas mãos de cobardes carrascos.

 

E a terra, a Póvoa de Varzim, uma vez mais, ao permitir estas práticas toscas perpetradas por toscos medievais, arrasta-se na bosta que os garraios, assustados, deixam na arena. 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:28

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Sábado, 30 de Julho de 2016

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRA DE PENA PELO CANCELAMENTO DE UMA TOURADA

 

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Obviamente não será esta a imagem que o senhor Presidente Rui Vaz Alves gostará de ver associada a Ribeira de Pena

 

Exmo. Sr. Rui Vaz Alves

Presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena

 

Tomo a liberdade de escrever a V. Excelência, depois de ter tomado conhecimento de que no próximo dia 6 de Agosto está prevista a realização de uma tourada, no âmbito da Feira do Linho, em Ribeira de Pena, uma localidade que até agora se manteve limpa desta nódoa negra, que conspurca o bom nome dos municípios que a adoptam, além de demonstrar um atraso civilizacional bastante acentuado.

 

Sabemos que o desespero do lobby tauromáquico é grande, por esta actividade estar em franca decadência, o que os faz andar por aí a engodar os menos prevenidos, com o intuito de ganhar dinheiro à custa dos incautos e do sofrimento dos animais.

 

Posto isto, quero crer que o Sr. Presidente da Câmara não estará a par desta realidade e da contestação crescente a este tipo de actividades aviltantes para o ser humano, por envolver sofrimento animal com fins recreativos, algo considerado inaceitável em pleno século XXI depois de Cristo, e que em nada condiz com evolução.

 

Recordo a Vossa Excelência que em Portugal são mais os municípios que rejeitam esta barbárie do que os que a permitem. Em 308, apenas 45 mantém este costume bárbaro. Em Espanha (berço desta incultura) centenas de municípios e regiões estão a proibir a realização de touradas, dando deste modo, um passo significativo em direcção à evolução.

 

Não queira V. Excelência fazer regredir Ribeira de Pena, permitindo que nessa localidade, tão considerada até aos dias de hoje, seja introduzida uma prática que irá catapultá-la para o rol dos municípios civilizacionalmente atrasados.

 

Por este motivo, e por conhecer bem essa região, gostaria de solicitar a V. Excelência que reconsiderasse esta situação e que cancelasse este evento que envergonha não só Ribeira de Pena, mas toda a região de Trás-os-Montes, e obviamente a imagem de Portugal no mundo civilizado, reflectindo uma situação de elevado atraso cultural e civilizacional, contrastando com o movimento anti tourada que tem vindo a ganhar terreno em todo o mundo civilizado.

 

Mais do que nunca, no momento em que vivemos, mergulhado na violência gratuita, os governantes têm o dever de promover a paz e não albergar a brutalidade, seja contra animais humanos ou não humanos e até mesmo contra a Natureza.

 

Confiando que V. Excelência terá em consideração todos estes argumentos, e tomará a decisão certa de cancelar esta tourada e de não promover mais nenhuma, despeço-me cordialmente, enviando os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:14

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

AINDA A QUESTÃO DO PROTESTO DA IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA ILHA DE SÃO MIGUEL (AÇORES)

 

Recebi este comentário que não poderia deixar de analisar, porque é difícil fazer-se luz, onde as trevas são tenebrosas

 

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Anónimo, deixou um comentário ao post PROTESTO DA IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS, A PROPÓSITO DO MEU TEXTO «DENÚNCIA AO CUIDADO DO PAN (AÇORES)» às 13:28, 2016-05-20.

 

Comentário:

