Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017

«PÃO, FRUTA, ARROZ, TUDO EM PORTUGAL TEM IVA MAS AS TOURADAS ESTÃO ISENTAS»

 

Estas coisas têm de ser ditas aos estrangeiros que pensam que Portugal é um paraíso. Que Portugal é o Algarve, Lisboa, Porto, gastronomia e muita bebedeira.

 

Taxa de IVA (2).png

 

André Silva, deputado parlamentar do PAN não desiste de lutar pelo fim da isenção do IVA nas touradas. Lamenta que «o pão, a fruta, o arroz, as massas ou os legumes estão sujeitos ao pagamento, mas os designados ‘artistas tauromáquicos’ estão isentos».

 

Num artigo de opinião, publicado pela revista Sábado, André Silva lembra que pela terceira vez consecutiva o PAN propõe “uma alteração ao Orçamento do Estado para revogar a isenção do pagamento de IVA para os profissionais da tauromaquia”, e por três vezes, as forças no Poder (PS, CDU e BE actualmente; PSD e CDS à data da primeira proposta) recusaram a proposta e mantêm a isenção que beneficia as touradas, enquanto muitas outras iniciativas culturais (e não só) são obrigadas a pagar IVA.

 

André Silva justifica esta proposta considerando que o fim desta isenção «justifica-se não só porque se trata de uma actividade puramente comercial, mas, e sobretudo, porque esta assenta no desrespeito pela sensibilidade de seres humanos e animais, recompensando os maus tratos e aplaudindo a exibição da violência extrema».

 

Fonte

http://ptjornal.com/andre-silva-pao-fruta-arroz-tudo-portugal-iva-as-touradas-estao-isentas-210374

 

***

A minha amiga, Maria do Carmo Tinoco é que tem razão, quando diz que «Torturadores de animais são mais importantes que o pão o arroz, a fruta, até a água, de todos os portugueses, pelos vistos. Chamar artista a essas criaturas é um insulto para qualquer pintor, escultor, actor, cantor e por aí, fora. Nem sei quem foi a mente brilhante que se lembrou de chamar artistas àquilo...enfim... uma Web Summit num Portugal que se pretende desenvolvido, "artistas da tortura", numa realidade de um Portugal hiper atrasado e vergonhoso...Era bom que alguém dissesse aos da Web Summit que o campo pequeno não serve só para espectáculos de música, dança e outras nobres artes, também serve para práticas medievais, sádicas e pouco dignas. O "pequeno" associado ao nome do edifício deve ter a sua razão de ser. Quando se mancha a arena com o sangue de inocentes herbívoros vê-se a pequenez, a baixeza de quem faz e de quem vai ver. Haja vergonha neste país».

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:26

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Terça-feira, 3 de Outubro de 2017

«TOURADAS: SOBRE A CORAGEM E A VERDADE NO SÉCULO XXI»

 

Um abominável artigo, sobre a abominável prática selvática da tourada, e o comentário de um amigo que subscrevo na íntegra

 

TOURO.jpg

É esta a verdade da selvajaria em pleno século XXI depois de Cristo

 

«Começo muito mal o dia, ao ler este artigo (?) de propaganda das touradas – um nojo!

 

Quem o escreve é a aberração humana que preside à Federação Portuguesa de Tauromaquia (?) – como é possível a existência de uma agremiação deste tipo em Portugal, nos dias de hoje?

 

O artigo é um insulto a todos os portugueses verdadeiros, ou seja, dignos desse nome!

 

Vi no Facebook o que se escreveu em 2015 sobre a aventesma – que tem o descaramento de agora o repetir, acobertado pelo Governo, e nomeadamente pelo Ministério da Cultura.

 

Os três primeiros comentários, que aprovo, dizem muito: do irracional autor e da vergonhosa cumplicidade da direcção do jornal.

 

(Este o teor de um e-mail que me foi enviado por um amigo)»

Faço totalmente minhas as palavras do meu amigo.

 

Espero, muito sinceramente, que o BE, o PEV e o PAN (uma vez que o PS, PSD, CDS/PP e PCP (farinha do mesmo saco) são a favor da TORTURA ANIMAL reprovem este «texto que nos envergonha e enxovalha, e lutem para que o OE2018 não contemple, nem com um cêntimo, o "abono" à dita Federação - é preciso não esquecer: em Portugal há milhares de crianças com fome

 

O abominável artigo pode ser lido aqui:

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/touradas-sobre-a-coragem-e-a-verdade-no-seculo-xxi-8816180.html 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:23

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Segunda-feira, 2 de Outubro de 2017

AUTÁRQUICAS 2017

 

A Democracia só funciona em pleno, num país em que o povo é maioritariamente instruído, esclarecido e imbuído de espírito crítico.

