Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017

UM GOVERNO QUE NÃO RESPEITA A LÍNGUA (VIVA) OFICIAL DO PAÍS COMO PODERÁ RESPEITAR O LUGAR DOS MORTOS?

 

Eu não sabia que o Panteão Nacional, um lugar onde se honra a memória dos mortos, podia ser alugado para jantaradas. Não sabia.

 

Mas depois de saber, não me surpreendi, pois num país onde o seu maior símbolo de identidade - a Língua - é substituído pelo símbolo de identidade de uma ex-colónia, toda e qualquer vilania é expectável.

 

PANTEÃO.jpg

 

A polémica que se gerou ao redor do Panteão, nada tem a ver com o jantar da Web Summit, porque este foi apenas mais um, e o mais mediático.

O grande e grave problema é o Panteão Nacional, um lugar onde se recolhem os restos mortais dos mais ilustres portugueses, estar no rol dos lugares onde se pode comer, beber, cantar e brincar-se ao Harry Potter.

 

Aqui não interessa se no salão das jantaradas não existem restos mortais e só lá estão sarcófagos vazios.

 

O que aqui interessa é o Lugar onde se acolhem os Mortos, o Panteão Nacional, servir de palco para jantaradas.

 

António Costa, primeiro-ministro de Portugal, achou ofensivo e chocou-se com a realização do jantar da Web Summit no Panteão? Então e os outros jantares? Então e aquele jantar da Associação de Turismo de Lisboa, que o então autarca António Costa presidia?

 

Eu não sabia que se faziam jantaradas no Panteão. Mas isso sou eu, que não resido em Lisboa, não faço parte do governo, há coisas que às vezes me passam ao lado… Mas os governantes não sabiam? Antes da Web Summit outros jantares já lá se realizaram, e não sabiam? Logo no Panteão, cuja responsável é funcionária do Governo?

 

O que se passa no Panteão é um insulto à memória dos mortos que lá repousam.

 

Até agora, a única pessoa que pediu desculpa por esta ofensa, sem culpa alguma, foi o fundador da Web Summit, Paddy Cosgrave.

 

Senhor primeiro-ministro, tudo o que é agressão aos símbolos de Portugal ou à memória dos mortos, é ofensivo e choca os Portugueses.

 

Também é ofensivo para Portugal e choca os Portugueses a imposição da ortografia brasileira, defendida, com unhas e dentes, pelo ministro dos negócios dos estrangeiros, e não vejo nenhum governante português, incluindo o nosso tão prestimoso presidente da República, ofendidos e chocados com tal agressão à nossa identidade.

 

Sejamos mais honestos e menos hipócritas!

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:03

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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2017

NUNCA COMO HOJE PORTUGAL CORREU O RISCO DE PERDER A SUA IDENTIDADE

 

Portanto, precisamos de falar a sério, Dr. António Costa.

 

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 Fonte da imagem: Jornal i

 

O que o Senhor disse no Congresso Nacional dos Bombeiros serve para todas as outras áreas da governação, inclusive, para a reflexão do desastre que é a aplicação do AO90. E se os fogos desgraçaram Portugal, ao nível de perdas de vidas humanas e da fauna e flora em grande escala, de empresas, habitações, áreas agrícolas e florestais, enfim… a aplicação do AO90 está a desgraçar Portugal ao nível da identidade, da soberania, da cultura, do ensino, da aprendizagem…, ou seja, dos alimentos do espírito…

 

Portugal está a correr o grave risco real de perder a identidade portuguesa, para se tornar numa mera colónia do ex-colonizado Brasil, adoptando a ortografia brasileira a que se convencionou chamar AO90, caracterizada pela italianização, americanização, afrancesamento e espanholização da Língua Portuguesa, afastando-a das suas raízes cultas e europeias, e que o Brasil, já livre do jugo português, decidiu adoptar depois de declarada a independência, em 1822. (Estou sempre a repetir o mesmo, mas tenho esperança de que possa funcionar como a água mole na pedra dura…).

 

Todos sabemos que os governantes portugueses estão-se nas tintas para Portugal, para os portugueses, para as crianças portuguesas, que estão a ser enganadas, ao impingirem-lhes a ortografia brasileira, como sendo portuguesa. Estão a vender-lhes gato por lebre. E isso não se faz. É um crime de lesa-infância.

 

Os governantes portugueses estão apenas interessados nos interesses deles, nos interesses da família deles, nos interesses dos amiguinhos deles, e dos amigos estrangeiros. E só. Lamentavelmente.

 

E porque ao redor do AO90 muito se diz e se faz, vou aqui transcrever algumas conversas lúcidas, que vamos tendo por aí...

 

Um destes dias, Rosa Maria Brandão fez um comentário muito curioso, numa das páginas do Facebook, onde lutamos pela eliminação da mixórdia ortográfica promovida pelo governo português, a propósito da utilização dessa mixórdia, pelo próprio primeiro-ministro de Portugal: «Até o Sr. Primeiro-Ministro se encarrega de demonstrar a que ponto, o chamado "acordo" é absurdo, impulsionador da ignorância e do analfabetismo. Obrigada sr. Primeiro Ministro. Estou certa de que vai fazer alguma coisa para reverter a situação e repor o nosso património linguístico. É verdade que um povo analfabeto é fácil de manobrar, mas, com toda a certeza, o "nosso" chefe do Governo, não quer nem vai permitir isso».

 

Esperemos que não. Aguardamos que o senhor primeiro-ministro reflicta sobre esta matéria e recue, só lhe ficará bem, para não ter de vir novamente a público pedir desculpas forçadas pelas circunstâncias, ou «arrancadas a ferro pelo que todos viam, excepto o senhor e o seu governo», como salientou e muito bem, Teresa Araújo Costa, na mesma linha de conversa.

