Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ANULA PROIBIÇÃO DE TOURADAS NA CATALUNHA, MAS OS CATALÃES NÃO OBEDECERÃO A ESTA IMPOSIÇÃO RETRÓGRADA

 

 

Os aficionados espanhóis são como os aficionados portugueses: vivem na Pré-Idade da Pedra Lascada sem a mínima capacidade mental para ver o óbvio, evoluir e levar adiante a prática da Democracia e da Justiça.

 

A selvajaria tauromáquica está condenada à extinção, bem como os seus capachos. Só eles é que não vêem… E resistem, nem que para isso tenham de ser ridículos…

 

E assim se descredibiliza um tribunal constitucional…

 

MONUMENTAL DE BARCELONA.jpg

Esta arena de tortura, a Monumental de Barcelona, continuará assim: vazia, como estão destinadas todas as arenas dos oito países que ainda mantém estas práticas cruéis, grosseiras e medievais…

 

Lê-se nas notícias que por aí circulam que o Tribunal Constitucional Espanhol anulou a proibição das touradas na Catalunha, respondendo deste modo retrógrado a um recurso apresentado pelo não menos retrógrado Partido Popular espanhol, à decisão do Parlamento Catalão tomada em 2010 e que proibia a selvajaria tauromáquica na Catalunha.

 

Em Espanha, tal como em Portugal, a tauromaquia ainda se mantém em alguns poucos municípios e regiões, graças a mentes primitivas que ocupam cargos de decisão, e subsídios que ambos os governos esbanjam nesta actividade medieval protagonizada por psicopatas, sádicos e broncos.

 

E pensar que seres vivos são barbaramente torturados apenas para satisfazer os desejos mórbidos de um pequeno núcleo populacional portador de graves deformações mentais, bastamente comprovadas pelos estudos realizados por cientistas de várias especialidades!

 

Mas nem assim os partidos populares de ambos os países ibéricos são capazes de ver e aceitar o óbvio: a esmagadora maioria do povo espanhol e português não se revê nestas práticas bárbaras, assentes na mais profunda ignorância.

 

Os promotores da proibição das touradas na Catalunha, dizem que decisão do Tribunal Constitucional foi uma “decisão política” e disto ninguém tem a menor dúvida.

 

COMUNICADO DA PLATAFORMA PROU

 

A Plataforma PROU, impulsionadora da Iniciativa Legislativa Popular que originou a Lei aprovada pelo Parlamento Catalão em 2010, e que aboliu as touradas na Catalunha, emitiu o seguinte comunicado:

 

«Hoje, seis anos depois de se ter conseguido um avanço tão importante quanto à protecção animal e à não violência na Catalunha, no sentido de fomentar a cultura da paz, o Tribunal Constitucional espanhol decide que a dita lei é inconstitucional e que deve ser anulada, alegando motivos débeis e infundados, tendentes a retirar competências às regiões autónomas, impondo-nos, deste modo, um vergonhoso regresso ao passado, e à obrigatoriedade de continuar a autorizar a tortura pública de touros, nas arenas.

 

A Iniciativa Legislativa Popular utilizada foi um mecanismo de democracia participativa, que mobilizou centenas de milhares de pessoas se organizaram civicamente, num exemplo de exercício democrático rigoroso, transparente, aberto e com todas as garantias para o debate e a liberdade de expressão, e esta é a primeira vez na história que se revoga, sem as garantias acima indicadas, uma Lei aprovada através deste recurso.

 

É impossível acreditar que esta sentença responde a normas meramente jurídicas, tratando-se tão só de uma decisão política, que os antecedentes e a História corroboram.

 

Recordamos que o Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, incluiu no seu manifesto eleitoral a defesa intransigente das touradas, aprovando durante o seu mandato uma lei que definiu a tauromaquia como "património histórico e cultural comum a todos os espanhóis”, com a única finalidade de tentar anular a Lei catalã.

 

Recordamos que o presidente do Tribunal Constitucional, Francisco Pérez de los Cobos, foi notícia pela sua filiação e militância no Partido Popular, ainda que, todavia, continue em funções.

 

Recordamos que nos últimos anos vários magistrados foram fotografados em praças de touros, desfrutando da cruel e sangrenta tortura dos animais.

 

Recordamos que o Partido Popular acumula centenas de casos de corrupção, que inclusive afectam o próprio partido e que vinculam o nome de diversos presidentes deste partido e do Estado espanhol. Recordamos que nos últimos anos foram descobertos casos de corrupção também no mundo tauromáquico, desde a evasão fiscal, até à gestão danosa de corridas de “beneficência”, associadas a crianças deficientes, entre muitos outros.

 

Enquanto na Catalunha se abriu uma brecha de distanciamento social em relação à tauromaquia, essa tendência estendeu-se a todo o Estado espanhol, onde actualmente a sociedade considera as touradas uma terrível forma de maltrato animal; e em 2013, a ONU considerou que esta actividade viola os direitos humanos.

 

Acreditamos firmemente que por trás desta decisão disfarçada de “poderes judiciais” há uma conspiração que só pode ter explicação no momento político que o Estado espanhol está a viver.

 

Negamos rotundamente que esta sentença corresponde aos interesses que diz corresponder.

 

Vamos denunciar, jurídica e moralmente, à opinião pública internacional estes abusos.

 

A Plataforma PROU começará, desde hoje, a trabalhar na denúncia internacional desta violação dos direitos democráticos que a nossa sociedade civil, organizada e mobilizada, sofreu, ao mesmo tempo que apresentará queixas nos tribunais especializados na persecução de atentados contra os direitos políticos. Estes direitos foram claramente violados como consequência da rede existente do relacionamento entre poderes e interesses pessoais, por parte de quem os utilizam.

 

Espera-nos um longo trabalho em toda a Europa e nas instituições jurídicas internacionais.

 

Da mesma forma, a Plataforma PROU também anuncia uma série de acções internas na Catalunha, com o Governo e o Parlamento, para assegurar que a tirania legislativa desta sentença não acabe por ter efeitos práticos e as touradas não voltem a realizar-se.