Não sendo assim, a democracia será uma democracia manca.

E obviamente que é essa democracia manca que predomina em Portugal.

 

PAN4.png

 

Os órgãos de comunicação social mais visíveis (as televisões) atulharam-nos com os resultados de Lisboa (cujo candidato PS perdeu a maioria); do Porto (cujo candidato independente ganhou a maioria); de Oeiras (a maior demonstração da falta de espírito crítico do povo); e Coimbra (cujo candidato PS ganhou sem maioria).

 

Depois era só falar da vitória do PS, com os melhores resultados de sempre; da derrota do PSD, a nível nacional; no bom resultado do CSD/PP em Lisboa; da perda de mandatos da CDU para o PS; do Bloco de Esquerda que consegue um deputado para a CM de Lisboa e mais alguns, por aí… mas não consegue a Câmara de Salvaterra de Magos, e ainda bem, pois assim temos menos uma aficionada de touradas (sem que o BE, que se diz anti-tourada, se importasse com isso) no poder; dos independentes que se destacaram nestas eleições; e do PAN? Ninguém dizia nada. Era como se não existisse.

 

No entanto, pela primeira vez, o PAN quintuplicou os seus resultados, conseguindo 26 deputados municipais e uma freguesia, tendo chegado a ficar acima do CDS/PP em vários concelhos, mas para sabermos disto, tivemos de andar a procurar informação.

 

E isto é muito significativo. Significa que a mosca continua a incomodar o elefante. E o elefante não gosta. E como não gosta passa a palavra: é proibido falar no PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza nas televisões. E as televisões obedecem... servilmente...

 

Bem… safou-se Cascais, que rejeitou a aficionada de touradas do Partido Socialista, Gabriela Canavilhas;

 

Safou-se a Golegã, do candidato PSD, grosseirão e também aficionado assumido da selvajaria tauromáquica;

 

Em Viana do Castelo um candidato tauricida levou um grande banho de água gelada;

 

Em Ponte de Lima foi mais do mesmo, nem eram necessárias eleições, CDS/PP levou a melhor, mas não haverá mal que sempre dure…

 

Nos restantes municípios, onde o atraso civilizacional é evidente, onde ainda existe a ultrapassada prática medievalesca da diversão assente no sofrimento animal, a saber: Lisboa, Albufeira, Moita, Seixal, Vila Franca de Xira, Póvoa de Varzim, Montijo, Leiria, enfim, nestes lugares obscurantistas o PAN será a mosca que incomodará os elefantes.

 

A abstenção foi enorme, 45,5%; os votos nulos, 1,9%, e os brancos 2,6, e isto tudo somado dá 50%.

 

Assim sendo, metade dos eleitores portugueses não disse de sua justiça. Azar o deles. Agora não têm autoridade nenhuma para protestarem sobre o rumo que o país vai levar, se esse rumo não lhes agradar. Terão de aceitar servilmente o que lhes impingirem.

 

Sei que as leis estão feitas assim. Mas fazendo bem as contas, somando e tirando percentagens dos 50% que votaram, é tudo tão insignificante…!

 

Resumindo: num país em que o povo é maioritariamente desinstruído (temos a mais alta taxa de analfabetismo da União Europeia), é desiluminado e não tem o mínimo espírito crítico, para saber distinguir o trigo do joio, e não acreditar nos mentirosos, ainda não é desta que o nosso país dará um passo em direcção à evolução.

 

Continuará mais ou menos tudo na mesma, com tendência para piorar, uma vez que PS, PSD, CDS/PP  e CDU tirando um ou outro detalhe, tocam sambinhas de uma nota só. 

 

Contudo, espero com muita fé e esperança que eu esteja redondamente enganada.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:23

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Quinta-feira, 28 de Setembro de 2017

NÃO DEIXEM O VOSSO FUTURO EM MÃOS ALHEIAS. VOTEM !!!

 

Façam a triagem que tem de ser feita.

Abram os olhos, Portugueses!

Não votem em políticos corruptos, sem carácter e incompetentes!

Mudem Portugal!

 

 

Dos Partidos Políticos que vão a votos, dos que já estiveram no poder e dos que lá estão, esmiúcem o que fizeram de útil pelo País e pela Fauna e Flora portuguesas (se é que me entendem…)

 

É que nem só de pão vive o povo.

 

O país está um caos, socialmente, culturalmente, moralmente…

 

Não se fiem nos abraços e beijinhos que são distribuídos durante as campanhas. E apenas durante as campanhas.

 

Não se fiem nas falsas promessas, que são as de ontem, as mesmas que as de anteontem. A mentira anda por aí, enroscada na corrupção, ao mais alto nível. Portugal marca passo. É desconsiderado, por aí…

 

Até Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, que sabe de Geografia, colocou Portugal fora da Europa. E não foi por mero lapso.

