Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

PARA OS QUE SE DIZEM CATÓLICOS, BEIJAM A MÃO DO PAPA, VÃO A FÁTIMA, AJOELHAM-SE, ACENDEM VELAS E DEPOIS VÃO ÀS TOURADAS…

 

«É melhor ser ateu do que católico hipócrita»

(Papa Francisco)

 

Um texto que dirijo aos governantes portugueses, que se dizem católicos, à igreja católica portuguesa e a todos os falsos católicos que apoiam e aplaudem e divertem-se com práticas cruéis contra seres vivos.

 

Leiam, pasmem e sigam o exemplo que vem de cima.

 

Agora não têm mais desculpas para dizerem que não sabiam.

 

PAPA FRANCISCO.jpg

Origem da foto: Internet

 

Não foi por acaso que o Papa Francisco adoptou o nome de São Francisco de Assis, o Poverello de Assis, que deixou a vida mundana para se dedicar aos mais pobres dos pobres e amar toda a Criação de Deus, considerando todas as criaturas irmãs suas.

 

A visão iluminada de São Francisco de Assis sobre a Mãe Natureza e a natureza do Homem influenciou a Filosofia da Renascença e todos os que, conscientemente, vivem como Seres Humanos e não como seres desumanos.

 

Inspirado nestes princípios franciscanos, o Papa Francisco, a 24 de Maio de 2015, publica a sua carta encíclica Laudato Si’ - Sobre o Cuidado da Casa Comum, na qual tece relevantes críticas aos “poderosos”, ao consumismo, ao “progresso” irresponsável, aos que se julgam superiores a todas as outras criaturas, e faz um apelo à mudança e à unificação global de acções que combatam a degradação ambiental, as alterações climáticas e a postura dos homens perante as criaturas de Deus.

 

Para mim, esta Encíclica, além de ser um hino à cominhão universal, contém algo extraordinário: apresenta uma oração, onde se roga a Deus pela mais pequenina das suas criaturas…

 

Para os que não sabem (e devem ser aos milhares, porque na esmagadora maioria dos púlpitos não se fala disto) as Encíclicas são os documentos mais importantes emitidos pela Igreja Católica, Apostólica Romana, os quais actualizam a doutrina católica através do desenvolvimento de um tema da actualidade.

 

Eis as mais conhecidas Encíclicas, objecto de estudo, nomeadamente dos não-católicos:

 

"Rerum Novarum" (Papa Leão XIII) sobre a questão operária; “Mater et Magistra” (João XXIII), sobre a questão social à luz da doutrina cristã; “Populorum Progressio” (Paulo VI), sobre a cooperação entre os povos e os problemas dos países pobres; "Laborem Exercens" (Papa João Paulo II) sobre o trabalho humano; "Fides et Ratio" (Papa João Paulo II) sobre as relações entre fé e razão; "Deus Caritas est" (Bento XVI), sobre o Amor Cristão; "Caritas in Veritate" (Bento XVI), sobre o desenvolvimento humano na Caridade.

 

São Cartas dirigidas geralmente aos Patriarcas, Arcebispos, Bispos, Sacerdotes, Irmãos da Igreja, mas também aos fiéis; contudo, são os não-católicos que mais as lêem e conhecem.

 

Faça-se um inquérito aos milhares que vão a Fátima e veja-se quantos deles conhecem o conteúdo destas Encíclicas.

 

Pergunte-se aos nossos governantes, que se dizem católicos, e aos padres de todas as paróquias portuguesas, se conhecem o conteúdo da Laudato Si’, do Papa Francisco.

 

Não conhecem, se conhecessem e fossem bons católicos, não se comportariam como se comportam: benzem-se com a mão direita e estendem a esquerda ao diabo.

 

E isto porque, a maioria dos governantes portugueses que se dizem católicos, os que se sentam nos Palácios de Belém e São Bento, e em palacetes de cerca de 40 municípios portugueses, e os que representam as várias dioceses e paróquias espalhadas pelo Continente e Ilhas, comportam-se como carrascos em relação às inocentes, inofensivas e indefesas criaturas de Deus, nossos irmãos planetários.

 

Abordarei aqui apenas a questão dos animais não humanos, incluída nesta Encíclica, porque essa tem sido a minha luta. Mas a Encíclica vai muito além desta questão. Centra-se Sobre o Cuidado da Casa Comum (a Terra) versando sobre os maus tratos que os homens dão ao Planeta, destruindo impiedosamente e irracionalmente o meio ambiente, a sua biodiversidade e as suas Criaturas.