 

Entretanto, a propósito do despropósito de um elemento do PCP, José F. Ferreira que, numa conversa, referiu que para esse partido o AO90 não era prioritário, António Sérgio Marques fez este brilhante discurso:

 

«O património imaterial de um povo, um bem colectivo identitário e imensurável como é o caso da Língua materna desse povo, não pode ser apropriado por grupos de interesses privados, vendido por quem não é seu dono, depois de esquartejado e estropiado. E isto não é uma questão prioritária para o PCP?

 

O Estado Português rouba o mais importante e valioso bem colectivo do povo e entrega-o a mercenários disfarçados de académicos, que o retalham e mutilam, para depois o vender (a troco de…) aos privados que mandam na política de educação deste submisso país desde sempre – as editoras que lideram, e monopolizam a seu bel-prazer o negócio criminoso e imoral dos manuais escolares e dicionários deste país – e o PCP considera isto uma questão menor? Os ideais foram para a gaveta? O país precisa de um PCP coerente, idealista e combativo!

 

Não precisa de um PCP suspeitamente pragmático, amarrado às conveniências das “geringonças”, descredibilizado pelo grotesco folclore em torno de regimes brutais e nepotistas, que de marxistas genuínos nada têm, como a Coreia do Norte ou a Venezuela. Embora considere Marx um pensador fundamental na História da Humanidade, não sou, de forma alguma marxista. Contudo, ao pé de pessoas como V. Exas. Parecê-lo-ei, com certeza, tal é a vossa proximidade e/ou tolerância com os fascismos nepotistas angolano, norte-coreano ou venezuelano e a vossa condescendência com o ultraliberalismo de um país que vende o património colectivo ao sector privado, como é o caso da negociata cobarde e inqualificável do Acordo Ortográfico de 1990».

 

Grande discurso o do António Sérgio Marques. Concordo absolutamente com ele.

 

E continuemos outras conversas.

 

A propósito de um português-brasileiro, de nome João José da Silva, que estando a viver no Brasil considerou que a unificação da língua seria o ideal… e da discordância de vários interlocutores, nos quais me incluo, o Carlos Karlos disse, e muito bem, de sua justiça:

 

«Li tudo. E gostei de perceber que as pessoas estão muito bem informadas sobre esta história do AO90, excepto, claro o sr. Joao Jose da Silva (será João José da Silva?). É óbvio que alguém ganhou uns trocos com esta aberração; o Macaca Pasteleiro? Desculpem, o Malaca Casteleiro? Certamente. E mais uns tantos, com certeza. Não vou falar aqui do que já foi falado; pois concordo com todas as razões de carácter científico e com as outras de carácter lógico. Também estudei Latim, o que me faz doer ainda mais, no que respeita aos abusos que esta estupidez nos veio trazer. Não estou completamente de acordo quando alguns de vós dizem que a nossa ortografia se subjugou à ortografia brasileira. É óbvio que na palavra Egito, já aqui mencionada, isso acontece, mas por exemplo em recepção é exactamente o contrário: os brasileiros escrevem e pronunciam o "p" e os portugueses não. Porque aquele "p", para nós, tem outra função: abrir a vogal "e", e agora obrigam-nos a escrever receção.

 

Já há muitos anos que eu tenho vindo a verificar a expansão do PT-BR, quando me dei conta que havia muitos brasileiros a ensinar Português nos Estados Unidos da América do Norte. E faziam-no sem qualquer pudor e/ou qualidade; mas era mais barato. Foi pena que os nossos governantes da altura estivessem mais preocupados em encher os bolsos do que com a nossa língua. Em jeito de observação, li há pouco tempo algures na Net, que pediam pessoas para um call center no estrangeiro, que falassem Português. E acrescentavam: de preferência com sotaque brasileiro. Isto diz muito. Reparem nas legendas dos filmes e séries que passam, sobretudo na Televisão por cabo. Mas como é mais barato, não faz mal que as legendas sejam mal traduzidas e escritas. Mas adiante: o que aqui ainda não foi falado prende-se com a responsabilidade das editoras, que mesmo antes do AO estar em vigor, se apressaram a usá-lo em todos os seus livros, incluindo os livros escolares. Se pensarmos no dinheiro que elas iriam perder a refazer tudo, torna-se fácil compreender porque isto não anda para trás. Não se esqueçam que foram feitas gramáticas a justificar o AO. E agora? Como sabem, o dinheiro pode quase tudo. Sei do que falo pois também sou autor de livros escolares que contra minha vontade tiveram que ser publicados com este acordo. E tenho pena não poder fazer nada contra isso. Quando são os próprios professores de Língua Portuguesa e literatos a não conseguirem voltar atrás... fora os que estão de acordo com o AO, que os há. Isto é uma traição ao País. Diz-se que a História acaba por nos julgar; já cá não estarei para ver. Quanto ao sr. João José da Silva, aconselho-o a tentar perceber, junto de um Professor de Português, o que realmente se está a passar. Fiquem bem.»

 

Pois ficar bem... Ficar bem como? Depois de um discurso destes, onde se traça o mais negro panorama em que se encontra a nossa amada Língua, como podemos ficar bem?

 

Claro que temos de lutar para que “isto ande para trás”, porque não pode ir mais para a frente sem que Portugal corra o risco de cair no abismo, de desaparecer, de perder a sua identidade.

 

E não me falem em dinheiros já (mal)gastos, na aplicação desta mixórdia ortográfica (que está a atolar o país na mais profunda ignomínia) e que não possam ser atirados também ao lixo.

 

Se o governo português esbanja tanto dinheiro em coisas absurdas, ignominiosas, atira milhares de euros ao ar, terá de o poupar para devolver a Língua Portuguesa a Portugal. E quem perder nesta devolução, que perca, pois Portugal perderá muito mais, se vier a perder a sua identidade ao adoptar a ortografia brasileira adulterada e desuniformizada, pois há algumas palavras que os brasileiros escrevem correctamente, e os portugueses, não. Como recepção, por exemplo... 