 

E Angola deixou-nos fora do seu círculo de países com quem pretende manter amizade.

 

Não esqueçamos o Inferno deste Verão, com incêndios devastadores, e um número de mortos e feridos nunca visto. Nem os maiores incêndios da Califórnia e Austrália, jamais fizeram um tão grande número de mortos e feridos.

 

É gritante a falta de políticas a vários níveis. Na Saúde, na Cultura Culta, na Educação, na Floresta, nas Forças de Segurança Pública…

 

E o roubo de armas no Paiol de Tancos? Ninguém sabe de nada, ninguém viu, ninguém teve culpa…

 

Tudo isto diz muito da ineficácia, da incapacidade, da falta de visão política dos nossos governantes. Destes e de todos os outros que já passaram pelo poder.

 

E o que dizer da inconsequente subserviência do governo português aos lobbies económicos, internos e externos?

 

E a submissão aos interesses do Brasil, no que respeita ao símbolo maior da identidade portuguesa: a Língua Portuguesa? Que anda por aí espezinhada como se fosse lixo!

 

Impera a imoralidade. A incultura. A ignorância.

 

Estamos a retroceder a passos largos.

 

Não se fiem nas falsas promessas.

 

No próximo domingo, saiam à rua e VOTEM, mas votem conscientemente. Não votem em bandeiras ou em cores. Mas nos mais COMPETENTES.

 

Façam a vós próprios esta pergunta: dos PS, PSD, CDS/PP, CDU, BE e PAN (os partidos que estão a votos) qual aquele que aldrabou menos?

 

Votem o voto mais útil. É o vosso futuro que está em causa.

 

A abstenção (que é sempre elevada e representa aqueles a quem os políticos nada têm a oferecer e quase  sempre ganha as eleições) e os votos em branco (que são os de protesto) deveriam contar, mas não contam. Se a percentagem de votos brancos e abstenção ultrapassasse os 80% (/como já ultrapassou) não deveria haver eleitos. Os que são eleitos, são sempre eleitos por uma minoria do povo português.

 

Por isso, VOTEM! Não deixem em mãos alheias o vosso destino, enquanto cidadãos portugueses.

 

Estão a ver o que a abstenção faz: no poder estão aqueles que uns poucos elegeram e que não honram Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:33

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Quarta-feira, 27 de Setembro de 2017

A VERDADE QUE A INDÚSTRIA TAUROMÁQUICA QUER ESCONDER

 

(Um texto actualíssimo de André Silva – PAN)

 

Mais uma vez, as a estatísticas oficiais vêm colocar a indústria tauromáquica numa situação embaraçosa e comprometedora

 

O Relatório da Actividade Tauromáquica de 2016, da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) vem demonstrar o crescente desinteresse dos portugueses pela tauromaquia, uma prática que é cada vez mais rejeitada pela violência que encerra e que continua em declínio acentuado.

 

img_153x153$2017_02_15_22_40_58_207150.jpgPan (o) p´ra mangas

André Silva

 

As touradas atingiram mínimos históricos de corridas e de público no nosso país. O número de touradas realizadas em 2016 foi pela primeira vez inferior a 200 e os 362.057 espectadores contabilizados pela IGAC representam o valor mais baixo de sempre em Portugal desde 1998, ano que começaram a ser publicadas as estatísticas oficiais. Desde 2010 as touradas já perderam mais de 53% do seu público. A tauromaquia tem um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espectáculos ao vivo em Portugal, sendo já superada pelos eventos de Folclore que em 2015 contabilizavam 462.081 espectadores, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

 

Fazendo umas contas simples, se aos 362.057 espectadores contabilizados tiver correspondido sempre uma pessoa diferente, conclui-se que, no máximo, apenas 3% dos portugueses assistem a touradas. Mas se admitirmos sensatamente que cada aficionado assistiu a pelo menos duas corridas num ano, pode afirmar-se que, no máximo, apenas cerca de 1,5% de portugueses assistem a touradas em Portugal. Ou que 98,5% dos portugueses não assiste a touradas.

 

No entanto, e para que esta ínfima minoria continue a divertir-se nestes espectáculos que, nas palavras do Professor Fernando Araújo, consistem "na exibição da mais abjecta cobardia de que a espécie humana é capaz, o gozo alarve com a fragilidade e com a dependência alheias", o Estado tem tido um papel determinante. Com fortes apoios directos e indirectos, através de dinheiros públicos, de apoios institucionais e de isenções fiscais, o Estado tem garantido autênticos balões de oxigénio a esta actividade decadente.