 

Diz o Papa: «Por nossa causa, milhares de espécies cessarão de dar glória a Deus pelo simples facto de existirem, deixarão de levar a sua mensagem até nós. Não temos esse direito. (…). Quando se avalia o impacto ambiental de um projecto, normalmente (os “poderosos”) preocupam-se com os efeitos sobre o solo, a água e o ar, mas são poucos os estudos cuidadosos feitos acerca do impacto sobre a biodiversidade, como se o prejuízo em relação a espécies de plantas e animais fosse de pequena importância. (…) Como resultado, algumas espécies enfrentam o risco de extinção.

 

O Papa Francisco começa por justificar-se, na sua Laudato Si’:

 

São Francisco de Assis

 

10. Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

 

A reacção ao mundo que cercava Francisco de Assis foi muito além da avaliação intelectual ou do cálculo económico. Para ele, toda e qualquer criatura era sua irmã, com a qual estava unido por vínculos de um profundo afecto. O Papa Francisco também reflecte essa veneração por todos os seres vivos, afinal, todos fazem parte da mesma criação divina.

 

Eis alguns excertos retirados da carta encíclica que pode ser lida neste link, na íntegra:

 

87. Quando nos damos conta do reflexo de Deus em tudo o que existe, o coração experimenta o desejo de adorar o Senhor por todas as suas criaturas e juntamente com elas, como se vê neste gracioso cântico de São Francisco de Assis:

 

«Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas, especialmente o meu senhor irmão sol, o qual faz o dia e por ele nos alumia. E ele é belo e radiante com grande esplendor: de Ti, Altíssimo, nos dá ele a imagem. Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã lua e pelas estrelas, que no céu formaste claras, preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento pelo ar, pela nuvem, pelo sereno, e todo o tempo, com o qual, às tuas criaturas, dás o sustento. Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo, pelo qual iluminas a noite: ele é belo e alegre, vigoroso e forte».[64]

 

89. As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: «Todas são tuas, ó Senhor, que amas a vida» (Sab 11, 26). Isto gera a convicção de que nós e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que «Deus uniu-nos tão estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertificação do solo é como uma doença para cada um, e podemos lamentar a extinção de uma espécie como se fosse uma mutilação».[67]

 

92. Além disso, quando o coração está verdadeiramente aberto a uma comunhão universal, nada e ninguém fica excluído desta fraternidade. Portanto, é verdade também que a indiferença ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O coração é um só, e a própria miséria que leva a maltratar um animal não tarda a manifestar-se na relação com as outras pessoas. Todo o encarniçamento contra qualquer criatura «é contrário à dignidade humana».[69] Não podemos considerar-nos grandes amantes da realidade, se excluímos dos nossos interesses alguma parte dela: «Paz, justiça e conservação da criação são três questões absolutamente ligadas, que não se poderão separar, tratando-as individualmente sob pena de cair novamente no reducionismo».

 

89. As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: «Todas são tuas, ó Senhor, que amas a vida» (Sab 11, 26). Isto gera a convicção de que nós e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que «Deus uniu-nos tão estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertificação do solo é como uma doença para cada um, e podemos lamentar a extinção de uma espécie como se fosse uma mutilação».[67]

 

246. Depois desta longa reflexão, jubilosa e ao mesmo tempo dramática, proponho duas orações: uma que podemos partilhar todos quantos acreditam num Deus Criador Omnipotente, e outra pedindo que nós, cristãos, saibamos assumir os compromissos para com a criação que o Evangelho de Jesus nos propõe.

 

Oração pela nossa terra

 

Deus Omnipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos. Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais connosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.

 

Oração cristã com a criação

 

Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas, que saíram da vossa mão poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura. Louvado sejais!

 

Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formado no seio materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado. Louvado sejais!

 

Espírito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e acompanhais o gemido da criação, Vós viveis também nos nossos corações a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejais!

 

Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe. Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido por Vós. Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos. Os pobres e a terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais! Àmem.

 

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 24 de Maio – Solenidade de Pentecostes – de 2015, terceiro ano do meu Pontificado.

Franciscus

 

***

Independentemente de se ser católico ou não-católico, agnóstico ou simplesmente NADA, todos os que sabem ler e não sofrem daquela moderna peste negra chamada iliteracia, devem ler e meditar na mensagem profundamente humanista desta

 

CARTA ENCÍCLICA LAUDATO SI’

SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM

 

que pode e deve ser lida, na íntegra, neste link, para saberem o que andam a fazer neste mundo e para não morrerem ignorantes...