 

Do mesmo modo, esta Plataforma orgulha-se de partilhar este cenário com outras leis que foram revogadas por este mesmo tribunal, como a que defendia a igualdade de género; a lei que garantia que uma família não pode ficar sem abrigo; a disponibilidade para acolher refugiados na Catalunha; a lei de participação e consulta; a lei de emergência de energia; todas destinadas a melhorar a qualidade da democracia, justiça e igualdade.

 

Tanto quanto a nossa indignação por este atentado contra a democracia e a participação da cidadania legislativa, queremos tornar público o nosso entusiasmo, ao entender que este debate nos permitirá avançar para uma sociedade mais justa, menos violenta, mais civilizada.

 

 

Longe de aceitar o regresso das touradas à Catalunha, a Plataforma PROU acredita que chegou o momento de discutir as práticas violentas que nos envergonham como sociedade.

 

Por isso pedimos:

 

- À comunidade internacional que nos acompanhe.

 

- Ao Parlamento da Catalunha, uma nova Lei adaptada a esta sentença, mas que para efeitos práticos não permita o regresso das touradas.

 

- Ao Governo da Catalunha, que faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar qualquer tipo de actividade proibida pelo nosso Parlamento.

 

- Ao Governo da cidade de Barcelona, que mantenha firme a sua postura e não permita que a praça de touros volte a ser utilizada para actividades tauromáquicas.

 

- E muito especialmente, à comunidade da Catalunha que mantenha o seu apoio firme à causa da protecção animal, algo que orgulha, dignifica e é um importante reconhecimento internacional a este povo excepcional.»

 

Texto traduzido do original, publicado no blogue El Caballo de Nietzsche, em El Diário, neste link:

http://www.eldiario.es/caballodenietzsche/Comunicado-PROU-Tribunal-Constitucional-Cataluna_6_571202886.html

***

O Blogue Arco de Almedina apoia a Catalunha

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

LIGAÇÃO ENTRE VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS NÃO HUMANOS E VIOLÊNCIA CONTRA SERES HUMANOS

 

 

Mais um estudo que comprova que aquele que é violento contra um animal não humano é violento contra um animal humano, porque animais, já sabemos, somos todos nós, embora haja por aí quem se considere feito da matéria dos deuses… se bem que dos deuses menores...

 

A conclusão é sempre a mesma: quem maltrata animais não humanos tem propensão para a violência e crueldade contra seres humanos. E daí à psicopatia a distância é zero…

 

VIOLÊNCIA1.jpg

VIOLÊNCIA.jpg

 

 

 

 

«A Ligação: Violência Contra Animais não humanos e Violência Contra Seres Humanos

 

 

A Humane Society of the United States (HSUS) é a primeira organização a conduzir um estudo nacional examinando a predominância de violência humana em situações que envolvem crueldade contra animais. O estudo da HSUS, conduzido de Janeiro a Dezembro de 2000, aponta números de pessoas que maltratam animais, espécies de animais maltratados e incidentes de violência em família nos casos mais comuns de crueldade contra animais, nos Estados Unidos.

 

Os resultados de um ano de estudo, descritos abaixo em detalhes, mostram que um número extremamente alto de casos de crueldade intencional foi cometido por adolescentes do sexo masculino, com idade inferior a 18 anos. Além disso, a pesquisa mostra que grande número de casos de crueldade intencional contra animais não humanos, também envolvem algum tipo de violência familiar, quer seja violência doméstica, maus tratos contra crianças ou idosos.

 

A HSUS recolheu informações de 1624 casos de crueldade contra animais não humanos que ocorreram nos EUA no ano de 2000. Os relatos são de fontes bem documentadas, como os média e associações locais protectoras de animais. Desses casos, 922 envolvem violência intencional e 504 envolvem extrema negligência. O que se segue é uma avaliação do número de pessoas que cometeram maus tratos, tipos de abusos, outras formas de violência e número de pessoas que cometeram crueldade intencional.

 

Quem São os Autores dos Crimes?

 

Os do sexo masculino são responsáveis por 76% dos casos no geral e 94 % dos casos de crueldade intencional. Enquanto as mulheres são responsáveis por apenas 24% do total, elas são responsáveis por 24% dos casos de severa negligência, incluindo 68% de casos de pessoas que criam muitos animais juntos.

 

Em casos de crueldade intencional contra animais não humanos, a maioria dos agressores era do sexo masculino e menores de 18 anos: 31% cometido por adolescentes com idade inferior a 18 anos (94% por adolescentes do sexo masculino); 4 %, por crianças com idades inferiores a 12 anos.

 

Existe uma Ligação entre Crueldade contra Animais Não Humanos e Violência Humana?

 

Quase um quarto de todos os casos de crueldade intencional contra animais, envolve alguma forma de violência familiar. Violência doméstica foi a forma mais referida, seguida dos abusos contra crianças e pessoas idosas.

 

21% dos casos de crueldade intencional contra animais não humanos também envolvem alguma forma de violência familiar.

 

13% envolve violência doméstica. Nesses casos, o culpado abusa do parceiro ou cônjuge, forçando a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

7% diz respeito a abusos contra crianças. Neste caso o culpado abusa das suas crianças e (ou) força a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

1% envolve abuso de idosos. Nesses casos, o culpado abusa do idoso e ou força a vítima a testemunhar actos de crueldade contra animais não humanos.

 

Quem são as vitimas?

 

Os animais de companhia são os alvos mais frequentes de crueldade, principalmente os cães (76% de todos os animais de companhia) que são comumente mais relatados que casos de crueldade contra gatos (19% de todos os animais de estimação). Esse número baixo de incidências, não corresponde ao que dizem os que trabalham na causa e isso sugere que o público, os média e os reforços das Leis, parecem dar menos importância para casos de crueldade contra gatos, que para casos que envolvem crueldade contra cães.