 

Os portugueses não conseguem entender o papel de um Estado que isenta os artistas tauromáquicos do pagamento de IVA, aqui equiparados a desportistas, médicos ou enfermeiros. Um Estado evoluído e justo deve recompensar, através de isenções fiscais, apenas as actividades económicas e profissionais que acrescentam valor, unificam a sociedade e que passam, necessariamente, pela não-violência. Equiparar a tauromaquia a profissões de cariz humanitário ou de utilidade pública é uma forma de anular o significado das palavras e corromper a razão de ser das isenções. Também não se compreende como é possível, contra o sentimento geral da população portuguesa, inclusivamente contra a opinião do Provedor do Telespectador, que o serviço público de televisão continue a transmitir touradas, financiando assim esta prática com o dinheiro público que, a tanto custo, os cidadãos contribuem.

 

A própria reacção do sector aos factos vem reforçar o seu desespero pelo envelhecimento natural de uma actividade que as novas gerações claramente repudiam. Então é preciso doutrinar os mais novos para a violência com o nobre objectivo de defender a tradição e os bons costumes. Como? À moda antiga. Quem tem dinheiro, logo "poder", investe em "comunicação" para nos trazer a primeira edição do BullFest já neste mês de Fevereiro, e que a indústria chama de Festival de Cultura Portuguesa.

 

Mas haverá lá acontecimento mais emblemático da ruralidade, cultura e tradição portuguesas que um evento em Lisboa designado de BullFest, num shopping repleto de boutiques e de cadeias de fast food?

 

No programa deste evento pode ler-se que "este é um momento perfeito para os mais pequenos terem uma introdução à tauromaquia em família." Esta frase diz tudo sobre as intenções da indústria tauromáquica. Um dia em cheio que começa logo de manhã repleto de animação infantil com muitas actividades, divertidas e aparentemente inofensivas, que têm sempre como pano de fundo o inefável universo tauromáquico. Muita animação e brincadeira, que sob a capa de momentos recreativos e lúdicos, tem como objectivo único o doutrinamento das crianças. O cornetim, a seda e as lantejoulas já não conseguem cativar os mais novos para esta tradição bafienta, por isso cabe ao marketing tentar descobrir outros caminhos.

 

As crianças que desde tenra idade se "educarem" (leia-se condicionarem) para um relacionamento com o outro baseado no utilitarismo, na agressão e na dominação, serão adultos que terão uma visão da violência da tauromaquia como um ritual vulgar. Controlar e condicionar crianças para a banalização da tauromaquia hoje é continuar a garantir a institucionalização da violência amanhã.

 

Cultura, senhoras e senhores, corresponde a um sentido humanista com um contributo concreto para nos tornar melhores seres humanos e caracteriza a evolução mental e civilizacional das sociedades. Crianças e jovens expostos à violência como uma actividade supostamente cultural e natural serão adultos que organizam os seus próprios sistemas de valores com bases mentais pouco sadias.

 

E nem as marcas portuguesas no cumprimento dos seus programas de responsabilidade ética e social se querem associar às máquinas do marketing usadas para a manipulação dos "inocentes", pelo que os patrocinadores desta iniciativa são praticamente inexistentes ou desconhecidos. São cada vez mais os agentes económicos que se divorciam e recusam patrocinar uma tradição que já não pertence a este tempo.

 

Há contingências que são evitáveis com coragem política, que muito tem faltado. As minorias que o Estado deve apoiar e proteger, com "pão, saúde e educação", são outras.

 

Continuam a destapar-se os véus… cá estaremos até ao derradeiro toque a cabrestos.

________

André Silva nasceu a 2 de Abril de 1976, formado em Engenharia Civil e vegetariano, é deputado e porta-voz do PAN, Pessoas - Animais – Natureza

 

Fonte:

http://www.sabado.pt/opiniao/convidados/andre-silva/detalhe/a-verdade-que-a-industria-tauromaquica-quer-esconder

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

REJEITADA INICIATIVA LEGISLATIVA DO PAN RELATIVA AO TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS

 

Inacreditável!

A proposta foi chumbada com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e PCP e a abstenção do BE e PEV. O único voto a favor foi o do PAN.

 

Até tu, BE? Até tu, PEV? Os outros já sabemos que são pela tortura animal.

 

Faço minha a INDIGNAÇÃO do meu amigo Dr. Vasco Reis, médico-veterinário

 

«Indignado pela rejeição desta IL do PAN, equilibrada, ética, absolutamente praticável, o que comprova que a maioria dos deputados da AR são bastante ignorantes sobre a senciência de todo os animais, são especistas, são partidários de comércio sem escrúpulos perante o enorme sofrimento dos animais expostos a longos e duríssimos transportes, brutal maneio e abates horrorosos. Sabem os (as) deputados (as) que os animais não humanos, que condenam ao sofrimento, experimentam senciência, emoções, são dotados de consciência, inteligência, sentimentos em tudo muito semelhantes aos dos animais humanos que intervêm na AR? Duvido que tenham a sabedoria suficiente!!! Quão positivo seria para tudo e todos que aprendessem a aceitar magníficas sugestões.»