Se o AO90 vingar em Portugal é triste, porque só Portugal está a aplicá-lo de facto, pois já se verificou que mais nenhum outro país lusófono o faz, e o Brasil nem precisa de fazê-lo, pois já aplica esta ortografia desde 1945, quando decidiu rasgar o acordo que fez com Portugal.

Só Portugal, por uma inconcebível subserviência bacoca, não está disposto a rasgar este negócio que fez com o Brasil, à revelia dos Portugueses.

 

Entretanto, Júlio Isidro diz isto:

 

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Mas o grande e grave problema não é o modo como Júlio Isidro escreve ou deixa de escrever. O grande e grave problema é como as filhas dele estão a desaprender a escrever a Língua Materna delas. Então, há que actuar, firmemente.

 

A mim, nunca ninguém ouviu dizer que continuarei a escrever como sempre escrevi, porque isso é mais do que ÓBVIO. A minha luta não é por mim. Mas pelas filhas do Júlio Isidro, pelos meus netos, e pelos filhos de todos os que têm filhos a frequentar escolas portuguesas que, neste momento, não são um lugar de aprendizagem, mas de caos, no que respeita ao ensino da Língua com que se expressam. E a Língua é precisa para TODAS as disciplinas. A Língua é fundamental. A Língua é o pilar de toda a aprendizagem. E quando este pilar falha, falha tudo o resto.

 

Portanto, não podemos permitir que se forme uma geração de semianalfabetos, (já agora, no Brasil escreve-se semi-analfabetos), que são aqueles que têm apenas os rudimentos da escrita e da leitura e não são capazes de ler, escrever e interpretar corrente e correctamente.

 

Por isso, é imperioso que rasguemos os manuais escolares acordizados, os dicionários acordizados, os livros acordizados. Levemos à falência as editoras acordizadas, os jornais e revistas acordizados. Exijamos que o governo português devolva a Portugal a Língua Portuguesa. As crianças e os jovens portugueses merecem e precisam que façamos isto por eles.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017

QUE VERGONHA, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO!

 

«Assim vai escrevendo o primeiro-ministro que já nos disse que não toma a iniciativa de desfazer o Acordo Ortográfico http://bit.ly/2qGHSgD

Em nome de quê, então, se continua a descaracterizar desta forma um património de todos? Por teimosia? Estupidez? Insensibilidade?»

(Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Penso que por tudo isto. O senhor primeiro-ministro nem em Português, nem em acordês. Escreve no mixordês em que se transformou a nossa língua. Nem os acordistas conseguem atinar com o “monstrengo” que pariram.

 

Daí que me proponha a lançar mais umas achas para esta fogueira, onde arde a Língua Portuguesa, e que tal como nas outras fogueiras, que fizeram arder Portugal, o senhor primeiro-ministro sacode a água do capote, como se nada tivesse a ver com isso…

 

ANTÓNIO COSTA.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/1389803597787971/?type=3&theater&ifg=1

 

Sabe o Senhor primeiro-ministro de onde vem parte da ortografia brasileira que os senhores governantes estão a impingir a Portugal e às crianças portuguesas, como sendo ortografia portuguesa?

 

Vem do italiano.

 

No Brasil existe uma vasta colónia italiana, que exerce grande influência na vida brasileira, incluindo nas novelas, e a qual faz questão de falar e escrever "à italiana". Sabemos que os Italianos também mutilaram a língua deles (derivada do Latim, tal como todas as outras línguas românicas), suprimindo consoantes que os outros países mantêm, mas eles não.

 

Veja-se estes exemplos:

 

PT - No Português culto, escreve-se: Neptuno, directo, aspecto, objecto, insecto, óptimo, factura, dialecto, arquitecto, activo, espectador, húmido, eléctrico, reflectir, espectacular, acto, contacto, facto, omnívoro, adopção, tractor … para referir apenas algumas das mais flagrantes…

 

IT- Que em Italiano dá: Nettuno, diretto, aspetto, oggetto, insetto, ottimale, fattura, dialetto, architetto, attivo, spettatore, umido, elettrico, riflettere, spettacolare, atto, contatto, fatto, onnivoro, adozione trattore… 

 

BR – E no Brasil grafa-se assim: Netuno, direto, aspeto, objeto, inseto, ótimo, fatura, dialeto, arquiteto, ativo, espetador, úmido, elétrico, refletir, espetacular, ato, contato, fato, onívoro, adoção, trator – e qualquer semelhança com o italiano não é mera coincidência…

 

É que os Brasileiros, para se distanciarem do Português do ex-colonizador, optaram por italianizar estas (e muitas outras) palavras, como também afrancesaram e americanizaram tantas outras, que agora o governo português quer, porque quer, sem o mínimo fundamento científico-legal, nem qualquer sentido crítico que façam parte da nossa Língua Portuguesa.

 

Por estas e por outras devemos exigir que devolvam a Língua Portuguesa a Portugal.

 

Os que servilmente adoptaram a ortografia preconizada pelo AO90, mais não fazem do que italianizar o Português, imitando os Brasileiros que, por sua vez, imitaram os Italianos, mas também os Franceses e os Norte-americanos, descaracterizando a Língua Portuguesa que adoptaram aquando da Independência, a 7 de Setembro de 1822.

 

Eis, resumidamente, uma das fontes do mixordês utilizado pelo primeiro-ministro de Portugal. E quando um primeiro-ministro desconhece a Língua que impôs ao País, o que fará o povo semianalfabeto que anda por aí a dar pontapés na gramática, a torto e a direito, sem a mínima noção do que está a fazer.