 

O que se segue é uma análise dos animais vítimas de crueldade neste estudo: 76% dos casos envolvem animais de companhia. 12% dos casos envolvem animais de quinta.

 

7% dos casos envolvem animais selvagens.

 

5% dos casos envolvem várias espécies de animais.

 

Que tipo de crueldade é cometida contra animais?

 

Mais de 57% dos casos revistos foram caracterizados como abuso intencional ou tortura; 31% envolvem negligência extrema, incluindo deixar o animal passar fome e sem cuidados básicos; e 12% envolvem ambos, negligência e crueldade directa.

 

Nos casos de crueldade intencional contra animais não humanos, as ofensas mais comuns são tiros, espancamento, arremesso do animal e (ou) mutilação.

 

33% dos casos envolve tiros; 14%, espancamento; 8%, arremesso do animal; 8%, mutilação; 6%, queimaduras; 6%, envenenamento; 5%, facadas; 4%, lutas; 4% chutos; 2%, abuso sexual; 2%, afogamento; 2%, enforcamento; 6%, outras formas de violência intencional.

 

Quantos animais são afectados?

 

É impossível dizer quantos animais sofrem ou estão em risco de serem vítimas de crueldade, porque no momento não há no País um sistema de reforço de leis ou mesmo entidades para monitorizar todos os casos. Entretanto, no exemplo dos casos revistos nessa pesquisa, uma média de 3.4 animais foram vitimizados em casos de negligência. Na maioria (63%) os animais foram mortos ou tiveram de ser sacrificados devido ao resultado dos seus ferimentos.

 

O relatório da HSUS comprova a mais recente pesquisa sobre a ligação entre crueldade contra animais não humanos e violência contra seres humanos.

 

Apesar de este ser o primeiro estudo nacional para analisar a prevalência de violência humana em casos de crueldade contra animais não humanos, nas últimas duas décadas psicólogos, sociólogos e criminologistas têm conduzido diversos estudos para examinar a extensão de casos de crueldade contra animais não humanos em casos de violência em família. Interesse que vem de longe na ligação entre crueldade contra animais não humanos e violência humana foi inspirado por casos contados pelo povo, compilados pelo FBI e outras agências criminalistas ligando os serial killers, violadores em série e violadores assassinos a actos de crueldade contra animais não humanos antes dos 25 anos. Muitos desses casos, onde houve alegação de maus tratos a animais por David Berkowitz e Jeffrey Dahmer, têm sido amplamente divulgados pelos média e consciencializado o público sobre a ligação entre violência humana e violência contra animais não humanos. Entretanto, recentes estudos e pesquisas constatando a incidência de crueldade contra animais não humanos, onde há casos de violência familiar, dá-nos evidências mais concretas.

 

Em 1995, alguns investigadores entrevistaram uma pequena amostra de vítimas de violência doméstica que procuravam abrigo em Utah e descobriram que 71 % das que tinham animais de estimação receberam ameaças dos seus agressores que maltrataram ou mataram os animais da família. Estudos mais completos em 1997 e 2000, nos EUA e Canadá, comprovaram essas descobertas e examinaram o efeito que essas ameaças têm no sentido de evitar que a vítima saia dessa relação familiar abusiva. Pesquisas relacionadas com esses estudos revelam que mais de 20% das vítimas de violência doméstica afirmam ter adiado sair de uma relação afectiva abusiva, temendo a segurança dos animais de estimação. Em resposta a essa fundamentação, associações de bem-estar animal começaram a fazer parcerias com as agências que atendem casos de violência doméstica, no sentido de desenvolver programas que proporcionam abrigo temporário aos animais de estimação das vítimas de violência doméstica.

 

Similar aos casos de violência doméstica, os que abusam de crianças frequentemente o fazem com animais não humanos para exercitar o seu poder de controle sobre a criança. Em alguns casos forçam as crianças a actos sexuais com animais ou exigem que elas matem o animal de estimação favorito, com a finalidade de chantageá-las para que mantenham os abusos como um segredo de família. Geralmente apenas a ameaça de magoar um animal da criança é suficiente para fazer com que ela se cale em relação às agressões que sofre.

 

Um estudo realizado em 1983 referente ao New Jersey Division of Youth and Family Services for Child Abuse descobriu que 88% das famílias que têm animais de estimação com histórico de abuso físico, pelo menos uma pessoa cometeu crueldade contra animais. Em 2/3 dos casos o agressor é um dos pais. Entretanto em 1/3, as próprias crianças transformam-se em agressores, muitas vezes imitando a violência que viram ou experimentaram, usando o animal como vítima.

 

Recomendações da Humane Society of the United States: Leis & Soluções para a Comunidade

 

Enquanto o estudo da HSUS é apenas uma amostra de milhares de casos de crueldade que as associações, os canis municipais e a polícia encontram a cada ano, os resultados do estudo dá-nos um melhor entendimento de como a crueldade contra animais não humanos, se encaixa dentro de problemas maiores da comunidade e da violência em família. A alta percentagem do envolvimento de adolescentes em actos intencionais de crueldade e a prevalência da violência em família em muitos dos casos de crueldade contra animais, sugerem a necessidade de leis e soluções na comunidade, para a crueldade contra animais não humanos e violência humana.

 

Nos últimos anos a consciencialização do público e de profissionais sobre essa ligação aumentou devido a pesquisas e muitos casos estudados. Como resultado, muitas áreas do país já começaram a ajustar leis sobre crueldade contra animais não humanos e estão a desenvolver programas inovadores junto às comunidades, com o objectivo de reduzir a violência. Trinta e um estados e o Distrito de Columbia elaboraram projectos de lei "felony level" (felony = mesmo nível de crime dos que cometem assassinato ou violação, sujeito a sentença severa por cometer crime considerado grave) e a maioria foi aprovada nos últimos anos.