(Vasco Reis)

 

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TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS

 

E o inacreditável aconteceu.

 

Foi REJEITADA a iniciativa legislativa do PAN, que visava a adopção de medidas que assegurassem, por parte do Governo, o cumprimento das regras de bem-estar no transporte de animais vivos.

 

De acordo com comunicado do PAN, «No debate desta iniciativa, todos os partidos foram muito claros nas suas intervenções, dizendo que são muito sensíveis à protecção e ao bem-estar animal desde que isso não prejudique os operadores e os agentes económicos

 

Uma vez mais os interesses económicos, o lucro dos operadores sobrepôs-se à dignidade, ao bem-estar devido aos animais e, sobretudo, à Ética, como se os operadores levassem para o túmulo o que têm, e não o que foram em vida. 

 

A proposta do PAN contemplava estas três sugestões:

 

1 - Que o Estado Português desse cumprimento ao Regulamento (CE) n.º 1/2005 do Conselho e, em consequência, reduzisse a exportação de animais vivos para países cujo transporte implicasse viagens de longo curso (superior a oito horas).

 

Portugal está a exportar animais para países através de viagens marítimas com duração superior a 10 dias, nas piores condições que possamos imaginar.

 

2 - A obrigatoriedade da presença de pelo menos um médico-veterinário durante o embarque, na viagem de transporte marítimo, e desembarque, para certificação do cumprimento de todas as regras de bem-estar em vigor (independentemente de se considerarem ou não adequadas).

 

3 - Que Portugal, como exemplo de consciência e de responsabilidade ética, apenas exportasse animais para países que disponham de normas de bem-estar, tanto no transporte como produção ou abate, e dêem garantias como as portuguesas (independentemente de se considerarem ou não adequadas).

 

Três simples medidas, que poderiam fazer a diferença entre um Portugal ético e um Portugal carniceiro, foram  rejeitadas pelo Parlamento português.

 

Não se trata de Cães ou Gatos, os únicos animais reconhecidos como animais, pelos deputados da Nação, se bem que mesmo esses são exportados para países onde os esfolam e matam cruelmente, para os comerem.

 

Isto não é uma vergonha?

 

Uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pelo modo como trata os animais, sentença de Mahatma Gandhi, o Sábio.

 

Portugal deve milhares de Euros ao Progresso Moral, à Civilização, à Evolução, à Ética, à Humanidade.

 

Como cidadã portuguesa, sinto-me enganada. E envergonho-me dos governantes portugueses.

 

O Palácio de São Bento não é frequentado por Políticos que saibam da Arte da Política. Mas tão só por “politiqueiros” que sabem apenas da arte da submissão a lobbies económicos, que afundam Portugal na ignomínia.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

«PAN QUER IMPEDIR MORTE DO GALO NAS FESTAS DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO (SEIA)»

 

Isto é absolutamente bárbaro e cruel, e é inconcebível que as autoridades locais nada façam para impedir uma tal impiedade. Nem sequer os padres das paróquias locais têm a hombridade de gritarem alto, nas homilias, que isto não é coisa de católicos, mas sim de diabólicos.  

 

Uma prática selvática perpetrada por selváticos. 

 

Os Galináceos são seres vivos sencientes e inteligentes, mais sencientes e inteligentes do que este povo rude de Várzea de Meruge…

 

 FORÇA, PAN! (I.A.F.) 

 

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Foto: Orhan Senol / EyeEm

 

«O PAN - Pessoas-Animais-Natureza pretende impedir a prática da "morte do galo", anunciada para as festas do Santíssimo Sacramento, em Várzea de Meruge, no concelho de Seia, de 8 a 11 de Setembro.

 

Em comunicado divulgado esta terça-feira, o PAN refere que a prática, em que o galo "é agredido sucessivamente com um pau até morrer", foi denunciada junto do Ministério Público, da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e da Câmara Municipal de Seia, no distrito da Guarda.

 

Segundo o PAN, a prática, apresentada no programa das festas "na qualidade de actividade de entretenimento", ocorrerá a 11 de Setembro no recinto da festa, junto à Casa do Povo de Várzea de Meruge, "local onde um galo é preso perante a assistência ao mesmo tempo que são vendadas as pessoas que se inscrevem para participar" no "'jogo'".

