Sexta-feira, 14 de Julho de 2017

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALBUFEIRA, A NÓDOA NEGRA DO ALGARVE

ALBUFEIRA.JPG

 

Exmo. Senhor Carlos Eduardo da Silva e Sousa (PSD)

 

Por princípio, a não ser que, por qualquer imperiosa circunstância, a isso seja obrigada, não costumo sujar as solas dos meus sapatos no chão de localidades que têm activa uma arena onde se torturam seres vivos para divertimento de sádicos e de psicopatas, sim, porque é dos sádicos e dos psicopatas deleitarem-se com o sofrimento alheio.

 

Foi o que aconteceu, desta vez. Na passada semana, a força de uma circunstância obrigou-me a pisar o chão de Albufeira, município que consta do rol das localidades portuguesas com um atraso civilizacional considerável, pelo simples facto de manter vivo um costume bárbaro, do tempo em que imperava a mais profunda ignorância: a cruenta actividade a que chamam “corrida de touros”.

 

Não, não é uma cidade bonita. Sim, tem boas praias, como as da Falésia, da Rocha Baixinha, dos Tomates, dos Olhos de Água, do Barranco das Belharucas, entre outras, frequentadas por turistas portugueses e estrangeiros, de um certo nível cultural, que nada tem a ver com a barbárie propagandeada nos cartazes terceiro-mundistas que se encontram no percurso dessas praias, e que causa mal-estar e náuseas a esses turistas.

 

Francamente, senhor Carlos Eduardo da Silva e Sousa (PSD), o senhor acha (porque pensar é para quem sabe) que os turistas que se deslocam a Albufeira estão interessados num divertimento de broncos primitivos que se recusam a evoluir?

 

Quando me vi diante daquele monstruoso edifício que dá pelo nome de “Praça de Toiros” (Bullring, em inglês, para afugentar os estrangeiros) senti-me como se estivesse numa aldeola onde a civilização ficou à porta.

 

É que isto de civilização nada tem a ver com hotéis de luxo, resorts, grandes supermercados, belas praias, campos de golf e outras coisas deste género, que pertencem ao que se denomina progresso, mas progresso nem sempre rima com sucesso.

 

O verdadeiro grau de civilização de determinada sociedade é medido pela forma como trata os seus animais, ou os seus indivíduos mais frágeis.

 

Ora como se sabe, as touradas não têm mais lugar numa sociedade civilizada. O ser humano tem evoluído no sentido de cada vez mais respeitar o sofrimento e a vida dos animais não humanos e, por esse motivo, as touradas têm vindo a ser repudiadas e proibidas em muitas cidades e regiões, nos oito países (entre os 193 que existem no mundo) onde ainda esta selvajaria se pratica.

 

Trata-se de uma actividade bárbara que não serve absolutamente nenhum interesse do ser verdadeiramente humano. Serve apenas obscuros interesses económicos e o sadismo e psicopatia de uma minoria que insiste em sustentar e perpetuar esse “gosto” mórbido, de se entreter à custa do sofrimento de um animal herbívoro, senciente e manso, que nasceu para pastar e conviver tranquilamente com os da sua espécie, em campos verdejantes.

 

A selvajaria tauromáquica promove apenas violência e crueldade gratuitas; deseduca as crianças a quem criminosamente obrigam a assistir a tais práticas selváticas e cruéis, inclusive provocando-lhes traumas para a vida (basta ler os estudos já efectuados que o provam); e representam uma afronta à ciência que já demonstrou e provou sobejamente que os Touros são animais sencientes, racionais e conscientes tal como nós, animais humanos.

 

Para que o senhor Carlos Eduardo da Silva e Sousa (PSD) não diga que não sabia, informo-o de que em Março de 2012, um grupo de neurocientistas de renome internacional, declarou pela Universidade de Cambridge que todos os mamíferos, aves, répteis e outros animais de várias espécies, além de serem sencientes têm também consciência. Isto significa que eles têm plena noção do que se passa à sua volta e que, tal como o animal humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e emocional, como dor, tristeza, medo, stress, pânico, mas também alegria, amor e emoção.

 

Sugiro-lhe que leia este artigo onde poderá ler esta declaração:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/declaracao-de-cambridge-sobre-a-511642

 

Está mais do que provado que, aos olhos da ciência (mas bastaria estar aos olhos de qualquer pessoa civilizada, sensível e compassiva; eu, por exemplo, desde criança que o sei, porque desde criança convivo com animais de muitas espécies) que não existem diferenças fundamentais entre nós, humanos, e os restantes animais não humanos.

 

E quando digo diferenças são as que justifiquem a utilização de animais como objectos de tortura em práticas absurdas e sádicas, para as quais são violentamente retirados do seu habitat, drogados, amedrontados, provocados, feridos, antes, durante e depois da lide, e, os que conseguem resistir, durante vários dias sem tratamento, comida ou água, são mortos cruelmente num qualquer matadouro. E isto é um fim de vida demasiado torturante, inglório e indigno para um animal que os tauricidas dizem “honrar”.

 

Como cidadã portuguesa, senti-me envergonhada em Albufeira, diante de turistas estrangeiros que ali foram ao engano. Albufeira, que poderia comparar-se às mais civilizadas estâncias balneares do mundo, não fossem os cartazes vergonhosos a apelar à crueldade e violência, espalhados pelos percursos das praias, que eu não recomendo aos meus amigos estrangeiros

 

O senhor não tem vergonha de permitir algo tão degradante, cruel e primitivo em pleno século XXI, da era cristã, em Albufeira?

 

Alenta-me saber que já há muitos autarcas e outros políticos dispostos a lutar pelo fim de algo que tem tanto de dispensável quanto de sugador de impostos. É inadmissível que mais de 16 milhões de euros sejam retirados, anualmente, das nossas contribuições e impostos e canalizados para sustentar a selvajaria tauromáquica, em todas as suas cruéis vertentes. Todos sabemos que as touradas têm apresentado prejuízo e caso não fôssemos nós, cidadãos portugueses, a sustentá-la contra a nossa vontade, elas já não teriam lugar em Portugal.