 

Muitos Estados também aprovaram leis exigindo avaliação psicológica e terapia para os que são presos por cometerem crueldade contra animais não humanos. Neste ano (2001) 18 estados estão a trabalhar em leis contra crueldade (felony) melhorando as que já existem, no sentido de fazer com que esse tipo de crime seja considerado crime passível de sentença pesada. Em consequência disso, cinco estados - Florida, Virgínia, Arizona, Carolina do Sul e Massachusetts - introduziram leis que obrigam as denúncias de crueldade contra animais não humanos que chegam aos órgãos de controle Animal (canis municipais e abrigos), sejam estudadas em conjunto com denúncias contra crianças que chegam aos serviços especializados de protecção às mesmas.

 

Além dos esforços em relação à legislação, muitas comunidades americanas já estão a desenvolver programas anti-violência que têm a intenção de prevenção, usando a ligação violência contra animais não humanos/violência contra seres humanos, para identificar e dar assistência a animais não humanos e humanos vulneráveis à posição de vítimas. Departamentos de polícia, grupos de assistência social, abrigos para vítimas de violência doméstica, educadores e outros grupos anti-violência estão a trabalhar em conjunto com entidades de bem-estar animal, desenvolvendo interactividade no sentido de reduzirem a violência doméstica e crueldade contra animais não humanos. Muitos desses programas utilizam comparações de relatos entre organizações (que cuidam de crianças, animais e casos de violência em família), trabalhando no sentido de encontrar uma solução conjunta.

 

Talvez o meio mais eficaz de se combater a crueldade contra os animais não humanos e violência humana seja a prevenção. A maioria dos maus tratos infligidos a animais não humanos e a humanos, é motivado por medo, ignorância e incapacidade de se ter empatia pelas necessidades e sentimentos dos outros.

 

A Educação Humanitária pode ser essencial para se introduzir o conhecimento de valores que podem ajudar a prevenir crianças de começarem a percorrer um caminho destrutivo. Esses esforços podem não recuperar as gerações de abusadores, mas podem ter uma importância efectiva no sentido de quebrar o ciclo de violência em família, de uma geração para outra.

 

Texto original no site da Humane Society of the United States http://www.hsus.org


***

UM “ESTUDO” PORTUGUÊS QUE COMPLETA ESTE ESTUDO AMERICANO

 

Texto de Teresa Botelho

 

AS CRIANÇAS E A EDUCAÇÃO!

 

Nos vários anos em que ensinei crianças e adolescentes carenciados e de várias etnias, verifiquei que o abandono e a violência que a vida lhes proporcionava, se dirigia normalmente contra os colegas, (bullying) ou contra animais, por estes serem o elo mais fraco, nos bairros degradados em que viviam. No entanto, essa violência, não é vista apenas nas cidades grandes, nem nas comunidades mais carenciadas, porque também leccionei no interior, onde se faziam autênticos massacres a animais, sob a condescendência dos adultos e até progenitores.

 

Perante estas situações e por solicitação dos Gabinetes de Apoio, fiz várias acções de sensibilização nas Escolas onde trabalhei e também em outras, como voluntária.

 

Infligir dor e sofrimento a um ser vivo, jamais pode ser considerado como um comportamento saudável no crescimento harmonioso de um menor de idade, assim como não o é, para um adulto responsável e menos ainda se for Encarregado de Educação ou Professor.

 

O Comité dos Direitos da Criança, da ONU, advertiu Portugal em 2014, citando o seguinte:

 

A participação de crianças e adolescentes em actividades taurinas, constitui uma forte violação dos Direitos da Convenção, doutrinando-as para uma acção violenta”.

 

Mais adiante, esta Convenção, coloca mesmo o uso de crianças e adolescentes na tauromaquia, a par do tráfico de droga, como trabalho degradante e perigoso.

 

A Associação Americana de Psiquiatria, considera a crueldade contra os animais, um transtorno de comportamento e a 4ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, define como transtorno de comportamento, a acção de ignorar os direitos básicos dos outros, bem como as principais normas sociais e regras próprias, aplicadas à idade do indivíduo.

 

A evidência clínica, indica ainda que os sintomas de crueldade para com os animais, são observados durante as 1ªs etapas do Transtorno Comportamental, frequentemente, por volta dos 8 anos de idade.

 

Algumas pesquisas, indicam ainda que em 80% dos lares, nos quais o Controle Animal, encontrava animais maltratados, havia antecedentes de abuso físico, negligência familiar e sobretudo afectiva.

 

Fonte:

 https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2015/09/as-criancas-e-educacao-varios-anos-em.html?showComment=1477331002989#c2087101382547065018

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Terça-feira, 17 de Maio de 2016

TAUROMAQUIA: DEFINIÇÃO DE TOUREIRO MAMARRACHO

 

Mamarracho é um termo espanhol que vem do árabe muharraj, que significa escarnecedor, bufão.

 

Em Português, pode significar uma má pintura ou escultura, ou ainda uma obra ou edifício demasiado grande, disforme ou mal executado…

 

Mas tudo isto pode significar também um torturador de touros, vulgo, toureiro

 

MAMARRACHO.jpg

(Mamarracho (definição): coisa ou pessoa notável pela sua ridicularia)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=232975727065739&set=gm.1044189398983909&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:37

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Domingo, 13 de Março de 2016

SER PORTUGUÊS

 

Encontrei este texto nas minhas papeladas.

Desconheço o (a) autor(a).

 

Mas seja quem for, escreveu uma obra-prima.

A descrição de um português mais completa que já vi.
Vale a pena ler.

É triste, mas é a mais pura verdade.

Infelizmente, desde o tempo de Bordalo Pinheiro (o autor do Zé Povinho na imagem), não houve evolução suficiente, para que essa figura ficasse fora de moda.

O sistema prima por manter o Zé Povinho intocável, e se o Bordalo pudesse vir à Terra nos dias de hoje, encontraria a mesma boçalidade. A mesma manha. A mesma pobreza mental.

Fico triste, como fiquei triste com esta descrição que publico.

 

ze_povinho[1] ZÉ POVINHO.jpg

 

Ser português é assim… tal e qual:

 

Levar arroz de frango para a praia.

 

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

 

Lavar o carro na rua, ao domingo.