 

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Segunda-feira, 20 de Março de 2017

DE SÚBITO, AS TREVAS DISSIPAM-SE E SOU ÁRVORE…

 

(Para celebrar a Primavera, a Árvore, o Bosque, a Natureza)

 

… sou folha, sou erva, sou vento. Sou gota de orvalho suspensa na flor. Sou sombra, sou luz, sou nuvem que passa. Sou ave que voa até às estrelas e entre elas vagueio ao ritmo dos sons do amanhecer…

 

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(…)

Entretanto, o caminho convergiu para um bosque que, à distância, parecia inacessível. As vozes, que se ouviam, sussurrantes, calaram-se e deram lugar à melodia das árvores. Ouvi, então, o uivo do vento, frágil e lento, enquanto os cedros, ciprestes, pinheiros, sicómoros, castanheiros, álamos, tílias, acácias, carvalhos, sequóias, salgueiros, e muitas mais espécies de árvores erguiam os seus ramos, no que parecia uma inocente súplica aos céus. E o entrançado de troncos e raízes muito antigas diziam da longevidade das árvores.

 

Uma luz coada rompia a folhagem, que moldava um rendilhado verde num fundo azul, já liberto da nuvem transparente que o cingia. E, por momentos, pareceu-me sentir os aromas acres do Outono, quando deambulava pelo meu pequeno bosque. Subitamente, apoderou-se de mim uma inquietude, um deslumbramento, um espanto diante de asas que, à nossa passagem, se levantavam dos ramos, e de olhos atentos que, por entre eles, espreitavam. Encontrava-me, sem dúvida, numa floresta intacta, como se tivesse sido acabada de criar, indomável, livre, imaculada, jamais tocada sequer pela sombra do homem, apesar dos velhos troncos e fortes raízes somarem séculos de existência, entre as humildes plantas silvestres que cresciam ao seu redor.

 

Parecia-me, aquele, o princípio do mundo, onde a vida propriamente dita começara, ou seria um ponto de chegada, o lugar para onde todos os caminhos convergiam? O arvoredo estendia a sua folhagem ao Sol que, altivo e fingindo-se indiferente, espargia a sua claridade sobre a floresta, e envolveu-me o perfume delicado da vegetação. Foi então que o sentido provisório do tempo se contrapôs à consciência do eterno, que se respirava naquele lugar, e voltei a sentir a sensação de estar perdido, algures, dentro de uma fábula.

 

À medida que avançava no caminho, deixei de ouvir o rumorejar do vento. Apenas se ouvia o som dos meus passos e o dos passos do Lobo, que seguia a meu lado, em silêncio. Pisávamos o chão juncado das folhas caídas dos abetos que grafavam mensagens secretas da terra e das águas, trazidas por uma aragem quase imperceptível, que rendeu o vento, na sua guarda ao bosque. Ali, naquele lugar, a Natureza havia desabrochado como um milagre. Uma delicada neblina erguia-se de um rio de águas vagarosas que margeava o caminho, e onde flutuavam cisnes melancólicos que, em silêncio, acompanhavam o nosso percurso. Naquele momento, senti o ritmo tranquilo da vida do bosque entranhar-se em mim como se fizesse parte do meu ser. Entre as árvores, que sempre me pareceram eternas, por ultrapassarem a existência dos homens, os animais da selva davam azo à sua liberdade. Contemplava-os, finalmente. Havia-os de todas as espécies. O seu discreto alarido contrastava com o silêncio imanente da floresta, que começava a ficar para trás. Deixámos as sombras. Diante de nós abriu-se uma planície imensa, grávida de verde, onde pastavam, pacificamente, numa partilha harmoniosa, nunca vista, leões, tigres, elefantes, girafas, servos, veados, lobos, panteras-negras…

 

(…)

O caminho estava traçado entre o arvoredo, como uma claridade e nele, distraidamente, eu ia pisando as sombras reflectidas no chão, pejado de folhas secas e flores murchas, evitando os fios de luz, que o Sol projectava por entre os ramos, num jogo que me entregou a infância.

 

 

(…)

Num lugar como aquele, verde, tingido de púrpura, onde soprava uma brisa vagarosa, e que um Sol, aparentemente ausente, enchia de contornos imprecisos, o tempo parecia não existir. Era eterno como as árvores e, nos momentos de profundo silêncio, parecia que a floresta estava adormecida.

 

in «A Hora do Lobo» © Josefina Maller

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

MINISTRO DO AMBIENTE PROMOVE MATANÇA DE INDEFESOS ANIMAIS SILVESTRES

 

 

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, diz querer fomentar a caça…

Será que não existe nenhum ministro humanista neste governo?

Um ministro do Ambiente deveria banir a matança cobarde de animais silvestres apenas para que uma “elite” possuída de instintos primitivos e desadequados ao Século XXI possa divertir-se à custa do sofrimento de seres indefesos.