 

Mais de 90% dos portugueses repudia as touradas como qualquer outro evento que se baseie em maltrato de animais, e creio que o senhor presidente da Câmara Municipal de Albufeira, com certeza, gostaria de figurar no rol dos autarcas portugueses mais civilizados e compassivos, de modo a merecer os votos dos seus munícipes mais evoluídos. Cada vez mais a consciência dos portugueses eleva-se e rejeita os autarcas que apoiam estas práticas bárbaras.

 

No próximo ano, gostaria de regressar a uma Albufeira limpa dos cartazes que anunciam esta terrível e venal “arte” de torturar e matar animais em público; que traumatiza as crianças e adultos sensíveis; que agrava o estado dos neuróticos atraídos por estas práticas cruentas; desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura; e provoca asco às pessoas civilizadas.

 

Para que o senhor saiba o que pensam os estrangeiros desta barbárie, sugiro-lhe que veja e ouça este vídeo:

 

 

Esperando o melhor acolhimento desta minha carta, que apenas tem a intenção de contribuir para a evolução de Albufeira, despeço-me com fé e esperança no triunfo da lucidez,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:32

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

CÃES E GATOS DEIXAM DE SER COISAS…

 

E OS OUTROS ANIMAIS?

A Lei que foi aprovada só abrange Gatos e Cães (que não pertençam a circos ou sejam utilizados em lutas, ou os das aldeias que, apesar da lei, continuam a viver acorrentados, bem debaixo das barbas das autoridades).

 

GATO PÚBLICO.jpg

FOTO Paulo Pimenta

Fonte: https://www.publico.pt/2016/12/21/sociedade/noticia/animais-deixam-de-ser-coisas-mas-lei-dos-maus-tratos-vai-continuar-com-buracos-1755686

 

Fico feliz por estes meus queridos amigos. Mas temos de continuar a lutar por todos os outros nossos outros amigos de quatro patas.

 

É que para os políticos portugueses, todos os animais são iguais, mas uns continuam a ser mais animais do que outros. E esses outros nem sequer estatuto de animais têm, em Portugal.

 

Esta lei, apesar de ser um passinho em frente, não resolve o problema grave dos maus tratos a que estão sujeitos TODOS os outros animais portugueses.

 

A Assembleia da República está dividida, aliás, como em tudo o que diz respeito à Evolução e outras matérias do interesse nacional.

 

Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD acusou o PAN (autor do projecto), o PS e o BE de terem apresentado propostas radicais. E o que são propostas radicais para este deputado?

 

Este deputado entendeu que as alterações que estes três partidos pretendiam introduzir no Código Penal transformavam "cada criador num potencial criminoso" (como se já não o fossem) e acrescentou: «Se uma vaca magoasse uma pata durante o transporte, o dono podia ter de responder por isso em tribunal» (pois podia e devia, porque o modo como os animais são transportados em Portugal, é um autêntico atentado ao bem-estar deles. Eles são transportados como sacos de cimento, amontoados, sem que tenham sequer lugar para ficarem de pé); «São soluções citadinas que nada têm a ver com o modo de vida do país rural» (o modo de vida do país rural é bárbaro, tratam os animais como se fossem pedras, não tendo em conta a VIDA que eles são, uma vida tão vida como a de qualquer um que se diz “humano”, não tendo em conta a sensibilidade e a racionalidade (esta racionalidade está provada) dos animais não humanos); «As associações do sector pecuário ficaram “aterradas” com estas intenções» (e era para ficarem aterradas, porque sabem perfeitamente o modo cruel como tratam os animais de quinta, e mereciam ser penalizados).

 

OS DEFENSORES DOS MAUS-TRATOS A ANIMAIS

 

No mundo já civilizado, mas que ainda não evoluiu o suficiente para deixar de ser carnívoro, os animais são tratados mais humanamente, do que em Portugal, que ainda deve milhões de Euros à Evolução.

 

O Partido Comunista (será de esquerda?) aliou-se aos partidos da direita, defensores dos maus tratos aos animais que eles não consideram animais (animais para eles são apenas os Cães e os Gatos) para chumbar os projectos que catapultariam Portugal para um nível evolutivo mais elevado.

 

António Filipe, deputado comunista, chegou mesmo a dizer que qualquer dia as penas dos crimes contra animais ainda se tornavam superiores às dos crimes contra as pessoas.

 

Penas superiores não direi, mas cito Leonardo da Vinci, o maior génio dos séculos XV/XVI, que futurou esta coisa espantosa: «Chegará o dia em que todos os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade.»

 

Este dia já esteve mais longe.

 

Em pleno século XXI d. C., já existem milhares de Seres Humanos que conhecem o íntimo dos animais, e lutam pela sua libertação.

 

Mas em Portugal, ainda com tantas mentes tacanhas a proliferar por aí, a evolução far-se-á mais lentamente.

 

O PAN fala em lobbies.

 

E é óbvia a existência de lobbies.

 

André Silva, deputado do PAN, refere: «O Parlamento não está preparado para avançar mais um passo. Continua vigente uma teimosia ideológica ligada a profundos interesses e lobbies corporativos no sector da pecuária. Vivemos ainda o tempo em que os agentes económicos são quem mais ordena… As agressões e os maus tratos a animais são uma realidade unanimemente aceite no quotidiano da produção pecuária portuguesa.»

 

Não, o Parlamento Português não está preparado para a Evolução.

 

Quem manda ali são os lobbies, que lá colocam deputados escolhidos a dedo. Aliás, os partidos que defendem os maus-tratos aos animais, já estão a “trabalhar” listas para as eleições autárquicas, onde os tauricidas têm, lugar desatacado.

 

E também é óbvio que o meio rural ficou parado na alta Idade Média, e trata com a maior brutalidade seres sencientes e muito mais racionais e humanos do que todos eles.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:04

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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016

CANCELADA CORRIDA DE BURRO COM FERRARI PROMOVIDA PELO PSD

 

Pergunta: E se tudo isto foi forjado pelo PSD para atacar António Costa e ao mesmo tempo colocar em cheque a Câmara Municipal de Lisboa?

