Quarta-feira, 12 de Abril de 2017

SE A IGNORÂNCIA PAGASSE IMPOSTO, PORTUGAL SERIA O PAÍS MAIS RICO DO MUNDO

 

Uma reflexão sobre a ignorância e os ignorantes militantes, ou seja, aqueles que, apesar de toda a informação, optam por continuar ignorantes.

 

IGNORÂNCIA1.jpg

INDIFERENÇA.jpg

 Origem da foto: Internet

 

Consta que são bastantes, os ignorantes, os indiferentes, os invejosos, os mesquinhos, os desconfiados, os medrosos, os corruptos e os interesseiros, que desconhecem o sentido da cidadania, logo, não a exercem. E, por isso, permitem que o país seja malgovernado, abandalhado e vendido aos pedaços, a quem dá mais.

 

Se a ignorância pagasse imposto, Portugal seria o país mais rico do mundo.

 

Esta é a triste verdade.

 

É que a ignorância está disseminada por toda a parte, por todos os extractos sociais e pelos mais altos cargos da Nação.

 

A Saúde, em Portugal, está gravemente doente.

 

A Pobreza espreita em cada esquina.

 

O Ensino anda a rastejar por um chão pejado de uma descomunal cegueira mental.

 

A Cultura Culta e a Cultura Crítica emigraram para mundos mais civilizados.

 

As Artes sufocam, e apenas os escravos do poder vivem à custa delas.

 

A Língua Portuguesa anda perdida nos subterrâneos de uma ignorância e de uma indiferença descomunais que, alarvemente, estão a esmagar a identidade do povo português.

 

A política da violência e crueldade contra seres vivos tem os seus maiores defensores sentados nos Palácios de São Bento e de Belém.

 

Os indiferentes andejam por aí, como sonâmbulos. Se lhes mexem nos bolsos, agitam-se, mas sem grande convicção, por isso tudo continua sempre igual, sempre funesto, sempre obscuro, sempre mergulhado no lodo de um passado que se quer passado, e não presente ou futuro.

 

Na hora do voto, vota-se na continuidade, porque o medo de mudar é mais forte do que a vontade de ousar o desconhecido, a modernidade, o avanço civilizacional.

 

A ignorância e a indiferença estão a cozinhar Portugal em banho-maria, e os bobos da corte saltam e riem, porque enquanto houver povo ignorante e indiferente, mantê-lo-ão sob o seu jugo, e destruirão a Nação, em prol de interesses que não interessam, de modo algum, a Portugal.

 

E os Portugueses, tal como num tempo ainda bem presente, lá vão cantando e rindo, levados, levados, sim, pela voz do som tremendo, da ignorância sem fim… (1)

 

Isabel A. Ferreira

 

(1) Excerto adaptado do Hino da Mocidade Portuguesa, letra de Mário Beirão

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

O POVOS TÊM O QUE MERECEM… NOMEADAMENTE O POVO PORTUGUÊS…

 

Reflictamos neste curto, mas precioso texto de Maria Helena Capeto

 

POVO.jpg

Origem do texto: Internet 

 

O texto da Maria Helena Capeto é um comentário a um excelente texto publicado no Facebook, por Maria João Gaspar Oliveira, intitulado «CETA – a lei do mais forte…» ou seja, um tratado de livre comércio entre o Canadá e a UE, que é uma grave ameaça à soberania e democracia nacionais, e que recomendo lerem neste link:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1126055524178379&set=a.259749900808950.60720.100003218261430&type=3&theater

 

«Maria João Gaspar Oliveira, tem toda a razão no comentário e críticas que faz. Tem toda a razão no seu apelo. No entanto, tenho a dizer, uma vez mais, que os povos têm o que merecem, nomeadamente o povo português que é aquele a quem este post é dirigido particularmente.

 

Quem enche as ruas aos milhares por causa do futebol, quem enche os centros comerciais nos dias do "sem iva" ou "promoção especial", quem enche as praças para assistir aos concertos de uma qualquer pop star e não se rala com mais nada, merece o que tem. Por isso continuo a dizer: p'ra baixo que ainda mexe. Os governantes são a imagem dos povos que representam. Os governantes só tomam as decisões que os povos permitem que tomem. Tão culpados são os governantes como os povos por tudo o que se passa no mundo, para o bem e para o mal.