O ministro do Ambiente, contesta as críticas dos caçadores e salienta uma série de medidas tomadas pelo governo que vão ao encontro de algumas reivindicações do sector. 

É triste constatar que em Portugal o governo só vai ao encontro das reivindicações de carniceiros.

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Imagens como esta dizem de um país que promove práticas cavernícolas…

 

O ministro reconhece a importância da caça e salienta que continuará a tomar medidas no sentido de fomentar esta matança.

 

Que importância terá a caça para a Nação e para a Fauna autóctone portuguesa?

 

Os governantes portugueses só ouvem as reivindicações de sectores que envolvem muita parra (€€€€€€€) e pouca uva.

 

Terão medo de levar um tiro de caçadeira? Porque este tipo de violência é o que mais existe em Portugal. A maioria dos crimes é cometida por caçadores, com caçadeiras.

 

As reivindicações dos trabalhadores, dos estudantes, dos ecologistas, dos que lutam pelo bem-estar animal, dos que defendem a Língua Portuguesa, essas não são consideradas, apesar de envolverem milhares de portugueses.

 

As minorias parasitas, que nada fazem em prol da sociedade, é que são ouvidas pelos ministros.

 

Que espécie de políticos temos nós, que em vez de fomentar a evolução, fomenta o retrocesso?

 

Aqui há tempos os Ecologistas espanhóis desmascaram cientificamente sete mitos do sector da caça, que pode ser consultado aqui (é só clicar):

«A CAÇA É UMA ABERRAÇÃO»

 

 

De acordo com o médico veterinário Dr. Vasco Reis, «Caçar é provocar susto, sofrimento com ferimento mais ou menos rapidamente mortal, que vitima animais inocentes e nascidos para viver e sobreviver e até por vezes pessoas. Torna insegura a presença na natureza e polui. Incomoda e até indigna muitas pessoas. Existem métodos de controlar populações, equilibrada e responsavelmente, causando menos sofrimento e risco, que deveriam ser estudados, decididos e postos em execução por entidades competentes».

 

A caça é uma prática obsoleta. Estamos no século XXI D. C.

 

Não é preciso a intervenção do “homem”, para se repor o que quer que seja. Isso é um argumento falacioso, usado pelos que se divertem a MATAR seres indefesos.

 

A Natureza encarrega-se de repor a ordem natural das coisas.

 

Um País que não sabe defender a sua Fauna e a sua Flora não merece ser considerado um País; e os políticos que dão ouvidos a matadores, são políticos a fingir, porque não fazem EVOLUIR o país.

 

Quando o ministro do Ambiente fala sobre as vantagens do ordenamento cinegético e da gestão e exploração cinegética sustentável para a conservação dos recursos naturais, enquanto actividade geradora de desenvolvimento rural, actividade que promove a gestão do território e que possibilita o fomento de espécies e o maneio de habitat, pretende enganar quem?????

 

A caça e os caçadores pertencem a uma época primitiva, que já não existe. Então por que insistir nesta aberração?

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/02/05/sociedade/noticia/ministro-diz-querer-fomentar-a-caca-1760415

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Domingo, 8 de Janeiro de 2017

IN MEMORIAM – PROFESSOR DOUTOR DANIEL SERRÃO

 

Morreu hoje, dia 8 de Janeiro de 2017, aos 88 anos, o Dr. Daniel Serrão, um Ser Humano raro, que tive o privilégio de conhecer, e que me marcou profundamente. Com ele aprendi a dar valor à Vida, seja de quem for essa Vida, e a não temer a morte, porque a morte não é o fim…

 

Dizia Daniel Serrão que é difícil acreditar que chegamos ao fim da vida com tanto saber acumulado, para tudo acabar ali...

 

Obrigada, Dr. Daniel Serrão, por tudo o que me ensinou sobre a Vida, a Morte, a Ética e a Bioética...

 

Muito do que sou hoje, e do que hoje defendo, devo-o aos ensinamentos deste Homo Sapiens Sapiens, que é o orgulho e um exemplo maior para toda a Humanidade.

 

Até sempre... meu Mestre…

 

DANIEL SERRÃO.jpg

                                   Fotografia: Egídio Santos

 

Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o Dr. Daniel Serrão, um Homem fascinante, pela sua postura humanista, pelo seu raro saber, pela sua extraordinária lucidez e sensibilidade, pela sua capacidade de cativar uma plateia com a humildade que caracteriza os grandes sábios. Não foi por mero acaso que o Papa Francisco o convidou para seu conselheiro e para integrar a Academia Pontifícia para a Vida.