 

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).

 

Passar o domingo no shopping.

 

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

 

Ter bigode.

 

Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

 

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

 

Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

 

Exigir que lhe chamem “Doutor”.

 

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

 

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

 

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque “é caro”.

 

Já ter “ido à bruxa”.

 

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

 

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

 

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

 

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

 

Cometer três infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

 

Ter três telemóveis.

 

Gastar uma fortuna no telemóvel, mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

 

Ir à bola, comprar “prá geral” e saltar “prá central”.

 

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

 

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito “porque não quer aborrecer-se”.

 

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:07

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

DÓI-ME PORTUGAL

 

(Um excelente texto para reflectirmos Portugal, e faço minhas as palavras de Pacheco Pereira)

 

 

Pacheco Pereira.png

 

Por José Pacheco Pereira,

in Público, 05/09/2015

 

Não é este o meu Portugal. Não lhes tenho respeito. Uns fazem por si, outros fazem pelos outros.

 

O poema de Antonio Machado intitulado Españolito é, como muitos poemas seus, intraduzível.

 

Eugénio de Andrade dava os poemas de Antonio Machado como exemplo da impossibilidade, no caso da poesia, de encontrar noutra língua, não as palavras certas, o que ainda era possível, mas a “música” do poema, o modo como fluía o som dessas palavras. Por isso, aqui vai no original:

 

Ya hay un español que quiere

vivir y a vivir empieza,

entre una España que muere

y otra España que bosteza.

Españolito que vienes

al mundo te guarde Dios.

Una de las dos Españas

ha de helarte el corazón.

 

É um poema sinistro tanto quanto pode ser um poema. Estamos a caminho da ferocidade da guerra civil espanhola: “uma das duas Espanhas / há-de gelar-te o coração”. Não é hipotético, é certo. Morrerás em breve por uma ou por outra dessas “duas Espanhas”. Como Machado, enterrado junto da Espanha mas do lado francês, para onde fugiu quando a guerra estava perdida para a República.

 

O tema das “duas Espanhas” é muito antigo e não é alheio também ao pensamento português contemporâneo desde o século XIX. A ideia de que há “dois Portugais” também por cá circulou, mas sem a dramaticidade e a fronteira talhada à faca, com que existiu em Espanha. Houve sempre por cá mais mistura, mesmo nos momentos em que “um Portugal” defrontou o “outro”, nas lutas liberais, na República e na longa ditadura que preencheu metade do século XX português. A essa mistura Salazar chamava a “brandura dos nossos costumes”, uma enorme mentira em que os poderosos desejam acreditar e nem ele acreditava. Também ele era capaz de, com o seu enorme cinismo, agradecer aos portugueses terem sido tão “pacíficos” durante a crise.

 

Hoje, “dois Portugais” existem e vão (já foram) a eleições. Um está à vista todos os dias, outro tornou-se invisível, mas está cá. Como é que é possível ele ter desaparecido de modo tão conveniente neste ano eleitoral? É conspiração dos media, é censura induzida, é habilidade de um dos “Portugais”, é apatia, resignação do outro “Portugal”, é incapacidade do sistema político representar ambos, ou só um, é o efeito daquilo que os marxistas chamavam “ideologia dominante”`? É, porque já não há dois, mas apenas um só, e este é o Portugal feliz, redimido dos seus vícios passados, empreendedor, cheio de esperança no futuro, deixando a “crise” para trás, virado para o “Portugal para a frente”? É tudo junto, menos a última razão.

 

Um dos “Portugais” está de facto invisível nestas eleições. Quem devia falar por ele, não fala e quem fala não é ouvido. Criou-se uma barreira de silêncio onde apenas se ouve a propaganda. Vejam-se as miraculosas estatísticas. Começa porque há as estatísticas de primeira e as de segunda, as que valem tudo e as que não valem nada. As “económicas” são de primeira, as “sociais” são de segunda. Das primeiras fala-se, as segundas ocultam-se.

 

As estatísticas “da recuperação económica”, escolhidas a dedo e trabalhadas a dedo, são comparadas com os anos que mais convém, umas vezes 2000, outras 2008, outras 2010, outras 2011, outras 2012, outras 2013, etc.. Todas a subir, pouco mas a subir, com “tendência” para subir. Os “do contra” ainda dizem que são tão milimétricas essas subidas e tão condicionadas pelo bater no fundo, tão longe do que seria necessário, tão dependentes de factores externos, que, ao mais pequenão abanão, o castelo de cartas ruirá. Como, para não ir mais longe, se vê com a venda do Novo Banco, o “bom”. (Embora suspeite que mesmo a pior das vendas vai ser apresentada como um excelente resultado, comparada com qualquer hipotética operação mais ruinosa, que “poderia ter acontecido”, mas nunca existiu. É uma das técnicas habituais apresentar sempre o mal como o mal menor.)

 

Quem é que quer saber, destes pequenos incidentes? Até às eleições servem bem, no dia seguinte, se os seus criativos autores ganharem, voltam a ler com toda a atenção os relatórios do FMI para justificar a continuação da austeridade. Ver-se-á como o défice vai subir, vai-se ver como as coisas são piores do que se apresentou neste ano eleitoral, mas já é passado, não conta.

 

Há mais de um milhão de desempregados, “desencorajados”, desempregados de longa duração que desapareceram das estatísticas, falsos estagiários, e pessoas que só não estão nas listas do desemprego porque emigraram. Porque queriam? Não. Porque não tinham alternativa e ainda faziam parte daqueles que podiam emigrar. Se estão felizes é por mérito da Suíça, da Grã-Bretanha, da Alemanha, da França e das competências e conhecimentos que ganharam em Portugal, imperfeitos que fossem, antes de 2008. O Portugal que lhe deu essas competências também já está a encolher, a acabar. Estamos a falar de várias centenas de milhares de pessoas. É muito português.