 

"Estas pessoas são chamadas uma a uma, tendo na sua posse um pau com o qual é suposto desferirem pauladas sucessivas até que o galo morra. O galo é consecutivamente agredido com o pau, agonizando lentamente fruto dos ferimentos, até que alguém finalmente o consiga matar. Quem conseguir por fim matar o galo ganha-o como prémio", explica a nota enviada à agência Lusa.

 

O PAN considera que esta prática "é ilegal e não cumpre o disposto no artigo 1.º da Lei n.º 92/95 de Setembro", que refere serem proibidas "todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal".

 

Segundo a fonte, também o Código Civil refere que os animais "são seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica em virtude da sua natureza" e que o proprietário de um animal "deve assegurar o seu bem-estar e respeitar as características de cada espécie e observar, no exercício dos seus direitos, as disposições especiais relativas à criação, reprodução, detenção e protecção dos animais e à salvaguarda de espécies em risco, sempre que exigíveis".

 

Acrescenta que "o direito de propriedade de um animal não abrange a possibilidade de, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte".

 

O PAN alertou ainda o Ministério Público, a DGAV e a Câmara Municipal de Seia para o incumprimento da regulamentação estabelecida para o abate de animais, "uma vez que o galo é preso pelas patas e morto à 'paulada'".

 

"Pedimos a intervenção urgente para que se impeça este jogo anacrónico, digno da época medieval, uma prática aterradora e atentatória do bem-estar animal que contraria claramente a legislação aplicável", refere no comunicado André Silva, deputado do PAN.»

 

Fonte:

 

http://www.sabado.pt/vida/detalhe/pan-quer-impedir-morte-do-galo-nas-festas-do-santissimo-sacramento?ref=DET_recomendadas_portugal

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:24

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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

«BARRANCOS E A VERGONHOSA "TRADIÇÃO"»

 

A selvajaria tauromáquica continua em Barrancos, com o apoio da igreja católica e do governo socialista.

 

Não esquecer que os touros de morte foram introduzidos em Barrancos, em 2002, por Jorge Sampaio (socialista) na qualidade de presidente da República.

 

E pensar que andaram a cometer um regicídio para implantar em Portugal uma República das (e dos) Bananas!!!!! (***)

 

BARRANCOS.jpg

Esta imagem diz tudo sobre o atraso mental de todos os envolvidos nesta prática, desde os que matam, aos que apoiam, aos que aplaudem e aos que dão o seu aval. E veja-se o sofrimento atroz do touro, estampado naquele olhar desesperado... Apenas os desalmados, desprovidos de essência humana, pactuam com este horror.

 

O texto que se segue é da autoria de Rui Palmela

 

«Mais uma vez se realiza na vila alentejana de Barrancos, em finais de Agosto, a festa religiosa que culmina sempre num espectáculo sangrento, frente à capela, com a morte de 3 toiros numa arena improvisada onde o povo vibra de satisfação aplaudindo a barbárie que ali se realiza em “honra de Nª Srª da Conceição”. E a Igreja não reprova ou fica em silêncio cometendo seu “pecado de omissão” ...

 

O espectáculo violento dura 3 dias onde se cumpre um ritual demoníaco de matar um touro por cada dia, “estoqueando” o animal que acaba caindo no chão mergulhado numa poça de sangue. Depois de morto, ou sofrendo horrivelmente sem se poder mexer, os ‘heróis’ da festa cortam-lhe as orelhas, o rabo e as patas como ‘troféus’, enquanto o toiro é arrastado pelo chão, já cadáver, acabando finalmente por ser esquartejado e distribuído pela população como manda a ‘tradição’.

 

Toda esta selvajaria é possível ainda em pleno século XXI com a aprovação do governo português que em 2002 criou uma famigerada “lei de excepção” que garante esse ‘direito’ do povo barranquenho realizar um espectáculo abominável apesar da forte contestação por parte das organizações de Protecção Animal e uma Lei que vigora desde Maio/2017 que reconhece os animais como seres sencientes dotados de sensibilidade e não ‘coisas’ como eram considerados antigamente.

 

Entretanto o PAN (Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza) deverá apresentar na AR uma proposta de lei para proibição destes espectáculos de morte no país, tal como as touradas deviam ser proibidas e transmitidas pela televisão. E já agora cortar todos os subsídios de apoio à Tauromaquia que deve ser suportada apenas pelos seus aficionados e não por todo o povo português que na sua maioria condena toda esta situação.

 

Pausa para reflexão!