 

Francamente, isto não é ignorância e subserviência a mais?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:30

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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

NOVA CARTA ABERTA A MARCELO REBELO DE SOUSA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

Por uma Cultura Culta, em Portugal

 

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Origem da imagem: Tradutores Contra o Acordo Ortográfico

Teolinda Gersão - Prémio Camilo Castelo Branco/2017

 

Exmo. Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa Digníssimo Presidente da República Portuguesa,

 

Foram várias as vezes que ousei escrever a V. Exa., abordando, publicamente, matérias que, aos meus olhos de cidadã portuguesa, imbuída de juízo crítico, considerei pertinentes, por serem do interesse de Portugal e dos Portugueses. 

 

Aqui estou, uma vez mais, a dirigir-me a V. Exa., com o mesmo intuito, aproveitando duas circunstâncias actuais, bastante significativas: uma, de enorme júbilo; outra, de enorme tristeza.

 

A de júbilo, alude à atribuição do Prémio Camilo Castelo Branco/2017, à insigne escritora portuguesa, Teolinda Gersão que, há tempos, dirigiu ao Senhor Presidente, as palavras reproduzidas na imagem que ilustra esta carta, e que, já agora, aproveito, para fazer também minhas.

 

A atribuição deste prémio a uma das vozes críticas à imposição, que V. Exa. sabe ser ilegal e inconstitucional, da ortografia brasileira aos Portugueses, nomeadamente às crianças portuguesas, as mais enganadas e prejudicadas com esta atitude incompreensível à luz de todas as razões, além de ser merecida, do ponto de vista literário, pois Teolinda Gersão é uma fabulosa artesã da Língua Portuguesa, constitui uma bofetada bem assente na cara de todos aqueles que, por motivos obscuros, teimam em trocar a qualidade pela quantidade, estando, com isto, a servir de pasto à ignorância, se me permite esta expressão menos erudita.

 

A de tristeza, diz respeito à tragédia dos fogos que consumiram vidas humanas a fauna e flora portuguesas, de um modo brutal, irracional, inconcebível, jamais visto, e que deixou a Europa e o mundo estupefactos. Como é que num país territorialmente tão pequeno, foi possível uma tragédia desta dimensão? Mais um caso único português, para o Guinness World Records.

 

Pois bem, Senhor Presidente da República Portuguesa, foi com grande expectativa que, ontem, aguardei a comunicação de V. Exa., ao País. Devo confessar que esperava mais do mesmo, como é hábito dos nossos governantes, que não costumam dar-nos nada de novo, muito pelo contrário.

 

Mas ontem, ontem, dia 17 de Outubro de 2017, precisamente quatro meses passados sobre a tragédia de Pedrógão Grande, o senhor surpreendeu Portugal com o discurso mais notável, jamais proferido, por um Presidente da República Portuguesa, um discurso realmente digno de um Presidente da República Portuguesa, no qual demonstrou a força e o poder que um Presidente da República pode e deve ter, quando o País está à beira de se afundar num abismo de incompetências, de jogos de poder, de incapacidades, de um “brincar à política” nunca visto.

 

Ontem, o Senhor Presidente demonstrou ser o presidente de todos os portugueses quando, humildemente, pediu desculpas, sem ter culpas, pela tragédia sem precedentes, que se abateu sobre Portugal, atitude que o primeiro-ministro de Portugal não teve.

 

Pela primeira vez, um Presidente da República fez cair um governante que, ao que parece, já teria pedido a demissão, mas não a aceitaram, porque enquanto os “canhões” estivessem virados para o Ministério da Administração Interna, o primeiro-ministro continuaria em segurança.

 

Foi então que eu, e talvez milhares de Portugueses, com o mesmo sentido crítico e cívico, nos apercebemos de que se o Presidente da República quer, o Presidente da República pode, ou seja, ontem, V. Exa. mostrou que tem poder para governar o país, quando ele está desgovernado.

 

Posto isto, e uma vez que Portugal está no mau caminho, no que respeita a outros Ministérios, como por exemplo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (que é mais dos negócios dos estrangeiros, e tem Portugal suspenso por um fio de teia de aranha sob um abismo, no que respeita à Língua Oficial Portuguesa, que o PR tem o dever de defender); o Ministério da Cultura (que não sabe distinguir Cultura Culta de cultura inculta, e anda por aí a apoiar, para vergonha de Portugal, a selvajaria tauromáquica); o Ministério da Educação (que anda a enganar as crianças portuguesas, exigindo-lhes que aprendam uma ortografia que não é a portuguesa), para falar apenas nos que mais disparates têm feito, no que respeita à Língua, à Cultura e ao Ensino, três pilares que sustentam a alma portuguesa, porque nem só de pão vive o homem, venho solicitar ao Senhor Presidente, e tenho certeza, em nome de milhares de Portugueses que, da mesma forma que ontem veio a público, exercer o seu poder, para defender Portugal do descalabro total, e para que não tenha de vir novamente a público pedir perdão aos Portugueses, desta vez, com culpas redobradas, por ter deixado “queimar” a Língua Portuguesa, num fogo tão endoidado, como o que fez arder mais de uma centena de Portugueses, uma vastíssima área das nossas florestas, incluindo o Pinhal de Leiria, património português, a nossa fauna, morta aos milhares, fábricas, culturas agrícolas, o que tornou Portugal muito mais pobre e negro, venha a público, defender também, com igual força e poder, a Língua Oficial Portuguesa, a Língua Portuguesa, consignada na Constituição da República Portuguesa, e que o Presidente da República Portuguesa tem o supremo dever de defender.

 

Senhor Presidente, V. Exa. sabe como a Língua Portuguesa anda por aí espezinhada, mal escrita, mal falada, mal ensinada. É que, em Portugal, não se escreve nem em Português, nem em acordês, mas sim num vergonhoso mixordês, que é isto mesmo que anda por aí a circular, como língua de uma nação europeia, um daqueles casos únicos, que fez entrar Portugal para o Guinness World Records.