 

Voltemos aos desempregados que, ó céus!, também não deixaram de existir. São muitas centenas de milhares de pessoas, à volta de um milhão se somarmos, como devemos somar, várias parcelas de pessoas que não têm emprego. Não é sequer emprego sem direitos, é que não têm emprego. Ponto. Por muita imaginação que se possa ter, é suposto que não estejam felizes com a sua vida. Nem eles, nem as suas famílias. É muito português.

 

Depois, mais um número que se sobrepõe aos outros, uma em cada cinco pessoas é pobre, dois milhões de portugueses. Onde estão eles que não se vêem? Depois de uma overdose pontual de miséria nos anos mais agudos da crise, despareceram as pessoas que vivem mal de Portugal. Não são boa televisão a não ser como “casos humanos” extremos – a idosa sem pleno uso das suas faculdades mentais que vive imersa na sujidade e na miséria mais extrema numa casa sem vidros, nem água, nem luz – e não é disso que estou a falar. Estou a falar da pobreza que é estrutural, da que recuou dez anos para trás, mas que, neste recuo enorme em termos sociais, perdeu qualquer esperança, aquela que ainda podiam ter no início da década de 2000.

 

E aqueles a quem cortaram a magra pensão na velhice e a reforma com que pensavam viver os últimos anos, também estão felizes, a aplaudir o PAF? E aqueles que não eram pobres ou tinham deixado de ser pobres depois do 25 de Abril e que agora estão a escorregar para esse “estado” de que já não vão sair até morrerem? Estão felizes e contentes, perdido o emprego, a pequena empresa, o carro, a casa? Sim, as estatísticas de segunda, as sociais, revelam as penhoras, as devoluções, as humilhações, o esconder de uma vida sem esperança, ou seja desesperança. É muito português.

 

O discurso oficial, o do “outro” Portugal, diz que tudo isto é “miserabilismo”. Diz-nos que apenas o crescimento da “economia”, daquilo que eles chamam “economia”, pode resolver as malditas estatísticas “sociais”. Outra conveniente ilusão, porque, a não haver mecanismos de distribuição, a não haver equilíbrio nas relações laborais, a não haver reforço dos mecanismos sociais do estado – tudo profundamente afectado pela parte do programa da troika que eles cumpriram com mais vigor e rapidez – o “crescimento” de que falam tem apenas um efeito: agravar as desigualdades sociais. Como se vê.

 

No grosso das notícias, ministros e secretários de estado pavoneiam-se com grupos de empresários em posição de vénia, por feiras, colóquios dos jornais económicos, encontros liofilizados para que não haja o mínimo risco e, quando abrem a boca, é apenas para fazer propaganda eleitoral, a mais enganadora da qual se faz falando do “estado” redentor do país que agora já “pode mudar”. Eles falam do lado do poder, do poder que aparece nas listas dos jornais económicos, os novos “donos disto tudo”, chineses, angolanos, profissionais das “jotas” alcandorados a governantes, advogados de negócios e facilitadores, gestores, empresários de sucesso, a nova elite que deve envergonhar a mais velha gente do dinheiro, que o fez de outra maneira. O “outro” Portugal, o que é tão visível que até cega, com todas as cores, luzes a laser, aplausos decasting, feérico e feliz.

 

Não é este o meu Portugal. Não lhes tenho respeito. Uns fazem por si, outros fazem pelos outros. Conheço-os bem de mais. Não gostam dos de “baixo”. Acham que eles são feios, porcos e maus. Querem receber sem trabalhar. Querem viver à custa dos outros, deles. Se estão pobres é porque a culpa é sua. Se estão desempregados é porque não sabem trabalhar. Se se lamentam da sua sorte, são piegas. Deviam amochar disciplinadamente para serem bons portugueses. Não. “Há-de gelar-te o coração”.

 

Direi pois, como o velho Unamuno, “me duele España”, dói-me Portugal.

 

in:

https://rcag1991.wordpress.com/2015/09/05/doi-me-portugal/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS QUE FREQUENTAM ESCOLAS PARA APRENDEREM A LER E A ESCREVER

 

Eis um exemplo a seguir, por todos os Encarregados de Educação, para que os seus filhos não sejam os ignorantes do futuro

 

A Mãe lúcida de uma criança lúcida também, não se deixa intimidar por imposições descabidas, e orienta a filha no sentido de rejeitar o repugnante Acordo Ortográfico 90, que trucida a Língua Portuguesa.

 

SALA DE AULA.jpg

 

Eis a experiência contada na primeira pessoa:

 

«Eu continuo no papel de Encarregada de Educação, na plena acepção do termo... A criança escreve em Português-padrão consuetudinário. Se, por causa disso, sofrer algum tipo de penalização, cá estaremos para dirimir essa questão em tribunal...

 

Entretanto, faz o mais importante (do que os resultados, as notas, etc.): APRENDE a sua Língua Materna como deve ser, não delapidada / estropiada...

 

(A criança "faz gala", e ainda é mais "torta" que a própria mãe... Diz a quem lhe assinala «Já não se escreve assim...»: «Quando este disparate do "acordo" acabar, vocês não saberão escrever, terão sempre dúvidas, até porque não faz sentido e andam a escrever com erros por todo o lado, na televisão, nos livros escolares, etc., não é "acordês", é "mixordês" e já ninguém sabe escrever, excepto quem escreve como aprendeu BEM...»)

 

Sim, é tão simples como apoiar a rejeição da minha filha, no meu caso... No entanto, se tivesse dado com um(a) professor(a) "acordista" ferrenho(a), enquanto ela andou no 1º ciclo, apenas a poria perante um "bilinguismo ortográfico", para não entrar em rota de colisão com o(a) professor(a), o que é SEMPRE terrível para a criança e só levaria à rejeição da escola e da aprendizagem escolar... Dar-lhes muita coisa para ler, em BOM PORTUGUÊS, e eles saberão escrever...

 

Ela tem 10 anos, concluiu agora o 5º ano... Como frequentou, pela primeira vez, a EB2,3 do seu agrupamento escolar, os professores ficaram muito espantados com o caso dela...