 

Rui Palmela»                                                                                

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212176718524673&set=pcb.10212176729004935&type=3&theater

 

 

(***) Denomina-se República das Bananas um país ou região em que há corrupção e desrespeito pela legalidade e interesse público, expressão originalmente aplicada a países latino-americanos ou terceiro-mundistas, mas que se encaixa na perfeição a um Portugal que, fisicamente, é europeu, mas cerebralmente é latino-americano e terceiro-mundista, nestes detalhes grosseiros, até na língua que os actuais republicanos bananas (= gente sem atitude e sem coragem) decidiram importar e impingir aos portugueses.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:05

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Terça-feira, 27 de Junho de 2017

«MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INQUÉRITO A "TOUROS DE FOGO" NAS FESTAS DE BENAVENTE»

 

«Autarquia lamenta o sucedido e diz que o animal não ficou ferido. Bloco de Esquerda e PAN exigem esclarecimentos.»

 

A autarquia de Benavente justifica a barbárie dizendo que o touro não ficou ferido?

 

Dizer isso demonstra uma ignorância crassa. Apetece-me dizer, porque isto tira-me do sério, que se ateassem fogo às "hastes" (e estou a ser educada usando um vocábulo civilizado) dos autarcas que disseram esta barbaridade, eles também não ficariam feridos, muito pelo contrário, até agradeciam, porque ter as "hastes" a arder é divertidíssimo!!!!

 

Tenham paciência, que sejam parvos, nada contra, mas não queiram fazer os outros de parvos.

 

E atenção! As “picarias” também se realizaram, e também são ILEGAIS.

 

image.jpg

 Foto: Facebook IRA

 

«O Ministério Público abriu um inquérito crime sobre os "touros de fogo", actividade que se realizou nos dias 22 e 23 durante a Festa da Amizade, em Benavente.

 

Numa resposta enviada à agência Lusa, a secção de Benavente do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) - comarca de Santarém - anuncia que foi determinada a "abertura de inquérito para efeitos de investigação da eventual prática de crime relacionada com a actividade "touros de fogo".

 

Na investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela GNR.

 

 

BE e PAN exigem esclarecimentos

 

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre os "touros de fogo" nas festas de Benavente, uma prática "evidentemente ilícita e alvo de justa indignação".

 

O BE quer saber, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, se estavam presentes forças policiais no evento, se tentaram impedir o acto ilícito e que medidas estão as entidades competentes a desenvolver para identificar os responsáveis pelo acto e para a sua responsabilização.

 

O PAN - Partido dos Animais e Natureza dos Animais e da Natureza já questionou a ministra da Administração Interna sobre o sucedido nas festas de Benavente.

 

"Apesar das várias interpelações do partido e de outras entidades aos órgãos de polícia criminal, estes alegadamente estiveram presentes no local das festividades e nada fizeram para impedir a tentativa ou consumação desta prática ilícita e atentatória do bem-estar e da integridade física do animal", pode ler-se na página no Facebook do partido.

 

Um grupo de populares colocou fogo nos chifres de um touro, na madrugada do último sábado, denunciou o PAN e vários populares nas redes sociais, vendo-se imagens do animal com os chifres em chamas.

 

 

Autarquia lamenta o sucedido e diz que o touro não ficou ferido

 

A actividade "touros de fogo" consta do programa da Festa da Amizade, na página na Internet da autarquia, mas o presidente da Câmara disse à agência Lusa que foi retirada depois de um parecer desfavorável da Direcção-Geral de Veterinária.

 

Carlos Coutinho explica que a actividade havia sido colocada no programa sem conhecimento prévio do município, que apoia a festa organizada pelas comissões da Sardinha Assada e da Picaria, tendo quinta-feira sido decidido cancelá-la, depois de ser reconhecido que esta não é uma tradição do concelho e de ser recebido o parecer da Direcção-Geral de Veterinária, pedido pelos organizadores.

 

O autarca argumenta que o incidente ocorrido na madrugada de sábado, durante a festa que decorreu no final da semana na vila, não se enquadra no chamado "touros de fogo" que se pratica em Espanha, em que são colocados nos cornos do touro panos embebidos num líquido inflamável posto a arder enquanto o animal corre num espaço aberto, provocando queimaduras e ferimentos.

 

"O que aconteceu não foi 'touros de fogo'. Algumas pessoas decidiram colocar uma pequena estrutura em ferro acoplada aos cornos de um touro, onde colocaram pequenos foguetes usados nos bolos de aniversário que arderam durante 30 ou 40 segundos. Não provocou qualquer ferimento no animal, ao contrário do que sucede em Espanha", disse Carlos Coutinho, que lamentou o sucedido.»

 

Fonte:

http://rr.sapo.pt/noticia/87282/ministerio_publico_abre_inquerito_a_touros_de_fogo_nas_festas_de_benavente

 

 

***

 Senhor Carlos Coutinho, mais valia ter ficado CALADO.