 

Resposta: Se foi esta a intenção, resultou em pleno. Desenterrou-se um episódio de triste memória protagonizado pelo actual primeiro-ministro de Portugal, com o qual o PSD anda de candeias às avessas, e a Câmara Municipal de Lisboa sai disto tudo muito beliscada.

 

As “desculpas” não convencem ninguém…

 

FERRARI.jpg

1993: António Costa protagoniza um episódio de triste memória, que o PSD quis desenterrar 

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Quando o burro de Costa ganhou

PSD vai "ridicularizar" burro

 

A corrida entre um burro e um Ferrari que tinha sido anunciada para esta sexta-feira foi cancelada. O PSD alega que a Câmara de Lisboa proibiu a iniciativa com o argumento de que ela comprometeria o bem-estar do animal, mas essa versão é desmentida pela autarquia.

 

Num comunicado enviado esta quinta-feira ao fim da tarde, o PSD Lisboa diz ter recebido “com estupefacção” uma notificação da câmara “proibindo a realização” da corrida. O partido sublinha que uma iniciativa semelhante tinha já sido realizada pelo actual primeiro-ministro, António Costa, em 1993, tendo na altura decorrido “dentro da normalidade e sem nenhum constrangimento”.

 

“O objectivo era apenas saber qual a melhor forma de fazer face ao tráfego caótico que os lisboetas enfrentam diariamente na capital, originado pelas obras que decorrem um pouco por toda a cidade. Por isso, estranhamos ainda mais esta proibição”, continua o PSD Lisboa, que diz ainda lamentar “que os cidadãos do município sejam privados de conhecer o desfecho desta corrida”.

 

Além do comunicado, o partido enviou à comunicação social uma carta à Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, carta que apresenta como “a resposta do PSD Lisboa à notificação da Câmara Municipal de Lisboa”. Nessa missiva, assinada por Mauro Xavier, sublinha-se que aquilo que se pretendia fazer era “um simples passeio pelas ruas de Lisboa, desprovido de qualquer carácter violento ou agressivo”.

 

Dirigindo-se a Inês Corte Real, o líder da concelhia de Lisboa destaca também que o seu partido “não inventou nem inovou em nada”, limitando-se a “recriar uma tradição criada pela pessoa que a nomeou para o seu actual cargo, o Dr. António Costa”. Segundo Mauro Xavier a iniciativa desta sexta-feira iria aliás ser feita com “melhores condições” do que a de 1993: “esta prova, ao contrário do que aconteceu no evento original, iria decorrer com o acompanhamento de um médico veterinário para garantir o bem-estar do burro”.

 

O dirigente social-democrata garante ainda que os promotores da iniciativa agora cancelada “são muito sensíveis ao argumento do stress causado ao burro”. “Mas podemos garantir-lhe que esse stress não seria maior do que aquele que é causado todos os dias a milhares de Lisboetas”, acrescenta Mauro Xavier.

 

“Se o PSD Lisboa ‘ridiculariza’ um burro colocando-o a passear no caótico trânsito, a Câmara de Lisboa ridiculariza milhares e milhares de lisboetas obrigados a passar horas no seu automóvel”, continua, concluindo que “o argumento do ridículo é ridicularizado se pensarmos que o burro tinha fortíssimas possibilidades de vencer a corrida”.

 

A Câmara de Lisboa já veio refutar a versão do PSD, num comunicado em que “desmente categoricamente que tenha tomado qualquer pronúncia ou deliberação sobre a corrida marcada pelo PSD”. “Muito menos” que tenha determinado “a sua proibição”.

 

Em comunicado, a autarquia presidida por Fernando Medina explica ter tomado conhecimento “da existência de um parecer da Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, o qual recomenda ao PSD que não utilize um burro nessa corrida”. “Não só esse parecer não proíbe a iniciativa, como a Provedora Municipal dos Animais de Lisboa é uma estrutura independente dos serviços da câmara”, frisa o município.

 

“Qualquer decisão sobre a realização ou não do dito evento é da exclusiva responsabilidade dos seus organizadores”, conclui-se nesse comunicado da câmara.

 

Em declarações à Lusa, Inês Sousa Real disse que não proibiu a corrida, mas recomendou ao partido "que não utilizasse o animal" na iniciativa uma vez que "poderia pôr em causa o seu bem-estar". "Não era do meu conhecimento que existisse autorização sanitária para a presença do animal na via pública por parte da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária", referiu.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/isabel.a.ferreira.9/posts/1414169798597108

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:32

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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2016

«NEM DE BURRO, NEM DE FERRARI»

 

A estupidez da iniciativa do PSD é tão grande que nas redes sociais as reacções não se fizeram esperar.

 

Uma delas foi a do PAN, com a qual concordo plenamente.

 

NEM DE BURRO.jpg

 

Pois a notícia desastrosa é a de que o PSD pretende recriar uma corrida entre um Burro e um Ferrari, em Lisboa, com o objectivo (e pasmemo-nos) de alertar para a falta de mobilidade na cidade, como se os Burros fizessem parte do seu dia-a-dia.

 

O PAN reagiu deste modo:

 

«O ‘Circo de Rua’ organizado e anunciado pelo PSD vem uma vez mais demonstrar que existe um claro desencontro entre a evolução ética e civilizacional e as práticas partidárias em Portugal, facto que obviamente se reflecte na falta de visão política quanto à protecção dos Direitos dos Animais.

 

Se o problema é a mobilidade, temos uma solução a propor à organização do dito evento: vão antes de bicicleta.

 

Pensar a mobilidade é reflectir sobre a criação de infra-estruturas adequadas, a requalificação dos espaços públicos, a criação de espaços de lazer para tod@s, a idealização de modelos de transporte em que as energias limpas e renováveis sejam de facto o seu motor de desenvolvimento.