 

A primeira vez que o vi e ouvi, foi na cerimónia de entrega do Prémio Especial Europeu de Jornalismo/91, que me foi atribuído pelo Conselho de Prevenção de Tabagismo, com o apoio do Programa Europa Contra o Cancro, pelo contributo prestado à luta antitabágica em Portugal, destinada às crianças, no Cantinho do Nicolau, no Jornal O Comércio do Porto, em que ele proferiu uma palestra sobre este tema, extremamente lúcida, profunda e tão perturbante que, se eu fosse fumadora, deixá-lo-ia de o ser naquele mesmo dia, com toda a certeza.

 

De tal modo fiquei fascinada pelo seu saber que nunca mais o perdi de vista, seguindo-o onde quer que ele apresentasse uma palestra. Era como se frequentasse um Curso Superior de cada vez que o ouvia…

 

Mas a que mais me marcou, foi a que proferiu em 1992, na Póvoa de Varzim, convidado pelo Rotary Clube daquela cidade, onde apresentou uma palestra subordinada ao tema «Implicações da Moderna Bioética para a Deontologia Profissional Médica».

 

Transcreverei aqui parte do texto que escrevi na altura, para um jornal poveiro sobre esta palestra, que constituiu uma viragem no meu entendimento da Vida, de todas as Vidas, que passei a defender como se fosse a minha própria Vida.

 

 INTERVENÇÃO DO HOMEM SOBRE A NATUREZA

 

O Professor Daniel Serrão começou por salientar que a Bioética é uma noção que se espalhou pelo mundo, chegando rapidamente a Portugal, constituindo uma preocupação mais do âmbito da sociedade civil do que dos governantes.

 

Quais as suas origens?

 

As investigações da segunda metade do nosso século tornaram possível a capacidade de intervenção dos cientistas nos sistemas biológicos (plantas e animais).

 

Esta possibilidade fez nascer uma primeira nova ciência – a ECOLOGIA – que apareceu quando o homem começou a preocupar-se com a sua intervenção sobre a Natureza (na produção em série de batata, trigo, leite, entre outras).

 

Começou-se então a considerar que esta intervenção poderia ser prejudicial, e os problemas da natureza inquietam o homem quando o seu equilíbrio é comprometido.

 

Todo o processo da vida resultou do mecanismo da adaptação. Os seres sobrevivem se se adaptam ao meio ambiente, e perecem quando essa adaptação falha. Daí nem sempre ser producente pretender manter vivos seres que não podem viver (é esta por vezes a falha das posições ecologistas).

 

No entanto, o que levou ao avanço da Bioética foi o facto de se começar a aplicar as técnicas de intervenção no próprio homem (e temos os exemplos do bebé proveta e o da transplantação de tecidos). Tal situação originou problemas de natureza ética.

 

Ora a Ética, segundo o Professor Dr. Daniel Serrão, é uma categoria do pensamento (tal como a lógica), que leva a avaliar as situações segundo valores. E os valores não são absolutamente bons nem absolutamente maus, daí que a sua utilização não seja igual, e tomar decisões segundo valores estabelecidos pode provocar complexos casos de consciência.

 

Como não somos um, mas milhões de seres, os valores éticos devem ser definidos pela maioria das pessoas, o que constitui, à partida, um imperativo ético.

 

De acordo com o Dr. Daniel Serrão, as sociedades mudam, bem como mudam as pessoas, e essas mudanças vão do universo ético ao universo do Direito transformando-o em norma jurídica. Na Bioética a norma religiosa não tem cabimento, pois ela vai buscar o seu fundamento fora do homem, e quando a norma religiosa se transforma em norma jurídica, temos aqui uma perversão profunda (tal como o é o fundamentalismo islâmico).

 

Para o Dr. Daniel Serrão, a morte do homem pelo homem não se justifica. Então como modificar essa perversão de valores? Pela reconversão através do sistema educativo.

 

PENSAR EM TERMOS DOS VALORES DA HUMANIDADE

 

Um terceiro ponto focado pelo Dr. Daniel Serrão e que levou ao desenvolvimento da Bioética foi o de que as tecnologias avançadas no campo da Ciência Biológica estão hoje à disposição dos próprios médicos, e isso começa a assustar as pessoas.

 

Os médicos (incluindo os veterinários) têm nas mãos o poder de transformar os sistemas biológicos do homem (e também de todos outros animais) daí ser necessário que os profissionais tenham regras fixas de deontologia e possam ser responsabilizados pelas suas intervenções nesse campo.