 

Quando lhe apontavam erros no caderno, nos primeiros dias, limitava-se a informar: «Eu não escrevo em "acordês"». A Directora de Turma disse-lhe: «Mas agora é obrigatório...», e ela disse-lhe que achava que ela não tinha sido bem informada, mas que lhe levaria uma documentação (que levou)...

 

Demonstrou-lhe que o Ministério da Educação exerce autoridade (patronal) sobre os professores [embora haja o dever de desobediência, para preservação do património cultural e a não instrumentalização do ensino-aprendizagem pelo poder político, mas isso ela não disse, estou eu a dizer...], mas não sobre os Encarregados de Educação... que são o que o nome permite inferir.

 

Caso curioso, a professora de Matemática passou a envergonhar-se com tantas "retas" e "semirretas" nos exercícios, e passou a apresentar TESTES SEM "ACORDÊS"... E outras coisas houve...

 

A Inês teve até um acto de coragem, este ano... Foi chamada ao quadro, escreveu a palavra "directa", no meio de outras (correcção de um trabalho para casa).

 

Os outros meninos começaram a rir-se. A professora murmurou «Tira o "c"...». E ela, em vez de tirar, lamentou-se à professora «Já sabia que eu não escrevo assim quando me chamou ao quadro...». «Deixa, podes sentar-te...», apaziguou-a a professora, e foi ELA retirar o "c"...

 

É de força, ela... Não sou eu quem lhe diz para "pôr os pés à parede", mas fico feliz por educar uma futura cidadã consciente, uma não-memé.»

 

Madalena Homem Cardoso 

(Médica, escritora e activista cívica e autora da famosa Carta Aberta ao ministro da Educação Nuno Crato, um marco na luta contra esta aberração que nos querem impor, e que pode ler-se aqui: 

http://static.publico.pt/docs/educacao/carta.pdf

 

***

O futuro do país precisa de milhares de não-memés

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:00

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2015

PRESTEM ATENÇÃO, TERCEIRENSES! PRESTEM MUITA ATENÇÃO!

 

Nestes dias em que “dei um salto” até à civilização, recebi da ilha Terceira, e a propósito de dois textos que aqui publiquei sobre a selvajaria tauromáquica praticada pelos broncos dessa localidade, para cima de uma centena de comentários, e é óbvio que não vou publicá-los (e já muito tempo perdi com alguns, mas tenho sempre a esperança de que de tanto repetir o óbvio, alguma coisa poderá mudar).

 

Mas nada mudará. E sabem porquê? Porque uma parcela (ainda que uma minoria) da população terceirense é bronca, mas mais broncos são aqueles que podem e mandam e nada fazem para fazer evoluir esses broncos da ilha Terceira… Broncos até no modo como escrevem em mau Português.

E tenho pena de não escarrapachar aqui a linguagem ordinária aliada à iliteracia (que é o maior problema) dos broncos que me escreveram, para que ficasse comprovado o que na realidade são.

 

Porque os terceirenses cultos, esses, combatem esta bronquice.

 

Vejam:

 

Assim se divertem as pessoas cultíssimas na ilha Terceira, algo muito elevado, com um nível intelectual dos mais requintados…

… só comparável a esta outra Arte de Rua

 

 É espantosa a semelhança… não é?

 

Por estas e por outras, aqui vou deixar o meu recadinho para todos os que tiveram a pachorra de tentar fazer-me mudar de ideias quanto à festa parva que se pratica na ilha Terceira (Açores).

 

Mas não conseguiram. Sabem porquê?

 

Porque não sou eu que tenho de mudar de ideias. Eu já estou do lado da Cultura Culta, e isso dá-me LEGITIMIDADE para chamar broncos aos broncos, isto é, aos que fazendo orelhas moucas ao apelo da CIVILIZAÇÃO, teimam em optar pela estupidez e pela ignorância, e continuar BRONCOS.

 

Agora, prestem atenção!

 

Sabem o que significa BRONCO?

 

Segundo o dicionário, bronco significa grosseiro, rude, tosco, áspero, obtuso, estúpido, ignorante, tapado, parvo.

 

Nem mais.

 

Mas pensem comigo (se conseguirem pensar): quem tem como sonho de vida andar a atormentar cobardemente um animal pacato, sensível e indefeso como é o bovino (que nasceu para viver nos pastos, tranquilamente) e que é arrastado pelas ruas de um lugarejo, amarrado a uma corda, por um bando de bêbados (poderia dizer alcoólicos, mas não seria a mesma coisa) a gritar como uns idiotas, depois de o encaixotar e embolar-lhe os cornos (para que não possa defender-se legitimamente) será alguém delicado, civilizado, inteligente, educado, fino, cuidadoso, culto, perspicaz, arguto, sagaz, correcto, sábio, instruído, esperto, polido, rebuscado, requintado e cortês, precisamente o contrário de bronco?

 

Obviamente... não é.

 

Por isso, como poderei qualificar quem cobardemente anda a atormentar um ser vivo indefeso, pelas ruas, assim… do modo grosseiro como vemos no vídeo, e a levar umas valentes e bem merecidas marradas?

 

Nada mais do que BRONCOS.

 

E QUEM NÃO QUER SER BRONCO NÃO LHE VISTA A PELE.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015

REFLECTIR É UM EXERCÍCIO MENTAL QUE FAZ FALTA AOS DIRIGENTES POLÍTICOS E ECLESIÁSTICOS DESTE NOSSO DESDITOSO PAÍS

 

Por isso aqui ficam algumas ideias e imagens para os que quiserem aprofundar a questão da empatia que apenas as mentes superiores têm para com todos os seres vivos.

 

1363170439263 COMPAIXÃO.jpg

 

Todos os animais são animais, independentemente da espécie, por isso, logo á partida todos têm direitos. E o DIREITO DE VIVER é inviolável, seja para que espécie for, desde que não prejudique as outras espécies, e aqui está incluído o animal homem-predador, que faz cá tanta falta como a bactéria da legionella ou o vírus do ébola.