 

Estamos cá para contribuir para essa reflexão. Rejeitamos veementemente a utilização de animais nestas acções de campanha.

 

Quanto ao Ferrari, Lisboa agradecerá a densa nuvem de carbono emitida pelo automóvel.»

 

PAN - A causa de tod@s»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852.1073741876.890462117681551/1218349828226110/?type=3&theater

 

 

 

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando oficialmente em vigor em Portugal, e atenta contra a legítima Língua (Oficial) Portuguesa, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

***

Pois concordo plenamente com o PAN: nem de Burro, nem de Ferrari.

 

O Burro não pertence à cidade.

O Ferrari é um agente poluente da cidade.

 

Pois há formas mais inteligentes de alertar para a falta de mobilidade em Lisboa.

 

Não é com Burros e Ferraris, um animal e uma máquina, que nada têm a ver um com o outro.

 

Além disso, com esta iniciativa parva, o PSD só demonstra o seu desrespeito pelos Portugueses, desrespeitando o direito dos Burros, um animal sensível e bastante mais inteligente do que os promotores de tamanha estupidez.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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PSD RECRIA CORRIDA ENTRE BURRO E FERRARI

 

Esta é a corrida entre o ser racional (o Burro) e o irracional que irá a conduzir o Ferrari.

 

Isto é a ESTUPIDEZ elevada ao cubo.

 

A ignorância e a falta de imaginação é tanta, que não conseguem ir além do RASTEIRO.

 

E está “ISTO” no poder!!!!!

 

Que “gente” mais RASCA esta!!!!!

 

FERRARI.jpg

 

Diz a notícia que o PSD (um dos partidos instalados na Assembleia da República Portuguesa) vai recriar na sexta-feira em Lisboa, capital de Portugal (note-se que não é em nenhuma aldeola do interior) a corrida entre um burro e um Ferrari que António Costa, actual primeiro-ministro e ex-presidente da Câmara da capital, num rasgo de génio da desinteligência, organizou em 1993 numa campanha para as eleições autárquicas.

 

Que se cometa uma parvoíce uma primeira vez!!!! …

 

A “desculpa” para esta iniciativa digna de descerebrados, é a mais estúpida que conseguiram retirar do Baú das Parvoíces, e que foi transmitida através de um comunicado do partido:

 

«Hoje, quando, mais do que nunca, os lisboetas vêem ser diariamente posta à prova a sua mobilidade, senão mesmo a sua capacidade para saltarem obstáculos, o PSD Lisboa entende que é chegado o momento de regressar às origens e homenagear o "costismo" e os seus seguidores com a 2.ª Corrida entre um burro e um Ferrari».

 

Lê-se ainda no comunicado que «a partida desta corrida está marcada para as 8.45 horas na Rua Professor António Flores, junto à Faculdade de Direito de Lisboa, na Cidade Universitária, e terá chegada na Praça Duque de Saldanha, com "meta instalada" junto ao edifício do Monumental. Assim, o caos provocado pelas obras de fachada que infernizam o trânsito no centro da capital deixe avançar os dois contendores para uma competição que se quer justa".

 

Chamar a isto “competição justa” é de uma cegueira mental descomunal.

 

Mas o pior é o que o PSD Lisboa recorda: «nas palavras do próprio organizador, o evento saldou-se como uma das mais enriquecedoras experiências políticas que viveu".

 

Veja-se o que enriquece a vida dos nossos políticos: uma corrida desigual e desumana entre um pobre Burro e um FERRARI de não sei quantos Cavalos…

 

Depois disto… se Portugal não afundar num abismo, é porque tem um anjo-da-guarda muito forte!

 

Isto realmente merece ser divulgado e correr mundo, porque só em LISBOA, uma capital que se diz europeia, esta miserável, trágica e patética iniciativa poderia acontecer.

 

Depois admiram-se do Schäuble não ter o mínimo respeito por Portugal.

 

Com gente assim a governar e a envergonhar Portugal e os Portugueses, que respeito merecerão?

 

Esperamos todos que tal coisa não aconteça.

 

Tenham bom senso. Sejam mais racionais do que o pobre Burro que vão utilizar nesta descomunal ESTUPIDEZ!

 

Que António Costa o tenha feito!!!!!?????? uma vez!!!!!?????

 

Mas mais parvo é quem repete a parvoíce…

 

Eu nem acredito nisto!!!!!!

 

Fonte da notícia e da foto

http://www.jn.pt/nacional/interior/psd-recria-corrida-entre-burro-e-ferrari-5476737.html

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Terça-feira, 6 de Setembro de 2016

«TOURADA VOLTA AO CDS PELA MÃO DA JP COM APOIO “APAGADO” DA DIRECÇÃO»

 

«Uma vergonha e um escândalo! Uma direcção (CDS) cobarde e hipócrita (Cristas é "católica", o partido é faz de conta). Boicote-se o CDS, enquanto mantiver esta postura!»

 

Recebi, via-email,o texto que foi editado no jornal Público sob o título acima referido, pelas mãos de um amigo, com este recadinho, que faço completamente meu.

«Nos tempos do império romano, eram os cristãos que eram enviados para dentro das arenas. Hoje, são os cristãos que se sentam nas bancadas e berram, olham delirantes, batem palmas pelo sofrimento de outros seres vivos, num ritual de sangue e morte.» (Jorge Correia)

 

JP1.jpg

É esta “tradição” sanguinária que a JP defende. E dizem que são eles que gostam do Touro. Nós, que o defendemos, não gostamos… (dizem). Por aqui podemos imaginar o que fariam ao infeliz Touro se não gostassem dele. 

 

É que o CDS continua com os pés fincados num passado que já passou de moda, e com palavras de “futuro” na boca da sua presidente, que sempre apoiou a tauromaquia, enquanto Ministra da Agricultura do governo anterior, e continua a apoiar como deputada e presidente do CDS, votando a favor de subsídios para que duas dezenas de famílias de ganadeiros vivam à tripa forra, à custa dos impostos dos portugueses, e aceitando que inocentes e desprotegidas crianças possam praticar e assistir a esta selvajaria: á crueldade e à violência que é a tortura de Touros.