 

Em Portugal, está-se a formar uma geração de semianalfabetos, aqueles que aprenderão os rudimentos da escrita e da leitura, mas nunca serão capazes de escrever, ler e compreender o que lêem, corrente e correctamente, a sua própria língua. Mas estão a aprender a escrever e a ler correctamente o Inglês, o Francês e o Castelhano, por exemplo.

 

E V. Exa sabe que tenho razão. Basta olhar à volta, na nossa comunicação social (felizmente nem toda), e nos ofícios e mensagens estatais, tudo rabiscado na mais vergonhosa e pobre ortografia.

 

Aguardo, aguardamos todos, que V. Exa. use do poder que ontem demonstrou ter, para recomendar a demissão do MNE, do MC e do ME, porque não estão a servir Portugal, mas tão-só os interesses de grupos económicos obscuros.

 

Com os meus mais respeitosos cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, QUER SABER O QUE DIZEM OS ESTRANGEIROS SOBRE A SUBMISSÃO DE PORTUGAL AO BRASIL NA QUESTÃO DO AO90?

 

Sei que não quer saber. Não está interessado. Se estivesse, não faria orelhas moucas aos apelos dos mais eminentes intelectuais dos países lusófonos, que energicamente rejeitam o AO90, por este ser a maior fraude de todos os tempos.

 

Mas ainda assim, vou contar-lhe o que se passou no passado fim-de-semana… em Espanha…

 

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Origem da imagem: Internet

 

… quando participei numa espécie de “tertúlia”, realizada num lugar frequentado por escritores, poetas, jornalistas, artistas plásticos, cineastas (sendo o mais famoso que por lá passou, o genial Mel Gibson) actores e também pessoas absolutamente comuns, com as mais diversas profissões, enfim, um lugar onde se discute e se troca Culturas, Artes, Literaturas, Ideias, Ideais e Políticas comuns, ou menos comuns… enquanto fazemos as refeições.

 

Como sempre acontece, sou a única cidadã de nacionalidade portuguesa, que pára por aquelas paragens com a frequência possível. Nunca encontrei lá as mesmas pessoas.

 

Desta vez estava representado o México, Suíça, várias regiões de Espanha e Portugal (eu). E adivinhe, senhor ministro, qual foi o teor de uma das conversas: Portugal e a sua Língua, que nenhum dos presentes dominava. Comunicámo-nos em Castelhano e Inglês.

 

Então, aproveitei a ocasião para sondar aquelas pessoas, viajadas, cultas e conhecedoras do mundo, acerca do que pensavam sobre um país, que foi colonizador (tal como Espanha), vergar-se ao ex-colonizado (Brasil) adoptando uma ortografia abrasileirada, destruindo, por completo, as raízes latinas de uma das mais belas línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

A estupefacção foi enorme!

 

Os Mexicanos, que se encontravam presentes, e que foram colonizados por Espanha, consideraram rara esta submissão; os Espanhóis, que colonizaram parte das Américas do Sul e Central, disseram que era raríssimo o ex-colonizador absorver a língua alterada do ex-colonizado, a Espanha jamais o faria; da Suíça veio uma interrogação que me deixou surpreendida, porque existe a ideia de que os Brasileiros têm uma língua, e os Portugueses têm outra língua  «Portugal está a adoptar o brasileño?» Assim mesmo: o brasileño.

 

Exactamente. Portugal está a adoptar o brasileño. Disse eu. E acrescentei: «Mas isto nem é raro, nem é raríssimo. Isto é caso único na História de toda a Humanidade. Conhecem algum país (ex) colonizador que tivesse adoptado a Língua do (ex) colonizado?»

 

Ninguém conhecia. Bem puxámos pela memória. Mas não há memória de uma coisa assim…

 

Pois é, senhor primeiro-ministro. Não tive como defender o governo de Portugal e esta sua política de vassalagem. Nem podia. Deixei bem vincada a minha repulsa, e o descontentamento de milhares de Portugueses, que, doravante, aquelas pessoas terão agora oportunidade de espalhar por onde passarem…

 

Desta vez, não pude salvar Portugal de ser amesquinhado.

 

Por vezes, acontece estar eu neste lugar, onde predomina o multiculturalismo, e Portugal vem à baila, e alguém se lembra de o apoucar, então eu, imbuída de um patriotismo à la Padeira de Aljubarrota, defendo-o com as garras de fora.

 

Mas no que respeita à desveneração que o actual governo português consagra ao símbolo maior da nossa identidade, a Língua Portuguesa, eu nada posso fazer.

 

Envergonho-me dele (do governo que temos). E disse-o lá, bem alto...

 

De resto, faço o que posso e sei, para que Portugal possa regressar à sua origem linguística europeia.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017

SE O PRESIDENTE DA CÂMARA DE VIANA DO CASTELO NÃO QUISER, A TOURADA PREVISTA PARA O PRÓXIMO DIA 20 DE AGOSTO NÃO SE REALIZARÁ

 

É tudo uma questão de coerência.

Quem manda em Viana do Castelo?

Vejamos:

VIANA.jpg

 

O actual primeiro-ministro de Portugal, no início do seu mandato, questionado no Parlamento sobre a existência das touradas, como costuma fazer a maioria dos políticos, deu uma no cravo e outra na ferradura, dizendo que nos municípios onde é “tradição” a realização de selvajaria tauromáquica, podem decidir pela sua continuidade ou não, assim como, naqueles que não há “tradição”, e aqui referiu-se mesmo a Viana do Castelo, que se declarou Cidade Anti-Tourada, em 2009, pode optar-se pela sua proibição.

 

Então de que está à espera o senhor Presidente da Câmara de Viana do Castelo?

 

Se a cidade se declarou Anti-Tourada, há que respeitar esta vontade dos vianenses. Há que respeitar as decisões camarárias. Ou elas existem apenas para inglês ver?