 

Não é fácil, defender os animais, neste nosso desventurado País, até porque não temos as autoridades do nosso lado. Nem as leis servem para nada, porque além de não serem cumpridas, ninguém as faz cumprir. O que retira qualquer credibilidade ao sistema político português.

***

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O gosto por sangue está-lhes no sangue...

***

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Padres católicos a abençoar tauricidas é o mesmo que cuspir no rosto de Deus.

***

HOMO PARVUS.jpg

Este é um homo parvus, e como tal, o que tem no interior da caixa craniana não é o cérebro evoluído do Homo Sapiens Sapiens. Tão-pouco é o cérebro de um primata. O que este homo parvus tem no interior da caixa craniana é o miolo de bactérias altamente nocivas à Humanidade.

***

so-se-ve-bem-com-o-coracao-o-essencial-e-invisivel

Os seres humanos não precisam de religiões. Precisam apenas de seguir a Lei Natural, a lei que todos os seres vivos seguem inteligentemente, á excepção do animal homem-predador. A culpa não é dos coitados ignorantes, é da igreja que não os doutrina segundo o legado pacifista e humanista de Jesus Cristo.

 ***

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Eu nem sei o que diga, porque o que fazem a estes seres vivos sencientes é algo que ultrapassa toda a racionalidade que dizem ser um atributo da espécie "humana". É urgente rever o conceito de "ser humano". Urgentíssimo.

***

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A garraiada é a prova provada de que os ditos "estudantes" que a praticam já nasceram velhos, com ideias velhas no ADN deles. Nenhuma Universidade lhes devolverá jamais a juventude da modernidade. E eles terão a pretensão de ser os futuros líderes do País? Vã ambição, porque nunca conseguirão evoluir.

***

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A igreja católica, que baseia a "doutrina" dela nos ensinamentos de JESUS CRISTO, como os budistas, nos de BUDA, e como os islâmicos, nos de MAOMÉ, tem o DEVER de seguir escrupulosamente os preceitos pacifistas daquele que, sendo ou não Filho de Deus, ou o próprio Deus feito Homem, deixou ao mundo um legado de Paz, Misericórdia, Compaixão e Empatia por todas as criaturas. É verdade que chicoteou os vendilhões do Templo, mas esses, bem como os animais homens-predadores do Planeta, tiram qualquer Santo do sério.

***

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Quem é Augusto Cury, autor desta conclusão??
Augusto Jorge Cury é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor e escritor. Os seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares somente no Brasil, tendo sido publicados em mais de 60 países

*** 

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 Daí que seja urgente, urgentíssimo, rever o conceito de "ser humano".

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Domingo, 8 de Junho de 2014

OS BOMBEIROS DA MALVEIRA PRETENDEM JOGAR FUT-TOIRO NAS INSTALAÇÕES DO QUARTEL?

 

O quê? Li bem?

 

Mas não é o que está neste cartaz vergonhoso?

 

 

(Origem da foto)

https://www.facebook.com/VidaPorVidaOrgulhoEmSerBombeiro/posts/436893619785946

 

Não têm vergonha? Não sabem fazer nada mais civilizado? É preciso divertirem-se à moda dos broncos? Logo os bombeiros, que deviam zelar pela vida de todos os seres vivos?

 

Que raça de bombeiros são os da Malveira?

 

Falsos bombeiros. Carniceiros.

 

Deixem os bovinos em Paz, se querem ser considerados soldados da Paz.

 

De outro modo, dispam a farda, porque não a sabem honrar. 

 

E que raça de modalidade é essa do Fut-toiro?  

 

Já não chegam as outras modalidades parvas.

 

Tinham de inventar mais uma?

 

Veja-se a estupidez que é o Fut-toiro:

 
 

Isto não é de doidos varridos?
(Repara-se na assistência…) 

***

Além disso, existe uma outra questão.

 

E faço minhas as palavras do activista Luís Martins:

 

«O problema é que quando vocês se divertem maltratando animais, o problema deixa de ser exclusivamente vosso.

 

Todos os seres humanos, dignos desse nome, mais que o direito, tem o dever de intervir, a fim de tentar travar aquilo que é um crime contra um ser vivo, senciente, sensível a sentimentos como o medo e a dor.

 

Não se trata de jogar futebol ou matraquilhos. Em causa está um animal que não quer participar daquilo a que chamam um "divertimento".

 

Para o touro não é divertimento nenhum. Ele vai porque é obrigado. E isso vai contra tudo o que se pode considerar humano.

 

Maltratar animais é um crime, que só não é ainda punido em Portugal graças à cobardia de políticos que tem medo de perder meia dúzia de votos.

 

Essas "tradições" envergonham Portugal perante o mundo civilizado

 

Como já tive ocasião de dizer, essas tradições são importadas de Espanha.

Nenhum português que se preze devia fazer sua, uma tradição de quem nos colonizou.

 

Lamento imenso que se sintam ofendidos com a verdade, mas a verdade está-se nas tintas para o que pensam dela. Quem chama tradição à tauromaquia é um traidor de Portugal e da alma lusa. Se a tauromaquia fosse tradição portuguesa não se utilizavam vocábulos castelhanos, e essa forma de falar, nos acontecimentos tauromáquicos é do conhecimento de todos. Não há como negar. Quem apoia a tourada devia renegar a nacionalidade portuguesa e ir para Espanha.

 

E depois, não sei se entenderam a parte em que vocês estão a obrigar um animal a participar. Se não querem que ninguém se meta, deixem de se meter com os touros.

 

Correi vocês nus pelas ruas, espetai farpas nas costas uns dos outros. Desde que o façais de livre vontade eu não me meto. Mas quando forçam um animal a participar contra a sua vontade isso já me diz respeito. A mim e a todos os que têm consciência

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Sábado, 22 de Março de 2014

O ÚNICO JORNAL TAUROMÁQUICO PORTUGUÊS FOI SUSPENSO?

 

Esta é uma boa notícia...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:03

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