 

O conjunto dos três pontos já referidos criou a Bioética que nasceu em 1970, o que conduz à necessidade de uma nova disciplina que aprofunde o conhecimento da Biologia e faça pensar estes problemas sob uma perspectiva de reflexão ético-cultural.

 

NOVO HUMANISMO BASEADO NA SOLIDARIEDADE

 

A Bioética, ainda de acordo com o Dr. Daniel Serrão, não tem fundamento jurídico, nem religioso. Onde se poderá encontrar então o seu fundamento?

 

Em primeiro lugar, o homem é um animal cuja evolução nos trouxe desde os antropóides (de há 600 mil anos atrás) até aos nossos dias, sendo que a inteligência reflexiva existente nos homens os distingue de todos os outros animais, igualmente inteligentes.

 

A Ética nasce então, quando reconhecemos que os outros são exactamente iguais a nós.

 

O Novo Humanismo deverá ser o da Solidariedade Humana, condição única que poderá levar à sobrevivência da Humanidade. Por conseguinte, o primeiro princípio da Bioética é o do respeito pela própria estrutura biológica de cada ser vivo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:04

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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

DO NASCIMENTO (DO TOURO) À EXTINÇÃO… NA ARENA

 

 

Reflexão de fim de ano sobre o Touro que os tauricidas chamam de “bravo”…

 

Um tal João Aranha, que não sei quem é, nem me interessa, escreveu um texto completamente imbecil, desprovido do mais básico conhecimento científico sobre bovinos, no aficionado “jornal” Correio da Manhã, sob o título «Do nascimento à extinção - Reflexão de fim de ano sobre o toiro bravo», onde esparramou uma ignorância que vem do tempo das mais profundas trevas, e que foi passando de geração em geração, como se fosse o saber dos saberes

 

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Porém (existe um porém) os tempos evoluíram, o mundo saiu das trevas, os conhecimentos avançaram, e hoje apenas os muiiiiito, mas muiiiiiito ignorantes é que não sabem que na Natureza não existem Touros “bravos”, mas simplesmente bovinos, que nascem como todos os bovinos, mas que são manipulados e torturados desde a nascença e ao longo da sua curta vida, para fazerem de conta que são “bravos”, e depois são enfraquecidos através dos mais repugnantes métodos, antes de entrarem na arena, para serem barbaramente torturados e morrerem lentamente, para que aos olhos dos sádicos que assistem à tortura, os cobardes tauricidas possam passar por “heróis”, porque a tauromaquia é a suprema arte da cobardia… desde o nascimento do bovino até à sua extinção na arena…

 

E esta é a única extinção que existe na tauromaquia: a morte lenta e dolorosa de um dócil e pacífico ser senciente, para satisfazer o prazer mórbido de psicopatas, sádicos e dos afectados por uma deformação mental, e encher os bolsos de criaturas acéfalas.

 

O que se extinguirá, com a abolição da selvajaria tauromáquica é a crueldade e a violência exercidas sobre seres que são muito superiores a quaisquer dos intervenientes nesta barbárie, e obviamente a extinção do bando de parasitas tauricidas que vivem à custa dos impostos dos portugueses.

 

***

Que haja joões aranhas por aí a destilar um ódio cavernícola por seres sencientes e pacíficos como os bovinos, e a dizer disparates de alto quilate, sobre uma matéria que desconhecem por completo, será (será?) normal, porque a anormalidade, neste nosso país ainda com raízes terceiro-mundistas, está legislada, por mais incrível que isto pareça.

 

O que é espantoso é existir um “jornal” que tem por função informar, e o que faz? Publica uma enxurrada de imbecilidades, que só contribui para que a ignorância continue a espalhar-se como um vírus nocivo. Por estas e por outras Portugal tem uma franja populacional ainda muito, mas muito atrasadinha…

 

(Do nascimento… do bovino)

 

 

 

(…à extinção do bovino na arena…)

 

 

Esmiucemos o que disse o João Aranha:

 

«Com mais um ano a findar, eis a ocasião propícia para algumas reflexões. Ao fazê-lo, dei comigo a meditar sobre a ignorância de alguns anti-taurinos e outros fundamentalistas urbano-depressivos que, nunca tendo visto parir uma ovelha ou cobrir uma burra, se permitem criticar quem aponta factos sobre tão importante matéria».

 

Só este primeiro parágrafo diz da deformação mental dos tauricidas. Eles é que são ignorantes (pois nada sabem de bovinos); eles é que são anti-taurinos (que significa inimigos dos touros) nós somos anti-touradas; eles é que são fundamentalistas, tipo islâmicos (pois sentem prazer em torturar seres vivos); eles é que são urbano-depressivos (tão depressivos que precisam de torturar animais para exorcizar as suas frustrações e a invirilidade de que sofrem); e como são extremamente ignorantes acham que todos são ignorantes também, e medem todos pelo mesmo alqueire.