 

Dizer uma coisa e fazer outra não é honesto.

 

O primeiro-ministro disse, está dito.

 

Viana do Castelo não tem de vergar-se a vontades alheias, só porque existe quem permite touradas ilegais pelo país.

 

Quem manda em Viana são os Vianenses, e estes não querem o lixo tauromáquico na sua cidade anti-tourada.

 

Ponto final.

 

E isto devia bastar para que as outras "autoridades" respeitassem a lei.

 

A realizar-se, esta tourada será ILEGAL.

 

BASTA de tanta ilegalidade! De tanta impunidade!

 

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, mostre quem manda em Viana.

 

Não permita que desautorizem a vontade expressa dos Vianenses, nem as decisões municipais.

 

O que querem fazer em Viana é uma afronta à soberania do município e à vontade do povo de Viana do Castelo.

 

Este é o momento certo para acabar com esta vergonhosa subserviência a um lobby decadente e corrupto.

 

Portugal está com Viana e com o seu Presidente.

 

E eu também estou.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:34

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Terça-feira, 16 de Maio de 2017

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO

 

Porque a Cultura Musical é como uma segunda pele: dá-nos sensibilidade e outra dimensão da vida, concordo com esta carta aberta, e espero que o primeiro-ministro de Portugal seja sensível a elas: à carta e à musica. (Isabel A. Ferreira)

 

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Texto de Manuel Tavares

 

O Sr. Primeiro-Ministro veio a público agradecer e enaltecer a vitória do Salvador Sobral. Seria igualmente bom que agora promovesse o que até hoje nenhum governo promoveu, um plano de 20 ou 30 anos para o ensino de música neste país que inclua um verdadeiro "pacto de regime" alargado a todos os partidos, para que Portugal possa ter mais e melhor ensino de música que não esteja sujeito à precariedade ou arbitrariedade deste ou aquele governante.

 

Tenho a certeza de que sabe o salto que a música deu no país nestes últimos 20-30 anos, fruto de um trabalho continuado e duro de docentes e restante comunidade escolar. Um trabalho feito não raras vezes em circunstâncias dramáticas devido à ausência total de uma estratégia nacional para esta área (sei que infelizmente é um mal que acompanha também o ensino no geral).

 

Se começarmos AGORA esta missão talvez daqui a dez anos existam mais locais de trabalho para verdadeiros músicos porque o ensino também serve para isso... formar públicos (porque nem todos se tornam músicos profissionais apesar de gostarem de música) que hoje ainda são escassos por cá, ou melhor, públicos que não gostem apenas das coisas inenarráveis que lhes despejam em cima diariamente (nomeadamente muitos meios de comunicação ... públicos!)

 

Conto-lhe um episódio que se passou comigo há cerca de dez anos na Bélgica. Na praça central de Bruxelas decorria um concerto de música clássica e o público (que enchia a praça) era o mais variado que se possa imaginar, de todas as idades e estilos (desde punks de moicano habituados a um bom "mosh", ao betinho mais atinadinho) mas havia algo em comum a todos eles, estavam calados e com uma concentração que quase me fez chorar.

 

O Sr. Primeiro-Ministro acha que daqui a dez anos será possível algo do género por cá? Ou vamos continuar a deixar o futuro da música entregue ao esforço de meia dúzia? Ou daqui a cinquenta anos alguém voltar a ganhar um concurso musical televisivo chega para ficarmos satisfeitos?

 

Muito obrigado pela sua atenção Sr. Primeiro-Ministro e mãos à obra! Conte para isso com a ajuda de todos os que já vão fazendo das tripas coração pelo ensino e divulgação da (M)úsica.

 

Manuel Tavares

 

Petição para assinar, por favor:

EM DEFESA DO ENSINO DA MÚSICA

https://www.peticao24.com/em_defesa_do_ensino_da_musica

 

Manuel Tavares    Contactar o autor da petição

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Terça-feira, 1 de Março de 2016

AFICIONADO DE TOURADA NOMEIA OUTRO AFICIONADO DE TOURADA PARA O CENTRO CULTURAL DE BELÉM (CCB)

 

João Soares (ministro da cultura) demite António Lamas do CCB e nomeia Elísio Summavielle, um amiguinho de longa data…

 

Sai um competente, entra um incompetente!

Não é VERGONHOSO?

Pois é.

 

ng6079005 JOÃO SOARES.jpg

O ministro da Cultura João Soares | Álvaro Isidoro/Global Imagens

Fonte:

http://www.dn.pt/artes/interior/joao-soares-demite-antonio-lamas-do-ccb-e-nomeia-elisio-summavielle-5054209.html

 

Pois é melhor tapar a cara, sim… senhor ministro…

 

Isto será um facto consumado ou o novo governo de ANTÓNIO COSTA (também um aficionado de tourada) ainda poderá reverter a situação?

 

É que em Espanha (berço da selvajaria tauromáquica) estão a abolir esta barbárie em várias frentes e em centenas de municípios, e em Portugal estão a colocar aficionados em lugares-chave da Cultura e do Poder.

 

Haverá alguma intenção, ou é apenas coincidência?

 

E é o presidente da República, é o primeiro-ministro, é o ministro da cultura, é o ministro da agricultura e agora o presidente do CCB, fora os muitos deputados da Nação, que estão na Assembleia da República para assegurar a continuidade da selvajaria tauromáquica. E não sou eu que o digo, são os aficionados, que andam muito contentes com tanta representação no Poder, da classe selvática.

 

Dizem eles, à boca-rota, que a tauromaquia está bem protegida.

 

Sabemos disso.

 

E uma militante ferrenha do PSD até diz mais. Diz que «o lobby das touradas é fortíssimo em Portugal. Vai ser muito difícil combatê-lo»… Ela lá sabe o que diz, e por que o diz…

 

Mas também sabemos disso.