Olá Isabel, Sou continental e trabalho em Vila Franca do Campo, na Ilha de São Miguel, nos Açores. Admiro muito todo o teu trabalho em defesa dos animais. Durante vários anos tenho acompanhado esta tradição do Espírito Santo. Vivemos num país livre, e todos têm direito a uma opinião. A minha opinião é muito simples, tratou-se de um ato isolado, um acidente. Estas Irmandades recebem de graça para darem de graça, "recebei de graça, dai de graça". A sua missão é ajudar famílias, distribuindo "pensões" , é o termo utilizado cá. Cada "pensão" é composta por carne, pão, Massa sovada e vinho. Tudo isto é distribuído a mais de 300 famílias e a mais de 1000 pessoas, tudo de forma gratuita. Conheço os membros da Irmandade, são pessoas honestas e defensoras dos animais. Certamente não queriam que isto acontece-se ao tal animal. Porque desde que me lembro nunca aconteceu. Louvo o teu trabalho Isabel, mas também louvo o trabalho destas pessoas que trabalham no duro em prol de outras pessoas. Talvez as pessoas tenham exagerado em algumas afirmações, mas compreendo, visto que a imagem da foto é fala por si. Devo dizer também, que não considero o texto da Irmandade enviado para ti como protesto, mas como esclarecimento. Conheço muito bem o sr. Carlos Vieira, é um homem de fé, crente, muito honesto e defensor dos animais. Considero que algumas afirmações proferidas no blog sobre ele sejam injustas. Ele apenas tentou explicar o sucedido, talvez não tenha sido muito explícito. Isabel, digo-te que os animais neste dia vão em desfile, em clima festivo, sem violência alguma. Depois uns regressam aos seus pastos e os outros são abatidos, no Matadouro, para as tais "pensões". Isabel és uma pessoa de bem, mas eles, a Irmandade também são, posso comprovar isso. Falei com um dos membros da Irmandade, eles estão tristes, não queriam que isto tivesse acontecido. Ele disse-me que terão mais atenção na subida e na descida dos animais no próximo ano e que a questão das tais argolas nas narinas, vão informar-se junto das autoridades competentes na ilha se devem ou não ser aplicadas pelos agricultores. Ouvi relatos, que na ilha de São Miguel, já houve mortes de agricultores, em plena pastagem, de animais destas dimensões. Por isso o motivo da sua colocação. Devo dizer que alguns animais são mesmo agressivos, vi com os meus próprios olhos. Um outro animal este ano, não saiu do atrelado para não magoar ninguém, ordem a Irmandade. Sou Continental, mas respeito os Açorianos. Sei o que digo, espero que tenho esclarecido algo mais sobre este assunto. Isabel desejo-te tudo de bom. À Irmandade também desejo a maiores felicidades. Agora é tempo de paz... E tal como se diz aqui "VIVA O ESPÍRITO SANTO".

 

***

Infelizmente, não posso cumprimentar o autor deste comentário, porque não existe como pessoa. Não tem nome. Mas ainda assim vou responder, porque seja quem for que esteja escondido por trás do anonimato merece “ouvir” umas verdades, que apesar de estarem bem explicadas no meu texto, tenho de repetir, devido à iliteracia que é uma praga que afecta muitos alfabetizados.

 

Começo por dizer que não dei autorização a nenhum açoriano sem nome para me tratar por TU. Para me tratarem por TU, têm de merecer o meu respeito e a minha consideração. O que não é o caso, apesar de FINGIR que admira todo o meu trabalho. Se admirasse, dava a CARA. É assim que agem os HOMENS.

 

Pois vivemos num país livre que, infelizmente, ainda não se colocou inteiramente no século XXI d. C., mantendo em algumas (felizmente poucas) localidades, costumes que não se adequam aos tempos modernos. E basta isso para este país sofrer um atraso civilizacional ainda muito acentuado.

 

E é claro que todos podem expressar opiniões, mas quando se trata de maus-tratos a animais indefesos não humanos, não há opiniões: há FACTOS, há ACTOS, há ATITUDES, e as opiniões perante factos e actos e a atitudes primitivas VALEM ZERO.

 

Isto não se tratou de um acto isolado, nem de um acidente. Pelo que me deram a saber, é uso, por essas bandas, colocarem argolas nas narinas dos bezerros, por eles serem uma AMEAÇA para os tratadores/criadores. Mas a verdade é que um bezerrinho não constitui ameaça para ninguém. Isso é um ACTO de uma violência cruel contra um animal totalmente indefeso, que depois é levado com a BRUTALIDADE típica de quem acha que os animais não humanos são pedaços de PAU, para um lugar estranho, longe do habitat natural deles, e eles, muito HUMANAMENTE assustam-se, sentem medo, sofrem psicologicamente e fisicamente o FACTO de estarem amarrados e argolados e atirados para uma rua qualquer.

 

As irmandades já não se justificam nos tempos que correm. Se querem receber de graça, para darem de graça, que recebam batatas, milho, farinha, pão, vinho e outras coisas que tais e façam lá a sua caridadezinha, sem terem de estar a sacrificar animais, em cortejos medievais, que pertencem a um tempo onde reinava uma profunda ignorância.

 

Hoje só é ignorante quem quer.

 

Querem fazerem caridadezinha façam. Eu também faço, mas não sacrifico nenhum animal. Não há necessidade disso. Dou de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, visto os nus, mas sem sacrificar animais não humanos.

 

E aqui, não será apenas a massa que é SOVADA. Os animais também são sovados.

