Terça-feira, 16 de Junho de 2015

LÁ… ENTRE A QUIETUDE, A HARMONIA, A PAZ E A NATUREZA QUE ME ANIMA… ESTAREI…

 

Poderia ter escolhido viver tranquilamente, nos refúgios onde, por vezes, me afasto do mundo cruel que me rodeia.

 

Poderia permanecer lá… até ao fim dos meus dias, entre os seres que me animam e que são meus iguais…

 

DSC01710 REFÚGIO.jpg

 

Mas há um grito que me convoca para a luta que venho travando contra o animal-homem-predador… um mísero ser que ataca a Humanidade, a Natureza e a Vida…

 

Uma luta árdua… que me exaure a alma…

 

Necessito desta fuga…

 

Lá… entre a quietude da Criação, estarei um tempo efémero…

Mas regressarei ao ninho dos pérfidos, para continuar a combater a crueza da selvática natureza humana…

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:34

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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

DA POBREZA E DA RIQUEZA

 

 

 

 Se tenho acesso a uma vinha, não vou colher todas as uvas só para mim...

 

 

Os ricos existem para que haja pobres

 

Pobreza e riqueza.

Duas condições de vida. Ambas injustas, porquanto nem a pobreza nem a riqueza são a medida do homem. Ambas condenáveis à luz da razão, porque uma é imprópria e a outra abusiva da natureza humana.

 

O mundo foi criado para que nele vivessem todos os Homens em plena condição de igualdade, sem necessidade de passarem qualquer privação, porquanto na Natureza existe, em abundância, tudo o que é preciso para a adequada sobrevivência de todos os seres viventes.

 

Por isso, a pobreza não tem razão de existir, bem como também a riqueza. No equilíbrio entre uma condição e outra é que assenta a lógica da coexistência pacífica.

 

Porquê é a pobreza imprópria da natureza humana?

Porque todos os seres humanos nascem iguais, com o mesmo direito de usufruir do que no mundo existe à sua disposição. Se tenho acesso a uma vinha, não vou colher todas as uvas só para mim. Colho apenas as necessárias para saciar o meu desejo de as comer. As restantes, deixá-las-ei para outros que tiverem o mesmo desejo.

 

Porquê é a riqueza abusiva da natureza humana?

Porque se todos os seres humanos nascem iguais e com o mesmo direito de usufruir do que no mundo existe à sua disposição, não devo apoderar-me do que é para repartir com todos esses outros. Não vou colher todas as uvas apenas para as acumular e mostrar que sou rico, privando as outras pessoas de saborearem as que deixo apodrecer, porque são demasiado para mim.

 

Uma sociedade só será justa quando todas as pessoas, sem excepção, tiverem o seu pão com manteiga, o seu copo de leite e a sua banana – o essencial – para matarem o seu jejum. Porquê hão-de uns comer dois pães, quando um só bastava, e outros hão-de não comer nenhum?

 

No mundo, o pão existe em quantidade suficiente para alimentar todos os seres humanos. Mas porquê hão-de uns passar fome para que outros vomitem o excesso dos alimentos que não precisam?

 

Uma questão de pura ganância e mesquinhez, que conduz à má distribuição dos bens necessários à sobrevivência justa e condigna de todos os seres humanos.

 

Os ricos existem para que haja pobres. Podes crer. Se os ricos fossem menos ricos, a riqueza estaria equitativamente distribuída, e a pobreza deixaria de existir à face da Terra. Porquê haveríamos de ter seis mãos, quando duas são a medida exacta da nossa mestria?

 

 in «Manual de Civilidade» © Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:07

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