 

Eu faço a minha parte não consumindo o que não me parece consumível. Faço a minha parte fazendo o que está ao meu alcance para um mundo melhor. Faço o que está ao meu alcance para abanar consciências. Mas se querem continuar a permanecer homo parvus, cada vez mais parvus, como muito bem os apelida a amiga Isabel A. Ferreira, força! Pode ser que entrem em extinção e se acabe o inferno na Terra. A minha especial preocupação são os animais das outras espécies que não têm culpa nenhuma da imbecilidade e boçalidade humanas e sofrem as consequências.

 

Se o humano continua a ser ignorante é porque quer, não por que isso lhe seja imposto. O conhecimento está, hoje em dia, ao alcance de todos. Não é difícil perceber que se me dói picar-me numa agulha, certamente dói igualmente aos outros. Menos televisão e mais leitura e procura de informação certamente traria outros resultados. Mas cada um faz as suas próprias escolhas, convém é não se esquecer que, queira ou não, terá que viver com elas.»

 

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Terça-feira, 26 de Abril de 2016

A GRANDE FARSA DAS COMEMORAÇÕES DO “25 DE ABRIL”

 

Ontem pretendeu-se comemorar o “Dia da Liberdade”. Os repórteres televisivos insistiram nesta tónica, como se o “25 de Abril” tivesse sido planeado para dar ao povo português a liberdade de fazer o que quer.

 

Ontem, ouvi um repórter perguntar a um menino: «O que é para ti a liberdade?» Como a criança hesitou, o repórter apressou-se a “ajudá-lo” a pensar e disse: «É fazer tudo o que tu queres…?». E a criança anuiu.

Pois nada mais pernicioso para se dizer a alguém que ainda é um menino.

25 ABRIL.jpg

 

Porque ter liberdade não é o povo poder fazer tudo o que quer, nem os governantes pós-25 de Abril poderem agir como se fossem ditadores disfarçados de democratas.

 

Liberdade é ter consciência de que não se pode fazer tudo o que se quer, quando vivemos numa sociedade em que o todo faz parte de tudo, e que esse tudo é a Vida, no seu significado mais universal.

 

E isto não foi ainda alcançado pelo 25 de Abril de 1974.

 

O “25 de Abril” foi planeado para derrubar um regime ditatorial, imposto por António Oliveira Salazar, o qual se arrastou por quase 50 anos, e durante o qual milhares de pessoas foram perseguidas, encarceradas e assassinadas.

 

No regime ditatorial, quem mais ordenava era o ditador que, ao menor gesto de desobediência civil ou ousadia de se falar contra o sistema, enviava os cidadãos, à força da violência, para o Tarrafal, um campo de concentração engendrado para “ acolher” os que tinham a consciência de que não se pode fazer tudo o que se quer, ou seja, os cidadãos verdadeiramente livres, aqueles que, mesmo agrilhoados, eram livres, porque a verdadeira liberdade é a da consciência.

 

Regressada do Brasil em 1968, para continuar o meu curso na Universidade de Coimbra, encontrava-me nessa cidade no 17 de Abril de 1969, quando o então Presidente da República, Américo Thomaz, ali se deslocou para a inauguração do novo edifício das Matemáticas.

 

Para honrar a palavra dada aos estudantes, Alberto Martins, o então presidente da Associação Académica de Coimbra, hoje deputado da Nação, pelo PS, pediu a palavra para falar em nome da Academia.

 

Para Américo Thomaz, esta “ousadia” constituiu um insulto e Alberto Martins foi detido nessa mesma noite, o que desencadeou uma crise académica de grandes proporções.

 

Todos nós, que participámos no que então se seguiu, éramos jovens e livres, e amávamos a nossa liberdade de ser, de estar e, sobretudo, de pensar, e os grilhões da ditadura não conseguiram nunca cortar a raiz ao nosso pensamento, porque como cantou Manuel Freire (que curiosamente nasceu no dia 25 de Abril de 1942, e é meu primo, ainda que em terceiro grau), no seu canto de intervenção “Livre”: «Não há machado que corte a raiz ao pensamento… porque é livre como o vento… porque é livre…»

 

E é esta a verdadeira liberdade.