 

Porém, como as touradas estão na mó de baixo, e os seus praticantes, aficionados e apoiantes começam a ser olhados de lado, como indivíduos afectados por uma doença perversa, do foro mental, há quem queira distanciar-se disfarçadamente…

 

E o texto que Luciano Alvarez escreveu para o jornal Público dá-nos um panorama absolutamente bizarro que claramente se encaixa no que os especialistas em distúrbios mentais chamam de mentes deformadas.

 

Cristas não quis ver o nome do partido associado à “corrida de touros em defesa das tradiçõescomo disse Jorge Rosa, o jotinha encarregado da secção de tradição e cultura na comissão política nacional, mas não se opõe a tal iniciativa, até porque “quem quer vai quem não quer não vai”, que é algo muito condizente com a mentalidade dos que apoiam estas práticas que nada têm a ver com “gostos” mas com taras. E hoje, mais do que nunca, com o progresso das ciências sabemos que assim é.

 

Os jotinhas acham que a selvajaria tauromáquica é uma tradição cultural que tem de ser defendida, desconhecendo que a tradição é a personalidade dos imbecis (de acordo com Albert Einstein, e este sabia bem o que dizia).

 

Tivemos o ‘ok’ [da direcção] um bocadinho apagado, mas deram o seu apoio à realização e divulgação da corrida”, afirmou o Jorge Rosa. É que Assunção Cristas dá uma no cravo e outra na ferradura, pensando que, com isso, lava as mãos sujas do sangue derramado por indefesos seres vivos, que são massacrados para divertir os sádicos.

 

Entre os centristas há os que nem são carne nem peixe, são os nins que não fazem evoluir o mundo, e também pensam que tomando essa posição dúbia lavam as mãos ensanguentadas, como Adolfo Mesquita Nunes, que justifica a sandice desta iniciativa da JP, com outra sandice. Diz ele que «autarquias do PS, BE, PCP e PSD também organizam corridas de touros, mas não sendo um “proibicionista” não pede o seu fim. Não frequento, mas não peço que sejam proibidas», e acredita que a corrida da JP não causa qualquer incómodo ao CDS.

 

Pois não causa. Porque haveria de causar, se o CDS é aficionado desde os pés à cabeça?

 

E pronto. Está tudo dito.

 

Os jotinhas já nasceram velhos, com as mentes mirradas, e quando isto acontece, é impossível injectar-lhes a modernidade, para que percebam que os divertimentos dos jovens modernos, do século XXI da era cristã, são, por exemplo, os festivais de Verão, onde milhares de jovens saudáveis cantam e balançam os corpos ao som da música do mundo…

 

PJ2.jpg

 

Mas os jotinhas preferem as touradas, um entretenimento de velhos a cheirar ao mofo do século XII. Os jotinhas adoram ver imagens como esta:

PJ3.png

E a isto acham “tradição” e acham que é muito “cultural”… e existe uma razão nobre para torturarem um ser senciente e indefeso a este ponto…

 

Atente-se no que disse a JP:

 

A JP garante que o evento não nasceu «para fazer política, ou para atrair militantes, mas sim “por razões mais nobres».

 

Então que razões mais nobres serão essas?

 

Pasmem:

 

«Sendo CDS e a JP conservadores, cabe-lhes defender as tradições do país. A tourada é uma das nossas tradições mais bonitas e passa a vida a ser atacada pelos partidos de esquerda no parlamento e mais recentemente pelo PAN [Partido dos Animais e da Natureza] que usam as suas vozes raivosas contra a festa brava. O CDS é único partido que defende esta tradição da cultura portuguesa porque é a memória de um povo que mantém vida a identidade de um país”, diz Jorge Rosa.

 

Ó Jorge Rosa, quantos anos tem? Pelo menos uns 850 anos terá, mas com boas probabilidades de serem mais…

 

Não é só o PAN que ataca, não com vozes raivosas (raiva têm os jotinhas dos belos touros, por isso os torturam com convicção) mas com as vozes da Razão, da Ética, da Moral, da Evolução, da Civilização… É o mundo inteiro evoluído, moderno e jovem que ataca, rejeita e condena estas práticas mofosas, ultrapassadas e completamente desadequadas â Humanidade do terceiro milénio d. C.

 

Quanto às críticas que os grupos anti-tourada lhes dirigem, o jotinha Jorge Rosa não só não se surpreende com elas, como diz esta coisa espantosa: «São pessoas que não gostam de touros. Aqueles que os criam, os que os lidam e pegam e os que assistem, esses sim gostam de touros».

 

Então não gostam? Mais do que gostar, adoram vê-los espetados com bandarilhas, a sangrar, a sofrer, a berrar com dores… Adoram, aplaudem, deliram, babam-se e masturbam-se mentalmente, pois só assim se sentem vivos.

 

E depois não querem que se diga que a tauromaquia é uma doença do foro psiquiátrico.

 

Mas tem mais, mandam-nos ler o veterinário Joaquim Grave (não é para rir?) para percebermos (pasmem) «as diferenças entre dor e sofrimento e entre humilhação e adrenalina que o animal sente durante a lide», como se o Joaquim Grave fosse um Médico Veterinário a sério. Poderá ser veterinário… Mas não Médico, se fosse Médico não seria tão ignorante nas suas “afirmações”, que envergonham a classe dos Médicos Veterinários.

 

Também diz o jotinha que quem defende o fim das touradas «não percebe que, se elas acabarem acaba, também o touro de lide». “É o fim da raça, se as touradas acabarem, acaba a raça. É isso que querem?».

 

Eu respondo:

 

Por aqui há uma ignorância descomunal, mas tão descomunal que se perde de vista.

 

Dou-lhes o benefício da dúvida. Coitaditos, dirão tudo isto que disseram porque foi isto que lhes impingiram desde a nascença, e cresceram a ouvir estas mentiras seculares, que já vêm do tempo das trevas. Daí acharem que isto é verdade. E repetem-no com tanta inocência que até dói.