 

Justificar um crime deste modo tão básico, não lembraria nem ao mais analfabeto cidadão de Benavente.

 

Sabemos que estamos em ano de eleições autárquicas, mas isso não deve servir para o “vale tudo” com o objectivo de angariar votos de um povo muito dado à selvajaria tauromáquica, que permanece inculto, graças ao apoio da autarquia.

 

Além disso, ainda há o crime das “picarias” que se realizaram, apesar de serem uma actividade também ilícita.

 

Mas aqui nem sequer está em causa a ilicitude da barbárie. Está em causa acções próprias de um povo primitivo e encruado, desadequadas ao século XXI da era cristã.

 

Benavente está no rol das localidades mais atrasadas civilizacionalmente.

 

Uma autêntica vergonha!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:22

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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

PUNIÇÃO PARA OS RESPONSÁVEIS PELOS EVENTOS ILEGAIS NAS FESTAS DE BENAVENTE

 

Assinem aqui a petição, por favor. O texto abaixo diz tudo o que há a dizer.

 

Em ano de eleições, os políticos são capazes de fazer ou deixar fazer tudo e mais alguma coisa, para captarem a simpatia do povo INCULTO.

 

Não podemos deixar que a IMPUNIDADE se instale em Portugal…

PETIÇÃO:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT86130&fb_action_ids=1687102677970484&fb_action_types=og.comments

 

image.jpg

 

«Para: Presidente da AR e Deputados

 

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República

Exmos. Srs. Deputados/as

 

Excelências

 

Na madrugada do dia 23 de Junho de 2017, realizaram-se as Festas da Amizade em Benavente, com o anúncio nas páginas oficiais da Câmara Municipal do respectivo programa onde eram anunciados "Touros de Fogo" e "Picarias".

 

Dado que nem o evento de "Touros de Fogo", nem as "Picarias" fazem parte da tradição tauromáquica portuguesa, mas sim uma imitação espanhola, mais precisamente da zona de Valência (no caso do 1º) e aí mesmo já sobejamente contestada pela barbaridade e violência que encerram, juntando-se o facto de não ter havido um parecer favorável da DGAV, nem o IGAC ter sido consultado para tal fim, estes dois eventos são, como é óbvio, ilegais e nunca poderiam ter acontecido.

 

Atear fogo às hastes de um bovino é uma prática dolorosa de extremo maltrato que jamais será tolerada pela maior parte da nossa sociedade mais consciente e compassiva.

 

Quanto às "Picarias", integradas na "Sortes de Varas", proibida pelo artigo 3º, 3 da Lei nº 92/95 de 12 de Setembro, com redacção actualizada pela Lei nº 19/2002 de 31 de Julho, só poderiam ter acontecido, caso tivessem sido consideradas excepções, segundo o disposto no artigo 3º, 4 e se estas práticas se tivessem mantido ininterruptamente durante os 50 anos anteriores à entrada em vigor do referido diploma, segundo o qual ainda teria que ser a Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) a verificar os requisitos legais para a devida autorização.

 

Perante o exposto, verificaram-se não só no caso do "Touro de Fogo" como também das "Picarias", duas grave ilegalidades que devem ser analisadas em conformidade.

 

Dado que a Câmara Municipal de Benavente anunciou horas antes do "Touro de Fogo" que este tinha sido cancelado e o comando da GNR assegurou o mesmo, consideramos que tanto uma como outra, teriam obrigação de ter impedido que a comissão de festas tivesse levado a cabo tal evento, mas não o fizeram e após a contestação pública, ainda permitiram que se realizassem as "Picarias", demonstrando assim um lapso grave de autoridade, incumprimento da legislação em vigor, bem como o desrespeito pelos cargos que ocupam e que devem ser regidos de forma honesta para com os cidadãos deste país.

 

Vêm portanto os abaixo assinados, exigir a Vossas Exas punições exemplares para a Câmara Municipal e GNR e o sério compromisso de que jamais estes eventos se realizarão no Concelho que superintendem.

Solicitamos também que seja uma força policial isenta e estranha à região a identificar os componentes da comissão de festas e os intervenientes dos dois eventos "Touro de Fogo" e "Picarias" que figuram nos vídeos e fotos que circulam na Internet e que tanto a Associação Animal, como o PAN, alguns cidadãos e até a SIC dispõem.

 

Solicitamos ainda a Vossas Exas que jamais em terras portuguesas estes eventos bárbaros aconteçam, como se têm verificado em alguns lugares, com a complacência das autoridades locais.

 

Gratos pela vossa atenção e aguardando uma clara definição sobre este caso que tanto nos indigna.

 

Grupo Anti Tourada de Viana do Castelo,

Grupo de cidadãos»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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