 

Durante os anos em que vivi a ditadura de Salazar eu era tão livre como sou hoje.

 

O “25 de Abril” não me restituiu a liberdade (que eu sempre tive).

 

O “25 de Abril” livrou-me da ditadura, podendo agora escrever nas linhas o que então escrevia nas entrelinhas.

 

Das cartas que escrevia ao meu Pai, que se encontrava no Brasil, e a quem eu devia justificar o facto de me recusar a fazer exames, enquanto ele se “sacrificava”, para me manter a estudar em Coimbra, apenas uma carta foi interceptada pela PIDE, porque nunca imaginei que pudessem violar correspondência privada. Cheguei a ser “avisada” pela PIDE, que me “desculpava” por eu ter vindo de um país estrangeiro e nada sabia das “regras” do meu País.

 

Só ouve uma coisa a fazer: Passei a escrever nas entrelinhas tudo o que se passava em Coimbra, não só para o meu Pai, como para os outros jovens que lutavam contra o Regime, e que esperavam por notícias fora de Coimbra.

 

E as minhas cartas seguiram, com toda a informação do que estava a passar-se numa Coimbra “fechada” para o mundo.

 

Durante todo esse período eu mantive a minha liberdade intacta.

 

Até quando, no ano lectivo de 1973/74, ainda como Bacharel, dei aulas na Escola Secundária Frei João de Vila do Conde, e me recusei a dar uma matéria de História, que falava dos grandes feitos de Salazar.

 

Disse aos alunos que aquilo era mentira e não era para se estudar. Dei-lhes a versão dos factos históricos reais, risquei com um X as páginas dessa matéria, uns quinze dias antes de acontecer o “25 de Abril”.

 

Um dos meus alunos era filho de um agente da PIDE. Mas ainda assim atrevi-me a não distorcer a História. Eu era uma Professora livre, ou um pau-mandado da ditadura?

 

Por isso, quando ontem ouvi, a torto e a direito, nas televisões, dizerem que se comemorava o “dia da liberdade”, pensei cá comigo: isto não é nada pedagógico.

 

Não se deve passar às crianças e a um povo ainda pouco esclarecido esta falsa ideia de liberdade. As “definições” que ontem ouvi de “liberdade” deixaram-me na dúvida se viverei num Portugal do ano 2016, ou dos anos 30, 40, 50, 60… Foi um desastre!

 

O povo continua confuso. Os jornalistas continuam a servir o regime. O regime continua a enganar o povo, com uma democracia que ainda não se libertou do atraso de vida do passado, mantendo uma cultura inculta, com a agravante de estarem a vender Portugal.

 

Quem é verdadeiramente livre nunca deixa de o ser, ainda que agrilhoado.

 

Por isso, o que ontem se comemorou em Portugal, foi a farsa de um “25 de Abril” ainda por cumprir.

 

É urgente um verdadeiro “25 de Abril” para que a ditadura desta falsa democracia, que tem um pé preso a um passado que remonta aos tempos da monarquia, seja derrubada, e Portugal possa seguir o caminho da evolução e da verdadeira liberdade, porque liberdade não é fazer tudo o que se quer.

 

Liberdade é ter consciência de que não se pode fazer tudo o que se quer, quando vivemos numa sociedade em que o todo faz parte de tudo, e que esse tudo é a Vida, no seu significado mais universal.

 

E isto não foi ainda alcançado pelo "25 de Abril" de 1974.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:01

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2015

A VERGONHA NA CARA EMIGROU PARA PARTE INCERTA E DEIXOU OS POLÍTICOS DESAVERGONHADOS

 

VERGONHA NA CARA.png

A frase do cartaz é inspirada numa ideia de Capistrano de Abreu, um dos primeiros grandes historiadores do Brasil (1853-1927)

 

Em tempos idos, os Homens tinham Honra, a Palavra deles era Lei, e claro havia uma dama, que dava pelo nome de Vergonha na Cara, que era companheira inseparável desses Homens.

 

Mas isto aconteceu em tempos idos…

 

Hoje, em pleno ano de 2015 da era cristã, os Homens são apenas “omens”, a Honra foi esmagada pela Desonra que se impôs de um modo irracional, a palavra dos “omens” deixou até de ser palavra, e a lei é a que mais lhes convém, e a dama que dava pelo nome de Vergonha na Cara emigrou para parte incerta, deixando esses “omens” completamente desavergonhados.