 

Jotinhas, para que não morram ignorantes, deixarei aqui uns links, onde podem ler a verdade verdadeira que envolve a doença do foro psiquiátrico, denominada tauromaquia.

 

Façam um favor a vós próprios, para não andarem pelos jornais a esparramar tanta ignorância: leiam estes artigos. E se depois de os lerem optarem pela ignorância, devo dizer-vos que são um caso completamente perdido para a Racionalidade.

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

«A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO?» OU A QUEDA DE UM MITO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/572988.html

 

VERDADES SOBRE AS TOURADAS QUE OS TAURICIDAS DIZEM SER MENTIRAS

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/verdades-sobre-as-touradas-que-os-606277

 

TAUROMAQUIA - DOENÇA DO FORO PSIQUIÁTRICO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tauromaquia-doenca-do-foro-673168

 

TORTURA DE TOUROS E CAVALOS DEMONSTRAM O GRANDE ATRASO CIVILIZACIONAL DOS SERES PRÉ-HUMANOS

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tortura-de-touros-e-cavalos-demonstram-665248

 

INTOLERÂNCIA?

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/intolerancia-674968

 

A ORIGEM CIENTÍFICA DA "AFICIÓN"

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-origem-cientifica-da-aficion-673814

 

«QUANDO NÃO TIVEREM FRUTOS COMAM OS TRONCOS» - DIÁLOGO ENTRE UM HOMO SAPIENS E UM HOMO PARVUS

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/quando-nao-tiverem-frutos-comam-os-674792

 

Fonte da notícia, que pode ser lida na íntegra aqui:

https://www.publico.pt/politica/noticia/tourada-volta-ao-cds-pela-mao-da-jp-com-apoio-um-bocadinho-apagado-da-direccao-1743267?page=2#/follow

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2016

AINDA A QUESTÃO DO CHUMBO DA PROIBIÇÃO DE FINANCIAMENTO PÚBLICO ÀS TOURADAS PELO PARLAMENTO PORTUGUÊS

 

Já tive oportunidade de dizer aos governantes, que acham bem continuar a esbanjar dinheiros públicos no financiamento da tortura de Touros, o que penso sobre eles, a este respeito.

 

O lobby tauromáquico está sentado na Assembleia da República disfarçado de deputados da nação sem a mínima noção do ridículo e do sentido de Estado, ignorando o que é Liberdade e Cultura.

 

Mas isto é o que o “glorioso” povo português, votando neles, nos oferece.

 

ARTE BRUTOS.jpg

 

Vejamos a lamentável intervenção, na AR, do deputado Nuno Serra, do PSD.

 

 

Foi assim a intervenção do deputado do PSD, Nuno Serra que, ao serviço do lobby tauromáquico, saiu em defesa das famílias de ganadeiros ao dizer que os anti-touradas perseguem essas famílias privilegiadas pelo Estado português, as quais vivem à custa dos impostos que a esmagadora maioria dos portugueses paga com grande sacrifício, num tempo em que o nosso pobre país está à míngua na área da Saúde, da Educação, do Ensino e daquela Cultura que eleva o Ser Humano.

 

Quanta falácia, senhor Nuno Serra, ao acusar o PAN, o BE e o PEV de “perseguirem” os aficionados de touradas por “preconceito ideológico” e sugerir-lhes que defendam o corte de subsídios a filmes violentos para com as pessoas, confundindo “filme” com “cruel realidade”, como se as touradas fossem uma ficção, como se ao defenderem as touradas não estejam a esmagar a sensibilidade de milhares de portugueses a quem dói a tortura de um animal, que é um animal como qualquer um de nós.

 

Nesta matéria ninguém persegue ninguém. E muito menos por preconceito ideológico. Aqui defende-se o direito à Vida, extensivo a todos os animais portugueses, sejam humanos ou não humanos. Nós limitamo-nos a denunciar o vosso vergonhoso servilismo a uma minoria que cria Touros, com o único objectivo de os torturar e matar para satisfazer um mero prazer mórbido, com o dinheiro dos nossos impostos.

 

E isto é imoral. É um insulto á inteligência dos portugueses. É uma agressão ao bom senso. É um modo vil de fazer política.

 

Naquela quarta-feira de má memória (dia 20 de Junho de 2016) o PSD, CDS/PP, PCP e o PS (à excepção dos socialistas Eurico Brilhante Dias, Paulo Trigo Pereira, Alexandre Quintanilha, António Sales, António Cardoso e Filipe Neto Brandão) chumbaram os projectos de lei do PAN, BE e PEV que proibiam a utilização de dinheiros públicos ou o financiamento público directo ou indirecto ou ainda o apoio institucional à realização de touradas ou iniciativas que inflijam sofrimentos inúteis ou provoquem a morte de animais não humanos, para divertir os sádicos.

 

O PAN, o BE e o PEV na intervenção que fizeram criticaram, e muito bem, o aspecto “bárbaro e a violência brutal e explícita” da actividade tauromáquica (à qual me recuso a chamar “espectáculo”, por ser um insulto à Arte) bem como a “insensibilidade” de quem participa nessas actividades, de quem a promove, a aplaude ou a apoia financeira ou institucionalmente.

 

Um Estado que se preze não pode servir-se do dinheiro dos contribuintes para servir o lobby tauromáquico e com isso promover actividades que se baseiam na violência e na crueldade para com indefesos animais sencientes.

 

Têm a noção de que a prática desses actos bárbaros contra animais sencientes não humanos são semelhantes aos praticados contra uma criança humana?

 

E isto é do foro das aberrações. E inadmissível, em pleno terceiro milénio depois de Cristo. Mas o mais curioso é que nem no terceiro milénio antes de Cristo, os homens que então povoavam a Terra, tinham tão baixos e tão cruéis instintos.