 

Todos nós, animalistas, conhecemos bem tudo o que diz respeito aos animais, temos conhecimentos das ciências que se dedicam ao estudo dos animais no que se refere à sua biologia, genética, fisiologia, anatomia, ecologia, geografia e evolução, por isso sabemos do que falamos.

 

Não queiram vir ensinar o padre nosso ao vigário, quando nem sequer sabem rezar, porque o que vos ensinam nas igrejas que frequentam é apenas odiar os animais. Torturá-los para se divertirem. E isto não é cristão. É diabólico.

 

O parágrafo que se segue é de uma ignorância crassa. Medieval. Cavernícola. Uma mentira repetida há séculos, para enganar os ignorantes, tornou-se na verdade dos imbecis.

 

«Igual comportamento provem dos que, à porta do Campo Pequeno, em noite de corrida, ou mesmo na comunicação social, e até na Assembleia da República, continuam a afirmar que o toiro bravo (o toiro de lide destinado à tourada) mais não é do que um bovídeo que não estará condenado à extinção se as touradas acabarem, podendo sobreviver livremente na natureza. Uma tal crença peca por total ignorância de quem, com base num fundamentalismo sem fundamento, desconhece todo o percurso da espécie, desde que se chamava auroque e surgia pintado nas cavernas da pré-História até ao soberbo animal que hoje temos

 

Leia mais, João Aranha. Não enterre essa cabeça oca na areia. Saia das trevas. Ilumine-se.

 

Vou indicar-lhe aqui informação suficiente para deixar de ser ignorante, e nunca mais se atrever a vir a público dizer tanto disparate.

 

Fonte:

http://www.cmjornal.pt/opiniao/detalhe/do-nascimento-a-extincao

***

Quando falamos de selvajaria tauromáquica falamos disto:

 

«A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO?» OU A QUEDA DE UM MITO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/572988.html

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

MORTE DO TOURO NA ARENA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/morte-do-touro-na-arena-683521

 

A ORIGEM CIENTÍFICA DA "AFICIÓN"

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-origem-cientifica-da-aficion-673814

 

O SOFRIMENTO DE UM TOURO DIAGNOSTICADO POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-sofrimento-de-um-touro-diagnosticado-677391

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:34

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

«O HOMEM É A ESPÉCIE MAIS INSANA…»

 

«O Homem é a espécie mais insana. Venera um Deus invisível e destrói a Natureza visível…sem se aperceber de que esta Natureza que ele destrói é o Deus invisível que ele venera».

 

HUBERT REEVES.jpg

 Hubert Reeves é um Astrofísico nascido a 13 de Julho de 1932, em Montreal, Canadá.

 

Ler entrevista neste link:

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/nao-acredito-que-os-seres-humanos-possam-exterminar-a-vida-1623748

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Domingo, 4 de Dezembro de 2016

A IRRACIONALIDADE DO ANIMAL PRÉ-HUMANO

 

O animal pré-humano, uma subespécie do Homo Sapiens, que usa e abusa de seres indefesos, terá o seu dia para pagar esses CRIMES, sim porque nem tudo o que é legal é aceitável à luz da racionalidade.

 

Quem legisla também comete crimes, ao permitir que outros os cometam.

 

LÁGRIMAS.png

 

Todo e qualquer "divertimento" que implique a utilização de animais não humanos deve ser considerado crime contra a Natureza, porque a Natureza implica uma Ordem Cósmica pré-definida, que os animais não humanos cumprem escrupulosamente, e o "divertimento" à custa do sofrimento desses animais, que não nasceram para servir os instintos sádicos e assassinos dos cobardes animais pré-humanos, é um autêntico atentado a essa Ordem Cósmica, configurando um hediondo crime.

 

É urgente providenciar a evolução desses pré-humanos, para que a Humanidade possa ocupar o seu lugar na Natureza: o lugar de guardiã da Vida no Planeta Terra.

 

Ser racional implica essa responsabilidade perante os seres mais indefesos.

 

A VIDA encarregar-se-á de devolver aos abusadores de animais, todo o mal que eles praticaram contra a natureza dessa própria Vida.