 

O pior, é que eles nem sequer se dão conta disso. Continuam a agir e a discursar os despropósitos de sempre, achando que todos os portugueses são idiotas.

 

Muitos serão, certamente. Aqueles que desejam um lugar ao sol, custe o que custar, e gravitam ao redor de partidos políticos que já deram prova de uma colossal incompetência governativa, que fez cair no lodo o nome de Portugal.

 

Vivemos numa autêntica choldraboldra.

 

E ao que parece iremos continuar a fingir que Portugal é um país importante, integrado numa Europa decadente, que depende dos humore$ de uns poucos podero$o$ que, sub-repticiamente, estão a ocupar os lugares-chave da economia do país colocado, literalmente, à venda, incluindo a sua própria Língua Materna.

 

E os cegos mentais que gravitam ao redor desses partidos políticos, não têm capacidade nem sabedoria para compreender que o blá-blá-blá dos candidatos às próximas eleições já está putrefacto de tão velho e carcomido.

 

Nada mudará em Portugal, enquanto a dama que dá pelo nome de Vergonha na Cara não regressar ao País, e repor a Honra, a Hombridade, a Honestidade, a Palavra e a Arte de Bem Fazer Política, que não sabemos por onde andarão…

 

Se vivêssemos numa Democracia a sério, quem mandava no governo era o povo. Acontece que vivemos numa ditadura fantasiada de democracia, e quem manda no povo é uma minoria inculta, prepotente e obsoleta.

 

Abram os olhos e as mentes, Portugueses!

 

Sabemos que não existem alternativas poderosas, mas temos o dever de dizer NÃO a esta mixórdia política em que se transformou a governação de Portugal.

 

BASTA.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

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Domingo, 31 de Maio de 2015

O ÓDIO PELOS TOUROS É TANTO EM CORUCHE QUE ATÉ OS TORTURARAM DIANTE DE NINGUÉM…

 

Sim, porque os que ali estavam, ontem, além de serem poucos, não eram ninguém…

 

Enquanto tivermos aficionados mofosos no poder (ministros, deputados, presidentes, vereadores) com os pés fincados no século XV, a selvajaria tauromáquica continuará a ser legislada...

 

O que vale é que, cada vez mais, o povo português se distancia desta barbárie.

 

Nela, estão especados apenas os idiotas profundos. Felizmente, cada vez mais, em menor número.

 

CORUCHE.jpg

 

Mais uma enorme ausência de público numa tourada.

Aspecto das bancadas, ontem, em Coruche, Portugal.

 

Fonte: Marinhenses Anti-Touradas

in

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/05/30/nem-tudo-e-mau/

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:52

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

A EVOLUÇÃO, A HONRA E O DESTINO HONESTO DE PORTUGAL ESTÁ NAS MÃOS DO POVO PORTUGUÊS

 

Façam o favor de usar o material genético do cérebro e pensarem como HOMO SAPIENS SAPIENS ETHICUS, no momento de votarem…

 

Aqui ficam algumas ideias…

 

barãodeitararejpg BARÃO DE ITARARÉ.jpg

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé foi um jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro

 

RUIBARBOSA1.jpg

Rui Barbosa foi um ilustre e sábio jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro.

 

LEIS.jpg

Desconheço quem é João Azevedo, mas que diz uma grande verdade, lá isso diz.

 

IGNORÂNCIA.jpg

Marcus Tullius Cícero foi um ilustre filósofo, orador, escritor, advogado e político romano

 

ESTUPIDEZ.jpg

Joseph Ernest Renan foi um célebre escritor, filósofo, filólogo e historiador francês

 

UNIÃO DO POVO.jpg

Raphael Gouvea Monteiro, escritor, palestrante consultor

https://www.facebook.com/raphaelgouveamonteiroescritor

 

***

Será preciso dizer mais alguma coisa?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:52

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Quarta-feira, 25 de Março de 2015

VEM AÍ A PRIMEIRA “ESTRELA DE FERRO” QUE IRÁ SER ATRIBUÍDA A UM MUNICÍPIO QUE SE RECUSA A EVOLUIR

 

Conforme foi já noticiado neste link

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/atribuicao-de-estrelas-de-ouro-as-509120

este ano irão ser atribuídas “Estrelas de Ouro” aos municípios anti-tourada, e “Estrelas de Ferro” aos municípios pró-tourada.