 

João Soares diz não ter “hostilidades” com António Lamas, mas todos nós sabemos que tem uma afinidade muito maior e intensa com Elísio Summavielle, que já foi (péssimo) secretário de estado da cultura, no tempo em que Gabriela Canavilhas (outra aficionada de selvajaria tauromáquica) era (péssima) ministra da cultura. 

 

Na origem desta nomeação estará a discordância entre António Lamas e João Soares, no que respeita ao projecto de gestão integrada do chamado "eixo Belém-Ajuda", gestão essa que o actual ministro da cultura lamenta “ter sido pouco prudente”…

 

 

Pois…

 

Mas se não fosse isto, seria outra coisa. O que interessa, é colocar amiguinhos em cargos de relevância.

 

Sempre assim foi. E continua a ser.

 

Vira o disco e dança-se o mesmo, entre quem entrar no baile do poder.

 

E o povo português dorme… dorme…

Dorme… dorme… o soninho dos ingénuos...

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

QUE GOVERNANTES, PARA PORTUGAL?

 

No próximo dia 4 de Outubro, os Portugueses serão chamados a votar. E precisam de votar. É um dever cívico, e não devemos deixar em mãos alheias a nossa responsabilidade pela eleição dos próximos novos/velhos governantes.

 

Lembrem-se do que diz Bertold Brecht

«Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem».  

 

 

GOVERNANTES1.jpg

 

A mim, preocupa-me bastante o facto de existirem candidatos a cargos políticos fulcrais para a Nação, que são aficionados de selvajaria tauromáquica, ou seja, são aqueles que se deleitam com o sofrimento de um ser vivo, porque podem muito bem se deleitarem (como, aliás, acontece) com o sofrimento do povo. Certo?

 

O filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, que muito prezo pelo seu saber erudito e pela sua lucidez, diz o seguinte: «A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom Homem».

 

Verdade. Não pode. Não é.

 

E são precisos Bons Homens (e Mulheres, obviamente) na governação. Pessoas em quem possamos confiar plenamente.

 

Pessoas com um carácter (que é o verdadeiro Eu, a essência secreta do coração, o temperamento civilizado) impoluto.

 

Mas quem são os candidatos que, não largando o poder, a ele se agarram como se fosse a tábua de salvação da vida deles?

 

Alguns conhecemo-los bem, pela notória exposição pública e pelas atitudes menos dignificantes que os vão marcando.

Outros, nem por isso.

 

 ***

Paulo Portas (CDS/PP) defensor-mor da selvajaria tauromáquica

 

GOVERNANTES2.jpg

 (Foto retirada do Facebook)

 

Vejam como sorri, enquanto segura nas mãos a imagem argilosa de um forcado, em posição de ataque a um animal indefeso e moribundo – o Touro. Pelo sorriso e pela pose, podemos deduzir a grande afeição de PP por cobardes.

 

Actual Vice-primeiro-ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, que se orgulha de ter exportado para Israel 4.000 cabeças de gado vivo... (imagine-se a barbaridade da viagem destes animais!), o parceiro de Pedro Passos Coelho, na Coligação PPD/PSD/CDS/PP é grande aficionado e impulsionador de selvajaria tauromáquica. É aquele, que um dia disse que as touradas têm muitos opositores, mas ele sempre as defenderá, e é também aquele que boicotou a Lei de Protecção dos Animais, naquilo que ela tinha de mais relevante para a defesa dos mesmos.

 

Será um bom homem?

 

***

O Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho (PPD/PSD) a fazer rapapés a torturadores de Touros

 

GOVERNANTES3.jpg

Esta foto foi tirada aquando da “homenagem” prestada pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha a Marco José, um montador de cavalos, o qual a autarquia agraciou com a Medalha de Mérito Municipal (pasme-se!) CULTURAL, uma medalha que perdeu todo o seu simbolismo com tal atribuição.

 

O Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, esteve presente nesta despudorada “cerimónia”, e posou para a foto ao lado do recebedor desta medalha “coltural”, do espetador de bandarilhas Francisco Paulino e do apoderado (aquele que trata dos “interesses” dos torturadores de Touros) Pedro Pinto, valiosas “personalidades” que contribuem para o progresso, a civilização e a evolução de Portugal, com o aval de Passos Coelho.

 

Será ele um bom homem?

 

***

Candidato a Primeiro-Ministro, António Costa (PS) aquele  

que medalha torturadores de Touros moribundos 

GOVERNANTES4.jpg

Um “socialista” aficionado de tortura de seres vivos indefesos, que envergonha o Partido Socialista português e um País que se quer civilizado, não pode nem deve ascender a primeiro-ministro, por não ter perfil humano para representar Portugal.

 

O que vemos na foto é algo anómalo. Aconteceu em Abril de 2010. Elísio Summavielle, então secretário de Estado da “Coltura” (pois Cultura é outra coisa…) e António Costa, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, estiveram presentes na tourada que inaugurou a temporada carniceira no campo pequeno, em Lisboa, uma cidade europeia (será?), com esta repugnante nódoa negra, que a coloca no rol de cidades com um destacado atraso civilizacional.

 

E o que fez António Costa?

 

Fez esta desonra a um símbolo de Portugal, que em princípio só deve ser atribuído a pessoas que se destacam por terem feito algo dignificante pelo País.

 

António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, aproveitou aquela ocasião mórbida, que é a da tortura de bovinos indefesos, e desceu à arena. E sob cerrada ovação impôs a José Luís Gomes a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro (decisão unânime da edilidade em Setembro de 2009), na hora da despedida deste cabo do grupo de forcados de Lisboa, ou seja, António Costa recompensou a cobardia, e a Medalha de Mérito Municipal perdeu, naquele exacto momento, todo o seu significado simbólico.