 

Os deputados da direita, onde podemos incluir os do PS (à excepção dos já referidos deputados) e os do PCP (que se dizem de esquerda, mas para o ser têm de parecer) apresentaram aqueles argumentos do costume, baseados numa mentira apregoada há séculos e que, para as mentes empancadas, soa como uma verdade, de tanto a repetirem, e de tanto se recusarem a ver o óbvio:

 

1 - “Tradição cultural”, esquecendo-se de que a tauromaquia não é uma tradição (as tradições dignificam o Homem); é apenas um costume bárbaro, sanguinário, perverso, e muito menos é cultural, pois de cultura, a tortura de um ser vivo nada tem, a não ser que falemos da “cultura dos broncos”;

 

2 - “Factores identitários regionais”, como se a tortura fosse algo que pudesse “identificar” um povo civilizado. Se falamos de terriolas com um descomunal atraso civilizacional, aí sim, é com toda a certeza, um factor identitário desse atraso.

 

3 – “Valores estéticos”. Saberão os deputados da nação os que são valores estéticos? Estaremos a falar de harmonia e beleza? Poderá na sangrenta tauromaquia, nos gritos dos Touros e dos Cavalos (abafados pelos “Passe Doble”) haver beleza e harmonia? Só um sádico poderá ver beleza no sofrimento atroz de um animal.

 

4 - “Questões turísticas e económicas”. Turísticas? Ainda haverá alguém em Portugal que ache (porque pensar não sabem) que um turista (refiro-me dos turistas a sério, não nos “turistas de garrafão”, sempre os mesmos, que se deslocam nos autocarros camarários, até às terriolas tauricidas, para fazer de conta que enchem as arenas) visita um país como Portugal e gasta o seu rico dinheirinho para ver torturar animais? Só mesmo os alienados acham que sim. E quanto à “economia” os únicos que ganham dinheiro com isto são os ganadeiros e quem os apoiam, e mesmo assim já estão a ver-se aflitos. Por isso, desesperam pelos subsídios estatais.

 

Joana Lima, deputada do PS, defendeu ser a tauromaquia uma actividade “lícita” e “devidamente regulamentada”, esquecendo-se que isso não significa que tal actividade não seja altamente reprovável à luz da Razão, da Ética, da Civilização, da Cultura Culta, até porque essas vergonhosas licitude e regulamentação provém da aprovação de legisladores subservientes ao lobby tauromáquico.

 

E quanta falácia essa de dizer que e a proibição às autarquias de financiarem esta actividade seria uma “interferência na autonomia do poder local” por parte da Assembleia da República! Quantas vezes a AR não interferiu na autonomia do poder local, noutras questões? Ou a senhora Joana Lima acha que somos todos parvos?

 

Vânia Dias da Silva, deputada do CDS/PP, por sua vez, falou em “intolerância” e de tentativa de “cercear as liberdades” através de políticas proibicionistas, como se proibir a tortura de seres vivos não fosse o dever de qualquer governante bem-intencionado e que zelasse pelos reais interesses de uma Nação, se a quisesse ver no rol dos países evoluídos!

 

Por fim, o PCP, através da deputada Ana Mesquita fazendo política de direita, deu-lhe para recordar os exemplos de “tradições” tauromáquicas classificadas como património, como a capeia raiana (património da estupidez, refira-se), de um tempo onde imperava o obscurantismo e a mais profunda ignorância, e chegou até a defender esta coisa inacreditável: a necessidade de “aprofundamento do debate sobre as alternativas”.

 

Quais alternativas? Qual aprofundamento? Qual debate?

 

Não há nada que aprofundar. Não há nada que debater. Não há nada para alternar (os ganadeiros que emigrem ou vão trabalhar no campo para ter o que comer).

 

A única alternativa aceitável é abolir esta prática primitiva de broncos, para broncos, que não dignifica Portugal.

 

Porque a tauromaquia é simplesmente a arte dos brutos.

 

E para quem não gosta da palavra bronco, devo dizer que é um vocábulo bem português e significa: tosco, grosseiro, obtuso, rude, boçal, incivilizado, inculto, cruento…

 

E tudo isto, na verdade, aplica-se à tauromaquia, uma prática tosca, grosseira, obtusa, rude, boçal, incivilizada, inculta, cruenta, que a maioria dos deputados da Nação defende, demonstrando a monumental mediocridade que paira sobre o Palácio de São Bento (e isto para ser delicada).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:55

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Quinta-feira, 21 de Julho de 2016

A DEFESA IGNÓBIL DA INDEFENSÁVEL SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

A selvajaria tauromáquica nada tem, nunca teve e nunca terá a ver com ”liberdade de escolha”, mas tão-só com mau carácter, ignorância, perversidade, sadismo, estupidez, idiotismo, brutalidade, barbárie, incultura, crueldade, violência, obscurantismo, selvajaria, tudo, absolutamente tudo o que não pertence à essência do Homo Sapiens, e é atributo maior do Homo Parvus.

 

Senhores deputados do PS (à excepção de Diogo Leão, Pedro Delgado Alves, Rosa Albernaz, Inês Lamego, Ivan Gonçalves, Isabel Santos, Pedro Bacelar, Luís Graça, Carla Sousa, Tiago Barbosa Ribeiro e João Torres), PSD, CDS/PP e PCP, nós não somos estúpidos. Sabiam?

 

Pretendem enganar quem? A vós próprios?

 

 

  Uma intervenção que envergonha as pedras das calçadas portuguesas.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:14

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

PS, PSD, CDS/PP E PCP CONTINUARÃO A USAR OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES PARA FINANCIAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

 

O BE, o PEV e o PAN consideram que os dinheiros públicos não deveriam financiar a violência e a crueldade destas actividades.

 

Mas os restantes partidos, com os pés fincados na Idade da Pedra, voltaram as costas à vontade do povo, e uma vez mais perderam a oportunidade de apanhar o comboio da Evolução.

 

 

 

 

 

(Estas foram as vozes que representaram o Povo Português)

 

«Não queremos financiamentos públicos para a Tauromaquia!

 

A tauromaquia transformou-se num sorvedouro de dinheiro público, que retira oportunidades a áreas bem mais determinantes na nossa sociedade como a saúde, a educação ou a investigação.