 

E a primeira “Estrela de Ferro” (metal considerado vil) já foi atribuída, e será divulgada na próxima semana

 

ESTRELAS3.png

 

Conforme o Arco de Almedina já divulgou, este ano, como forma de premiar simbolicamente os municípios que resistem às investidas do mafioso lobby tauromáquico, e se mantém limpos da selvajaria tauromáquica, ser-lhes-á atribuída a “Estrela de Ouro” (metal considerado nobre).

 

E aos municípios que permitirem a tortura de bovinos dentro da sua área territorial será atribuída a “Estrela de Ferro” (metal considerado vil).

 

Recordamos também que irão ser aqui distinguidos todos os municípios que actualmente não estão manchados com esse costume bárbaro, que a todo o custo, inclusive à custa da má e triste figura, os que o promovem querem fazer passar por “arte”, por “cultura”, por “tradição” e por “identidade cultural”.

 

A selvajaria tauromáquica será tudo isso, sim, mas é a pequena arte dos broncos, a cultura inculta dos broncos, a tosca tradição dos broncos e a identidade cultural dos broncos.

 

Não é de modo algum a Arte, a Cultura, a Tradição e muito menos a Identidade Cultural do Povo Português, que não se identifica com esta barbárie introduzida no país pelos espanhóis, no tempo da dinastia filipina (entre 1580 e 1640).

 

Um bárbaro costume que aqui foi deixado como uma amaldiçoada herança, e que se mantém até aos dias de hoje, graças à ignorância crassa de governantes que se recusam a evoluir, e com tal atitude envergonham Portugal e os Portugueses.

 

Em nome da Civilização, esta barbárie tem de acabar.

 

E acabará, como tudo o que é abominável acaba.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

ATRIBUIÇÃO DE “ESTRELAS DE OURO” ÀS AUTARQUIAS ANTI-TOURADA E “ESTRELAS DE FERRO” ÀS AUTARQUIAS PRÓ-TOURADA

  

Este ano, como forma de premiar simbolicamente os municípios que resistem às investidas do mafioso lobby tauromáquico, e se mantém limpos da selvajaria tauromáquica, ser-lhes-á atribuída a “Estrela de Ouro” (metal considerado nobre).

 

estrela_1[1].jpg

 

E aos municípios que permitirem a tortura de bovinos dentro da sua área territorial será atribuída a “Estrela de Ferro” (metal considerado vil).

 

pequena-estrela-negra_318-25426[1].jpg

 

 

Entretanto, irão ser aqui distinguidos todos os municípios que actualmente não estão manchados com esse costume bárbaro, que a todo o custo, inclusive à custa da má e triste figura, os que o promovem querem fazer passar por “arte”, por “cultura”, por “tradição” e por “identidade cultural”.

 

A selvajaria tauromáquica será tudo isso, sim, mas é a pequena arte dos broncos, a cultura inculta dos broncos, a tosca tradição dos broncos e a identidade cultural dos broncos.

 

Não é de modo algum a Arte, a Cultura, a Tradição e muito menos a Identidade Cultural do Povo Português.

 

Sejamos francos!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Terça-feira, 11 de Março de 2014

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA DEVIA SER CONSTITUÍDA POR CATARINAS MARTINS, HELOÍSAS APOLÓNIAS E PEDROS FILIPES SOARES

 

Explico porquê.

Não só por defenderem, com convicção e garra, medidas que beneficiam o povo português, portanto, os Direitos das Mulheres, dos Homens, das Crianças e dos Idosos, sem se vergarem a lobbies, como por defenderem a Cultura Culta Portuguesa e também os Direitos dos Animais

 

 

Lamento o facto de estes deputados estarem ligados a partidos políticos que estão em minoria no Parlamento, devido em parte à cegueira do povo português e do seu comodismo, que incomoda, e que o leva a ir votar irracionalmente, sempre nos mesmos.

 

 

Admiro estes deputados pela capacidade de raciocínio, lucidez, inteligência e coragem com que enfrentam uma maioria predadora de direitos e pouco perspicaz, que se verga a todo o tipo de lobbies.