 

Isto é tão certo como o Sol dar lugar à Lua.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:48

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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

AS TOURADAS CONTRA O TURISMO NOS AÇORES

 

Comunicado do Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

 

TOURO.jpg

 

O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA), num momento como o actual de grande desenvolvimento do turismo nas nossas ilhas, regista, com muita preocupação, alguns relatos de turistas que são intimidados pela presença de touros soltos quando percorrem alguns dos trilhos pedestres da ilha Terceira. Tal facto cria um clima de insegurança que é exactamente contrário à tranquilidade necessária e desejável para quem se desloca para contemplar as belezas naturais da ilha. Já houve mesmo relato de feridos entre os turistas.

 

Sendo os trilhos pedestres um dos principais pólos de atracção turística da região e dos mais procurados por quem nos visita, não se percebe alguma apatia existente na ilha Terceira que se traduz na falta de criação das devidas condições para a sua utilização.

 

Ao exposto, temos de acrescentar a realização na referida ilha de mais de uma tourada à corda por dia, por vezes cortando o trânsito, paralisando a economia e criando novas e absurdas situações de perigo para os turistas. Segundo notícias divulgadas na comunicação social nos últimos anos, são já vários os turistas que receberam ferimentos graves no decorrer duma tourada à corda, ou simplesmente por se encontrarem nas proximidades no momento da fuga do touro. Este ano foi ainda mais grave, tendo uma turista sido morta.

 

É este o cartaz turístico que os Açores pretendem oferecer a quem nos visita?

 

O MCATA considera delirantes as recorrentes declarações da indústria tauromáquica no sentido de afirmar que as touradas servem para atrair o turismo quando as mesmas são cada vez mais repudiadas a nível internacional. Ainda recentemente um operador turístico da ilha Terceira afirmou que os trunfos para atrair o turismo eram “os toiros, a natureza e a gastronomia”, convidando uma série de agentes de viagens espanhóis para conhecer estas realidades da ilha. O resultado foi o que se esperava: os próprios convidados foram peremptórios em desmentir as palavras do seu anfitrião, afirmando que “o principal trunfo da Terceira no campo turístico reside na natureza”.

 

O negócio das touradas parece ser claramente um entrave para o desenvolvimento do turismo, tanto na ilha Terceira como nos Açores, pois os aspectos negativos de qualquer uma das ilhas ficam, para o turista, associados ao conjunto do arquipélago. A irresponsabilidade e a falta de cuidado no desenvolvimento do turismo de natureza na Terceira, ou em qualquer outra ilha, pode dissuadir novos turistas de visitar os Açores.

 

O MCATA repudia todos os apoios declarados ou encobertos à tauromaquia e considera que devem ser criadas todas as condições para que os turistas se sintam em segurança na ilha Terceira bem como nas restantes ilhas.

 

Comunicado do

Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/

27/10/2016

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

A TEIA DE ARANHA

 

Uma fotografia magnífica do meu conterrâneo João Elvas.

 

Tenho uma grande admiração por este fotógrafo, porque ele sabe, como ninguém, captar as subtilezas da Natureza.

 

Tenho também um imenso respeito pela Aranha, um ser que tece a sua teia com uma arte tão minuciosa e subtil, que põe qualquer mestra tecedeira humana no chinelo…

Em minha casa não deixo que se toque nas teias das aranhas...

 

A medida de todas as coisas é, sem qualquer dúvida, esta Natureza que nos surpreende em tudo o que consegue fazer sem nenhum outro instrumento a não ser ela própria.

 

14370331_1066250546825140_8257175868909339014_n[2]

 Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1066250546825140&set=gm.1318190171533816&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:54

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

A PALAVRA - ÚNICA VANTAGEM DO HOMEM SOBRE OS OUTROS ANIMAIS, E MESMO ESSA NÃO FAZ A MÍNIMA FALTA NA NATUREZA

 

Uma criança humana de 4 anos não faria isto, e um adulto humano sem mãos também não.

 

O homem não é um animal superior a nenhum outro animal.

A vantagem dele é apenas o poder da PALAVRA.

 

 

 

«Que maravilha! Sabemos tão pouco sobre o que é a inteligência! Este saber, quando comparado com um caçador a disparar sobre uma ave, que nos diz sobre o que seja a realidade a que chamamos inteligência? Que faculdade de arquitectura terá frequentado esta ave? Que livros de psicologia terá lido para saber agradar e conquistar a sua parceira? Que qualidades artísticas terá adquirido a fêmea para apreciar e valorizar a construção do arquitecto? Sabemos tão pouco...» (Arsénio Pires)

 

«Eu penso que já se vai sabendo muito sobre a inteligência dos pássaros e de outros animais não humanos.

 

O que acontece é que os homens têm vergonha, medo, sei lá o quê, de comprovar que afinal, a "inteligência" deles não é assim tão superior ou única.» (Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:43

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