 

Ver notícia completa neste link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tortura-gratuita-e-humilhacao-de-475652

 

Será António Costa um bom homem?

 

***

Quando os governantes são aficionados de selvajaria tauromáquica a crueldade e a violência são como uma praga e Portugal regride, e marca passo no caminho da evolução

 

Dos oito países (de entre 193, que existem no mundo) que ainda permitem este costume bárbaro, Portugal é o único que não tem feito qualquer progresso, por mínimo que seja, no sentido de abolir esta prática cruenta e irracional, do tempo anterior ao tempo do homem das cavernas, que era muito mais civilizado do que os que hoje praticam, aplaudem e promovem esta selvajaria inaceitável, porque o homem das cavernas não se divertia a torturar os animais com que se alimentavam.

 

Muito pelo contrário, o atraso civilizacional é de tal monta, que os governantes portugueses, desde o Presidente da República (que também medalha forcados cobardes), passando pelo Primeiro-ministro, pelo vice-primeiro-ministro, directores de organismos estatais, autarcas, deputados da Assembleia da república (dos 230 que compõem a AR, apenas 24 rejeitam a tauromaquia) tudo fazem para manter uma prática que está a ser repudiada em todo o mundo civilizado.

 

E fazem isto com o maior despudor, não tendo sequer a noção do ridículo das atitudes e do facto de atirarem Portugal para o caixote do lixo do mundo.

 

***

E o aficionado assumido Marcelo Rebelo de Sousa, que pretende o cargo de Presidente da República?

 

GOVERNANTES5.jpg

 

Marcelo Rebelo de Sousa foi visto recentemente numa tourada, em Sobral de Monte Agraço numa arena “cheiinha” de sádicos, conforme podemos verificar na foto.

 

Será este um bom homem?

 

E é esta personagem que pretende candidatar-se a Presidente da República de Portugal?

Não é imoral?

 

***

E estes são alguns (os principais) governantes que temos.

Estes são os candidatos a governantes que continuamos a ter.

Não é angustiante?

Votar em quem? Como? Para quê?

 

GOVERNANTES6.png

 

Bem, não tenho outra alternativa senão terminar dizendo como diz um amigo meu, que sendo Biólogo, sabe o que diz:

 

«Era preferível que estivéssemos entregues à bicharada, porque viveríamos uma condição muito mais racional e humana»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:08

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Terça-feira, 7 de Julho de 2015

A RTP CONTINUA A TRANSMITIR TOURADAS, LEVANDO A INCULTURA AOS INCULTOS

 

Sim, porque as pessoas cultas não sintonizam a RTP para ver LIXO TAUROMÁQUICO.

 

O que mudou com o muito bem pago novo presidente da RTP, Gonçalo Reis (ganha mais do que o primeiro-ministro) que deveria pugnar pela cultura e recusar-se a vergar-se de joelhos diante do lobby tauromáquico, que representa uma minoria vampiresca, em todos os sentidos?

 

RTP.jpg

Nada mudou. A RTP continua a promover a tortura de seres vivos para divertir “gente” que já nasceu morta, de tão velha que é…

 

ESTRELA FERRO RTP.png

 Aqui fica a Estrela de Ferro para a RTP que, com dinheiros públicos, promove a selvajaria tauromáquica, levando aos portugueses a incultura e uma prática sangrenta e cruel, que em nada dignifica Portugal e a Humanidade Racional e Livre.

 

No passado dia 2 de Julho a RTP transmitiu em directo uma sessão de selvajaria tauromáquica, no antro do campo pequeno, situado na cidade de Lisboa (que se diz capital europeia, e não passa de uma capital terceiro-mundista).

 

Não saberá Gonçalo Reis que a tourada é uma prática violenta e cruel, ao nível dos bárbaros espectáculos, do abominável circo romano, os quais aconteceram já há tantos séculos, num tempo onde imperava a ignorância total, e que o mundo, entretanto, evoluiu?

 

Não saberá Gonçalo Reis que esta prática é do foro de alienados mentais, que se divertem a ver torturar um animal indefeso?

 

E a Casa do Pessoal da RTP será constituída por que tipo de “gente”?

 

Acreditará essa “gente” que torturar seres vivos indefesos numa arena é um divertimento digno de seres racionais?

 

E nesse dia 2 de Julho aconteceu algo muito sugestivo, naquele antro de tortura que é o campo pequeno: parece que enquanto decorria a selvajaria tauromáquica, a PSP teve conhecimento de uma ameaça de bomba no recinto.

 

Contudo o antro não foi evacuado, como mandam as regras da prevenção.

 

Porquê?

 

A PSP não consideraria a ameaça coisa de grande importância? Outro dia fechou-se uma ponte em Lisboa só porque havia um saquinho suspeito, num dos tabuleiros, e que veio a saber-se era um saquinho de ROUPA.

 

Mas no campo pequeno era uma simples ameaça de bomba. Coisa de pouca monta. Por que haveria de se considerar “isto” importante, num tempo de terrorismo global?

 

Se realmente a ameaça se concretizasse e fizesse ir pelos ares o campo pequeno, mais todos aqueles sádicos e psicopatas que lá se encontravam, a sociedade portuguesa ver-se-ia livre de uns tantos parasitas que sugam os dinheiros públicos desviados da Saúde, da Educação, da Cultura Culta e de outras estruturas essenciais?

 

É esta pergunta que fica por responder.

 

Senhor presidente da RTP, Gonçalo Reis, daqui lhe dirijo os meus pêsames, pela morte da esperança que os Portugueses Cultos depositavam na mudança de administração dessa estação pública de televisão.

 

Afinal, mudaram-se as “cabeças”, mas o “miolo” continua pobre e podre, como sempre esteve.

 

Mudam-se os tempos, mas as vontades continuam a ser primitivas e toscas.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:54

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