 

 

Os deputados da Assembleia da República foram eleitos para servirem as maiorias, e não as minorias. Foram eleitos para servirem os interesses de Portugal e não os interesses de grupos de pressão. 

 

 

Os deputados da Assembleia da República são servidores do povo, pagos com dinheiros do povo, e os dinheiros do povo não podem ir para bolsos de particulares, nem servem para defender os interesses de minorias.

 

 

 

Nunca tivemos um governo que governasse tão mal. Estamos numa ditadura disfarçada de democracia, onde uma minoria de deputados é esclarecida mas não chega para derrubar a falta de lucidez da maioria.

 

 

Portanto, e chegada a hora de dizer BASTA! O povo português tem de acordar, e das duas, uma: ou faz-se uma nova revolução, ou muda-se o seu sentido de voto. Votar sempre nos mesmos é o mesmo que pretender afundar Portugal num abismo.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013

UM DEPUTADO PARLAMENTAR DO CDS/PP, AFICIONADO, AO SERVIÇO DO LOBBY TAUROMÁQUICO, RESPONDEU À MINHA MENSAGEM DO MODO QUE SE SEGUE (II PARTE)

 

Ao que cheguei!

Nunca pensei ter de "esgrimir" com "Deputados da Nação" como esgrimo com aficionados fora da Assembleia da República. Estão ao mesmo nível "intelectual".

 

Uma bandeira que deixará e aparecer na Assembleia da República nas próximas eleições legislativas…

 

 Vem isto a propósito do texto que enviei aos deputados da Assembleia da República, onde se mostra a INCULTURA TAUROMÁQUICA apoiada pela maioria parlamentar.  

Este é o texto que deu origem a uma troca de “impressões” com este deputado centrista:

 http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/358058.html

 ***

 Essa troca de impressões está neste link:

 http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/360103.html

 ***

 Ora, depois desta minha última mensagem…

 Senhor Deputado (…)

 Vai desculpar-me: não sabe o que tem a ver com o texto que lhe enviei? Lamento. Ainda é menos competente do que imaginei.

 Se o lesse saberia. 

O  Senhor Deputado é um dos que fazem parte da maioria parlamentar que está no Parlamento ao SERVIÇO do lobby tauromáquico e da INCULTURA, e não ao serviço de PORTUGAL, do POVO PORTUGUÊS e da CULTURA.

 Por isso é admissível que tenha reagido como reagiu ao texto que lhe enviei.

 O conteúdo do texto existe, por existirem "deputados" como o senhor, submissos a interesses económicos obscuros e sanguinários, desconhecedores da Ética e da importância de ser um verdadeiro POLÍTICO.

 Lamento muito, o dia da queda desse regime onde os interesses privados e obscuros se sobrepõem à Ética e aos interesses colectivos de uma Nação que se quer CIVILIZADA, está para breve.

 Esta maioria ficará na História do País (encarregar-me-ei disso, como historiadora) como a Maioria (com os respectivos nomes) que teve a oportunidade de abolir um costume bárbaro e primitivo que desprestigia o Parlamento Português e Portugal, e por ou ignorância ou subserviência não o fez.

 Com os meus cumprimentos,

 Isabel A. Ferreira

 ***

… o Senhor Deputado decidiu objectar. E objectou assim:

 «Minha senhora,

 O seu texto é absolutamente deplorável e abjecto, apenas revelando falta de cultura e de elementar educação.

 É um texto que está ao nível daqueles que me enviou e sobre que quis atrair a minha atenção. Fico, aliás, na dúvida sobre se não terá sido a senhora a escrevê-los.

 Vê-se pela sua atitude que não é só o ódio que cega. O preconceito também.

 Desejo-lhe um bom resto de dia.

 Cumprimentos,

 (…)»

 ***

 Como não sou eu que apoio a TORTURA, não podia deixar passar em branco este DESPLANTE do Senhor Deputado, e rebati as suas palavras, assim:

 Senhor Deputado,

 As suas atitudes é que são absolutamente deploráveis e abjectas, o que não é de estranhar, num aficionado de touradas, mas absolutamente inadmissíveis num DEPUTADO DA NAÇÃO, que não só revela falta de cultura e de elementar educação, como de lucidez e bom senso.