 

Que os membros da irmandade sejam honestos, ninguém duvida. Agora que sejam “defensores” dos animais, existem todas as dúvidas do mundo. Se fossem defensores dos animais, garanto-lhe que não permitiriam que andassem argolados, que os retirassem do prado brutalmente, que os atirassem amarrados para uma rua qualquer, que os obrigassem a DESFILAR num cortejo medieval, porque para tal não nasceram.

 

Se louvasse o meu trabalho, daria a cara por ele. Não seja hipócrita.

A foto é bastante elucidativa da BRUTALIDADE com que os animais são tratados. E não me venha dizer que é apenas este. Os outros, amarrados a cordas, e argolados também, sofrem do mesmo TERROR por estarem fora do seu meio ambiente.

 

O texto da irmandade foi um protesto. Não esclareceu nada.

 

O senhor Carlos Vieira pode até ser um homem de fé, um crente, muito honesto, ninguém duvida, mas DEFENSOR DE ANIMAIS, NÃO É. Se fosse, não permitiria que os animais fossem retirados do campo, para servirem de “espectáculo” a um povo que ficou especado na Idade Média.

 

Além de que os maiores torturadores de bovinos (os cobardes toureiros, forcados, bandarilheiros e a miudagem das touradas à corda) são criaturas que vão à missa, papam hóstias, batem no peito e são uns verdadeiros diabos.

 

Eu não proferi nenhuma afirmação INJUSTA acerca do senhor Carlos Vieira, quem nem sei quem é, ou o que representa na irmandade.

 

Dizer que «os animais neste dia vão em desfile, em clima festivo, sem violência alguma», já é uma violência. Coloque-se no lugar dos animais. É isso que têm de aprender, porque a PIEDADE, a compaixão cristã, é colocarmo-nos no lugar dos animais e não fazermos a eles o que não gostaríamos que fizessem a nós.

 

ISTO é que os padres deveriam ensinar nas MISSAS. Teríamos uma sociedade mais humana e harmoniosa para com os nossos irmãos animais, que também eram irmãos de São Francisco de Assis. Garanto-lhe que este Santo, se vivesse hoje, dar-me-ia toda a RAZÃO.

 

Sou uma pessoa do BEM, e por ser uma pessoa do BEM e da LUZ não posso aplaudir as pessoas que praticam o MAL e vivem nas trevas POR OPÇÃO.

 

A irmandade, o que tem a fazer é ACABAR DEFINITIVAMENTE com estes cortejos medievais, primitivos, desadequados à evolução dos tempos. Não estamos mais na Idade Média. Quantas vezes é preciso repetir isto? Querem fazer cortejos, façam, mas com pessoas a levarem OFERENDAS de pão, de farinha, de batatas, de vinho, mas NÃO DE ANIMAIS AMARRADOS.

 

Mantém o COSTUME e CIVILIZAM-SE.

 

Dizer que os agricultores morrem por causa de bovinos bravos é uma FALÁCIA. Em criança, eu passava as minhas férias numa quinta, onde havia gado bovino, a pastar nos campos, livremente. Convivi com vacas, bois, bezerros, como convivi com cães e gatos, e cabras e ovelhas e porcos nunca nenhum me fez mal a mim ou aos seus tratadores. Porque os tratávamos com carinho. E nenhum usava argolas nas narinas, nem eram marcados com ferros em fogo.

 

Os bovinos só são agressivos para quem lhes faz mal. Eu sou uma pessoa pacata, pacífica. Mas se se meterem comigo, viro uma MULHER BRAVA e sou capaz de dar xutos e pontapés, para me defender. Como qualquer animal faz. Porque não sei se sabe, mas EU TAMBÉM SOU UM ANIMAL.

 

E também sou continental. Tenho amigos açorianos, cultos, instruídos, bem-educados, que se envergonham desse primitivismo em que está mergulhada uma boa fatia do povo açoriano. E respeito-os. Só não respeito os broncos que se RECUSAM as deixar de ser broncos. Entendeu? Tenho amigos ANALFABETOS e respeito-os, porque ser analfabeto não significa ser BRONCO.

 

Será tempo de PAZ, quando deixarem em PAZ os indefesos animais não humanos.

 

E tenho certeza de que o ESPÍRITO SANTO não está nada satisfeito com o que se passa nos Açores, cuja Natureza foi abençoada por Deus, mas o povo (algum povo) foi bafejado pelo Demo.

 

E o pior, é que por muito que o iluminemos, ele recusa-se a aceitar a LUZ.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:09

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