 

Devemos ser equidistantes o suficiente para saber que não deve ser o dinheiro público a suportar uma actividade que é controversa, que implica violência e sofrimento gratuitos sobre animais apenas por entretenimento, que contraria a mais recente legislação europeia e o desenvolvimento uma sociedade sadia e que, de resto, a maioria dos portugueses não aceita e não apoia.» (André Silva in Facebook.)

Hoje, pudemos constatar que Portugal não vive num regime democrático, pois se vivesse, a vontade de mais de 30 mil Portugueses, expressa numa petição, onde se pedia o fim de subsídios, desviados dos impostos que todos pagamos, para a tauromaquia, tinha sido levada em conta. Pois numa democracia, o que conta é a vontade do povo, e não a vontade de uma minoria inculta e inútil, que comanda esses partidos.

 

Prevaleceu a ditadura do lobby tauromáquico instalado num órgão do governo. Um lobby, representado pelo PS (salvo uma e outra excepção), PSD, CDS/PP e PCP.

 

O lobby tauromáquico esteve no melhor do seu pior, ao mostrar ao mundo o seu especismo, a sua falta de sensibilidade e bom senso, a sua assustadora e terrífica vocação para a violência e crueldade gratuitas.

 

Perdeu-se uma batalha mas não a guerra.

 

Esses partidos estão a ficar cada vez mais isolados.

 

As vozes de protesto crescem, e cresce também o apoio aos partidos evolucionistas BE, PEV e PAN.

 

O PS, PSD, CDS/PP e PCP estão a fazer a cama onde irão deitar-se desconfortavelmente, mais dia, menos dia.

 

E isto não é uma profecia.

 

É uma certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:24

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

GOVERNO PORTUGUÊS REJEITA A EVOLUÇÃO ÉTICA E CIVILIZACIONAL…

 

… e comemora o Dia Mundial da Criança, oferecendo-lhe, de bandeja, a crueldade e a violência como um “valor” a seguir…

 

Para quem chumbou o Projecto de Lei do PAN, interesse€€€€€€€ mais altos se levantam e as crianças que se LIXEM!

 

E o mundo saberá que, em Portugal, a maioria dos governantes com assento na Assembleia da República, não governa. Gere os interesses particulares de ganadeiros incultos, imorais e sádicos.

 

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 Esta é a imagem que a maioria dos palamentares portugueses quer ver correr mundo...

 

COMUNICADO DO PAN

 

PAN.jpg

 

O projecto-lei n.º 181/XIII/1ª do PAN que visa afastar os menores de idade dos espectáculos tauromáquicos foi hoje chumbado com os votos contra do PCP, do CDS, do PS e do PSD, com a abstenção de 11 deputados do PS e um do CDS e com votos a favor do PAN, do BE, do PEV e de 11 deputados do PS.

 

Para os partidos e deputados que votaram contra a aprovação desta iniciativa legislativa, os interesses do negócio tauromáquico sobrepõem-se à defesa dos Direitos Humanos e aos Direitos das Crianças em particular. Por todas as bancadas que tiveram liberdade de voto, já existem contudo deputados que querem efectivamente intervir, melhorar e aumentar os esforços para alterar as tradições violentas e fomentar o desenvolvimento civilizacional e educacional da nossa sociedade.

 

Nos dias 22 e 23 de Janeiro de 2014, o Estado português assumiu o compromisso no Alto Comissariado para os Direitos Humanos em Genebra, durante a Sessão de avaliação do Comité dos Direitos da Criança, de proteger as crianças e jovens da "violência da tauromaquia".

 

No dia 5 de Fevereiro de 2014, o Comité dos Direitos da Criança, órgão máximo a nível internacional encarregado de garantir o cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, instou o Estado Português a “adoptar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores” bem como a adopção de "medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças".

 

O Estado português encontra-se em claro incumprimento, sendo incompreensível a posição dos partidos que chumbaram esta iniciativa legislativa, ao ignorar quer as recomendações das Nações Unidas quer os compromissos de Portugal assumidos perante esta Organização, numa demonstração de total inflexibilidade.

 

No caso específico dos maiores grupos parlamentares portugueses, PSD e PS, partidos políticos que se definem como moderados, foi com espanto que assistimos à reprovação de uma lei que pretende acompanhar a evolução ética e civilizacional que a sociedade está a atravessar e a exigir. A este posicionamento juntaram-se o CDS-PP e o PCP.

 

Não se justifica que na segunda década do Séc. XXI em Portugal possam existir posições partidárias que defendam o doutrinamento da violência, que permite que as crianças e jovens sejam expostos a situações que podem colocar em risco a sua vida e a sua saúde, física e emocional, contrariando o código do trabalho.

 

Ocidentais, ou não Ocidentais, todas as culturas integram tradições construtivas e destrutivas. A antiguidade de uma tradição não pode continuar a servir para a justificar. Os valores estéticos e culturais desta actividade, aos quais se associam os festejos comunitários, a elegância, a cor e a tradição podem e devem manter-se, sendo que, se retirarmos a violência perpetrada contra os animais, retiramos o aspecto destrutivo desta tradição e por conseguinte o impacto negativo que a actividade tem nas crianças e jovens.

 

Abstenções PS: Sónia Fertuzinhos, Eurico Brilhante Dias, Susana Amador, António Sales, Alexandre Quintanilha, Paulo Trigo Pereira, Elza Pais, António Cardoso, Joana Lima, Filipe Neto Brandão, Vitalino Canas.

 

O favor PS: Pedro Delgado Alves, Isabel Santos, Rosa Albernaz, Fernando Jesus, Tiago Barbosa Ribeiro, Luís Graça, Carla Sousa, Luís Soares, Ivan Gonçalves, Diogo Leão, João Torres

 

A favor: BE, PEV, PAN

 

Contra: PSD e CDS (Abstenção CDS: João Rebelo) e um grande número de deputados do PS.

 

2 de Junho de 2016

 

***

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:54

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