 Não queira transpor para mim as suas frustrações (mas isso é típico dos aficionados). Projecção Freudiana.

 Vejo que o Senhor Deputado também é daqueles que não sabem distinguir ADJECTIVAÇÃO ADEQUADA ÀS CIRCUNSTÂNCIAS, de palavreado ordinário e obsceno de gente inculta que o seu partido APOIA.

 Sobre esta frase: 

 «Fico, aliás, na dúvida sobre se não terá sido a senhora a escrevê-los» não transponha para os outros aquilo que seria capaz de fazer. Não lhe fica bem. E obviamente não sou da vossa espécie, para o fazer.

 (AQUI DEVO ACRESCENTAR, PORQUE NÃO O DISSE, QUE TENHO COMO PROVAR QUE OS COMENTÁRIOS SÃO AUTÊNTICOS E PROVENIENTES DE VÁRIOS AFICIONADOS).

 Ódio? Também é daqueles que vê "ódio" no lugar de INDIGNAÇÃO? De REVOLTA? Vejo que não é diferente desses anónimos e dos sem nome que me escrevem coisas semelhantes. Aliás os aficionados (doutores ou desinstruídos leram todos por uma única cartilha - dizem todos a mesma coisa que até parece um só a dizê-las).

 Preconceito? E vem um deputado aficionado falar-me de preconceito? Quer maior preconceito do que considerar os Touros e os Cavalos "coisas" FORA do Reino Animal? Saberá o Senhor Deputado o que é PRECONCEITO? Não sabe, com toda a certeza. Se soubesse, não diria que EU tenho preconceito.

 Espero que REFLICTA, se é que sabe o que isso é, e RELEIA com OLHOS DE RELER o texto que lhe enviei porque, pelo que vejo, não o soube interpretar. Também sofrerá de iliteracia, aliás como quase todos os aficionados?

 Com os meus cumprimentos,

 Isabel A. Ferreira

 ***

 Vai daí, o Senhor Deputado entendeu responder a esta minha mensagem, deste modo:

 «Exma. Senhora,

 É manifesto que a Senhora não sabe ouvir. E, por isso, também não sabe falar. Disparar e insultar não é falar. É apenas tiroteio.

 Não estou interessado nisso.

 Se se der ao trabalho de reler com calma e um mínimo de objectividade a cadeia de mensagens abaixo, é capaz de se dar conta da cascata de excessos absurdos e de provocações gratuitas que são o seu estilo. Eu ocupo o meu tempo com coisas mais úteis.

 Passe V. Ex.ª muito bem.

 Por mim, a conversa acabou exactamente aqui.

 Cumprimentos,

 (…)»

 ***

 Como é manifesto que o Senhor Deputado não teve a mínima razão para dizer o que disse, respondi-lhe deste modo:

 Senhor Deputado,

 Quem não sabe ouvir é o senhor. E falar muito menos. E compreender ainda menos, pois confunde INSULTOS com VERDADES que custam ouvir.

 Ao que cheguei!

 Nunca pensei ter de "esgrimir" com "Deputados da Nação" como esgrimo com aficionados fora da Assembleia da República. Estão ao mesmo nível "intelectual".

 As universidades dão "estatuto" mas não dão conhecimentos a quem não tem estofo intelectual para recebê-los, nem dão bons instintos a quem não nasce com eles.

Esses "excessos absurdos" e "provocações gratuitas ", a que alude, são as minhas investidas CONTRA A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, que o senhor deputado apoia e legisla? Pois se são estou no bom caminho, pois milhares de SERES HUMANOS LÚCIDOS fazem-no por TODO O MUNDO.

 «Eu ocupo o meu tempo com coisas mais úteis» diz o Senhor Deputado. Coisas MAIS ÚTEIS? Chama COISAS MAIS ÚTEIS arruinar um país e apoiar a TORTURA?

 Aconselho-o a rever o seu conceito de UTILIDADE.

 E a minha conversa com um Senhor Deputado, que não tem a noção da sua função como DEPUTADO, ainda não acabará aqui... mas acabará. Falar com aficionados que nasceram com ADN impregnado de instintos sanguinários, não leva a lado nenhum.

 O que nos vale é que temos a arma do VOTO. E vamos usá-la.

 Os meus cumprimentos,

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:10

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